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O Pontífice, no vídeo de intenção de oração para julho, pede que rezemos para que aprendamos cada vez mais a discernir, a saber escolher

O Pontífice, no vídeo de intenção de oração para julho, pede que rezemos para que aprendamos cada vez mais a discernir, a saber escolher caminhos de vida e a rejeitar tudo o que nos distancie de Cristo e do Evangelho. No Vídeo do Papa deste mês, Leão XIV lê uma oração inédita sobre a formação ao discernimento, tão necessário num mundo em constante mudança para decidir com sabedoria.

A mensagem em vídeo de julho com a intenção de oração que o Pontífice confia à Igreja Católica através da Rede Mundial de Oração do Papa é dedicada à formação para o discernimento. Nas imagens que narram uma jovem que caminha por uma floresta, perde-se e encontra orientação através do Evangelho, Leão XIV lê uma oração inédita para pedir ao Espírito Santo a graça de aprender a discernir:

 

“Espírito Santo, luz do nosso entendimento,

sopro e suavidade nas nossas decisões,

concede-me a graça de escutar atentamente a tua voz

para discernir os caminhos secretos do meu coração,

a fim de compreender o que realmente é importante para ti

e libertar o meu coração dos seus sofrimentos.

Peço-te a graça de aprender a parar

para tomar consciência da minha maneira de agir,

dos sentimentos que habitam em mim,

dos pensamentos que me invadem

e que, muitas vezes, não percebo.

Desejo que as minhas escolhas

me conduzam à alegria do Evangelho.

Mesmo que tenha de passar por momentos de dúvida e cansaço,

mesmo que tenha de lutar, refletir, procurar e recomeçar…

Porque, no fim do caminho,

A tua consolação é o fruto da boa decisão.

Concede-me conhecer melhor o que me move,

para rejeitar o que me afasta de Cristo,

e amá-lo e servi-lo mais.

Amém.”

Conhecer-se a si mesmo para conhecer Deus

Na oração do Papa, percebe-se o eco da famosa súplica de Santo Agostinho nas Confissões: “Ó Deus, que me conheça a mim, que Te conheça a Ti!”. Podemos dizer brevemente que, segundo Agostinho, o conhecimento de si mesmo leva ao conhecimento de Deus: para discernir, é preciso situar-se na verdade diante de Deus, entrar em si mesmo, admitir as próprias fraquezas e pedir ao Senhor que nos cure. A partir daí, é possível renascer através de uma relação autêntica com Deus.

O discernimento tem estado presente na história da Igreja desde o início. São Paulo escreve sobre este tema várias vezes nas suas cartas, por exemplo, em Rm 12,1-2: “Que saibais discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe agrada”. Hoje, porém, a antiga arte do discernimento é talvez mais necessária do que nunca. A velocidade com que as mudanças ocorrem atualmente, a enorme quantidade de informação disponível — e nem sempre verdadeira —, a aparente realidade criada pela inteligência artificial e a complexidade dos desafios globais, entre outros fatores, tornam o discernimento uma habilidade essencial para tomar decisões acertadas que nos permitam viver uma vida boa e nos aproximem de Deus.

Reconhecer a voz de Jesus

“No meio da pressa da vida quotidiana, devemos aprender a fazer uma pausa e criar momentos sagrados para a oração”, comenta dom Robert J. Brennan, bispo de Brooklyn, diocese que colabora com o vídeo deste mês, junto a DeSales Media. “São nesses espaços silenciosos de escuta atenta — continua o bispo Brennan — que descobrimos quais os caminhos que realmente importam e encontramos o discernimento para escolher o que conduz verdadeiramente à alegria que vem só de Deus”.

Neste sentido, o diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, Pe. Cristóbal Fones, explica que “a formação para o discernimento é fundamental para navegar num mundo complexo. Ela inclui a oração, a reflexão pessoal, o estudo das Escrituras e o acompanhamento espiritual. Cultivar uma relação profunda com Jesus é o mais importante, pois assim podemos reconhecer a sua voz no meio de tantas vozes do mundo e ter a clareza necessária para tomar as nossas decisões em função de um propósito e num horizonte mais humano”.

O Pe. Fones acrescenta que o discernimento também tem uma dimensão comunitária: “aprender a discernir juntos, ouvindo as experiências e perspetivas dos outros, enriquece o nosso próprio processo de discernimento e ajuda-nos a reconhecer a ação do Espírito Santo na vida da comunidade”.

Uma ajuda para exercer melhor a liberdade

O discernimento é essencial também para a nossa felicidade: “a cultura atual — continua o Pe. Fones — apresenta-nos a felicidade como um fim e tende a identificá-la com o bem-estar. Ao contrário, para Santo Inácio de Loiola, em cuja espiritualidade o discernimento ocupa um lugar muito importante, é antes uma consequência: fomos criados para sair de nós mesmos, aprendendo a amar e a doar-nos, a servir os outros e a unir-nos a Deus. Por este caminho — o caminho de Jesus, o caminho do coração, que certamente é contrário à cultura egocêntrica e utilitarista predominante —, alcança-se a felicidade”.

