Notícias da Igreja

“Caminhemos juntos na esperança”, é o título da mensagem do Papa Francisco para a Quaresma deste ano, 2025. A mensagem relaciona o Tempo Quaresmal
“Caminhemos juntos na esperança”, é o título da mensagem do Papa Francisco para a Quaresma deste ano, 2025. A mensagem relaciona o Tempo Quaresmal com o Ano Jubilar e serve como orientação aos cristãos para uma vivência deste tempo especial em que nos aproximamos intensamente com a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Leia na íntegra clicando aqui e veja abaixo a matéria publicada no site vaticannews.va

Foi divulgada, nesta terça-feira (25/02), a mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2025 intitulada “Caminhemos juntos na esperança”.

“Com o sinal penitencial das cinzas sobre as nossas cabeças, iniciamos na fé e na esperança a peregrinação anual da Santa Quaresma”, escreve Francisco, reiterando o convite da Igreja, mãe e mestra, a “preparar os nossos corações e a abrir-nos à graça de Deus para podermos celebrar com grande alegria o triunfo pascal de Cristo, o Senhor, sobre o pecado e a morte”. “Jesus Cristo, morto e ressuscitado, é o centro da nossa fé e a garantia da nossa esperança na grande promessa do Pai, já realizada n’Ele, Seu Filho amado: a vida eterna”.

Quaresma enriquecida pela graça do Ano Jubilar

“Nesta Quaresma, enriquecida pela graça do Ano Jubilar”, o Papa oferece algumas reflexões sobre “o que significa caminhar juntos na esperança e evidencia “os apelos à conversão que a misericórdia de Deus dirige a todos nós, enquanto indivíduos e comunidades”.

Em primeiro lugar, caminhar. “O lema do Jubileu – “Peregrinos de Esperança” – traz à mente a longa travessia do povo de Israel em direção à Terra Prometida, narrada no livro do Êxodo: a difícil passagem da escravidão para a liberdade, desejada e guiada pelo Senhor, que ama o seu povo e sempre lhe é fiel. Não podemos recordar o êxodo bíblico sem pensar em tantos irmãos e irmãs que, hoje, fogem de situações de miséria e violência e vão à procura de uma vida melhor para si e para seus entes queridos”.

De acordo com Francisco, “aqui, surge um primeiro apelo à conversão, porque todos nós somos peregrinos na vida, mas cada um pode perguntar-se: como me deixo interpelar por esta condição? Estou realmente a caminho ou estou paralisado, estático, com medo e sem esperança, acomodado na minha zona de conforto? Busco caminhos de libertação das situações de pecado e falta de dignidade? Seria um bom exercício quaresmal confrontar-nos com a realidade concreta de algum migrante ou peregrino e deixar que ela nos interpele, a fim de descobrir o que Deus pede de nós para sermos melhores viajantes rumo à casa do Pai. Esse é um bom “exame” para o viandante”.

Caminhar juntos, ser sinodal, é esta a vocação da Igreja

“Em segundo lugar, façamos esta viagem juntosCaminhar juntos, ser sinodal, é esta a vocação da Igreja. Os cristãos são chamados a percorrer o caminho em conjunto, jamais como viajantes solitários. O Espírito Santo impele-nos a sair de nós mesmos para ir ao encontro de Deus e dos nossos irmãos, e nunca a fechar-nos em nós mesmos”, ressalta o Pontífice. “Caminhar juntos significa ser tecelões de unidade, partindo da nossa dignidade comum de filhos de Deus; significa caminhar lado a lado, sem pisar ou subjugar o outro, sem alimentar invejas ou hipocrisias, sem deixar que ninguém fique para trás ou se sinta excluído. Sigamos na mesma direção, rumo a uma única meta, ouvindo-nos uns aos outros com amor e paciência”, escreve o Papa no texto.

De acordo com Francisco, “nesta Quaresma, Deus nos pede que verifiquemos se nas nossas vidas e famílias, nos locais onde trabalhamos, nas comunidades paroquiais ou religiosas, somos capazes de caminhar com os outros, de ouvir, de vencer a tentação de nos entrincheirarmos na nossa autorreferencialidade e de olharmos apenas para as nossas próprias necessidades”.

