Notícias da Igreja

Ao final do Angelus deste domingo (15/09), o Papa reforçou seu apelo pela paz em todos os países que sofrem com a guerra. O
Ao final do Angelus deste domingo (15/09), o Papa reforçou seu apelo pela paz em todos os países que sofrem com a guerra. O pontífice lembrou a beatificação de Moisés Lira Serafín, no México, e expressou solidariedade aos pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) e suas famílias.  Texto divulgado no site vaticannews.va

Da janela do Palácio Apostólico, após a oração do Angelus deste domingo, 15 de setembro, o Papa Francisco, por meio de uma série de apelos, manifestou sua solidariedade às vítimas de desastres naturais e conflitos violentos no mundo. O Papa também recordou a beatificação de Moisés Lira Serafín, ocorrida na Cidade do México, e assegurou suas orações pelas pessoas que sofrem devido à Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA).

Solidariedade com Vietnã e Mianmar

Francisco expressou sua proximidade com as populações do Vietnã e de Mianmar, que estão sofrendo devido a inundações provocadas por um potente tufão e afirmou rezar pelos falecidos, pelos feridos e pelos deslocados. “Que Deus sustente aqueles que perderam seus entes queridos e suas casas, e abençoe aqueles que estão oferecendo ajuda.”

A dor das mães que perderam seus filhos em guerras

O Papa não deixou de fazer um forte apelo em prol da paz em todas as áreas do mundo afetadas por conflitos armados: “E não nos esqueçamos das guerras que ensanguentam o mundo. Penso na martirizada Ucrânia, em Mianmar, penso no Oriente Médio. Quantas vítimas inocentes!”

Francisco expressou sua dor ao recordar as mães que perderam filhos em guerras: “Quantas vidas jovens ceifadas! Penso em Hersh Goldberg-Polin, encontrado morto em setembro, junto a outros cinco reféns em Gaza. Em novembro do ano passado, conheci sua mãe, Rachel, que me impressionou pela sua humanidade. Eu a acompanho neste momento.” Em seguida, o Pontífice pediu veementemente o fim do conflito no Oriente Médio:

“Rezo pelas vítimas e continuo próximo de todas as famílias dos reféns. Cesse o conflito na Palestina e em Israel! Cessem as violências, cesse o ódio! Que libertem os reféns, prossigam as negociações e se encontrem soluções de paz.” 

Beatificação de Moisés Lira Serafín

Ao se referir à beatificação de Moisés Lira Serafín, ocorrida na Cidade do México no último sábado, 14 de setembro, o Papa recordou o sacerdote e fundador da Congregação das Missionárias da Caridade de Maria Imaculada. Francisco destacou a importância do trabalho do beato como exemplo para os clérigos:

“Que seu zelo apostólico estimule os sacerdotes a se dedicarem sem reservas ao bem espiritual do povo santo de Deus.”

Dia dos Pacientes com ELA na Itália

Por ocasião do Dia dedicado aos pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) na Itália, o Santo Padre também dirigiu uma saudação às pessoas que sofrem com esta doença e suas famílias: “Asseguro minhas orações pelos pacientes e por seus familiares; incentivo o trabalho de pesquisa sobre esta patologia e agradeço o trabalho das associações de voluntariado.”

De 7 a 15 de dezembro, Marabá (PA) sediará a VI edição da “Missão Jovem na Amazônia”. Com o tema “Jovens, Peregrinos da Esperança”

De 7 a 15 de dezembro, Marabá (PA) sediará a VI edição da “Missão Jovem na Amazônia”. Com o tema “Jovens, Peregrinos da Esperança” e o lema inspirado na carta aos Romanos (12,12) — “Alegres na Esperança” —, a missão oferece uma jornada profunda de fé e serviço, alinhada com a preparação para o Jubileu de 2025. Organizado pela Comissão Episcopal para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em parceria com a diocese amazônica, o encontro visa fortalecer o compromisso dos jovens com a Igreja e promover a conscientização sociocultural.

