Notícias da Igreja

O 14º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom 2025) está com chamada de trabalhos acadêmicos aberta para o evento, que acontecerá de 25 a 28

O 14º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom 2025) está com chamada de trabalhos acadêmicos aberta para o evento, que acontecerá de 25 a 28 de setembro de 2025, no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques, em Manaus (AM). O evento é promovido pela Comissão Episcopal para a Comunicação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e traz como tema central “Comunicação e Ecologia Integral: transformação e sustentabilidade justa”. 

A programação do Muticom será marcada por debates científicos e produção coletiva de conhecimento, com foco no papel da comunicação diante dos desafios socioambientais contemporâneos. 

A proposta metodológica do Muticom se organiza em Rios Temáticos, que são espaços formativos destinados à escuta, ao diálogo e à construção coletiva de saberes. É nesses rios que acontecerão as apresentações presenciais de comunicações acadêmicas, nos dias 26 e 27 de setembro de 2025, em formato de resumo expandido.   

Modalidade de submissão e temáticas 

Os interessados poderão submeter seus trabalhos na modalidade “Pesquisa que Transforma”, que contempla comunicações acadêmicas, em andamento ou já concluídas, que articulem teoria e prática no campo da comunicação ou em áreas afins. Os trabalhos devem estar vinculados a um dos 12 Rios Temáticos, que abrangem tópicos como: narrativas transmidiáticas, jornalismo ambiental, espiritualidade ecológica, ativismo digital, educomunicação, direito à informação, comunicação popular e saberes tradicionais. A lista completa dos rios e suas respectivas ementas está disponível na chamada oficial.   

Normas para submissão 

A submissão deverá ser feita por meio de resumo expandido (de 4 a 6 páginas), com texto formatado em fonte Times New Roman 12, espaçamento simples, conforme orientações disponíveis na chamada. Cada autor(a) poderá submeter até dois trabalhos, sendo um individual e outro em coautoria. Estudantes de graduação deverão obrigatoriamente submeter em coautoria com profissional formado. 

As submissões devem ser realizadas até o dia 20 de julho de 2025, via formulário disponível online:  

FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO   

Benefícios aos aprovados 

Autores(as) com trabalhos aprovados terão isenção da taxa de inscrição e participação garantida no evento. Os resumos integrarão um e-book com ISBN, com lançamento e distribuição digital gratuita após o Muticom.   

Sobre o Muticom 

O Mutirão Brasileiro de Comunicação é realizado há mais de 50 anos e se consolidou como o principal espaço de articulação, formação e inovação no campo da comunicação eclesial no Brasil. A edição de 2025 será especialmente marcada pelo diálogo entre comunicação e ecologia integral, em memória aos 10 anos da encíclica Laudato Si’ do Papa Francisco e em sintonia com os apelos do Papa Leão XIV por justiça ecológica, social e comunicacional.   

Cronograma da chamada de trabalhos: 

  • Lançamento da chamada: 09/06/2025 
  • Prazo final para submissão: 20/07/2025 
  • Divulgação dos trabalhos aprovados: até 25/07/2025 
  • Apresentações presenciais: 26 e 27/09/2025   

Informações 

Dúvidas devem ser encaminhadas para o e-mail:  [email protected] 

A íntegra da chamada, o edital, com normas detalhadas e temáticas dos rios, está disponível no link:  

EDITAL – CHAMADA PARA ENVIO DE TRABALHOS 

Fonte: Publicado no site cnbb.org.br
O Núncio Apostólico é uma “ponte” entre o Sucessor de Pedro e as Igrejas locais, entre a Igreja e os Estados, “entre as feridas
O Núncio Apostólico é uma “ponte” entre o Sucessor de Pedro e as Igrejas locais, entre a Igreja e os Estados, “entre as feridas do mundo e a esperança do Evangelho”, é o que afirma o cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, em entrevista concedida aos meios de comunicação do Vaticano por ocasião do Jubileu da Santa Sé, celebrado hoje (09/06), e na véspera da audiência do Papa Leão XIV com os participantes da peregrinação jubilar e do encontro dos representantes pontifícios.

