Notícias da Arquidiocese

Embora continue um pouco mais entre nós, até à chegada do novo arcebispo, mas no próximo sábado, 8 de fevereiro a Arquidiocese de Vitória

Embora continue um pouco mais entre nós, até à chegada do novo arcebispo, mas no próximo sábado, 8 de fevereiro a Arquidiocese de Vitória despede-se de dom Dario Campos com uma missa de Ação de Graças. Vamos juntos agradecer a presença e o pastoreio de dom Dario nestes 6 anos que ficou conosco como arcebispo de Vitória. A missa será na Catedral de Vitória às 9h e todos estão convidados a participar.

Dom Dario cumpriu a sua missão como arcebispo e volta para sua Congregação, Ordem dos Frades Menores. Entre nós deixou seu carisma franciscano de proximidade, alegria e inclusão. Agora é hora de agradecer e também de despedir e desejar saúde, paz e um pouco de descanso.

Lembremos um pouco de sua missão entre nós e de sua trajetória:

Dom Dario iniciou seu ministério episcopal em Vitória em janeiro de 2019 e uma de suas primeiras inciativas foi a convocação para uma Assembleia do Povo de Deus, ocasião em que percorreu todas as áreas pastorais, preparando o povo para a Assembleia.

Durante sua gestão pastoral privilegiou as paróquias, visitando-as, dentro de sua possibilidade de agenda, por ocasião da festa do padroeiro. Propôs a vivência da fé a partir das características da Igreja no Espírito Santo, em comunhão com a CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e com o Papa Francisco, e na fraternidade, valor franciscano que carrega com sua vocação.

Destacou-se pela facilidade e simplicidade com que se aproxima e acolhe a todos, em qualquer situação, desde as solenidades aos encontros com pequenos grupos de pastorais e serviços.

Na organização pastoral criou dois vicariatos, sendo um para a Comunicação e outro para a Ação Social, Política e Ecumênica.

Para atender demandas pastorais criou nova paróquia na região serrana do Estado, em Pontões, Afonso Claudio.

Ordenou 20 padres para a Arquidiocese de Vitória

Incentivou os padres ao estudo contínuo, enviando três padres para estudar em Roma e flexibilizando as atividades pastorais daqueles que fazem pós-graduação em diversas áreas teológicas.

Estabeleceu que os diáconos transitórios fizessem uma experiência de missão antes da ordenação presbiteral, seja na Igreja-Irmã em Lábrea, seja no Pará na diocese de Araguaia. Na mesma linha de incentivo à missão incentivou os padres diocesanos a dedicarem um período às missões nas mesmas regiões.

Em junho de 2019, apoiou a criação do Fórum Igreja e Sociedade, que continua se reunindo com o objetivo de coordenar atividades sociais a partir dos princípios da Doutrina Social da Igreja e incentivou a criação da Campanha Paz e Pão para atender famílias carentes. O projeto teve início durante a pandemia e atende mais de mil famílias com cesta mensal de alimentos.

Transferiu a Casa do Propedêutico para o Centro de Vitória, transformando o local antes Casa do Propedêutico, em Casa Sacerdotal.

Implementou a instalação do sistema fotovoltaico no Centro de Estudos dom Silvestre Scandian, Seminário Nossa Senhora da Penha, Casa do Propedêutico, Residência Episcopal  e Casa Sacerdotal.

Reviu e atualizou o Regimento Administrativo Paroquial e do Fundo Presbiteral.

Apoiou e empenhou-se na revitalização do patrimônio histórico e projetos de Arte Sacra. Entre os projetos de revitalização estão o Santuário de Anchieta, em Anchieta; Igreja dos Reis Magos, em Nova Almeida; Igreja Nossa Senhora da Ajuda em Araçatiba; Igreja do Carmo e de Sta. Luzia no Centro de Vitória.

Aprovou junto ao Ministério da Cultura o projeto de criação de um museu de arte sacra a ser instalado no Convento São Francisco, no Centro de Vitória.

Reabriu a Escola Diaconal em 2021 e a primeira turma de candidatos desta reabertura está no período de formação teológica em vista da ordenação.

Retomou a missa mensal com os políticos católicos, que não acontecia desde 2017.