Entre os objetivos destacados pela Comissão, estão ampliar a visão e o amor pela Igreja, levando os jovens a conhecer novos contextos eclesiais e culturais; estimular o protagonismo e o compromisso com uma vida significativa, marcada pelo serviço ao próximo; fomentar o voluntariado e o engajamento eclesial, tanto na Amazônia quanto nas comunidades de origem dos participantes; e conhecer a Amazônia, com toda a sua riqueza natural e desafios, promovendo uma conscientização ecológica e social da região tão importante para o Brasil e o mundo.

Inscrições

Até 30 de outubro de 2024, às 19h (horário de Brasília).

Requisitos: Ter 18 anos ou mais, enviar carta de apresentação e recomendação do bispo, pagar taxa de R$ 80,00 via Pix (chave: [email protected]), e arcar com custos de traslado.

Inscrições: Através do link disponível AQUI.

Fonte: publicado em cnbb.org.br
A Igreja dedica o mês de outubro à dimensão missionária. O site cnbb.org.br divulgou o hino para este ano. Leia abaixo. Foi lançado oficialmente

A Igreja dedica o mês de outubro à dimensão missionária. O site cnbb.org.br divulgou o hino para este ano. Leia abaixo.

Foi lançado oficialmente o hino da Campanha Missionária 2024, intitulado “Com a Força do Espírito”. A canção, que já começa a ecoar nas comunidades, é parte central das atividades do mês missionário, celebrado em outubro. Neste ano, o mês missionário tem como lema “Ide, convidai a todos para o banquete” e o tema “Com a força do Espírito, testemunhas de Cristo”.

A Campanha Missionária é uma iniciativa que visa fortalecer a missão da Igreja, incentivando os fiéis a assumirem a essência missionária da Igreja, no apoio aos mais necessitados ao redor do mundo. Durante todo o mês de outubro, as comunidades são convidadas a vivenciar intensamente o chamado missionário, promovendo atividades de oração, formação e solidariedade.

A canção “Com a Força do Espírito”, composta originalmente para ser o hino do Congresso Missionário da Diocese de Coari (AM), foi gentilmente cedida para animar a Campanha Missionária deste ano. A música reflete a essência do tema, inspirando os fiéis a serem testemunhas autênticas de Cristo, impulsionados pela força do Espírito Santo. A melodia e a letra foram pensadas para unir as vozes de toda a Igreja em um só clamor de esperança e colaboração com as Igrejas mais pobres no mundo.

Todas as informações sobre a Campanha Missionária 2024 você encontra no site oficial

 

Acesse a letra do hino “Com a força do Espírito”

Acesse as cifras do hino “Com a força do Espírito”

Ficha técnica
Canção “Com a força do Espírito”
Letra e Música: Ana Luiza Feitosa e Pe. Raimundo Gordiano
Produção, interpretação e gravação: Leila Mel & Tom Bass

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, participa do Pacto Contra a Fome. Abaixo a matéria publicada no site da entidade, cnbb.org.br O

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, participa do Pacto Contra a Fome. Abaixo a matéria publicada no site da entidade, cnbb.org.br

O Pacto Contra a Fome lançou hoje,  4 de setembro, uma ampla campanha nacional a favor da redução do desperdício de alimentos que contará com a publicação de um manifesto em jornais de grande circulação, um filme publicitário, a divulgação do Guia “Lugar de comida é no prato” e diversas ações de ativação sobre o tema. A campanha abre o mês em que é celebrado o Dia Internacional da Conscientização sobre Perdas e Desperdício Alimentar (29/09), data estabelecida pelas Nações Unidas, e busca conscientizar a sociedade sobre as consequências do desperdício de alimentos para a segurança alimentar e o meio ambiente.

Pacto Contra a Fome coloca o desperdício de alimentos no centro do debate com o lançamento da campanha “Comida Boa É Na Boca e Não na Boca do Lixo”, que mostra a relação entre a comida que vai para o lixo e a fome.  Com ações que vão de comerciais na TV a ativações nas principais cidades do país e o lançamento do Guia “Lugar de comida é no prato”, entidade quer mobilizar sociedade contra o descarte desnecessário de alimentos.