O Papa nos convida a perguntar “diante do Senhor se somos capazes de trabalhar juntos a serviço do Reino de Deus, como bispos, sacerdotes, pessoas consagradas e leigos; se, com gestos concretos, temos uma atitude acolhedora em relação àqueles que se aproximam de nós e a quantos se encontram distantes; se fazemos com que as pessoas se sintam parte da comunidade ou se as mantemos à margem. Este é o segundo apelo: a conversão à sinodalidade“.

Horizonte do caminho quaresmal rumo à vitória pascal

Em terceiro lugar, Francisco nos convida a fazer “este caminho juntos na esperança de uma promessa. esperança que não engana, mensagem central do Jubileu, seja para nós o horizonte do caminho quaresmal rumo à vitória pascal. Como o Papa Bento XVI nos ensinou na Encíclica Spe salvi, «o ser humano necessita do amor incondicionado. Precisa daquela certeza que o faz exclamar: “Nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”». Jesus, nosso amor e nossa esperança, ressuscitou e, vivo, reina glorioso. A morte foi transformada em vitória e aqui reside a fé e a grande esperança dos cristãos: na ressurreição de Cristo!”

“Eis o terceiro apelo à conversão: o da esperança, da confiança em Deus e na sua grande promessa, a vida eterna“, escreve o Papa, convidando a nos perguntar: “Estou convicto de que Deus me perdoa os pecados? Ou comporto-me como se me pudesse salvar sozinho? Aspiro à salvação e peço a ajuda de Deus para a receber? Vivo concretamente a esperança que me ajuda a ler os acontecimentos da história e me impele a um compromisso com a justiça, a fraternidade, o cuidado da casa comum, garantindo que ninguém seja deixado para trás?”

Francisco conclui a mensagem, afirmando que “graças ao amor de Deus em Jesus Cristo, somos conservados na esperança que não engana. A esperança é “a âncora da alma”, inabalável e segura. Nela, a Igreja reza para que «todos os homens sejam salvos» e anseia estar na glória do céu, unida a Cristo, seu esposo. Que a Virgem Maria, Mãe da Esperança, interceda por nós e nos acompanhe no caminho quaresmal”.

Anexos

A partir de hoje, 24 de fevereiro de 2025, os cardeais residentes em Roma e os colaboradores da Cúria Romana, farão uma vigília de

A partir de hoje, 24 de fevereiro de 2025, os cardeais residentes em Roma e os colaboradores da Cúria Romana, farão uma vigília de oração com a reza do terço pela saúde do Papa.

A vigília acontecerá na Praça de São Pedro às 21h (17h no Brasil), e hoje será presidida pelo secretário de Estado, card. Pietro Parolin.

É possível acompanhar a vigília pelos canais de comunicação do Vaticano e unir-se em oração pela saúde do Papa.

 

 

17 de março de 2025 Uma imagem do Papa rezando na capela do hospital após concelebrar missa, foi divulgada ontem, 16 de março.  A

17 de março de 2025

Uma imagem do Papa rezando na capela do hospital após concelebrar missa, foi divulgada ontem, 16 de março.  A estabilidade e resposta positiva ao tratamento estão permitindo que o Papa, mesmo continuando internado, exerça pequenas atividades.

O Papa prossegue “com os tratamentos prescritos, incluindo a terapia respiratória e motora. O Papa não recebeu visitas hoje e passou o dia entre orações, descanso e alguns trabalhos”, diz o Vaticano.

O Vaticano também divulgou uma foto do Papa após concelebrar a missa na capela do hospital.

Continuemos nossas orações pelo Papa Francisco e sua recuperação.

14 de março de 2025

O Papa Francisco continua internado e alterna entre oxigenação de alto fluxo durante o dia e ventilação mecânica à noite, como terapia.

No último boletim os médicos dizem: “A situação clínica permanece estável em um quadro complexo”.

Ontem (13 de março), a equipe médica levou um bolo com velas ao quarto do Papa para comemorar o 12º aniversário de sua eleição.

Continuemos nossas orações pela recuperação do Papa Francisco.

10 de março de 2025

As melhoras no estado de saúde do Papa  estão se consolidando nos últimos dias. Há necessidade de continuar a manter a internação para que o restabelecimento seja atingido. Continuemos rezando pelo Papa.

07 de março de 2025

As notícias sobre a saúde do Papa Francisco indicam estabilidade, o que levou os médicos que o acompanham a divulgar boletins em tempos mais espaçados. Ontem, 6 de março, o Vaticano divulgou uma mensagem do Papa, gravada no hospital, agradecendo as orações.

