Notícias da Igreja

Com a intenção de promover a vivência da Páscoa nas escolas, a Comissão Episcopal para a Cultura e a Educação da Conferência Nacional dos

Com a intenção de promover a vivência da Páscoa nas escolas, a Comissão Episcopal para a Cultura e a Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) elaborou um roteiro celebrativo para a Páscoa nas escolas, com uma abordagem ecumênica. A iniciativa busca auxiliar comunidades escolares —públicas, privadas e confessionais— a vivenciarem a Páscoa por meio de uma celebração comunitária, promovendo espiritualidade, encontro fraterno, esperança e paz no ambiente educativo.

Neste ano do Jubileu, o material destaca o tema da esperança, ressaltando a Páscoa como seu ícone máximo. O documento também estabelece um vínculo entre a celebração pascal e a Campanha da Fraternidade deste ano, incorporando o Cântico das Criaturas como símbolo de uma humanidade restaurada em Cristo ressuscitado e em harmonia com a criação. Além disso, a proposta incentiva práticas sustentáveis, como a reciclagem e reutilização de materiais descartados na construção da cruz que será utilizada na celebração.

O roteiro está disponível para dowload em formato e-book e será também distribuído a agentes da Pastoral da Educação, à Associação Nacional de Educação Católica e a instituições públicas de ensino. O assessor do Setor Educação, padre Júlio César Evangelista Resende, salienta que a Páscoa representa um novo suspiro de esperança e vida em meio aos desafios da humanidade:

“Com esta celebração oferecemos às comunidades escolares o convite a ressoar um canto de fé, solidariedade e esperança, reafirmando que a vida sempre supera a morte e que a e paz e a fraternidade brotam da alegria que vem do Cristo ressuscitado”, diz.

Clique (aqui) e baixe o arquivo na íntegra.

Publicação no site cnbb.org.br

O Regional Norte 2, em Belém (PA), recebeu nos últimos dois dias (25 e 26), o primeiro dos cinco encontros regionais preparatório para a

O Regional Norte 2, em Belém (PA), recebeu nos últimos dois dias (25 e 26), o primeiro dos cinco encontros regionais preparatório para a COP30, a ‘PRE-COP NORTE’ do Projeto ‘Igreja Rumo à COP 30’, realizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que através de formações voltadas para lideranças da Igreja, promoveu um entendimento mais profundo sobre as mudanças climáticas e suas consequências.

Durante a tarde de ontem foi trabalhado junto com os presentes os ‘Eixos Temáticos da Conferência do Clima’ que foram debatidos por eixo temático como desmatamento zero, convergência entre clima e biodiversidade, transição ecológica e energética para uma economia de baixo carbono e financiamento.

A professora Ima Vieira, pesquisadora do Museu Emilio Goeldi, revelou uma transformação profunda e preocupante do maior bioma tropical do planeta durante o terceiro painel ‘Crise climática e eventos extremos no bioma amazônico e área litorânea da macrorregião Norte’, e fez uma panorâmica sobre a crise ambiental que a Amazônia enfrenta há mais de três décadas após a Cúpula da Terra no Rio de Janeiro em 1992.

“As mudanças climáticas têm provocado alterações dramáticas na região com o aumento de temperatura que amplificam significativamente o risco de incêndios e provocam impactos devastadores na região”, alertou.

Incidência da Igreja na COP30

Divididos por grupos os participantes, ao final do dia, debateram sobre o ‘Documento de Base e Subsídio para a Incidência Política da Igreja na COP 30 – Um chamado à conversão ecológica, formação e resistência às falsas soluções climáticas’ que exige, de todos, uma postura profética, que denuncie falsas soluções climáticas e anuncie a esperança de uma nova sociedade, baseada na justiça, na fraternidade universal com todas as criaturas e no cuidado com a Casa Comum, refletindo a esperança de que a COP 30 seja um marco de resistência e transformação, guiada pela força das comunidades e pela visão de uma igreja em saída, comprometida com a justiça socioambiental e a dignidade de todos os seres.

Francisco Meireles, presidente do Conselho Nacional do Laicato no Brasil no Regional Norte 1 – CNLB N1 e membro do Conselho do Regional Norte 1 no Amazonas e Roraima, acredita ser importante a participação de todos os meios e agentes sociais dentro da Igreja para refletir sobre a Pré-COP.