O assessor do Setor de Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Jean Poul Hansen, explica que desde a Campanha da Fraternidade de 2023, cujo tema foi Fraternidade e Fome, a CNBB se fez parceira do Pacto contra a Fome porque também deseja que todos os brasileiros tenham segurança alimentar. A Campanha da Fraternidade de 2023 já apontava, em seu texto-base, que o desperdício de alimentos no Brasil é uma das grandes causas da insegurança alimentar e da fome no país.

“Nós produzimos muito alimento mas igualmente desperdiçamos muito alimento. Se o que é desperdiçado fosse partilhado, nós resolveríamos grande parte da fome, da insegurança alimentar e da miséria no Brasil”, disse padre Jean Poul.

Produtos da campanha

O filme que acompanha a campanha foi feito em parceria com a Africa Creative. “Se a boca que mais come é a boca do lixo e ainda existem milhões de brasileiros com fome, é urgente mobilizar a sociedade em torno de uma mudança de comportamento na relação com os alimentos e o descarte indevido de comida. Como diz a nossa música: comida boa é na boca, na boca que come e não na boca do lixo”, afirma Raphael Vandystadt, VP de relações internacionais, ESG e sustentabilidade da agência Africa Creative.

A música, escrita por Jair Oliveira, da S de Samba, foi especialmente criada para acompanhar a campanha. Já o filme publicitário foi produzido pela Magma.

Além da campanha, o Pacto Contra a Fome publicará um manifesto em veículos de comunicação. Intitulado “Um ano a menos”, o documento pontua a grandiosidade dos números da insegurança alimentar e do desperdício de alimentos no Brasil e a necessidade da atuação coletiva para combater esses males até 2030, data limite estabelecida pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU (Organização das Nações Unidas).

A campanha prevê ainda uma série de ativações off e online, ações nas ruas, em shoppings centers e centros comerciais, mídias Out of Home, entre outras ações previstas.

O desperdício que alimenta a fome

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo IBGE, o Brasil registrou, em 2023, 64 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar, sendo 8,7 milhões em situação de insegurança alimentar grave, ou seja, fome.

“Os dados mostram que temos um percentual de 4,1% dos domicílios brasileiros que vivem em insegurança alimentar grave. Esse dado pouco mudou de 2018 para cá mostrando a importância de trabalharmos de forma coletiva, atacando os problemas estruturais que temos no Brasil e que impossibilitam que a fome desapareça de forma permanente”, explicou Maria Siqueira, diretora de Políticas Públicas e Projetos do Pacto Contra a Fome.

O desperdício de alimentos contribui para a fome uma vez que causa impactos ambientais, agravando a crise climática, e encarece ainda mais o preço dos produtos. De acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), de 8% a 10% da emissão global de gases de efeito estufa é consequência do desperdício de alimentos. Além disso, ⅓ das terras agrícolas do planeta são usadas para produção de alimentos que não chegarão ao prato.

Segundo levantamento do Pacto Contra a Fome em parceria com a consultoria Integration, todos os anos são jogadas no lixo 55 milhões de toneladas de alimentos em toda a cadeia, do campo ao prato. Destas, 47,9 milhões de toneladas se perdem antes de chegar ao consumidor. O mais recente relatório divulgado pelo PNUMA revela que cada brasileiro joga fora cerca de 94 quilos de alimentos ao ano.

“Pensando nesta realidade, uma das ações do Pacto Contra a Fome foi o desenvolvimento do Guia “Lugar de comida é no prato”, que trata do desperdício de alimentos e tem como objetivo reforçar a importância de evitarmos o desperdício não apenas como medida econômica, em casa, mas como uma iniciativa consciente que contribui para evitar a fome”, conta Maria Siqueira. A proposta é possibilitar que as pessoas não apenas consumam com consciência quanto saibam o que fazer para evitar as perdas em casa.

Sobre o Pacto Contra a Fome

O Pacto Contra a Fome é uma coalizão suprapartidária e multissetorial que atua para contribuir para a erradicação da fome e do desperdício de alimentos de forma estrutural e permanente.  Tendo como missão contribuir para erradicar a fome até 2030 e ter todos os brasileiros bem alimentados até 2040, o Pacto atua sob três pilares: articulação, inteligência estratégica e incentivo.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) publicaram na segunda-feira, 2 de setembro, uma

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) publicaram na segunda-feira, 2 de setembro, uma nota sobre o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 192/2023 que está tramitando no Senado e propõe alterações significativas na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº 135, de 2010), uma das mais importantes conquistas democráticas da sociedade brasileira, resultado de uma ampla mobilização popular coordenada pelas duas organizações.

