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Ao falar com um grupo de escritores, o Papa Leão XIV disse: “Quando chegamos ao âmago da nossa humanidade, não estamos distantes de Deus:
Ao falar com um grupo de escritores, o Papa Leão XIV disse: “Quando chegamos ao âmago da nossa humanidade, não estamos distantes de Deus: é ali, em meio a histórias muito humanas, que Deus se revela”. Leia abaixo a matéria publicada no site vaticannews.va
Por ocasião dos 100 anos da Livraria Editora Vaticana, a editora oficial da Santa Sé, Leão XIV encontrou um grupo de 50 escritores e refletiu sobre as formas de compreender Jesus através também dos livros, já que “escrever é um ato de verdade”, amplia a nossa humanidade e nos deixa mais próximos de Deus: “é ali, em meio a histórias muito humanas, que Deus se revela”, na libertação da escravidão, no nascimento do filho, no amor misericordioso, “por meio de fatos e encontros, rostos e histórias”.

O Papa Leão XIV, antes da Audiência Geral desta quarta-feira (24/06), encontrou um grupo de 50 escritores provenientes de várias partes do mundo, reunidos em Roma por ocasião dos 100 anos da Livraria Editora Vaticana (LEV). A editora oficial da Santa Sé, fundada em 1926 pelo Papa Pio XI, já serviu 9 Pontífices, “divulgando o magistério como contribuição para a difusão do Evangelho no mundo”, como recordou Leão XIV no início de maio, na audiência de aniversário do centenário da editora da Igreja Católica Romana.

Escrever é um ato de verdade

No escritório junto à Sala Paulo VI nesta quarta-feira (24/06), Prevost recebeu os escritores e falou sobre a importância do livro e da própria escrita, “uma forma de expressão humana da qual vocês são, com variedade de estilos e de linguagens, mestres e modelos”. Recordando São Paulo VI, enfatizou o quanto precisamos dos artistas, “da sua imaginação, da sua criatividade narrativa e do seu pensamento dinâmico. Precisamos disso para criar espaços de liberdade e autenticidade, nos quais a graça divina possa fazer ressoar a promessa de consolação e paz”. O Papa, então, agradeceu “por todas as vezes em que lançaram sementes de reconciliação, de encontro e de amizade”, além de pedir que “sejam capazes de suscitar o interesse pela verdade, pois vocês mesmos são atraídos por ela”:

“Escrever – da maneira como vocês o fazem – é um ato de verdade, de revelação. Escrever nos revela quem somos, aquilo em que acreditamos e o que esperamos, o mundo para o qual nos dirigimos, o futuro com que sonhamos. Nessa busca pela verdade, percebemos como ela é discreta, como se apresenta a nós no diálogo interior com Deus e no diálogo aberto e respeitoso com o próximo. «A verdade não é um território a defender, mas um bem a partilhar» (Magnifica humanitas, 25). Nunca somos senhores da verdade; é ela, de fato, que nos ‘conquista’.” 

Escrever é um gesto de humanidade

Para falar sobre a escrita que amplia a nossa humanidade, Leão XIV citou o dramaturgo e poeta romano Terêncio, que foi eternizado pela célebre frase “Sou um ser humano; nada do que é humano me é estranho”; além do próprio Papa Francisco, que escreveu uma Carta sobre o Papel da Literatura na Educação, argumentando sobre o valor formativo da literatura através das experiências humanas. A escrita, aprofundou Prevost através das palavras de Bergoglio, ativa “o poder empático da imaginação”, veículo fundamental para levar a sentimentos como a solidariedade, a partilha, a compaixão e a misericórdia:

“É nisso que reside a grande escola de humanidade que vocês fazem os leitores experimentarem, pois quem lê, de certa forma, vive muitas vidas além da própria. E isso nos ajuda a descobrir as diversidades de pontos de vista, a não absolutizar o nosso e a compor, como em um mosaico, o perfil daquela verdade que sempre passa por nós.” 

