Notícias da Igreja

A partir de hoje, 6 de agosto de 2021, para visitar os Museus do Vaticano é necessário apresentar o passe verde, um comprovante de

A partir de hoje, 6 de agosto de 2021, para visitar os Museus do Vaticano é necessário apresentar o passe verde, um comprovante de vacinação exigido na Itália. Leia abaixo a explicação pela adesão ao passe verde publicada no site Vatican News.

Os Museus e Jardins do Vaticano já se adequaram às novas regras do governo italiano que entram em vigor nesta sexta-feira, 6 de agosto, para controlar a disseminação do coronavírus. Para as visitas, então, o acesso só será permitido com a apresentação do Certificado Verde Covid-19, também chamado de “Green Pass” e “Passe verde”, ou uma autorização equivalente. Além do certificado digital ou em papel, os responsáveis por fazer o controle também poderão solicitar um documento de identidade para verificar a efetiva titularidade do Green Pass.

A regra também se aplica aos visitantes que fizeram reservas anteriores, explica a direção dos Museus Vaticanos através de um comunicado no site oficial. Para qualquer dificuldade ou solicitação, é possível contatar o Departamento de Serviços e Relações com o Público no e-mail: [email protected].

Passe verde não é obrigatório nas missas

Já os bispos italianos, através de um comunicado oficial do Departamento Nacional de Comunicações Sociais junto a uma carta da presidência da Conferência Episcopal Italiana (CEI) dirigida aos bispos e às paróquias do país ainda no final de julho, esclarecem que “o certificado não será solicitado para participar das celebrações” e nem para as procissões. O Green Pass, porém, será obrigatório para participar de outras atividades organizadas pela Igreja.

A comunicação dos bispos também alerta que continuarão sendo observadas as recomendações divulgadas em maio de 2020 que, ainda hoje, são obrigatórias, como por exemplo: uso de máscara, distanciamento interpessoal e entre os bancos, comunhão dada somente na mão. São medidas “ainda atuais”, reforçam os bispos, que continuarão a serem garantidas: “o bom senso e a evolução da situação epidemiológica no local e no momento da procissão continuam sendo critérios de referência”, se lê ainda na carta da Conferência Episcopal à comunidade católica.

A obrigatoriedade do Green Pass na Itália

O Certificado Verde – consentido às pessoas que completaram o ciclo de imunização contra a Covid-19, que se curaram da doença ou testaram negativo para o vírus – será obrigatório, porém, nas práticas diárias dos italianos que vão precisar apresentá-lo para ir ao restaurante, ao cinema, ao teatro ou piscinas e academias, por exemplo, mas também a grandes eventos públicos e ao deslocamento no território nacional. O governo também anunciou nesta quinta-feira (5) que o uso do Green Pass, uma extensão do certificado digital anti-Covid da União Europeia, também será obrigatório a partir de setembro para o acesso às escolas e universidades para “evitar fechamentos, proteger a liberdade”, tentando reduzir os riscos de uma nova onda do vírus por causa da variante Delta, disse o ministro da Saúde, Roberto Speranza.

Passe verde: instrumento social importante

O Fórum das Associações Sócio-sanitárias da Itália, que inclui médicos e farmacêuticos católicos, além de movimentos cristãos, acredita que a campanha de vacinação e o Green Pass são instrumentos preciosos para vencer a pandemia. O presidente nacional, Aldo Bova, em entrevista ao Vatican News, recorda que se trata de um passo importante para voltar a ter uma vida social normal e que “as associações cristãs e sociais, que têm o bem comum como um de seus objetivos, têm o dever de transmitir esse valor da importância da vacinação e do Green Pass, que significa respeito mútuo”.