No documento, a CNBB e o MCCE apontam que o projeto de lei ameaça desfigurar os principais mecanismos de proteção da Lei da Ficha Limpa, beneficiando especialmente aqueles condenados por crimes graves, cuja inelegibilidade poderá ser reduzida ou mesmo anulada antes do cumprimento total das penas.

A CNBB e o MCCE afirmam não ser “possível que uma das únicas leis de iniciativa popular de nosso país seja alterada sem um diálogo com todos os setores da sociedade brasileira” e exige um amplo debate com participação de todos sobre o PLP.

As organizações convidam os senadores a refletirem cuidadosamente sobre as consequências dessa proposta, que será debatida no plenário do Senado Federal em vista do “compromisso com a ética e a justiça, valores fundamentais para a construção de um Brasil mais justo, democrático e solidário.”

Confira abaixo a íntegra da nota:
NOTA SOBRE O PLP nº 192/2023, que desfigura a Lei da Ficha Limpa

Fonte: publicado no site cnbb.org.br

“Rezemos pelo grito da Terra”: esta é a intenção de oração do Papa para setembro. Francisco faz uma constatação: a Terra está com febre e

“Rezemos pelo grito da Terra”: esta é a intenção de oração do Papa para setembroFrancisco faz uma constatação: a Terra está com febre e doente. E pergunta: “Nós ouvimos esta dor? Ouvimos a dor de milhões de vítimas de catástrofes ambientais?”.

Os que mais sofrem com as consequências destes desastres são os pobres, recorda o Pontífice, obrigados a abandonar as suas casas devido a inundações, ondas de calor ou secas.

Portanto, não se trata somente de um problema ecológico, mas fazer frente às crises ambientais provocadas pelo homem exige também respostas sociais, econômicas e políticas.

“Temos de nos comprometer na luta contra a pobreza e a proteção da natureza, alterando os nossos hábitos pessoais e os da nossa comunidade”, é o apelo do Pontífice.

“Rezemos para que cada um de nós ouça com o coração o grito da Terra e das vítimas das catástrofes ambientais e das alterações climáticas, comprometendo-nos pessoalmente a cuidar do mundo que habitamos.”

O homem e a Criação

A videomensagem proposta pela Rede Mundial de Oração do Papa foi realizada este mês com o apoio do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. As imagens que acompanham as palavras do Papa Francisco mostram os efeitos da crise climática nos seres humanos: pessoas que fogem das catástrofes ambientais, aumento da emigração devido aos efeitos do clima e crianças obrigadas a viajar dezenas de quilômetros à procura de um pouco de água.

As preocupações do Papa são confirmadas por estudos fidedignos: segundo o Fórum Econômico Mundial, os países com rendimentos menores produzem um décimo das emissões, mas são os mais afetados pelas alterações climáticas. Estima-se que, até 2050, as alterações climáticas descontroladas obrigarão mais de 200 milhões de pessoas a migrar dentro dos seus próprios países, empurrando ao mesmo tempo 130 milhões de pessoas para a pobreza.

“A luta contra a pobreza” e “a proteção da natureza” são, para Francisco, dois caminhos paralelos, que devem ser seguidos da mesma forma: “alterando os nossos hábitos pessoais e os da nossa comunidade”. O homem, vítima da crise ambiental, pode, por isso, ser também o arquiteto da mudança, e as imagens de O Vídeo do Papa demonstram isso: da gestão dos resíduos à mobilidade, passando pela agricultura e pela própria política.

Espera e age com a Criação

A intenção deste mês insere-se no chamado Tempo da Criação, época do ano em que a Igreja Católica e demais denominações cristãs tradicionalmente se mobilizam para refletir sobre o cuidado da casa comum.

mensagem do Papa para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação 2024 é uma reflexão teológica inspirada na Carta aos Romanos: “Espera e age com a criação”. “A salvaguarda da criação não é apenas uma questão ética, mas é eminentemente teológica: na realidade, diz respeito ao entrelaçamento entre o mistério do homem e o mistério de Deus”, reflete Francisco e acrescenta: “Nesta história, não está em jogo apenas a vida terrena do homem, está sobretudo em jogo o seu destino na eternidade”.