Escrever não é estranho a Cristo

Por fim, finalizou o Papa em discurso, “escrever tem a ver com Deus. Pode parecer ousado dizer isso, mas vários teólogos refletiram e escreveram sobre a consonância entre a forma da escrita e a revelação do Deus bíblico”. Leão XIV, então, citou o renomado frade dominicano, teólogo e escritor britânico, cardeal Timothy Radcliffe, que, retomando Terêncio, afirmou que, para os cristãos, “nada do que é humano é estranho a Cristo. Toda tentativa de dar resposta às questões fundamentais da nossa vida – como amar, ser justo, ser livre, enfrentar o sofrimento e a morte – nos ajuda a compreender Cristo, aquele que é o mais humano de todos” (T. Radcliffe, Acender a imaginação, Verona 2021, p. 29). E o Pontífice acrescentou:

“Quando chegamos ao âmago da nossa humanidade, não estamos distantes de Deus: é ali, em meio a histórias muito humanas, que Deus se revela. O Deus da Bíblia se manifesta na libertação da escravidão, no nascimento inesperado de um filho, no amor misericordioso e fiel. Fala por meio de fatos e encontros, rostos e histórias. «Deus opera na nossa vida através do que fazemos e do que somos, e através das muitas pessoas que encontramos».”

Termina na próxima semana, 30 de  junho deste ano,  o prazo para as inscrições no Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) da Conferência Nacional dos Bispos

Termina na próxima semana, 30 de  junho deste ano,  o prazo para as inscrições no Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de projetos e iniciativas que contribuam para a promoção da moradia digna como prioridade e direito, em sintonia com o objetivo geral da Campanha da Fraternidade 2026.

Os projetos que se cadastrarem neste período, e cuja documentação estiver toda aprovada de acordo com as exigências do edital publicado,  em  15 de abril deste ano, serão analisados na segunda reunião do Conselho Gestor do FNS neste ano marcada para 30 de julho próximo.

O coordenador do Departamento Social da CNBB, Franklin Queiroz, pede que as entidades e organizações fiquem atentas ao ‘status”  do projeto no cadastramento sistema do FNS. De acordo com ele, no início do cadastramento a cor do “status” da inscrição do projeto é “cinza”. A cor que indica que a condição que o processo foi encerrado no sistema é “marrom”.  Quando o projeto for aprovado, o projeto será indicado com uma cor “verde”.

Como se inscrever

As inscrições deverão ser feitas pelo site do FNS. Em 15 de abril deste ano, CNBB lançou o edital do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS), voltado ao apoio financeiro de projetos ligados à Campanha da Fraternidade 2026, que tem como tema “Fraternidade e Moradia” e lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14).

O documento regulamenta o cadastro de propostas na plataforma do FNS para receber recursos da Coleta Nacional da Solidariedade, realizada nas celebrações do Domingo de Ramos, nos dias 28 e 29 de março de 2026.

O objetivo do edital é apoiar iniciativas que contribuam para a promoção da moradia digna como prioridade e direito, em sintonia com o objetivo geral da Campanha da Fraternidade 2026. Os projetos poderão ser inscritos em três eixos: apoio emergencial a populações em situação de vulnerabilidade decorrente da falta de moradia; construção, reforma e outras iniciativas coletivas voltadas ao acesso à moradia digna; e ações de conscientização, formação e articulação em defesa do direito à moradia e aos bens essenciais.

Período de inscrições

Para este ano, existem ainda três possibilidades de inscrição. de 1º a 30 de junho, de 1º a 30 de agosto e de 1º a 30 de outubro de 2026. Os projetos inscritos serão avaliados em reuniões ordinárias do Conselho Gestor do Fundo, previstas para 30 de julho, 21 de setembro e 23 de novembro.

Cada projeto poderá receber até R$ 50 mil. O edital prevê que cerca de 30% dos recursos disponíveis sejam destinados a cada um dos três eixos. Os 10% restantes serão reservados para ações de animação, promoção e divulgação da Campanha da Fraternidade em âmbito nacional e regional. Os 19 regionais da CNBB poderão apresentar projetos específicos de até R$ 25 mil para este fim.

O edital reforça ainda que as entidades interessadas devem conhecer previamente o Guia de Cadastramento de Entidades e Projetos disponível na plataforma do Fundo. Também destaca que a inscrição implica aceitação integral das normas do edital e do estatuto do Conselho Gestor do FNS.

