Notícias da Arquidiocese

A cada um dos oito dias do Oitavário da Penha, um objeto foi abençoado pelos freis franciscanos durante o momento devocional , no dia

A cada um dos oito dias do Oitavário da Penha, um objeto foi abençoado pelos freis franciscanos durante o momento devocional , no dia de abençoar os guarda-chuva, o dia da Romaria das Mulheres, choveu. As mulheres que fizeram a Romaria saindo do Santuário Divino Espírito Santo foram recebidas com chuva na Prainha, mas não arredaram pé e permaneceram até ao final da missa, prestando homenagem a Nossa Senhora das Alegrias.

A imagem foi carregada por mulheres e também foram elas que ao final, representando as mulheres que trabalham voluntariamente na Festa, entraram junto com o frei e o quadro da Senhora das Alegrias, enquanto um texto foi lido:

Ao cair desta tarde abençoada, quando o céu parece se inclinar para ouvir nossas preces, reunimos nossos passos, dores, alegrias, histórias e silêncios aos pés de Nossa Senhora da Penha, Mãe terna, abrigo dos corações e estrela que guia o povo capixaba.
Hoje, na força e beleza da Romaria das Mulheres, ecoa em nós um chamado que é oração e compromisso: “onde houver ofensa, que eu leve o perdão”, juntas e de mãos dadas, repitamos. não como palavras soltas ao vento, mas como sementes lançadas na terra da vida, sementes que brotam em gestos, reconciliações e recomeços.
É o mesmo sopro que um dia incendiou o coração de São Francisco de Assis e iluminou os passos de Santa Clara de Assis. Eles nos ensinaram que a paz não nasce da ausência de conflitos, mas da coragem de amar quando tudo parece ferido. E hoje, esse legado floresce em cada mulher aqui presente: mulheres que são fonte, que são ponte, que são colo e resistência.
Ao contemplarmos Frei Filipe que, para nós é a personificação de Francisco de Assis nos dias de hoje, segurando em suas mãos amorosas, o ícone da Mãe das Alegrias, recordamos que a alegria da Páscoa nasce no coração que sabe amar, servir e permanecer fiel. Revela-nos que, mesmo após a dor, Deus faz brotar vida nova e que Maria, em sua ternura, nos conduz a essa esperança que não decepciona. A alegria da Ressurreição passa pelo coração feminino, pela sensibilidade que acolhe a dor e a transforma em esperança.
O sonho de tantas e tantas Marias entregamos ao Pai, na força do Filho, com a luz do Espírito e a proteção da Mãe que caminha conosco. Ela conhece nossas lágrimas, mas também nos ensina a reconhecer os sinais da vida nova. Em seu silêncio fecundo, aprendemos que o perdão é um milagre cotidiano discreto, mas capaz de mudar destinos.
Que, inspiradas por Maria, a Virgem da Penha, e fortalecidas pelo exemplo de Francisco e Clara, possamos sair daqui como quem carrega luz nas mãos: levando o perdão onde houver ofensa, a luz onde houver escuridão, a ternura onde houver dureza, a escuta onde houver gritos, e o amor onde ele ainda não é conhecido.
Que a Mãe das Alegrias abençoe cada mulher, cada família, cada coração peregrino e todo o povo capixaba, hoje e sempre. Amém.
Neste momento da homenagem, dom Andherson Franklin, bispo auxiliar de Vitória, pediu para olharmos o gesto do Menino que se encosta no rosto da Mãe e pediu para sentirmos esse carinho com Nossa Senhora. Na homilia, dom Andherson Franklin, que presidiu a missa, falou sobre misericórdia, lembrou das mulheres que sofrem violências e disse que não podemos esquecer que “durante este oito dias celebramos a alegria da bondade de Deus que não nos deixou órfãos. Deus nos amou e por nos amar nos fez novos em Cristo. O Senhor e a esperança não podem ser perdidos”. Depois referindo-se ao tema da Festa, Senhor fazei de nós instrumentos de paz, disse: “a paz que queremos é construída em diversos níveis e assim vamos construir o mundo que queremos, um mundo onde se destroem muros e se constroem pontes, com diálogo entre casais, entre pais e filhos e entre vizinhos”. “Deus nos trouxe aqui, deixemos que ele nos atinja como esta chuva que cai sobre nós”, finalizou.
Foram 5 horas de caminhada, boa parte debaixo de forte chuva e enfrentando os transtornos de áreas alagadas e estreitamento das faixas por conta

Foram 5 horas de caminhada, boa parte debaixo de forte chuva e enfrentando os transtornos de áreas alagadas e estreitamento das faixas por conta das obras na avenida Carlos Lindenberg, para que os romeiros e a imagem peregrina de Nossa Senhora da Penha chegassem da Catedral à Prainha.


