Notícias da Igreja

As inscrições para a 55ª edição dos Prêmios de Comunicação, uma iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), se encerram no próximo dia

As inscrições para a 55ª edição dos Prêmios de Comunicação, uma iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), se encerram no próximo dia 10 de maio, conforme o regulamento. Os Prêmios visam reconhecer e valorizar o trabalho de profissionais da comunicação que, nos diversos meios,  apresentaram suas obras e se distinguiram pela promoção dos valores do Evangelho e da dignidade humana. A grande novidade deste ano é a inclusão do Prêmio São Carlo Acutis, voltado às áreas de publicidade, identidade visual e design digital.

Os Prêmios de Comunicação da CNBB abrangem diversas categorias, contemplando produções em cinema, rádio, televisão, imprensa, internet, pesquisas acadêmicas e iniciativas pastorais. Entre os prêmios tradicionais estão o “Margarida de Prata” (Cinema), “Microfone de Prata” (Rádio), “Dom Helder Câmara” (Imprensa), “Clara de Assis” (Televisão), “Dom Luciano Mendes de Almeida” (Internet), “Kerigma” (Pastoral da Comunicação) e “Papa Francisco” (Teses e Dissertações Acadêmicas).

Um novo prêmio “Carlo Acutis”

A grande inovação desta edição é a criação do Prêmio Carlo Acutis, destinado às produções de publicidade e design que promovam valores humanos e cristãos. As inscrições podem ser feitas em formatos como campanhas publicitárias (digitais ou impressas), identidades visuais para projetos evangelizadores, peças gráficas (cartazes, folhetos, outdoors), vídeos publicitários institucionais e layouts para redes sociais, sites ou aplicativos.

A inclusão dessa categoria reforça o papel estratégico da comunicação visual na evangelização e no diálogo com a sociedade. O padre Arnaldo Rodrigues, assessor de comunicação da CNBB, faz um convite às incrições nos Prêmios de Comunicação. Confira no vídeo:

Coordenação e seleção dos premiados

A organização dos prêmios é conduzida por uma coordenação geral composta por membros da Assessoria de Comunicação da CNBB, o padre Arnaldo Rodrigues (coordenador geral) e Willian Bonfim; e pelo doutor em comunicação pela PUC-SP, Rafael Alberto, que exerce a coordenação de forma voluntária.

A seleção dos premiados ocorre em duas etapas: um júri técnico, formado por especialistas das respectivas áreas indicado pelas Pontifícias Universidades Católicas do Brasil, que escolhe os cinco melhores trabalhos de cada categoria, e um júri pastoral, composto por bispos membros do Conselho Episcopal Pastoral da CNBB, que define os vencedores com base na pertinência dos conteúdos aos valores cristãos e à dignidade humana.

Inscrições e premiação

As inscrições estarão abertas até o dia 10 de maio de 2025. Os interessados deverão acessar o site oficial dos Prêmios de Comunicação da CNBB (premios.cnbb.org.br) para preencher o formulário e enviar seus materiais.

Podem concorrer para esta edição dos Prêmios de Comunicação da CNBB, os autores dos trabalhos de todas as categorias realizados entre 1º de janeiro de 2022 a 31 de dezembro de 2024. Os três finalistas de cada categoria serão anunciados até 31 de agosto de 2025. A cerimônia de entrega dos prêmios ocorrerá em 18 de outubro, em São Paulo (SP). A premiação será exibida posteriomente pelas emissoras de inspiração católica.

Com esta nova edição e a inclusão do Prêmio Carlo Acutis, a CNBB reforça seu compromisso em valorizar a comunicação como instrumento essencial na promoção da dignidade humana e dos valores cristãos.

Clique (aqui) e acesse o regulamento completo.

“Os Cardeais, conscientes da responsabilidade a que são chamados, reconhecem a necessidade de serem sustentados pela oração de todos os fiéis”, ressalta o comunicado
“Os Cardeais, conscientes da responsabilidade a que são chamados, reconhecem a necessidade de serem sustentados pela oração de todos os fiéis”, ressalta o comunicado da Santa Sé.
A Santa Sé divulgou um comunicado, nesta quarta-feira (30/04), informando que o Colégio Cardinalício convida o povo de Deus a viver este momento eclesial como um acontecimento de graça e de discernimento espiritual.

