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O Papa Francisco afirmou em discurso à ONU que “a fome é um escândalo e um crime contra os direitos humanos”. A mensagem foi

O Papa Francisco afirmou em discurso à ONU que “a fome é um escândalo e um crime contra os direitos humanos”. A mensagem foi dirigida ao secretário geral da ONU, António Guterres. Leia abaixo a matéria publicada no site Vatican News.

Papa: a fome no mundo é um escândalo e um crime contra os direitos humanos

“Produzimos comida suficiente para todas as pessoas, mas muitas ficam sem o pão de cada dia. Isso ‘constitui um verdadeiro escândalo’, um crime que viola direitos humanos básicos”, denuncia o Papa Francisco junto à Pré-Cúpula sobre os sistemas alimentares da ONU na tarde desta segunda-feira (26). O Pontífice recorda que é “dever de todos extirpar esta injustiça através de ações concretas e boas práticas, e através de políticas locais e internacionais ousadas”.

O Papa Francisco, através de uma mensagem, também participa da Pré-Cúpula sobre sistemas alimentares da ONU que começou nesta segunda-feira (26), em Roma, junto com representantes de mais de 110 governos do mundo, entre eles, o Brasil. Até quarta-feira (28), as sessões – em formato híbrido, presencial e virtual – preparam o maior evento global sobre o tema agendado para setembro, na Assembleia Geral das Nações Unidas.

O texto em espanhol do Pontífice foi lido pelo secretário para as Relações com os Estados do Vaticano, dom Paul Richard Gallagher, e dirigido ao secretário geral das Nações Unidas, António Guterres. Na mensagem, Francisco começa destacando “como um dos nossos maiores desafios hoje é vencer a fome, a insegurança alimentar e a desnutrição na era da Covid-19”, uma pandemia que projetou ainda mais as injustiças, “minando a nossa unidade como família humana”, sobretudo os pobres e a casa comum.

O escândalo das vítimas da fome

É necessária “uma mudança radical”, alerta o Pontífice, diante da exploração da natureza com o uso irresponsável e o abuso dos bens:

“Produzimos comida suficiente para todas as pessoas, mas muitas ficam sem o pão de cada dia. Isso ‘constitui um verdadeiro escândalo’, um crime que viola direitos humanos básicos. Portanto, é um dever de todos extirpar esta injustiça através de ações concretas e boas práticas, e através de políticas locais e internacionais ousadas.”

Nessa perspectiva, continua o Papa na mensagem, a “correta transformação dos sistemas alimentares desempenha um papel importante” para fortalecer economias locais e reduzir o desperdício alimentar, por exemplo. Para garantir “o direito fundamental a um padrão de vida adequado” para alcançar a Fome Zero até 2030, “não basta produzir alimentos”, comenta Francisco, mas é preciso “uma nova mentalidade e uma nova abordagem integral e projetar sistemas alimentares que protejam a Terra e mantenham a dignidade da pessoa humana no centro; que garantam alimentos suficientes globalmente e promovam o trabalho digno em nível local; e que alimentem o mundo de hoje, sem comprometer o futuro”.

O setor rural deve ser valorizado

O Papa, então, orienta para a recuperação do setor rural como ação fundamental na pós-pandemia e para corrigir “as raízes do nosso sistema alimentar injusto”. O Pontífice comenta sobre a importância dos “conhecimentos tradicionais” dos agricultores que não devem ser negligenciados ou ignorados. Um reconhecimento que “deve ser acompanhado de políticas e iniciativas que atendam plenamente às necessidades das mulheres rurais, promovam o emprego de jovens e melhorem o trabalho dos agricultores nas áreas mais pobres e mais remotas”. E o Papa finaliza a mensagem:

“Ao longo deste encontro, temos a responsabilidade de realizar o sonho de um mundo onde o pão, a água, os remédios e o trabalho fluam em abundância e cheguem primeiro aos mais necessitados. A Santa Sé e a Igreja Católica estarão a serviço desse nobre objetivo, oferecendo a sua contribuição, unindo forças e vontades, ações e sábias decisões.”