05 de março de 2025

O Papa Francisco continua hospitalizado e no mundo todo se intensificam as orações por sua recuperação. O boletim de hoje informa que o Papa passou bem a noite e o quadro de saúde continua estável.

28 de fevereiro de 2025

As notícias sobre a saúde do Papa Francisco, hoje, se alternaram entre uma melhora que progredia positivamente há três dias pela manhã e uma crise no início da tarde que fez com o quadro crítico voltasse a predominar. Precisamos aguardar de 24 a 48h para que os médicos possam reavaliar os efeitos da crise e as condições clínicas do Sumo Pontífice. Intensifiquemos nossas orações. Veja o que diz o Vaticano: ” o quadro respiratório piorou após um episódio de vômito com aspiração. O Pontífice foi prontamente submetido a uma broncoaspiração e iniciou a ventilação mecânica não invasiva, com uma boa resposta nas trocas gasosas. Sempre vigilante e orientado, Francisco colaborou com as manobras terapêuticas. O prognóstico ainda permanece reservado”.

26 de fevereiro de 2025

A atualização desta manhã, 26 de fevereiro, sobre a saúde do Pontífice internado no Hospital Gemelli foi divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé, que na noite de ontem informou detalhes sobre a condição clínica de Francisco, as quais “permanecem críticas, mas estáveis”; “não ocorreram episódios respiratórios agudos e os parâmetros hemodinâmicos continuam estáveis”, além de que “o prognóstico permanece reservado”.

24 de fevereiro de 2025

A partir da noite desta segunda-feira, 24 de fevereiro, os cardeais residentes em Roma, com todos os colaboradores da Cúria Romana e a Diocese de Roma, atentos aos sentimentos do Povo de Deus, se reunirão na Praça São Pedro às 21h locais (17h 🇧🇷) para a oração do terço pela saúde do Santo Padre.

As notícias sobre o Papa Francisco divulgadas pelo Vaticano. Continuemos nossas orações, unidos a todos que rezam pelo Papa.

“A noite foi tranquila, o Papa dormiu e mantém seu repouso.” Esse é o mais recente comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé sobre o estado de saúde do Santo Padre, divulgado nesta segunda-feira, 24 de fevereiro.

No boletim da noite de domingo, 23 de fevereiro, quando se completaram nove dias de internação, foi informado que “a condição do Santo Padre continua crítica”, mas desde a noite de sábado não houve “não houve crise respiratória”. Os parâmetros sanguíneos apresentam melhora, embora alguns exames indiquem “insuficiência renal inicial leve, que está sob controle”. O Papa continua vigilante, bem orientado, segue recebendo oxigênio, e o prognóstico permanece reservado, considerando a “complexidade do quadro clínico” e a “espera necessária para que as terapias farmacológicas deem algum retorno”.

23 de fevereiro de 2025
Todos nós acompanhamos as notícias sobre o estado de saúde do Papa Francisco que continua internado. A situação é crítica e os médicos que o acompanham dizem que a situação ainda exige muita atenção, terapias e cuidados.
Intensifiquemos nossas orações pelo Papa e fiquemos unidos a toda a Igreja que reza por ele.
20 de fevereiro 

O boletim médico de hoje, sobre a saúde do Papa foi divulgado pelo Vaticano:Na manhã desta quinta-feira, 20 de fevereiro, a Sala de Imprensa da Santa Sé forneceu uma atualização acerca das condições de saúde do Papa Francisco:

“A noite transcorreu tranquilamente, o Papa levantou-se e tomou café da manhã numa poltrona”.

Continuemos em oração pelo Papa.

18 de fevereiro (tarde)
Foi divulgado novo boletim sobre a condição de saúde do Papa. Leia o que diz o boletim e continue rezando pela saúde do Papa Francisco:

“Os exames laboratoriais, a radiografia do tórax e a condição clínica do Santo Padre continuam a apresentar um quadro complexo.

A infecção polimicrobiana, que surgiu em um contexto de bronquiectasia e bronquite asmática, e que exigiu o uso de antibioticoterapia com cortisona, torna o tratamento terapêutico mais complexo.

A tomografia computadorizada no tórax a que o Santo Padre foi submetido nesta tarde, prescrita pela equipe de saúde do Vaticano e pela equipe médica da Fundação Policlínica “A. Gemelli”, mostrou o aparecimento de uma pneumonia bilateral que exigiu uma terapia farmacológica adicional.

