Notícias da Arquidiocese

A Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo anunciou, nesta terça-feira (6), a nomeação dos novos membros do Conselho Presbiteral para o mandato de dois

A Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo anunciou, nesta terça-feira (6), a nomeação dos novos membros do Conselho Presbiteral para o mandato de dois anos, em conformidade com os cânones 495 a 501 do Código de Direito Canônico e o Direito Particular da Arquidiocese.

O Conselho Presbiteral é um organismo consultivo formado por sacerdotes que auxiliam o arcebispo no governo pastoral da Arquidiocese, colaborando na reflexão e nas decisões voltadas ao bem do povo de Deus.

Entre os membros nomeados estão o bispo auxiliar, vigários, coordenadores e representantes das áreas pastorais da Arquidiocese, além de representantes dos presbíteros religiosos e convidados. Compõem o novo conselho:

O Bispo Auxiliar

  • Dom Andherson Franklin Lustoza de Souza;

Conselheiros pelo Ofício que exercem:

  • Pe. Ivo Ferreira de Amorim, Vigário Geral;
  • Pe. Jorge Campos Ramos,Reitor do Seminário Nossa Senhora da Penha e Vigário Geral;
  • Pe. Kelder José Brandão Figueira, Vigário Episcopal para Ação Social, Política e Ecumênica;
  • Pe. Anderson Gomes da Silva, Vigário Episcopal para a Comunicação
  • Pe. Paulo Régis Silvestre, Ecônomo;
  • Pe. Hiller Stefanon Sezini, Vigário Judicial e Presidente do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano e de Apelação de Vitória;
  • Pe. Cláudio Alves Moreira, Coordenador de Pastoral;

Conselheiros Eleitos:

  • Pe. Zaclton da Costa Nascimento, Representante dos Presbíteros;
  • Pe. Arthur Francisco Juliatti dos Santos, representante da Área Pastoral de Benevente;
  • Pe. Kremerson Giestas Dias, representante da Área Pastoral de Cariacica-Viana;
  • Pe. Ricardo Petroni S. Passamani, representante da Área Pastoral da Serra-Fundao;
  • Pe. João Marcelo dos Santos, representante da Área Pastoral Serrana;
  • Pe. Abel de Andrade, representante da Área Pastoral de Vila Velha;
  • Pe. Antônio Peroni Filho, representante da Área Pastoral de Vitória

Conselheiro representante dos Presbíteros Religiosos

  • Pe. Patrick da Silva Poli dos Santos, MSC, Paróquia Santa Terezinha do Menino Jesus;

Conselheiros Convidados

  • Pe. Diego Carvalho dos Santos, Presidente da Comissão Nacional de Presbíteros;
  • Pe. Renato Criste Covre, Cura da Catedral Metropolitana e Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Vitória, bem como Secretário do Regional Leste 3/CNBB.

Dom Ângelo expressa gratidão aos sacerdotes que aceitaram a missão de integrar o Conselho Presbiteral, destacando a importância da colaboração e da comunhão na caminhada pastoral da Igreja Particular de Vitória. O arcebispo também agradece aos membros que atuaram nos últimos anos, reconhecendo o serviço prestado com dedicação e generosidade em favor do povo de Deus.

Após três dias de oração, fraternidade, discernimento e sinodalidade vividos na Arquidiocese de Vitória, o Encontro Nacional das Virgens Consagradas foi concluído com a

Após três dias de oração, fraternidade, discernimento e sinodalidade vividos na Arquidiocese de Vitória, o Encontro Nacional das Virgens Consagradas foi concluído com a Missa de Envio, celebrada na Catedral Metropolitana de Vitória, na manhã deste domingo (3). A Eucaristia foi presidida por Dom Ângelo Ademir Mezzari e reuniu cerca de 50 mulheres consagradas, vindas de diversas dioceses do país.