 

A Pré-Cúpula da ONU, Organização das Nações Unidas estará reunida de hoje, 26 de julho até quarta, 28 de julho de 2021, em Roma

A Pré-Cúpula da ONU, Organização das Nações Unidas estará reunida de hoje, 26 de julho até quarta, 28 de julho de 2021, em Roma para debater a transformação dos sistemas alimentares no continente americano. O Vaticano vai sediar uma das sessões, conforme divulgou o site Vatican News. A sessão acontece amanhã às 19h30 (horário de Roma) em formato digital. A Pré-Cúpula é uma prévia para a Assembleia Geral da ONU em setembro.

Esta é a segunda participação do Vaticano na reflexão sobre o tema. A primeira aconteceu em maio, conforme informações do Vaticano: “Já em maio deste ano, a Secretaria de Estado da Santa Sé, a Missão Permanente da Santa Sé junto à FAO, IFAD & WFP, o Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral e a Comissão Covid do Vaticano, organizaram uma série de webinários registrados como “diálogos independentes” para contribuir com a Cúpula das Nações Unidas de setembro. Além disso, um vídeo produzido pelo Dicastério e pela Comissão, intitulado “Comida para todos: um apelo moral”, será apresentado durante a sessão desta terça-feira (27) e exibido com legendas em inglêsespanhol e italiano.

“Rezar é um recurso preciosíssimo”. “A oração é um pulmão de que não se podem privar a Igreja e o mundo. Sobretudo neste tempo

“Rezar é um recurso preciosíssimo”. “A oração é um pulmão de que não se podem privar a Igreja e o mundo. Sobretudo neste tempo tão difícil para a humanidade em que estamos – todos na mesma barca – a atravessar o mar tempestuoso da pandemia, a tua intercessão pelo mundo e pela Igreja não é vã, mas indica a todos a serena confiança de um porto seguro”, disse o Papa Francisco ao instituir o Dia Mundial doa Avós e dos Idosos que será celebrado sempre no quarto domingo de julho, este ano no próximo domingo, 25 de julho.

Reze junto com o Papa a oração composta para esta ocasião.

ORAÇÃO PELO PRIMEIRO DIA MUNDIAL DOS AVÓS E DOS IDOSOS
Dou-Vos graças, Senhor,
pelo conforto da Vossa presença:
mesmo na solidão
sois a minha esperança e a minha confiança;
desde a minha juventude, sois a minha rocha e fortaleza!
Agradeço porque me destes uma família
e me abençoastes com uma longa vida.
Agradeço pelos momentos de alegria e de dificuldade,
pelos sonhos realizados e pelos que estão por vir.
Agradeço por este momento de fecundidade renovada à qual me chamais.
Aumentai, ó Senhor, a minha fé,
fazei-me um instrumento da Vossa paz;
ensinai-me a acolher os que sofrem mais que eu,
a nunca deixar de sonhar
e a contar as Vossas maravilhas às novas gerações.
Protegei e guiai o Papa Francisco e a Igreja,
para que a luz do Evangelho chegue até aos confins da terra.
Enviai o Vosso Espírito, ó Senhor, para renovar o mundo,
para que se acalme a tempestade da pandemia,
para que os pobres sejam consolados e que todas as guerras acabem.
Sustentai-me na fraqueza,
e concedei-me viver plenamente
cada instante que me dais,
na certeza de que estais comigo todos os dias
até ao fim do mundo.
Amém.

 

O Papa Francisco tem viagem apostólica à Hungria e Eslováquia nos dia 12 a 15 de setembro. O Vaticano divulgou hoje a programação. Acompanhemos
O Papa Francisco tem viagem apostólica à Hungria e Eslováquia nos dia 12 a 15 de setembro. O Vaticano divulgou hoje a programação. Acompanhemos e rezemos pelo Papa e suas intenções.
O Santo Padre partirá no domingo, 12 de setembro, do Aeroporto Internacional de Roma/Fiumicino para Budapeste, às 6h da manhã. A chegada ao Aeroporto Internacional de Budapeste está prevista para às 7h45, onde haverá a cerimônia oficial de boas-vindas.
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Depois, às 8h45, o Papa se encontrará com o presidente húngaro e com o primeiro-ministro no Museu de Belas Artes de Budapeste. A seguir, no mesmo local, haverá o encontro com os bispos às 9h15 e Francisco fará um discurso.

Às 10h, haverá o encontro com os representantes do Conselho Ecumênico das Igrejas e algumas Comunidades Judaicas da Hungria, no Museu de Belas Artes de Budapeste. Ali, Francisco fará o seu segundo discurso.