Biografia:

Dom Dario Campos nasceu 9 de junho de 1948 em Castelo no Espírito Santo. Mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde cresceu e descobriu sua vocação Religiosa. Foi ordenado padre em 8 de dezembro de 1977 na Ordem dos Franciscanos Menores e exerceu sua missão presbiteral em Minas Gerais.

Foi ordenado bispo em 26 de dezembro de 2000, quando se tornou coadjutor na diocese de Araçuaí, MG. Tornou-se titular e permaneceu em Araçuaí até 2004. De 2004 a 2011 foi bispo em Leopoldina, MG e de 2011 a 2018 foi bispo em Cachoeiro de Itapemirim, ES.

Em 2018 foi nomeado arcebispo de Vitória, ES e aqui permaneceu até se tornar emérito em 30 de dezembro de 2024.

Paróquias e comunidades eclesiais de base receberam no início deste ano o Regimento de Administração Paroquial com atualizações. Párocos, vigários paroquiais e membros dos

Paróquias e comunidades eclesiais de base receberam no início deste ano o Regimento de Administração Paroquial com atualizações. Párocos, vigários paroquiais e membros dos Conselhos Administrativos terão acesso para que verifiquem as normativas que os regem e revisem as práticas que podem ser atualizadas e melhoradas.

São 32 capítulos e 07 anexos pelos quais perpassam a natureza, finalidades e funcionamento dos Conselhos; administração financeira e patrimonial; impostos; regularização de obras; responsabilidade e práticas no uso dos bens e imóveis; orientações para obras; procedimentos nas transferências, coletas, contribuições especiais, festas e ações solidárias, espórtulas e côngruas, entre outros.

Além de procedimentos para o andamento administrativo, o Regimento também traz definições e esclarecimentos sobre palavras bastante utilizadas no meio religioso e nem sempre compreendidas por todos, como o que é espórtula, Mitra Arquidiocesana, siglas como CAP, etc.

O Regimento é um documento de orientação e consulta e foi aprovado por Decreto de dom Dario Campos, à época arcebispo de Vitória, em outubro de 2024. As novas orientações são válidas a partir de janeiro de 2025.

Na manhã de hoje (30), o Arcebispo Nomeado para a Arquidiocese de Vitória, Dom Ângelo Mezzari, realizou uma visita informal à Cúria, onde teve

Na manhã de hoje (30), o Arcebispo Nomeado para a Arquidiocese de Vitória, Dom Ângelo Mezzari, realizou uma visita informal à Cúria, onde teve a oportunidade de conhecer as instalações e interagir com membros da equipe. Durante sua visita, ele percorreu todos os setores da Cúria, demonstrando interesse em entender o funcionamento e a dinâmica de cada área.

O Arcebispo Nomeado expressou sua alegria de estar em Vitória pela primeira vez. “Estou muito animado para conhecer melhor esta cidade e seus fiéis. É a primeira vez que venho a Vitória, estou admirado”, afirmou.

Depois de visitar todas as instalações da Cúria Metropolita de Vitória, Dom Ângelo foi conhecer a Catedral de Vitória onde foi recepcionado pelo Cura, Pe. Renato Criste.

No período da tarde, Dom Ângelo aproveitou para reunir com o Vigário para a Comunicação, Pe. Anderson Gomes, Vigário da Ação Social, Pe. Kelder Brandão e com o Coordenandor de Pastoral, Pe. Claudio Morais.

Na oportunidade de sua visita ao Estado, Dom Ângelo também visitou a Casa Sacerdotal, Seminário Nossa Senhora da Penha, Propedêutico e o Cecates (Centro Católico de Estudos Dom Silvestre Luiz Scandian)

A visita do Arcebispo nomeado marca um importante início de relacionamento com a Arquidiocese de Vitória, prometendo um futuro de diálogo e colaboração.

Em preparação para o 16º Interclesial das CEBs, que será realizado em 2027 na Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, no próximo dia 25 de

Em preparação para o 16º Interclesial das CEBs, que será realizado em 2027 na Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, no próximo dia 25 de janeiro acontecerá a Missa em Comemoração ao Jubileu Interclesial. O tema da celebração será: “Uma Igreja que nasce do povo pelo Espírito Santo de Deus”.