“Santo Inácio oferece-nos algumas regras de discernimento para sentir e conhecer o que se passa dentro de nós, as emoções, os movimentos do nosso espírito, para que possamos escolher o que nos ajuda a amar e a ser amados, e rejeitar o que nos impede de o fazer. O discernimento espiritual ajuda-nos a exercer melhor a nossa liberdade.”

Para terminar, é importante sublinhar que, no contexto do Ano Santo de 2025, O Vídeo do Papa adquire uma relevância especial, porque nos dá a oportunidade de conhecer as intenções de oração que o Santo Padre tem no seu coração. Para receber adequadamente as graças da indulgência jubilar é necessário, precisamente, rezar pelas intenções do Papa.

Fonte: Publicado no site vaticannews.va
“A Eucaristia une o céu e a terra, abraça e penetra toda a criação. E quando é celebrada, todo o cosmos dá graças a

“A Eucaristia une o céu e a terra, abraça e penetra toda a criação. E quando é celebrada, todo o cosmos dá graças a Deus”, disse o Cardeal Michael Czerny, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral na apresentação das leituras bíblicas da celebração eucarística “pela custódia da Criação”.

Na próxima quarta-feira, 9 de julho, Leão XIV presidirá uma missa privada em Castel Gandolfo, no Borgo Laudato si’, e usará pela primeira vez o novo formulário de orações para a missa “pela proteção da Criação”.

Para entender o processo e como utilizar as novas formas o site vaticannews.va publicou a matéria abaixo:

Um trabalho iniciado durante o Pontificado de Francisco

O formulário, que segundo os palestrantes tinha sido iniciado durante o Pontificado de Francisco, graças também a colaborações entre os dicastérios, será adicionado às Missas “pro variis necessitatibus vel ad diversa” do Missal Romano, que já contém 49 Missas e Orações para diferentes necessidades e ocasiões: 20 dizem respeito à Igreja, 17 a necessidades civis e 12 a diversas circunstâncias.

Dois aniversários importantes

Os novos textos, explicou o cardeal Czerny, se encaixam no contexto de dois aniversários importantes: a “Mensagem revolucionária para o Dia Mundial da Paz”, assinada por São João Paulo II há trinta e cinco anos, em 1990, e intitulada “Paz com Deus Criador, paz com toda a Criação”; e o décimo aniversário da Encíclica Laudato si’ sobre o cuidado da Casa comum, assinada pelo Papa Francisco em 2015 e que se refere a uma “ecologia integral” e não “superficial ou aparente”.

A criação sempre presente na liturgia católica

Há, no entanto, uma ênfase a ser feita, acrescentou o cardeal, ou seja, que “a criação não é um tema que se acrescenta, mas está sempre presente na liturgia católica”. Porque “a Eucaristia une o céu e a terra, abraça e penetra toda a criação. E quando é celebrada, todo o cosmos dá graças a Deus”. O novo formulário, portanto, pretende ser “um apoio litúrgico, espiritual e comunitário para o cuidado que todos devemos ter com a natureza, nossa Casa comum”.

Chamados ao respeito e à responsabilidade

Trata-se, reiterou o cardeal Czerny, de “um grande ato de fé, esperança e caridade”, um convite a “responder com cuidado e amor, num crescente sentido de admiração, respeito e responsabilidade”. De fato, somos todos “chamados a ser administradores fiéis daquilo que Deus nos confiou em nossas escolhas diárias e nas políticas públicas, bem como na oração, no culto e na nossa forma de viver no mundo”, concluiu o cardeal.

Todos os domingos se celebra “uma nova criação”

O arcebispo dom Vittorio Francesco Viola, secretário do Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, em seu discurso, também lembrou que “a liturgia celebra o mistério da criação em cada momento do ano litúrgico”: por exemplo, na Vigília Pascal, a primeira leitura é a história da criação (Gn 1,1-2,2); na celebração de cada sacramento, como o batismo, reza-se a oração de bênção da água; na Liturgia das Horas, “o tema da criação está muito presente”. “Na experiência cristã, o domingo é, antes de tudo, uma festa pascal, totalmente iluminada pela glória de Cristo ressuscitado. É a celebração da ‘nova criação’”.

Promover a consciência sobre a proteção da criação

Tudo isso, explicou o secretário do Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, “promove o crescimento da consciência sobre a importância da proteção da criação, cujo significado profundo se revela no Mistério Pascal que a celebração torna presente”. Porque hoje, “também graças ao ensinamento do Papa Francisco, estamos mais conscientes de que nos encontramos numa situação de grave crise ecológica e ambiental”.