Às 11h30, o Papa celebrará a Santa Missa de encerramento do 52º Congresso Eucarístico Internacional, na Praça dos Heróis, em Budapeste, onde fará a homilia e o Angelus.

Às 14h30, haverá a Cerimônia de Despedida no Aeroporto Internacional de Budapeste e às 14h40 parte para Bratislava, na Eslováquia, onde chegará por volta das 15h30 ao aeroporto internacional da capital eslovaca. No Aeroporto Internacional de Bratislava, haverá a cerimônia de boas-vindas.

Às 16h30, o encontro ecumênico na Nunciatura Apostólica de Bratislava onde o Papa fará um discurso. Às 17h30, haverá o encontro privado com os membros da Companhia de Jesus na Nunciatura Apostólica de Bratislava.

Na segunda-feira, 13 de setembro, às 9h15, haverá a cerimônia de boas-vindas no Palácio Presidencial em Bratislava, e às 9h30, a visita de cortesia ao presidente da Eslováquia na Sala de Ouro do Palácio Presidencial de Bratislava.

Às 10h, o Papa se encontrará com as autoridades, a sociedade civil e o corpo diplomático no jardim do Palácio Presidencial de Bratislava, onde fará seu segundo discurso no país.

Às 10h45, o Santo Padre se encontrará com os bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas, seminaristas e catequistas na Catedral de São Martinho, em Bratislava, onde fará um discurso.

Às 16h, o Papa fará uma visita privada ao “Centro Belém” em Bratislava. A seguir, às 16h45, se encontrará com a Comunidade Judaica na Praça Rybné námestie, em Bratislava. Ali haverá mais um discurso do Pontífice.

Às 18h, a visita do presidente do Parlamento na Nunciatura Apostólica de Bratislava. Às 18h15, a visita do primeiro-ministro na Nunciatura Apostólica de Bratislava.

Na terça-feira 14 de setembro, o Santo Padre partirá de Bratislava de avião às 08h10 da manhã para Košice onde chegará por volta das 9h.

Às 10h30, haverá a Divina Liturgia Bizantina de São João Crisóstomo presidida pelo Santo Padre na Praça do Mestská športová hala, em Prešov. Ali, Francisco fará a homilia.

Às 16h, o Santo Padre se encontrará com a Comunidade Cigana no bairro Luník IX, em Košice, onde fará uma saudação.

Às 17h, haverá o encontro com os jovens no Estádio Lokomotiva em Košice, onde o Papa fará um discurso. Às 18h30, o Papa parte de avião para Bratislava onde chegará por volta das 19h30 ao Aeroporto Internacional de Bratislava.

Na quarta-feira, 15 de setembro, último dia da viagem apostólica, às 09h10 da manhã, haverá o momento de oração com os bispos no Santuário Nacional de Šaštin. A seguir, às 10h, o Santo Padre celebrará a missa neste mesmo santuário onde fará sua homilia.

Às 13h30, haverá a cerimônia de despedida no Aeroporto Internacional de Bratislava. Às 13h45, o Papa parte para Roma onde chegará por volta das 15h30 ao Aeroporto Internacional de Roma/Ciampino.

O Papa Francisco, na oração do Angelus de ontem, fez um apelo e deu recomendações aos cristãos: “o perigo de deixar-se cair no frenesi

O Papa Francisco, na oração do Angelus de ontem, fez um apelo e deu recomendações aos cristãos: “o perigo de deixar-se cair no frenesi do fazer, cair na armadilha do ativismo, onde o mais importante são os resultados que obtemos e o sentir-se protagonistas absolutos”. Leia a matéria publicada no site Vatican News.

Em sua alocução neste domingo, antes de rezar o Angelus, o Papa Francisco falou sobre a importância do verdadeiro repouso: “parar, ficar em silêncio, rezar, para não passar das coisas do trabalho para as férias”, pois somente “o coração que não se deixa levar pela pressa é capaz de se comover (…), de perceber os outros, suas feridas, suas necessidades. A compaixão nasce da contemplação”
“Temos necessidade de uma “ecologia do coração” que inclui descanso, contemplação e compaixão. Aproveitemos o tempo de verão para isso!”

Descanso e compaixão, dois aspectos importantes da vida que guiaram a reflexão do Papa Francisco no Angelus deste XVI Domingo do Tempo Comum, que voltou a ser rezado da janela do apartamento pontifício, visto que o anterior foi do Hospital Agostino Gemelli, onde o Pontífice se recuperava de uma cirurgia.

