Solenidade de Pentecostes

5 junho, 2022

Victor Hugo| ´´Recebei o Espírito Santo“ (Jo 20, 22)

A origem da festa de Pentecostes está relacionada a uma celebração festiva em que se davam graças a Deus pela safra do ano, ao ponto de virem diversos israelitas para Jerusalém, a fim de adorar a Deus no Templo. Com o passar dos anos, foi acrescentado a essa celebração a  instituição da Lei dada por Deus no Monte Sinai. Por fim, essa grande festa foi transformada em uma nova festa, a festa do Pentecostes da Nova Aliança, que é a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e a Virgem Maria no cenáculo. Sabe-se que, atualmente, essa solenidade ocorre após 50 dias da festa da Páscoa do Senhor e, assim, encerrando o tempo Pascal.

Como é belo refletir e meditar sobre o quarto versículo do capítulo doze da primeira carta de São Paulo aos Coríntios, quando o próprio Apóstolo afirma “Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito”! Destaca-se que, ao analisar a história da Igreja, desde o seu primórdio até os tempos hodiernos, pode-se confirmar essa afirmação do Apóstolo, uma vez que ao longo da história da Igreja foram sendo gerados e floridos os mais belos dons e ministérios para salvação das almas.
   Essa unidade que o Consolador é capaz de promover é averiguada nos próprios atributos da Igreja, em sua unicidade. Não obstante, diversas vezes na sua história, várias pessoas buscaram romper essa unidade promovida pelo Espírito, contudo, a força do Paráclito foi capaz de perpetuar tal comunhão. Vale salientar que não é uma unidade estática, mas, uma unidade que impulsiona, que impele o homem a almejar, apesar da sua diversidade e da sua subjetividade, compreender que uma vida em Cristo é uma vida a qual leva a unidade na diversidade.
   Observa-se que essa unicidade da Santa Igreja está presente no próprio episódio de Pentecostes, já que os discípulos se encontravam reunidos no cenáculo. Também é notório que essa variedade e unidade que o Espírito propõe é para edificação do corpo de Cristo, que é a Igreja. Logo, a unidade poderá florescer nos terrenos mais difíceis por meio do Espírito, haja vista ser o Espírito aquele que realiza a vida e a edificação da Igreja.
Celebrar a solenidade de Pentecostes é fazer memória desse ato de amor de Deus para com a humanidade, de forma mais objetiva, para comigo e para contigo. Esse amor de Deus derramado no coração da humanidade, não é um amor que o medo é capaz de deter, é um amor que impulsiona, que faz com que seja possível sair do seu lugar para ir ao encontro do outro. Tal fato é ratificado ao se observar que, quando os apóstolos fizeram essa experiência magnífica foram capazes de romper com o medo que os impedia de anunciar a Cristo.
 Esse anúncio fervoroso que os discípulos fizeram ao longo das suas vidas foi responsável para que as sementes do Espírito fossem difundidas pelos quatro cantos do mundo, ao ponto de chegar aos nossos corações e fazer florescer em nossas vidas e, com isso, somos capazes de romper com nossos medos e inseguranças com o fito de anunciar o Evangelho a todos que o Senhor nos confiar.
   A beleza da missionariedade da Igreja é algo que constrange aqueles que estão fora, mas, sobretudo, a nós que fazemos parte da Igreja, já que é possível observar a vida de tantos homens e mulheres, nas mais diversas vocações, que foram capazes de se abrir ao mover do Espírito chegando ao nível de derramarem seu próprio sangue em resposta a esse Amor.
Segundo diversos Santos, o verdadeiro e eficaz apostolado nasce da oração pessoal e, dessa forma, da intimidade com o Senhor, sendo que tal amizade só pode ser construída por meio do Paráclito. Por isso, é sumamente importante despertar nas consciências o valor que essa intimidade com o Consolador é capaz de proporcionar.

Diante disso, conclui-se que assim como uma criança vai amadurecendo dia após dia, assim deve ser a relação na vida com o Espírito Santo. Com isso, deve-se pedir e clamar diariamente, desde o levantar até o deitar, a vinda do Paraclito na nossa vida, a fim de que a promessa de Cristo possa nos guiar no escuro e no frio aquecer.

Victor Hugo Nogueira da Gama Andrade 
Seminarista do segundo ano de Filosofia
Paróquia de origem: Nossa Senhora de Guadalupe, Praia de Itaparica, Vila Velha – ES
Paróquia de pastoral: Epifania do Senhor aos Reis Magos, Nova Almeida, Serra – ES.
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