Santíssima Trindade: um Mistério de amor

30 maio, 2021

Matheus de Souza I “Batizai-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (cf. Mt 28, 19b).

A Revelação de Deus como Uno e Trino está nos fundamentos da fé cristã. Ao longo de toda a História da Salvação as Sagradas Escrituras apontam veladamente para o mistério do Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo. Desde os primeiros séculos a Igreja buscou vigorosamente resguardar a verdade de fé sobre a Trindade, garantindo a todas as gerações futuras o conhecimento do Deus inefável, que se revela como uma mesma Natureza divina em três Pessoas. Compreender integralmente o Mistério da Santíssima Trindade, para nós, por natureza, é impossível; embora não signifique que d’Ela nada possamos saber pois, afinal, foi o próprio Deus que veio ao nosso encontro revelando-se e dando-se a conhecer pela humanidade.

Entretanto, é preciso recordar que quando falamos da nossa relação com Deus, não podemos resumi-la a um conhecimento teórico-formal. O conhecimento intelectual é importantíssimo, contudo, é no campo da fé que a verdade de Deus é propriamente acolhida, vivenciada e testemunhada. Isso significa dizer que conhecer verdadeiramente a Deus Uno e Trino é introduzir-se na dimensão do mistério, da experiência mística, da espiritualidade. É saber-se pequeno diante de um tão grande mistério de amor, afinal “Terá jamais algum Deus vindo escolher para si um povo entre as nações?” (cf. Dt 4,34); ou ainda: como entender a força da misericórdia do Deus que nos faz Seus filhos e herdeiros e em nosso espírito ensina-nos a clamar “Abba, ó Pai” (cf. Rm 8,15-16)?

Além disso, o testemunho deste mesmo amor testifica a verdade da vida de fé. Isto porque o amor de Deus, por essência, é um amor de comunicação: o Pai ama o Filho, que, por sua vez, o ama neste mesmo Amor que é o Espírito Santo. E ainda, não conhecendo reservas em seu amor, Deus nos criou para viver esta vida de comunhão e comunicação de amor, consigo e com nosso semelhante, e mesmo quando estávamos afastados pelo pecado, ele se encarnou para abrir-nos novamente as portas da comunhão Trinitária.

Sendo assim, não pode existir alguém que ame como fruto do amor divino e não saiba ou não queria repetir em sua vida as mesmas atitudes de Deus: amar aqueles que são esquecidos, ir ao encontro dos que sofrem, sanar as feridas dos que estão enfermos no corpo ou na alma, dar de comer e beber àqueles que têm fome e sede.

Em resumo, o amor de Deus não é permanência estática e repetição do mesmo. É sempre novidade, é sempre movimento que nos impulsiona a amar como Ele amou e que nos leva a fazê-lo conhecido entre todas as nações. Obedeçamos à voz do Senhor que ordena: “Ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (cf. Mt 28,19), e que assim possamos cada dia mais testemunhar no mundo a vida de amor da Trindade pela qual esperamos na vida eterna, mas da qual já participamos no hoje de nossa vida pela graça divina que em nós fez morada.

Matheus de Souza

Seminarista do 1º ano de Teologia.

Paróquia de Origem: São Pedro – Jacaraípe – Serra.

Paróquia de Estágio Pastoral: N. Sra. do Perpétuo Socorro – Praia da Costa – Vila Velha.

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