Tempo da Criação terá início no próximo dia primeiro de setembro e terminará no dia 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis, padroeiro da ecologia.

Fonte: publicado no site vatinanews.va
A prática da Igreja para proteger crianças e adolescentes e garantir cidadania e direitos  está na PPI, Política de Proteção Integra à Criança e

A prática da Igreja para proteger crianças e adolescentes e garantir cidadania e direitos  está na PPI, Política de Proteção Integra à Criança e ao Adolescente, lançada hoje em São Paulo. Leia a matéria publicada no site cnbb.org.br

A Pastoral do Menor Nacional (Pamen) Nacional, vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), lança no próximo dia 29 de agosto, às 10h, no auditório 333 da PUC-SP, a sua Política de Proteção Integral à Criança e ao Adolescente (PPI).

A atividade de lançamento acontece em resposta ao chamado do Motu Proprio do Papa Francisco “Vós Sois a Luz do Mundo” e no momento em que se completam 18 anos de falecimento de seu fundador dom Luciano Mendes de Almeida, marcado no último 27 de agosto de 2006, reconhecido como um incansável defensor da cidadania e direitos humanos de crianças e adolescentes brasileiros. No lançamento haverá a apresentação de um vídeo feito em parceria do Escritório Modelo da PUC-SP e das entidades católicas Ação Episcopal Adveniat e Miserior Ação Justa Global.

Compromisso com as políticas infantojuvenis

A Política de Proteção Integral da Pamen Nacional lança um chamado de compromisso ativo da Igreja, com a promoção, a defesa e a garantia da cidadania de na infância e juventude.

Para o bispo de Amparo (SP) e referencial da Pastoral do Menor Nacional, dom Luiz Dom Luiz Gonzaga Fechio, a Política de Proteção Integral é um chamado missionário engajado. “A Pamen,  com a Política de Proteção Integral, anuncia e provoca a reiterar o seu compromisso com o cuidado dos pequeninos, que independentemente da idade, devem estar no centro das atividades da Igreja, como está no programa do Reino que Jesus nos deixou,” destaca o bispo.

Luzes para ação da Igreja

A  pedagoga e coordenadora da Pastoral do Menor Nacional, Marilda dos Santos Lima, aponta que, no contexto de violências, abuso sexual e negligências contra crianças e adolescentes no Brasil, a Política de Proteção Integral lança luzes para a ação prática da Igreja e para atividades concretas de proteção e garantia de direitos das crianças e adolescentes do Brasil”.

Para Marilda, a Política de Proteção Integral reforça a ação pastoral. “Nestes 47 anos de caminhada da Pastoral do Menor e 34 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os agentes da pastoral, presentes nas cinco regiões do Brasil, estão comprometidos com a defesa dos direitos humanos de crianças e adolescentes e com a vida digna junto com si suas famílias nas comunidades dos seus territórios”, declara a coordenadora.

Ela ainda esclarece que a Política de Proteção Integral reforça o chamado do Papa Francisco e das parcerias com as entidades católicas. “A partir do Motu Proprio Santo Padre e dos diálogos com nossas parcerias Misereor e Adveniat, o Conselho Nacional da Pamen aprofunda a reflexão sobre o cenário institucional em relação às formas de violência e abusos”.

A coordenadora ainda reflete que “a Política de Proteção demonstra a importância do pleno funcionamento do Sistema de Garantia de Direitos, fortalecendo o papel de incidência política dos agentes da Pastoral do Menor em todas as instâncias. ”

Entenda a Pastoral do Menor

Pastoral vinculada à  CNBB, a Pastoral do Menor (Pamen) Nacional tem a missão de “promover e defender a vida de crianças e adolescentes empobrecidos e em situação de risco pessoal e/ou social desrespeitados em seus direitos fundamentais”.

