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O Papa Leão XIV ampliou os direitos sobre a licença paternidade, direitos dos pais de filhos incapacitados ou em situações de deficiência grave, e
O Papa Leão XIV ampliou os direitos sobre a licença paternidade, direitos dos pais de filhos incapacitados ou em situações de deficiência grave, e também sobre concessão de abonos familiares, para funcionários do Vaticano. Leia a matéria publicada no site vaticannews.va

Cinco dias de licença remunerada para os funcionários do Vaticano por ocasião do nascimento de um filho; três dias por mês de licença remunerada para pais de filhos com deficiência. Essas são duas das novas disposições contidas no Rescrito publicado nesta segunda-feira, 11 de agosto, que amplia as proteções e os direitos dos funcionários do Estado da Cidade do Vaticano em diversas matérias. O documento, assinado pelo prefeito da Secretaria para a Economia, Maximino Caballero Ledo, foi aprovado por Leão XIV, que recebeu no dia 28 de julho o próprio Caballero, que apresentou ao Papa as deliberações do Conselho da ULSA, órgão composto por representantes de diferentes entidades da Santa Sé e do Governatorato.

Entre as novidades do Rescriptum – que altera alguns parágrafos do Texto Único das Provisões em favor da família e das Normas para a disciplina da concessão do abono familiar – destaca-se, em primeiro lugar, a que diz respeito à licença paternidade. “O funcionário tem direito a cinco dias de licença remunerada por ocasião do nascimento de um filho”, lê-se no documento. “Os cinco dias de licença, entendidos como dias úteis, podem ser gozados de forma contínua e/ou fracionados em dias inteiros e não em horas, no prazo máximo de trinta dias a partir da ocorrência do evento, sob pena de perda do direito”. O pai trabalhador tem direito, durante os cinco dias de licença, a “uma remuneração igual a 100% do salário, calculada para todos os efeitos relacionados com o tempo de serviço”.

As famílias com crianças com deficiência

Quanto às famílias com crianças com deficiência “em situação de gravidade comprovada”, dispõe-se que “os pais, alternativamente, têm direito a três dias de licença remunerada por mês, que podem ser gozados de forma contínua, desde que a criança não esteja internada em tempo integral em instituições especializadas”. “Com o objetivo de proporcionar uma maior disponibilidade de tempo para a assistência ao familiar com deficiência”, a concessão das licenças – salvo casos autorizados pela autoridade competente – implica para o funcionário “a impossibilidade de exercer outra atividade profissional”, cuja eventual autorização deve ser revogada.

A avaliação clínica da deficiência e da gravidade da mesma, especifica o Rescriptum, é realizada por um Colégio Médico, com base em tabelas de avaliação emitidas pela Autoridade Superior, por proposta da Direção de Saúde e Higiene do Governatorato. O julgamento desse Colégio é “incontestável”.

A família de uma pessoa reconhecida pelo Colégio Médico como portadora de deficiência grave ou incapacitada tem direito ao abono familiar. Também têm direito ao abono os titulares de pensão vaticana direta, indireta ou por reversibilidade, reconhecidos como incapacitados ou portadores de deficiência grave pelo Colégio Médico.

Abonos de família

Justamente no que diz respeito aos subsídios familiares, o Rescrito esclarece que os beneficiários são as famílias com “filhos legítimos ou legitimados ou equiparados, maiores de 18 anos completos”; se estudantes, “no período de estudos secundários até a idade máxima de 20 anos completos” ou “por toda a duração dos estudos universitários ou estudos reconhecidos como equivalentes pela Santa Sé, até a idade máxima de 26 anos completos”. Esses estudos devem ser comprovados por certificado de matrícula emitido pela universidade.

No dia 1º de setembro celebramos o X Dia Mundial pelo Cuidado da Criação. Para este ano, o Papa Leão XIV, escolheu o tema

No dia 1º de setembro celebramos o X Dia Mundial pelo Cuidado da Criação. Para este ano, o Papa Leão XIV, escolheu o tema é: Sementes de Paz e Esperança, tema que propõe a sintonia com o Ano Jubilar. A Mensagem do Papa já foi publicada e ajuda na reflexão e também sustentação de iniciativas que surgem relacionadas à data. Leia a mensagem na íntegra abaixo.

Por ocasião da publicação da mensagem, o Papa disse: ““Devemos rezar pela conversão de muitas pessoas, dentro e fora da Igreja, que ainda não reconhecem a urgência de cuidar da casa comum”. O Papa lembrou ainda que os desastres ambientais: “tantos desastres naturais que ainda vemos no mundo, quase todos os dias, em tantos lugares, em tantos países, que são, em parte, causados também pelos excessos do ser humano, com seu estilo de vida. Por isso, devemos nos perguntar se nós mesmos estamos vivendo ou não essa conversão: o quanto ela é necessária”!