Segue o comunicado da Santa Sé.

O Colégio Cardinalício, reunido em Roma e empenhado nas Congregações Gerais que preparam o Conclave, deseja dirigir ao Povo de Deus o convite a viver este momento eclesial como um acontecimento de graça e discernimento espiritual, na escuta da Vontade de Deus.

Por isso, os Cardeais, conscientes da responsabilidade a que são chamados, reconhecem a necessidade de serem sustentados pela oração de todos os fiéis. Esta é a verdadeira força que, na Igreja, favorece a unidade de todos os membros no único Corpo de Cristo (cf. 1 Cor 12, 12).

Diante da grandeza desta iminente tarefa e das urgências do tempo presente, é necessário, antes de tudo, fazermo-nos instrumentos humildes da infinita Sabedoria e Providência do Pai Celeste, na docilidade à ação do Espírito Santo. É Ele, na verdade, o protagonista da vida do Povo de Deus, Aquele a quem devemos escutar, acolhendo o que diz à Igreja (cf. Ap 3, 6).

Que Nossa Senhora, com a sua intercessão maternal, acompanhe esta comum invocação.

Vatican News

Neste 1º de maio, data em que a Igreja celebra a memória de São José Operário e a sociedade volta seu olhar para a

Neste 1º de maio, data em que a Igreja celebra a memória de São José Operário e a sociedade volta seu olhar para a dignidade do trabalho humano, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulga uma mensagem especial dirigida a todos os trabalhadores e trabalhadoras do país.

Atendendo ao pedido de nosso Arcebispo Metropolitano, Dom Ângelo Mezzari, RCJ, compartilhamos este texto como expressão de solidariedade pastoral e de compromisso cristão com a justiça social, o bem comum e os direitos daqueles que, com esforço e esperança, constroem o Brasil com o suor de seu trabalho.

Leia a seguir a íntegra da mensagem da CNBB para o Dia do Trabalhador.

Papa a sacerdotes na Missa do Crisma: renovar o “Sim” para uma entrega radical, gratuita e discreta A homilia escrita por Francisco foi lida

A homilia escrita por Francisco foi lida pelo cardeal Calcagno na Basílica de São Pedro para 4300 pessoas. O Pontífice conduziu a reflexão sobre o livro da vida e missão dos sacerdotes, que deve seguir as páginas de Jesus “que nos evangeliza, que nos liberta das nossas prisões, que abre os nossos olhos, que nos alivia dos fardos que carregamos aos ombros”. Torna-se “um ministério jubilar, como o d’Ele, mas sem tocar as trombetas: numa entrega que não é estridente, mas radical e gratuita”.

Na manhã desta Quinta-feira Santa (17/04), na Basílica de São Pedro, especialmente bispos e cerca de 1800 sacerdotes participaram da Missa do Crisma também chamada de Missa dos Santos Óleos ou da Unidade, já que são abençoados os óleos que serão usados nas cerimônias sacramentais do Batismo, Crisma e Unção dos Enfermos. Na celebração, presidida pelo cardeal Domenico Calcagno, presidente emérito da Administração do Patrimônio da Sé Apostólica, também foram renovadas as promessas sacerdotais, feitas no dia da Ordenação, quando receberam a unção do Espírito Santo por meio do óleo do Crisma.

Um momento para reafirmar a unidade, expressa pela comunhão eclesial em torno do mistério pascal de Cristo, e também o próprio compromisso de servir a Jesus. Trata-se da história pessoal de cada um, recorda o Papa Francisco em homilia lida na ocasião pelo cardeal Calcagno, de onde se “abre um jubileu, isto é, um tempo e um oásis de graça” que faz parte do “livro da nossa vida e ensina-nos a encontrar as passagens que revelam o seu sentido e missão”. Mas, questiona Francisco, “estou aprendendo a ler minha vida ou tenho medo de o fazer?”.