As Rogações e as Quatro Têmporas

Uma importância particular à criação, acrescentou o prelado, é dada pelas Rogações e pelas Quatro Têmporas, ou seja, as quatro séries de três dias de jejum e abstinência, instituídas pela Igreja e celebradas no início das quatro estações do ano. De agora em diante, serão “regulamentadas pelas Conferências Episcopais, tanto em relação ao tempo quanto à forma de celebrá-las”, para que se adaptem “às diferentes situações locais e às necessidades dos fiéis”.

“Nós não somos Deus”

No discurso de dom Viola, o chamado à responsabilidade foi claro: “Nós não somos Deus. A Terra nos precede e nos foi dada”, explicou. “Hoje, devemos rejeitar com veemência a ideia de que, do fato de termos sido criados à imagem de Deus e do mandato de subjugar a Terra, se possa deduzir um domínio absoluto sobre as outras criaturas.” De fato, guardar “significa proteger, cuidar, preservar, conservar, zelar. Isso implica uma relação de reciprocidade responsável entre o ser humano e a natureza. Cada comunidade pode tirar da bondade da Terra o que necessita para sua própria sobrevivência, mas também tem o dever de protegê-la e garantir a continuidade de sua fertilidade para as gerações futuras.”

O pecado se manifesta nas guerras e atentados contra a natureza

Hoje, porém, “a harmonia entre o Criador, a humanidade e toda a criação foi destruída porque pretendemos tomar o lugar de Deus, recusando reconhecer-nos como criaturas limitadas”, tanto que “o pecado se manifesta com toda a sua força destruidora nas guerras, nas várias formas de violência e maus-tratos, no abandono dos mais frágeis, nos ataques contra a natureza”. Pelo contrário, concluiu dom Viola, “a harmonia com todas as criaturas só pode nascer de uma experiência de reconciliação que torne possível a comunhão com Deus e com os irmãos”.

O que diz o Decreto

No Decreto do Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos – aprovado por Leão XIV e datado de 8 de junho, Solenidade de Pentecostes – enfatiza-se que “o mistério da criação”, “sinal da benevolência” do Senhor, “como um tesouro precioso, deve ser amado, protegido e, ao mesmo tempo, promovido, bem como transmitido de geração em geração”. Em vez disso, “neste tempo, parece evidente que a obra da criação está seriamente ameaçada pelo uso irresponsável e pelo abuso ​​dos bens que Deus confiou aos nossos cuidados”. Portanto, por esta razão foi elaborado um formulário específico.

Formulário e leituras bíblicas

Em seguida, são dadas algumas indicações: por exemplo, para a oração da coleta, se invocará o Senhor… para que “guardemos com amor a obra de Tuas mãos”; enquanto após a comunhão, se rezará para que “enquanto esperamos novos céus e uma nova terra, aprendamos a viver em harmonia com todas as criaturas”.

Quanto às leituras bíblicas da celebração, do Antigo Testamento sugere-se o trecho do Livro da Sabedoria (13,1-9), no qual são considerados “vãos” os homens que não reconhecem Deus em suas obras; para o Salmo, cita-se o número 18, “Os céus proclamam a glória de Deus”, e o número 103, “Alegre-se o Senhor em todas as suas criaturas”; enquanto do Novo Testamento indica-se um trecho da Carta de São Paulo Apóstolo aos Colossenses (1,15-20), no qual se diz: “Cristo Jesus é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis”.

Duas passagens do Evangelho de Mateus

Por fim, há duas passagens do evangelista Mateus: na primeira (6, 24-34), Jesus convida a olhar para as aves do céu, que “não semeiam, nem colhem, nem ajuntam em celeiros”, mas são alimentadas pelo “Pai celestial”, e a observar os “lírios do campo”, que “não trabalham nem fiam”, mas estão vestidos de glória, mais do que os reis. A segunda passagem do Evangelho (8, 23-27) é a do Filho de Deus que “repreendeu os ventos e o mar, e houve grande bonança”.

Hoje, 1º de julho, comunidades cristãs de todo o Brasil são convidadas a dedicar um dia inteiro à oração pela paz na República Democrática

Hoje, 1º de julho, comunidades cristãs de todo o Brasil são convidadas a dedicar um dia inteiro à oração pela paz na República Democrática do Congo (RDC). A iniciativa integra o Dia de Unidade de Oração, promovido mensalmente pela Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), com o apoio da Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A cada mês, a campanha propõe uma jornada de oração por países marcados por conflitos armados, perseguição religiosa ou crises humanitárias. Neste mês, o foco recai sobre a RDC, onde a população enfrenta uma das piores crises humanitárias e de segurança da atualidade. Estima-se que mais de cinco milhões de pessoas estejam deslocadas internamente no país — um número alarmante, segundo o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

A região oriental do país tem sido marcada por violência sistemática, com ataques a civis e líderes religiosos atribuídos principalmente ao grupo extremista Forças Democráticas Aliadas (ADF), ligado ao autoproclamado Estado Islâmico. De acordo com a ONU, mais de 1.300 civis foram mortos pela ADF somente em 2021, em ações que incluem massacres, raptos e o uso de crianças-soldados — crimes classificados como violações graves ao direito humanitário internacional.