“Vacinas e Green Pass são ferramentas valiosas. Com a vacinação, menos pessoas ficam gravemente doentes. Também reduz o número de pessoas que podem se infectar. E quando uma pessoa (vacinada) fica infectada, já que seu corpo reage muito bem ao vírus, dentro de um curto período de tempo ele o cancela e, portanto, dificilmente pode infectar outras pessoas. No que diz respeito ao Green Pass, na minha opinião ele é muito útil. Naturalmente, não se pode forçar as pessoas, a menos que não haja uma lei, a serem vacinadas. Mas as pessoas que não se vacinam, e têm o direito de fazê-lo no momento, não devem estar em posição de prejudicar os outros. O Green Pass é uma salvação porque não só protege aqueles que já foram vacinados, mas também lhes dá a oportunidade de continuar a sua vida social normal. Muitas pessoas, infelizmente, estão persuadidas e fazem parte da lista dos chamados ‘no vax’. Eles devem ser respeitados, mas muitas vezes, algumas dessas pessoas não têm a cultura para entender a importância social da vacinação, de um instrumento como o Green Pass.”

“Não apenas protege as pessoas vacinadas, mas também protege os empregos, a economia e permite que a sociedade siga adiante.”

Em preparação à XVI Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, a CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, inicia hoje uma série de lives

Em preparação à XVI Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, a CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, inicia hoje uma série de lives sobre Igreja Sinodal a Caminho. Leia o convite da CNBB e participe.

O Papa Francisco anunciou a convocação da XVI Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos com o tema: “Por uma Igreja Sinodal: comunhão, participação e missão” com um processo que começa nas Igrejas Particulares, passa pelas Conferências Episcopais, Conferências Continentais e com o ponto alto em 2023.  A Igreja no Brasil também já está se mobilizando para fazer parte, desde as dioceses, desde grande processo de participação desencadeado pelo Papa Francisco afim de ouvir as Igrejas particulares sobre os rumos da Igreja. No último dia 29 de julho, a Equipe de Animação do Sínodo 2023 promoveu um encontro que reuniu  244 pessoas representantes de 74.82% das 278 circunscrições religiosas no Brasil.

O foco do encontro, segundo o secretário-geral da CNBB e bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Joel Portella Amado, foi mobilizar os representantes das dioceses – Igrejas Locais – espaço onde vai se desenvolver a primeira fase do Sínodo 2023, prevista para ser realizada de outubro de 2021 a março de 2022. As outras duas fases são a Fase Continental, prevista para acontecer de setembro de 2022 a março de 2023, e a fase da Igreja Universal – o Sínodo propriamente dito – a ser realizada em outubro de 2023.

Para aprofundar o tema “Uma Igreja Sinodal a caminho” e compreender o que significa a busca por a vivência de um processo sinodal convocado pelo Santo Padre, a próxima edição da Lives CNBB – Igreja no Brasil Painel vai discutir o tema “Uma Igreja Sinodal a caminho”.

O mediador, dom Joaquim Giovani Mol, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB, receberá, como convidados, o assessor do Setor de Educação da Comissão Episcopal Pastoral para a Educação da CNBB, padre Júlio César Resende, e o bispo de Rio Grande (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Família da CNBB, dom Ricardo Hoepers. Ambos são membros da equipe de animação no Brasil do processo do Sínodo de 2023.

Os convidados abordarão as referências (teológico, jurídicas e pastorais) do magistério da Igreja e do Santo Padre que apontam para a compreensão do que significa a experiência de buscar uma Igreja mais sinodal. Também será apresentado, em linhas gerais, como acontecerá no Brasil as fases e processos do Sínodo 2023.

Lives CNBB – Igreja no Brasil Painel

O objetivo desta nova rodada das Lives CNBB – Igreja no Brasil Painel, segundo dom Joaquim Giovani Mol, é compartilhar e aprofundar assuntos que são importantes para a Igreja no Brasil, à luz do Magistério do Papa Francisco e da Igreja Católica no mundo. Estas lives pretendem ainda, segundo dom Mol, conectar pessoas e experiências às ideias e processos que estão sendo vivenciados na Igreja no mundo e na Igreja no Brasil, percebendo como estes temas e assuntos são encarnados na realidade brasileira.