Ao longo do percurso, a Romaria dos Homens deste ano de 2026, foi acolhendo os grupos de romeiros vindos de bairros e municípios vizinhos. Os contratempos não foram impedimento para esta celebração de fé se manifestar, nas orações e devoção de cada romeiro e de cada grupo.

Na chegada à Prainha a chuva diminuiu e enorme multidão permaneceu para participar da missa que encerrou a Romaria.

O bispo auxiliar, dom Andherson Franklin e alguns padres que fizeram a romaria, juntaram-se ao arcebispo, dom Ângelo Mezzari, que presidiu a missa.
A imagem de Nossa Senhora foi acolhida por todos e colocada no local a ela destinado, com o destaque que merece a dona da Festa,

Dom Ângelo iniciou pedindo que o povo repetisse o tema da Festa: fazei de nós instrumentos da paz.
Lembrou do convite do Papa a rezarmos pela paz, neste dia, e disse: “que cada oração chegue ao coração de Deus e Ele faça de nós instrumentos da paz do Senhor. A nossa missão é um sinal de presença de Cristo Ressuscitado. A Festa da Penha nos une e nos reúne para crescermos na misericórdia e na compaixão
Tocamos as chagas de Cristo quando tocamos os sofrimentos dos irmãos”. Para terminar a homilia, dom Ângelo repetiu o pedido: Senhor, faça de nós instrumentos da paz!

Quando a imagem se aproximava da chegada à Prainha, um show de drones uniu o céu e a terra, saudando a imagem e emocionando os romeiros.

   

A programação continua amanhã, com destaque para a Romaria das Mulheres e a vigília dos jovens.

A Festa da Penha 2026 é promovida pela Mitra Arquidiocesana de Vitória, Convento da Penha e Associação das Obras Franciscanas. A Festa é realizada com recursos da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC), por meio da Secretaria da Cultura (Secult), e do Governo do Espírito Santo, através do Patrocinio da ES Gás. A correalização é do Espírito Santo Convention Bureau e da Prefeitura Municipal de Vila Velha. O evento conta com o patrocínio da ArcelorMittal, Banestes, Cesan, Extrabom, Javé Construtora, LeCard e Vale. Também tem o copatrocínio da Unimed Vitória. O apoio é da TVE, TV Gazeta, A Gazeta e Café 3 Corações. O apoio Cultural é do Grupo Energisa.

Um padre cadeirante presidindo a missa e uma cadeirante  fazendo a tradução em libras foram dois destaques da Romaria das pessoas com deficiência que

Um padre cadeirante presidindo a missa e uma cadeirante  fazendo a tradução em libras foram dois destaques da Romaria das pessoas com deficiência que aconteceu na manhã de hoje, 11 de abril, saindo da Praça Duque de Caxias e terminando com a Celebração da missa em frente à igreja do Rosário na Prainha.

Pessoas sentadas na frente, seguiam com gestos a tradutora, expressando contentamento e vontade de participar.

Grande parte dos participantes são cadeirantes, por isso a participação da jovem e do padre, tornam-se ainda mais significativos, na Romaria que a cada ano nos surpreende. O pe. Gilberto trabalha na paróquia em Jerônimo Monteiro e pertence ao clero de Cachoeiro de Itapemirim. A Romaria contou com a presença de pe. Carlos Barbosa, que acompanha estes romeiros há 20 anos. Segundo ele, apenas com uma interrupção no período da pandemia.