Os bispos do Regional Leste 3 da CNBB convidam todos para celebrar os 50 anos desse importante marco. A programação do Jubileu terá início às 15h com uma caminhada saindo da Comunidade Sagrada Família, em Jerônimo Monteiro. Em seguida, Celebração Eucarística, na paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, em Jerônimo Monteiro.

O Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) é um marco histórico para o Brasil e para a Igreja. Esse encontro, que reúne milhares de lideranças das bases, é expressão viva da opção preferencial pelos pobres e da atuação transformadora do Evangelho nas realidades sociais e políticas do país.

As CEBs nasceram no contexto do Concílio Vaticano II e da Conferência de Medellín, em uma Igreja chamada a ser mais próxima do povo, dialogando com suas dores e esperanças. No Brasil, a década de 1970 foi crucial para a consolidação desse movimento, em meio a um regime ditatorial que reprimia as vozes dos mais pobres e marginalizados.

As Comunidades Eclesiais de Base se tornaram um espaço de formação espiritual, organização social e resistência. Inspiradas no Evangelho e no compromisso com a justiça social, as CEBs promoveram a conscientização crítica, a organização popular e o protagonismo dos leigos na Igreja e na sociedade.

Os Intereclesiais: Espaços de Partilha e Profecia

Em janeiro de 1974, Dom Luíz Gonzaga pegou o carro e partiu em direção a Setiba, Guarapari – ES, para passar alguns dias de férias na praia com seu amigo Eduardo Hoornaert. Foi nesse contexto que Dom Luíz teve a inspiração de promover o encontro de bispos cujas igrejas estavam acontecendo o mesmo que nas igrejas de Vitória, a realidade das Comunidades de Base. O que se pensou era num encontro entre igrejas irmãs que trocam suas experiências, despretensiosamente, sem ambicionar ser uma cúpula, nem um congresso.

Assim, o primeiro Intereclesial foi realizado em 1975, em Vitória, Espírito Santo, reuniu cerca de 70 pessoas entre bispos, padres e outros religiosos e teve como tema “CEBs: uma Igreja que nasce do povo pelo Espírito de Deus” e desde então, a cada poucos anos, os encontros se tornaram momentos marcantes de partilha, celebração e profecia. Os leigos só participaram do segundo encontro.

O segundo encontro, também aconteceu no Espírito Santo, entre os dias 29 de julho a 1 de agosto de 1976, e contou com a presença de bispos brasileiros e latino-americanos (México, Peru e Chile), representantes da igreja da Belgica, da Alemanha e da Áustria, e a participação de mais de 100 pessoas incluindo leigos. Desta vezes o tema escolhido foi: CEBs: Igreja, povo que caminha”.  A partir daí começa-se a delinear a identidade das CEBs; passa-se a utilizar o jargão “caminhada”. Identificadas as semelhanças entre si, as várias comunidades eclesiais de base passam a se tratar como companheiras de caminhada. As CEBs dão seus primeiros firmes passos, tendo os pequenos à frente.

Ao longo das décadas, os Intereclesiais abordaram temas como direitos humanos, ecologia, economia solidária, cultura indígena, racismo, juventude e a luta pela terra. A diversidade cultural e social das comunidades é celebrada, enriquecendo a Igreja com suas múltiplas vozes.

50 Anos de Compromisso com o Reino de Deus

O jubileu de ouro do Intereclesial das CEBs é uma oportunidade de rememorar a caminhada, reafirmar compromissos e projetar o futuro. Em um momento histórico marcado por desafios globais como a desigualdade, a crise climática e as novas formas de exclusão, as CEBs continuam sendo luz e fermento no tecido social brasileiro.

A celebração dos 50 anos também é um chamado para que a Igreja como um todo redescubra a essência comunitária, missionária e profética que as CEBs representam. Com sua espiritualidade libertadora e ação concreta, elas permanecem como um testemunho vibrante do Evangelho em ação.

Um Convite à Esperança

Os 50 anos do Intereclesial são motivo de festa, mas também de renovação. A memória da caminhada inspira novas gerações a se engajarem na luta por uma sociedade mais justa, fraterna e solidária, sempre alicerçada nos valores do Reino de Deus.

Neste jubileu, as Comunidades Eclesiais de Base reafirmam: “Somos Igreja do povo, comprometida com a vida e a esperança. Somos CEBs, a força profética do Evangelho no coração do Brasil.”