Fonte: publicado no site cnbb.org.br
Em sua primeira visita à sede do Programa Alimentar Mundial (World Food Programme), em Roma, Leão XIV reforçou que água, alimento e acesso à
Em sua primeira visita à sede do Programa Alimentar Mundial (World Food Programme), em Roma, Leão XIV reforçou que água, alimento e acesso à saúde não podem ser subordinados a considerações de mercado ou a interesses geopolíticos. E pediu uma renovada renovada aliança entre as nações no combate à fome.

O Papa Leão deixou o Vaticano na manhã desta segunda-feira, 22 de junho, para visitar a sede do Programa Mundial de Alimentos (PAM), que fica na zona sul de Roma. As anfitriãs do Pontífice foram a ex-diretor executiva, Cindy McCain, que concluiu seu mandato há poucos dias, e a diplomata brasileira Carla Barroso Carneiro, presidente da assembleia, que discursaram antes do Santo Padre.

A convergência entre o PAM e a Igreja

Ao tomar a palavra, Leão XIV enalteceu o trabalho da instituição, que foi condecorado com o Nobel da Paz em 2020, e reforçou a convergência com a missão da Igreja Católica em proteger a dignidade humana e promover a fraternidade. “Juntos, compartilhamos a urgente tarefa de combater a fome e a desnutrição, enfrentando ao mesmo tempo as causas estruturais que as alimentam.”

Entre essas causas, o Pontífice aponta as crises hodiernas que não são mais “eventos isolados”, mas se transformaram em “realidades persistentes”, caracterizadas por conflitos prolungados, insegurança alimentar crônica, volatilidade econômica e crescente vulnerabilidade climática. E não só, como observou na encíclica Magnifica humanitas, esta situação é fruto ainda da crise do sistema multilateral e da fragmentação da ordem mundial. Assim, não se trata somente de como intervir, mas compreender o motivo pelo qual este sistema produz os problemas que ele mesmo é forçado a corrigir.

Esse clima de desconfiança, analisou Leão XIV, levou os Estados a destinarem progressivamente os próprios recursos à segurança nacional e à estabilidade interna, ignorando a cooperação internacional.

O paradoxo atual

Esta tendência gera o evidente paradoxo de uma “capacidade produtiva global sem precedentes” paralela “à expansão de áreas de extrema vulnerabilidade”, que o Papa assim sintetizou: “As mesmas forças que alimentam o crescimento econônimo muitas vezes agravam a exclusão e a marginalização”. Assistimos a uma “burocratização da solidariedade” junto a uma “silenciosa mercantilização da vida humana”. O resultado é que o acesso aos bens essenciais, inclusive ao alimento, é influenciado por considerações econômicas ou estratégicas. E quem não produz um valor quantificável corre o risco de se tornar invisível.

A solidariedade impedida por “incompreensíveis decisões políticas”

Desta forma, a pessoa humana perdeu a sua centralidade, e como denunciou o Papa Francisco em 2016, nesta mesma sede, as ajudas são obstaculizadas “por intrincadas e incompreensíveis decisões políticas, por tendenciosas visões ideológicas ou por insuperáveis barreiras alfandegárias”, enquanto “as armas não”.

Sendo assim, é mais fácil “alimentar” conflitos do que pessoas. “Esta realidade reflete não apenas carências operativas, mas também um profundo desequelíbrio nas prioridades políticas e morais”, denunciou Leão XIV.

O risco de perpetuar “ciclos de fragilidade”

As consequências da fome, prosseguiu, se estendem para além dos diretos interessados, podendo comprometer toda a coesão social, aumentando o risco de conflitos e migrações forçadas, “perpetuando assim cliclos de fragilidade que, em última análise, incidem sobre a comunidade internacional”. São instituições como o PAM, ressaltou o Papa, que impedem que crises humanitárias degenerem num “colapso irreversível”.

Retomar o multilateralismo

Para todas essas questões, o Pontífice propõe retomar a cooperação multilateral, porque nenhum Estado, hoje, pode enfrentar sozinho os desafios globais. A comunidade internacional deve estar unida pela preocupação por quem se encontra vulnerável, opondo-se à exclusão. Assim, o convite a caminhar juntos, em harmonia fraterna, deve se tornar o “princípio inspirador”.