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
PAPA LEÃO XIV

PARA O X DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO
PELO CUIDADO DA CRIAÇÃO 2025

Sementes de paz e esperança

Queridos irmãos e irmãs!

O tema para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação deste ano, escolhido pelo nosso amado Papa Francisco, é “Sementes de Paz e Esperança”. No décimo aniversário da instituição deste Dia de oração, que coincidiu com a publicação da Encíclica Laudato si’, encontramo-nos em pleno Jubileu, “peregrinos de Esperança”. E é precisamente neste contexto que o tema adquire todo o seu significado.

Na sua pregação, Jesus usa com frequência a imagem da semente para falar do Reino de Deus e, na véspera da Paixão, aplica-a a Si mesmo, comparando-Se ao grão de trigo, que deve morrer para dar fruto (cf. Jo 12, 24). A semente entrega-se inteiramente à terra e aí, com a força impetuosa do seu dom, a vida germina, mesmo nos lugares mais inesperados, numa surpreendente capacidade de gerar um futuro. Pensemos, por exemplo, nas flores que crescem à beira da estrada: ninguém as plantou, mas elas crescem graças a sementes que foram parar ali quase por acaso e conseguem decorar o cinzento do asfalto e até mesmo penetrar na sua dura superfície.

Assim, em Cristo, somos sementes. Não só isso, mas “sementes de Paz e Esperança”. Como diz o profeta Isaías, o Espírito de Deus é capaz de transformar o deserto árido e ressequido num jardim, num lugar de repouso e serenidade: «Uma vez mais virá sobre nós o espírito do alto. Então o deserto se converterá em pomar, e o pomar será como uma floresta. Na terra, agora deserta, habitará o direito, e a justiça no pomar. A paz será obra da justiça, e o fruto da justiça será a tranquilidade e a segurança para sempre. O povo de Deus repousará numa mansão serena, em moradas seguras e em lugares tranquilos» (Is 32, 15-18).

Estas palavras proféticas que, de 1º de setembro a 4 de outubro, acompanharão a iniciativa ecuménica do “Tempo da Criação”, afirmam com força que, junto à oração, são necessárias vontades e ações concretas que tornem perceptível esta “carícia de Deus” sobre o mundo (cf. Carta enc. Laudato si’, 84). Com efeito, a justiça e o direito parecem remediar a inospitalidade do deserto. Trata-se de um anúncio extraordinariamente atual. Em várias partes do mundo, já é evidente que a nossa terra está a cair na ruína. Por todo o lado, a injustiça, a violação do direito internacional e dos direitos dos povos, a desigualdade e a ganância provocam o desflorestamento, a poluição, a perda de biodiversidade. Os fenómenos naturais extremos, causados pelas alterações climáticas provocadas pelo homem, estão a aumentar de intensidade e frequência (cf. Exort. ap. Laudate Deum, 5), sem ter em conta os efeitos, a médio e longo prazo, de devastação humana e ecológica provocada pelos conflitos armados.

Parece ainda haver uma falta de consciência de que a destruição da natureza não afeta todos da mesma forma: espezinhar a justiça e a paz significa atingir principalmente os mais pobres, os marginalizados, os excluídos. A este respeito, o sofrimento das comunidades indígenas é emblemático.

E não basta: a própria natureza torna-se, por vezes, um instrumento de troca, uma mercadoria a negociar para obter ganhos económicos ou políticos. Nestas dinâmicas, a criação transforma-se num campo de batalha pelo controlo dos recursos vitais, como testemunham as zonas agrícolas e as florestas que se tornaram perigosas por causa das minas, a política da “terra queimada” [1] , os conflitos que eclodem em torno das fontes de água, a distribuição desigual das matérias-primas, penalizando as populações mais fracas e minando a própria estabilidade social.

Estas várias feridas devem-se ao pecado. Não era certamente isso que Deus tinha em mente quando confiou a Terra ao homem criado à sua imagem (cf. Gn 1, 24-29). A Bíblia não promove «o domínio despótico do ser humano sobre a criação» (Carta enc. Laudato si’, 200). Pelo contrário, «é importante ler os textos bíblicos no seu contexto, com uma justa hermenêutica, e lembrar que nos convidam a “cultivar e guardar” o jardim do mundo (cf. Gn 2, 15). Enquanto “cultivar” quer dizer lavrar ou trabalhar um terreno, “guardar” significa proteger, cuidar, preservar, velar. Isto implica uma relação de reciprocidade responsável entre o ser humano e a natureza» (ibid., 67).