Foto: Arquidiocese de Vitória – Dom Ângelo Ademir Mezzari, R.C.J e om Fernando José Monteiro Guimarães, C.Ss.R., Bispo Emérito do Ordinariado Militar

Ao longo dos dias de encontro, as participantes contribuíram ativamente na construção de orientações para a Igreja no Brasil, contando também com a assessoria de Dom Fernando José Monteiro Guimarães, C.Ss.R., Bispo Emérito do Ordinariado Militar, cuja colaboração enriqueceu as reflexões e os encaminhamentos do encontro. Segundo Dom Ângelo, essas diretrizes serão fundamentais para auxiliar os bispos na promoção e no acompanhamento dessa vocação em suas dioceses.

O arcebispo também destacou o crescimento dessa vocação no país, que tem atraído mulheres dispostas a seguir Jesus Cristo por meio da entrega total de suas vidas. “Há muitas maneiras de seguir Jesus, e essa é uma forma que hoje floresce e se faz presente em várias partes do país”, afirmou.

A celebração de encerramento foi marcada pelo sentido de unidade e envio missionário. Como expressão do caminho sinodal vivido, cada consagrada retorna agora à sua realidade familiar e profissional, levando consigo o testemunho da fé e do amor de Cristo. “Esta Eucaristia marca o envio de cada consagrada para sua diocese”, ressaltou Dom Ângelo.

As reflexões e contribuições do encontro deverão resultar, em breve, na consolidação de um diretório nacional, oferecendo diretrizes para promover, acompanhar e valorizar a vocação das virgens consagradas no Brasil.

Com o encerramento, as participantes seguem para suas dioceses com o compromisso de fortalecer e difundir essa forma de vida consagrada, contribuindo para a missão evangelizadora da Igreja no país.

O segundo dia do Encontro Nacional das Virgens Consagradas, realizado na Arquidiocese de Vitória, foi de escuta, diálogo e construção conjunta. As participantes, vindas

O segundo dia do Encontro Nacional das Virgens Consagradas, realizado na Arquidiocese de Vitória, foi de escuta, diálogo e construção conjunta. As participantes, vindas de diversas dioceses do Brasil, se dedicaram à análise do esboço do Diretório Nacional, contribuindo com sugestões e reflexões ao lado dos bispos.

Foto: Arquidiocese de Vitória

O trabalho do dia teve como foco a organização da vivência da vocação das virgens consagradas no país. Em um ambiente de comunhão e sinodalidade, as mulheres puderam partilhar suas experiências concretas e colaborar diretamente na elaboração do documento que pretende orientar a caminhada dessa forma de vida consagrada nas dioceses brasileiras.

Durante o encontro, o arcebispo de Vitória, Dom Ângelo Mezzari, destacou a importância da construção de um diretório que ofereça unidade e clareza para a Igreja no Brasil. Segundo ele, a iniciativa é fruto de uma responsabilidade assumida pela Comissão dos Ministérios Ordenados e da Vida Consagrada da Conferência Episcopal.

“O momento é importante porque, por orientação de toda a Igreja e da Santa Sé, estamos elaborando diretrizes que ajudem os bispos a compreender com clareza o caminho a ser feito: o acompanhamento vocacional, o discernimento, as etapas formativas e a consagração das virgens como esposas de Cristo. Essa vocação vem crescendo e, diante dessa realidade, é necessário oferecer segurança, estabilidade e organização”, afirmou.

O Arcebispo ainda sublinhou o espírito sinodal do encontro, marcado pela escuta atenta das consagradas: “Estamos ouvindo as próprias Virgens Consagradas para que esse diretório seja uma resposta à diversidade presente no Brasil. O mais belo é ver mulheres que se consagram a Deus e vivem com fidelidade a sua missão”.

Teve início nesta sexta-feira (1º), na Arquidiocese de Vitória, o Encontro Nacional das Virgens Consagradas, reunindo cerca de 50 mulheres vindas de diversas regiões

Teve início nesta sexta-feira (1º), na Arquidiocese de Vitória, o Encontro Nacional das Virgens Consagradas, reunindo cerca de 50 mulheres vindas de diversas regiões do Brasil. A programação segue até o dia 3 de maio, com momentos de oração, formação e partilha entre as participantes.