Pe. Gilberto, fez a homilia bem direcionada à assembleia. começou perguntando quem, quando sente dor, reza para a dor passar e, como todos levantaram as mãos, convidou a rezar por quem estava ao lado. Na homilia lembrou que no tempo de Jesus, pessoas com deficiência eram esquecidas, abandonadas e consideradas posse de satanás, e disse: “estamos numa sociedade que exclui e, quem exclui, pertence a satanás. Então, nós somos chamados a incluir”. Referindo-se à Festa que é em honra a Nossa Senhora, lembrou que Nossa Senhora era da comunidade, sabia onde faltava comida e remédio e, por isso, servia.

“Neste tempo novo que Jesus inaugurou, nós vamos ter muitas Romarias de pessoas com deficiência, porque nós queremos dizer que existimos”, terminou pe. Gilberto.

Pe. Carlos lembrou o início da Romaria, agradeceu a cada participante e a cada instituição que se empenhou para a Romaria acontecer.

 

 

O sexto dia da Festa da Penha teve como tema: “Onde houver ódio, que eu leve o amor”. A chegada ao Convento foi marcada

O sexto dia da Festa da Penha teve como tema: “Onde houver ódio, que eu leve o amor”.

A chegada ao Convento foi marcada por um clima de alegria, com voluntários animando os fiéis por meio de cantos e acolhida.

A programação da tarde teve início com a Romaria dos Militares, que conduziram a imagem de Nossa Senhora até o altar, acompanhados pelos frades franciscanos e pela oração da Coroa Franciscana das Sete Alegrias de Nossa Senhora.

No Campinho, os fiéis receberam a bênção da água.

A Santa Missa foi presidida pelo padre Antônio Peroni, da área de Vitória, enquanto a homilia ficou por conta do padre Osmar Braido.

Neste ano, uma novidade: a bênção dos casais acontece no Parque da Prainha, às 19h, com a presença do padre Anderson Gomes e da cantora Fátima Souza.

E após a bençãos dos casais acontece Show da Orquestra de violões Cordas & Acordes.

A Festa da Penha 2026 é promovida pela Mitra Arquidiocesana de Vitória, Convento da Penha e Associação das Obras Franciscanas.

A Festa é realizada com recursos da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC), por meio da Secretaria da Cultura (Secult), e do Governo do Espírito Santo, através do Patrocinio da ES Gás.

A correalização é do Espírito Santo Convention Bureau e da Prefeitura Municipal de Vila Velha.

O evento conta com o patrocínio da ArcelorMittal, Banestes, Cesan, Extrabom, Javé Construtora, LeCard e Vale.

Também tem o copatrocínio da Unimed Vitória.

O apoio é da TVE, TV Gazeta, A Gazeta e Café 3 Corações.

O apoio Cultural é do Grupo Energisa.

Fotos: PASCOM Área Vitória.

O quinto dia do oitavário teve como tema: “Onde houver discórdia, que eu leve a união” e foi coordenado pela Área Pastoral: Serra/Fundão. Pela

O quinto dia do oitavário teve como tema: “Onde houver discórdia, que eu leve a união” e foi coordenado pela Área Pastoral: Serra/Fundão.

Pela manhã, aconteceu a Penha Peregrina, na Paróquia Santa Rita, em Vila Velha, com o tema: “Com a Virgem da Penha, junto aos irmãos que anseiam pela paz e pela concórdia”.

Presidiu a missa, padre Jacob Firme, da Paróquia Sagrados Corações de Jesus e de Maria e fez a homilia padre Reinaldo Vitor, da Paróquia São José de Anchieta.

Antecedendo a missa, teve o momento Devocional.

Os freis Gabriel Dellandrea e Felipe Carretta animaram os fiéis e benzeram, pela primeira vez, as imagens de Nossa Senhora da Penha.

A noite, às 19h, aconteceu o Concerto com Projeto Casa Verde, no Campinho do Convento.

A Festa da Penha 2026 é promovida pela Mitra Arquidiocesana de Vitória, Convento da Penha e Associação das Obras Franciscanas.

A Festa é realizada com recursos da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC), por meio da Secretaria da Cultura (Secult), e do Governo do Espírito Santo, através do Patrocinio da ES Gás.

A correalização é do Espírito Santo Convention Bureau e da Prefeitura Municipal de Vila Velha.

O evento conta com o patrocínio da ArcelorMittal, Banestes, Cesan, Extrabom, Javé Construtora, LeCard e Vale.

