Um vírus sem história, mas uma vida com sentido

Vania Reis

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Último mês de um ano que para muitos não foi vivido. Estando diante de um dos maiores problemas de saúde pública mundial, dos últimos tempos e não sabemos, ninguém sabe, quando de fato terminará. Uma doença desconhecida, sem história. Muitas, mas muitas perguntas mesmo, sem respostas e muitos dando, desde o início, respostas padrão para outras doenças/vírus que não necessariamente são verdadeiras para o Covid 19. As autoridades não tinham como fazer diferente. Estávamos em um túnel escuro, sem visão. Falavam para só procurarmos o hospital quando sentíssemos falta de ar porque desconheciam a doença e porque não tínhamos como atender a população toda, nessa fase inicial, e assim concentraram nos casos mais graves. Muitos morreram por conta desta orientação, mas não podemos condenar, foi o que foi possível. Doença sem história! Fácil criticar depois que o conhecimento foi produzido. Olhávamos para China e Itália e tentávamos imaginar o que poderíamos viver. Olhos grudados nos noticiários, que virou quase tema único.  Fase que trouxe, e ainda traz, sensação de insegurança em todos os aspectos. O funcionamento regular da sociedade foi quebrado, lidar com o desconhecido (temor de muitos) passou a ser o cotidiano, as relações interpessoais mudaram com o distanciamento social com a necessidade de afastamento de amigos e familiares, entre tantas questões cotidianas que impactaram em perdas, das mais diversas, trazendo consequências para a saúde mental da população. A carga elevada de experiências e emoções negativas foi a tônica especialmente para aqueles cujos entes queridos adoeceram e morreram sozinhos sem possibilidade de despedida ou velório digno. O pior momento. Depressão, estresse agudo, transtorno do pânico e uma ansiedade imensa foram se espalhando.

Aos poucos fomos conhecendo a Covid 19 e as mortes foram diminuindo e, quando achávamos que estávamos começando a ter controle, parece que o vírus quis mostrar que está no comando ainda.

A vida mudou? Sem dúvida! Mas não é um filme que estou assistindo. É a minha vida que estou vivendo, não assistindo, desperdiçando! Vitor Frankl em seu famoso livro “Um sentido para a vida” escrito com base no que aprendeu nos três anos que passou no campo de concentração de Auschwitz,  nos traz uma reflexão que pode nos ajudar. Frankl percebeu que o desejo de sentido é um “valor de sobrevivência”, ou seja ter a consciência / acreditar “que a vida tem um sentido a ser realizado, mesmo que no futuro” é crença fundamental. Ter um sentido na minha vida me faz transcender das penúrias do agora para acreditar que  verei a luz do fim do túnel. Sobreviveram ao campo de concentração os que acreditavam no futuro longe daquele lugar.  Assim crie um sentido para a sua vida, para seu futuro e dê sentido para o que você está vivendo hoje, engrandeça sua experiência criando planos para você, dentro desta realidade, com o crescimento e o amadurecimento que dessa situação você ganhará.

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