A Pastoral surge pelo protagonismo, em plena ditadura militar, de um grupo de agentes das comunidades eclesiais de base de São Paulo, impulsionados pela irmã Maria do Rosário e Ruth Pistore e, com apoio incondicional de dom Luciano Mendes de Almeida, iniciou as primeiras atividades de acompanhamento adolescentes vítimas das diversas formas de violências da sociedade daquela época.

Em 1987, a Campanha da Fraternidade tem como tema “Quem acolhe um menor a mim acolhe” (Mc) afirma para a Igreja Católica, a necessidade evangélica e pastoral para o serviço em favor da vida de meninos e meninas. Esse anúncio continua até hoje. A Pastoral do Menor Nacional é um grito de serviço em favor da vida de crianças e adolescentes por todo o Brasil. Principalmente, as (os) mais vulneráveis e violentados em sua dignidade humana.

Em setembro próximo, o Papa Francisco visita dois continentes e fará a viagem mais longa de seu pontificado. Quem fala sobre a viagem é 
Em setembro próximo, o Papa Francisco visita dois continentes e fará a viagem mais longa de seu pontificado. Quem fala sobre a viagem é  o pró-Prefeito do Dicastério para a Evangelização, o cardeal Luis Antonio Gokim Tagle. Fique por dentro das informações sobre a viagem do Papa na matéria publicada no site vaticannews.va

Quatro nações em dois continentes, num total de quase 40 mil quilômetros a serem percorridos. O avião papal decolará do aeroporto de Fiumicino no dia 2 de setembro e dará início à mais longa e exigente visita apostólica do Papa Francisco, suspensa entre a Ásia e a Oceania. Mas o bispo de Roma não está deixando sua diocese para quebrar recordes. Sua viagem – sugere o cardeal Luis Antonio Gokim Tagle – é antes “um ato de humildade diante do Senhor que nos chama”. Um “ato de obediência à missão”. Enquanto se aproxima a viagem que levará o Papa Francisco à Indonésia, Papua Nova Guiné, Timor Leste e Singapura, o pró-Prefeito do Dicastério para a Evangelização (Seção para a primeira evangelização e as novas Igrejas particulares), em conversa com a Agência Fides, sugere também por que a viagem do Sucessor de Pedro entre as Igrejas dos “pequenos rebanhos” é importante para toda a Igreja universal e pode interessar a todos aqueles que se preocupam com a paz no mundo.

Com quase 88 anos de idade, o Papa Francisco está prestes a realizar na mais longa e árdua viagem de seu pontificado. O que o leva a abraçar esse “tour de force”?

LUIS ANTONIO TAGLE: “Eu me lembro que, na verdade, essa viagem à Ásia e à Oceania já estava planejada em 2020. Eu tinha acabado de chegar a Roma, à Congregação para a Evangelização dos Povos, e lembro que já havia esse projeto. Então, a pandemia de Covid-19 interrompeu tudo. E fiquei muito surpreso com o fato de o Santo Padre ter retomado esse projeto. É um sinal de sua proximidade paternal com o que ele chama de “periferias existenciais”.  Digo a verdade: sou menos idoso que o Papa e sinto que essas longas viagens são pesadas. Para ele, abraçar até mesmo esse cansaço é um ato de humildade. Não se trata de um show para mostrar do que ainda é capaz. Como testemunha, digo que é um ato de humildade perante o Senhor que nos chama. Um ato de humildade e obediência à missão.

Alguns repetem: também essa viagem confirma que o Papa prefere o Oriente e negligencia o Ocidente…

CARDEAL TAGLE: Essa ideia de considerar as visitas apostólicas como um sinal de que o Santo Padre “prefere” um continente ou parte do mundo ou despreza outras partes é uma falsa interpretação das viagens papais. Depois dessa viagem, no final de setembro, o Papa planeja visitar Luxemburgo e Bélgica. Ele também visitou muitos países em muitas regiões da Europa. Parece-me que, com essas viagens, ele quer incentivar os católicos em todos os contextos. E também tenha em mente que uma grande parte da humanidade vive nessas áreas do mundo. A Ásia é o lar de dois terços da população mundial. A maioria dessas pessoas é pobre. E muitos batismos são realizados justamente entre os pobres. O Papa Francisco sabe que há muitas pessoas pobres lá, e entre os pobres há essa atração pela pessoa de Jesus e pelo Evangelho, mesmo em meio a guerras, perseguições e conflitos.