A justiça ambiental – implicitamente anunciada pelos profetas – já não pode ser considerada um conceito abstrato ou um objetivo distante. Ela representa uma necessidade urgente que ultrapassa a mera proteção do ambiente. Trata-se verdadeiramente de uma questão de justiça social, económica e antropológica. Para os que creem em Deus, além disso, é uma exigência teológica, que para os cristãos tem o rosto de Jesus Cristo, em quem tudo foi criado e redimido. Num mundo onde os mais frágeis são os primeiros a sofrer os efeitos devastadores das alterações climáticas, do desflorestamento e da poluição, cuidar da criação torna-se uma questão de fé e de humanidade.

Chegou verdadeiramente o tempo de dar seguimento às palavras com obras concretas. «Viver a vocação de guardiões da obra de Deus não é algo de opcional nem um aspecto secundário da experiência cristã» (ibid., 217). Trabalhando com dedicação e ternura, muitas sementes de justiça podem germinar, contribuindo para a paz e a esperança. Por vezes, são precisos anos para que a árvore dê os primeiros frutos, anos que envolvem todo um ecossistema na continuidade, na fidelidade, na colaboração e no amor, sobretudo se este amor se tornar um espelho do Amor oblativo de Deus.

Entre as iniciativas da Igreja, que são como sementes lançadas neste campo, gostaria de recordar o projeto “Borgo Laudato si’”, que o Papa Francisco nos deixou como herança em Castel Gandolfo, uma semente que pode dar frutos de justiça e paz. Trata-se de um projeto de educação para a ecologia integral que visa ser um exemplo de como se pode viver, trabalhar e fazer comunidade aplicando os princípios da Encíclica Laudato si’.

Peço ao Todo-Poderoso que nos envie em abundância o seu «espírito do alto» (Is 32, 15), para que estas sementes e outras semelhantes possam dar frutos abundantes de paz e esperança.

A Encíclica Laudato si acompanha a Igreja Católica e muitas pessoas de boa vontade desde há dez anos: que ela continue a inspirar-nos, e que a ecologia integral seja cada vez mais escolhida e partilhada como caminho a seguir. Assim se multiplicarão as sementes de esperança, a serem “guardadas e cultivadas” com a graça da nossa grande e indefectível Esperança, Cristo Ressuscitado. Em seu nome, envio a todos vós a minha bênção.

Vaticano, 30 de junho de 2025, Memória dos Santos Protomártires da Igreja Romana.

LEÃO PP. XIV

Pedro Pablo e Carmen Gloria Gonzálvez, um casal de Múrcia, rezavam por seu filho de quinze anos, internado no Hospital Bambino Gesù com um
Pedro Pablo e Carmen Gloria Gonzálvez, um casal de Múrcia, rezavam por seu filho de quinze anos, internado no Hospital Bambino Gesù com um caso grave de linfoma, quando viram o Papa chegar inesperadamente. “Foi um sinal de que Deus não me abandonou”, afirma a mãe. O pai, por sua vez, diz estar comovido com as palavras do Pontífice: “Somos feitos para o céu”. O irmão e a irmã também se comoveram com o gesto do Pontífice, que fortaleceu toda a família: “Ele realmente entendeu a nossa dor”.

Estávamos todos rezando na unidade de terapia intensiva — Pedro Pablo, Carmen Gloria, Pedro Pablo Jr. e Adela — por seu filho e irmão, Ignacio, que parece estar em suas últimas horas de vida. Eles estavam com os olhos fechados, e um sacerdote que os acompanhava teve que cutucá-los quando o Papa Leão chegou ao Hospital Bambino Gesù sem avisar, para oferecer seu conforto ao jovem espanhol de quinze anos, por quem havia pedido a todos os presentes em Tor Vergata que rezassem na noite da vigília do Jubileu da Juventude.

Acordados há dias, rezam pedindo um “milagre”

Ignacio está sedado; não viu nem ouviu nada. Ele tem um linfoma que afeta as vias respiratórias; uma situação muito delicada que suscita temores pelo pior. Que não é apenas a morte, mas também o sofrimento.

Seus pais, seu irmão de 24 anos e sua irmã de 17 anos estão acordados há dias, desde que o jovem, que havia vindo com sua comunidade do Caminho Neocatecumenal de Múrcia (Espanha) a Roma para o evento do Jubileu, e há quatro dias sentiu como que uma “explosão” no peito, seguida por desmaios, o que o levou a ser internado com urgência em um hospital pediátrico. Em casa, ele fazia atividades físicas e tinha apenas um pouco de tosse leve, nenhum pré-aviso, nenhum alarme. No entanto, se o tivessem internado algumas horas depois, ele já teria partido, afirmam os médicos.