Os jubileus, continua o Pontífice, se refletem “na proximidade quotidiana do padre ao seu povo, na qual se cumprem as profecias de justiça e paz” e não somente “a cada 25 anos – assim o espero!”, diz o Papa, ao acrescentar que o “reino de sacerdotes não coincide com um clero”. O sacerdócio ministerial é “puro serviço ao povo sacerdotal”, de um “pastor que ama o seu povo” e “não vive à procura de consenso e aprovação a qualquer custo”:

“Portanto, para nós, sacerdotes, o ano jubilar representa um apelo específico a recomeçar sob o sinal da conversão: peregrinos de esperança, para sairmos do clericalismo e nos tornar arautos de esperança.”

A Bíblia é a primeira casa

O Papa Francisco, então, ao refletir o Evangelho da Missa da Unidade, faz um regresso a Nazaré onde Jesus foi criado e mantinha bons hábitos, o de frequentar a sinagoga e o de ler, que revelam “onde está o nosso coração”, como o de Cristo, apaixonado pela Palavra de Deus. E o Pontífice comenta:

“Caríssimos, estamos aqui reunidos para repetir e assumir como nosso este «Sim, Amém!». Trata-se da confissão de fé do povo de Deus: `Sim, é verdade, é firme como uma rocha!`. A paixão, morte e ressurreição de Jesus, que estamos prestes a reviver, são o terreno que sustenta firmemente a Igreja e, nela, o nosso ministério sacerdotal. E que terreno é este? Em que húmus podemos não só crescer, mas florescer?”

As “Escrituras são a sua casa. Aqui está o terreno, o húmus vital que encontramos ao tornarmo-nos seus discípulos”, afirma o Papa, ao indicar: “queridos sacerdotes, todos nós temos uma Palavra a cumprir. Cada um de nós tem uma relação com a Palavra de Deus que vem de longe. Colocamo-la ao serviço de todos somente quando a Bíblia continua a ser a nossa primeira casa”.

As páginas escritas com eficácia e discrição

Francisco convida a ajudar também os outros a encontrarem “as páginas das suas vidas: por exemplo, os noivos, quando escolhem as leituras do seu Matrimônio; ou aqueles que estão de luto e procuram passagens para confiar a pessoa falecida à misericórdia de Deus e às orações da comunidade”. Todavia, “é também importante para cada um de nós, e de uma forma especial, a página escolhida por Jesus”, porque “é precisamente o Espírito de Jesus que permanece o protagonista silencioso do nosso serviço. Quando as palavras se tornam realidade em nós, o povo sente o seu sopro”. E, sem “nunca desanimar”, acreditando “Deus nunca falha”, procurar “levar a boa nova aos pobres, a libertação aos prisioneiros, a vista aos cegos, a liberdade aos oprimidos”.

A reflexão do Papa, lida pelo cardeal Calcagno, foi finalizada com um encorajamento que só vem de Jesus, “que nos evangeliza, que nos liberta das nossas prisões, que abre os nossos olhos, que nos alivia dos fardos que carregamos aos ombros. E depois porque, ao chamar-nos para a sua missão, inserindo-nos sacramentalmente na sua vida, Ele liberta também os outros através de nós”, sem nem perceber:

“O nosso sacerdócio torna-se um ministério jubilar, como o d’Ele, mas sem tocar as trombetas: numa entrega que não é estridente, mas radical e gratuita. É o Reino de Deus, aquele de que falam as parábolas, eficaz e discreto como o fermento, silencioso como a semente. Quantas vezes os pequeninos o reconheceram em nós? E nós, somos capazes de dizer obrigado?”

Francisco continua apresentando melhora em seu estado de saúde, especialmente nas funções motoras, respiratórias e vocais. Ainda não há confirmação sobre sua participação nas
Francisco continua apresentando melhora em seu estado de saúde, especialmente nas funções motoras, respiratórias e vocais. Ainda não há confirmação sobre sua participação nas celebrações do Tríduo Pascal. As celebrações serão presididas por cardeais designados pelo próprio Pontífice.