Também tem o copatrocínio da Unimed Vitória.

O apoio é da TVE, TV Gazeta, A Gazeta e Café 3 Corações.

O apoio Cultural é do Grupo Energisa.

Fotos: PASCOM Área Serra/Fundão 

A visita da imagem peregrina da Virgem da Penha à paróquia Sta. Rita em Vila Velha, foi marcada por muita emoção. A presença da

A visita da imagem peregrina da Virgem da Penha à paróquia Sta. Rita em Vila Velha, foi marcada por muita emoção. A presença da imagem já era motivo para mobilizar e emocionar os devotos, mas o bispo auxiliar de Vitória, dom Andherson Franklin, conseguir conduzir o povo para sentir essa presença ainda mais forte. Dom Andherson iniciou sua reflexão dizendo que desde criança quando frequentava o Convento da Penha olhava a imagem de Nossa Senhora de longe e percebia o quanto era bom, sentir-se próximo e que a visita à paróquia era para fazer com que cada um sentisse a proximidade de Deus. Mas dom Andherson foi além: “eu procurei na igreja um banquinho para poder sentar aqui perto de Nossa Senhora e vocês também vão poder fazer isso. Cada um ao sentar-se neste banquinho vai poder dizer: ‘haverá sempre para mim, um lugar no coração de Deus! Eu já sentei ao lado de Nossa Senhora! Nossa Senhora veio nos visitar'”.

 

Com a reza do terço, o ofício de Nossa Senhora, cantos e orações individuais, a manhã na paróquia foi de fé e esperança. A realidade local, onde o tráfico de drogas impõe medo e desestrutura famílias, motivou os pedidos por paz e harmonia nas famílias.

Apontando para a imagem de Nossa Senhora, dom Andherson explicou que o Menino que a Virgem carrega no colo aponta o caminho e nos atrai e acrescentou que “precisamos aprender os ensinamentos da mãe que ficaram escritos no coração”. “O destino do mundo está nas mãos deste Menino, mas Ele conta conosco para instaurar a paz”, disse dom Andherson e acrescentou; “Maria vem e fica aqui pertinho de nossas casas para nos mostrar que Deus está perto de nós e que nunca cai por terra uma fala dirigida a Deus”.

Durante toda a manhã os paroquianos de Sta. Rita experimentaram a proximidade de Deus prestando homenagens à Virgem da Penha, a Senhora das Alegrias.

 

O quarto dia do Oitavário da Festa da Penha foi marcado pelo tema: “Onde houver erro, que eu leve a verdade”. A programação teve

O quarto dia do Oitavário da Festa da Penha foi marcado pelo tema: “Onde houver erro, que eu leve a verdade”.

A programação teve início de manhã com a passagem da Penha Peregrina pela Capelania Militar, levando bênçãos e esperança.

Inspirados pelo tema “Com a Virgem da Penha, junto aos irmãos que cuidam da ordem social e da paz”, militares e colaboradores participaram de momentos de oração e devoção.

Durante a tarde, a acolhida no Convento da Penha foi, mais uma vez, marcada pela alegria. Voluntários animaram a chegada dos romeiros com muita música.

No Campinho, os fiéis  rezaram as Sete Alegrias de Nossa Senhora e participaram da bênção das fotos de familiares.

Como novidade, foi anunciado que o objeto que o objeto abençoado no quinto dia, será, pela primeira vez, a imagem de Nossa Senhora da Penha.

A Santa Missa foi presidida pelo padre Anderson Teixeira, com a homilia conduzida pelo padre Arthur Juliatti, que, agora, estão de casa nova na área pastoral Benevente.

Encerrando a programação do dia, às 19h, na praça da Igreja do Rosário, acontece a pré-estreia do filme “Maria, esta fé que me leva”, proporcionando aos devotos mais um momento de aprofundamento espiritual e cultural dentro da Festa da Penha.

