Notícias da Arquidiocese

Dom Ângelo caminhou com o terço na mão e rezando o terço da esperança, junto com o povo que peregrinou da igreja do Rosário

Dom Ângelo caminhou com o terço na mão e rezando o terço da esperança, junto com o povo que peregrinou da igreja do Rosário até ao Campinho do Convento da Penha, para celebrar e agradecer por todas as atividades de ação pastoral que foram realizadas na Arquidiocese ao longo de 2025. Na ocasião Ministros da Eucaristia e Catequistas celebraram seus jubileus e todos recordaram os 15 intereclesiais que durante 50 anos foram realizados em diversos Estados Brasileiros.
Na saída da peregrinação, dom Andherson Franklin, bispo auxiliar, carregou a cruz peregrina que, ao longo do caminho, foi sendo revezada.
A oração do terço e cantos mantiveram a unidade da caminhada durante todo o percurso e foram conduzidos pelo pe. Éder Hoffmam Daniel e Jonatan Rocha Nascimento, respectivamente coordenador das Comissão Bíblico-catequética e diretor espiritual dos Ministros da Eucaristia.
No Campinho, estandartes dos intereclesiais foram conduzidos até ao palco, enquanto uma narrativa da história era lida por duas lideranças. Dois testemunhos sobre a importância das Cebs na caminhada da Arquidiocese relembraram as origens e as particularidades do “jeito de ser Igreja” a partir do Concílio Vaticano II.

O 16º intereclesial será de 20 a 24 de julho de 2027 em Cachoeiro de Itapemirim.

Na sequência, um vídeo foi exibido com trechos de eventos da ação pastoral e relatos dos jubileus. Pouco após as 16h30 teve início a Celebração Eucarística, presidida pelo arcebispo, dom Ângelo Mezzari e concelebrada pelo bispo auxiliar e alguns padres.
Dom Andherson dirigiu-se aos fiéis no início da caminhada e antes da memória dos intereclesiais e afirmou que o jubileu provoca três atitudes: “rever o caminho – fazer a experiência do amor – celebrar compromissos”.

Dom Ângelo abençoou os peregrinos, lembrou a comemoração do Dia dos Leigos e a Festa de Cristo Rei, dizendo “ onde Deus está há uma nova vida, uma nova realidade, uma nova esperança.
Verdadeiramente Jesus é o nosso salvador. Não é como os reis deste mundo, mas aquele que traz um reinado de paz, compaixão e misericórdia. Que nossa fé seja sempre mais profunda e não nos deixemos enganar”.
Finalizando a homilia, dom Ângelo fez algumas perguntas: “não estamos aqui vivendo o reinado de Deus? Não estamos buscando construir a paz? Não estamos acolhendo os mais pobres? Se estamos fazendo isso, aqui está se realizando o reino de Deus”.

 

Após mais de três meses de grande participação do público, entra agora em sua última semana a visitação da exposição “Igreja de Vitória: peregrina

Após mais de três meses de grande participação do público, entra agora em sua última semana a visitação da exposição “Igreja de Vitória: peregrina de esperança à luz do Vaticano II”, aberta no dia 7 de agosto no Centro Católico de Estudos Dom Silvestre Scandian (CECATES). Desde então, a mostra tem sido um dos momentos das celebrações do Ano Jubilar da Arquidiocese de Vitória, convidando fiéis, grupos pastorais, escolas e comunidades a revisitarem o legado transformador do Concílio Vaticano II e a reconhecerem seu impacto na história da evangelização em nossa Igreja local.

Na noite de abertura, Dom Ângelo Ademir Mezzari, Arcebispo de Vitória, recordou que o Concílio Vaticano II foi “um grande sopro do Espírito”, capaz de iluminar a identidade e a missão da Igreja nos tempos atuais. Também presente, Dom Andherson Franklin destacou o caráter missionário e atual da proposta conciliar, que continua a inspirar a Igreja a acolher as dores, alegrias e esperanças do mundo contemporâneo, anunciando o Evangelho com fé, generosidade e defesa da vida.

Desde agosto, centenas de visitantes puderam conhecer documentos, fotografias e materiais que narram o caminho da Arquidiocese desde a recepção das diretrizes conciliares, valorizando especialmente o surgimento das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e o fortalecimento das pastorais sociais — frutos diretos de uma Igreja próxima, atuante e profética.