Foto: Arquidiocese de Vitória

A abertura oficial aconteceu com a celebração da Santa Missa no Convento da Penha, um dos principais símbolos de fé do Espírito Santo. A celebração foi presidida por Dom Ângelo Mezzari, R.C.J, Arcebispo de Vitória do Espírito Santo e contou com a presença de Dom Fernando José Monteiro Guimarães, do padre Guilherme Maia, assessor do CMOVIC, e de outros membros do clero.

Em sua homilia, Dom Ângelo destacou a importância do encontro como um momento de unidade e fortalecimento da vocação das virgens consagradas na Igreja. Segundo ele, a realização do encontro no Convento da Penha expressa o desejo de confiar este caminho à intercessão de Nossa Senhora: “Quisemos estar aqui, no Convento da Penha, para pedir a intercessão de Maria por todas essas mulheres consagradas, vindas de diferentes partes do Brasil. Nas mãos e no coração da sempre Virgem, queremos entregar este encontro, pedindo que produza muitos frutos na vida da Igreja.”

O arcebispo também ressaltou o valor da Ordem das Virgens como uma das formas mais antigas de vida consagrada, que hoje ressurge com força na Igreja: “É uma vocação que pertence à Igreja particular, onde a mulher se consagra pelas mãos do bispo e vive sua entrega total a Cristo no cotidiano, em sua casa, em sua profissão, servindo à evangelização. É um testemunho belo de dedicação plena ao Senhor.”

Foto: Arquidiocese de Vitória – Dom Ângelo Mezzari e Dom Fernando

Dom Fernando José Monteiro Guimarães, C.Ss.R., Bispo Emérito do Ordinariado Militar, também destacou o objetivo central desta encontro, que busca avançar na organização e no acompanhamento da vocação das virgens consagradas no Brasil: “A finalidade deste encontro é a elaboração de um esboço de Diretório Nacional, que traça linhas gerais e servirá como orientação para todas as Dioceses do Brasil. Ao longo destes dias, as consagradas poderão oferecer suas contribuições, que serão reunidas e organizadas em um texto.”

Segundo ele, após essa etapa, o material seguirá para avaliação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil: “Esse conteúdo será encaminhado ao Conselho Permanente da CNBB, para uma aprovação inicial. A proposta é que seja uma aprovação transitória, permitindo que o diretório seja aplicado por alguns anos. Com a experiência vivida nas dioceses, o texto poderá depois ser levado à Assembleia Geral dos Bispos do Brasil para uma aprovação definitiva.”

O encontro tem como objetivo aprofundar a identidade e a missão das virgens consagradas no país, além de oferecer orientações para dioceses e bispos no acompanhamento dessa vocação. Confiado à proteção de Nossa Senhora da Penha, o encontro se insere também no início do mês de maio, tradicionalmente dedicado à Virgem Maria, reforçando o caráter mariano da vocação das consagradas e o chamado à santidade no coração da Igreja.

A Comissão Nacional dos Presbíteros elegeu sua nova presidência, confiando a missão ao Pe. Diego Carvalho, presbítero da Arquidiocese de Vitória. A eleição aconteceu em

A Comissão Nacional dos Presbíteros elegeu sua nova presidência, confiando a missão ao Pe. Diego Carvalho, presbítero da Arquidiocese de Vitória. A eleição aconteceu em clima de fraternidade e unidade entre os sacerdotes. Ao assumir a presidência, Pe. Diego destacou a dimensão missionária do serviço que lhe foi confiado, colocando-se à disposição dos irmãos presbíteros em todo o país.

