Notícias da Igreja

O Papa Francisco recebeu na manhã desta quinta-feira, no Vaticano, os participantes da Assembleia Plenária da Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL). A
O Papa Francisco recebeu na manhã desta quinta-feira, no Vaticano, os participantes da Assembleia Plenária da Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL). A CAL é chamada a encorajar todos com a simplicidade e a profundidade de quem confia mais no envio missionário e no serviço do que no mero ativismo.
“A CAL deve construir pontes de reconciliação, de inclusão, de fraternidade! Pontes que garantam que “caminhar juntos” não seja uma mera expressão retórica, mas uma autêntica experiência pastoral!”: foi o que disse o Papa Francisco na manhã desta quinta-feira recebendo os participantes da Assembleia Plenária da Pontifícia Comissão para a América Latina (CAL).
Depois de agradecer ao presidente da CAL, cardeal Robert Prevost por suas palavras, Francisco se deteve nas três perguntas que os participantes da plenária tentarão responder nesses dias de trabalho: que práticas promover com relação ao desenvolvimento na região “tocando a carne sofredora de Cristo nas pessoas”? Como evangelizar a esfera social, promovendo a fraternidade diante do fenômeno da polarização? Que serviço a CAL deve prestar às conferências episcopais, ao CELAM e aos dicastérios da Santa Sé?

Se observarmos com cuidado – disse o Papa – todas essas perguntas não se referem apenas a questões que a realidade atual exige que abordemos, mas também fazem parte da reforma sinodal que toda a Igreja deve adotar para fazer com que a verdadeira face de Jesus Cristo brilhe mais e melhor. De fato, o Concílio Vaticano II nos convidou a uma profunda renovação.

Nessa mesma linha, Francisco recordou as palavras incisivas do cardeal Ratzinger quando ele estava pensando na “verdadeira reforma” da Igreja: “a reforma é sempre uma ablatio: um remover, para que a nobilis forma, o rosto da Esposa, se torne visível e, junto com ela, também o do Esposo, o Senhor vivo”.

Então o Santo Padre destacou que com a constituição Praedicate evangelium, quis colaborar precisamente nesta “ablatio” para renovar a Cúria Romana e, entre outras coisas, fazer da CAL uma “diaconia” que permita à Igreja na América Latina experimentar a atenção e o afeto pastoral do Sucessor de Pedro. “No entanto, a CAL atualmente não é apenas um exemplo da renovação da Cúria Romana, mas também é chamada a ser um sujeito ativo que promove a transformação necessária que todos nós precisamos, ou seja, ajudar com discrição, prudência e eficácia para garantir que vivamos a sinodalidade – a dimensão dinâmica da comunhão – para caminhar juntos na América Latina, movidos pelo Espírito do Senhor.

Francisco então mencionou as palavras discrição, prudência e eficácia para enfatizar que a CAL não é chamada a substituir nenhum ator na vida eclesial latino-americana. Mas, sim, é chamada a encorajar todos eles, com a simplicidade e a profundidade de quem confia mais no envio missionário e no serviço do que no mero ativismo.

Assim fazendo, a CAL deve promover com todos os seus interlocutores, tanto na Santa Sé como no CELAM, CEAMA, CLAR e todos os organismos eclesiais que servem direta ou indiretamente a Igreja na América Latina, um estilo sinodal de pensar, sentir e fazer.

Nesse aspecto a CAL e a Igreja na América Latina podem encontrar uma profunda fonte de inspiração em São Juan Diego. Como sabemos, ele era um nativo extremamente modesto e simples. A Virgem não o escolheu por sua erudição, suas habilidades organizacionais ou suas relações com o poder. Pelo contrário, Santa Maria de Guadalupe se comove porque sabe que é pequeno.

Nessas cenas, podemos ver, com simplicidade e profundidade, a sinodalidade e a comunhão simultâneas. O fiel leigo proclama as boas novas, confiando fundamentalmente na dimensão eclesial e sobrenatural de sua missão, e não tanto em sua própria força. Essa é uma bela experiência de conversão sinodal!

