Ser sinal de Resistência e Esperança!

12 maio, 2022

A Marcha pela Vida começa a acontecer bem antes do dia 1º de maio. No mês de abril aconteceu uma roda de conversa virtual, cujo tema foi Direitos e Democracia, com o intuito de partilhar saberes acerca de temas a serem discutidos na Marcha.

Após dois anos impossibilitados de realizar a marcha pelas ruas, por conta da pandemia, a 23ª Marcha pela Vida e Cidadania, que acontece desde o ano 2000, neste ano voltou a ser presencial, com transmissão pela página do facebook da Pastoral Operária ES e percorreu as ruas dos bairros Vila Graúna e Santana, no dia 1º de Maio – Dia Internacional da Trabalhadora e do Trabalhador. Essa Marcha, que tem um caráter celebrativo, reivindicatório e de denúncias, é puxada pela Pastoral Operária, porém articulada junto com movimentos, Igrejas e organizações.

Representantes de diversos movimentos, pastorais, associações, grupos e Igrejas se uniram para gritar por garantia de Vida digna, Direitos, Educação e Democracia! Temas abordados pela organização que foram apresentados através de 4 blocos que trazendo faixas, bandeiras, cartazes que manifestaram indignação com as situações vivenciadas pela classe trabalhadora. Estiveram presentes autoridades religiosos (05 Padres da Área Pastoral Cariacica Viana), bem como autoridades políticas e pessoas públicas.

Motivados por falas sobre os temas, músicas, palavras de ordem e o texto bíblico de João 10,10. “Tenham vida e vida em abundância”, as marchadoras e marchadores ocuparam as ruas e externaram sua defesa pela Educação pública com valorização dos Professores e professoras, pela defesa do SUS como sistema universal; pela revogação da EC95, da última reforma trabalhista, pelo direito à aposentadoria, em defesa do Rio Formate; dos direitos dos atingidos por barragens e pescadores; pelo respeito às instituições de poder em defesa da democracia, por um processo eleitoral com transparência e que, haja empenho em eleger representantes com projetos aliados à vida e às necessidades básicas como terra, teto, trabalho e comida no prato.

Ao percorrer as ruas dos Bairros houve muita manifestação de apoio. “As pessoas têm dificuldade de ir às ruas reclamar por seus direitos, mas muitos compreendem a importância de não desistir do processo de transformação. Por isso a Marcha é sinal de resistência no meio do povo” diz Katia Mariano representante da Comissão Organizadora.

Durante o percurso os nomes de Maurício Amorim e Lula Rocha (in memorian) foram lembrados. No momento de encerramento, na Praça de Santana, foi feita uma homenagem ao companheiro Lula Rocha, falecido há 1 ano, militante dos Direitos Humanos, nascido no Bairro Santana, filho de Isaías Santana e Maria da Penha Silva, militantes desde o início da Pastoral Operária no Espírito Santo. Lula Rocha cresceu em meio às reuniões, seminários, vigílias contra o desemprego, encontros da Pastoral Operaria e aos piquetes de greve. A família recebeu um quadro com o rosto de Lula Rocha em mosaico com agradecimento emocionado de Maria da Penha pelo apoio, solidariedade e força neste 1 ano de dor, mas na certeza de que Lula Rocha se faz presente!

Ao final, após lido o Manifesto da 23ª Marcha pela Vida e Cidadania, onde fomos chamados a ser resistência e esperança, todos foram convidados a cirandar… a vida, no seu momento dinâmico, nos levará a nos encontrarmos nos movimentos de luta em defesa da vida, onde todos tenham vida em plenitude. Em seguida aconteceu o sorteio de uma ação entre amigos e as(os) participantes puderam partilhar um lanche com frutas, pães e sucos.

Clique aqui e confira como foi a marcha deste ano.

Matéria de Katia Mariano
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