“O representante pontifício é portador da diplomacia do Evangelho” e tem como dever “empenhar-se na mediação e no diálogo”, tornando-se um semeador de paz: é o que afirma o cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, em entrevista aos meios de comunicação do Vaticano por ocasião do Jubileu da Santa Sé, celebrado nesta segunda-feira, 9 de junho, e na véspera da audiência do Papa Leão XIV com os participantes do Jubileu e do encontro dos representantes pontifícios, programado para amanhã, 10 de junho.

Eminência, o Jubileu da Santa Sé oferece uma ocasião de encontro e um espaço de reflexão sobre como a Igreja se relaciona com o mundo. Que significado isso assume para o Corpo Diplomático da Santa Sé, e em particular para os núncios apostólicos?

O Jubileu da Santa Sé oferece a oportunidade, também para os representantes pontifícios, de viver um momento de unidade. A vida de cada um deles é uma contínua “peregrinação”, sem a possibilidade de se enraizar de forma estável em uma realidade. É uma vida em constante movimento, sim, mas não solitária. Esse Jubileu, portanto, me remete à imagem de uma família que, espalhada pelo mundo mas unida, se reúne em Roma para se estreitar ao redor do Papa.

Nesse reencontro, surge claramente o vínculo entre a dimensão particular e a universal da Igreja: o representante pontifício é, antes de tudo, uma ponte entre o Vigário de Cristo e as comunidades às quais foi enviado, e ao mesmo tempo mantém vivo o laço das Igrejas locais com a Sé Apostólica. Para garantir essa unidade, a Secretaria de Estado desempenha seu papel de coordenação, apoiando a missão dos representantes pontifícios em Roma e no mundo.

Como o senhor disse, os núncios apostólicos representam o Santo Padre junto às Igrejas locais e às autoridades civis. Qual é a especificidade de seu serviço e como conciliam a dimensão pastoral com a diplomática?

Os núncios apostólicos são, certamente, os representantes do Papa junto aos governos nacionais e às instituições supranacionais. Nesse aspecto, sua tarefa é propriamente diplomática: dialogar com as autoridades civis, trabalhar para recompor fraturas, promover a paz, a justiça e a liberdade religiosa, sem buscar interesses particulares, mas guiados por uma visão evangélica do mundo e das relações internacionais. Seu serviço, no entanto, por sua natureza, não pode se reduzir a uma função institucional fria; deve ser sustentado por uma autêntica presença pastoral. O núncio apostólico é, antes de tudo, um homem da Igreja, ele também é Pastor e deve seguir o exemplo de Cristo, o Bom Pastor! Ser Pastor significa estar próximo dos bispos, dos sacerdotes, dos religiosos e das comunidades que se é chamado a servir, tendo sempre um olhar eclesial, ou seja, de sacerdote que sente sobre si a responsabilidade pelos outros. Assim, o núncio apostólico se torna ponte entre o Sucessor de Pedro e as Igrejas locais, entre a Igreja e os Estados, entre as feridas do mundo e a esperança do Evangelho.

Quais qualidades o senhor considera fundamentais para um representante pontifício, especialmente neste momento histórico tão complexo?

Destacaria três. Antes de tudo, a humildade como disposição do coração. Isso permite “fazer-se pequeno” e firme na confiança de que o Senhor, através de nós, possa realizar grandes projetos. Com o aumento do ódio e da violência no mundo, a tendência pode ser ceder a certo pessimismo. Diante de tarefas complexas e inesperadas, confiemos serenamente na graça que acompanha e sustenta a missão.

Ao lado da humildade, o zelo evangélico. O representante pontifício é portador da diplomacia do Evangelho, tem a missão de levar a luz de Cristo até os recantos mais remotos da Terra. E, por fim, ser homens de reconciliação. O trabalho da diplomacia pontifícia é apoiar os esforços do Santo Padre na construção de um mundo cada vez mais voltado para a verdade, a justiça e a paz.