Diante deste quadro, pais e irmãos rezam incessantemente, clamando a Deus para realizar “um milagre”. E também estão comovidos com a demonstração de solidariedade e proximidade que receberam após o apelo do Papa Leão.

“Somos feitos para o céu”

“Um homem simples”, diz Adela sobre o Papa Leão. Ele passou cerca de meia hora com a família antes de visitar alguns pacientes na ala de oncologia e se encontrar individualmente com outros jovens pacientes e a equipe do hospital. Com os Gonzálvez, o Pontífice rezou a Ave-Maria e o Pai-Nosso, deu a cada um sua bênção e falou sobre o Evangelho, a vida eterna e a vontade de Deus. Ele lhes disse:

“Somos feitos para o céu”

“Ele nos ajudou muito, nos deu uma palavra. Foi incrível”, conta o pai emocionado, ao falar por telefone com a Rádio Vaticano, enquanto aguarda a sua vez para estar ao lado do filho. Leão XIV, explica Pedro Pablo, “nos disse que o importante é fazer a vontade de Deus, que nosso verdadeiro lugar é a vida eterna no céu. Isso nos confortou, porque somos pessoas que buscam viver nossa fé e sabemos que é a verdade. E em momentos em que alguém sofre assim, saber que o Papa vem e te dá uma palavra como essa é… a melhor coisa que poderia ter nos acontecido.”

Presença de Deus

Carmen Gloria também está convencida disso, repetindo com sua voz cristalina, que às vezes falha ao explicar a condição do jovem que, mesmo com quinze anos, continua sendo seu “menino”. Ninguém pode imaginar o oceano de dor em que uma mãe pode mergulhar ao ver seu filho enfrentando tal doença. No entanto, ela, assim como o marido, fala de fé, de consolo. Ela agradece ao Papa por essa “surpresa”: “Ele me disse que, se Inácio veio até Roma, ele poderia vir até o hospital para vê-lo. Foram palavras simples, mas cheias de carinho.”

“O Papa – enfatiza ela – nos disse que isso é um mistério e que, apesar de muitas coisas que não entendemos, sabemos que Deus está presente e quer o melhor para todos. Como mãe, vi Jesus Cristo se aproximar de mim e me dizer: ‘Você não está sozinha’. Foi isso que a presença do Papa no hospital significou para mim: a confirmação de que Deus não nos abandonou.”

Um rio de proximidade e solidariedade

Mas agora, após o alerta do Papa, o mundo inteiro se recusa a abandonar esta família, que se vê catapultada de casa para uma cidade diferente, e também em busca de um lugar para ficar. Inúmeras mensagens e expressões de apoio chegaram aos Gonzálvez nas últimas horas: “Esta nossa história está comovendo muitos corações, muitos jovens estão rezando por este jovem”, explica a mãe. “É obra do Espírito Santo. Não somos nada, uma família como tantas outras… E ver tantas pessoas rezando, tantas demonstrando interesse, que o próprio Papa veio, é um grande consolo. Sabemos que Deus está conosco.”

Ao lado do seu “irmãozinho”

Pedro Pablo — mesmo nome do pai, como é típico na Espanha — usa três adjetivos para descrever a condição do seu “irmãozinho”: “Doloroso, difícil, triste”. “Humanamente, é assim”, afirma o jovem. Como os outros milhões de seus pares, ele tinha vindo a Roma para o Jubileu,, e o máximo que poderia esperar, era ver o Papa passando no papamóvel, mas jamais encontrá-lo no Hospital Bambino Gesù. “O que posso dizer? Ter um sinal tão profundo como a visita do Santo Padre me deu uma grande paz, especialmente para minha mãe; nos uniu como família na fé. É fruto da oração, tenho certeza. Afinal, como dizem? Que a oração move montanhas, não é?.”

“Não sabemos como vai terminar –  acrescenta o jovem – mas o Papa Lão nos disse que ajuda aceitar a vontade de Deus… Ele nos ouviu em todos os momentos, estava realmente preocupado, me deu a sensação de alguém que realmente entendia a situação e a dor que estamos vivendo. Grande empatia.”

Paz e tranquilidade graças ao Papa

Adela ficou muito tocada, sobretudo pela “simplicidade” do Pontífice. Ela que chorou copiosamente no hospital ao ouvir pela TV as palavras do Papa na Vigília em Tor Vergata quando pedia que todos rezassem por seu filho.  E também chorou enquanto acompanhava a homilia no dia seguinte: “Ajudou-me ouvir na Missa que estamos apenas de passagem, que estamos destinados a viver no céu. E pensei: é verdade, mais cedo ou mais tarde meu irmão, independente do que lhe acontecer, está aqui apenas de passagem.”