O Novo Arcebispo de Vitória é natural de Forquilhinha, localizada no estado de Santa Catarina, é uma cidade rica em história, cultura e espiritualidade.

O Novo Arcebispo de Vitória é natural de Forquilhinha, localizada no estado de Santa Catarina, é uma cidade rica em história, cultura e espiritualidade. Foi nesse município que nasceu Dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ, trazendo orgulho para sua terra natal e reforçando os valores que marcam a identidade de seu povo.

História e Fundação

A cidade de Forquilhinha foi oficialmente emancipada em 26 de abril de 1989, mas sua história remonta ao final do século XIX, com a chegada de imigrantes alemães e italianos. Essas comunidades trouxeram suas tradições culturais, religiosas e gastronômicas, que ainda hoje são preservadas e celebradas. A cidade tem cerca de 33.939 habitantes e está inserida na Diocese de Criciúma – SC.

O nome “Forquilhinha” se refere ao encontro de dois rios que formam um desenho semelhante a uma forquilha, uma característica geográfica marcante na região.

A Relação de Forquilhinha com a Diocese de Criciúma

Inserida na Diocese de Criciúma, Forquilhinha é mais do que um município; é um exemplo vivo de fé e serviço. Seu envolvimento nas atividades diocesanas reforça os laços entre as comunidades católicas da região, promovendo a unidade e a missão evangelizadora.

A Diocese de Criciúma foi criada no dia 27 de maio de 1998, pelo Papa João Paulo II, através da Bula “Sollicitus de Spirituali Bono” (Solícito pelo Bem Espiritual de Seus Fieis) e instalada pouco tempo depois na Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, em 15 de agosto.

Integram a Diocese de Criciúma 26 municípios do Sul de Santa Catarina, são eles: Criciúma, Lauro Muller, Urussanga, Cocal do Sul, Morro da Fumaça, Treviso, Siderópolis, Nova Veneza, Forquilhinha, Içara, Balneário Rincão, Morro Grande, Meleiro, Timbé do Sul, Turvo, Ermo, Jacinto Machado, Maracajá, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Sombrio, Balneário Gaivota, Santa Rosa do Sul, Praia Grande, São João do Sul e Passo de Torres. 

Por meio de sua história e compromisso religioso, Forquilhinha desempenha um papel importante na Diocese de Criciúma, contribuindo para que o Evangelho chegue aos corações de todos.

Fé e Espiritualidade

A religiosidade é uma marca registrada do povo de Forquilhinha. A Igreja Católica tem um papel central na vida da comunidade, com diversas paróquias e capelas espalhadas pela cidade. O município também é conhecido por ser o local do nascimento de Dom Ângelo Ademir Mezzari.

A fé do povo é expressa em festas religiosas, procissões e celebrações comunitárias, que fortalecem os laços entre os moradores e mantêm viva a tradição cristã.

Aconchego e Hospitalidade

Forquilhinha é reconhecida pela hospitalidade de seus moradores, que recebem visitantes com carinho e simplicidade. Suas paisagens bucólicas, combinadas com a paz e a tranquilidade do interior, fazem da cidade um lugar especial para quem busca um refúgio do ritmo acelerado dos grandes centros.

 

Economia e Cultura

A economia de Forquilhinha é diversificada, com destaque para a agricultura, a pecuária e pequenas indústrias. O cultivo de arroz é uma das principais atividades agrícolas, junto com a produção de leite e o setor de serviços.

A cultura local é fortemente influenciada pelas tradições dos colonizadores, com festas típicas, danças e eventos religiosos. A cidade é um exemplo de como as raízes culturais podem ser preservadas ao longo do tempo.

Forquilhinha é pequena em tamanho, mas grandiosa em história e espiritualidade, sendo um símbolo da riqueza cultural e religiosa de Santa Catarina. É uma cidade que preserva suas raízes enquanto olha para o futuro, e que se orgulha de ser berço de Dom Ângelo Ademir Mezzari, cujo valor reflete o espírito dessa terra.

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A História da Arquidiocese de Vitória e seus Bispos

 

Até 1895, a Igreja no Estado do Espírito Santo estava hierarquicamente vinculada à diocese de Niterói do Estado do Rio de Janeiro. A criação

Até 1895, a Igreja no Estado do Espírito Santo estava hierarquicamente vinculada à diocese de Niterói do Estado do Rio de Janeiro.

