19,3% padres idosos na Arquidiocese

23 julho, 2021

O Papa Francisco instituiu no próximo domingo (25) a celebração do “1º Dia mundial dos Avós e dos Idosos” em toda Igreja. Isto acontece, pois tradicionalmente no dia 26 de julho é comemorado o Dia dos Avós, em relação a solenidade de Santa Ana e São Joaquim, avós de Jesus. A partir disso o pontífice determinou que esta data seja celebrada anualmente no quarto domingo do mês de julho.

Na mensagem divulgada pelo Papa pela ocasião ele destaca a promessa que o Senhor fez aos discípulos antes de subir ao Céu: “Eu estou contigo todos os dias” (cf. Mt 28, 20) reforçando que toda a Igreja está solidária com os idosos, principalmente neste tempo difícil da pandemia que conforme ele destaca “foi uma tempestade inesperada e furiosa para os mais velhos, pois muitos adoeceram, partiram e viram pessoas próximas partirem”.

Oficialmente, segundo as Nações Unidas, uma pessoa é classificada como idosa a partir de 65 anos. No Brasil um projeto de lei alterou no ano passado a idade de 60 para 65 anos para que uma pessoa seja considerada idosa. E em relação ao clero da Arquidiocese de Vitória, quantos padres estão idosos? Atualmente a Arquidiocese possui 161 sacerdotes sendo 98 deles diocesanos (ou seculares) e 63 religiosos, ou seja, aqueles que fazem parte de alguma congregação religiosa. Deste total 31 são idosos e possuem mais de 65 anos e o número representa 19,3% do quantitativo de padres.

Entre os padres idosos, 12 são diocesanos (12,2%) e 19 (30,2%) são religiosos. O mais idoso que está atualmente no território arquidiocesano é padre Waldyr Ferreira de Almeida, nascido 18 de setembro de 1929 e atualmente com 91 anos de idade. Ordenado em 30 de novembro de 1953, somente de ordenação padre Waldyr tem 67 anos, ou seja, já dedicou mais da metade de sua vida ao evangelho de Jesus Cristo e a Igreja particular de Vitória. Em seguida está padre Braz Carnielli, que é da Congregação Salesiana e tem 90 anos de idade, sendo quase 60 deles como sacerdote. Em dezembro deste ano ele completará seu jubileu de diamante.

“Hoje eu faço todos os serviços que eu posso fazer. Porque com 90 anos já viu né?! Ainda mais com uma doença que eu tenho que é danada e se chama diabetes eu tenho que ficar muito atento. Por isso desde março do ano passado que não saio de casa. Então eu celebro na capela da residência ou na capela do Salesiano. Eu já fui vacinado contra a Covid-19, tudo bem, mas se eu não me cuidar ninguém cuida de mim. Eu tenho na faculdade Salesiana uma salinha que vou lá e fico lá e os alunos, funcionários, professores que querem bater papo, conversar, brincar e se confessar eu atendo lá. Fora disso aos domingos eu celebro na capela Dom Bosco”, conta padre Braz.

O sacerdote é natural de Venda Nova do Imigrante, no Espírito Santo e já atuou em Niterói, no Rio de Janeiro; Silvânia, em Goiás; Araxá, em Minas Gerais; Barbacena, também em Minas Gerais; Vargem Alta (Jaciguá); em Vitória na Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Jucutuquara; Venda Nova do Imigrante, no Espírito Santo e Rio de Janeiro, onde foi pároco por 16 anos na Comunidade de Rocha Miranda: “é um trabalho que olha! Como pároco eu nunca fechei a porta do meu escritório eu estando lá. Se a porta estava aberta eu estava lá dentro. De 8h da manhã até 21h30 todo dia, por mais de 32 anos foi assim”.

Padre Braz também teve grande atuação no Movimento Familiar Cristão no Espírito Santo, sendo o primeiro diretor Espiritual. Ele detalha que O MFC começou em Cachoeiro de Itapemirim em 1976 e ele foi chamado para ser Diretor Espiritual ficando até o ano de 1983. Neste 1º Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, o presbítero deixa uma mensagem aos padres mais jovens que estão começando sua caminhada nas paróquias, movimentos e pastorais da Arquidiocese de Vitória:

“Deixo a experiência que eu tive: nunca disse não a qualquer coisa de trabalho de Igreja. Ou seja, precisou eu vou e não tiro o corpo fora. Digo aos nossos jovens, porque as vezes falam ‘hoje não vou, hoje não rezo’. Acho que que é aquilo que Cristo disse no evangelho devemos ser pastores e o pastor não abandona o seu rebanho, pelo contrário está sempre junto para proteger, defender, guiar, ajudar, aconselhar, carregar no ombro se for preciso. Os padres hoje têm que ser realmente pastores no verdadeiro sentido da palavra, pois o povo precisa de pastores. Essa mensagem eu dou aos meus queridos irmãos sacerdotes seja de onde forem, religiosos ou diocesanos: sejam pastores de verdade, não larguem seu rebanho por nada”, conclui.

Ainda na mensagem do Papa Francisco para o próximo domingo ele destaca o versículo do evangelho de Mateus, em que Jesus diz aos Apóstolos: “Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado” (28, 19-20). O santo padre afirma que estas palavras são dirigidas também a todos os idosos, hoje, e pede que não esqueçam que “a sua vocação é salvaguardar as raízes, transmitir a fé aos jovens e cuidar dos pequeninos”.

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