“A importância da PRÉ-COP para o Norte é ter a participação de todos os meios e agentes sociais envolvidos dentro da nossa Igreja Católica, para que possamos refletir e trazer realmente as pautas que são de suma importância para essa mudança climática que está acontecendo nos últimos anos principalmente aqui no Brasil, na Amazônia. Que seja realmente frutuosa e que leve as nossas bases, as nossas comunidades, paróquias e áreas missionárias, a reflexão de um processo de mudança de atitude, de hábito de cada pessoa”, disse.

Propostas aos chefes de Estado da COP30

A Igreja do Norte do Brasil, reunida em Belém, coloca-se como porta-voz para ajudar os chefes de Estado a conhecerem a realidade da região, como destacou o bispo da diocese de Carolina no Maranhão, dom Francisco Lima Soares.  “A Igreja se reúne para propor e para lembrar que existem dificuldades nos povos ribeirinhos e nos povos da floresta, nas cidades, nas periferias das cidades e mostra que as mudanças climáticas estão corroborando para isso. Então, é importante que a Igreja tenha uma palavra no momento da COP 30”, afirmou.

O encontro finalizou com uma Celebração Eucarística onde foi entregue um “Guia para multiplicação” e envio dos multiplicadores, sob a presidência de dom Joaquim Hudson de Souza Ribeiro, bispo auxiliar da arquidiocese de Manaus, pertencente ao Regional Norte 1.

O Pré-COP Norte, foi o primeiro dos cinco encontros regionais preparatórios para a COP30, a próxima reunião Pré-COP Nordeste acontecerá nos dias 11 e 12 de julho em Juazeiro (BA), seguido da Pré-COP Sul de 18 a 20 de julho, em Governador Celso Ramos (SC), Pré-COP Leste de 25 a 27 de julho, em Belo Horizonte (MG), finalizando com a Pré-COP Centro-Oeste no dia 6 de agosto em Bonito (MS).

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025, também chamada de COP30, acontecerá na capital paraense no período de 10 a 21 de novembro.

Dando continuidade ao Ciclo de Catequeses para este Jubileu 2025 sobre o tema “Jesus Cristo nossa Esperança”, Francisco dedicou sua reflexão, nesta quarta-feira (26/03),

Dando continuidade ao Ciclo de Catequeses para este Jubileu 2025 sobre o tema “Jesus Cristo nossa Esperança”, Francisco dedicou sua reflexão, nesta quarta-feira (26/03), à Samaritana dentro da sequência “A vida de Jesus. Os Encontros”.

Depois de refletir, na semana passada, sobre o encontro de Jesus com Nicodemos, que foi procurá-lo, “refletimos sobre aqueles momentos em que parece que Jesus estava bem ali nos esperando, naquela encruzilhada da nossa vida. São encontros que nos surpreendem e, a princípio, podemos até ficar um pouco desconfiados: tentamos ser prudentes e entender o que está acontecendo”, escreve o Papa.

“Provavelmente, essa também foi a experiência da mulher samaritana, mencionada no quarto capítulo do Evangelho de João”, afirma Francisco. “Ela não esperava encontrar um homem no poço ao meio-dia; na verdade, ela não esperava encontrar ninguém. De fato, ela vai buscar água no poço numa hora incomum, quando está muito quente. Talvez essa mulher tenha vergonha de sua vida, talvez tenha se sentido julgada, condenada, não compreendida e, por isso, tenha se isolado, rompido relações com todos.”

O encontro com Jesus

“Para ir da Judeia para a Galileia, Jesus poderia ter escolhido outro caminho e não ter atravessado a Samaria. Teria sido até mais seguro, dadas as relações tensas entre judeus e samaritanos”, escreve o Papa. “Mas, ele quer passar por ali e para naquele poço, naquela hora! Jesus nos espera e se faz encontrar justamente quando pensamos que para nós já não há esperança. O poço, no antigo Oriente Médio, é um lugar de encontro, onde às vezes são arranjados casamentos, é um local de noivado. Jesus quer ajudar esta mulher a entender onde procurar a verdadeira resposta ao seu desejo de ser amada”, ressalta o Pontífice.

