O QUE FAZ UMA PESSOA MENTIR?

28 janeiro, 2022

O que faz uma pessoa mentir? Na grande maioria das vezes a mentira envolve uma situação em que a pessoa deseja passar ao outro ou para si mesma, uma imagem que não é a real, para tirar proveito (e evitar consequências).

Tentar mentir para Deus é impossível e a consequência é catastrófica! Chega a assustar, aos que têm uma ideia light do erro da mentira, a história bíblica de Ananias e Safira (Atos dos Apóstolos 5,9) que tentaram enganar a Deus e mentiram para o Espírito Santo. A falta de autenticidade lhes trouxe morte fulminante.

Mentir é tão grave assim? Se lermos a Bíblia com cuidado esse talvez seja um dos pecados mais graves, mais citados (mais de 70 citações) e condenados; o pecado contra a verdade. A falta de autenticidade é de fato falta muito grave, que Satanás – o pai da mentira- induz a minimizar a importância. Há os que mentem por fraqueza, por lhes faltarem coragem de serem autênticos, por lhes faltarem força moral de assumir seus erros (grande mal dos tempos atuais!). Como serei respeitado ou amado se for frágil?!

Há os que mentem porque precisam esconder seus erros ou sua baixa estima. Há os que mentem para distorcer a realidade para ajustar o mundo aos seus desejos e necessidades. Há os que mentem pelo desejo do poder tirânico, por ambição… são muitas as razões…

Com a exceção dos que mentem conscientemente para manipular a opinião do outro, os que mentem para protegerem seu ego do confronto com a sua fragilidade, podem tentar apagar da memória seus pecados, mas estes não deixam de existir com essa estratégia. O que lhes aconteceriam se aceitassem a sua humanidade e humildemente dissessem: perdão, eu errei. Em vez de tentarem apagar da memória, enfrentassem a si mesmo. No mundo das aparências, das imagens construídas, precisa ser forte para isso!

Quando há consciência no sujeito, o erro da mentira é grave, mas a pessoa sabe que está errada. Pior ainda é quando a pessoa perde o contato com a realidade e começa a mentir para si própria. Aí há uma outra forma de morte envolvida. Quem pode tirar uma pessoa desta ilusão que ela mesma criou e acredita ser real. A morte de sua própria identidade está envolvida. A pessoa criou uma personagem, que não erra, e agora não sabe viver com seu eu real e se esconde de si mesmo. Não consegue mais olhar, não consegue mais ver a realidade como os demais. Se distancia de si e dos que a amam, porque vive uma realidade construída por seus medos secretos (ou não).

Por mais dolorosa que seja a verdade, não minta mais para você. Não tente ajustar a realidade para você não viver ou sentir um conflito, minimizando, para não “doer” tanto. Encare e enfrente, vai doer, vai, mas passa. Peça perdão a Deus e ao outro. Não há relacionamento que suporte o peso da mentira, a malícia do demoníaco, que mata a alma e faz perder a si mesmo, e ao outro.

Encare a verdade, confesse e assume. Tenha coragem! Liberte-se do irreal e olhe para si mesmo com amor. Construa sua identidade no possível e não no irreal, no sonho desejado, mas não alcançado, só assim você conseguirá sentir a alegria de se olhar pelo espelho da alma e buscar em si a felicidade que tanto almeja.  Os que verdadeiramente o amam, sem dúvida anseiam a sua volta deste mundo construído pela fuga do que é real.

Vania Reis

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