Projeção Mapeada no Convento da Penha marca o Grito dos Excluídos 2020

Um ‘grito silencioso’ através de imagens! Essa será uma das atividades realizadas neste ano em comemoração aos 26 anos do Gritos dos Excluídos na Arquidiocese de Vitória. No próximo domingo (6), véspera do Grito dos Excluídos 2020, uma projeção mapeada será realizada no Convento da Penha, a partir das 19h, com imagens que mostrarão o histórico vivido nas manifestações ao longo dos anos e também os “gritos” dados pelo Papa Francisco; pelo Arcebispo Metropolitano de Vitória, Dom Dario Campos, e pelos pobres.

As ações do 26º Grito dos Excluídos na Arquidiocese de Vitória estão sendo organizadas pelo Vicariato para a Ação Social, Política e Ecumênica que tem como vigário Padre Kelder Brandão. Tradicionalmente o Grito dos Excluídos é realizado no Dia da Pátria, 7 de setembro, em grandes manifestações públicas, mas o sacerdote conta que devido a pandemia de Covid-19 tudo foi repensado neste ano para atender a necessidade de estar no meio digital e evitar aglomeração de pessoas. Elas poderão acompanhar de suas casas ou da rua, pois a projeção poderá ser vista por quem estiver passando na 3ª ponte, na região da Praia da Costa, em Vila Velha e Enseada do Suá, em Vitória.

“As pessoas vão perceber este grito a partir da história, desses 26 anos que vão ser projetados pelas memórias e os gritos de hoje. O que eu estou gostando e a pandemia tem nos possibilitado isso é a gente aprender a olhar para as coisas de forma positiva e tirarmos lições desse contexto que pede que a gente use a criatividade e inove. Então com essa atividade o grito também entra na era digital”, destaca padre Kelder.         

Há cerca de duas semanas já estão sendo publicados diariamente vídeos na página do Facebook do Vicariato (https://www.facebook.com/VicariatoArquiVitoria/) com os gritos que estão sendo dados nos últimos tempos pela população de rua, comunidade LGBTQ+, pescadores, ribeirinhos, negros, quilombolas, mulheres, sindicalistas, empregados terceirizados, entre outros grupos.

Padre Kelder explica sobre o planejamento: “pensamos muito em como daríamos visibilidade para o 7 de setembro que é o dia em que acontece o Grito dos Excluídos em todo o Brasil. Já passamos de ¼ de século, ou seja, é mais que uma tradição consolidada no Brasil. Uma tradição que foi iniciada pela Igreja, pois o Grito é uma atividade proposta na Campanha da Fraternidade de 1995 como ação concreta e se consolidou ao longo do tempo”.

No encerramento das ações, na segunda-feira (07) acontecerá uma celebração inter-religiosa, às 8h, no Campinho do Convento da Penha, presidida por Dom Dario Campos.  Segundo padre Kelder, o grito é uma proposta da Igreja Católica mas tem uma dimensão ecumênica e social muito grande e não pode ser atrelada somente aos ritos católicos.

“A proposta que foi aceita é de a gente fazer essa celebração convidando as Igrejas cristãs e não cristãs, principalmente as religiões que hoje sofrem muito com o preconceito, o racismo e a intolerância religiosa (de matriz africana). Então a celebração vai ser feita com a Igreja Católica, Igrejas Evangélicas, históricas e pentecostais e o Candomblé e Umbanda”.

O vigário reforça que a celebração está aberta para todas as demais religiões e quem quiser acompanhar pelas redes sociais está convidado. Porém, se alguma outra instituição religiosa quiser participar efetivamente do esquema celebrativo, deve procurar o Vicariato até a próxima sexta-feira (04) para ser inserida no contexto.  

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