O perigo do ativismo

O Papa inspirou-se no Evangelho de Marcos proposto pela liturgia do dia para chamar a atenção que Jesus se preocupa com o cansaço físico e interior dos seus discípulos. Prova disso, é que ao ouvir seus relatos jubilosos pelos “prodígios da pregação” durante a missão, Jesus lhes faz um convite: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”, convida ao repouso.

Ele quer alertá-los de um perigo, que sempre está à espreita também para nós: o perigo de deixar-se cair no frenesi do fazer, cair na armadilha do ativismo, onde o mais importante são os resultados que obtemos e o sentir-se protagonistas absolutos.

Aprender a parar

E isso, observou Francisco, acontece também na Igreja, “estamos atarefados, corremos, pensamos que tudo depende de nós e, no final, corremos o risco de negligenciar Jesus e estarmos sempre nós no centro. Por isso, convida os seus para repousar um pouco à parte, com Ele”:

Não é apenas repouso físico, é também descanso do coração. Porque não basta “desligar”, é preciso repousar de verdade. E como se faz isso? Para fazer isso é preciso voltar ao cerne das coisas: parar, ficar em silêncio, rezar, para não passar da correria do trabalho para a correria das férias.

Mas o fato de Jesus se retirar a cada dia na “oração, no silêncio, na intimidade com o Pai”, não impede que Ele esteja atento às necessidades da multidão, e o convite dirigido aos seus discípulos, deveria acompanhar também a nós, que deveríamos parar “a correria frenética que dita as nossas agendas”:

“Aprendamos a parar, a desligar o celular, a contemplar a natureza, a regenerar-nos no diálogo com Deus.”

A compaixão nasce da contemplação

Mas o Papa recorda ainda, que “o Evangelho narra que Jesus e os discípulos não podem descansar como gostariam”, pois as pessoas provenientes dos lugares mais diversos os reconhecem. Neste ponto, move-se a compaixão”:

Aqui está o segundo aspecto: a compaixão que é o estilo de Deus, o estilo de Deus é: proximidade, compaixão e ternura. Quantas vezes no Evangelho, na Bíblia, encontramos esta frase: “teve compaixão dele”. Comovido, Jesus se dedica ao povo e retoma o ensino. Parece uma contradição, mas na realidade não o é. De fato, só o coração que não se deixa levar pela pressa é capaz de se comover, isto é, de não se deixar levar por si mesmo e pelas coisas a fazer e de perceber os outros, suas feridas, suas necessidades. A compaixão nasce da contemplação.

Ecologia do coração

Assim – observou Francisco – caso aprendamos a descansar verdadeiramente, nos tornaremos capazes da verdadeira compaixão:

Se cultivarmos o olhar contemplativo, levaremos em frente as nossas atividades sem a atitude voraz de quem quer possuir e consumir tudo; se permanecermos em contato com o Senhor e não anestesiarmos a parte mais profunda de nós, as coisas a fazer não terão o poder de nos tirar o fôlego e nos devorar. Temos necessidade – ouçam isso – temos necessidade de uma “ecologia do coração” que inclui descanso, contemplação e compaixão. Aproveitemos o tempo de verão para isso. Nos ajuda bastante!

Ao concluir, o Santo Padre convidou os fiéis a dirigirem-se a Nossa Senhora, “que cultivou o silêncio, a oração e a contemplação, e sempre se move em terna compaixão por nós, seus filhos.”

O Papa Francisco divulgou hoje, 16 de julho de 2021 o motu proprio ‘Traditionis custodes’ que orienta sobre o uso do Missal Romano de

O Papa Francisco divulgou hoje, 16 de julho de 2021 o motu proprio ‘Traditionis custodes’ que orienta sobre o uso do Missal Romano de 1962. Entre as motivações para este documento o Papa referiu-se ao entendimento e desejo do Papa Bento XVI e disse que a pesquisa feita entre os bispos revela que esse desejo não foi atingido e que o efeito foi contrário à unidade: “[…] Mas a sondagem recentemente promovida pela Congregação para a Doutrina da Fé entre os bispos trouxe respostas que revelam “uma situação que me aflige e me preocupa, confirmando-me na necessidade de intervir”, vez que o desejo de unidade foi “gravemente desatendido”, e as concessões oferecidas com magnanimidade foram usadas “para aumentar as distâncias, endurecer as diferenças, construir contraposições que ferem a Igreja e dificultam seu caminho, expondo-a ao risco de divisões”. O motu propria e a carta que o Papa enviou aos bispos já estão disponíveis em Italiano, Inglês e Espanhol no site http://www.vatican.va/content/francesco/pt/motu_proprio.html

