Novembro azul: o valor da fé na cura do câncer

19 novembro, 2020

Durante um exame de rotina no ano de 2013, Ulysses Cardinelli de Oliveira, 72 anos, foi solicitado a fazer um ultrassom a pedido do seu urologista. No resultado havia aparecido dois pontos, um na vesícula e outro no pâncreas. O urologista então pediu que fizesse uma pesquisa sobre o resultado, ao procurar um especialista foi necessária uma pequena cirurgia e ao realizar a biópsia do material recolhido, o resultado foi positivo para melanoma interno. “Comecei o tratamento com quimioterapia em Vitória por 1 ano, como os resultados não foram bons, surgiu por indicação da minha médica um encaminhamento para o Hospital A C Camargo em São Paulo. Entrei para um grupo de pesquisa com uma nova medicação que estava sendo testada no Brasil com um protocolo de 2 anos”.

Ele aponta que por ter sido um tratamento difícil, não havia ainda muitas respostas, era necessário buscar força para superar a cada dia e a fé foi uma porta de esperança. “Eu tinha que me apegar em alguma coisa, optei pela religião, estive em Valinhos, São Paulo, com o padre Eduardo e logo comecei a fazer a novena das Mãos Ensanguentadas de Jesus. Estive em Trindade, no Santuário do Divino Pai Eterno, faço até hoje a novena. Estive em Aparecida no Santuário da nossa Mãe. Comecei também um tempo depois a frequentar o Terço dos Homens, onde estou até hoje”, destaca.

Após a primeira sessão de quimioterapia, a família de Ulysses foi informada pelos médicos que ele teria apenas seis meses de vida. “O que eu não sabia no início quando fiz a primeira cirurgia, é que me deram 6 meses de vida, minha família me escondeu. Hoje faço acompanhamento de 3 em 3 meses”, afirma.

A fé e a vontade de viver

O tratamento depende do estágio da doença. Se detectado no início, há a possibilidade de fazer cirurgia para retirada da próstata ou radioterapia para tratar o tumor. Em fase mais avançada, os tratamentos não visam a cura, mas procuram retardar o desenvolvimento da doença. 

Ulysses destacou que ao final do seu tratamento no ano de 2018, um fato curioso deixou ele otimista e com a certeza que a fé foi um fator determinante para superar esta doença. “Meu médico suspendeu a medicação e me deu alta. O que marcou muito foi quando me despedi, dei um abraço e um beijo nele agradecendo, ele me respondeu: eu fiz o que a medicina permitiu que eu fizesse, mas quem te curou está ” Lá em Cima”. Hoje posso dizer com muita certeza, a “FÉ ME CUROU”, conclui.

“Não podemos desistir, mesmo que não tenhamos vontade de rezar, ajoelhar, falar e/ou só chorar. Deus está sempre ao nosso lado e, muitas vezes, os milagres são pessoas boas com o coração voltado para Deus”.

Novembro azul

O câncer de próstata é o tipo mais comum de câncer entre a população masculina, representando 29% dos diagnósticos da doença no país. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) apontam para 65.840 novos casos de câncer de próstata a cada ano, entre 2020 e 2022. Homens com mais de 55 anos, com excesso de peso e obesidade, estão mais propensos à doença. 

Quanto antes descoberto, maiores são as chances de se combater o câncer de próstata. Há, porém, uma cultura machista em relação ao preconceito que muitos homens têm de ir ao médico. Esse é um comportamento que faz com que os homens vivam sete anos a menos do que as mulheres e que os homens aos poucos têm tentado derrubar. 

O toque retal (que dura cerca de 10 segundos e são suficientes para que o médico busque regiões irregulares na próstata) e o exame de sangue para verificar a dosagem do PSA (antígeno prostático específico) são os mais indicados para descobrir a existência ou não do câncer de próstata. Os dois devem ser realizados de forma conjunta. 

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