O encorajamento aos governos

Eis então o apelo do Santo Padre aos governos de todo o mundo, para que “renovem e reforcem seu compromisso, aumentem os recursos destinados à luta contra a fome e às suas causas profundas e removam os obstáculos que impedem às ajudas de alcançar quem necessita”.

Para traduzir essas palavras em fatos, é preciso reduzir a burocracia supérflua, de modo que a transparência e responsabiliade estejam a serviço das pessoas e não se tornem um obstáculo às ajudas. Onde os Estados vacilam e o acesso humanitário é limitado, a Igreja Católica tem um papel importante, pois com frequência alcança as populações mais vulneráveis em regiões inacessíveis.

Resistir à mercantilização

Outro apelo do Papa é para resistir à “mercantilização das necessidades humanas fundamentais”:

“Água, alimento e acesso à saúde não podem ser subordinados a considerações de mercado ou a interesses geopolíticos. O acesso ao alimento adequado é um direito humano fundamental radicado na dignidade de cada pessoa.”

Para Leão, não se trata somente de aliviar o sofrimento, mas enfrentar as causas de instabilidade geopolítica, já que a segurança alimentar é um componente essencial da segurança global e integral.

Um novo percurso é possível

O Pontífice concluiu afirmando que o que está em jogo não é só a eficácia de uma agência, mas a credibilidade da própria cooperação internacional. Um novo percurso é possível, afirmou, partindo da simplificação do método, priorizando o essenvial, sem que nenhuma pessoa seja esquecida.

“De fato, esse compromisso está enraizado no reconhecimento de que toda pessoa humana possui uma dignidade inerente e inalienável, que permanece intacta independentemente das circunstâncias, das condições ou da posição social. Enraizada no amor incondicional e ilimitado de Deus, essa dignidade pode ser descrita como infinita, pois nada pode diminuir, apagar ou negar o seu valor. É precisamente pela nossa fidelidade a essa verdade que se mede a humanidade da nossa política e, com ela, o futuro da comunidade internacional.”

Fonte: publicado no site vaticannews.va
Neste 21 de junho, a Igreja celebra a memória de São Luís Gonzaga, patrono da juventude e modelo de pureza, entrega e fidelidade ao

Neste 21 de junho, a Igreja celebra a memória de São Luís Gonzaga, patrono da juventude e modelo de pureza, entrega e fidelidade ao chamado de Deus. A data também é marcada pelo Dia do Seminarista, ocasião especial para agradecer ao Senhor pelo dom das vocações e rezar por todos aqueles que, no seminário, se dedicam ao discernimento e à formação para o ministério sacerdotal.

Inspirados pelo testemunho de São Luís Gonzaga, jovem que renunciou aos privilégios do mundo para seguir a Cristo com generosidade e coragem, voltamos nosso olhar para a missão dos seminaristas, que diariamente procuram configurar suas vidas ao coração do Bom Pastor. Neste dia de ação de graças e oração, compartilhamos uma reflexão sobre a beleza da vocação sacerdotal, o valor da formação no seminário e a importância de cultivar um “sim” fiel ao chamado de Deus. Confira a seguir:

QUANDO O CORAÇÃO ESCOLHE O INFINITO

O caminho do seminário é, em sua essência, uma travessia sagrada, um deserto florescente onde a alma, seduzida pelo olhar de Cristo, decide despir-se das certezas efêmeras do mundo para vestir-se da eternidade. É um tempo de unir-se ao Mistério, um período de amadurecimento espiritual onde o jovem, atraído pelo chamado que ecoa nas profundezas do seu ser, compreende que a sua vida não lhe pertence mais, mas é um dom a ser devolvido ao Doador. Ao contemplarmos a figura de São Luís Gonzaga, vislumbramos o ícone dessa entrega absoluta e desarmada: um jovem que, em meio ao fausto, às honras e às promessas de uma corte que tudo oferecia, teve a audácia mística de preferir o Infinito. Sua vida não foi uma negação da beleza ou da juventude, mas uma elevação sublime do desejo; ele foi o homem que compreendeu, com uma clareza quase angélica, que o coração humano é um abismo infinito que apenas o Deus Amor é capaz de habitar e preencher.