Outros apontam que os cristãos, em muitos países visitados pelo Papa, são em pequeno número em comparação com a população.

CARDENAL TAGLE: Antes de fazer suas viagens, o Papa recebeu convites não apenas das Igrejas locais, mas também de autoridades civis e líderes políticos que solicitaram formalmente a presença do Bispo de Roma em seus países. Eles querem a presença do Papa não apenas por motivos de fé, mas também por motivos de interesse para as autoridades civis. Para eles, o Papa continua sendo um símbolo poderoso para a coexistência humana em um espírito de fraternidade e para o cuidado com a Criação.

O senhor, como pastor pertencente à Igreja das Filipinas e depois Cardeal do Dicastério missionário, que experiências e encontros teve com os países e as Igrejas que o Papa visitará nos próximos dias?

CARDINAL TAGLE: Em Papua Nova Guiné, fiz a visita apostólica aos seminários a pedido do cardeal Ivan Dias, que era então prefeito da Congregação de Propaganda Fide. Fiz duas viagens em dois meses, visitando os seminários em Papua Nova Guiné e nas Ilhas Salomão. Também visitei a Indonésia e Cingapura, mas nunca estive em Timor Leste, embora tenha me encontrado muitas vezes com bispos, padres, religiosos e leigos desse país. Para mim, a Ásia é um “mundo composto de diversos mundos” e, como asiático, vejo que viajar pela Ásia abre a mente e o coração para vastos horizontes da humanidade, da experiência humana. O cristianismo também está incorporado na Ásia de maneiras que são surpreendentes para mim. Aprendo muito sobre a sabedoria e a criatividade do Espírito Santo. Sempre me surpreendo com as maneiras pelas quais o Evangelho é expresso e encarnado em meio a diferentes contextos humanos. Minha esperança é que o Papa e todos nós da comitiva papal, e até mesmo os jornalistas, possam ter essa nova experiência, a experiência da criatividade do Espírito Santo.

Quais são os dons e os pontos de conforto que as comunidades eclesiais visitadas pelo Papa em sua próxima viagem podem oferecer a toda a Igreja?

CARDENAL TAGLE: Nesses países, as comunidades cristãs são quase sempre uma minoria, um “pequeno rebanho”. Em lugares como a Europa, a Igreja, no entanto, desfruta de um certo “status” cultural, social e até mesmo civil de respeito. Mas também em muitos países do Ocidente voltamos a essa experiência da Igreja como um pequeno rebanho. E pode ser bom olhar para as Igrejas de muitos países do Oriente para ver como nos comportamos quando estamos em uma condição, em um estado de pequenez. A experiência dos primeiros apóstolos, dos discípulos de Jesus, se repete muitas vezes nesses países. Um pároco do Nepal me disse que o território de sua paróquia é do tamanho de um terço da Itália: ele tem apenas cinco paroquianos espalhados nesse grande território. Estamos em 2024, mas o contexto e a experiência se parecem com os Atos dos Apóstolos. E as pequenas igrejas do Oriente podem nos ensinar.

A primeira etapa da viagem papal é a Indonésia, o país com a maior população muçulmana do mundo.

CARDENAL TAGLE: A Indonésia é uma nação arquipélago, e há uma enorme diversidade de situações culturais, linguísticas, econômicas e sociais. É também o país do mundo com o maior número de habitantes de religião muçulmana. E a grande dádiva do Espírito Santo para a comunidade católica indonésia é a coexistência que não nega a diversidade. Espero que a visita do Papa leve um novo ímpeto à fraternidade entre os fiéis de diferentes religiões.

Em suas visitas, o senhor pôde vivenciar os sinais concretos dessa convivência fraterna?

CARDEAL TAGLE: Disseram-me que o terreno onde está a Universidade Católica é um presente do primeiro presidente. Uma mensagem forte, para mostrar que no povo indonésio todos são aceitos como irmãos e irmãs. Lembro-me também de quando participei do Dia da Juventude na Ásia. Devido ao baixo número de cristãos, havia também muitos jovens muçulmanos entre os voluntários envolvidos na organização. A Conferência Episcopal me deu dois assistentes, ambos muçulmanos, que vi realizando suas tarefas com grande reverência pela Igreja.