Apesar de sua vasta riqueza mineral, com reservas de ouro, diamantes, cobalto e coltan, a República Democrática do Congo sofre com pobreza generalizada, instabilidade política e violência crescente, alimentada por mais de 120 grupos armados atuando em diferentes regiões do país. A insegurança que antes se concentrava no Norte se espalhou, agravando ainda mais a crise social e humanitária.

O papel da Igreja Católica

A Igreja Católica tem mantido uma postura firme diante da situação. Em abril de 2021, os bispos congoleses denunciaram em nota pública os objetivos políticos e religiosos por trás da violência, incluindo a exploração ilegal dos recursos naturais, a tentativa de islamização forçada da região e a falta de liberdade religiosa.

O Dia de Unidade de Oração busca, portanto, ser um gesto concreto de solidariedade com os que sofrem e um compromisso com a construção de uma cultura de paz. “É um convite à comunhão, à esperança e à ação transformadora por meio da oração”, destacam os organizadores.

A CNBB e a ACN esperam que, por meio dessa mobilização espiritual, surjam frutos de justiça, reconciliação e fraternidade, em um mundo onde o Evangelho possa florescer, mesmo em meio à dor.

Fonte: publicado no site cnbb.org.br
A Expo Mundial de 2025 que acontece em Osaka, no Japão está em curso desde abril e vai até outubro. As Exposições têm apresentado

A Expo Mundial de 2025 que acontece em Osaka, no Japão está em curso desde abril e vai até outubro. As Exposições têm apresentado novas  tecnologias que propunham avanços tecnológicos e projetos inovadores. O tema desta edição de 2025 : Projetando a sociedade do futuro para nossas vidas, dividido em três subtemas que aprofundam a proposta: Salvando VidasEmpoderando Vidas e Conectando Vidas.

Durante o evento o cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano, foi porta-voz do Papa no Dia Nacional da Santa Sé. Leia abaixo a matéria divulgada no site vaticannews.va

Em seu discurso de saudação por ocasião do Dia Nacional da Santa Sé na Expo Osaka 2025, o Secretário de Estado recordou o apelo do Papa no dia de sua eleição, exortando a trabalhar por uma paz desarmada, a construir pontes e a retomar o diálogo.

“Em nome do Papa Leão XIV e em meu nome pessoal, dirijo ao estimado povo japonês os melhores votos, com a esperança de que todos aqueles que vivem neste país sejam abençoados com prosperidade e paz.” Com estas palavras, o cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, saudou os presentes nas celebrações do Dia da Santa Sé na Expo Osaka 2025.

Paz como prioridade

Em sua fala, o cardeal lembrou que as relações diplomáticas, estabelecidas há mais de 80 anos, baseiam-se hoje em muitos valores compartilhados e em uma frutífera cooperação, especialmente nos setores da educação, da saúde e da assistência social. “Outras prioridades que são caras a ambos — explicou Parolin — são a paz, a estabilidade e nossos esforços conjuntos para limitar a proliferação descontrolada de armamentos.” Nesse sentido, ele recordou que este ano marca o 80º aniversário do trágico bombardeio atômico de Hiroshima e Nagasaki, “um evento — destacou — que marcou profundamente a história deste país e que moldou ainda mais seu inabalável compromisso com a paz.”

Uma relação que resiste ao tempo

O purpurado revisitou a longa história das relações entre a Santa Sé e o Japão, recordando o próximo 470º aniversário da primeira audiência papal concedida a um católico japonês, quando, em 1555, Bernardo de Kagoshima foi recebido pelo Papa Paulo IV. Mencionou também, em março, a comemoração dos 440 anos da primeira missão diplomática japonesa à Europa — a chamada Embaixada Tensho — que, ao chegar a Roma, pôde se encontrar com o Papa Gregório XIII, bem como o 410º aniversário da Embaixada Keichō, recebida em audiência pelo Papa Paulo V em 1615. “Esses primeiros contatos históricos — explicou o cardeal Parolin — marcaram o início de uma relação que resistiu à prova do tempo e que, esperamos, se aprofunde cada vez mais no futuro.”