“O tema do desejo é fundamental para compreender este encontro. Jesus é o primeiro a expressar o seu desejo: “Dá-me de beber!” Para iniciar um diálogo, Jesus faz-se passar por fraco, deixando assim a outra pessoa à vontade, garantindo que não se assuste. A sede é frequentemente, também na Bíblia, a imagem do desejo. Mas aqui Jesus tem sede, primeiramente, da salvação daquela mulher. «Mas, se Jesus lhe pediu do que beber – diz Santo Agostinho – era da fé dela que Ele tinha sede».”

“Se Nicodemos fora ter com Jesus à noite, aqui Jesus encontra a mulher samaritana ao meio-dia, a hora em que há mais luz. É realmente um momento de revelação”, ressalta o Pontífice. “Jesus dá-se a conhecer a ela como o Messias e também ilumina a sua vida. Ajuda-a a reler a sua história, complicada e dolorosa, de uma nova forma: teve cinco maridos e agora está com um sexto que não é marido. O número seis não é aleatório, mas geralmente indica imperfeição. Talvez seja uma alusão ao sétimo marido, aquele que poderá finalmente satisfazer o desejo desta mulher de ser verdadeiramente amada. E esse noivo só pode ser Jesus.”

As pessoas reconciliadas levam o Evangelho

“Ao perceber que Jesus conhece a sua vida, a mulher muda a conversa para a questão religiosa que dividia judeus e samaritanos. Isto também nos acontece, por vezes, enquanto rezamos: no momento em que Deus toca a nossa vida com os seus problemas, por vezes perdemo-nos em reflexões que nos dão a ilusão de uma oração bem-sucedida. Na verdade, nós criamos barreiras de proteção. Mas o Senhor é cada vez maior, e àquela mulher samaritana, a quem segundo as normas culturais nem sequer devia ter falado, dá a mais alta revelação: fala-lhe do Pai, que deve ser adorado em espírito e verdade. E quando ela, mais uma vez surpreendida, observa que é melhor esperar o Messias sobre estas coisas, Ele diz-lhe: “Sou eu, quem fala contigo”. É como uma declaração de amor: Aquele que você está à espera sou eu. Aquele que pode finalmente responder ao seu desejo de seres amada”, escreve o Papa.

“Neste momento a mulher apressa-se a chamar o povo da aldeia, pois é precisamente da experiência de se sentir amada que surge a missão. E que mensagem poderia ela ter levado senão a sua experiência de ser compreendida, acolhida, perdoada? É uma imagem que nos deveria fazer refletir sobre a nossa procura de novas formas de evangelizar.”

“Tal como uma pessoa apaixonada, a samaritana esquece o seu cântaro aos pés de Jesus. O peso daquela ânfora na sua cabeça, de cada vez que regressava a casa, lembrava-a da sua condição, da sua vida atribulada. Mas agora o cântaro é colocado aos pés de Jesus. O passado já não é um fardo; ela está reconciliada. E assim também acontece conosco: para irmos anunciar o Evangelho, precisamos primeiro depositar aos pés do Senhor o peso da nossa história, entregar-Lhe o peso do nosso passado. Só as pessoas reconciliadas podem levar o Evangelho”.

Por fim, o Papa convida a não perder a esperança. “Mesmo que a nossa história pareça pesada, complicada, talvez até mesmo arruinada, temos sempre a possibilidade de a entregar a Deus e recomeçar a nossa caminhada. Deus é misericórdia e nos espera sempre!”

“Obrigado a todos!” Essas foram as palavras do Papa ao saudar os fiéis, romanos e turistas que foram ao Hospital Gemelli para ver o

“Obrigado a todos!”

Essas foram as palavras do Papa ao saudar os fiéis, romanos e turistas que foram ao Hospital Gemelli para ver o Pontífice depois de 38 dias de internação, a mais longa do seu pontificado.

Em meio à multidão de três mil pessoas, Francisco reconheceu uma senhora, Carmela Mancuso, de 78 anos, que todas as quartas-feiras participa da Audiência Geral para lhe entregar um maço de rosas: “E vejo essa senhora com as flores amarelas. É uma boa pessoa”, disse ainda o Papa do 5º andar do Hospital, e não do 10º, onde estava internado, justamente para ficar mais próximo dos fiéis, como pediu o Pontífice.