Nesta terça-feira, 15 de abril, a Sala de Imprensa da Santa Sé deu informações sobre a convalescença do Papa Francisco durante um encontro com jornalistas:

O Papa continua melhorando do ponto de vista motor, respiratório e vocal. Quanto ao uso do oxigênio, ele consegue ficar mais tempo sem as cânulas nasais. Em relação ao de alto fluxo, é de uso residual para fins terapêuticos, sempre à noite e quando necessário. Os vários tratamentos continuam. Prosseguem também os breves encontros com os superiores da Cúria. O próximo briefing sobre a saúde do Pontífice está previsto para sexta-feira (18/04).

Celebrações do Tríduo PascalAinda não há indicações sobre a presença do Santo Padre nos ritos do Tríduo Pascal. As meditações da Via-Sacra deste ano foram preparadas pelo Papa e serão publicadas às 12h (horário local) da Sexta-feira Santa.

Na manhã de quinta-feira (17/04), a Missa do Crisma será presidida pelo cardeal Domenico Calcagno, presidente emérito da Administração do Patrimônio da Sé Apostólica.

Hoje (15/04) será divulgado o calendário das celebrações na Basílica de São Pedro: na quinta-feira, a Missa da Ceia do Senhor será às 18h, mas não será organizada pela Capela Papal.

Na sexta-feira, a celebração da Paixão do Senhor será presidida pelo cardeal Gugerotti. A Via-Sacra no Coliseu será presidida pelo cardeal Baldassare Reina, vigário do Papa para a diocese de Roma.

É o Papa quem delega os cardeais que presidem às várias celebrações.

A Sala de Imprensa da Santa Sé informa que o estado de saúde do Papa permanece estável, com progressos graduais na recuperação. O Santo
A Sala de Imprensa da Santa Sé informa que o estado de saúde do Papa permanece estável, com progressos graduais na recuperação. O Santo Padre continua ativo, recebe visitas e mantém contatos com membros da Cúria Romana. A participação nos ritos da Semana Santa ainda não está confirmada. No domingo, a Missa de Ramos será presidida pelo cardeal Sandri.

Nesta sexta-feira, 11 de abril, a Sala de Imprensa do Vaticano divulgou novas informações sobre a convalescença do Papa Francisco, durante um briefing com os jornalistas credenciados junto à Santa Sé:

O Papa segue com uma convalescença regular. O quadro é estável, com melhoras graduais do ponto de vista motor, respiratório e no uso da voz. Os exames de sangue estão bons. O Papa não faz uso de oxigenação durante períodos prolongados. Os altos fluxos são agora de uso residual e sobretudo para fins terapêuticos.

Nestes dias, o Santo Padre recebeu em visita membros da Secretaria de Estado, alguns superiores da Cúria e prefeitos dos Dicastérios.

Ainda não há indicações sobre sua presença nos ritos da Semana Santa. Isso dependerá também do clima. No domingo, a Missa de Ramos será celebrada pelo cardeal Leonardo Sandri, delegado do Papa.

Quanto ao dia de ontem, o Pontífice estava fazendo um passeio e escolheu prolongá-lo para ir rezar na Basílica.

Publicação: vaticannews.va

O site vaticannews.va publicou a aparição rápida do Papa na missa do Jubileu dos Enfermos e do Mundo da Saúde: Na doença, Deus não
O site vaticannews.va publicou a aparição rápida do Papa na missa do Jubileu dos Enfermos e do Mundo da Saúde:
Na doença, Deus não nos deixa sozinhos e, se nos abandonarmos a Ele, precisamente onde as nossas forças falham, podemos experimentar a consolação da sua presença. Ele mesmo, feito homem, quis partilhar a nossa fraqueza em tudo e sabe bem o que é o sofrimento. Por isso, podemos dizer-Lhe e confiar-Lhe a nossa dor, certos de que encontraremos compaixão, proximidade e ternura: disse o Papa na Missa deste domingo, presidida por dom Fisichella, ponto alto do Jubileu dos Enfermos e do Mundo da Saúde.