E aquele Papa, que com suas palavras tanto a confortaram, Adela o encontrou diante de si: “Quando o vi passar de carro, meus cabelos se arrepiaram. Hoje, porém, vê-lo pessoalmente me deu paz e tranquilidade. Eu estava chorando e rezando quando ele entrou no quarto de Ignacio. Entrei chorando e saí sorrindo.”

O efeito da surpresa do Papa, mas também da esperança “que nunca engana” da qual esta família certamente é um testemunho.

No encerramento do Jubileu dos jovens, o Papa Leão XIV lembrou daqueles que vivem em países em guerra. Leia a matéria publicada no site
No encerramento do Jubileu dos jovens, o Papa Leão XIV lembrou daqueles que vivem em países em guerra. Leia a matéria publicada no site vaticannews.va
Na alocução que precedeu a oração mariana do Angelus, Leão XIV manifestou sua proximidade a todos “os jovens que sofrem o pior tipo de mal: aquele que é causado por outros seres humanos”. “Estamos com os jovens de Gaza, com os jovens da Ucrânia”, disse ele. “Meus jovens irmãos e irmãs, vocês são o sinal de que um mundo diferente é possível: um mundo de fraternidade e amizade, onde os conflitos não são resolvidos com armas, mas com o diálogo”, sublinhou.

No final da missa do Jubileu dos Jovens, em Tor Vergata, neste domingo, 3 de agosto, Leão XIV rezou a oração mariana do Angelus.

Na alocução que precedeu a oração, o Papa agradeceu a Deus pelo dom destes dias Jubileu dos Jovens.

“Foi uma chuva de graças para a Igreja e para o mundo inteiro! E foi assim através da participação de cada um de vocês. Por isso, quero agradecer-lhes, um a um, de todo o coração. Em particular, recordo e confio ao Senhor duas jovens peregrinas, Maria e Pascale, uma espanhola e outra egípcia, que nos deixaram nestes dias.”

A seguir, agradeceu aos bispos, que eram cerca de quatrocentos e cinquenta, na celebração, e aos sacerdotes, que eram cerca de sete mil, às religiosas e aos religiosos, aos educadores que acompanharam os jovens e também “a todos aqueles que, participando espiritualmente, rezaram por este evento”.

“Em comunhão com Cristo, nossa paz e esperança para o mundo, estamos mais próximos do que nunca dos jovens que sofrem o pior tipo de mal: aquele que é causado por outros seres humanos”, disse o Pontífice, acrescentando:

“Estamos com os jovens de Gaza, com os jovens da Ucrânia, com os de todas as terras ensanguentadas pela guerra. Meus jovens irmãos e irmãs, vocês são o sinal de que um mundo diferente é possível: um mundo de fraternidade e amizade, onde os conflitos não são resolvidos com armas, mas com o diálogo.”

“Sim, com Cristo é possível”, frisou ainda Leão XIV. “Com o seu amor, com o seu perdão, com a força do seu Espírito. Meus queridos amigos, unidos a Jesus, como os ramos à videira, vocês darão muito fruto; serão sal da terra e luz do mundo; serão sementes de esperança onde quer que vivam: na família, com os amigos, na escola, no trabalho, no esporte. Sementes de esperança com Cristo, nossa esperança”, destacou.

“Após este Jubileu, a ‘peregrinação de esperança’ dos jovens continua e nos levará à Ásia”, disse Leão XIV, a propósito do próximo encontro juvenil.

“Renovo o convite feito pelo Papa Francisco em Lisboa, há dois anos: os jovens de todo o mundo se reunirão com o Sucessor de Pedro para celebrar a Jornada Mundial da Juventude em Seul, na Coreia, de 3 a 8 de agosto de 2027.”

O tema dessa Jornada é “Tende coragem: eu venci o mundo”! “É a esperança que habita em nossos corações a dar-nos a força para anunciar a vitória de Cristo Ressuscitado sobre o mal e a morte. Disso, vocês, jovens peregrinos de esperança, serão testemunhas até aos confins da terra. Encontramo-nos, então, em Seul: continuemos juntos a sonhar e a alimentar a esperança”, concluiu.

As intenções de oração do Papa para o mês de agosto nos alertam para a convivência comum. Assista o vídeo e leia abaixo as

As intenções de oração do Papa para o mês de agosto nos alertam para a convivência comum. Assista o vídeo e leia abaixo as atitudes sugeridas pel Rede Mundial de Orações

Durante este mês de agosto rezemos para que as sociedades onde a convivência parece mais difícil não sucumbam à tentação do confronto por razões étnicas, políticas, religiosas ou ideológicas.

