Novas Comunidades: Primavera da Igreja

27 agosto, 2020

Nos últimos quarenta anos, como um fruto, sobretudo da Renovação Carismática Católica [RCC], são as Novas Comunidades de leigos e consagrados, que se multiplicam a cada dia. Só no Brasil são centenas dessas comunidades; algumas de vida; outras de aliança; e muitas com as duas opções. Na Arquidiocese de Vitória as Novas Comunidades estão presentes desde o ano de 1993 com a primeira a ser fundada, a Comunidade Epifania.

Segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, as Novas Comunidades ressaltam o direito que os leigos têm de se engajarem na Igreja, o qual provém do Batismo. Com grande abertura ao Espírito Santo e bebendo constantemente nas fontes de Pentecostes, elas são capazes de experimentar vida de relacionamento fraterno e de comunhão, como as primeiras comunidades (cf. Atos 2, 42-47).

De acordo com o assessor eclesiástico para as Novas Comunidades da Arquidiocese de Vitória, padre Hadeleon Santana, as novas formas de vida consagrada são, sem dúvida, uma resposta do Espírito Santo às novas realidades da Igreja. “Porque o Espírito Santo nunca se repete, mas ele é criativo e nesta resposta às exigências da Igreja atual, o Espírito suscita esses carismas, essas novas formas de vida consagrada que trazem, para Igreja, uma resposta na realidade atual, para uma nova consagração, para o novo tempo de doação da Igreja. Então, eu vejo as novas formas de vida consagrada como uma resposta do Espírito Santo à necessidade da Igreja. Sobretudo aqui na nossa Arquidiocese de Vitória, para realidade da nossa Igreja particular. ”

Atualmente no território da Arquidiocese de Vitória existem sete comunidades: Comunidade Shalom, Comunidade Água Viva, Comunidade Epifania, Comunidade Jesus Está Vivo, Comunidade Mensageiros da Boa Nova, Pequena Comunidade de Jesus e a Fraternidade Missionários da Luz. Segundo o padre Hadeleon, a Igreja busca acompanhar e ajudar essas comunidades no dia a dia, conforme uma orientação da Igreja, levando-as a entenderem os seus carismas, o seu lugar na Igreja particular, com uma intenção de trabalhar futuramente as questões jurídico-canônicas. “Há consciência de que a lei deve ajudar esta vida em comum, refletir e promover a questão da comunhão eclesial, a presença atuante na Igreja local. A relação de fundadores e fundadoras, o sentido do serviço, da autoridade que não está naquele que manda, mas naquele que se coloca à disposição do irmão e articular sobretudo a noção de consagração dentro dos vários aspectos da vida”, destaca o assessor eclesiástico.

São João Paulo II dizia que as Novas Comunidades são “primaveras da Igreja”. Elas baseiam-se em novas inspirações adaptadas dos institutos de Vida Consagrada da Igreja Católica, tendo como grande diferencial a vida comunitária e ser formada por sacerdotes e leigos, homens e mulheres em prol da evangelização e da promoção da dignidade humana. 

CHARIS, novo órgão da RCC e das Novas Comunidades

Uma nova ótica para os carismas na igreja, Movimentos e Novas Comunidades são convidados pelo Papa Francisco a viver a unidade nos carismas, propósito que ele chamou de CHARIS. O novo órgão foi idealizado em 2015 pelo Papa Francisco, no desejo de haver uma única representação que envolvesse todas as manifestações dentro da Igreja Católica. O estatuto de CHARIS foi apresentado ao Papa em 2018 e, desde a aprovação, viveu um período “Ad Experimentum”.

A palavra grega Charis significa graça. O apóstolo São Paulo em muitas de suas cartas utiliza este termo para dizer: Deus nos concede pelo Espírito Santo a graça de uma vida nova, o dom de uma vida nova em Cristo Jesus. O Espírito Santo nos concede esse dom para que possamos viver como discípulos e discípulas de Cristo.

Os Estatutos de CHARIS enfatizam três dimensões: a difusão do Batismo no Espírito Santo, a unidade dos cristãos, o serviço aos pobres. Estas dimensões estão a serviço da evangelização, à qual a Renovação Carismática está chamada pelo Santo Padre e com a qual está comprometida. A difusão do Batismo no Espírito pode não parecer algo novo. Isso é o que a Renovação Carismática tem feito desde o seu nascimento. Mas, o que há de novo, realmente novo? Hoje o próprio Papa pede que se conheça o Batismo no Espírito Santo em toda a Igreja. Ele pediu isso em várias ocasiões de uma maneira muito clara. Este é um novo passo para a Renovação Carismática, um desafio que se deve realizar a serviço da Igreja universal.

O Papa Francisco também pede que a Renovação Carismática volte às suas raízes ecumênicas, ou seja, que trabalhe dinamicamente rumo à unidade dos cristãos. Isto é algo que esteve muito presente no nascimento da Renovação Carismática e que, em muitos lugares, se deixou de lado gradualmente. O Papa pede que isto se coloque novamente em primeiro plano.

Também o serviço aos pobres não é uma novidade. Contudo, o novo é que se estimule explicitamente os “carismáticos” a servirem aos pobres e necessitados. Isso não deve nos surpreender: o Espírito Santo é amor. É normal que aqueles que querem depender totalmente d’Ele sejam testemunhas do amor. É por isso que o serviço aos pobres é central na Renovação.

Saiba mais sobre as Novas Comunidades:

Comunidade Shalom

Comunidade Epifania

Comunidade Água Viva

Comunidade Mensageiros da Boa Nova

Comunidade Jesus Está Vivo


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