Ser seminarista é, portanto, manter a alma em estado de vigília constante, como uma lâmpada que, alimentada pelo óleo da oração e pelo estudo diligente da verdade, não se permite extinguir diante das brumas e das incertezas da modernidade. É um processo contínuo de “transfiguração interior”, onde o homem, dia após dia, deixa-se esculpir pelo cinzel da Graça, tornando-se, pouco a pouco, um espelho límpido e transparente da caridade divina. São Luís Gonzaga nos ensina, com o testemunho de sua curta, porém intensa existência, que a santidade não é uma conquista reservada a heróis distantes ou a seres inalcançáveis, mas a resposta dócil e corajosa de quem se reconhece, com humildade, como um “Vaso de barro” nas mãos do oleiro. É a sabedoria de permitir que ele remova as arestas do egoísmo, que cure as feridas da humanidade e que modele a vontade até que ela se identifique perfeitamente com a vontade do Pai.

Neste dia, rendemos graças ao Senhor por cada vida que decide responder ao chamado com a audácia da juventude e profundidade. O seminário é o solo onde a vocação é provada, onde a inteligência se curva diante do Mistério e onde a vontade se fortalece na obediência amorosa. Que a jornada de cada seminarista seja, como foi a de Luís, um itinerário de amor que não busca o aplauso dos homens, mas o sorriso de Deus e a salvação das almas. Que a Virgem da Penha, a estrela da Evangelização e Mãe dos Sacerdotes, seja o refúgio seguro e o manto protetor onde cada vocação possa florescer, protegida das tempestades do tempo e nutrida pela brisa suave do Espírito Santo. Que o “sim” pronunciado, no silêncio da capela ou na vivência comunitária, seja o prelúdio de um eterno serviço, preparando homens que, tendo encontrado o tesouro escondido, dediquem toda a sua existência a reparti-lo com um mundo que, embora não saiba, clama incessantemente pela luz do Evangelho. Que, ao final da caminhada, cada seminarista possa dizer, com a mesma convicção de Gonzaga, que a única glória que buscou foi a de ser um instrumento dócil nas mãos daquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

SÃO LUÍS GONZAGA: ROGAI POR NÓS!

A Arquidiocese de Vitória acolheu, neste sábado (20), o Encontro Vocacional do Regional Leste 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Realizado

A Arquidiocese de Vitória acolheu, neste sábado (20), o Encontro Vocacional do Regional Leste 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Realizado no Auditório da Casa Bom Pastor, no Centro de Vitória, o evento reuniu agentes da Pastoral Vocacional, religiosos, religiosas, seminaristas e leigos comprometidos com a promoção das vocações na Igreja.

A assessoria foi conduzida pelo Pe. Valmir da Costa, RCJ, religioso da Congregação dos Rogacionistas, que destacou a importância dos processos na pastoral vocacional e da construção de comunidades capazes de despertar e acompanhar vocações.

Em sua reflexão, o sacerdote ressaltou que a promoção vocacional exige perseverança, maturação e compromisso com processos que gerem frutos duradouros. “É necessário iniciar processos. Quem não acredita nos processos não gera frutos; as coisas não amadurecem e não acontecem”, afirmou.

Partindo do testemunho das primeiras comunidades cristãs descritas nos Atos dos Apóstolos, o assessor apresentou a comunidade como referência para a vivência vocacional. Segundo ele, a unidade, a fraternidade, a partilha, a alegria e a simplicidade são elementos fundamentais para a construção de ambientes que favoreçam o discernimento e a resposta ao chamado de Deus.

Pe. Valmir também recordou que, embora as primeiras comunidades sejam um ideal para a Igreja, elas também enfrentaram fragilidades e desafios. Por isso, destacou a necessidade de unir o ideal evangélico à realidade concreta das comunidades atuais, buscando aproximar a vivência cotidiana dos valores do Evangelho.

“As dioceses, as paróquias, os regionais, as comunidades religiosas e formativas são comunidades vocacionais. Onde estamos reunidos em torno de Jesus Cristo, ali deve se construir uma comunidade vocacional”, destacou.

O assessor ainda ressaltou a importância da consciência vocacional, que deve estar presente em todas as comunidades e estruturas eclesiais. Para ele, a formação, a reflexão e o planejamento pastoral são passos fundamentais para criar uma verdadeira cultura vocacional. “Se não mudamos a mentalidade, não mudamos a realidade. A formação é o primeiro passo para a construção dessa cultura”, afirmou.