A metodologia, segundo explica dom Joaquim Mol, vai sempre buscar aprofundar temas da realidade brasileira à luz do que diz os documentos da Igreja Católica e o Papa Francisco e levantar pistas de ação. As lives CNBB sempre buscarão a presença de um convidado especialista no tema e pastores da Igreja no Brasil para analisar a realidade e aprofundar a atuação pastoral e eclesial na realidade. Serão apresentadas também experiências ligadas a cada painel e debate com vistas a iluminar a ação dos cristãos católicos no Brasil.

Na audiência de hoje, o Papa Francisco pediu orações pelos padres, conforme noticiado pelo site Vatican News. “Hoje, memória de São João Maria Vianney,

Na audiência de hoje, o Papa Francisco pediu orações pelos padres, conforme noticiado pelo site Vatican News.

“Hoje, memória de São João Maria Vianney, convido-vos a rezar de maneira especial pelos vossos párocos e por todos os sacerdotes. Que eles, inspirados pelo exemplo do Santo Cura D’Ars, ofereçam suas vidas à missão de pregar o Evangelho da salvação.”

Esta foi a exortação do Papa na Audiência Geral ao saudar os fiéis de língua portuguesa presentes na Sala Paulo VI – ou que acompanhavam a transmissão do tradicional encontro das quartas-feiras pelas redes sociais. Aos fiéis de língua francesa, Francisco indicou São João Maria Vianney como “testemunha de amor, misericórdia e solidariedade”.

Uma vida a serviço do povo de Deus

Conhecido como “o Cura de Ars”, João Maria Vianney nasceu em 8 de maio de 1786 em Dardilly, perto de Lyon. Foi ordenado sacerdote aos 29 anos e em 1818 foi enviado para Ars, um pequeno vilarejo no sudeste da França, habitado por 230 pessoas.

Ele dedica todas as suas energias ao cuidado dos fiéis. Ele está sempre disponível para ouvir e perdoar, passa até 16 horas por dia no confessionário. Todos os dias, uma multidão de penitentes de vários lugares da França se confessa com ele.

Ars foi rebatizada de “o grande hospital das almas”. Ele faz vigílias, reza e jejua para contribuir para a expiação dos pecados dos fiéis. “Direi a você qual é a minha receita – confidencia a um confrade -: dou uma pequena penitência aos pecadores e faço o resto no lugar deles”.

Ele morreu em 4 de agosto de 1859, aos 73 anos. Seus restos mortais repousam em Ars, no Santuário a ele dedicado. Beatificado em 1905 por Pio X, foi canonizado em 1925 por Pio XI e em 1929.

Um modelo para todos os sacerdotes

Durante seu Pontificado, o Papa recordou repetidamente a figura do Santo Cura d’Ars. Na carta escrita em 4 de agosto de 2019, por ocasião do 160º aniversário da morte de São João Maria Vianney, Francisco expressa o encorajamento e a proximidade aos “ irmãos presbíteros, que sem fazer alarde «deixam tudo» para vos empenhar na vida quotidiana das vossas comunidades; aos que trabalham na “trincheira”; a quantos  aguentam o peso do dia e do calor e, sujeitos a uma infinidade de situações, as enfrentam diariamente e sem se dar ares de importância para que o povo de Deus seja cuidado e acompanhado.”

Uma característica que distingue a vida de São João Maria Vianney é a oração. No Angelus de 4 de agosto de 2019, Francisco recorda também que o Santo Cura d’Ars é “modelo de bondade e de caridade para todos os sacerdotes”. “O testemunho deste pároco humilde totalmente dedicado ao seu povo – acrescenta o Papa – ajuda a redescobrir a beleza e a importância do sacerdócio ministerial na sociedade contemporânea”.

O Seminário sobre a Campanha da Fraternidade 2022 acontece em setembro e a participação é livre, ou seja, não precisa fazer inscrição para participar.