No mundo de hoje, torna-se dever do representante pontifício empenhar-se na mediação e no diálogo, porque somente assim é possível tecer a trama da cooperação internacional e captar até mesmo a mais frágil e escondida vontade das partes pela pacificação. Acolhamos o apelo do Santo Padre para nos tornarmos semeadores de paz, pois o outro — especialmente na diplomacia — não é, antes de tudo, um inimigo, mas um ser humano com quem se deve dialogar.

Em um mundo em constante transformação, como a formação diplomática dos jovens sacerdotes consegue acompanhar os desafios contemporâneos?

A Pontifícia Academia Eclesiástica cuida há trezentos anos da formação dos jovens sacerdotes que se preparam para entrar no serviço diplomático da Santa Sé. A reforma da Academia, recentemente implementada, buscou atualizar e reforçar a formação, para que ela esteja cada vez mais em sintonia com as complexidades do mundo atual. O objetivo desta nova fase da diplomacia vaticana é enviar ao mundo diplomatas que sejam competentes no plano profissional e profundamente animados por um espírito evangélico, conscientes de levar adiante o Magistério petrino como instrumentos de comunhão, semeadores de paz e construtores de relações solidárias e pacíficas entre os povos.

Fonte: publicado no site vaticannews.va

Hoje é Festa de São José de Anchieta, o apóstolo do Brasil. Ás 17h no Santuário Nacional em Anchieta, será celebrada uma missa, presidida

Hoje é Festa de São José de Anchieta, o apóstolo do Brasil. Ás 17h no Santuário Nacional em Anchieta, será celebrada uma missa, presidida pelo arcebispo de Vitória, dom Ângelo Mezzari.

São José de Anchieta “foi sacerdote, missionário, professor, historiador e, especialmente, evangelizador e catequista. É considerado iniciador da literatura, do teatro e da poesia brasileira.  Nasceu no dia 19 de março de 1534, em Tenerife, Ilha do Arquipélago das Canárias, Espanha. Era um dos doze filhos de João López de Anchieta e de Mência Diaz de Clavijo y Llarena. Foi batizado em 7 abril de 1534, na Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios, atual Catedral de San Cristóbal de La Laguna, de onde seu pai era prefeito.

José viveu com a família até aos quatorze anos de idade, quando se mudou para Coimbra, Portugal, para estudar filosofia no Real Colégio das Artes e Humanidades, anexo à Universidade de Coimbra. Ali, em 1 de maio de 1551, entrou como noviço da Companhia de Jesus. Mas, pouco tempo depois, foi acometido por uma tuberculose óssea, que lhe causou uma escoliose. Como último recurso, os médicos aconselharam-lhe a partir para o Brasil, onde o clima era mais saudável.

Missão no Brasil

Em 1553, ao chegar às terras brasileiras, José de Anchieta começou a trabalhar como catequista dos indígenas.  Além disso, desempenhou outras funções: professor, músico, enfermeiro, sapateiro, taumaturgo, construtor e conselheiro espiritual. Aprendeu a língua tupi, tornando-se verdadeiro mestre: compôs a “Arte de gramática” da língua mais falada na costa do Novo Mundo.

Em janeiro de 1554, José de Anchieta participou da inauguração do Colégio de São Paulo de Piratininga, hoje “Páteo do Collégio”, onde teve origem a cidade de São Paulo.

Em 1566, José de Anchieta foi ordenado sacerdote, em Salvador da Bahia. Após três anos, fundou o povoado de Reritiba, atual cidade Anchieta, no Espírito Santo. Em 1577, foi nomeado Provincial da Companhia de Jesus no Brasil, função que exerceu até 1585. Em 1595, retirou-se para Reritiba, onde permaneceu até à sua morte, que ocorreu em 9 de junho de 1597, aos 63 anos de idade.