A Festa da Penha 2026 é promovida pela Mitra Arquidiocesana de Vitória, Convento da Penha e Associação das Obras Franciscanas. A Festa é realizada com recursos da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC), por meio da Secretaria da Cultura (Secult), e do Governo do Espírito Santo, através do Patrocinio da ES Gás. A correalização é do Espírito Santo Convention Bureau e da Prefeitura Municipal de Vila Velha. O evento conta com o patrocínio da ArcelorMittal, Banestes, Cesan, Extrabom, Javé Construtora, LeCard e Vale. Também tem o copatrocínio da Unimed Vitória. O apoio é da TVE, TV Gazeta, A Gazeta e Café 3 Corações. O apoio Cultural é do Grupo Energisa.

Fotos: Marcos Lucas / PASCOM Área Benevente,

 

 

Na manhã desta quarta-feira (8), o Quartel da Polícia Militar do Espirito Santo, se transformou em um espaço de fé, silêncio e profunda espiritualidade

Na manhã desta quarta-feira (8), o Quartel da Polícia Militar do Espirito Santo, se transformou em um espaço de fé, silêncio e profunda espiritualidade com a chegada da imagem peregrina de Nossa Senhora da Penha. Pontualmente às 11h30, a imagem foi acolhida entre continências, olhares atentos e corações tocados por um misto de devoção e respeito.

Pouco depois, por volta das 12 horas, teve início a Santa Missa, presidida por Dom Andherson Franklin, que conduziu a celebração com palavras firmes e, ao mesmo tempo, carregadas de sensibilidade diante da realidade vivida pelos homens e mulheres da segurança.

Em sua homilia, Dom Andherson destacou a força do exemplo de Maria, que “guardava e meditava no coração tudo aquilo que ouvia de Deus”, convidando os presentes a fazerem o mesmo diante dos desafios cotidianos. Em um ambiente marcado pela disciplina e pela responsabilidade, suas palavras ecoaram como um chamado à interioridade e ao equilíbrio entre missão e fé.

“Devemos aprender com a Virgem Maria de que modo trazer a luz da Palavra de Deus para a vida do dia a dia, para os desafios cotidianos, para as lutas diárias”, afirmou o bispo, dirigindo-se especialmente aos militares.

A presença da imagem peregrina, nesse contexto, tornou-se sinal concreto de consolo e força espiritual, um abraço silencioso que alcança aqueles que, diariamente, enfrentam as dores e os desafios da sociedade.

Esse sentimento foi traduzido nas palavras emocionadas da coronel Leomara, que destacou o significado histórico e pessoal daquele momento. Segundo ela, a instituição, que celebra 191 anos, recebeu pela primeira vez a visita da imagem no Quartel do Comando-Geral. “Para nós que somos católicos dentro dessa instituição, isso representa demais, é como se ela tivesse jogado o manto dela sobre nós”, afirmou.

Em um testemunho marcado pela gratidão, a Coronel também partilhou que aquele era seu último dia na corporação, após 31 anos. A coincidência da visita tornou tudo ainda mais significativo: “Quando a gente viu que ela viria antes de a gente ir até ela no dia da romaria, nada mais é do que o carinho de mãe; é carinho de mãe”, disse, emocionada.

Leomara ainda ressaltou a sintonia entre a mensagem da homilia e a missão dos militares: “As palavras que foram ditas aqui são tudo que a gente sempre pregou dentro da instituição: ter um olhar humano, saber que vamos lidar com as mazelas da sociedade, mas sem perder a sensibilidade, tanto com o público interno quanto externo”.

Ainda muito emocionada a Coronel não deixo defrisar que esse momento foi como um encerramento marcante de sua trajetória: “A gente está fechando com chave de ouro. Sentimos o carinho da Mãe por nós, como se estivéssemos sendo abraçados. Sou muito grata a Deus por tudo que fiz e por tudo que sou, e muito grata à Nossa Senhora, porque sem ela a gente não chegaria a Ele”.

Ao longo da manhã, ficou evidente que, mais do que uma celebração, foi um momento de encontro entre fé e missão, entre o céu e a rotina exigente da segurança pública.

Ao final, permaneceu no ar uma certeza serena: naquele dia, não foi apenas a imagem que entrou no quartel. Entrou também a esperança. E, como quem aquece o coração sem fazer ruído, a Virgem da Penha deixou entre os presentes um convite silencioso e profundo: seguir firmes, iluminados pela fé, sendo instrumentos de paz onde quer que estejam.