Perante as diversas ameaças e temores que se propagam nas nossas sociedades contemporâneas, o Santo Padre dedicou vários meses à oração pelo encontro e pela fraternidade, como se pode constatar em intenções de oração passadas, quando rezámos pelos cristãos que vivem em contextos de conflito, pela colaboração entre as diferentes tradições religiosas, pela convivência comum.

Na encíclica ‘Fratelli tutti’, o Papa Francisco lembra-nos que a fraternidade universal é o antídoto do confronto: somos irmãos e irmãs, chamados a viver uma fraternidade que transcende fronteiras e diferenças. Neste sentido, o Papa sublinha a importância do diálogo como uma forma de compreender as diferenças e de encontrar terreno comum. É através do diálogo que é possível abordar os medos e preconceitos que muitas vezes estão na raiz dos conflitos, promovendo uma convivência mais harmoniosa. O valor do diálogo é a superação das divisões.

Também na sua intenção de janeiro de 2024, o Papa mencionou a necessidade de uma educação que promova a cultura da paz e o respeito pela diversidade, que prepare as novas gerações para serem cidadãos comprometidos com a construção de sociedades mais justas e fraternas, capazes de dialogarem e trabalharem juntos, apesar das diferenças.

Assim, cada um de nós pode contribuir para uma convivência mais harmoniosa nas nossas próprias comunidades, inspirados pelo chamamento do Papa à oração e à ação.

ATITUDES

Promover a convivência pacífica
Quando escolhes ou decides, tens em conta o outro? Ao procurar o que é bom para ti, tens em conta o bem-estar de todos? Que a fraternidade, a paz e os encontros com aqueles que te rodeiam estejam sempre presentes nos teus projetos.

Abordar medos e preconceitos
Quais são os preconceitos e medos que te invadem quando te relacionas com aqueles que não pertencem ao teu círculo de amizade? Confia-os às mãos de Jesus, pedindo-lhe que o seu amor universal supere todas as barreiras no trato com aqueles que são filhos do mesmo Pai.

Dialogar e trabalhar juntos
Costumas colocar-te no lugar do outro para compreender as suas motivações? Escutas para entender os outros e não apenas para lhes responder? O respeito irá permitir-te avançar no trabalho em conjunto pelos interesses comuns.

Valorizar a diferença
Vês uma oportunidade naquilo que te distingue dos outros? Há algo que deverias mudar para aproveitar melhor a riqueza escondida na diversidade? Lembra-te de que o outro tem sempre algo único para oferecer.

Construir pontes
Procura consensos e abre caminhos onde a intolerância destrói pontes. Faz com que o bem cresça em cada realidade por onde passes e procura sempre encontrar pontos em comum.

O representante do Vaticano na ONU, apontou a solução de “dois Estados com fronteiras seguras e reconhecidas internacionalmente como a única via viável e
O representante do Vaticano na ONU, apontou a solução de “dois Estados com fronteiras seguras e reconhecidas internacionalmente como a única via viável e justa para a paz duradoura”. Leia a matéria publicada no site vaticannews.va

O terrorismo nunca pode ser justificado; no entanto, “o direito à autodefesa deve ser exercido dentro dos limites tradicionais da necessidade e da proporcionalidade”. A Santa Sé reiterou isso, com firmeza e dor, durante a conferência de alto nível das Nações Unidas sobre a “resolução pacífica da questão palestina e a implementação da solução dos dois Estados”, promovida pela França e pela Arábia Saudita e encerrada em 30 de julho, em Nova Iorque. O observador permanente, arcebispo Gabriele Caccia, representante do Vaticano nas Nações Unidas, pediu com urgência “um cessar-fogo imediato, a libertação de todos os reféns israelenses, a restituição dos corpos dos falecidos, a proteção de todos os civis palestinos em conformidade com o direito internacional humanitário e o acesso irrestrito à ajuda humanitária”, reiterando ao mesmo tempo a condenação ao ataque perpetrado em 7 de outubro de 2023 pelo Hamas contra os israelenses.

O arcebispo Gabriele Caccia, durante a conferência da ONU promovida pela França e pela Arábia Saudita, reiterou a preocupação com a grave situação humanitária na Faixa de Gaza, pedindo um cessar-fogo e proteção para os civis palestinos. Ao lembrar a importância de Jerusalém, solicitou um status que “garanta a preservação de sua identidade única”.