Poema à Virgem

Em 1563, com o apoio dos franceses, a tribo dos Tamoios rebelou-se contra a colonização portuguesa. Padre José de Anchieta e Padre Manuel da Nóbrega, chefe da primeira Missão Jesuíta no Brasil, foram à aldeia de Iperoig – atual cidade de Ubatuba, litoral norte de São Paulo – como mediadores da revolta. Anchieta ofereceu-se como refém, enquanto Manuel da Nóbrega pôs a negociar a paz.

Durante o cativeiro, que durou cinco meses, o Jesuíta dedicou a Nossa Senhora seu mais lindo poema: o “Poema à Virgem”, cujos versos foram escritos na areia.

Canonização

A Canonização do “Apóstolo do Brasil” ocorreu 417 anos depois da sua morte, no dia 24 de abril de 2014, pelo Papa Francisco, em Roma. Em um documento dos Postuladores da Causa de Canonização, de 488 páginas, registram-se 5.350 histórias de pessoas, que alcançaram graças, por intercessão de São José de Anchieta.

Oração a São José de Anchieta

São José de Anchieta, Apóstolo do Brasil,
Poeta da Virgem Maria intercede por nós, hoje e sempre.
Dá-nos a disponibilidade de servir a Jesus,
como tu o serviste nos mais pobres e necessitados.
Protege-nos de todos os males do corpo e da alma.
E, se for vontade de Deus, alcança-nos a graça, que te pedimos.
São José de Anchieta, rogai por nós!

Na intenção de oração para o mês de junho, o Papa nos convida a rezar “para que cada um de nós encontre consolo na
Na intenção de oração para o mês de junho, o Papa nos convida a rezar “para que cada um de nós encontre consolo na relação pessoal com Jesus e aprenda do seu Coração a compaixão pelo mundo”.

Foi divulgada, nesta terça-feira (03/06), a mensagem de vídeo do Papa Leão XIV com a intenção de oração para o mês de junho, tradicionalmente dedicado ao Sagrado Coração de Jesus.

“Rezemos para que cada um de nós encontre consolo na relação pessoal com Jesus e aprenda do seu Coração a compaixão pelo mundo.”

É a primeira vez que a voz de Leão XIV aparece no O Vídeo do Papa para pedir aos cristãos que rezem por suas intenções.

O vídeo apresenta uma oração inédita ao Sagrado Coração em que se invoca a Cristo para pedir-lhe que nos ajude a conhecê-lo melhor, a estar com Ele, a aprender de seu amor; transformando-nos, de modo que Ele seja a nossa meta em cada circunstância da vida diária; e nos envie em uma missão de compaixão levando sua consolação ao mundo.

As imagens que acompanham a oração foram feitas na igreja do Santo Nome de Jesus, em Roma – onde se encontra a célebre pintura do Sagrado Coração de Jesus, de Pompeo Batoni, cuja restauração se concluirá neste mês – e no Santuário nacional do Sagrado Coração de Makati, nas Filipinas, que representa um local de devoção popular para toda a arquidiocese de Manila.

 

Símbolo do amor de Deus

Tradicionalmente, a Igreja dedica todo o mês de junho ao Sagrado Coração de Jesus, e convida os cristãos a fazer seu o olhar de Cristo sobre a humanidade e a agir com os sentimentos de seu Coração, sobretudo para aliviar o sofrimento dos mais frágeis.

O Coração de Cristo simboliza seu centro pessoal, de onde brota seu amor pela humanidade: é o mistério do coração de Deus que se comove e derrama seu amor sobre todos os homens e mulheres do mundo, em todos os tempos.

Ainda que a devoção ao Coração de Cristo tenha estado sempre presente na espiritualidade cristã, o seu auge se deu com as revelações a santa Margarida Maria Alacoque e sua interpretação por São Claudio La Colombière, SJ, no séc. XVII. O Papa Pio IX proclamou a festa do Sagrado Coração em 1856; posteriormente, o Papa Leão XIII reforçou sua importância elevando-a como Solenidade em 1889.

