Hoje a Arquidiocese de Vitória iniciou a preparação para a Campanha da Fraternidade 2026 que traz para reflexão o tema Fraternidade e Moradia. Multiplicadores se reuniram hoje em Ponta Formosa ali começaram a preparação para apresentar o tema nas seis Áreas Pastorais.
Logo no início da manhã dados sobre a realidade da moradia no Espírito Santo já deixou os participantes em alerta. Para melhorar as fragilidades nas moradias precárias no Estado e sanar o déficit habitacional, seriam necessárias 133 mil novas construções e nessa conta não estão contemplados os moradores de rua. Após a apresentação dos dados foi a vez dos participantes apresentarem dúvidas, fazerem comentários, trazer exemplos e, principalmente, compartilhar os sofrimentos que cada um vive nas suas áreas de atuação. Acesso aos morros, desmatamentos, motivos que levam as pessoas a morarem nas ruas, falta de manutenção nos prédios que são liberados para moradia popular, especulação imobiliária., foram algumas questões levantadas que também revelaram a necessidade de entender os dados.
O arcebispo, dom Ângelo Mezzari passaram pelo encontro e dirigiram palavras de incentivo aos participantes, além de agradeceram pelo empenho e serviço de cada um. Dom Ângelo lembrou como se deu a escolha do tema no Conselho Permanente da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e lembrou dos tempos que enfrentou essa problemática em São Paulo. Dom Andherson falou sobre o lema: Ele veio morar entre nós e lembrou que é um desafio fazer chegar a discussão às Áreas Pastorais e despertar o interesse e o compromisso dos irmãos que irão participar.
A exposição sobre o material da Campanha ficou por conta de frei Marcelo Toyansk Guimarães, Capuchinho Franciscano e membro da Pastoral da Moradia Nacional, que focou sua exposição na provocação de que precisamos ir além da falta de moradias dignas, mas sim pensar e conversar com a cidade, com os Poderes Públicos. O frei falou sobre as estratégias que existem para nos alienar e anestesiar, favorecendo os interesses imobiliários que afastam as pessoas dos centros, tornando a vida mais difícil e cansativa, e, foi muito claro ao afirmar que o salário do povo brasileiro não contempla a moradia: “ou a pessoa compra comida ou paga o aluguel”, disse. Frei Marcelo acentuou que a Igreja precisa ajudar as pessoas a pensarem e dialogarem em busca de soluções para o problema. Na parte da tarde, em grupo, os participantes elaboraram proposta de ações possíveis com relação ao tema.
A turma agora vai preparar a ida às Áreas Pastorais que vai acontecer em dezembro.







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