Não obstante, o Papa Francisco está de bom humor.

Esta manhã, ele recebeu a Eucaristia e, durante o dia, alternou o repouso com a oração e a leitura de textos. Ele agradece a proximidade que sente neste momento e pede, com  coração agradecido, que se continue a rezar por ele.”

18 de fevereiro (manhã)
Notícias sobre o Papa divulgadas hoje pelo Vaticano:

“A noite transcorreu tranquila” para o Papa Francisco, internado desde o último dia 14 de fevereiro no Hospital Gemelli, após exames confirmarem que o Santo Padre sofre de uma infecção polimicrobiana das vias respiratórias. A informação foi dada pelo porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, aos inúmeros jornalistas reunidos na Sala de Imprensa da Santa Sé.

Repouso absoluto

“O Papa dormiu, ao acordar tomou café da manhã e se dedicou à leitura de alguns jornais, como faz regularmente”, disse Bruni, explicando que, no final da tarde, serão divulgadas novas informações médicas. No momento, o Pontífice respira autonomamente, conforme informado na Sala de Imprensa, e segue a recomendação de “repouso absoluto”, prescrita pela equipe médica que o acompanha há quatro dias. Por essa razão, o Papa não conduziu a oração do Ângelus no último domingo.

Mudanças na agenda

Até o momento, não há informações sobre o próximo domingo ou outras alterações na agenda papal. A única informação divulgada nesta manhã é que os compromissos de sábado, 22 de fevereiro, foram cancelados. Já para a Missa prevista no domingo, 23 de fevereiro, às 9h, na Basílica de São Pedro, em ocasião do Jubileu dos diáconos, o Papa Francisco delegou a Dom Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização.

Ligações para Gaza

No entanto, como também confirmado por um comunicado divulgado na noite de ontem, o Papa continua seguindo a terapia prescrita pelos médicos. Francisco segue telefonando para a Paróquia da Sagrada Família em Gaza, como confirmou o pároco, padre Gabriel Romanelli, que relatou uma nova videochamada do Pontífice, na qual sua voz soava “forte e clara”.

Desenhos e mensagens das crianças

Além disso, Francisco tem recebido centenas de mensagens com votos de pronta recuperação, além de desenhos e bilhetes. Alguns deles foram enviados por crianças internadas no Hospital Gemelli, especialmente aquelas do setor de oncologia, localizado no mesmo décimo andar onde o Papa está. Nessas ocasiões anteriores em que esteve internado no hospital, Francisco nunca deixou de visitar essas crianças.

17 de fevereiro
O Papa continua internado e o tratamento continua estável, diz o Vaticano. Continuemos nossas orações pelo Sumo Pontífice.
15 de fevereiro
Vaticano divulga notícia sobre internação do Papa. Rezemos pela saúde do Sumo Pontífice.
“O Santo Padre, após o agravamento da bronquite destes dias, realizou os exames especializados e iniciou a terapia farmacológica hospitalar. Os primeiros resultados mostram uma infecção das vias respiratórias. As condições clínicas são discretas; apresenta uma leve alteração febril”, lê-se no boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé.

“O Santo Padre, após o agravamento da bronquite destes dias, realizou os exames especializados e iniciou a terapia farmacológica hospitalar. Os primeiros resultados mostram uma infecção das vias respiratórias. As condições clínicas são discretas; apresenta uma leve alteração febril.”

O diretor da Sala de Imprensa, Matteo Bruni, divulgou ainda que o Papa “está sereno, de bom humor e leu alguns jornais”.

O Papa Francisco demonstrou preocupação sobre o programa de deportação em massa de imigrantes ilegais e refugiados nos Estados Unidos e escreveu uma carta
O Papa Francisco demonstrou preocupação sobre o programa de deportação em massa de imigrantes ilegais e refugiados nos Estados Unidos e escreveu uma carta à Conferência Episcopal, que já expressou consternação com as medidas do presidente Donald Trump. Leia a matéria publicada no site vaticannews.va.

