Padre João Marcelo é enviado para missão no Pará

Na Exortação Apostólica do Papa Francisco, Evangelii Gaudium, no qual o Pontífice fala sobre a dimensão existencial da missão: “Ser discípulo missionário está além de cumprir tarefas ou fazer coisas. Está na ordem do ser. É existencial, identidade, essência e não se reduz a algumas horas do dia. (…) Não é que a vida tenha uma missão, mas a vida é uma missão”.

Dentro deste contexto de uma Igreja em saída e missionária, o padre João Marcelo dos Santos, que atualmente está como pároco na paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, em Meaípe, Guarapari foi transferido para a Diocese de Santíssima Conceição do Araguaia, no Pará. Padre João Marcelo é natural do município de Alfredo Chaves, nasceu em 15/02/1974, e sua data de ordenação é 10/04/2010. Em entrevista ao Vicariato de Comunicação da Arquidiocese, ele destacou a importância deste momento da sua ida e como vê essa presença missionária da Igreja de Vitória.

Vicariato para Comunicação: Como o senhor acolhe esse pedido de missão do Arcebispo?

Padre João Marcelo dos Santos: Recordo, que no mês de outubro, mês dedicado às missões o padre Jorge, Vigário Geral da nossa Arquidiocese de Vitória em reunião na Área Pastoral Benevente falou do pedido do Arcebispo dom Dario, sobre a possibilidade de algum padre se disponibilizar para um tempo de missão em alguma diocese necessitada de sacerdotes! Dom Dario estava colocando em prática aquilo que pede o santo padre, o Papa Francisco: “generosidade dos bispos para com as Igrejas e as regiões menos desfavorecidas da presença missionária”. Diante desse apelo eu me coloquei à disposição da Igreja, se fosse da vontade de Deus e da Arquidiocese eu estaria disposto a dar um tempo da minha vida, do meu sacerdócio, enviado como igreja. Portanto, acolhi com liberdade e generosidade ao chamado, mesmo não conhecendo nada da realidade da Diocese para onde vou. Mas, irei com simplicidade, de alma e coração abertos para ajudar, servindo, aprendendo, amando fazendo as vezes do Cristo Bom Pastor junto aquele povo, pelo qual já rezo e amo mesmo sem conhecer! Sei que é uma realidade diferente da nossa, mas confio N’Aquele que chama, capacita e envia: Jesus Cristo.

Vicariato para Comunicação: É costume na Igreja entre as dioceses essa ajuda missionária, sobretudo onde existe mais necessidade. Neste tempo, a Arquidiocese de Vitória tem olhado muito para a Amazônia, e os bispos da região estão pedindo ajuda devido à carência de padres e missionários. O senhor já conhece a realidade de missão? Quais são as suas expectativas?

Padre João Marcelo dos Santos: Não conheço nada, depois que o Arcebispo me disse onde seria, fui procurar algumas informações sobre a diocese e à região, será algo completamente novo! Espero corresponder às necessidades da Igreja local, Diocese de Santíssima Conceição do Araguaia. Quanto às expectativas eu não estou criando-as muito! Eu estou num momento muito feliz da minha vida! Amo a paróquia Nossa Senhora dos Navegantes aqui em Meaípe, Guarapari. Estou e sou feliz aqui, vou no desejo de fazer uma experiência missionária que acredito vai enriquecer o meu ministério: é diferente falar de missão e fazer a experiência de missão! Não é o objetivo primeiro, mas acredito que ao me doar serei feliz!

Vicariato para Comunicação: Como o senhor vê essa presença da Igreja de Vitória no âmbito missionário?

Padre João Marcelo dos Santos: Está na raiz da Igreja sua vocação missionária! Jesus envia, “Ide”, entre tantas outras, uma das primeiras e principal missão da Igreja é anunciar a Cristo e sua boa nova! Vejo a presença da Igreja de Vitória na missão, como uma Igreja generosa que sabe partilhar com as igrejas irmãs um pouco da generosidade de Deus para com ela! Pois, temos um número significativo de padres, muitos deles recém ordenados. Essa, generosidade da Igreja nos educa para o desapego de nós mesmos e a consciência de pertencemos um corpo eclesial maior, universal que compartilha as angústias e as alegrias da Igreja do Brasil. Agradeço a Deus, depois de tudo que passei nos últimos anos referente a minha saúde física, estar bem e poder oferecer, apesar das minhas fraquezas esse tempo de minha vida a serviço de uma Igreja Irmã. Agradeço a Arquidiocese de Vitória a confiança e a paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, que apesar da saudade e da tristeza da separação compreende a beleza e dignidade do meu gesto de acolher este chamado!

Uma Igreja em missão

O Projeto Igreja Irmã foi criado pela CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil no final do ano de 1972. No início de 1972, a Arquidiocese de Vitória assumiu o Projeto com a Prelazia de Lábrea, como consta no Livro tombo desta Prelazia. Ou seja, neste ano de 2020 completaram-se 48 anos desta fraterna relação entre a Prelazia de Lábrea e a Arquidiocese de Vitória. Ao longo destes anos, aconteceram diversas visitas e diálogos entre os bispos anteriores da Arquidiocese e da Prelazia, bem como mudanças na dinâmica do Projeto visando ampliar e qualificar sua ação. No Brasil, há uma pluralidade de iniciativas missionárias que exigem um trabalho missionário com fios condutores comuns a fim de crescermos na comunhão missionária.

Com a chegada de Dom Dario Campos, a Arquidiocese de Vitória também assumiu como Igreja-irmã a Diocese de Santíssima Conceição do Araguaia, no sul do Pará. Atualmente, o Padre Alessandro Chagas também se encontra nesta missão. A nossa Arquidiocese tem trabalhos missionários fora dos limites territoriais em duas Dioceses Irmãs, tanto com o envio missionário em alguns meses durante o ano, como também com presença contínua de missionários partilhando da vida de comunidades e trabalhando pela evangelização.

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