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Os fiéis puderam acompanhar a saudação do Papa na Praça São Pedro   (VATICAN MEDIA Divisione Foto)
Ouça a reportagem completa com a voz do Papa Francisco

Durante o anúncio da alta feito no sábado, os médicos Sergio Alfieri e Luigi Carbone alertam que o Papa estava mais magro, mas Francisco apareceu bem, com um semblante sereno, acenando para os fiéis com o sinal de “joia” com o polegar em riste. E concedeu a bênção somente com as mãos.

Logo em seguida, o Papa deixou o hospital rumo à Casa Santa Marta. Durante o trajeto, fez uma etapa na Basílica de Santa Maria Maior para entregar o ramalhete que recebeu de Carmela ao card. Rolandas Makrickas, arcipreste coadjutor. As flores foram depositadas diante do ícone da Salus Popoli Romani para agradecer por sua recuperação. Na sequência, Francisco voltou ao Vaticano e, antes de entrar pelo portão próximo à sua residência, fez uma última parada para saudar os militares que fazem a guarda naquele local.

O Papa em Santa Maria Maior
O Papa em Santa Maria Maior   (VATICAN MEDIA Divisione Foto)

“Experimentei a paciência do Senhor”

Enquanto os fiéis emocionados viam o seu pastor, a Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou o texto preparado para o Angelus:

“Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!

A parábola que encontramos no Evangelho de hoje nos fala da paciência de Deus, que nos exorta a fazer de nossa vida um tempo de conversão. Jesus usa a imagem de uma figueira estéril, que não produziu os frutos esperados e que, no entanto, o agricultor não quer cortar: deseja adubá-la mais uma vez para ver ‘se dará fruto no futuro’ (Lc 13,9). Esse agricultor paciente é o Senhor, que trabalha com zelo o terreno de nossa vida e aguarda confiante o nosso retorno a Ele.”

Em seguida, o Papa faz uma referência à sua saúde:

“Neste longo período de recuperação, tive a oportunidade de experimentar a paciência do Senhor, que vejo também refletida na dedicação incansável dos médicos e dos profissionais da saúde, assim como nos cuidados e nas esperanças dos familiares dos doentes. Essa paciência confiante, ancorada no amor de Deus que nunca falha, é verdadeiramente necessária à nossa vida, especialmente para enfrentar as situações mais difíceis e dolorosas.”

Que as armas se calem imediatamente!

Grande parte do texto do Angelus, porém, manifesta a preocupação do Pontífice com as guerras no mundo, de modo especial com a situação no Oriente Médio:

“Entristece-me a retomada dos pesados bombardeios israelenses na Faixa de Gaza, com tantas mortes e feridos. Peço que as armas se calem imediatamente e que se tenha a coragem de retomar o diálogo, para que todos os reféns sejam libertados e se alcance um cessar-fogo definitivo. Na Faixa de Gaza, a situação humanitária é novamente gravíssima e exige o compromisso urgente das partes beligerantes e da comunidade internacional.

Alegra-me, por outro lado, que a Armênia e o Azerbaijão tenham acordado o texto definitivo do Acordo de Paz. Espero que seja assinado o quanto antes e possa, assim, contribuir para estabelecer uma paz duradoura no sul do Cáucaso.

Com tanta paciência e perseverança, vocês continuam a rezar por mim: agradeço-lhes muito! Eu também rezo por vocês. E juntos imploramos pelo fim das guerras e pela paz, especialmente na martirizada Ucrânia, na Palestina, em Israel, no Líbano, em Mianmar, no Sudão e na República Democrática do Congo.

Que a Virgem Maria nos proteja e continue a nos acompanhar no caminho rumo à Páscoa.”

O Conselho Permanente da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, enviou mensagem ao Papa Francisco, confirmando orações pela sua recuperação. Leia a mensagem

O Conselho Permanente da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, enviou mensagem ao Papa Francisco, confirmando orações pela sua recuperação. Leia a mensagem abaixo:

Brasília – DF, 19 de março de 2025

Solenidade de São José, esposo da Bem-Aventurada Virgem Maria


V. S.
PAPA FRANCISCO

Ref.: Carta de apoio e solidariedade ao Papa Francisco do Conselho Permanente da CNBB.

Querido Papa Francisco,
Na Solenidade de São José, patrono universal da Igreja, na qual comemoramos o 12º ano do início do seu ministério petrino, nós bispos, reunidos no Conselho Permanente da CNBB, queremos expressar o nosso afeto e proximidade neste período de sua enfermidade e provação.