No início, foi o cardeal Blaise Cupich, de Chicago, a declarar, mesmo antes do juramento do novo presidente Donald Trump, a oposição a qualquer programa de deportação em massa de imigrantes; depois o bispo de El Paso, Mark Joseph Seitz, a reiterar a não tolerância com qualquer forma de injustiça; e, finalmente, toda a Conferência Episcopal dos Estados Unidos a expressar consternação com as medidas anunciadas pelo líder republicano sobre a repatriação de milhões de imigrantes clandestinos e a militarização da fronteira entre os Estados Unidos e o México.

Agora é o próprio Papa que intervém sobre a “importante crise que está ocorrendo nos Estados Unidos devido ao início de um programa de deportação em massa” iniciado pela nova administração dos EUA após a posse do presidente. Francisco, que garante estar acompanhando a situação “de perto”, envia uma carta aos bispos dos Estados Unidos para expressar proximidade e apoio nestes “momentos delicados” e, ao mesmo tempo, para denunciar certas disposições que vão contra a própria dignidade humana. “O que se constrói sobre a força, e não sobre a verdade da igual dignidade de todo ser humano, começa mal e terminará mal”, adverte o Papa.

Ferida pela dignidade humana

“O ato de deportar pessoas que, em muitos casos, deixaram a própria terra por razões de extrema pobreza, insegurança, exploração, perseguição ou grave deterioração do meio ambiente, fere a dignidade de tantos homens e mulheres, de famílias inteiras, e os coloca em um estado de particular vulnerabilidade”, afirma o Papa Francisco em uma passagem da missiva, dividida em dez pontos, divulgada nesta terça-feira (11/02) em inglês e espanhol, pouco mais de duas semanas após a publicação na conta da Casa Branca na rede social X de fotografias de uma dúzia de migrantes que caminham em fila, algemados e acorrentados, em direção a um avião militar para serem levados de volta para casa.

O direito de defender as próprias comunidades

No texto, o Pontífice enfatiza que “a consciência corretamente formada não pode deixar de expressar um julgamento crítico e discordar de qualquer medida que identifique, tácita ou explicitamente, a condição ilegal de alguns migrantes com a criminalidade”. Certamente, o Papa reitera a necessidade de reconhecer “o direito de uma nação de se defender e de manter as próprias comunidades a salvo daqueles que cometeram crimes violentos ou graves enquanto estavam no país ou antes de chegar nele”. Mas o ato de deportação é sempre uma ferida na dignidade humana, aquela “infinita e transcendente” dada por um “Deus sempre próximo, encarnado, migrante e refugiado”. A esse respeito, o Papa cita as palavras com as quais o Papa Pio XII iniciou sua constituição apostólica sobre a assistência aos migrantes, “considerada a Carta Magna do pensamento da Igreja sobre a migração”:

“A família de Nazaré no exílio, Jesus, Maria e José, que emigraram para o Egito e lá se refugiaram para escapar da ira de um rei ímpio, são o modelo, o exemplo e a consolação dos emigrantes e dos peregrinos de todas as épocas e de todos os países, de todos os refugiados de qualquer condição que, assaltados pela perseguição ou pela necessidade, são obrigados a deixar a pátria, a sua querida família e os seus queridos amigos para ir para uma terra estrangeira.” 

Tratamento digno para todos

Para o Papa, essa não é uma questão secundária: “um autêntico Estado de direito ocorre precisamente no tratamento digno que todas as pessoas merecem, sobretudo aquelas mais pobres e marginalizadas”, escreve ele. “O verdadeiro bem comum se promove quando a sociedade e o governo, com criatividade e rigoroso respeito aos direitos de todos – como já afirmei em inúmeras ocasiões – acolhem, protegem, promovem e integram os mais frágeis, indefesos e vulneráveis”. Isso não impede de favorecer o amadurecimento de “uma política que regule a migração ordenada e legal”, desde que ela não seja constituída “por meio do privilégio de alguns e do sacrifício de outros”.

Analisar as normas à luz dos direitos humanos

Jorge Mario Bergoglio lembra aos bispos que Jesus Cristo ensina o “reconhecimento permanente” da dignidade de todo ser humano: “Ninguém excluído”. Por isso, ele conclama “todos os fiéis cristãos e homens de boa vontade” a “olhar para a legitimidade das normas e políticas públicas à luz da dignidade da pessoa e de seus direitos fundamentais, e não vice-versa”. “A pessoa humana não é um simples indivíduo relativamente expansivo, com alguns sentimentos filantrópicos! A pessoa humana é um sujeito digno que, através da relação constitutiva com todos, sobretudo com os mais pobres, pode amadurecer gradualmente em sua própria identidade e vocação”, ressalta o Papa.

