Oficina de Oração e Vida: ensinando as pessoas a rezarem

31 agosto, 2020

Finalizando o mês vocacional e o destaque para o papel dos leigos na Igreja, o assunto de hoje são as Oficinas de Oração e Vida (Talleres de Oración y Vida – TOV), um serviço conduzido por leigos com o objetivo de fortificar a Fé e ensinar as pessoas a rezarem. As oficinas surgiram no ano de 1986 fundadas por frei Ignacio Larrañaga, que tinha o desejo de implantar o Deus vivo no coração da sociedade, principalmente nas pessoas que sinceramente buscam a Deus.

Quando é implantada em uma paróquia ou comunidade, a Oficina de Oração e Vida tem reuniões semanais, com duração de 2 horas e por 15 semanas. Os participantes aprendem a cada encontro uma modalidade de oração. A limitação é de 25 pessoas. Como em uma oficina, onde trabalhando se aprende a trabalhar, os oficinistas aprendem a orar orando, de maneira ordenada, variada e progressiva, desde os primeiros passos até às profundidades da contemplação.

De acordo com Wanderley Nogueira – Representante da Oficina de Oração e Vida na Comissão para o Laicato da Arquidiocese de Vitória, o serviço não tem sede fixa e quando vão oferecer a oficina de oração em uma paróquia, eles procuram o pároco e em comum acordo com ele organizam as reuniões:

“Atuamos em diversas paróquias. Temos os grupos de pessoas que fazem esse trabalho mais ou menos por paróquia, mas não é necessariamente paroquial. De acordo com as demandas que nós temos, vamos levando nosso trabalho e sempre de acordo com o sacerdote responsável pela paróquia. Por exemplo, para poder chegar nas paróquias da Grande Vitória e de outras próximas, fomos ao senhor Arcebispo pedir permissão para prestar esse serviço e assim nós estamos sempre ligados diretamente a Arquidiocese”.

Na estrutura de cada reunião acontece uma abertura onde é explicado o objetivo daquela semana; acontece a leitura de uma palavra que vai dar início ao tema do dia e na sequência é lida uma mensagem do frei Ignacio em relação ao tema daquele dia. “Se na primeira reunião nós vamos falar sobre o ‘amor do pai’, todos os assuntos serão relacionados ao amor do pai. Então tem uma mensagem em relação a isso, tem a modalidade de oração que vamos praticar naquela reunião relacionada a esse tema e nos preparamos para que durante a semana os oficinistas possam repetir aquela modalidade durante os 7 dias seguintes”, explica Wanderley.

Todas as pessoas que fazem uma Oficina de Oração e Vida assumem o compromisso de separar meia hora de cada dia da semana para praticar a modalidade de oração ensinada na reunião. Como por exemplo, se praticarem a modalidade de oração escrita a pessoa será ensinada a fazer essa oração escrita, vai repetir durante esses 7 dias em sua casa durante meia hora, mas também praticando outras formas como leitura da palavra e meditação.

Wanderley destaca que o grande objetivo das oficinas é ensinar as pessoas a abrirem um relacionamento mais íntimo com Deus: “a importância está relacionada com a prática da oração e a maneira como é feita, pois muitas vezes a gente fala da oração nas formas já feitas como Pai Nosso, Ave Maria, Salve Rainha e a maioria das pessoas fica restrita a isso. O que a gente procura levar é um momento mais intenso de oração onde a pessoa é orientada e instruída a fazer uma conexão com maior profundidade entre ele e Deus. Nós não somos contra a oração comunitária, o que a gente procura reforçar é essa ação individual”.  

A Oficina de Oração e Vida teve seu estatuto aprovado integralmente em 2002 pela Santa Sé. O arquivo original encontra-se depositado nos arquivos do Dicastério do Conselho Pontifício para Leigos, no Vaticano, em Roma. Milhões de pessoas já passaram por suas sessões de formação nos cinco continentes do mundo.

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