Este momento, oferecido pelo bem da Igreja e da humanidade, tem sido um significativo testemunho de doação e solidariedade para com os que sofrem. Sua sensibilidade pastoral e sua ternura o têm mantido profundamente em sintonia com os problemas e os sofrimentos do nosso tempo.

Estamos gratos por ser testemunha dos sofrimentos de Cristo que se prolongam no seu corpo que é a Igreja, e que atingem agora aquele que a preside na caridade e na unidade. Cremos que se realiza em sua vida o que professa São Paulo: “Completo na minha carne o que falta aos sofrimentos de Cristo” (Cl 1,24). Também, estamos comovidos pela sua decisão de não ocultar aos olhos do mundo seu processo de adoecimento e recuperação.

O povo brasileiro, manifestando unidade e comunhão com o Bispo de Roma, sempre reza por Vossa Santidade. Nesses últimos dias nossa gente tem intensificado orações e súplicas por suas intenções. Unidos numa mesma prece em cada celebração, manifestamos nosso desejo por sua pronta recuperação, para continuar nos confirmando na fé e na esperança. 

Suplicamos a intercessão bondosa da Virgem Aparecida, nossa mãe e saúde dos enfermos, que lhe seja favorável e lhe alcance a graça de uma completa recuperação.

Com votos de saúde e paz, expressamos nossa estima e comunhão. Caminhamos juntos, como peregrinos da esperança, com o Sucessor de Pedro e o acompanhamos nesta fase de sua vida.

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
– Conselho Permanente –

Hoje, 19 de março de 2025, Dia dedicado a São José, o Papa Francisco divulgou a mensagem que seria lida na Audiência Geral. Desde

Hoje, 19 de março de 2025, Dia dedicado a São José, o Papa Francisco divulgou a mensagem que seria lida na Audiência Geral. Desde o início da internação as Audiências estão suspensas, mas os textos continuaram sendo divulgados internamente. Esta é a mensagem divulgada no site do Vaticano:

No âmbito do Ciclo de Catequeses para este Jubileu 2025 sobre o tema, Jesus Cristo nossa Esperança, Francisco dedicou a sua reflexão nesta quarta-feira a Nicodemos, na série, “A vida de Jesus. Os Encontros”.

Com esta catequese, – destaca Francisco no texto – começamos a contemplar alguns encontros narrados nos Evangelhos, a fim de compreender a maneira com a qual Jesus dá esperança. De fato, há encontros que iluminam a vida e trazem esperança.

Francisco sublinha que pode acontecer, por exemplo, que alguém nos ajude a ver de uma perspectiva diferente uma dificuldade ou um problema que estamos enfrentando; ou pode ocorrer que alguém simplesmente nos dê uma palavra que não nos faça sentir sozinhos na dor pela qual estamos passando. Às vezes, também pode haver encontros silenciosos, em que nada é dito, mas também esses momentos nos ajudam a retomar o caminho.

E o primeiro encontro que o Papa evidencia é o de Jesus com Nicodemos, narrado no capítulo 3 do Evangelho de João.

Nicodemos vai até Jesus à noite: um horário incomum para um encontro. Na linguagem de João, as referências de tempo geralmente têm um valor simbólico: aqui a noite é provavelmente a noite que está no coração de Nicodemos. Ele é um homem que se encontra na escuridão das dúvidas, naquela escuridão que experimentamos quando não entendemos mais o que está acontecendo em nossas vidas e não vemos claramente o caminho a seguir. Se você estiver no escuro, é claro que buscará a luz.

Nicodemos – afirma Francisco -, busca Jesus porque sentiu que Ele pode iluminar a escuridão de seu coração.

Nicodemos não entende o que Jesus lhe diz porque continua a pensar com sua própria lógica e categorias. Ele é um homem com uma personalidade bem definida, tem um papel público, é um dos líderes dos judeus. Mas provavelmente as contas não fecham mais para ele. Nicodemos sente que algo não está mais funcionando em sua vida. Ele sente a necessidade de mudar, mas não sabe por onde começar.

“Em alguns momentos da vida, isso acontece com todos nós. Se não aceitarmos de mudar, se nos fecharmos em nossa rigidez, nos hábitos ou nas nossas formas de pensar, iremos correr o risco de morrer. A vida está na capacidade de mudar para encontrar uma nova maneira de amar”.

