Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, 4 anos

11 outubro, 2020

Ela é celebrada no segundo domingo de outubro e reúne multidões de todo o Brasil em Belém no Pará, ocupando os noticiários nacionais: Nossa Senhora de Nazaré ou o Círio de Nazaré como a Festa ficou conhecida. O início da devoção vem de 1793 trazida de Portugal pelos padres Jesuítas e tem como característica a procissão que percorre as ruas de Belém com a imagem de Nossa Senhora. Este ano, devido à pandemia provocada pelo Corona vírus, as comemorações acontecem em outro formato, mas os católicos prestam suas homenagens com a mesma fé de sempre, a mesma confiança e esperança. Na arquidiocese de Belém a procissão pelas ruas não acontecerá, mas a caminhada virtual já está sendo realizada pelas paróquias que receberam a corda, um dos símbolos do Círio, e, com número reduzido de pessoas celebram a Festa da Mãe da Amazônia, participando dos momentos de devoção e missas pelas redes sociais. A missa festiva pode ser acompanhada, hoje 11 de outubro pela TV Nazaré às 18h.

 

Na arquidiocese de Vitória uma paróquia foi entregue à proteção da Senhora de Nazaré em 31 de maio de 2017. Fica na Ponta da Fruta em Vila Velha, tem 9 comunidades e foi desmembrada da paróquia Nossa Senhora dos Navegantes, na Barra do Jucu.

 

Há 4 anos, desde que foi criada a paróquia celebra o Círio de Nazaré, a exemplo dos festejos em Belém do Pará. Este ano a festa aconteceu no dia 4 de outubro sob a presidência de pe. Paulo Régis Silvestre, pároco atual e 1º pároco. A preparação começou no dia 1º com o tríduo presidido pelos padres Rafael Nascimento, vigário paroquial na paróquia São Pedro em Guarapari no 1º dia, pe. Zaelton Costa, vigário paroquial na paróquia São Francisco de Assis em Porto Santana, Cariacica no segundo dia e, pe. Tárcio Siqueira, vigário paroquial na paróquia Nossa Senhora de Nazaré, no 3º dia, sempre com transmissões pelas redes sociais.

 

A paróquia rezou pedindo a Nossa Senhora que interceda junto a Deus pela Amazônia que sofre com as queimadas lembrando que cuidar da Amazônia é cuidar da casa comum, como tem insistido o Papa Francisco.

 

Oração a Nossa Senhora de Nazaré

Ó Virgem Imaculada de Nazaré, fostes na terra criatura tão humilde

a ponto de dizer ao Anjo Gabriel: “Eis aqui a escrava do Senhor!”

Mas por Deus fostes exaltada e preferida entre todas as mulheres

para exercer a sublime missão de Mãe do Verbo Encarnado.

Adoro e louvo o Altíssimo que vos elevou a esta excelsa dignidade

e vos preservou da culpa original.

Quanto a mim, soberbo e carregado de pecados, sinto-me confundido e envergonhado perante vós.

Entretanto, confiado na bondade e ternura do vosso coração imaculado e maternal, peço-vos a força de imitar a vossa humildade

e participar da vossa caridade a fim de viver unido, pela graça,

ao vosso divino Filho, Jesus, assim como vós vivestes no retiro de Nazaré.

Para alcançar essa graça, quero com imenso afeto e filial devoção saudar-vos como o Arcanjo São Gabriel:

“Ave Maria, cheia de graça…”

Nossa Senhora de Nazaré, rogai por nós.

Algumas simbologias usadas no Círio de Nazaré e seu significado:

 

CORDA

 

Um dos maiores símbolos de esforço, sacrifício e devoção à Virgem de Nazaré é a corda. Fabricada fora do Pará, tem 800 metros e é dividida em duas partes iguais para uso na Trasladação e outra no Círio.

Em 1855, a berlinda que era puxada por animais ficou enterrada na lama durante a romaria. Uma corda foi usada para tirar a berlinda do atoleiro, com fiéis puxando e participando daquele momento para dar prosseguimento à procissão.

Em 1926, o Arcebispo Dom Irineu suprimiu o símbolo da procissão, já que homens e mulheres ‘brigavam’ por um lugar na corda para pagar suas promessas. Cinco anos depois, com intervenção de Magalhães Barata, então governador do Estado do Pará, a corda voltou a fazer parte do Círio de Nossa Senhora de Nazaré.

Em 2004, passou a ter em formato linear para dar celeridade à procissão. É feita de titan torcido de sisal oleado e, geralmente, chega a Belém faltando entre 15 e 20 dias para o Círio.

 

BERLINDA

 

A berlinda passou a fazer parte da história do círio em 1855, em substituição à carruagem puxada por bois. Desde então, já foram utilizadas cinco. A atual foi confeccionada em 1964. Ela tem estilo barroco e é esculpida em cedro vermelho. No seu interior é revestida em cetim drapeado e pingentes de cristal. A ornamentação é feita com flores naturais, à véspera das romarias do segundo final de semana de outubro, mês do Círio.

 

MANTO

 

Um símbolo que gera bastante expectativa e emoção nos fiéis é o manto que cobre a Imagem Peregrina, levada nas romarias nazarenas. Entre os mistérios que envolvem a origem da devoção, um deles descreve que quando o caboclo Plácido encontrou a pequena estatueta, a imagem de Nossa Senhora estava com um manto sobre os ombros. Em 1953, a Imagem Peregrina recebeu um manto bordado a ouro e pedras preciosas, em Congresso Eucarístico Nacional, em Belém/Pará.

Nos anos posteriores, a confecção era uma tarefa voluntária das religiosas ‘Filhas de Sant’Ana’. Desde os anos 90 são estilistas paraenses quem têm a responsabilidade de confeccionar a peça que vai cobrir a imagem durante as romarias oficiais do Círio.

Medindo 52 centímetros de altura e 51,5 de circunferência, o símbolo traz no bordado o amor e a fé de quem o confeccionou. Quando escolhidos, pelo casal coordenador da festividade e, também, pelo arcebispo paraense, os estilistas são unânimes em descrever a responsabilidade.

 

 

 

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