Leia a matéria publicada no site Vatican News:

O Papa publica um motu proprio para redefinir as modalidades de uso do missal pré-conciliar: as decisões voltam à disponibilidade dos pastores das dioceses. Os grupos ligados à antiga liturgia não devem excluir a legitimidade da reforma litúrgica, os ditames do Concílio Vaticano II e o Magistério dos Pontífices
O Papa Francisco, após consultar os bispos do mundo, decidiu mudar as normas que regem o uso do missal de 1962, que foi liberalizado como “Rito Romano Extraordinário” há catorze anos por seu predecessor Bento XVI. O Pontífice publicou esta sexta-feira (16/07) o motu proprio “Traditionis custodes”, sobre o uso da liturgia romana anterior a 1970, acompanhando-o com uma carta na qual explica as razões de sua decisão. Eis as principais novidades.

A responsabilidade de regulamentar a celebração segundo o rito pré-conciliar volta para o bispo, moderador da vida litúrgica diocesana: “é de sua exclusiva competência autorizar o uso do Missale Romanum de 1962 na diocese, seguindo as orientações da Sé Apostólica”. O bispo deve certificar-se de que os grupos que já celebram com o antigo missal “não excluam a validade e a legitimidade da reforma litúrgica, os ditames do Concílio Vaticano II e o Magistério dos Sumo Pontífices”.

As missas com o rito antigo não serão mais realizadas nas igrejas paroquiais; o bispo determinará a igreja e os dias de celebração. As leituras devem ser “na língua vernácula”, utilizando traduções aprovadas pelas Conferências episcopais. O celebrante deve ser um sacerdote delegado pelo bispo. O bispo também é responsável por verificar se é ou não oportuno manter as celebrações de acordo com o antigo missal, verificando sua “utilidade efetiva para o crescimento espiritual”. De fato, é necessário que o sacerdote responsável tenha no coração não apenas a digna celebração da liturgia, mas também o cuidado pastoral e espiritual dos fiéis. O bispo “terá o cuidado de não autorizar a constituição de novos grupos”.

Os sacerdotes ordenados após a publicação hodierna do Motu próprio, que pretendem utilizar o missal pré-conciliar “devem enviar um pedido formal ao Bispo diocesano que consultará a Sé Apostólica antes de conceder a autorização”. Enquanto aqueles que já o fazem devem pedir a autorização ao bispo diocesano para continuar usando-o. Os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, “na época erigidos pela Pontifícia Comissão Ecclesia Dei”, estarão sob a competência da Congregação para os Religiosos. Os Dicastérios para Culto, e para os Religiosos supervisionarão a observância destas novas disposições.

Na carta que acompanha o documento, o Papa Francisco explica que as concessões estabelecidas por seus predecessores para o uso do antigo missal foram motivadas sobretudo “pelo desejo de favorecer a recomposição do cisma com o movimento liderado pelo bispo Lefebvre”. O pedido, dirigido aos bispos, de acolher generosamente as “justas aspirações” dos fiéis que solicitavam o uso daquele missal, “tinha, portanto, uma razão eclesial de recomposição da unidade da Igreja”. Essa faculdade, observa Francisco, “é interpretada por muitos dentro da Igreja como a possibilidade de usar livremente o Missal Romano promulgado por São Pio V, determinando um uso paralelo ao Missal Romano promulgado por São Paulo VI”.

O Papa lembra que a decisão de Bento XVI com o motu proprio “Summorum Pontificum” (2007) foi apoiada pela “convicção de que tal medida não colocaria em dúvida uma das decisões essenciais do Concílio Vaticano II, atingindo de tal modo sua autoridade”. Há 14 anos o Papa Ratzinger declarou infundado o temor de divisões nas comunidades paroquiais, porque, escreveu, “as duas formas de uso do Rito Romano poderiam enriquecer-se mutuamente”. Mas a sondagem recentemente promovida pela Congregação para a Doutrina da Fé entre os bispos trouxe respostas que revelam, escreve Francisco, “uma situação que me aflige e me preocupa, confirmando-me na necessidade de intervir”, vez que o desejo de unidade foi “gravemente desatendido”, e as concessões oferecidas com magnanimidade foram usadas “para aumentar as distâncias, endurecer as diferenças, construir contraposições que ferem a Igreja e dificultam seu caminho, expondo-a ao risco de divisões”.