Francisco diz que escolheu começar com Nicodemos também porque ele é um homem que, com a sua própria vida, mostra que essa mudança é possível. Nicodemos conseguirá: no final, ele estará entre aqueles que vão a Pilatos para pedir o corpo de Jesus (cf. Jo 19,39)! Nicodemos finalmente veio à luz, renasceu e não precisa mais ficar no escuro.

“As mudanças às vezes nos assustam. Por um lado, elas nos atraem, às vezes as desejamos, mas, por outro lado, preferimos permanecer nas nossas comodidades. É por isso que o Espírito nos incentiva a enfrentar esses medos”.

Jesus recorda a Nicodemos que também os israelitas tinham medo quando andavam no deserto. E eles se fixaram tanto em suas preocupações que, em algum momento, esses medos assumiram a forma de serpentes venenosas. Para serem libertados, eles tinham de olhar para a serpente de cobre que Moisés havia colocado em um poste, ou seja, tinham de olhar para cima e ficar diante do objeto que representava seus medos. Somente olhando diretamente para o que nos causa medo é que podemos começar a nos libertar.

Francisco finaliza dizendo que “Nicodemos, como todos nós, poderá olhar para o Crucificado, Aquele que derrotou a morte, a raiz de todos os nossos medos. Levantemos também nós o olhar para Aquele a quem traspassaram, deixemos também nós sermos encontrados por Jesus. Nele encontramos a esperança para enfrentar as mudanças em nossa vida e nascer de novo”.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio do seu Conselho Permanente, que encontra-se em reunião em Brasília, divulgou nesta terça-feira, 18/3,

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio do seu Conselho Permanente, que encontra-se em reunião em Brasília, divulgou nesta terça-feira, 18/3, uma nota na qual demonstra perplexidade e indignação diante das propostas de mudanças da Lei da Ficha Limpa no Congresso Nacional.

O Senado pode votar, nesta terça-feira, o projeto de lei que altera a Lei Complementar nº 135 de 2010, mais conhecida como Lei da Ficha Limpa. A proposta, que muda regras da lei de iniciativa popular, já foi aprovada por deputados federais.

A proposta a ser votada determina, entre outras alterações na Lei, que políticos cassados e condenados não poderão se eleger por oito anos contados da condenação, prazo menor do que o previsto atualmente, que é contado a partir do final da pena ou da pena ou mandato.

O que diz a CNBB

A nota da CNBB reafirma que a Lei da Ficha Limpa é “uma das mais importantes conquistas democráticas da sociedade brasileira, um patrimônio do povo e importante conquista da ética na política”

A lei, segundo os membros do Conselho Permanente da CNBB, é fruto da mobilização de milhões de brasileiros e brasileiras convidados à participação por dezenas de organizações sociais e Igrejas, foi aprovada por unanimidade pelas duas Casas Legislativas em 2010. Conhecida em todo o país, representa um marco na luta contra a corrupção. O texto reforça um trecho da Fratelli Tutti, sobre a política: “É necessário uma política melhor, a política colocada ao serviço do verdadeiro bem comum” (Papa Francisco, Fratelli Tutti, n. 154).

Segundo o documento, as mudanças contidas nesses PLPs desfiguram os principais mecanismos de proteção da Lei da Ficha Limpa ao beneficiar especialmente aqueles condenados por crimes graves, cuja inelegibilidade poderá ser reduzida ou mesmo anulada antes do cumprimento total das penas.

“Além disso, as mudanças pretendidas isentam quem praticou os abusos de poder político e econômico, e enfraquecem o combate às práticas corruptas que comprometem a democracia brasileira”, afirma um trecho do documento.

Acesse a nota na íntegra:
Nota da CNBB sobre os ataques à Ficha Limpa

O papel da CNBB na aprovação da Lei

A Igreja Católica no Brasil, liderada pela CNBB e pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), desempenhou um papel fundamental na mobilização popular que coletou 90% das 1,6 milhão de assinaturas necessárias para propor a lei de iniciativa popular que resultou na Lei da Ficha Limpa. A lei foi aprovada em maio de 2010 por unanimidade no Senado Federal.