Em seu discurso, o novo presidente expressou gratidão e reforçou o chamado à comunhão entre os sacerdotes:

“Primeiro eu quero agradecer ao Padre Joel, a quem eu peço uma salva de palmas. Como bem disse Dom Cleocir Bonetti, nós nos colocamos a serviço, é uma missão. Agradeço a confiança de cada presbítero e recordo o que disse o Papa Leão aos sacerdotes, que ordenou no último domingo em Roma: ‘que nós sejamos canal da graça de Deus‘.

Um padre, que é uma grande referência para mim, uma vez me disse: ‘quem entende o padre é outro padre’. Então peço aos senhores que continuem cuidando uns dos outros, para que possamos formar laços de fraternidade, de verdade e de caridade. A minha gratidão a todos e que Nossa Senhora Aparecida continue nos protegendo.

E aos meus irmãos que foram eleitos, que possamos caminhar juntos, fazendo também uma comissão sinodal como nos pedia o Papa Francisco e nos pede o Papa Leão. Muito obrigado! ”

A nova presidência assume com o desafio de animar, articular e acompanhar a vida e a missão dos presbíteros no Brasil, promovendo a espiritualidade, a formação permanente e a fraternidade sacerdotal. Em sintonia com o apelo da Igreja por uma vivência cada vez mais sinodal, a Comissão buscará fortalecer os vínculos entre os sacerdotes, incentivando uma caminhada conjunta, marcada pelo cuidado mútuo e pela caridade pastoral.

A Arquidiocese de Vitória se alegra com a eleição do Pe. Diego Carvalho para esta nova missão. Confiamos o padre e toda a comissão eleita à intercessão de Nossa Senhora da Penha, para que sejam conduzidos com sabedoria, fraternidade e zelo pastoral.

A Arquidiocese de Vitória sedia, entre os dias 1º e 3 de maio, o Encontro Nacional da Ordem das Virgens Consagradas, que neste ano

A Arquidiocese de Vitória sedia, entre os dias 1º e 3 de maio, o Encontro Nacional da Ordem das Virgens Consagradas, que neste ano acontece no Centro de Treinamento Dom João Batista de Albuquerque, reunindo consagradas de todos os regionais do Brasil.

O encontro é um importante momento de comunhão, espiritualidade, formação e partilha, fortalecendo a caminhada pastoral e formativa da Ordo Virginum no país. Durante os três dias, a programação contará com momentos de oração, celebrações, estudos e reflexões sobre a missão e a identidade da vocação das virgens consagradas na Igreja.

De acordo com a Doris Almeida, uma das organizadoras do encontro, esta é uma ocasião privilegiada para aprofundar a caminhada da Ordem das Virgens no Brasil. “Este encontro configura-se como ocasião privilegiada para o fortalecimento da caminhada pastoral e formativa da Ordo Virginum em nosso país. Em espírito sinodal, as participantes se dedicam ao estudo do Instrumentum Laboris, que apresenta indicações nacionais para o itinerário formativo e as normativas da Ordem das Virgens no Brasil”, destacou.

Segundo Doris, a reflexão acontece à luz do Magistério da Igreja e das orientações contidas no documento Ecclesiae Sponsae Imago, buscando consolidar a identidade e a missão das consagradas em cada Igreja particular.

O material de estudo foi elaborado por Dom Fernando José Monteiro Guimarães, C.Ss.R., Bispo Emérito do Ordinariado Militar – do Brasil, assessor do encontro, com base no referido documento e nas necessidades concretas da realidade brasileira. O texto preliminar será posteriormente apresentado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), onde será submetido à leitura e votação dos bispos.

Após a aprovação, o documento nacional servirá de referência para que cada diocese elabore o seu próprio diretório, favorecendo uma vivência cada vez mais orgânica, fiel e fecunda da vocação das virgens consagradas no Brasil.

