A Pastoral da Criança da Arquidiocese de Vitória reuniu neste final de semana representantes paroquiais para a Assembleia Arquidiocesana de Avaliação e Planejamento. O encontro teve como objetivo refletir sobre os desafios enfrentados em 2025, ouvir as demandas das comunidades e definir as metas para 2026.

Segundo Solene de Lourdes, coordenadora arquidiocesana, a metodologia da Pastoral segue estruturada em três pilares: a visita domiciliar mensal às famílias, a celebração da vida nas comunidades e a reunião de avaliação e reflexão, onde são identificadas as prioridades e famílias que necessitam de maior acompanhamento. “Nosso trabalho acompanha a criança desde a gestação até os seis anos de idade, sempre com o olhar voltado à vida e à dignidade. É um trabalho árduo, mas gratificante, pois é evangelização e também promoção humana”, destacou.
Atualmente, a Pastoral da Criança está presente em 42 paróquias e 104 comunidades da Arquidiocese. A meta, segundo a coordenação, é ampliar a atuação em 2026, alcançando novas lideranças e comunidades. “Somos uma pastoral social, um organismo da CNBB, e precisamos de voluntários para manter esse serviço. Nosso desafio é grande, mas sabemos que cada vida acompanhada faz a diferença”, explicou Solene.
Durante a assembleia, também foi destacada a importância da valorização e apoio dos párocos ao trabalho dos agentes de pastoral. “Quando um padre fala e incentiva, a comunidade acolhe com mais abertura. Nossa missão é levar o amor de Cristo, e pouco a pouco estamos mostrando que a Pastoral da Criança pode ser um braço forte da Igreja na assistência social e na evangelização”, completou a coordenadora.

O encontro contou ainda com a presença do arcebispo de Vitória, Dom Ângelo Mezzari, que dirigiu palavras de incentivo aos agentes. Ele ressaltou a relevância do trabalho junto às famílias e crianças mais vulneráveis, mesmo quando não é visível ou divulgado. “Esse cuidado diário dá muitos frutos. Eu venho da mesma terra onde nasceu a Dra. Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, e desde cedo acompanhei a importância dessa missão. É fundamental recuperar sempre as origens da Pastoral, que estão no contato com as famílias, nas visitas e no corpo a corpo”, afirmou.
Dom Ângelo também destacou que a Pastoral da Criança é um serviço de evangelização que precisa manter sua identidade pastoral. “É um trabalho social, mas acima de tudo pastoral. Vocês são agentes de evangelização, cuidando das crianças e das famílias. Esse é o coração da missão”, reforçou.
A missão não para. Pelo contrário: ela se renova a cada encontro, a cada voluntário que se dispõe a servir e a cada criança que tem seu direito à vida garantido. Como lembrou Dom Ângelo Mezzari, cuidar dos pequeninos é cuidar do próprio Cristo. Que essa certeza seja o impulso para que a Pastoral da Criança siga avançando, conquistando novos espaços e multiplicando o amor de Deus em cada família visitada.

























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