O Seminário sobre a Campanha da Fraternidade 2022 acontece em setembro e a participação é livre, ou seja, não precisa fazer inscrição para participar. Leia a matéria publicada no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Pela segunda vez em modalidade virtual, o Setor de Campanhas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai promover de 1º a 3 de setembro de 2021 o Seminário Nacional da Campanha da Fraternidade (CF) 2022. A CF do próximo ano tem como tema: “Fraternidade e Educação” e como lema: “Fala com sabedoria, ensina com amor.” (Pr 31,26).

De acordo com o secretário-executivo de Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista, o público-alvo desta formação são os agentes que têm atribuições de dinamizar a CF nas comunidades, dioceses e 19 regionais da CNBB, bem como todo o povo de Deus que se interessa pela temática da educação e da campanha.

A formação, que vai acontecer de forma aberta pelo canal do Youtube da CNBB e sem a necessidade de inscrição prévia, terá como grande objetivo motivar o povo de Deus para a vivência da Campanha da Fraternidade 2022.

Padre Patriky aponta o caminho que será percorrido nos três dias de formação: “Vamos apresentar a proposta de tema para 2022, tornar conhecido o texto-base e refletir sobre o tema pensando em como iniciar processos de avanço no cenário da educação à luz da fé cristã”.

Segundo o padre, a grande novidade da CF 2022 é que a campanha ao invés de abordar esse ou aquele modelo educativo vai buscar aprofundar qual é a contribuição da experiência e da fé cristã para a educação nos dias de hoje. “Essa contribuição tem uma marca muito precisa que é a questão do humanismo presente no Pacto Educativo Global proposto pelo Papa Francisco”, disse.

O secretário-executivo de Campanhas da CNBB defende que educação não pode se restringir ao aspecto técnico-científico mas deve abordar toda a vida da pessoa na sua integralidade. “Devemos pensar também a educação para os valores, para o bem viver, educação para a vida, educação religiosa. Por mais que o ensino técnico-científico e acadêmico sejam importantíssimos, a gente precisa redescobrir a educação como um todo”, aponta.

Quem é chamado a participar?

O Seminário Nacional da Campanha da Fraternidade (CF) 2022 vai ser aberto, transmitido pelo canal do Youtube da CNBB sem a necessidade de inscrição prévia. Contudo, as pessoas interessadas em receber o certificado de participação precisam enviar, antecipadamente, ao Setor de  Campanhas da CNBB, uma solicitação com os dados (nome completo, cpf e rg) no seguinte e-mail: [email protected]

Confira a programação do Seminário Nacional da CF 2022

As audiências do Papa, onde Francisco faz semanalmente, na quarta-feira, uma reflexão catequética serão retomadas a partir de dia 4 de agosto. Durante o

As audiências do Papa, onde Francisco faz semanalmente, na quarta-feira, uma reflexão catequética serão retomadas a partir de dia 4 de agosto. Durante o mês de julho o Papa suspendeu as audiências para um tempo de descanso e também para uma cirurgia. Leia a notícia divulgada no site Vatican News.

As audiências gerais do Papa Francisco na Sala Paulo VI serão retomadas nesta quarta-feira, 4 de agosto, às 9h15. Como é costume, os encontros de quarta-feira do Papa são suspensos em julho para permitir um período de descanso. Este ano, a pausa também coincidiu com a convalescença do Papa Francisco, que em 4 de julho foi submetido a uma cirurgia ao cólon no Hospital Gemelli. Exatamente um mês após a operação, portanto, com exceção do Angelus dominical, um dos quais foi realizado de uma varanda do hospital romano, Francisco retoma suas atividades habituais às 9h15 da manhã na grande Sala no Vaticano.

Ciclo de catequese sobre a Carta aos Gálatas

Durante a última audiência geral em 30 de junho, realizada no pátio de São Damaso, o Papa continuou o ciclo de catequeseS – iniciado na semana anterior – dedicado à Carta aos Gálatas. Em particular, o Pontífice insistiu no “plano de salvação” preparado pelo Senhor para cada homem: sua graça, disse ele, “muda corações, muda vidas, nos faz ver novos caminhos”.