“Com o seu amor cheio de confiança, Deus envolve-nos para que, por sua vez, nos tornemos nós mesmos, uns para os outros, “anjos’, mensageiros da sua presença, a tal ponto que tanto para quem sofre como para quem presta assistência, a cama de um doente se pode transformar, muitas vezes, num ‘lugar santo’ de salvação e redenção”, disse Francisco na homilia por ele preparada para a Missa deste domingo – presidida na Praça São Pedro pelo arcebispo Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização -, ponto alto do Jubileu dos Enfermos e do Mundo da Saúde, com a participação de cerca de 20 mil peregrinos: pacientes, médicos, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, profissionais da saúde, voluntários, provenientes de mais de 90 países.

De seu quarto, Francisco está particularmente perto de nós

Antes de pronunciar a homilia, o arcebispo Fisichella quis dirigir-se aos participantes da Eucaristia com as seguintes palavras:

Irmãos e irmãs, a poucos metros de nós, o Papa Francisco, de seu quarto na Casa Santa Marta, está particularmente perto de nós e está participando, como tantos doentes, tantas pessoas frágeis, desta Santa Eucaristia pela televisão. Sinto-me feliz e honrado por oferecer minha voz para ler a homilia que ele preparou para esta ocasião.

Partindo da promessa de Deus trazida pelo profeta Isaías que se dirige ao povo de Israel exilado na Babilônia assegurando-lhe realizar algo de novo, que já está a aparecer, e do trecho do Evangelho em que Jesus entra na vida da pecadora que está para ser apedrejada, defendendo-a e resgatando-a da violência de seus carrascos, Francisco ressalta que em ambos os casos em que tudo parece perdido, Deus dá a possibilidade de começar uma nova existência.

Deus está sempre ao nosso lado para nos salvar

Com estas narrativas dramáticas e comoventes, a liturgia de hoje convida-nos a renovar, no caminho quaresmal, a confiança em Deus, que está sempre ao nosso lado para nos salvar. Não há exílio, nem violência, nem pecado, nem qualquer outra realidade da vida que o impeça de estar à nossa porta e bater, pronto a entrar logo que lho permitamos. Aliás, observou o Santo Padre, é sobretudo quando as provações se tornam mais duras que a sua graça e o seu amor nos apertam com uma força ainda maior, para nos reerguer.

Irmãs e irmãos, lemos estes textos no momento em que celebramos o Jubileu dos enfermos e do mundo da saúde, e não há dúvida que a doença é uma das provas mais difíceis e duras da vida, durante a qual tocamos com a mão o quanto somos frágeis. Tal como aconteceu com o povo exilado ou a mulher do Evangelho, ela pode levar a fazer-nos sentir privados de esperança no futuro. Mas não acontece assim.

Nesses momentos, continuou o Pontífice, Deus não nos deixa sozinhos e, se nos abandonarmos a Ele, precisamente onde as nossas forças falham, podemos experimentar a consolação da sua presença. Ele mesmo, feito homem, quis partilhar a nossa fraqueza em tudo e sabe bem o que é o sofrimento. Por isso, podemos dizer-Lhe e confiar-Lhe a nossa dor, certos de que encontraremos compaixão, proximidade e ternura.

Partilho convosco a experiência da enfermidade

Queridos médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde, enquanto cuidais dos vossos pacientes, em especial dos mais frágeis, o Senhor oferece-vos a oportunidade de renovar continuamente a vossa vida, alimentando-a com gratidão, misericórdia e esperança. Ele chama-vos a iluminá-la com a consciência humilde de que nada está garantido e tudo é dom de Deus; e a alimentá-la com aquela humanidade que se experimenta quando, deixadas por terra as aparências, permanece o que conta: os pequenos e grandes gestos de amor. Permiti que a presença dos doentes entre na vossa existência como um dom, para curar o vosso coração, purificando-o de tudo o que não é caridade e aquecendo-o com o fogo ardente e doce da compaixão.