Um bom motivo da relevância do Sagrado Coração na vida da Igreja se encontra tanto na devoção popular quanto no fato de que quatro Papas lhe dedicaram uma encíclica.

Leão XIII, de quem o atual Pontífice assumiu o nome, escreveu a Annum sacrum em 1899; nela, consagra toda a humanidade ao Coração de Jesus. Em 1928, Pio XI, na Miserentissimum Redemptor, convida a reparar, con gestos de amor, as feridas causadas por nossos pecados ao Coração de Cristo. Em 1956, o Papa Pio XII publica a Haurietis aquas, na qual se aprofunda a teologia da devoção ao Sagrado Coração. Finalmente, o Papa Francisco, em 2024, escreve a Dilexit nos e propõe a devoção ao Coração de Cristo como resposta à cultura do descarte e da indiferença.

Segue a oração feita no O Vídeo do Papa.

Senhor,

hoje procuramos a companhia do teu terno Coração,

a Ti, que tens palavras que fazem arder meu coração,

a Ti que derramas compaixão sobre os mais pequenos e pobres,

sobre os que sofrem, e sobre todas as misérias humanas.

Desejamos conhecer-te melhor, contemplar-te no Evangelho,

estar contigo e aprender de Ti,

da caridade com que te deixaste tocar por todas as pobrezas.

Tu que nos mostraste o amor do Pai

amando-nos sem medida com o teu Coração divino e humano.

Concede a todos nós a graça do encontro contigo.

Muda, modela e transforma os nossos planos;

para que só te busquemos a Ti em todas as circunstâncias:

na oração, nos trabalhos, nos encontros e na rotina diária.

E deste encontro, envia-nos em missão;

uma missão e compaixão pelo mundo.

Sê para nós fonte de onde brota toda a consolação.

Amém.

de 1 a 8 de junho celebramos a Semana de Oração pela Unidade Cristã. Veja a programação organizada pelo CONIC . Leia abaixo a

de 1 a 8 de junho celebramos a Semana de Oração pela Unidade Cristã. Veja a programação organizada pelo CONIC .

Leia abaixo a publicação do site cnbb.org.br sobre a Semana de Oração.

A Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC) será celebrada, no Brasil, entre os dias 1º e 8 de junho de 2025, com o tema provocativo: “Crês nisso?” (cf. João 11,26). Promovida mundialmente pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pelo Conselho Mundial de Igrejas, a iniciativa busca unir cristãos de diferentes tradições em oração e diálogo pela superação das divisões históricas e pela construção de uma fé comum.

Oração, reflexão e compromisso com a unidade

A Semana de Oração acontece tradicionalmente em janeiro, no hemisfério Norte, entre os dias 18 e 25, datas simbólicas entre as festas de São Pedro e São Paulo. No hemisfério Sul, especialmente no Brasil, a SOUC é celebrada próximo à festa de Pentecostes, que remete à união e ao nascimento da Igreja.

No país, a coordenação da Semana é feita pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), que propõe materiais litúrgicos, reflexivos e formativos, disponíveis gratuitamente em formato digital. A proposta é que igrejas, comunidades e grupos ecumênicos organizem celebrações, encontros e momentos de oração ao longO texto bíblico traz à tona a dor da perda, o poder da ressurreição e, acima de tudo, uma pergunta essencial sobre o conteúdo da fé cristã.o da semana.

O tema de 2025

O versículo de João 11,26, no qual Jesus pergunta a Marta: “Crês nisso?”, inspira toda a SOUC 2025.  O grupo internacional que elaborou os subsídios deste ano convida os fiéis a refletirem profundamente: Em que Jesus acreditamos? Um Jesus compassivo, solidário e libertador, ou um Cristo moldado por interesses pessoais e ideológicos?