O Regional Leste 3, que compreende as dioceses do Espírito Santo, tem investido no fortalecimento da Pastoral Vocacional como um dos caminhos para renovar a vida e a missão da Igreja, incentivando as comunidades a rezarem, promoverem e acompanharem as vocações em suas diversas expressões.

O Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara (CEFEP) lançou oficialmente o subsídio “Eleições 2026: democracia, sinodalidade e bem comum”. O material

O Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara (CEFEP) lançou oficialmente o subsídio “Eleições 2026: democracia, sinodalidade e bem comum”. O material propõe uma série de encontros de reflexão e oração destinados à preparação espiritual, ética e social do povo brasileiro para o próximo período eleitoral. O CEFEP é um organismo vinculado à Comissão Nacional Episcopal para o Laicato da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O objetivo central do material é a formação de consciências críticas e cidadãs. O subsídio busca responder de maneira profética e pedagógica a um cenário nacional complexo, marcado por profundas desigualdades e crescentes polarizações ideológicas e religiosas, contribuindo diretamente para o amadurecimento ético e democrático do voto cristão.

Metodologia e itinerário formativo

A construção do subsídio propõe um itinerário formativo comunitário baseado na metodologia da “Conversa no Espírito”, herdada do processo global do Sínodo dos Bispos promovido pelo Papa Francisco.

Os grupos e comunidades são convidados a vivenciar o tradicional método pastoral Ver-Julgar-Agir por meio de quatro etapas centrais: Análise da Realidade: debate sobre as problemáticas locais e nacionais; Iluminação: reflexão guiada pela Palavra de Deus e pela Doutrina Social da Igreja; Discernimento Comunitário: diálogo pautado na sinodalidade; Compromissos Concretos: ações práticas no cotidiano político e social.

Eixos centrais e o combate à desinformação

Ao longo dos encontros, são abordados temas urgentes como a fragilidade da agenda socioambiental do país, os conflitos no campo, a preservação de biomas ameaçados (Amazônia, Cerrado e Pantanal) e o clamor das populações indígenas e empobrecidas.

Outro ponto de destaque no roteiro é a ética eleitoral e a defesa da verdade frente às infraestruturas digitais de mentiras. Com um capítulo inteiramente dedicado ao ecossistema digital, o material convida os cristãos a praticarem uma “regra de ouro” nas redes sociais: frear o compartilhamento emocional e checar sistematicamente as fontes antes de repassar qualquer conteúdo em aplicativos de mensagens.

Público e orientações práticas

O material é aberto a todas as pessoas de boa vontade e destina-se, especialmente, a Escolas de Fé e Política, Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), pastorais sociais, grupos de jovens, pastoral familiar, movimentos eclesiais e paróquias em geral.

Para preservar o caráter estritamente reflexivo e comunitário dos encontros e garantir o cumprimento das regras eleitorais, o CEFEP solicita que não sejam distribuídos materiais de campanha durante as reuniões, bem como não se conceda qualquer tipo de privilégio ou palanque a participantes que venham a ser candidatos.

Distribuição pelas Edições CNBB

Produzido com rigor gráfico, editorial e dedicação pastoral, o subsídio é publicado oficialmente pelas Edições CNBB. A editora oficial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil assumiu o compromisso de fazer com que o material chegue com agilidade e capilaridade a todas as dioceses, paróquias, livrarias católicas e comunidades do país.

O livreto pode ser adquirido diretamente pelo site oficial da editora: Edições CNBB

Contato para assessorias, partilhas e avaliações
[email protected] e whatsapp 61 98155-7198.

Fonte: publicado no site cnbb.org.br
A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, apresentou ontem, 17 de junho de 2026, as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, apresentou ontem, 17 de junho de 2026, as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, com o número de Documento 114. As Diretrizes foram aprovadas na última Assembleia dos Bispos, que aconteceu em abril deste ano 2026 em Aparecida e serão inspiração para a Igreja até 2032. A apresentação/lançamento  aconteceu na sede da CNBB com as presenças de: cardeal Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS); o arcebispo de Santa Maria (RS) e presidente da Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, dom Leomar Antônio Brustolin, responsável pela coordenação da redação das novas Diretrizes; o secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers; e o diretor-geral das Edições CNBB, monsenhor Jamil Alves de Souza.