E convosco, queridos irmãos e irmãs doentes, neste momento da minha vida, estou a partilhar muito: a experiência da enfermidade, de me sentir frágil, de depender dos outros em tantas coisas, de precisar de apoio. Nem sempre é fácil, mas é uma escola na qual aprendemos todos os dias a amar e a deixarmo-nos amar, sem exigir nem recusar, sem lamentar nem desesperar, agradecidos a Deus e aos irmãos pelo bem que recebemos, abertos e confiantes no que ainda está para vir. O quarto do hospital e a cama da enfermidade podem ser lugares para ouvir a voz do Senhor que também nos diz a nós: “Vou realizar algo de novo, que já está a aparecer: não o notais?” (Is 43, 19). E, deste modo, renovar e fortalecer a fé. 

Saudação e agradecimento do Santo Padre aos presentes

Ao término da celebração, Francisco presenteou os participantes fazendo uma surpresa a todos, deixando-os comovidos: apresentou-se brevemente diante do altar, em sua cadeira de rodas. Detendo-se em poucos minutos, o Papa acenou aos presentes, abençoou-os e fez uma saudação:

“Bom domingo a todos! Muito obrigado!”

Antes de saudar os peregrinos e os fiéis na praça, o Santo Padre recebeu o sacramento da reconciliação na Basílica de São Pedro, deteve-se em oração e atravessou a Porta Santa.

Por fim, ao término da Missa foi lida uma mensagem de Francisco de agradecimento:

Sua Santidade o Papa Francisco saúda com afeto todos os que participaram desta celebração e agradece do fundo do coração as orações dirigidas a Deus pela sua saúde, desejando que a peregrinação jubilar seja rica de frutos. Ele lhes concede a bênção apostólica, estendendo-a aos entes queridos, aos doentes e aos sofredores, bem como a todos os fiéis hoje reunidos.

No vídeo de intenção de oração para abril, Francisco pede para olhar “menos as telas” e “mais nos olhos”. Assim é possível colocar a
No vídeo de intenção de oração para abril, Francisco pede para olhar “menos as telas” e “mais nos olhos”. Assim é possível colocar a tecnologia a serviço de todos, especialmente dos mais frágeis, para descobrir “o que realmente importa: que somos irmãos, irmãs, filhos do mesmo Pai”, sem nos distanciarmos dos demais e da realidade. “Rezemos para que o uso das novas tecnologias não substitua as relações humanas, mas respeite a dignidade das pessoas”, diz o Papa em voz gravada antes da internação.

“Como eu queria que olhássemos menos as telas e nos olhássemos mais nos olhos!”

https://youtu.be/3F_0yObsiSc

Assim começa Francisco na mensagem em vídeo com a intenção de oração para o mês de abril que  o Pontífice confia à Igreja Católica através da Rede Mundial de Oração do Papa. A voz de Francisco foi gravada antes da sua internação de 38 dias no Hospital Gemelli de Roma. O vídeo traz uma preocupação mundial ligada ao uso das novas tecnologias e a exortação do Papa que elas não substituam as relações humanas, mas respeitem “a dignidade das pessoas” e ajudem “a enfrentar as crises do nosso tempo”. Um tema de grande atualidade, especialmente por causa da difusão das redes sociais e do crescente desenvolvimento da inteligência artificial.

“Se gastamos mais tempo com o celular que com as pessoas, algo não funciona. A tela nos faz esquecer que detrás há pessoas reais que respiram, riem e choram. É verdade, a tecnologia é fruto da inteligência que Deus nos deu. Porém devemos usá-la bem. Não pode beneficiar apenas a uns poucos enquanto outros ficam excluídos.”

O alerta do Papa para perigos e riscos

O Papa Francisco recorda, assim, que se a tecnologia não é utilizada bem, pode produzir efeitos negativos. Entre eles estão o isolamento e a falta de relações verdadeiras; riscos como o ciberbullying e o ódio nas redes sociais; além do aumento das desigualdades econômicas, sociais, educativas e de trabalho, por exemplo. Para evitar esses perigos, o Papa convida a colocar a tecnologia a serviço do ser humano, utilizando-a para unir as pessoas e ajudar quem precisa, até para fomentar a cultura do encontro e proteger o planeta:

“O que devemos fazer? Usar a tecnologia para unir, não para dividir. Para ajudar aos pobres. Para melhorar a vida dos enfermos e das pessoas com capacidades diferentes. Usar a tecnologia para cuidar de nossa casa comum. Para nos encontrar como irmãos. Porque quando nos olhamos nos olhos, descobrimos o que realmente importa: que somos irmãos, irmãs, filhos do mesmo Pai.”