Outro destaque da SOUC 2025 é a celebração dos 1.700 anos do Concílio Ecumênico de Nicéia, realizado em 325 d.C. O evento foi um marco na história do cristianismo, estabelecendo consensos fundamentais sobre a natureza divina de Jesus Cristo e a data da celebração da Páscoa. O concílio resultou na formulação do Credo Niceno, uma das declarações de fé mais importantes para diversas tradições cristãs.

Embora tenha sido convocado por motivos políticos pelo imperador Constantino, o Concílio representou o primeiro esforço de reunir lideranças cristãs para refletirem coletivamente sobre a fé. O termo “ecumênico”, à época, referia-se ao território do Império Romano, mas hoje remete ao diálogo e à busca por comunhão entre diferentes igrejas.

Material digital e participação ativa

Desde 2021, todos os materiais da SOUC passaram a ser exclusivamente digitais. O Caderno de Celebração (e-book), o cartaz oficial e a explicação da arte criada por Gabriel Zinani estão disponíveis para download no site do CONIC.

Além disso, as comunidades são incentivadas a realizar uma oferta especial durante a Semana, como forma concreta de apoiar o ecumenismo. Os recursos arrecadados são destinados a ações regionais e nacionais promovidas pelo CONIC.

Oferta

A oferta da SOUC simboliza o comprometimento das pessoas com o ecumenismo. É uma forma concreta de mostrar que se acredita realmente na unidade dos cristãos (João 17:21). Os frutos das ofertas doadas ao longo da Semana são distribuídos, anualmente, da seguinte maneira: 40% para a representação regional do CONIC (onde houver), que é destinado a subsidiar reuniões e atividades ecumênicas locais, e 60% para o CONIC Nacional, para projetos de maior alcance.

SOUC pelo Brasil

A abertura da Semana de Oração pela Unidade Cristã 2025, em Brasília (DF), será realizada no dia 2 de junho, às 20 horas, na Catedral Episcopal Anglicana de Brasília. A celebração contará com a participação do padre Marcus Barbosa, assessor da Comissão para o Ecumenismo da CNBB.

Na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), também em Brasília, haverá um momento de celebração que contará com a participação de assessores e colaboradores da Sede, no dia 4 de junho, às 15h30.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta terça-feira, 27 de maio, uma nota pública em que denuncia a gravidade do Projeto de

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta terça-feira, 27 de maio, uma nota pública em que denuncia a gravidade do Projeto de Lei 2.159/2021, que institui uma nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental. Aprovado pelo Senado Federal em 21 de maio, o texto segue agora para tramitação final na Câmara dos Deputados. Para a Presidência da CNBB, a proposta representa um “grave retrocesso” nas políticas ambientais do país.

A entidade se une a diversas organizações da sociedade civil, movimentos sociais, comunidades tradicionais e povos originários ao denunciar que o projeto desmonta mecanismos essenciais de controle e prevenção de danos socioambientais.

“O que se aprova, na prática, é a institucionalização da flexibilização dos mecanismos de proteção da vida, das águas, das florestas e dos povos originários”, afirma a nota assinada pela presidência da CNBB.

Entre os principais pontos criticados estão a possibilidade de dispensa do licenciamento para empreendimentos autodeclarados de baixo impacto, a adoção do modelo de “licença por adesão e compromisso” e o enfraquecimento da participação popular nas decisões sobre projetos com potencial impacto ambiental.

Para a Presidência da CNBB, tais medidas podem abrir caminho para a impunidade e favorecer a repetição de tragédias como as de Mariana e Brumadinho, além de acelerar o desmatamento e a degradação dos biomas brasileiros.

A nota faz referência à encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, reforçando que a proteção ambiental é uma dimensão fundamental da justiça social. “Não há justiça social sem justiça ambiental”, pontua o texto, que também convoca católicos e cidadãos a se posicionarem contra a proposta e pressionarem os parlamentares pela sua rejeição.