Sobre as Diretrizes

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil constituem um importante instrumento de comunhão, planejamento e animação pastoral, contribuindo para que a missão evangelizadora da Igreja responda aos desafios do tempo presente à luz do Evangelho e da caminhada sinodal. Com validade até 2032, o documento orientará a ação pastoral da Igreja no Brasil a partir de compromissos missionários, formativos e sinodais assumidos pelo episcopado brasileiro.

As novas Diretrizes são fruto de um amplo processo de escuta, participação e discernimento iniciado em 2022. Ao longo de quatro anos, bispos, dioceses, organismos eclesiais e agentes de pastoral contribuíram para a construção do texto, em sintonia com o caminho da sinodalidade vivido pela Igreja. O processo incluiu consultas às Igrejas particulares, estudos pastorais, debates em âmbito regional e nacional e a análise de mais de 1.500 emendas apresentadas pelos bispos durante a Assembleia Geral da CNBB. O texto aprovado propõe a imagem da “tenda do encontro” como inspiração para a missão evangelizadora, expressando uma Igreja acolhedora, missionária e aberta à participação de todos.

Fruto de uma caminhada sinodal

Presidente da Comissão Especial para a elaboração das Diretrizes e arcebispo de Santa Maria (RS), dom Leomar Antônio Brustolin explicou que o documento amadureceu ao longo de um processo marcado pela metodologia sinodal, em sintonia com os trabalhos do Sínodo sobre a Sinodalidade.

“Estas Diretrizes são fruto de um longo processo de escuta, diálogo, discernimento e conversação no Espírito. Envolveram bispos, assessores, organismos, igrejas particulares e inúmeras expressões do povo de Deus”, afirmou.

Segundo dom Leomar, o texto passou por mais de vinte versões ao longo de sua elaboração e recebeu centenas de contribuições durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB, realizada em abril deste ano, em Aparecida (SP).

Para o arcebispo, as duas palavras-chave que sintetizam o espírito do documento são “conversão” e “missão”.

“Não basta apenas organizar melhor a pastoral. Somos chamados a viver relações mais fraternas, processos mais participativos e uma autêntica conversão missionária”, destacou.

Cinco caminhos para a ação evangelizadora

Dom Leomar apresentou os cinco grandes caminhos que estruturam as novas Diretrizes.

O primeiro é a Animação Bíblica da Vida e da Pastoral, reafirmando a centralidade da Palavra de Deus em toda a ação evangelizadora.

O segundo é a Iniciação à Vida Cristã, entendida como caminho de encontro pessoal com Jesus Cristo e formação de discípulos missionários.

O terceiro é a Comunidade de Discípulos Missionários, que busca fortalecer a corresponsabilidade na missão e a vida comunitária.

O quarto caminho é a Liturgia e a Piedade Popular, reconhecidas como fonte e expressão da vida cristã.

Por fim, o quinto caminho, denominado Serviço à Vida Plena, reúne três compromissos fundamentais: a opção evangélica e preferencial pelos pobres, o cuidado da Casa Comum à luz da ecologia integral e a promoção da dignidade humana desde a concepção até o seu fim natural.

“As novas Diretrizes nos convocam a ser uma Igreja cada vez mais sinodal, missionária e próxima das pessoas, capaz de renovar suas estruturas e colocar suas prioridades a serviço do Reino de Deus”, afirmou.

Fundamentos bíblicos das Diretrizes

O arcebispo de Olinda e Recife, dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, apresentou os principais fundamentos bíblicos que inspiram o documento.

Segundo ele, uma das imagens centrais das Diretrizes é a da “tenda”, inspirada no texto de Isaías 54,2, que remete ao acolhimento, à hospitalidade e à abertura missionária da Igreja.

“A Igreja é tenda do encontro, aberta a todos. É lugar de acolhida, proteção e esperança para aqueles que buscam abrigo em meio às tempestades da vida”, explicou.