A partir da atualização de dados do prof. Fernando Altemeyer Junior*, o site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, está divulgando informações

A partir da atualização de dados do prof. Fernando Altemeyer Junior*, o site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, está divulgando informações sobre a Igreja no Brasil. Confira abaixo a matéria publicada no site da entidade sobre dioceses vacantes.

A Igreja no Brasil possui 278 circunscrições eclesiásticas, ou seja, territórios ou “Igrejas Particulares” confiada aos cuidados de um bispo. A circunscrição eclesiástica pode ser uma prelazia, uma diocese, arquidiocese, eparquia ou exarcado para fiéis de ritos específicos, e também circunscrições que não tem uma limitação territorial, como a administração apostólica pessoal.

De acordo com as informações sistematizadas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), as circunscrições eclesiásticas estão divididas assim: 217 são dioceses, 45 arquidioceses, 8 prelazias, 3 eparquias, 1 exarcado, 1 rito próprio, 1 ordinariado militar, 1 administração apostólica pessoal e 1 arquieparquia. Cada uma delas conta com um bispo eleito pelo Papa para administrar o governo pastoral.

Esse levantamento mostra também que, até esta quinta-feira, 29 de julho, nove dioceses brasileiras estão vacantes, ou seja, sem o bispo titular à frente do governo. Renúncia, transferência, falecimento ou perda de ofício são alguns dos motivos que podem tornar uma sede vacante, expressão oriunda do latim que significa trono vazio e que é usada pela Igreja para dizer que uma Sede Episcopal está sem o seu ocupante no governo pastoral.

Neste período, a Igreja Particular fica aos cuidados de um administrador diocesano, eleito pelo Colégio de Consultores, que pode desempenhar algumas funções limitadas pelo Código de Direito Canônico; ou por um administrador apostólico, um bispo nomeado pelo papa.

Confira no quadro abaixo as 9 dioceses vacantes:

  1. Arquidiocese de Cascavel (PR): vacante desde 11 de março de 2021. Administrador diocesano: padre Reginei José Modolo
  2. Diocese de Crato (CE): vacante desde 02 de junho de 2021. Administrador diocesano: padre José Vicente Pinto de Alencar da Silva
  3. Diocese de Alagoinhas (BA): vacante desde 13 de janeiro de 2021. Administrador diocesano: padre Antônio Ederaldo de Santana
  4. Diocese de Colatina (ES): vacante desde 13 de janeiro de 2021. Administrador diocesano: padre Antônio Wilson Almança
  5. Diocese de Iguatu (CE): vacante desde 24 de fevereiro de 2021. Administrador diocesano: João Batista Moreira Gonçalves
  6. Prelazia de Tefé (AM):  vacante a partir de 22 de agosto de 2021. Administrador diocesano será escolhido dia 25 de agosto.
  7. Diocese de Penedo (AL): Vacante desde 16 de junho de 2020. Administrador diocesano: padre Daniel do Nascimento Santos.
  8. Diocese de Rondonopolis-Guiratinga (MT): vacante desde 28 de março de 2021. Administrador: padre José Eder Ribeiro Lima
  9. Diocese de São Carlos (SP): vacante desde 21 de outubro de 2020. Administrador diocesano: dom Eduardo Malaspina.

De acordo com o professor *Fernando Altemeyer Junior, do Departamento de Ciência da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, que realiza há mais de 20 anos um trabalho de atualização de estatísticas e nomes do episcopado brasileiro, das 278 circunscrições eclesiásticas, a mais nova é a diocese de Xingu-Altamira (PA), erigida em 2019. Já mais antiga é a arquidiocese de São Salvador da Bahia, erigida em 25 fevereiro 1551. A Sé Primacial da Igreja no Brasil completou, em 2021, 470 anos de criação.

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, publicou ontem, 28 de julho de 2021, uma matéria sobre quem são e como atuam os

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, publicou ontem, 28 de julho de 2021, uma matéria sobre quem são e como atuam os bispos do Brasil. Veja a matéria abiaxo.