Beleza e esperança

O Secretário de Estado desenvolveu então sua reflexão sobre os conceitos de beleza e esperança, presentes no tema do pavilhão da Santa Sé na Expo 2025 Osaka: “A Beleza traz Esperança.” “São valores fundamentais para nós, católicos, porque — explicou — neles vemos um reflexo de Cristo e de sua ação na história. Para nós, Ele é a máxima expressão da beleza divina: uma beleza que transcende a mera aparência exterior para tocar os corações e as almas das pessoas. Cristo é também a esperança da humanidade, pois, com sua vida e sua morte, abriu um caminho de salvação e de renovação para toda a humanidade.”

Sobre a beleza, Parolin exortou a olhar para aquela que pode ser encontrada na comunidade humana, no florescimento de iniciativas sociais, nos projetos de voluntariado e solidariedade, que são “uma semente fértil da qual nossas sociedades e nossas políticas podem extrair força para renovar os projetos e devolver luz aos muitos lugares sombrios do nosso mundo moderno.”

Esperança como apelo ao diálogo e à cooperação

O tema da esperança, explicou Parolin, está entrelaçado com a confiança em Deus, com o compromisso concreto pelo bem comum, favorecendo o senso de comunidade e de responsabilidade mútua. “Essa virtude — acrescentou — mostra-se hoje mais necessária do que nunca. Em uma época marcada por inúmeros conflitos e enormes desafios globais, o futuro é, por vezes, mais temido do que aguardado: somente na esperança encontramos um antídoto contra o medo e um encorajamento ao compromisso e à ação.” De fato, a esperança é um motor para fazer o bem à comunidade e, em nível internacional, “torna-se um apelo a um compromisso inabalável com o diálogo e a cooperação, sobretudo quando tensões e conflitos parecem intransponíveis.” Por fim, a recordação das palavras do Papa no dia de sua eleição, com o convite para que se construam pontes, se teçam diálogos e se unam as mãos para promover uma “paz desarmada e desarmante, humilde e perseverante.”

Em discurso no Jubileu dos Bispos, o Pontífice descreveu traços indispensáveis na vida do Pastor, que deve ser um homem de fé, de unidade,
Em discurso no Jubileu dos Bispos, o Pontífice descreveu traços indispensáveis na vida do Pastor, que deve ser um homem de fé, de unidade, de esperança, de vida teologal e de caridade pastoral, num testemunho caracterizado por: “prudência pastoral, pobreza, continência perfeita no celibato e virtudes humanas”. O Papa exortou que sejam homens de comunhão para ajudar as comunidades: que tenham “coração aberto e acolhedor, assim como a sua casa”.

A quarta-feira (25/06) de agenda cheia de compromissos para o Papa Leão também foi de encontrar os cerca de 300 bispos que participam do Jubileu. O grupo, após a peregrinação à Porta Santa da Basílica de São Pedro, participou de uma missa e depois ouviu o discurso do Pontífice, que começou agradecendo o empenho de todos em vir “como peregrinos a Roma” para se deixar “renovar profundamente” por Cristo e o “seu mistério de amor”. Em seguida, Leão XIV se deteve a descrever traços que devem ser seguidos pelos bispos, Pastores que são exemplo pela palavra e pelo testemunho, que às vezes devem “ir contracorrente” para “proclamar que a esperança não engana” porque não vêm de nós, mas de Deus.

O traços que caracterizam os bispos

O Pastor, reforçou o Papa, “é testemunha de esperança com o exemplo de uma vida firmemente ancorada em Deus e totalmente entregue ao serviço da Igreja”. E esse testemunho, explicou Leão, é caracterizado por alguns traços.

Primeiramente, “o bispo é o princípio visível de unidade na Igreja particular que lhe foi confiada” tendo como dever “zelar pela sua construção na comunhão entre todos os seus membros e com a Igreja universal, valorizando o contributo dos vários dons e ministérios para o crescimento comum e a difusão do Evangelho”. O bispo, considerando a sua vida de Pastor, é um “homem de vida teologal. O que equivale a dizer: um homem plenamente dócil à ação do Espírito Santo”.

Com a intercessão do Espírito Santo, o bispo também “é um homem de fé”, continuou o Pontífice, “aquele que, pela graça de Deus, vê mais além, vê a meta e se mantém firme na provação”, assim como fez Moisés que, “chamado por Deus a conduzir o povo à terra prometida, «manteve-se firme». Nessa mesma perspectiva, “o bispo é um homem de esperança”:

“Sobretudo quando o caminho do povo se torna mais penoso, o Pastor, pela virtude teologal, ajuda-o a não desesperar: não apenas com palavras, mas com a sua proximidade. Quando as famílias carregam fardos excessivos e as instituições públicas não as apoiam adequadamente; quando os jovens se sentem desiludidos e nauseados por mensagens ilusórias; quando os idosos e os deficientes graves se sentem abandonados, o Bispo está próximo e oferece não receitas, mas a experiência de comunidades que procuram viver o Evangelho na simplicidade e na partilha.”