Com o olhar voltado para a esperança que não decepciona — Spes non confundit — esta última semana é um convite final para quem ainda não visitou ou deseja revisitar a exposição e renovar o compromisso de caminhar como peregrinos de esperança à luz do Concílio Vaticano II.

Aproveite este último dia, dia 21 de novembro, para se deixar tocar pela memória e pela fé que continuam a inspirar a Arquidiocese de Vitória em sua missão evangelizadora.

No último sábado (15), aconteceu uma formação dedicada à reflexão sobre o papel e a evolução da música na liturgia da Igreja, com o

No último sábado (15), aconteceu uma formação dedicada à reflexão sobre o papel e a evolução da música na liturgia da Igreja, com o tema “A música litúrgica antes e depois do Concílio Vaticano II”.

O encontro foi realizado das 8h às 17h, no Centro Católico de Estudos (CECATES), em Vitória, e reuniu cerca de 50 participantes de diversas paróquias da Arquidiocese.

A formação foi assessorada pelo Padre Jair Costa, Assessor do Setor de Música Litúrgica da Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB, que apresentou as mudanças trazidas pelo Concílio Vaticano II e seus impactos na prática musical das celebrações.

Durante o encontro, Padre Jair não apenas falou o tema, mas também demonstrou, através de diversas músicas, os efeitos dessas transformações na liturgia. Ele foi acompanhado pelo seminarista Lucas Moreira, que contribuiu na parte musical.

O evento, que faz parte da programação da exposição “Igreja de Vitória: peregrina de esperança à luz do Vaticano II”, que segue aberta ao público até o dia 22 de novembro, também no CECATES, terminou com a Santa Missa presidida pelo padre Jair.

 

No próximo domingo, 16 de novembro, a Igreja dedica ao cuidado dos pobres. A data foi instituída pelo Papa Francisco em 2016, com o

No próximo domingo, 16 de novembro, a Igreja dedica ao cuidado dos pobres. A data foi instituída pelo Papa Francisco em 2016, com o objetivo de nos fazer olhar e agir em favor dos mais necessitados e carentes. A cada ano, o Papa, agora Leão XIV, propõe uma reflexão que leve a atitudes concretas e para este ano, o tema é “Tu és minha esperança”, o versículo 5 do salmo 71. Na mensagem deste ano, o Papa diz: “Por isso, o Dia Mundial dos Pobres pretende recordar às nossas comunidades que os pobres estão no centro de toda a ação pastoral. Não só na sua dimensão caritativa, mas igualmente naquilo que a Igreja celebra e anuncia. Através das suas vozes, das suas histórias, dos seus rostos, Deus assumiu a sua pobreza para nos tornar ricos. Todas as formas de pobreza, sem excluir nenhuma, são um apelo a viver concretamente o Evangelho e a oferecer sinais eficazes de esperança”.

Na Arquidiocese de Vitória são inúmeras as iniciativas que irão acontecer nas paróquias e áreas pastorais. A área pastoral Cariacica/Viana oferece no dia 15 pela manhã, diversos serviços gratuitos: corte de cabelo, atendimento judiciário, cantinho de leitura, café da manhã e almoço. O evento vai acontecer no REAME, em Cruzeiro do Sul.

A área pastoral Serra/Fundão, também no dia 15 pela manhã, oferece orientações sobre saúde, lazer, sorteios, corte de cabelo, manicure, entre outros. O evento acontece na EMEF Manoel Vieira Lessa, em Anchieta II.

Além das áreas pastorais, outros eventos acontecem nas paróquias e uma missa, presidida pelo bispo auxiliar, dom Andherson Franklin na Catedral de Vitória às 8h do dia 16, será pelas intenções dos pobres e voluntários que trabalham nas pastorais sociais. Para saber o que virá acontecer mais perto de você, procure informações na sua paróquia.

As ofertas da coleta das missas neste final de semana, 15 e 16 de novembro serão revertidas para a Campanha Paz e Pão, que atende mensalmente cerca de 1200 famílias com cestas de alimentos. Ao participar da Celebração, contribua com esta Campanha, que é permanente e é mantida com as doações. Para se tornar um doador clique aqui https://pazepao.com.br/cadastro-de-doadores/

 

O Regional Leste 3 da CNBB realizou, em Vitória (ES), a 3ª Assembleia do Povo de Deus. O encontro reuniu representantes das dioceses do

O Regional Leste 3 da CNBB realizou, em Vitória (ES), a 3ª Assembleia do Povo de Deus. O encontro reuniu representantes das dioceses do Espírito Santo para refletir sobre os caminhos da Igreja no estado e fortalecer a missão evangelizadora. A Arquidiocese de Vitória se fez presente nesse momento da nossa Igreja local.