O decreto Christus Dominus, publicado pelo Papa Paulo VI, em 28 de outubro de 1965, dispõe sobre o “Munus Pastoral dos Bispos na Igreja”. Em seu segundo ponto, define que “os Bispos, constituídos pelo Espírito Santo, sucedem aos Apóstolos como pastores das almas, e, juntamente com o Sumo Pontífice e sob a sua autoridade, foram enviados a perpetuar a obra de Cristo, pastor eterno. Na verdade, Cristo deu aos Apóstolos e aos seus sucessores o mandato e o poder de ensinar todas as gentes, de santificar os homens na verdade e de os apascentar. Por isso, foram os Bispos constituídos, pelo Espírito Santo que lhes foi dado, verdadeiros e autênticos mestres, pontífices e pastores”.

O Brasil possui 309 bispos na ativa, sendo 47 arcebispos, 1 administrador diocesano, 1 arquieparca metropolitano, 210 bispos, 38 bispos auxiliares, 7 bispos prelados, 3 eparcas e 1 exarca. Além dos bispos que estão exercendo seu  ministério, o país conta com 162 bispos eméritos vivos. O Código de Direito Canônico (CDC) conceitua como “emérito” aquele bispo que perde “o ofício por limite de idade ou por renúncia aceite”. A Igreja estabelece a idade de 75 anos para a apresentação do pedido de renúncia ao Papa.

Confira o quadro:

Quadro Resumo
Administrador Apostólico 1
Administrador Diocesano 8
Arcebispos 46
Arcebispo Eparca (Emérito) 1
Arcieparca Metropolitano 1
Bispos diocesanos 210
Bispos Auxiliares 40
Bispos Prelados 8
Eparca 3
Exarca 1
 

As circunscrições eclesiásticas

A porção territorial confiada aos cuidados de um bispo é chamada circunscrição eclesiástica, também conhecida como “Igreja Particular”. Pode ser uma prelazia, uma diocese, arquidiocese, eparquia ou exarcado para fiéis de ritos específicos, e também circunscrições que não tem uma limitação territorial, como a administração apostólica pessoal. A soma dessas diferentes circunscrições presentes no Brasil é de 278, assim divididas:

Circunscrições Eclesiásticas
Dioceses 217
Arquidioceses 45
Eparquia 3
Prelazia 8
Exarcado 1
Ordinariado para os fiéis de Rito Oriental sem Ordinário próprio 1
Ordinariado Militar do Brasil 1
Administração Apostólica Pessoal 1
Arquieparquia 1
Total 278

Papel do bispo diocesano

O bispo da diocese de Tocantinópolis (TO) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB, dom Giovane Pereira de Melo, destaca que é importante dizer que o primeiro papel de um bispo é pastorear, governar e zelar pela diocese que o Papa e a Igreja universal confia a cada bispo. É papel do bispo, segundo dom Giovani, zelar pelo clero, pelos religiosos, pelos cristãos leigos, agentes, promover as vocações.

Ele destaca também que é papel do bispo diocesano, organizar a  pastoral e o  planejamento da diocese conforme os documentos do magistério da Igreja, documentos das conferências episcopais, as diretrizes gerais da ação evangelizadora da Igreja no Brasil (2019-2023) e também a partir das orientações pastorais que oriundas dos 19 regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

“Grande parte do nosso tempo, como bispos diocesanos, é dedicada ao cuidado dos bens da Igreja, buscando administrar as obras da Igreja, de modo particular as obras sociais na perspectiva de colaboração na construção de uma sociedade justa e fraterna, com abertura ao diálogo com a sociedade, buscando ser presença pública da Igreja no mundo”, disse.

A atuação dos bispos na CNBB

O Direito Canônico, em seu cânon 447, define uma conferência dos bispos como “um organismo permanente, é a reunião dos Bispos de uma nação…, que exercem conjuntamente certas funções pastorais em favor dos fiéis do seu território, a fim de promover o maior bem que a Igreja proporciona aos homens, principalmente em formas e modalidades de apostolado devidamente adaptadas às circunstâncias de tempo e lugar, de acordo com o Direito” (C.D.C. cânon 447).