A lei proíbe que políticos condenados em decisões colegiadas de segunda instância possam se candidatar, mesmo que ainda exista possibilidade de recursos. Também torna inelegível por oito anos um candidato que tiver o mandato cassado ou renunciar para evitar a cassação.

Aprovada em 2010, a Lei da Ficha Limpa alterou a legislação de inelegibilidade, criada em 1990, estabelecendo regras mais rígidas para impedir que políticos condenados por crimes, como corrupção e abuso de poder, disputem as eleições. Atualmente, a lei prevê que políticos condenados fiquem inelegíveis por oito anos.

 

Saiba mais:

Série especial da CNBB celebra 15 anos da Lei da Ficha Limpa e relembra a atuação da Igreja Católica nesse processo histórico – CNBB
A CNBB e a luta pela ética na política: o legado da Lei da Ficha Limpa e seus impactos no combate à corrupção no Brasil – CNBB

 

O Papa Francisco enviou mensagem à Igreja no Brasil sobre a Quaresma e a Abertura da Campanha da Fraternidade. Leia abaixo a mensagem na

O Papa Francisco enviou mensagem à Igreja no Brasil sobre a Quaresma e a Abertura da Campanha da Fraternidade. Leia abaixo a mensagem na íntegra..

Queridos irmãos e irmãs do Brasil,

Com este dia de jejum, penitência e oração, iniciamos a Quaresma deste Ano Jubilar da Encarnação. Nesta ocasião, desejo manifestar a minha proximidade à Igreja peregrina nessa Nação e felicitar os meus irmãos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil pela iniciativa da Campanha da Fraternidade, que se repete há mais de 60 anos e que neste ano tem como tema “Fraternidade e Ecologia Integral” e como lema a passagem da Escritura na qual, contemplando a obra da criação, “Deus viu que tudo era muito bom” (cf. Gn 1,31).

Com a Campanha da Fraternidade, os bispos do Brasil convidar todo o povo brasileiro a trilhar, durante a Quaresma, um caminho de conversão baseado na Carta Encíclica Mandato Si’, que publiquei há quase 10 anos, em 24 de maio de 2015, e que senti necessidade de complementar com a Exortação Apostólica Laudate Deum, de 4 de outubro de 2023.

Nestes documentos, quis chamar a atenção de toda a humanidade para a urgência de uma necessária mudança de atitude em nossas relações com o meio ambiente, recordando que a atual «crise ecológica é um apelo a uma profunda conversão interior› (Mandato Si’, 217). Neste sentido, o meu predecessor de venerável memória, São João Paulo II, já alertava que era «preciso estimular e apoiar a “conversão ecológica”, que tomou a humanidade mais sensível» (Audiência, 17 de janeiro de 2001) ao tema do cuidado com a Casa Comum.

Por isso, louvo o esforço da Conferência Episcopal em propor mais uma vez como horizonte o tema da ecologia, junto à desejada conversão pessoal de cada fiel a Cristo. Que todos nós possamos, com o especial auxílio da graça de Deus neste tempo jubilar, mudar nossas convicções e práticas para deixar que a natureza descanse das nossas explorações gananciosas.

O tema da Campanha da Fraternidade deste ano expressa também a disponibilidade da Igreja no Brasil em dar a sua contribuição para que, durante a COP 30 do próximo mês de novembro, que se realizará em Belém do Pará, no coração da querida Amazônia, as nações e os organismos internacionais possam comprometer-se efetivamente com práticas que ajudem na superação da crise climática e na preservação da obra maravilhosa da Criação, que Deus nos confiou e que temos a responsabilidade de transmitir às futuras gerações.

Desejo que esse itinerário quaresmal dê muitos frutos e nos encha a todos de Esperança, da qual somos peregrinos neste Jubileu. Faço votos que a Campanha da Fraternidade seja novamente um poderoso auxílio para as pessoas e comunidades desse amado País no seu processo de conversão ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo e de compromisso concreto com a Ecologia Integral.

Confiando estes votos aos cuidados de Nossa Senhora Aparecida, concedo de bom grado a Bênção Apostólica a todos os filhos e filhas da querida nação brasileira, de modo especial àqueles que se empenham no cuidado com a Casa Comum, pedindo que continuem a rezar por mim.

Roma, São João de Latrão, 11 de fevereiro de 2025, memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes.

Franciscus