Segunda etapa: Papua Nova Guiné.

CARDINAL TAGLE: A Igreja em Papua Nova Guiné é uma Igreja jovem, mas já deu à Igreja universal um mártir, Peter To Rot, que também era catequista. Papua Nova Guiné também é um país multicultural, com várias tribos que ocasionalmente entram em conflito umas com as outras. Mas é um país onde a diversidade pode ser uma riqueza. Se suspendermos nossos preconceitos, mesmo em culturas tribais podemos encontrar valores humanos próximos aos ideais cristãos. E, em Papua Nova Guiné, há lugares onde a natureza é incontaminada. No ano passado, estive lá para a consagração de uma nova catedral. Perguntei ao bispo sobre a água, e ele disse: “podemos beber a água do rio, ela é potável”. Graças à sua sabedoria tribal, eles conseguiram manter a harmonia com a natureza e podem beber diretamente do rio. Algo que nós, nos chamados países desenvolvidos, não temos mais.

Terceira etapa: Timor Leste.

CARDEAL TAGLE: É significativo que o Papa toque a Indonésia e depois o Timor Leste. Dois países que têm uma história de luta e que agora estão em paz. Uma paz frágil, mas que, graças a ambos, parece duradoura. Lá, o relacionamento entre a Igreja local e o governo é muito bom. O governo local também apoia os serviços educacionais relacionados à Igreja. E me parece que a Igreja foi um dos pontos de referência para a população durante a guerra pela independência. O povo de Timor Leste diz que sua fé em Cristo os sustentou durante os anos de luta pela independência.

Quarta etapa, Cingapura.

CARDEAL TAGLE: É um dos países mais ricos do mundo, e é uma maravilha ver um povo que alcançou tal nível de profissionalismo e vanguarda tecnológica em apenas alguns anos e com recursos limitados, graças também ao seu senso de disciplina. O governo de Cingapura garante liberdade a todas as comunidades de crentes e as protege de ataques e atos desrespeitosos. As ofensas contra as religiões são severamente punidas. As pessoas vivem em segurança, assim como os turistas. Mas é necessário equilíbrio. A história nos ensina a ter cuidado para que a aplicação das leis não acabe contradizendo os próprios valores que as leis devem proteger.

Também nesses países – especialmente em Papua Nova Guiné – o trabalho apostólico é pontuado por histórias de missionários mártires. Mas, às vezes, o trabalho dos missionários continua a ser apresentado apenas como uma expressão do colonialismo cultural e político.

CARDEAL TAGLE: Existe essa tendência e essa tentação de ler a história, especialmente a história das missões, com os esquemas culturais de hoje e de impor nossas visões aos missionários que viveram séculos atrás. Em vez disso, a história deve ser lida com calma. Os missionários são um presente para a Igreja. Eles obedecem ao próprio Cristo, que disse aos seus que fossem até os confins da terra para proclamar o Evangelho, prometendo que sempre estaria com eles. Algumas vezes, alguns líderes de nações levaram missionários a diferentes lugares durante os processos de colonização. Mas esses missionários foram para evangelizar, não para serem manipulados e usados pelos colonizadores. Muitos sacerdotes, missionários e religiosos agiram contra as estratégias de seus governos e foram martirizados.

Qual é o elo misterioso que une sempre martírio e missão?

CARDENAL TAGLE: Há dois anos, foi publicado um estudo sobre liberdade religiosa. Havia um dado claro: nos países onde havia intimidação e perseguição, o número de batismos estava aumentando. Onde há uma possibilidade real de martírio, a fé se espalha. E mesmo aqueles que não são crentes se perguntam: de onde vem toda essa força que os leva a oferecer suas vidas? É o Evangelho em ação. E o nosso objetivo, também para o Dicastério para a Evangelização, é ajudar as Igrejas locais, não impor uma forma mentis ou uma cultura diferente da deles”. (Agenzia Fides 26/8/2024)