Ordem das Virgens Consagradas

O Ordo Virginum constitui uma forma de Vida Consagrada (cf. cân. 604). Não são leigas consagradas (cf. cân. 588). O Concílio Vaticano II revitalizou o interesse pelo rito litúrgico do consecratio virginum e do Ordo Virginum. O Rito foi submetido a uma revisão e, em 31 de maio de 1970, foi promulgado o novo Ordo consecrationis virginum. Desta forma, a Cúria Romana, mediante a Constituição Pastor Bonus, insere o Ordo Virginum no âmbito da competência da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. Também o Catecismo (n.922-924) e a exortação Vita Consecrata (n.7 e 42) dizem que o lugar di Ordo Virginum é entre os consagrados.

Em 2018, foi publicada, pelo atual Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, a Instrução sobre o Ordo Virginum ECCLESIAE SPONSAE IMAGO, que “estabelece os princípios normativos e os critérios orientadores que os Pastores deverão aplicar no cuidado pastoral do Ordo Virginum” (ESI, n. 10). Essa Instrução a CNBB publicou na série “Documentos da Igreja, n. 50”.

No Brasil, o Ordo Virginum está presente em dioceses localizadas nas cinco regiões. As primeiras consagrações ocorreram em 1971, 1972 e 1973. A primeira consagrada, que temos registro, foi Ivone Leite de Faria (*28/02/1924 – +10/03/2007), em 21/11/1971, na Arquidiocese de Aracaju, por Dom Clemente José Carlos de Gouvea Inard, OSB. A terceira consagrada (31/05/1972) é Maria Angela Borsoi, está com 84 anos e realiza trabalho voluntário no arquivo da Arquidiocese de São Paulo. Foi secretária do Cardeal Paulo Evaristo Arns por 40 anos (1967 – 2007).  No Brasil, até dezembro de 2023, estima-se que somos 206 consagradas vivas e que ocorreram 323 consagrações desde a renovação do Rito (Ordo consecrationis virginum, documento promulgado em 31 de maio de 1970, pela então Congregação para o Culto Divino).

Missão

O essencial do Ordo Virginum (Ordem das Virgens) desde os primeiros séculos é ser imagem que representa a Igreja esposa de Cristo. Esta é sua única e verdadeira missão no desempenho desta obra em seu todo. Por isso, ele ora pela sua Igreja Particular, engaja-se nas ações pastorais, obras de misericórdia e outros serviços que porventura venham a ser atribuídos pelo Bispo. A dedicação da virgem consagrada à Igreja “manifesta-se na ‘missão de iluminar, abençoar, vivificar, levantar, curar, libertar’, (ESI n.39) na paixão pelo anúncio do Evangelho, pela edificação da comunidade cristã e pelo seu testemunho profético de comunhão fraterna, de amizade oferecida a todos, de proximidade cuidadosa para com as necessidades espirituais e materiais dos homens, de empenho em trabalhar pelo bem comum da sociedade”. As virgens consagradas são seculares enquanto vivem no mundo, exercendo sua profissão. Porém, essa secularidade não é um elemento de essencialidade (como é para os institutos de vida secular). Trata-se de uma condição para testemunhar no mundo o sentido da virgindade consagrada (cânon 604).

Saiba mais pelo site do CMOVIC

Bandas de Congo subiram até ao Campinho do Convento da Penha para homenagear Nossa Senhora, Foi a Romaria dos Conguistas. A concentração aconteceu no

Bandas de Congo subiram até ao Campinho do Convento da Penha para homenagear Nossa Senhora, Foi a Romaria dos Conguistas.
A concentração aconteceu no Portão do Convento e seguiu ladeira acima com muita animação das bandas. Frei Pedro Oliveira acompanhou todo o percurso, deu a bênção e desceu novamente para a fincada do mastro.
Estandartes, instrumentos e instrumentistas foram abençoados no ritmo que as bandas impõem: tambores, casacas, sinos, bumbos, chocalho, apito e muita animação.
O público que aguardava a missa participou, fazendo desta, uma grande homenagem.

