Paróquia realiza arte em presbitério

26 maio, 2023

No próximo domingo (28), a Paróquia Santo Antônio de Sant’Anna Galvão – Guaranhuns, fará a apresentação da arte litúrgica, realizada na Comunidade São Francisco de Assis, nas missas de 07h e 19h30. A obra foi executada pelo artista Romolo Picoli Ronchetti. 

O pároco, Padre Marcelo Margon, destacou que obras como essa contribuem para inserir os fiéis no contexto celebrativo e harmonizam o ambiente litúrgico. Em relação à escolha do artista, o padre ressaltou que após algumas reuniões decidiu indicar o Romolo pela competência na execução de seus trabalhos. Mesmo sendo entregue e apresentada para os fiéis neste fim de semana, a obra será abençoada no dia 04 de outubro, quando a comunidade celebra a festa do padroeiro.

Após a conclusão do trabalho, realizamos uma entrevista com o artista Romolo Picoli Ronchetti, confira:

1) Como surgiu o convite para realizar este trabalho na Paróquia Santo Antônio de Sant’Anna Galvão? 

Romolo Picoli Ronchetti: O convite para realizar a obra de arte litúrgica no presbitério da matriz, surgiu em novembro de 2021, quando Padre Marcelo Margon entrou em contato comigo depois de conhecer alguns trabalhos meus no ES e ver algumas obras publicadas nas redes sociais e na Revista Vida Pastoral da Paulus.

2) Como foi o processo de criação dessa obra? 

Romolo Picoli Ronchetti: O processo de concepção de um trabalho desse gênero (arte para a liturgia) é bastante diferente do que verificamos na arte contemporânea. A arte para a liturgia não é uma expressão do artista ou seu mundo, mas a expressão de uma Vida que o ultrapassa em todos os sentidos. O processo é a vivência da própria Liturgia, da qual colhemos os elementos que iremos representar e quem celebra naquele espaço, é capaz de ler na obra esses mesmos elementos: a arte nasce da Liturgia, para a Liturgia.

3) De onde veio a inspiração para a realização dessa obra e o que ela representa? 

Romolo Picoli Ronchetti: Falando do processo da concepção da obra acabei já respondendo a primeira parte dessa pergunta: uma obra de arte para o espaço litúrgico é expressão da própria Liturgia, nasce da celebração do Mistério de Cristo para ser expressão desse mesmo Mistério. A obra é a expressão da assembleia celebrante, ela funciona como um espelho que revela aos nossos olhos aquilo que estamos vivenciando quando celebramos a liturgia: é representação do encontro de todos os Santos diante do trono de Deus na Jerusalém Celeste, com os quais nos unimos a uma só voz (com todos anjos e todos os santos) para dizer SANTO , SANTO , SANTO! Na parte superior, colorida e cheia de vida, é a Jerusalém celeste que desce do Céu , como uma Noiva toda arrumada com suas joias (cf. Apocalipse  21,2) e no centro da composição, já na praça da Cidade Celeste, o Cristo vencedor sobre a Morte sentado num trono , ladeado por sua Mãe, São João Batista, São Francisco de Assis e Santo Antônio de Santana Galvão, nossos modelos e intercessores junto a Cristo.

4) Como se sente podendo representar obras como essa em espaços tão sagrados? 

Romolo Picoli Ronchetti: O sentimento é de imensa alegria, não apenas por executar uma obra de arte, mas por estar, de alguma forma, unido a essa comunidade todas as vezes em que celebrarem. Eu encaro a arte litúrgica não como uma profissão ou um meio de expressão individual, mas como um ministério, um serviço prestado ao Povo de Deus para ajudá-lo a ver nas paredes da igreja uma imagem de seu próprio ser.

5) Qual é a sua expectativa após a obra ser mostrada para todo o povo e abençoada? 

Romolo Picoli Ronchetti: A expectativa é que haja um Encontro: que cada um possa reconhecer-se ali, presente também nas duas filas de intercessores que ladeiam o Cristo, pois somos um só Corpo Nele e intercedemos uns pelos outros quando celebramos; ninguém está só nessa vida, junto a nós está uma multidão de santos e santas de todos os lugares e todos os tempos, espero que essa obra ajude a todos a vislumbrar e acolher a realidade desse Mistério.

Confira o antes e depois: 

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