A preocupação com a crise humanitária

A Santa Sé, segundo as palavras de Caccia, “permanece profundamente preocupada com o agravamento da crise humanitária na Faixa de Gaza”, daí o apelo à comunidade internacional para uma resposta imediata e coordenada ao “deslocamento em massa de famílias”, ao “colapso dos serviços essenciais”, à “fome crescente” e à “privações generalizadas” que “abalam a consciência humana”. O arcebispo destacou o impacto do conflito sobre os civis, mencionando o número de crianças mortas, a destruição de casas, hospitais e locais de culto, com referência especial ao “recente ataque à igreja da Sagrada Família, que feriu ainda mais uma comunidade já provada”. Um evento que gerou profunda angústia, considerando o papel dos cristãos na região, que há muito se propõem como “presença moderadora e estabilizadora, promovendo o diálogo e a paz”.

A solução dos dois Estados, única via viável

A convicção da Santa Sé é de que “a solução dos dois Estados, baseada em fronteiras seguras e reconhecidas internacionalmente, é a única via viável e justa para uma paz duradoura e equitativa”. E há testemunhos concretos disso nos importantes passos já dados, como o reconhecimento formal do Estado de Israel através do Acordo Fundamental de 1993 e o reconhecimento do Estado da Palestina por meio do Acordo Global de 2015. Outro ponto essencial, segundo destacou Caccia, é o firme apoio aos “direitos inalienáveis do povo palestino, incluindo o direito à autodeterminação”, bem como às “legítimas aspirações” dos palestinos “a viver em liberdade, segurança e dignidade dentro de um Estado independente e soberano”.

A importância de Jerusalém

O observador permanente, ao encerrar sua intervenção, lembrou a importância “religiosa e cultural universal” de Jerusalém, cidade sagrada para cristãos, judeus e muçulmanos, e por isso convocada a possuir um status que “transcenda as divisões políticas e garanta a preservação de sua identidade única”. O apelo de Caccia, repetido ao longo do tempo pela Santa Sé, é por um “estatuto especial garantido internacionalmente, capaz de assegurar a dignidade e os direitos de todos os seus habitantes e dos fiéis das três religiões monoteístas, a igualdade perante a lei das suas instituições e comunidades, preservando o caráter sagrado da cidade e seu patrimônio religioso e cultural excepcional”. Um documento que também assegure “a proteção dos Lugares Santos”, bem como “o direito de acesso irrestrito a eles e de praticar o culto”. Um estatuto que preserve ainda, quando aplicável, o “status quo”. Em Jerusalém, segundo a posição da Santa Sé, “ninguém deveria ser alvo de intimidações. É, portanto, deplorável que os cristãos se sintam cada vez mais ameaçados na Cidade Velha de Jerusalém”.

Promover um diálogo inclusivo e paciente

A esperança expressa pelo arcebispo, que concluiu sua intervenção citando o Papa Leão XIV e seu apelo pelo fim “da barbárie da guerra”, é de que “numa época em que a força é frequentemente considerada um pré-requisito para a paz”, o encontro realizado em Nova Iorque possa servir para lembrar que “somente por meio de um diálogo paciente e inclusivo é possível alcançar uma resolução justa e duradoura dos conflitos”.

Após a missa no jubileu dos influenciadores digitais, O Papa Leão XIV O Jubileu dos Missionários Digitais e dos Influenciadores Católicos viveu seu ápice
Após a missa no jubileu dos influenciadores digitais, O Papa Leão XIV

O Jubileu dos Missionários Digitais e dos Influenciadores Católicos viveu seu ápice na manhã desta terça-feira, 29 de julho, com a celebração da missa na Basílica de São Pedro, presidida pelo cardeal Luis Antonio Tagle e a saudação do Santo Padre no final da cerimônia.

Em sua homilia, o cardeal filipino recordou que influenciar ou ser influenciados é uma realidade da vida ordinária, mas o “Grande Influenciador” é Deus, que é Amor. Deus não nos enviou uma mensagem de texto, um e-mail ou um arquivo. Deus nos enviou o Seu Filho. Jesus não é um rosto ou uma voz gerados por um programa digital. É a imagem do Deus invisível, gerado antes de qualquer criatura. O amor não pode ser gerado por um algoritmo, disse ainda o card. Tagle. Somente a pessoa divina com um coração humano pode amar divina e humanamente, produzindo uma transformação profunda e duradoura. “Assim como fomos influenciados pelo amor de Deus, assim devemos influenciar os outros através do amor de Deus”.

Queridos influenciadores missionários, concluiu o cardeal, “deixem que o amor de Deus em Jesus e o Espírito Santo impeçam a várias influências venenosas de fluir nos corações humanos e nas sociedades”. “Que através de vocês, possa a pessoa de Jesus influenciar muitas pessoas, espaços humanos e digitais com a verdade de Deus, a justiça, o amor e paz possam fluir até aos confins da terra”!