“A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é a instituição permanente que congrega os Bispos da Igreja Católica no País…; nela, conjuntamente, eles exercem funções pastorais e dinamizam a missão evangelizadora… . Respeitadas a competência e responsabilidade de cada membro, quanto à Igreja universal e à própria Igreja particular, cabe à CNBB, como expressão peculiar do afeto colegial, fomentar a comunhão entre os membros…, ajudar os Bispos no seu ministério para o benefício de todo o povo de Deus, concretizar o afeto colegial e facilitar o relacionamento de seus membros, sendo espaço de diálogo, ajuda fraterna e de encorajamento recíproco…., estudar assuntos de interesse comum, promover a ação evangelizadora, exercer o magistério doutrinal e a atividade legislativa, segundo as normas do direito…, representar o Episcopado brasileiro junto a outras instâncias, inclusive a civil” (Estatutos art. 1º e 2º).

São membros da CNBB, a partir da posse no ofício e enquanto ocupam os bispos diocesanos; os bispos auxiliares; os bispos titulares e os prelados das Igrejas orientais católicas. Na entidade, os bispos atuam na presidência, composta pelo presidente, o arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira de Azevedo, o primeiro vice-presidente, o arcebispo de Porto Alegre (RS), o segundo vice-presidente, o bispo de Roraima (RR), dom Mário Antônio da Silva e o secretário-geral, o bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ), dom Joel Portella Amado.

Para o bispo de Roraima e segundo vice-presidente da CNBB, dom Mário Antônio da Silva, ser membro da presidência da CNBB é fazer jus ao voto de confiança do episcopado brasileiro. Ao mesmo tempo, segundo ele, atuar na presidência da CNBB é prestar um serviço à Igreja no Brasil e fazer um aprendizado no espírito de comunhão. “Fazemos isto, caminhando juntos com todos os irmãos bispos e também em comunhão com toda a Igreja no Brasil”, disse.

Os bispos atuam também no Conselho Episcopal Pastoral (Consep), composto pelos 4 membros da presidência da organização mais 12 bispos que presidente as Comissões Episcopais Pastorais permanentes. Integram as comissões, outros bispos além da presidência. Os bispos atuam também no Conselho Econômico, no Conselho Fiscal e no Conselho Permanente da entidade, órgão máximo de deliberações abaixo apenas da Assembleia Geral.

Além disto, os bispos atuam nas presidências nos 19 regionais da CNBB (exercendo funções de presidência, vice-presidência e secretário, além das comissões). Os bispos também se revezam nas comissões de cada regional, atuam nas Comissões Especiais e Grupos de Trabalho e nos Conselhos. Também acompanham, em nome da CNBB, os organismos e pastorais da Igreja no Brasil.

Dom Giovane Pereira Melo também é presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB e acompanha, em nome da entidade, o Conselho Nacional dos Laicatos do Brasil (CNLB), um organismo do povo de Deus. “É bom lembrar que o bispo está na diocese, mas ele tem um zelo e cuidado pastoral com toda a Igreja universal”, disse. Disto, segundo ele, fazem parte o acompanhamento à Comissão na CNBB, no acompanhamento a grupos pastorais nos regionais e também nacionalmente.

Trata-se, segundo ele, de uma colaboração junto à CNBB no governo e no pastoreio da Conferência dos Bispos. “A Comissão para o Laicato tem o papel de promover a identidade, a vocação, a espiritualidade, a missão e a formação dos cristãos leigos e leigas. Também é papel desta comissão, promover a organização do laicato e dos serviços que buscam fortalecer a organização dos cristãos leigos e leigas tanto na Igreja como na sociedade”, disse.