A criação da primeira diocese aconteceu em 15 de novembro de 1895 através da Bula “Santíssimo Domino Nostro”, promulgada pelo Papa Leão XIII, com o nome de Diocese do Espírito Santo, abrangendo a extensão do próprio Estado.

O primeiro bispo, Dom João Baptista Corrêa Nery, foi responsável pelo governo da diocese até 1901. Na sequência sucederam-lhe: Dom Fernando de Souza Monteiro (1901 a 1916); Dom Benedicto Paulo Alves de Souza (1918 a 1933); Dom Luiz Scortegagna (1933 a 1951); Dom José Joaquim Gonçalves (1951 a 1957); Dom João Batista da Mota e Albuquerque (1957 a 1958).

Em 1958 a então diocese do Espírito Santo recebeu o título de Arquidiocese (Bula “Cum Territorium” do Papa Pio XII) e originou a criação das dioceses de Cachoeiro de Itapemirim e S. Mateus.

Em 2008 a Arquidiocese de Vitória completou e festejou os 50 anos de criação.

Arcebispos da Arquidiocese de Vitória

Ao longo de sua história, a Arquidiocese de Vitória foi guiada por bispos que contribuíram significativamente para a propagação do Evangelho e o fortalecimento das comunidades católicas.

Arcebispos da Arquidiocese de Vitória

 

 

 

1. Dom João Batista da Motta e Albuquerque (1958-1984)  – Natural de Niterói – RJ
Liderou a arquidiocese durante o Concílio Vaticano II, promovendo a renovação pastoral.

 

 

 

 

2. Dom Silvestre Luís Scandián, SVD (1984-2004) – Natural do Espírito Santo
Conhecido por sua defesa dos direitos humanos e sua atuação em prol das comunidades periféricas.

 

 

 

 

 

 

3 .Dom Luiz Mancilha Vilela, SSCC (2004-2018) – Natural de Minas Gerais
Trabalhou na evangelização urbana e no fortalecimento dos movimentos e pastorais.

 

 

 

 

 

4. Dom Dario Campos, OFM (2018 – 2024) – Natural do Espírito Santo
Deu continuidade à missão da Igreja com ênfase na proximidade pastoral e no cuidado com os mais pobres.

 

 

 

 

 

 

5. Dom Ângelo Ademir,RCJ (2024 – Presente) – Natural de Santa Catarina
Novo Arcebispo de Vitória, tomará posse no dia 22 de fevereiro de 2025

 

 

 

Os Arcebispos que passaram pela Arquidiocese deixaram um legado de serviço e inspiração, moldando uma Igreja viva e atuante, que continua a ser uma luz para o povo capixaba.

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O Papa Francisco nomeou na manhã de hoje, 30 de dezembro de 2024, dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ, como arcebispo da Arquidiocese de Vitória,
Dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ

O Papa Francisco nomeou na manhã de hoje, 30 de dezembro de 2024, dom Ângelo Ademir Mezzari, RCJ, como arcebispo da Arquidiocese de Vitória, ES.

Dom Ângelo Ademir, que é religioso na Congregação Rogacionista do Coração de Jesus, era bispo auxiliar na Arquidiocese de São Paulo, exercendo seu episcopado na Região Ipiranga desde 19 de setembro de 2020.

Seja bem-vindo, dom Ângelo! A Arquidiocese de Vitória acolhe o senhor com alegria e pede a Deus que lhe conceda as graças necessárias para realizar a missão que lhe é confiada.

A posse do novo arcebispo será no dia 22 de fevereiro de 2025 na Catedral de Vitória.

Sobre a atuação em São Paulo

Dom Ângelo é Vigário Episcopal na Região Ipiranga

O novo Arcebispo de Vitória atuou como bispo auxiliar e funções de vigário episcopal na Região Ipiranga, uma das seis regiões episcopais da Arquidiocese de São Paulo. Dom Ângelo é responsável por 41 paróquias naquele território.

Para facilitar o entendimento dos capixabas, as Regiões Episcopais podem ser comparadas às nossas Áreas Pastorais aqui da Arquidiocese de Vitória, porém, cada uma das regiões paulistas funciona como uma subsede, conta com uma administração local e tem um bispo auxiliar responsável que é nomeado pelo Arcebispo de São Paulo para colaborar com ele nos trabalhos que são realizados naquela localidade.

