Vicentinos cuidando dos mais pobres

28 agosto, 2020

Na semana dos leigos, o trabalho realizado pela Sociedade de São Vicente de Paulo – uma organização civil de homens e mulheres que se dedica ao trabalho cristão de caridade – ganha destaque. Também conhecida como Vicentinos, a sociedade existe desde 1833 no mundo, faz parte da Organização das Nações Unidas e hoje está presente em 150 países.

Aqui no Brasil são aproximadamente 153 mil membros, conhecidos como confrades (homens) e consócias (mulheres). Os Vicentinos trabalham de forma voluntária atuando nas necessidades das famílias em vulnerabilidade social em contatos semanais, além de manterem creches, escolas, projetos sociais e até mesmo lares de idosos. Na cidade de Afonso Claudio, por exemplo, existe um único hospital chamado São Vicente de Paulo que é conduzido pelo SUS e administrado pela Sociedade.

Na hierarquia que organiza as atividades dos Vicentinos nos estados estão os Conselhos Centrais os quais são coordenados pelos Conselhos Metropolitanos a nível de Brasil. No Espírito Santo existem dois: um em Vitória e outro em Vila Velha, regidos pelo CM de Governador Valadares.  

Ênio Antonio Faustino, presidente do Conselho Central de Vitória, pertence a Paróquia São Francisco de Assis, em Laranjeiras. Ele conta que faz parte da sociedade há 22 anos e em várias paróquias da Arquidiocese de Vitória existem conferências que se reúnem para prestar assistência às famílias. Somente no Conselho de Vitória existem 41 conferências.

“A gente cadastra as famílias que tem necessidade e chegam até a gente. Por isso a conferência se reúne toda semana e na reunião a gente determina o grupo de pessoas que vai fazer uma visita a essa família, colher os dados para ver onde a gente pode estar trabalhando para a promoção dessa família. Não é só levar uma cesta básica, dar uma roupa. A gente trabalha na promoção, tirando essa família da situação que ela está para que tenha uma vida digna e caminhe com suas próprias pernas”.   

O presidente detalha que os Vicentinos prestam apoio às famílias no que elas mais necessitam: desde a ajuda material até espiritual. Eles entregam alimentos, roupas, remédios, cadeiras de banho, camas hospitalares e até mesmo colaboram com consultas e construções. De acordo com Ênio em um dos Morros de Vitória já foram construídas mais de 100 casas pela Sociedade São Vicente de Paulo.

“A gente procura ajudar como por exemplo se precisa fazer uma reforma na casa, construir um banheiro, trocar um telhado que está furado e chovendo dentro de casa. E a necessidade a gente corre atrás, porque vivemos só de doação. A nossa renda da conferência é só de doações ou de alguns benfeitores que nos ajudam”, detalha.  

Para ser um Vicentino o leigo precisa frequentar as conferências, participar das reuniões e trabalhar na promoção da família. As reuniões são semanais e servem como avaliação. É onde se discutem as ações, se o trabalho está dando resultado e em que pontos a assistência pode melhorar. Todo o trabalho é norteado por um estatuto que vale em todo território nacional.  

Quem preside o Conselho Central de Vila Velha é Marlene Timóteo que há 38 anos pertence a Sociedade São Vicente de Paulo. Ela começou sua atuação quando ainda morava em Minas Gerais e continua nos dias de hoje na Paróquia Nossa Senhora das Graças, em Coqueiral de Itaparica. A presidente conta que existem 33 conferências em sua área e que atendem toda a região Sul do Estado chegando a municípios como Guarapari e Iconha. Somente nesta área atualmente são 354 famílias assistidas.  

Marlene relata que se sente muito feliz por fazer parte dos Vicentinos: “a gente chega até a se emocionar, porque nas entregas de cestas que a gente faz uma vez por mês, sempre fazemos momentos de oração com as famílias, servimos um café e então você vê o brilho nos olhos daquelas pessoas por estarem ali. E a gente faz tão pouquinho, mas as famílias saem muitas gratificadas por estarem recebendo aquela atenção. A gente também vai na casa das famílias e vê toda dificuldade. Isso mexe com a gente, mas também como membros ficamos muito mais fortalecidos com esse trabalho”.

Neste tempo de pandemia as reuniões não estão acontecendo presencialmente e os conferencistas do grupo de risco não estão realizando as visitas. Mas segundo o presidente do Conselho Central de Vitória, as famílias não ficaram desassistidas e os confrades e consócias que podem, continuam fazendo as visitas tomando todos os cuidados de higiene estabelecidos pelos órgãos de saúde. As doações de cestas básicas continuam e tem atendido ainda mais famílias em emergência, além das que já eram cadastradas.     

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