As novas tecnologias e a família

O cardeal Michael Czerny, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, faz ecoar as palavras do Papa Francisco: “as novas tecnologias são um importante recurso e instrumento a serviço da família humana. Para que sirvam ao seu desenvolvimento, o seu uso deve orientar-se pelo respeito da dignidade e dos direitos fundamentais do homem. Vamos nos unir ao chamado do Santo Padre, para que o progresso digital constitua um dom para a humanidade, no respeito da dignidade de cada pessoa, da justiça e do bem comum”.

A necessidade de um enfoque ético das novas tecnologiasO vídeo do Papa, realizado neste mês com a colaboração com da Coronation Media, empresa de produção dos Estados Unidos, e o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. “Coronation Media está orgulhosa de apoiar ‘O Vídeo do Papa’, continuando uma década de serviço à Igreja Católica como premiado estúdio de vídeo e animação”, afirmam os cofundadores, Bill Phillips e Gary Gasse. “Essa colaboração representa um marco significativo no compromisso contínuo da empresa de navegar pela convergência da expressão humana autêntica com as novas tecnologias e meios de comunicação. Foi uma honra apoiar diretamente a oportuna mensagem de Sua Santidade à comunidade eclesial mundial sobre o uso responsável da tecnologia. De um modo muito concreto, apoiar essa mensagem supõe reforçar nossa dedicação ao uso ético das tecnologias emergentes para fomentar o desenvolvimento humano e para coroar o bem em nosso trabalho”.

Os efeitos da tecnologia em nossas vidas

O diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, Pe. Cristóbal Fones, afirma que, no vídeo, “o Papa Francisco nos quer recordar que usar responsavelmente a tecnologia supõe colocá-la a serviço da pessoa humana e da criação. Se é usada dessa forma, é também um meio para dar glória a Deus, já que nossas capacidades e nossa criatividade provêm d´Ele. Além disso, o uso ético das novas tecnologias ajuda a cuidar da criação, salvaguarda a dignidade do ser humano e melhora a vida”. Nesse ponto, o Pe. Fones menciona avanços como a facilidade de acesso a uma infinidade de recursos educativos on-line; a telemedicina, os aplicativos dedicados à saúde e os novos instrumentos de diagnósticos; os aplicativos que melhoram a comunicação e que permitem manter contatos ao redor do mundo e inclusive trabalhar em equipe, apesar das distâncias; as tecnologias de reciclagem e as energias renováveis… “A tecnologia pode ser uma poderosa ferramenta para enfrentar crises globais como a pobreza ou a mudança climática”, afirma.

Porém esse uso ético da tecnologia “requer, sobretudo, que olhemos aos demais com os olhos do coração, que estabeleçamos relações fraternas com os outros, que é o que nos convida o Papa”, continua Padre Fones: “o respeito à dignidade de cada pessoa e o bem comum são os princípios que devem guiar-nos no momento de discernir como usar a tecnologia e para quê”. Em resumo, “o Papa Francisco nos exorta a desenvolver uma consciência crítica sobre como usamos as novas tecnologias e seus efeitos em nossa própria vida e na sociedade. E nos anima a fazer e promover um uso responsável das novas tecnologias que favoreça o desenvolvimento humano integral de todos, especialmente dos mais desfavorecidos”.

Em respeito à dignidade das pessoas

No marco do Ano Santo, é bom recordar que uma das condições necessárias para obter as indulgências concedidas por causa do Jubileu é rezar pelas intenções do Pontífice e ‘O Vídeo do Papa’ apresenta precisamente essas intenções, como a do mês de abril, pelo bom uso das novas tecnologias, que não nos distanciem dos demais e da realidade:

“Rezemos para que o uso das novas tecnologias não substitua as relações humanas, mas respeite a dignidade das pessoas e ajude a enfrentar as crises do nosso tempo.”

Publicado no site vaticannews.va