Assim, a fé e a esperança do bispo se fundem nele “como homem de caridade pastoral”. Uma vida e um ministério, “tão diversificado e multiforme”, que encontra a sua unidade “na pregação, na visita às comunidades, na escuta dos presbíteros e dos diáconos, nas escolhas administrativas”, assim como dando “exemplo de amor fraterno” aos bispos próximos, aos colaboradores e sacerdotes em dificuldade ou doentes: “o seu coração é aberto e acolhedor, assim como a sua casa”.

As virtudes indispensáveis na vida do Pastor

Após abordar os traços caracterizados pelo “núcleo teológico da vida do Pastor”, Leão XIV citou “outras virtudes indispensáveis: a prudência pastoral, a pobreza, a continência perfeita no celibato e as virtudes humanas”. A prudência pastoral, começou explicando o Pontífice, “é a sabedoria prática que guia o bispo nas suas escolhas, nas ações de governo, nas relações com os fiéis e as suas associações. Um sinal claro de prudência é o exercício do diálogo como estilo e método nas relações e também na presidência dos organismos de participação, ou seja, na gestão da sinodalidade na Igreja particular”, como sempre insistiu o Papa Francisco. Outra virtude do bispo é viver “a pobreza evangélica”:

“Tem um estilo simples, sóbrio, generoso, digno e ao mesmo tempo adequado às condições da maioria do seu povo. Os pobres devem encontrar nele um pai e um irmão, não devem sentir-se desconfortáveis ao encontrá-lo ou ao entrar em sua casa. Ele é pessoalmente desapegado das riquezas e não cede a favoritismos com base nelas ou noutras formas de poder.”

Juntamente com a pobreza concreta, continuou Leão XIV, o bispo também vive “aquela forma de pobreza que é o celibato e a virgindade por causa do Reino dos Céus”:

“Não se trata apenas de ser celibatário, mas de praticar a castidade de coração e de conduta, vivendo assim o seguimento de Cristo e oferecendo a todos a verdadeira imagem da Igreja, santa e casta nos seus membros como na sua cabeça. Deve ser firme e decidido no tratamento das situações que possam dar origem a escândalos e de todo o tipo de abuso, especialmente contra menores, respeitando as disposições em vigor.”

O Pastor também é chamado a cultivar outras virtudes humanas que ajudam o bispo no seu ministério e nas suas relações, disse ainda o Papa: “a lealdade, a sinceridade, a magnanimidade, a abertura da mente e do coração, a capacidade de se alegrar com os que se alegram e de sofrer com os que sofrem; e também o domínio de si, a delicadeza, a paciência, a discrição, a grande inclinação para a escuta e o diálogo e a disponibilidade para o serviço”. E antes da bênção final e dos cerca de 300 bispos renovarem a sua profissão de fé, o Papa exortou a todos que sejam homens de comunhão e de unidade para ajudar as comunidades:

“Caríssimos, a intercessão da Virgem Maria e dos Santos Pedro e Paulo obtenha para vós e para as vossas comunidades as graças de que mais necessitais. Em particular, vos ajude a ser homens de comunhão, a promover sempre a unidade no presbitério diocesano, e que cada presbítero, sem excluir ninguém, experimente a paternidade, a fraternidade e a amizade do Bispo. Este espírito de comunhão encoraja os presbíteros no seu empenho pastoral e faz crescer a Igreja particular na unidade.”

Fonte: Publicado no site vaticannews.va
Seminaristas de várias partes do mundo acolheram o Pontífice cantando em coro “Papa Leone”. O Santo Padre advertiu para o perigo do narcisismo, da
Seminaristas de várias partes do mundo acolheram o Pontífice cantando em coro “Papa Leone”. O Santo Padre advertiu para o perigo do narcisismo, da superficialidade, da hipocrisia e da sede de poder. E aconselhou dois caminhos: a oração e o discernimento, para que se assemelhem sempre mais a Cristo.

Não só peregrinos, mas testemunhas de esperança: o Papa se reuniu com milhares de seminaristas na Basílica de São Pedro presentes em Roma para o seu Jubileu, juntamente com seus formadores.

A eles, Leão XIV fez uma meditação, na qual agradeceu por terem dito seu “sim”, com humildade e coragem, a essa aventura fascinante da vocação sacerdotal num tempo não fácil: “Obrigado, porque com essa energia vocês alimentam a chama da esperança na vida da Igreja!”.

Jesus, afirmou, chama os seminaristas a viverem uma experiência de amizade com Ele, uma experiência destinada a crescer de modo permanente mesmo depois da ordenação, de modo que se tornem pessoas e sacerdotes felizes, pontes e não obstáculos para os outros ao encontro com Cristo. Nesta caminhada, é importante dirigir toda a atenção para o centro, isto é, o coração.