Na abertura, Dom Lauro Sérgio Versiani Barbosa, presidente do Regional, destacou que a Assembleia é um tempo de graça e discernimento. “É o Espírito que nos conduz. Estamos aqui para escutar o que Deus quer da sua Igreja hoje”, afirmou.

O assessor da Assembleia, padre Márcio Ferreira, lembrou que a missão da Igreja nasce da escuta e do serviço. “A fidelidade a Deus se traduz na fidelidade ao povo. A Igreja só será missionária se for próxima, sensível e comprometida com as dores e alegrias das pessoas”, pontuou.

O sábado, 8 de novembro, iniciou com a Santa Missa, presidida por Dom Ângelo Mezzari, arcebispo de Vitória, que convidou os participantes a viverem a fidelidade e o serviço como marcas da vocação cristã. “Somos administradores dos bens que Deus nos confiou. Que a nossa missão seja sempre anunciar Jesus Cristo, servir com amor e permanecer fiéis ao Evangelho”, disse.

A 3ª Assembleia do Povo de Deus reforçou a caminhada sinodal do Regional Leste 3, comprometida em discernir caminhos e fortalecer a presença da Igreja nas realidades concretas do povo capixaba.

Representantes do Conselho Pastoral das Pescadoras e dos Pescadores (CPP) estiveram reunidos com Dom Ângelo Mezzari, arcebispo de Vitória, em uma audiência marcada pelo

Representantes do Conselho Pastoral das Pescadoras e dos Pescadores (CPP) estiveram reunidos com Dom Ângelo Mezzari, arcebispo de Vitória, em uma audiência marcada pelo diálogo e pela partilha das ações desenvolvidas pelo conselho no Estado do Espírito Santo.

O encontro teve como objetivo apresentar o trabalho que o CPP já realiza nas regiões Norte e Sul do Estado — especialmente em São Mateus, Conceição da Barra, Piúma e Marataízes —, além de comunicar os novos passos que o organismo pretende dar a partir de agora.

Segundo Giovanni, voluntário do CPP, o conselho está em processo de reorganização, preparando-se para se desligar do Regional Leste 2 e se constituir oficialmente como CPP do Regional Leste 3. Participaram da audiência também Gilberto, secretário-executivo nacional do CPP, e Zena, coordenadora estadual.

Dom Ângelo acolheu com alegria a proposta e manifestou seu apoio à iniciativa, colocando-se à disposição para colaborar na consolidação do CPP como organismo pastoral atuante na Arquidiocese de Vitória e no Regional Leste 3.

A Arquidiocese de Vitória realiza, no dia 15 de novembro, uma formação voltada à reflexão sobre o papel e a evolução da música na

A Arquidiocese de Vitória realiza, no dia 15 de novembro, uma formação voltada à reflexão sobre o papel e a evolução da música na liturgia da Igreja, com o tema “A música litúrgica antes e depois do Concílio Vaticano II”. O encontro acontecerá das 8h às 17h, no Centro Católico de Estudos (CECATES), em Vitória.

A assessoria será do Pe. Jair Costa, Assessor do Setor de Música Litúrgica da Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB, que irá abordar as mudanças trazidas pelo Concílio Vaticano II e seus impactos na prática musical das celebrações.

De acordo com a Constituição Sacrosanctum Concilium, o Concílio reafirmou a importância da música como parte integrante da liturgia, e não como mero adorno. O canto e a música, quando bem utilizados, favorecem a participação ativa dos fiéis e ajudam a expressar o mistério celebrado. “O canto em comunidade, depois da comunhão nas espécies eucarísticas, é a expressão mais eficaz da comunhão do povo de Deus na liturgia cristã. O Concílio Vaticano II destacou a dimensão da participação ativa de todo o Povo de Deus, na qual a música litúrgica tem um papel fundamental. Revisitando os momentos da história, antes e depois do Concílio, buscamos aprofundar a participação do Povo de Deus no mistério pascal de Cristo”, destaca o padre Jair Costa

O evento é gratuito, necesitando de inscrição, e destinado a ministros de música, regentes, corais, agentes de pastoral litúrgica e demais interessados em compreender de forma mais profunda o sentido teológico, espiritual e pastoral do canto litúrgico.

