Papa escreve carta sobre o Dia Mundial da Paz

17 dezembro, 2020

O Santo Padre, como é de costume, todos os anos escreve uma carta com vistas ao dia Mundial da Paz, que é celebrado em primeiro de janeiro. Nesse ano ele traz como tema “A Cultura do Cuidado como Percurso de Paz”.

 

Se dirigindo à todos os povos do planeta, Francisco começa o documento falando sobre as dificuldades enfrentadas em 2020. Segundo ele, foi um tempo de sacrifício e de perdas de vidas , empregos e de muito trabalho para os profissionais de saúde que atuaram fadigados por causa da pandemia. “O ano de 2020 ficou marcado pela grande crise sanitária da Covid-19, que se transformou num fenômeno plurissetorial e global, agravando fortemente outras crises inter-relacionadas como a climática, alimentar, económica e migratória, e provocando grandes sofrimentos e incómodos.”

 

O Papa também falou sobre como é “é doloroso constatar que, ao lado de numerosos testemunhos de caridade e solidariedade, infelizmente ganham novo impulso várias formas de nacionalismo, racismo, xenofobia e também guerras e conflitos que semeiam morte e destruição.”

 

Num dos subtemas da carta, “Deus criador, modelo do cuidado”, o Papa Francisco discorre sobre a importância do carinho com o outro, para ele “digna de nota é também a tradição profética, onde o auge da compreensão bíblica da justiça se manifesta na forma como uma comunidade trata os mais frágeis no seu seio. É por isso que particularmente Amós (2, 6-8; 8) e Isaías (58) erguem continuamente a voz em prol de justiça para os pobres, que, pela sua vulnerabilidade e falta de poder, são ouvidos só por Deus, que cuida deles (cf. Sal 34, 7; 113, 7-8).”

 

Num outro trecho está o alerta para o trabalho de ajuda comunitária: “As obras de misericórdia espiritual e corporal constituem o núcleo do serviço de caridade da Igreja primitiva. Os cristãos da primeira geração praticavam a partilha para não haver entre eles alguém necessitado (cf. At 4, 34-35) e esforçavam-se por tornar a comunidade uma casa acolhedora, aberta a todas as situações humanas, disposta a ocupar-se dos mais frágeis.

 

Ao dizer que não há paz sem a cultura do cuidado, ele observa que tal ação é compromisso comum e que não devemos ceder “à tentação de nos desinteressarmos dos outros, especialmente dos mais frágeis.” E completa dizendo que “a cultura do cuidado, enquanto compromisso comum, solidário e participativo para proteger e promover a dignidade e o bem de todos, enquanto disposição a interessar-se, a prestar atenção, disposição à compaixão, à reconciliação e à cura, ao respeito mútuo e ao acolhimento recíproco, constitui uma via privilegiada para a construção da paz.”

 

Abaixo está a carta na íntegra.

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