Dom Paulo também ressaltou a inspiração proveniente dos Atos dos Apóstolos, especialmente na construção de comunidades missionárias alimentadas pela Palavra, pela oração, pela Eucaristia e pela caridade.

Para ele, as Diretrizes apresentam uma visão de Igreja profundamente enraizada na Sagrada Escritura, orientada para a comunhão, a participação e a missão.

“Evangelizar e servir exige uma permanente escuta dos sinais dos tempos. Somente assim poderemos anunciar uma esperança capaz de responder aos desafios da humanidade contemporânea”, afirmou.

Documento já está disponível

Durante a cerimônia, o diretor-geral das Edições CNBB, monsenhor Jamil, destacou a importância da publicação para a vida pastoral da Igreja no Brasil e agradeceu às equipes envolvidas na produção editorial da obra.

 

Segundo ele, o Documento 114 não é apenas uma publicação institucional, mas um instrumento fundamental para orientar dioceses, paróquias, comunidades, pastorais e organismos eclesiais em sua missão evangelizadora.

“Trata-se de um texto que ilumina, fortalece e orienta a caminhada da Igreja no Brasil diante dos desafios do nosso tempo”, afirmou.

Monsenhor Jamil também informou que a publicação já está disponível no site das Edições CNBB, que ofereceram condições especiais de lançamento para facilitar o acesso ao documento.

Aprovadas durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB, as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032 propõem uma Igreja em permanente estado de missão, fortalecida pela Palavra de Deus, pela vida comunitária, pela liturgia e pelo compromisso com os pobres, a justiça social e o cuidado com a Casa Comum.

 

Adquira (aqui) o documento.

Fonte: com informações e textos do site cnbb.org.br

 

 

 

Na tarde desta quarta-feira, 17 de junho, os seminaristas participaram de mais uma etapa da preparação para as Missões 2026, com a realização da

Na tarde desta quarta-feira, 17 de junho, os seminaristas participaram de mais uma etapa da preparação para as Missões 2026, com a realização da formação missionária sobre o tema “Contexto e a Realidade Sócio-Eclesial de Santa Maria de Jetibá”. O encontro foi conduzido pelo padre Jonatan Rocha do Nascimento, pároco da Paróquia Paróquia Nossa Senhora Rainha da Paz – Santa Maria de Jetibá, que apresentou aspectos históricos, culturais, sociais e pastorais do município que acolherá a experiência missionária do Seminário neste ano.

A formação teve como objetivo proporcionar aos futuros missionários uma compreensão mais ampla da realidade local, favorecendo uma presença evangelizadora mais próxima, consciente e comprometida com as necessidades e desafios encontrados nas comunidades. Conhecer a história, a cultura, as expressões de fé e a organização eclesial da região constitui um passo fundamental para que a ação missionária seja realizada em sintonia com a vida do povo e com a missão da Igreja.

A atividade também está em consonância com a proposta da Campanha Missionária 2026, promovida pelas Pontifícias Obras Missionárias em comunhão com a CNBB, que traz como tema “Um em Cristo, unidos na missão” e como lema “Para que o mundo creia” (Jo 17,21). A campanha recorda que toda a Igreja é chamada a viver a unidade e o testemunho missionário, fortalecendo os laços de comunhão e anunciando o Evangelho em todos os ambientes. [CNBB]

A missão ocupa um lugar central na vida da Igreja Católica, pois nasce do próprio mandato de Cristo de anunciar o Evangelho a todos os povos. Mais do que uma atividade pastoral, ela expressa a identidade missionária da Igreja, chamada a sair ao encontro das pessoas, especialmente daqueles que mais necessitam da presença, da escuta e da esperança cristã. Nesse sentido, a preparação missionária torna-se parte indispensável da formação dos futuros presbíteros, ajudando-os a desenvolver sensibilidade pastoral, capacidade de diálogo e profundo compromisso com a evangelização.

Ao aprofundarem o conhecimento sobre a realidade de Santa Maria de Jetibá, os seminaristas fortalecem sua preparação para viver uma missão que seja verdadeiramente encarnada na vida do povo, testemunhando a unidade da Igreja e respondendo ao chamado missionário que ecoa em toda a comunidade cristã: ser, cada vez mais, “Um em Cristo, unidos na missão”. [CNBB]