QUANDO POSSO MATAR UMA PESSOA QUE ME DESAGRADA?

13 maio, 2022

É claro que essa pergunta é chocante. Quando damos os nomes corretos aos fatos, nos deparamos com a crueldade que a falta de limites éticos e morais podem nos levar. Qual o limite que traçaremos nas situações fronteiriças da ética e da bioética, em especial? Onde será traçada a linha entre o que é moralmente legitimo e o que, não é? 

A frase choca porque é direta, sem esconder intenções.  Mas ela cabe quando estamos assistindo a um crescente movimento de banalização da vida humana. Temos nos confrontado com muitas questões que definem a própria visão que temos do que é o ser humano.

A defesa do aborto, da eutanásia, do suicídio assistido, das pesquisas antiéticas em seres humanos, do uso da tecnologia e da ciência na saúde que desconsidere a dignidade da vida humana e negam o seu valor, precisam ser enfrentadas de frente. Muitos tem dificuldades em traçar esse limite em questões como a de pesquisas com células-tronco fetais de abortos, para fabricação de vacinas, por exemplo. Um bem obtido de forma antiética não torna ético o resultado bom. Complicado. Os defensores apresentam argumentos que tentam esconder com palavras técnicas a efetiva ilegitimidade moral por trás dos atos que defendem.

Falamos semana passada sobre o aborto, mas o tema é amplo. Ao querer estudar clinicamente o aborto através de um acompanhamento via ultrassonografia, o renomado médico Dr. Bernard Nathanson que realizava abortos em milhares de mulheres americanas, se chocou a tal ponto com o que viu que sua posição pró-escolha ou pró-aborto, mudou radicalmente. Ao realizar o aborto com o acompanhamento da ultrassonografia o Dr. Nathanson constatou a luta do feto em defesa de sua vida e a chocante morte do feto de 11 semanas. O clássico documentário “The Silent Scream” (O grito silencioso) de 1984 mostra este estudo (https://www.youtube.com/watch?v=gkKip1C9Tj8) que não recomendo aos que são mais sensíveis.

Estudos científicos variados têm mostrado também que as consequências do aborto para a mulher também são pesadas. Mulheres que abortam são mais suscetíveis a câncer de mama, depressão, infertilidade e tem menor expectativa de vida.

A eutanásia, o suicídio assistido são outras práticas que têm sido defendidas e trazem também questões muito sérias. A pergunta do título aqui também se aplica. Idosos acamados, que exigem muito cuidados e sem possibilidade de regressão a um bom nível de saúde também poderão ser vítimas desta mesma visão ética. Não estou falando de cuidados paliativos! Entendam bem! Não estou falando de manter uma vida artificial por aparelhos. Estou falando de atitudes que defendem a eutanásia (quando a morte é decidida por familiares), ou suicídio assistido (quando decidido pelo próprio paciente).

Se não traçarmos a linha ética com clareza, vamos nos transformar em seres humanos indignos deste nome. Não, não posso matar uma pessoa que me desagrada, nem a que está no meu ventre, nem pelas minhas dores ou pela vida fragilizada de outro. Temos que falar com convicção cristã: daqui não podemos passar!!!

Vania Reis

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