O Papa diz ficar triste com os abusos nas celebrações litúrgicas “de um lado e do outro”, mas também diz contristar-se por um “uso instrumental do Missale Romanum de 1962, cada vez mais caracterizado por uma crescente rejeição não só da reforma litúrgica, mas do Concílio Vaticano II, com a afirmação infundada e insustentável de que ele traiu a Tradição e a ‘verdadeira Igreja'”. Duvidar do Concílio, explica Francisco, “significa duvidar das próprias intenções dos Padres, que exerceram solenemente seu poder colegial cum Petro et sub Petro no Concílio ecumênico, e, em última análise, duvidar do próprio Espírito Santo que guia a Igreja”.

Por fim, Francisco acrescenta uma razão final para sua decisão de mudar as concessões do passado: “é cada vez mais evidente nas palavras e atitudes de muitos que existe uma relação estreita entre a escolha das celebrações de acordo com os livros litúrgicos anteriores ao Concílio Vaticano II e a rejeição à Igreja e suas instituições em nome do que eles julgam ser a ‘verdadeira Igreja’. Este é um comportamento que contradiz a comunhão, alimentando aquele impulso à divisão… contra o qual o Apóstolo Paulo reagiu com firmeza. É para defender a unidade do Corpo de Cristo que sou obrigado a revogar a faculdade concedida por meus Predecessores”.

“Agradeço a todos que estiveram próximos de mim com a oração e o carinho durante os dias de hospitalização. Não nos esqueçamos de rezar

“Agradeço a todos que estiveram próximos de mim com a oração e o carinho durante os dias de hospitalização. Não nos esqueçamos de rezar pelos doentes e por aqueles que os assistem.”

Foi com estas palavras que o Papa Francisco agradeceu a todos que rezaram pela sua recuperação. O Papa já voltou para sua residência n o Vaticano. Leia a matéria divulgada no Vatican News.

O Pontífice recebeu alta na quarta-feira e antes de regressar ao Vaticano foi até à Basílica de Santa Maria Maior rezar diante do ícone mariano da “Salus Populi romani” para agradecer pelo bom êxito da operação.

Mas como indica a mensagem no Twitter, o pensamento do Santo Padre se dirige aos doentes e aos profissionais da área de saúde. No comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, especifica-se que Francisco rezou de modo especial pelos pacientes que encontrou na Policlínica durante sua convalescência.

O Papa e as crianças

E entre estes pacientes, estão as crianças da Unidade de Oncologia Pediátrica. A comunicação entre eles começou através de uma mensagem enviada pelo Papa aos pequenos, que prontamente responderam com um desenho, acompanhado de um bilhete: “Ouvimos dizer que não está muito bem e que agora se encontra no nosso mesmo hospital. Embora não possamos nos ver, nós lhe enviamos um forte abraço e lhe desejamos uma rápida recuperação”.

O encontro pessoalmente ocorreria dias depois, e foi feito em público durante o Angelus dominical. Na ocasião, Francisco falou justamente sobre o mistério da dor e da doença nas crianças. Por que elas sofrem é uma pergunta sem resposta.

Contudo, com os boletins diários que comunicavam um progresso na recuperação, a presença do Papa no Gemelli se transformou aos poucos numa ocasião para manifestar proximidade a todos os enfermos. “Que ninguém fique só”, foi o seu apelo, unido ao pedido de que todos tenham acesso a serviços de saúde gratuitos.

De 2 a 6 de agosto acontece, em formato virtual, o curso Catequese e Missão na Iniciação à Vida Cristã. Ainda dá tempo para

De 2 a 6 de agosto acontece, em formato virtual, o curso Catequese e Missão na Iniciação à Vida Cristã. Ainda dá tempo para se inscrever. Acesse , ou ligue (61) 9337-2021. O curso acontece à noite de 19h30 às 21h.