Ordo amoris

A carta também se refere ao princípio do ordo amoris, elaborado na teologia de Santo Agostinho para afirmar que todos e tudo devem ser amados em modo apropriado. O conceito foi recentemente mencionado pelo vice-presidente JD Vance para justificar medidas anti-imigração ilegal nos EUA. “O verdadeiro ordo amoris a ser promovido é aquele que descobrimos meditando constantemente na parábola do ‘Bom Samaritano’, ou seja, meditando no amor que constrói uma fraternidade aberta a todos, sem excluir ninguém”, explica o Papa Francisco na carta. E conclui: “preocupar-se com a identidade pessoal, comunitária ou nacional, independentemente dessas considerações, introduz facilmente um critério ideológico que distorce a vida social e impõe a vontade do mais forte como critério de verdade”.

Não a narrativas que discriminam e causam sofrimento

O bispo de Roma, portanto, está ao lado dos seus irmãos estrangeiros, reconhecendo seus “esforços preciosos” no trabalho “em contato próximo” com migrantes e refugiados e na defesa dos direitos humanos. “Deus recompensará abundantemente tudo o que vocês fizerem para a proteção e defesa daqueles que são considerados menos preciosos, menos importantes ou menos humanos!”, assegura. Em suas linhas finais, ele se dirige aos fiéis católicos e aos homens e mulheres de boa vontade, apelando para que “não cedam às narrativas que discriminam e fazem sofrer desnecessariamente os nossos irmãos e irmãs migrantes e refugiados”. “Com caridade e clareza, somos todos chamados a viver na solidariedade e na fraternidade, a construir pontes que nos aproximem cada vez mais, a evitar os muros da ignomínia e a aprender a dar a nossa vida como Jesus Cristo a ofereceu, para a salvação de todos.”

Uma oração à Virgem de Guadalupe

Enfim, uma oração à Santíssima Virgem Maria de Guadalupe, padroeira do México, para que possa “proteger as pessoas e as famílias que vivem no medo ou na dor devido à migração e/ou à deportação”. Que a “Morenita”, reza o Papa, ajude a todos a dar “um passo adiante na construção de uma sociedade mais fraterna, inclusiva e que respeite a dignidade de todos”.

Insistindo nos seus apelos pela paz, o Papa Francisco voltou ao tema ao final da Audiência Geral, nesta quarta-feira. Leia a matéria publicada no

Insistindo nos seus apelos pela paz, o Papa Francisco voltou ao tema ao final da Audiência Geral, nesta quarta-feira. Leia a matéria publicada no site vaticannews.va

No final da Audiência Geral desta quarta-feira, 12 de fevereiro, realizada na Sala Paulo VI, no Vaticano, no habitual encontro semanal do Santo Padre com os fiéis e peregrinos, Francisco, falando aos de língua italiana, voltou novamente seu pensamento para aquelas situações de conflito que afligem várias partes do mundo, lembrando pela enésima vez que a guerra é sempre uma derrota. Ainda em suas palavras, um pensamento particular voltado para a Ucrânia, Oriente Médio, Mianmar, Kivu do Norte – na República Democrática do Congo e para o Sudão do Sul.

Oração e penitência em favor da paz

Papa foi enfático ao lembrar que não nascemos para matar, pedindo orações diárias e penitência pela paz. Ouçamos as suas palavras em seu enésimo e premente apelo em favor da paz para todos os povos que vivem em situação de conflito:

“Penso em tantos países que estão em guerra. Irmãs e irmãos, oremos pela paz. Façamos o máximo possível pela paz. Não se esqueçam de que a guerra é uma derrota. Sempre. Não nascemos para matar, mas para fazer os povos crescer. Que possamos encontrar caminhos de paz. Por favor, em suas orações diárias, peçam pela paz. A atormentada Ucrânia… como ela sofre. Pensem tamnbém na Palestina, em Israel, em Mianmar, em Kivu do Norte, no Sudão do Sul. Tantos países em guerra. Por favor, oremos pela paz. Façamos penitência pela paz.”

O Papa Francisco publicou a mensagem para o 99° Dia Mundial das Missões, que será celebrado no próximo dia 19 de outubro. O tema

O Papa Francisco publicou a mensagem para o 99° Dia Mundial das Missões, que será celebrado no próximo dia 19 de outubro. O tema está em sintonia com a temática do Ano Jubilar: Missionários da esperança entre os povos! O site vaticannews.va divulgou os pontos principais da mensagem. Confira abaixo.