“O seminário deve ser uma escola dos afetos. Hoje de modo especial, num contexto social e cultural marcado pelo conflito e pelo narcisismo, precisamos aprender a amar e fazê-lo como Jesus. Assim como Cristo amou com coração de homem, vocês são chamados a amar com o Coração de Cristo!”

Que os seminaristas tenham “perfume de Evangelho”

Para isso, acrescentou o Pontífice, é preciso trabalhar a própria interioridade, onde Deus faz ouvir a sua voz e de onde saem as decisões mais profundas. É um local de tensões e lutas, que devem ser convertidas para que toda a humanidade dos candidatos ao sacerdócio “perfume de Evangelho”. Cuidando das feridas do próprio coração, os seminaristas aprenderão a estar ao lado de quem sofre. “Sem a vida interior não é possível nem mesmo a vida espiritual, porque Deus nos fala exatamente ali, no coração.”

Aprendendo a conhecer o próprio coração, acrescentou, não será necessário usar máscaras, bastará seguir o caminho da oração, que conduz à interioridade. “Num período onde estamos hiperconectados, se torna sempre mais difícil fazer a experiência do silêncio e da solidão. Sem o encontro com Ele, não conseguimos nem mesmo conhecer verdadeiramente a nós mesmos.”

O convite de Leão XIV é invocar com frequência o Espírito Santo, para que plasme um coração dócil, capaz de colher a presença de Deus ouvindo também as vozes da natureza, da arte e da cultura e, com elas, os desafios do tempo atual, como a inteligência artificial e as redes sociais. De modo especial, como fazia Jesus, saber ouvir o clamor dos pobres e oprimidos e dos jovens que buscam um sentido para a própria vida.

Gratidão e generosidade para combater a sede de poder

Além de cuidar do coração, os seminaristas devem aprender também a arte do discernimento. E o Papa pediu que não sejam superficiais, questionando: o que estou vivendo me ensina? Para onde o Senhor está me guiando?

“Caríssimos, tenham um coração manso e humilde como o de Jesus. A exemplo do apóstolo Paulo, vocês possam assumir os sentimentos de Cristo, para progredir na maturidade humana, sobretudo afetiva e relacional. É importante, ou melhor, necessário, desde o seminário, investir no amadurecimento humano, rejeitando todo disfarce e hipocrisia. Mantendo o olhar fixo em Jesus, é preciso aprender a dar nome e voz também à tristeza, ao medo, à angústia, à indignação, levando tudo para a relação com Deus. As crises, os limites, as fragilidades não devem ser escondidos, são antes ocasiões de graça e de experiência pascal.”

Em um mundo onde muitas vezes há ingratidão e sede de poder, disse ainda o Papa, onde por vezes parece prevalecer a lógica do desperdício, os seminaristas são chamados a testemunhar a gratidão e a generosidade de Cristo, a exultância e a alegria, a ternura e a misericórdia do seu Coração; a praticar o estilo de acolhida e proximidade, de serviço generoso e desinteressado.

Leão XIV concluiu fazendo votos de que os seminaristas percorram esse caminho sem especulações, sem nunca se acomodar sendo apenas receptores passivos, mas que se apaixonem pela vida sacerdotal, vivendo o presente e olhando para o futuro com um coração profético. Pediu ainda que o próprio coração se assemelhe sempre mais aos sentimentos do Coração de Cristo: “Aquele Coração que pulsa de amor por vocês e pela humanidade. Bom caminho!”

Fonte: publicado no site vaticannews.va
Segundo comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, Leão XIV “destacou que, durante seu trabalho missionário na América Latina e na África, foi
Segundo comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, Leão XIV “destacou que, durante seu trabalho missionário na América Latina e na África, foi precioso poder receber as transmissões em ondas curtas da Rádio Vaticano, que chegam a lugares onde poucas emissoras conseguem chegar, e reafirmou o valor missionário da comunicação”.

Na manhã desta quinta-feira, 19 de junho, o Papa Leão XIV visitou o Centro de Ondas Curtas da Rádio Vaticano, em Santa Maria di Galeria, área extraterritorial nos arredores de Roma.

O Pontífice conversou com a equipe do Centro, administrado pelo Dicastério para a Comunicação, visitou a sala dos transmissores projetada pelo arquiteto Pier Luigi Nervi e sentou-se na sala de controle das transmissões em ondas curtas.

O Papa se informou sobre o funcionamento das antenas, das transmissões e do sistema de “digital disaster recovery” e, com a equipe, comemorou os seus 43 anos de sacerdócio, celebrados hoje.

Segundo comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé, Leão XIV “destacou que, durante seu trabalho missionário na América Latina e na África, foi precioso poder receber as transmissões em ondas curtas da Rádio Vaticano, que chegam a lugares onde poucas emissoras conseguem chegar, e reafirmou o valor missionário da comunicação”.