 

 

A Festa da Penha 2026 chegou ao seu último dia como quem conclui uma grande oração vivida em comunidade. Ao longo de oito (8)

A Festa da Penha 2026 chegou ao seu último dia como quem conclui uma grande oração vivida em comunidade. Ao longo de oito (8) dias de celebrações, o Estados do Espírito Santo foi atravessado por gestos de fé, passos de devoção e corações abertos ao chamado de ser “Fazei  de nós instrumentos de paz”. No campinho do Convento da Penha, fiéis vindos de diversas Áreas Pastorais da Arquidiocese de Vitória e das Dioceses de Cachoeiro de Itapemirim, Colatina e São Mateus, se reuniram diariamente, expressando a força de uma Igreja viva, reunida em torno da Mãe.

A Imagem Peregrina, como mãe que visita seus filhos, percorreu caminhos diversos, encontrou pessoas em situação de rua, visitou presídios, quartéis e comunidades, levando consolo, escuta e esperança. Por onde passou, deixou marcas silenciosas, daquelas que só a fé é capaz de explicar.

Nas romarias, a fé se fez presença viva, pulsante, capaz de transformar passos em oração. Na tradicional Romaria dos Homens, uma das imagens mais marcantes deste ano tomou forma no caminho rumo ao Convento da Penha: sob uma chuva torrencial, os fiéis seguiram firmes. Entre ruas alagadas, trechos em obras e tantos desafios, ninguém desistiu. A água que caía do céu já não era apenas chuva, tornava-se símbolo de entrega, misturada ao suor e à perseverança de homens, mulheres e crianças, conduzidos por uma fé inabalável. Cada passo carregava confiança; cada dificuldade, uma oferta silenciosa elevada a Deus.

Assim, entre cantos, preces e passos firmes, a semana foi tecendo uma história viva de devoção há 456 anos, onde o sagrado se encontra com a realidade do povo.

O encerramento, nesta segunda-feira (13), reuniu uma multidão no Parque da Prainha, em Vila Velha, para a Missa Solene presidida por Dom Ângelo Ademir Mezzari RC,J, arcebispo da Arquidiocese de Vitória, e concelebrada pelos bispos do Regional Leste 3. Em sua homilia, o arcebispo destacou a presença materna de Maria na vida do povo e a força dessa devoção que atravessa gerações. “Ao contemplarmos a Virgem da Penha com o Menino Jesus nos braços, reconhecemos ali a nossa própria humanidade acolhida por Deus. Merecemos a visita de Maria quando a recebemos em nosso coração, em nossas famílias e quando vivemos os valores que ela nos ensina: o amor, a paz e a fraternidade”, afirmou.

Dom Ângelo também recordou que a verdadeira devoção se traduz em compromisso concreto com a vida e com o próximo. “Quem vive a fé em Cristo e a devoção à Nossa Senhora da Penha torna-se artesão da paz. Somos chamados a dizer não à violência, à morte e a toda forma de divisão, e a sermos, em nosso cotidiano, instrumentos de reconciliação e esperança”, completou, reforçando o tema da festa deste ano.

E assim, a Festa da Penha se despede, não como quem termina, mas como quem envia. Fica no coração a certeza de que, mesmo em meio às tempestades, é possível ser sinal de luz, esperança e paz, sob o olhar materno de Nossa Senhora da Penha.

A Festa da Penha 2026 é promovida pela Mitra Arquidiocesana de Vitória, Convento da Penha e Associação das Obras Franciscanas. A Festa é realizada com recursos da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC), por meio da Secretaria da Cultura (Secult), e do Governo do Espírito Santo, através do Patrocinio da ES Gás. A correalização é do Espírito Santo Convention Bureau e da Prefeitura Municipal de Vila Velha. O evento conta com o patrocínio da ArcelorMittal, Banestes, Cesan, Extrabom, Javé Construtora, LeCard e Vale. Também tem o copatrocínio da Unimed Vitória. O apoio é da TVE, TV Gazeta, A Gazeta e Café 3 Corações. O apoio Cultural é do Grupo Energisa.