Jesus, modelo de missionário da esperança

Em sua mensagem, o Santo Padre evoca a centralidade de Jesus, “enviado do Pai, com a unção do Espírito Santo, a fim de levar a Boa Nova do Reino de Deus e inaugurar «um ano favorável da parte do Senhor» para toda a humanidade”. Ele, prossegue o pontífice, “é o cumprimento da salvação para todos, especialmente para aqueles cuja única esperança é Deus”, o “modelo supremo de todos aqueles que, ao longo dos séculos, dão seguimento à missão recebida de Deus, mesmo no meio de provações extremas”.

A mensagem convida a Igreja a seguir o exemplo do Senhor, e “a avançar, unida a Ele, neste caminho missionário e a escutar, como Ele e com Ele, o grito da humanidade, ou melhor, o gemido de toda a criatura que espera a redenção definitiva”.

O Santo Padre recorda ainda a vocação missionária de cada batizado, chamando os cristãos a se tornarem “com Ele e n’Ele, sinais e mensageiros de esperança para todos, em qualquer lugar e circunstância que Deus nos concede viver”. “Que cada um dos batizados, discípulos-missionários de Cristo, faça brilhar a Sua esperança em todos os cantos da terra!”, clama Francisco.

Construtores de esperança

Recordando o Concílio Vaticano II, o pontífice lembra que “no seguimento de Cristo Senhor, os cristãos são chamados a transmitir a Boa Nova, partilhando as condições concretas de vida daqueles que encontram e tornando-se assim portadores e construtores de esperança”. Esta missão, segundo o Papa, é especialmente necessária em locais que apresentam, nos dizeres do Santo Padre, “graves sintomas de crise do humano: sensação generalizada de desorientação, solidão e abandono dos idosos, dificuldade em encontrar disponibilidade para ajudar quem vive ao nosso lado”. A mensagem recorda que, diante destes desafios, “o Evangelho, vivido em comunidade, pode devolver-nos uma humanidade íntegra, saudável e redimida”.

Renovando o convite para a concretização das ações indicadas na Bula Spes non confundit, de proclamação do Jubileu de 2025, o Papa pediu “especial atenção aos mais pobres e fracos, aos doentes, aos idosos, aos excluídos da sociedade materialista e consumista”. Francisco anima a “fazê-lo com o estilo de Deus, ou seja, com proximidade, compaixão e ternura, cuidando da relação pessoal com os irmãos e irmãs na situação concreta em que se encontram. Então, serão eles a ensinar-nos muitas vezes a viver com esperança”, garante.

Uma urgência renovada

Diante destes cenários, o Papa afirma ser urgente a missão da esperança. Nela, “os discípulos de Cristo são os primeiros convocados a formar-se para serem “artesãos” de esperança e restauradores de uma humanidade, frequentemente, distraída e infeliz”.

Para Francisco, a renovação da esperança passa pela renovação da espiritualidade pascal, “que vivemos em cada celebração eucarística e especialmente no Tríduo Pascal, centro e cume do ano litúrgico”. Neste mistério, prossegue o pontífice, “tiramos continuamente a força do Espírito Santo, com o zelo, a determinação e a paciência para trabalhar no vasto campo da evangelização do mundo”.

Missionários da esperança: “homens e mulheres de oração”

Rememorando a figura do Venerável Cardeal Van Thuan – vietnamita detido por 13 anos nas prisões do regime comunista – o Santo Padre afirma “que a oração é a primeira ação missionária e, ao mesmo tempo, «a primeira força da esperança»”.

Em seu texto, o Papa convida a renovar “a missão da esperança a partir da oração, sobretudo daquela que se faz com a Palavra de Deus e, de modo particular, com os Salmos, que são uma grande sinfonia de oração cujo compositor é o Espírito Santo”. “Rezando, mantemos viva em nós a centelha da esperança, que foi acesa por Deus para que se torne um grande fogo, iluminando e aquecendo todos os que nos rodeiam, também através de ações e gestos concretos inspirados pela mesma oração”, recomenda o pontífice.