Faça sua inscrição clicando aqui!

Cuidar é uma palavra que combina com Igreja, naquele sentido amplo de atenção, aproximação, empatia. Este foi o tom da palestra proferida por dom

Cuidar é uma palavra que combina com Igreja, naquele sentido amplo de atenção, aproximação, empatia. Este foi o tom da palestra proferida por dom Hudson de Souza Ribeiro, bispo auxiliar de Manaus, diretor da Faculdade Católica do Amazonas e membro pesquisador da Pontifícia Comissão para a Tutela de Menores, no Vaticano.

A provocação iniciou-se com uma sequência de fotos de crianças, que por si mesmas, introduziram o tema, e a pergunta: vocês já foram fotos dessas?

A manhã foi dividida em dois propósitos: ouvir dom Hudson sobre a proteção a crianças, adolescentes e pessoas vulnerabilizadas e apresentar a Comissão Arquidiocesana formada a partir do Motu Proprio do Papa Francisco “Vos estis Lux Mundi”, e do Documento da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, sobre Política de Proteção da Infância, Adolescentes e Pessoas Vulneráveis, ambos de 2023.

Dom Hudson fez um retrospecto histórico sobre a cultura adultocêntrica e lembrou que sempre que falamos de infantilidade é de forma negativa. Ainda somos reféns desta cultura e a Igreja também demorou para abordar o assunto sobre proteção e cuidado, mas nos últimos anos temos documentos da Igreja que orientam a ação. Estamos passando da cultura de abuso de poder (adulto sobre a criança) e criando a cultura do cuidado. Para explicar como a Igreja é chamada ao cuidado, dom Hudson lembrou que cuidar é uma condição ontológica do ser humano e usou uma expressão para tal afirmação: “existo, logo cuido”.
 O Papa João Paulo II começou a organizar o pensamento sobre os abusos e falar deles com mais clareza em 2001. Em 2002 os bispos da América Latina também enfrentaram as situações com transparência. O Papa Bento acelerou as reformas para proteger os vulneráveis de abusos, pediu perdão e já apontou para a cultura do cuidado. Em 2019, o Papa Francisco, enfrentou os casos de abusos sexuais, pediu perdão aos abusados e familiares e recomendou tolerância zero para abusos contra crianças e adolescentes na Igreja. Na primeira versão o Papa dirigiu-se aos padres, mas na revisão em 2023 incluiu diáconos, instituições e leigos com funções de tolerância.
Tendo como referência o Motu Proprio do Papa Francisco e a Politica de Proteção à Criança e Vulneráveis, dom Hudson lembrou que essas políticas precisam estar em acordo com as normas civis e lembrou que “o papel de tutelar é do Estado. A diocese não julga, não investiga, mas ela entra na rede de proteção. O que a Igreja quer é que se criem ambientes mais saudáveis e de proteção, apresentar proposições e esperança. Mas, o sonho é chegarmos ao momento de nem precisarmos falar sobre isso”. Dom Hudson ainda afirmou que as crianças e adolescentes precisam ser envolvidos e protagonistas nas ações do cuidado.

Na segunda parte, a Comissão Arquidiocesana foi apresentada:  diácono Jovercino – Dra. Lúcia Roriz – Maria de Fátima Facheto – pe. Carlos Barbosa – pe. Jorge Campos. Dra. Lúcia apresentou a caminhada da Comissão e o caderno recém publicado com as políticas de proteção da Arquidiocese de Vitória. Dom Hudson deu algumas sugestões sobre o trabalho produzido pela Comissão e encerrou a manhã com uma frase “quando a gente deixa o lado criança morrer, parte de nós morre” a música de Gonzaguinha:

Nunca pare de sonhar

Ontem um menino
Que brincava, me falou
Que hoje é semente do amanhã
Para não ter medo
Que esse tempo vai passar
Não se desespere, nem pare de sonhar
Nunca se entregue
Nasça sempre com as manhãs
Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar
Fé na vida, fé no homem, fé no que virá
Nós podemos tudo, nós podemos mais
Vamos lá fazer o que será
Fé na vida, fé no homem, fé no que virá
Nós podemos tudo, nós podemos mais
Vamos lá