O apelo ganha força em um momento simbólico: o décimo aniversário da Laudato Si’, a Campanha da Fraternidade de 2025 dedicada à Ecologia Integral e a aproximação da COP30, conferência climática da ONU que será sediada pelo Brasil. A CNBB conclama os fieis a reafirmarem seu compromisso com o cuidado da Casa Comum e os direitos das futuras gerações.

Confira (aqui) a nota na íntegra.

Atenta às crescentes demandas das Igrejas Particulares e das comunidades de vida consagrada, especialmente no campo da saúde integral, a Comissão Episcopal para os

Atenta às crescentes demandas das Igrejas Particulares e das comunidades de vida consagrada, especialmente no campo da saúde integral, a Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, em parceria com a Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE) e a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), lança o curso de Especialização Lato Sensu em Saúde Mental no Contexto da Vida Religiosa Consagrada e Presbiteral. As inscrições podem ser feitas até o dia 13 de junho (AQUI).

Com formato híbrido — unindo encontros presenciais e atividades online — o curso foi pensado para oferecer instrumentos teóricos e práticos a profissionais de saúde, formadores, animadores vocacionais e agentes pastorais que atuam no acompanhamento psicológico e espiritual de religiosos e presbíteros.

A formação contempla temas como os desafios da saúde mental nos ambientes comunitários religiosos, discernimento vocacional, acompanhamento psicológico-espiritual e cuidados preventivos no cotidiano da vida consagrada e ministerial. A formação pretende responder a uma necessidade concreta e urgente das comunidades eclesiais: promover o cuidado integral da pessoa, especialmente em contextos de exigência espiritual e emocional.

“O curso é voltado também àqueles que exercem funções de liderança em casas de formação, pastorais vocacionais e na pastoral presbiteral, contribuindo para a construção de ambientes mais saudáveis, maduros e acolhedores dentro da vida religiosa e presbiteral”, afirmam os organizadores.

edital do curso, juntamente com material de divulgação, já está disponível e está sendo amplamente compartilhado entre dioceses, congregações religiosas e instituições de ensino teológico. A expectativa é formar agentes comprometidos com uma abordagem humana e integrada da missão evangelizadora.

A iniciativa reforça o compromisso da CNBB, da FAJE e da CRB com uma formação sólida e atual, em sintonia com os apelos do Papa por uma Igreja mais próxima, misericordiosa e cuidadora de todos os seus membros. Para mais informações, os interessados podem acessar o edital do curso nos canais oficiais da FAJE.

Fonte: publicado no site cnbb.org.br
Nas celebrações do Jubileu 2025, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai realizar uma peregrinação com governantes das esferas municipal, estadual e

A proposta é favorecer “um momento especial de oração, celebração e reflexão sobre o papel do cristão na política, com a súplica comum por sabedoria, discernimento e coragem para servir ao povo brasileiro com integridade, respeito à dignidade humana e compromisso com o bem comum”, segundo a motivação encaminhada às autoridades.

O assessor de relações institucionais e governamentais da CNBB, frei Jorge Luiz Soares, destaca que os governantes e seus familiares, convidados para a celebração jubilar vão estar juntos, “aos pés de Nossa Senhora Aparecida, rezando pelo nosso país, pelos nossos estados, pelos nossos municípios, mas, sobretudo, pedindo a bênção de Deus, a bênção de Deus por intercessão de Nossa Senhora para que possa iluminar a vida, as decisões, o caminho de todos aqueles que exercem a função do governo no nosso Brasil”.

Programação do Jubileu dos Governantes

🔹Sábado, dia 05 de julho

  • 17h – Acolhida no Santuário e Oração do Terço na Capela das Confissões (subsolo da Basílica)

🔹Domingo, dia 06 de julho

  • 08h – Missa na Basílica
  • 09h30 – Coffee break
  • 10h – Palestra: A esperança não decepciona: fé que inspira a boa política a serviço do bem comum (Auditório Padre Noé Sotillo)
  • 11h – Comunicações
  • 12h – Encerramento

Faça a sua inscrição para o Jubileu dos Governantes aqui

Fonte: publicado no site cnbb.org.br