Quais são as Regiões Episcopais da Arquidiocese de São Paulo?

Biografia

Nascido em 2 de abril de 1957, na localidade de Sanga do Engenho, município de Nova Veneza, atualmente Forquilhinha, Santa Catarina, é filho de Antônio Mezzari (já falecido) e Maria Etelvina Ronchi Mezzari, sendo o mais velho de 7 irmãos.

Padre Ângelo Ademir ingressou em fevereiro de 1969, ainda não completados 12 anos, no Seminário Rogacionista Pio XII, em Criciúma (SC), onde fez o ensino fundamental e médio.

Já no estado de São Paulo, fez noviciado canônico em Bauru (SP), no ano de 1980, e a primeira profissão religiosa no dia 31 de janeiro de 1981. Professou os votos perpétuos na Congregação dos Rogacionistas do Coração de Jesus, em janeiro de 1984, em Criciúma (SC). Estudou Filosofia na Faculdade Nossa Senhora Medianeira, em São Paulo (SP), e Teologia no Instituto Teológico Pio XI, também na capital paulista. Foi ordenado sacerdote no dia 22 de dezembro de 1984, em Forquilhinha, sua terra natal.

Após a ordenação, completou seus estudos fazendo o curso de Comunicação Social/Jornalismo na Universidade Federal do Paraná (1986-1989), e em São Paulo, no ano de 2003, completou o Mestrado em Teologia Dogmática, na Pontifícia Faculdade Assunção, da arquidiocese de São Paulo, com uma tese intitulada: “Revelação e Comunicação – a questão da transmissão da revelação”.

Na Congregação Rogacionista foi formador, atuou no campo da pastoral vocacional, da assistência social, da educação e comunicação, tendo sido diretor e redator da Revista Rogate e diretor presidente do Instituto de Pastoral Vocacional (IPV). Foi conselheiro da Província Rogacionista São Lucas (Brasil, Argentina e Paraguai) por três mandatos (1989-1988), superior provincial por oito anos (dois mandatos, de 2002 a 2010) e superior geral, por seis anos, de 2010 a 2016, em Roma.

Também atuou na Igreja no Brasil, no âmbito da pastoral vocacional, em particular junto à Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada da CNBB. Entre 1990 e 2010, foi colaborador e membro do Grupo de Assessoria Vocacional e contribuiu na realização dos Congressos Vocacionais do Brasil.

A partir de outubro de 2016 se tornou superior da Comunidade Religiosa Rogacionista em Bauru (SP) e pároco da paróquia Nossa Senhora das Graças. Na diocese, foi membro do Colégio de Consultores (2016-2018) e, desde 2018, faz parte do Conselho de Presbíteros.

Foi nomeado pelo Papa Francisco como bispo titular de Fiorentino, e auxiliar da Arquidiocese de São Paulo. Sua ordenação episcopal deu-se em 19 de Setembro de 2020, no Santuário do Sagrado Coração Misericordioso de Jesus, em Santa Catarina, pelas mãos de Dom Odilo Scherer, Arcebispo de São Paulo e co-ordenantes, Jacinto Inácio Flach, Bispo de Criciúma e Rubens Sevilha, Bispo de Bauru.

No dia 26 de abril de 2023, durante a 60° Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, foi eleito como Presidente da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, para o período de 2023-2027.

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Caríssimos irmãos e irmãs da Arquidiocese de Vitória “A vós todos…amados de Deus e santos por vocação: graça e paz da parte de Deus,

Caríssimos irmãos e irmãs da Arquidiocese de Vitória

“A vós todos…amados de Deus e santos por vocação: graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e de nosso Senhor, Jesus Cristo” (Rm 1,7).

Com esta saudação me dirijo, com alegria e esperança, a todo o amado povo de Deus da Arquidiocese de Vitória do Estado do Espírito Santo, neste dia, 30 de dezembro de 2024, em que a Santa Sé publicou a minha nomeação pelo Papa Francisco para o serviço desta Igreja Particular, sucedendo ao Excelentíssimo Dom Dario Campos, OFM.