O cardeal Peter Turkson, Prefeito do Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral, participou da  Pré-Cúpula da ONU sobre Sistemas Alimentares que está
O cardeal Peter Turkson, Prefeito do Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral, participou da  Pré-Cúpula da ONU sobre Sistemas Alimentares que está sendo realizada em Roma. O cardeal discursou na sessão “Sistemas Alimentares Indígenas e Dieta Natural” e, disse que para aumentar a produção de alimentos, é preciso valorizar os pequenos produtores indígenas e tradicionais, “que mantêm uma relação saudável com a terra que cultivam”. Leia abaixo a matéria divulgada no site Vatican News.
Para aumentar a produção mundial de alimentos em mais de 50%, e assim suprir as mais de 9 bilhões de pessoas que deverão povoar o planeta até 2050, “é necessário promover os sistemas alimentares indígenas”. Isto requer o estabelecimento de “um diálogo permanente de conhecimento com os povos indígenas/tradicionais de todo o mundo que permitirá a elaboração de políticas públicas globais que valorizem os pequenos produtores indígenas e tradicionais como protagonistas de uma ação global para combater a pobreza alimentar”. Este é o centro do discurso proferido pelo Cardeal Peter Kodwo Turkson, Prefeito do Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral, na Pré-Cúpula da ONU sobre Sistemas Alimentares que está sendo realizada em Roma, na sessão de discursos sobre “Sistemas Alimentares Indígenas e Dieta Natural”. Em seu discurso o cardeal explicou que o uso destes sistemas alimentares, definidos como “agroecossistemas”, será especialmente útil “em países com sistemas agrícolas sensíveis às mudanças climáticas (por exemplo, a variabilidade das chuvas, a temperatura, a seca, as enchentes)”.
As sete regiões socioculturais identificadas pela FAO

Por esta razão, lembrou o Cardeal Turkson, a FAO, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, “identificou sete regiões socioculturais para representar os povos indígenas do mundo: África; Ásia; América Central, América do Sul e Caribe; Ártico; Europa Central e Oriental, Federação Russa, Ásia Central e Transcaucásia; América do Norte e Pacífico”. Um próximo passo, para o Prefeito do Dicastério do Vaticano, “seria identificar e aplicar as instituições informais que permitiram a persistência dos sistemas alimentares ao longo do tempo” e “organizar os sistemas alimentares dessas regiões à medida que se desenvolvem ao longo do tempo”.

As instituições indígenas suprimidas devem ser restabelecidas

Como grande parte das terras do mundo “são espaços indígenas”, concluiu Turkson, “a restauração de sistemas eficazes de gestão de recursos bioculturais em todo o mundo deve incluir a manutenção, e em alguns casos o restabelecimento, de instituições indígenas em múltiplos níveis. Em suas observações, o Cardeal ganense lembrou que “muitas pesquisas e estudos sobre a produção de alimentos indígenas destacaram seu potencial mesmo no caso de mudanças no uso do solo e do clima”, e o grande valor de sua restauração no futuro. Os povos indígenas souberam proteger o conhecimento que permitiu a perpetuação de seus sistemas agroalimentares ao longo do tempo”, disse o cardeal, “e este conhecimento pode ser usado nos territórios com pobreza alimentar.

A agricultura comercial é prejudicial às espécies alimentares indígenas

Citando estudos sobre a produção de alimentos indígenas no Havaí e na Austrália, Turkson enfatizou que o uso de técnicas tradicionais provou ser crucial para a viabilidade e a resiliência das culturas indígenas e das espécies alimentares, enquanto a introdução de espécies estrangeiras, acompanhadas de fertilizantes, pesticidas, herbicidas, “compromete seriamente esta vitalidade, e a agricultura tradicional indígena na África demonstra isto”. Criar novos habitats, como faz a agricultura comercial, para as espécies indígenas pode ser prejudicial para elas, “como a necessidade de usar fertilizantes químicos (efetivo somente quando o solo está morto), pesticidas (efetivo somente para proteger plantas insalubres) e máquinas agrícolas (útil somente quando uma grande área tem que ser cultivada)”. Esses métodos”, segundo o cardeal Turkson, “são ineficazes ou mesmo prejudiciais em solos férteis, culturas saudáveis e sementes pequenas e locais”. No entanto, interesses econômicos impulsionam algumas dessas práticas ecossidas”!