Os tapetes de Corpus Christi, no entorno da Catedral, formaram uma linda exposição ao ar livre. As pastorais e grupos da paróquia representaram, com suas artes, momentos e símbolos de ações religiosas que compõem nossa fé católica. Dom Ângelo Mezzari, arcebispo de Vitória, mencionou a importância desta tradição: “expressamos hoje uma das mais belas tradições: os tapetes. É o nosso testemunho público e ao passar com o Santíssimo Sacramento é o povo de Deus que caminha. Vamos preservar e manter vivas estas tradições que expressam a fé”.
Micael Isaac, cerimoniário da Catedral, participou pela primeira vez da confecção dos tapetes e explicou: “Foi montado um grupo e cada pastoral definiu a arte que iria fazer e organizou a forma de buscar os materiais que precisaria. Nós da pastoral dos cerimoniários usamos areia tingida, areia normal, sal grosso e sal grosso tingido e café para fazer os contornos e os detalhes. Começamos às 06h”.
– Como foi a experiência?
Micael: Muito legal. Foi a primeira vez que participei e foi uma experiência muito interessante.
– O que foi mais interessante,a preparação, a decisão sobre o que fazer ou fazer?
Micael: Fazer, porque a gente pegou uma arte bem detalhada e tivemos que ‘quebrar’ a cabeça para fazer, mas no final ficou muito bonito.
– Qual foi a arte de vocês?
Micael: O Cordeiro.
Para iniciar a Celebração (missa e procissão), o coral da Catedral acolheu os fiéis com uma música que era, ao mesmo tempo, um convite e uma recepção.
O sentido da Solenidade foi colocado por dom Ângelo: “Celebramos hoje o grande mistério da nossa fé, a Santa Eucaristia. Somos os filhos e filhas tão amados de Deus, e reunidos em seu nome, na sua Palavra, celebramos no Corpo e Sangue do Senhor a nossa comunhão, a nossa unidade, a nossa presença e o nosso testemunho de Igreja. E hoje todos nós, cristãos católicos, temos a grande graça de poder celebrar e participar da Santa Missa, da Eucaristia e também de dar um testemunho público, um testemunho visível do Sacramento que nós veneramos, que nós nos alimentamos, que nós adoramos. Por isso cada irmão, cada irmã, nossas famílias, grupos, pastorais, membros e fiéis desta comunidade da Catedral, de outras comunidades, aqui nos reunimos. A nossa presença nesta Assembleia Eucarística já é um sinal visível, um sinal concreto do que significa venerar o Santíssimo Sacramento, adorar Jesus na Eucaristia, porque formamos aqui o seu corpo visível, somos seus membros e o corpo de Cristo que nos é dado. Corpo e sangue, também se expressa, se manifesta, se concretiza no corpo vivo do povo de Deus que somos todos nós”.
Os fieis lotaram a Catedral e participaram da procissão que percorreu algumas ruas do Centro de Vitória e retornou à Catedral para passar com o Santíssimo Sacramento por cima dos tapetes preparados com carinho e devoção para esta ocasião.
Na homilia, dom Ângelo lembrou que a Festa de hoje é uma ocasião para gradecermos, admirarmos e nos rejubilarmos porque “não pode haver tesouro maior que o Corpo e Sangue de Cristo” e que nós somos felizes por podermos celebrar este memorial sagrado da última ceia de Jesus com seus discípulos. E o Arcebispo acrescentou: “a multiplicação dos pães, narrada no Evangelho, que é real também nos remete à Eucaristia. A Eucaristia tem consequências. Nos nutrimos do corpo e sangue, porque a Eucaristia se faz Igreja e a Igreja se faz eucarística e se reverte na vida dos irmãos. Por isso, precisamos ser Igreja que partilha, que é solidária. Alimentar-se da Eucaristia é comprometer-se com o pão de cada dia para que não falte pão de cada dia a nenhum irmão”.






























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