Por fim, ao abençoar todos os presentes, agradeceu pelo trabalho realizado com fidelidade e continuidade, mesmo em um dia de feriado como hoje, Solenidade de Corpus Christi.

Em seguida, o Pontífice teve a oportunidade de conhecer a área extraterritorial, cujo estatuto remonta ao acordo de 1951 com o Governo italiano, para a qual, com base no motu proprio “Fratello Sole”, está sendo estudado um projeto de sistema agrovoltaico para garantir não apenas o fornecimento de energia da estação de rádio, mas também o completo sustento energético do Estado da Cidade do Vaticano.

O Centro de Rádio foi inaugurado pelo Papa Pio XII em 1957. A última visita de um Papa ao local foi em 1991, com João Paulo II.

Fonte: Publicado no site vaticannews.va
Antes da oração mariana do Angelus, Leão XIV convidou ao diálogo inclusivo pela paz em Mianmar, recordou as quase 200 vítimas da violência na
Antes da oração mariana do Angelus, Leão XIV convidou ao diálogo inclusivo pela paz em Mianmar, recordou as quase 200 vítimas da violência na Nigéria e o pároco morto por um bombardeio no Sudão. Pediu aos combatentes que parem, protejam os civis e iniciem um diálogo pela paz, e à Comunidade internacional que forneça “pelo menos a assistência essencial à população afetada pela grave crise humanitária”.

O Papa Leão XIV rezou a oração mariana do Angelus, deste domingo (15/06), na Praça São Pedro, após a missa da Solenidade da Santíssima Trindade e do Jubileu do Esporte celebrada na Basílica Vaticana.

“Acabamos de concluir a celebração eucarística do Jubileu do Esporte, e agora, com alegria, dirijo minha saudação a todos vocês, atletas de todas as idades e origens”, disse Leão XIV em sua alocução, exortando-os “a viver a atividade esportiva, mesmo em nível competitivo, sempre com espírito de gratuidade, com espírito lúdico no sentido nobre do termo, porque no jogo e na diversão saudável o ser humano se assemelha ao seu Criador”.

O esporte é uma forma de construir a paz

“Gostaria também de sublinhar que o esporte é uma forma de construir a paz, pois é uma escola de respeito e lealdade, que faz crescer a cultura do encontro e da fraternidade. Irmãos e irmãs, encorajo-os a praticarem este estilo de vida conscientemente, opondo-se a toda forma de violência e opressão.”

Danos dos combates em Mianmar

“O mundo hoje precisa muito disso! Há muitos conflitos armados”, disse o Papa, acrescentando:

“Em Mianmar, apesar do cessar-fogo, os combates continuam causando danos à infraestrutura civil. Convido todas as partes a trilharem o caminho do diálogo inclusivo, o único que pode levar a uma solução pacífica e estável.”

O terrível massacre na Nigéria

A seguir, Leão XVI falou sobre o terrível massacre, na noite de 13 para 14 de junho, perpetrado na cidade de Yelwata, no Estado de Benue, na Nigéria, “no qual cerca de 200 pessoas foram mortas com extrema crueldade, a maioria delas deslocadas internas, acolhidas pela missão católica local”.

“Rezo para que a segurança, a justiça e a paz prevaleçam na Nigéria, um país amado e tão afetado por diversas formas de violência. Rezo especialmente pelas comunidades cristãs rurais do Estado de Benue, que têm sido incessantemente vítimas de violência.”

Sudão, devastado pela violência

A seguir, o Papa recordou a República do Sudão, “devastada pela violência há mais de dois anos”.

“Recebi a triste notícia da morte do padre Luke Jumu, pároco de El Fasher, vítima de um bombardeio. Ao mesmo tempo em que asseguro minhas orações por ele e por todas as vítimas, renovo meu apelo aos combatentes para que parem, protejam os civis e se engajem no diálogo pela paz. Exorto a Comunidade internacional a intensificar os esforços para prestar, pelo menos, assistência essencial à população, gravemente afetada pela grave crise humanitária. Continuemos a rezar pela paz no Oriente Médio, na Ucrânia e em todo o mundo.”

A beatificação de Floribert Bwana Chui

A seguir, Leão XIV recordou que, na tarde deste domingo, na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, será beatificado Floribert Bwana Chui, um jovem mártir congolês.

“Ele foi morto aos 26 anos porque, como cristão, se opôs à injustiça e defendeu os pequenos e os pobres. Que seu testemunho dê coragem e esperança aos jovens da República Democrática do Congo e de toda a África!”

Por fim, o Papa desejou a todos um bom domingo e disse aos jovens:

“Espero vocês daqui a um mês e meio no Jubileu dos Jovens! Que a Virgem Maria, Rainha da Paz, interceda por nós.”

Fonte: publicado no site vaticannews.va