Veja abaixo as informações publicadas no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

O Centro Cultural Missionário (CCM) vai ofertar de 2 a 6 de agosto um curso que se propõe a estabelecer maior interação entre missão e catequese. Para isso, procura aprofundar o conceito de catequese e missão a partir dos documentos eclesiais e também da prática pastoral concreta.

O curso “Catequese e Missão na Iniciação à Vida Cristã” procura, ao mesmo tempo, indicar caminhos para uma catequese sempre mais evangelizadora e missionária e uma teologia da missão bem integrada com a catequese à serviço da iniciação a vida cristã.

Podem participar catequistas, lideranças das diversas pastorais e movimentos interessados em aprofundar a Palavra de Deus, participantes dos Conselhos Missionários, seminaristas, consagrados, ministros ordenados, religiosos (as), membros de institutos e novas comunidades.

A formação acontecerá de forma online, com assessoria dos padres Daniel Luz Rocchetti, da Comissão Episcopal para Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB e o Jânison de Sá Santos, da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB.

Segundo o padre Jânison, o curso quer ajudar os catequistas e animadores bíblicos, coordenadores de grupos missionários e outros grupos eclesiais a compreender melhor a catequese de iniciação a vida cristã e a forte ligação entre catequese e missão.

“Nós iremos trabalhar temáticas pertinentes e ligadas aos fundamentos catequéticos e também conhecer a realidade da missão, dos fundamentos bíblicos, teológicos e pastorais (…). Conhecer alguns dos documentos missionários, bem como compreender melhor a proximidade que existe entre a catequese e a missão e o desejo e a necessidade de trabalharmos juntos”, afirmou o padre Jânison.

Já o padre Daniel explicou que a proposta do curso do CCM é pensar a catequese em termos missionários, carregado do elemento querigmático, do anúncio salvífico e da proposta de viver uma vida cristã baseada na experiência e no amor de Deus.

As inscrições são pagas e podem ser feitas no site do CCM: https://www.ccm.org.br/encontro-comidis-2016/. Outras informações: 61 9337-2021.

Temas a serem trabalhados

  1. A Catequética hoje. Realidade dos catequistas / comunidade.
  2. A realidade da missão. Fundamentos bíblicos, teológicos e pastorais da missão.
  3. A Catequese no contexto da ação evangelizadora da Igreja. Conceito de Evangelização (Evangelii Nuntiandi, Evangelii Gaudium, etc).
  4. Anúncio querigmático e catequese. Textos bíblicos querigmáticos, Decreto Ad Gentes, a missão na Evangelii Gaudium, e anúncio querigmático nos documentos atuais.
  5. Documentos sobre a Catequese. Diretório Geral para a Catequese (1997), o Catecismo da Igreja Católica (1992/1997), Diretório Nacional de Catequese (2005/2006), iniciação à vida cristã – Brasil (Doc. 107 em 2017) e Diretório para a Catequese (2020).
  6. A pedagogia da fé. Partindo da Sagrada Escritura. A pedagogia de Deus, a pedagogia de Jesus Cristo, a pedagogia da Igreja, o Espírito Santo e Sua atuação na caminhada da Igreja e na Vida do ser humano, e a Pedagogia Divina e a Catequese.
  7. Catequese a serviço da Iniciação à vida cristã. O que é a IVC. Itinerário catecumenal (pré-catecumenato, catecumenato, purificação e iluminação, mistagogia) – ver o catecumenato antigo (história da catequese – síntese), como fazer a iniciação à vida cristã, quem são os interlocutores na IVC, com quem contamos na IVC (catequistas, introdutores, padrinho e madrinha, famílias, equipe de celebração / liturgia, grupos de jovens, grupos missionários, ministro ordenado) e a comunidade eclesial missionária na IVC.
  8. Lugares e interlocutores da catequese a serviço da IVC. A comunidade catequizadora, dimensão comunitária da Catequese (comunidade: lugar por excelência da catequese), catequese na Igreja Particular, catequese e família: participação dos pais e responsáveis no processo de educação da fé, catequese e pessoa com deficiência, catequese querigmática e mistagógica (ver EG e DC), catequese e compromisso sócio transformador e a organização da catequese: paróquia e diocese.
  9. Elementos de metodologia. Uma questão de escolha (apresentar a variedade de métodos), a relação conteúdo-método na catequese, atividades criativas, catequese e enculturação, a linguagem na catequese e catequese e cultura digital.