Sinodalidade missionária

Finalizando sua mensagem, o Santo Padre afirma que “a evangelização é sempre um processo comunitário, como o caráter da esperança cristã”. Reforça ainda a necessidade da “construção de comunidades cristãs através do acompanhamento de cada batizado a caminho nas vias do Evangelho”.

Insistindo na “sinodalidade missionária da Igreja” e na “responsabilidade missionária dos batizados”, o Papa convidou todos os fiéis “crianças, jovens, adultos, idosos – a participar ativamente na comum missão evangelizadora com o testemunho da vossa vida e oração, com os vossos sacrifícios e a vossa generosidade”, conclui.

Após desmoronamento de teto de igreja em Salvador, CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, publicou nota de solidariedade. Nota de Solidariedade pelo desabamento

Após desmoronamento de teto de igreja em Salvador, CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, publicou nota de solidariedade.

Nota de Solidariedade pelo desabamento na Igreja de São Francisco

À Sua Eminência Reverendíssima, Dom Sérgio da Rocha, à Província Franciscana de Santo Antônio do Brasil, Ordem dos Frades Menores, OFM, e a todo o povo da Arquidiocese de São Salvador da Bahia.

Recebam nossa mais profunda solidariedade neste momento de dor pela tragédia ocorrida na Igreja São Francisco de Assis, no Pelourinho em Salvador, com o desabamento do forro da igreja. Unimo-nos em oração a todos os fiéis, especialmente às vítimas e suas famílias, pedindo a Deus que conceda força, conforto e esperança diante dessa provação.

Que a fé que sustenta essa comunidade seja também fonte de consolo e renovação. Que Nossa Senhora e São Francisco, intercedam por todos, fortalecendo-os no amor e na fraternidade.

Com sentimentos de proximidade e oração,

Cardeal Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Presidente da CNBB

Dom João Justino de Medeiros Silva
Arcebispo de Goiânia (GO)
1º Vice- Presidente da CNBB

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa
Arcebispo de Olinda e Recife (PE)
2º Vice-Presidente da CNBB

Dom Ricardo Hoepers
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Brasília (DF)
Secretário-Geral da CNBB

O Papa Francisco já divulgou o tema para o Dia Mundial dos avós e idosos. Em sintonia com o Ano Jubilar, o tema de
O Papa Francisco já divulgou o tema para o Dia Mundial dos avós e idosos. Em sintonia com o Ano Jubilar, o tema de 2025 é: Bem-aventurado aquele que não perdeu a sua esperança. A data foi estabelecida tendo em conta a Festa de Santa Ana e São Joaquim e é comemorada sempre no quarto domingo de julho. Este ano, dia 27. Leia abaixo a divulgação feita no site vaicannews.va
A esperança, coração do Jubileu, torna-se também o tema escolhido pelo Papa para o quinto Dia Mundial dedicado aos idosos, que ocorrerá no próximo dia 27 de julho. Os versículos do Livro do Eclesiástico indicam que a esperança no Senhor é o caminho para uma velhice cristã e reconciliada.

“Bem-aventurado aquele que não perdeu a sua esperança”. Esse é o tema escolhido pelo Papa para o quinto Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, que será celebrado neste ano no domingo, 27 de julho. A informação foi divulgada por um comunicado do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. “As palavras, extraídas do livro do Eclesiástico – diz o comunicado – expressam a bem-aventurança dos idosos e indicam na esperança depositada no Senhor o caminho para uma velhice cristã e reconciliada”. No Jubileu da esperança, o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, instituído pelo Papa Francisco em 2021, quer ser uma ocasião para refletir sobre como a presença dos avós e idosos pode se tornar um sinal de esperança em cada família e comunidade eclesial.

A celebração deste Dia seguirá o Jubileu das famílias, das crianças, dos avós e dos idosos, programado para o período de 30 de maio a 1º de junho. No ano passado, na mensagem de Francisco escrita por ocasião do quarto Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, com o tema “Na velhice não me abandones”, o Papa denunciou a disseminação de uma mentalidade individualista, na qual o idoso é frequentemente visto como um peso e um custo excessivo para a sociedade. Por isso, o Santo Padre havia convidado a superar essa visão, exortando a trabalhar por um futuro diferente, no sinal da aliança entre as gerações.

O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida renova a todos o convite do Papa Francisco para celebrar o Dia em cada diocese, dedicando às celebrações de domingo, 27 de julho, aos idosos, promovendo visitas e momentos de encontro entre as gerações.