A missão da Igreja: anunciar ao mundo a paz!

No final da missa, o Papa Leão foi acolhido com grande entusiasmo pelos presentes, e se dirigiu a eles com a saudação de Cristo: A paz esteja convosco.

“Quanto precisamos de paz neste nosso tempo dilacerado pela inimizade e pelas guerras. (…) Esta é a missão da Igreja: anunciar ao mundo a paz!”

Uma missão, acrescentou o Papa, que a Igreja hoje confia também aos missionários digitais, que neste Jubileu renovam o compromisso de nutrir de esperança cristã as redes sociais.

“A paz necessita ser buscada, anunciada e compartilhada em todos os lugares, seja nos dramáticos locais de guerra, seja nos corações vazios de quem perdeu o sentido da existência.”

Cultivar a cultura do humanismo cristão

O Pontífice apontou um segundo desafio nesta missão: procurar sempre a “carne sofredora de Cristo” em cada irmão e irmã que se encontra no espaço digital. “Hoje, encontramo-nos numa nova cultura profundamente caracterizada e formada pela tecnologia. Cabe a nós – a cada um de vocês – assegurar que esta cultura permaneça humana”, afirmou.

A nossa missão, acrescentou, é cultivar a cultura do humanismo cristão, e fazê-lo juntos. Esta é para nós a beleza da “rede”.

Diante do desafio da inteligência artificial, que marcará uma nova era na vida dos indivíduos e da sociedade, o Papa reforçou que o dever dos cristãos é trabalhar juntos para desenvolver um pensamento e uma linguagem que deem voz ao Amor. E explicou:

“Não se trata apenas de gerar conteúdos, mas de criar um espaço de encontro entre os corações. (…) Este processo começa sobretudo com a aceitação da nossa própria pobreza, deixando de lado qualquer tipo de pretensão e reconhecendo a nossa inerente necessidade do Evangelho.”

Cristo no centro para vencer as fake news

Por fim, o Santo Padre usou a analogia das redes dos pescadores, utilizadas pelos primeiros apóstolos, para exortar os influenciadores a construir “redes de amor”:

Redes onde se possa consertar o que está partido, onde se possa curar a solidão, sem se importar com o número de seguidores [followers], mas experimentando em cada encontro a grandeza infinita do Amor. Redes que deem espaço ao outro mais do que a nós mesmos, onde nenhuma ‘bolha de filtros’ possa apagar a voz dos mais fracos. Redes que libertem, que salvem. Assim, cada história de bem compartilhada será o nó de uma única e imensa rede: a rede das redes, a rede de Deus.”

Sendo agentes de comunhão, concluiu o Papa, será possível quebrar a lógica da divisão e da polarização; do individualismo e do egocentrismo. É preciso colocar Cristo no centro para vencer a “lógica do mundo, das fake news e da frivolidade, com a beleza e a luz da Verdade”.

Fonte: publicado no site vativannews.va
No próximo dia 1º de agosto, às 15h, o Convento da Penha acolhe a missa de abertura do Mês Vocacional 2025. Promovida pelo Serviço de

No próximo dia 1º de agosto, às 15h, o Convento da Penha acolhe a missa de abertura do Mês Vocacional 2025. Promovida pelo Serviço de Animação Vocacional (SAV Brasil), a celebração marca o início de um período especial de oração e reflexão sobre as diferentes vocações na Igreja. A missa será transmitida ao vivo pelas redes sociais do Convento da Penha, ampliando o alcance do momento celebrativo e possibilitando a participação de fieis de todo o país.

Com o tema “Peregrinos Porque Chamados”, o Mês Vocacional deste ano convida os fieis a refletirem sobre a vida como uma peregrinação impulsionada pelo chamado de Deus. A proposta é despertar e fortalecer o compromisso vocacional, seja no ministério ordenado, na vida consagrada, no matrimônio ou no laicato engajado.

O evento reunirá representantes de pastorais e movimentos eclesiais de várias regiões, expressando a comunhão e a diversidade vocacional da Igreja no Brasil. A identidade visual do mês vocacional 2025 — que traz um coração estilizado com cruz, âncora, caminho e chama — representa o amor de Deus, o seguimento de Jesus e a força do Espírito Santo, em sintonia com o Ano Santo Jubilar.

 

Serviço:

  • Missa de Abertura do Mês Vocacional 2025
  • Tema: “Peregrinos Porque Chamados”
  • Data: 1º de agosto de 2025
  • Horário: 15h
  • Local: Convento da Penha, Vitória (ES)
  • Transmissão: Redes sociais do Convento da Penha

Contato para a imprensa:
Irmão Danilo Rocha, SDV – (21) 98955-6726