Quando ainda se chamava Alto Sapucaia, no início do ano de 1925, uma terrível tosse acometia os moradores locais, o Sr. Ângelo Frasson diante da situação e em conversa com demais moradores, decidiu formar nesta localidade a Comunidade Eclesial de Base de São Sebastião do Alto Sapucaia. Porém foi em 20 de abril do mesmo ano 1925 que o Reverendíssimo Vigário Padre Humberto da Paróquia de Santa Isabel deu a licença para o início da construção da Capela de São Sebastião do Alto Sapucaia.

O trabalho foi árduo, e em 12 de fevereiro de 1928 foi inaugurada a Capela de São Sebastião com a celebração da Santa Missa presidida pelo Pe. Humberto, com a presença das Comunidades de São Rafael (São Rafael-DM) e Nossa Senhora da Imaculada Conceição (Sapucaia-DM, hoje Paraju-DM). Apesar da Grande devoção, ao glorioso Mártir São Sebastião, a imagem só chegou na Capela no dia 18 de fevereiro de 1929, esta que veio de Viana-ES trazida por uma Tropa de Burros com a ajuda do Sr Nicolau Simmer. A imagem foi doada pelo Sr Antônio Tonolli e se encontra até hoje em nossa Igreja. Mais tarde aos 30 dias do mês de julho de 1932 foi comprado e instalado na Capela pelos moradores o Sino, que foi pego na Estação Ferroviária de Marechal Floriano-ES pesando 40,5 kg e também se encontra em nossa Igreja.
Por volta do ano de 1935 a Comunidade deixa de se chamar São Sebastião do Alto Sapucaia e passa a ser chamada de São Sebastião de Alto Paraju. A Capela construída se localizava no terreno onde hoje está o Cemitério Católico de Alto Paraju, permanecendo por 24 anos. No ano de 1952 foi então erguida a nova Igreja de São Sebastião, não mais chamada de Capela, no local em que nos encontramos até os dias de hoje. Na época este terreno foi doado pelo Sr Alfredo Bonestap para contrução da nova.
Com o passar dos anos a população foi crescendo, e moradores da região de Ribeirão Capixaba-DM que eram membros da Comunidade São Sebastião, decidiram então fundar uma nova Comunidade. Nasce aos 17 de fevereiro de 1988 a Comunidade de Santa Terezinha de Ribeirão Capixaba-DM. Mais tarde por volta de julho de 1994, novamente da Comunidade de São Sebastião surge outra pequena Comunidade de Nossa Senhora da Penha de Alto Paraju-DM.
Com a ação do tempo desgastando a construção e o espaço não comportando mais os membros da Comunidade de São Sebastião, Alto Paraju-DM, no início de dezembro de 2006 a pequena Igreja de São Sebastião foi demolida e em menos de 3 anos, no dia 01 de maio de 2009 inaugurada a atual Igreja.
Por 93 anos fizemos parte da história da Paróquia de Santa Isabel Domingos Martins e em 31 de maio de 2018 começamos a escrever uma nova história. Fundada pelo Padre João Marcelo dos Santos, somos membros da Paróquia do Santíssimo Sacramento e Sede do Setor São Bento. Hoje rumo ao Jubileu de 100 anos somos gratos a Deus por todas as graças alcançadas e felizes por fazer parte dessa linda história de fé e devoção.Iniciamos no dia 17 de janeiro de 2024 o Jubileu do Ano Centenário de Criação da Comunidade São Sebastião, Alto Paraju-DM, Paroquia do Santíssimo Sacramento, Paraju-DM. A celebração deste jubileu torna-se grande oportunidade de renovação, de crescimento no amor e sentido de pertença a esta Igreja particular, e de aprofundamento da fé e do ardor missionário nesse tempo especial de graça.
O Tema escolhido para o Centenário: “Comunidade São Sebastião, 100 anos de História e Devoção”, convida-nos a recordar a história da Comunidade Eclesial de Base, contemplando a obra de Deus no caminho de fé realizado por nossa Comunidade. Agradecer a Deus por esta bela história, e aprender do testemunho dos irmãos e irmãs que realizaram a missão da Igreja neste tempo.
Sem tirar os olhos do retrovisor dessa bonita história, mas enraizados nela, olhamos para a frente, para seguirmos confiantes no caminho da missão que o Senhor continua confiando à sua Igreja. Para isso nos encaminha o lema que escolhemos, do mandato de Jesus “Lançai a rede” (Jo 21,6). De fato, a grande convocação da Igreja nesse momento é a saída para a missão. Cristo nos envia e manda lançar as redes da evangelização para que alcance os homens e mulheres do nosso tempo, sedentos da vida e da salvação em Cristo. Em continuidade com nosso caminho missionário deverá considerar três grandes prioridades pastorais: catequese, família e juventude; e dois polos de atenção: história da Comunidade e adolescentes, idosos na sociedade.

São indicações de direção prioritária para onde devemos lançar as redes da missão. Sabemos muito bem, no entanto, que a missão só é possível se formos “evangelizadores com espírito”. O jubileu nos oferece oportunidade de conversão pessoal e pastoral, com os olhos fixos em Jesus. Não haverá conversão pastoral sem conversão pessoal que qualifica o evangelizador com espírito. Por isso, a celebração do centenário deve ser também um tempo de purificação, de crescimento na santidade devida. Por isso, ajuda muito também a proposta das indulgências, que resultam de um caminho de conversão, na oração e na proclamação da fé.
O aprofundamento dessa espiritualidade será favorecido pelas inúmeras iniciativas propostas, como as peregrinações à Catedral, a peregrinação da imagem de São Sebastião pela Comunidade, as festas dos Santos e Santas de Deus, as atividades missionárias, os círculos bíblicos, a romaria ao Convento da Penha, os eventos de celebração e de formação, entre outros que o zelo e a criatividade pastoral indicarão.
O ano centenário deverá também ser oportunidade para dar maior visibilidade à presença da Igreja na Sociedade. Iniciativas nesse sentido devem ser promovidas em toda localidade, como serão também realizadas em sentido paroquial, como sessões nas câmaras municipais, presença nos Conselhos Municipais, presença nos meios de comunicação, palestras na Universidades, e o reforço de iniciativas do Pacto pela Vida, entre outras.
Sintamos sempre a presença de nosso glorioso Mártir São Sebastião, e confiemos em sua intercessão para que não falte na celebração do nosso jubileu, o vinho novo, Cristo.
São Sebastião, rogai por nós!






























Os municípios que abrangem a Prelazia de Lábrea, no Amazonas, serão o cenário da Missão Laguna Negra, que visa despertar no voluntário da saúde a vivência da vocação missionária, convivendo, conhecendo, aprendendo e trocando experiências na realidade amazônica das comunidades ribeirinhas e indígenas.

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