Devo dizer que recebi com trepidação este chamado e missão, ciente das minhas fragilidades e limitações, mas de coração aberto ao misterioso plano de Deus. Sustentado pela sua graça e obediente ao mandato da Igreja, dei o meu assentimento, acolhendo com humildade e confiança na Providência Divina, o chamado do Santo Padre, para amar e servir generosamente o rebanho que me confiou. Assim sendo, desde já quero ser mais um bom operário nesta messe do Senhor, um Bom Pastor segundo o Coração de Jesus, cheio de compaixão e misericórdia, iluminado e conduzido pela força do Espírito Santo, e sob a proteção materna de Nossa Senhora da Vitória, a querida padroeira da Arquidiocese, a quem peço proteção.  Quero continuar sendo fiel ao meu lema episcopal que recorda o mandato da oração pelas vocações no contexto do chamado e do envio dos discípulos, o “carisma rogacionista”: “Rogate ergo Dominum messis ut mittat operarios in messem suam” (Cf. Mt 9, 35-38;  Lc, 10, 1-2).

A minha saudação fraterna a dom Dario Campos, OFM, atual Arcebispo, e a Dom Andherson Franklin Lustoza de Souza, Bispo Auxiliar, pelo generoso e frutuoso ministério episcopal, aos quais expresso imensa gratidão e fraterno afeto. Saúdo também os presbíteros, os diáconos, os seminaristas, os consagrados e consagradas, os fiéis leigos e leigas, aos quais terei a alegria de conhecer em breve e saudar pessoalmente.  Desde já abraço as paróquias, comunidades, pastorais, grupos, movimentos, associações e instituições que compõem a riqueza e a diversidade de todas as vocações e ministérios desta Arquidiocese, unidos todos no serviço da evangelização. Posso dizer, caros irmãs e irmãos, que venho para fazer a vontade do Pai nesta terra para onde me conduziu e com este povo que me confiou como seu Pastor. Grato pela vossa acolhida, tendes uma história tão bela, espero me inserir rapidamente e convosco caminhar, no anúncio e testemunho de Jesus Cristo, o seu Evangelho, na fidelidade ao Magistério da Igreja, na perene missão de construir o Reino de Deus.

Minha gratidão vai à Arquidiocese de São Paulo, onde fui Bispo Auxiliar por quatro anos, e tive a graça de colaborar com o seu Arcebispo, Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, que me acolheu e me sustentou na vida e no ministério, e aos demais irmãos bispos auxiliares, pois vivemos verdadeiramente um clima de profunda amizade e fraternidade episcopal, a serviço desta Igreja na grande metrópole paulistana.  Em particular, como Vigário Episcopal para a Região Ipiranga, só tenho que agradecer a todos indistintamente, pois levarei no coração as marcas profundas das primícias episcopais aqui exercidas e todo o carinho e amizade no trabalho pastoral, pois juntos estivemos a serviço dos irmãos e irmãs.

Nesta Igreja Sinodal, para a qual nos convoca Papa Francisco, de comunhão, participação e missão, desejo convosco viver intensamente o Ano Santo 2025, que ora se inicia, o Jubileu da Esperança, pois «a esperança não engana» (Rm 5, 5). E como Peregrinos da Esperança, queremos todos realizar em plenitude o “encontro vivo e pessoal com o Senhor Jesus, «porta» de salvação (cf. Jo 10, 7.9); com Ele, que a Igreja tem por missão anunciar sempre, em toda a parte e a todos, como sendo a «nossa esperança» (1 Tm 1, 1)” (Bula do Jubileu, n. 1).

Por fim, quero saudar com fraterna estima também os Irmãos Bispos das Dioceses que compõem o Regional Leste 3 da CNBB, Estado do Espírito Santo, do qual farei parte a partir de agora. Espero convosco aprender e colaborar na caminhada evangelizadora.

Amado Povo de Deus, conto com a vossa oração e apoio, rezem por mim, rezo desde já por vocês. Assim poderei exercer plenamente, como Bom Pastor, meu ministério episcopal na Igreja de Vitória do Espírito Santo que me é confiada.

Em comunhão de preces, a todos saúdo fraternalmente, com minha benção.

São Paulo, 30 de dezembro de 2024

+ Angelo Ademir Mezzari, RCJ

Arcebispo Eleito de Vitória – ES

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