O resultado desse exercício sinodal e comunitário não são apenas as rosas que aparecem na frente de todos, não apenas a imagem milagrosa impressa na tilma [manto] do santo, mas também o início de um processo de reconciliação fraterna entre povos inimigos. Um processo que nunca foi perfeito, mas que, sem dúvida, contribuiu para o nascimento de uma nova realidade na América Latina. Em outras palavras, a sinodalidade ad intra produz frutos de fraternidade ad extra.

Esse é o estilo inspirador que a CAL deve promover em toda a região da América Latina e, quando necessário, além de suas fronteiras. Inspirar e não impor. Inspirar, motivar e provocar a liberdade para que cada realidade eclesial e social discirna seu próprio caminho, seguindo também as moções do Espírito, em comunhão com a Igreja universal.

A CAL deve construir pontes de reconciliação, de inclusão, de fraternidade! Pontes que garantam que “caminhar juntos” não seja uma mera expressão retórica, mas uma autêntica experiência pastora!

Por fim, Francisco recordou que estamos nos aproximando do Jubileu Ordinário do ano 2025. Depois de citar a bula Spes non confundit disse que está confiante de que todos os membros da CAL participarão ativamente, convidando o povo de Deus a peregrinar e a proclamar a mensagem de esperança que toda a região precisa urgentemente ouvir e redescobrir.

Que Santa Maria de Guadalupe, “Mãe do verdadeiro e único Deus, aquele que é o autor da vida”, nos sustente e nos encoraje a perseverar em nosso esforço conjunto para tornar a Igreja uma comunidade cada vez mais no estilo de Jesus. E, por favor, não se esqueçam de orar por mim.

Fonte: publicado no site vaticannews.va
O Papa Francisco continua rezando pela paz e contribuindo para amenizar os sofrimentos dos atingidos pela guerra. Mais uma ambulância está sendo doada ao

O Papa Francisco continua rezando pela paz e contribuindo para amenizar os sofrimentos dos atingidos pela guerra. Mais uma ambulância está sendo doada ao Hospital Central na Ucrânia. A matéria abaixo foi publicada no site vaticannews.va.

Será mais uma vez o cardeal Konrad Krajewski, o Esmoleiro de Sua Santidade, entregar mais uma ambulância em nome do Santo Padre ao povo ucraniano, informa um comunicado da Esmolaria Apostólica. O esmoleiro pontifício, pela oitava vez, viajará dois mil quilômetros até chegar ao distrito de Zboriv, na região ucraniana de Ternopil, para entregar ao Hospital Central uma ambulância equipada como um centro móvel de reanimação.

Na região de Ternopil, devido à guerra contínua, vários comboios chegam diariamente transportando soldados feridos nos campos de batalha e civis forçados a fugir da área de fronteira com a Rússia, onde as hostilidades são mais sangrentas. Essa ambulância também será um instrumento valioso para ajudar os socorredores de pessoas feridas. Durante essa nova missão, o cardeal Konrad Krajewski, em nome do Santo Padre, também inaugurará o Centro de Reabilitação “São João Paulo II”, construído em Vinnystsia, na Diocese romano-católica de Kamyanets-Podilskyy, para a reabilitação integral, física e psicológica daqueles que sofreram traumas de guerra. O Centro, assim como outros semelhantes, desejados pelo Papa Francisco, foram construídos com a contribuição de várias fundações pontifícias, como a “Church in Need” e a “Papal Foundation”.

Esses centros, como ensina o Papa Francisco, estão abertos a “TODOS”, – destaca o comunicado – sem qualquer distinção de fé, nacionalidade e sem nenhuma exclusão. Os cuidados são oferecidos não apenas a todos aqueles que sofreram ferimentos em batalha, mas também a seus entes queridos, esposas e filhos, para apoiar as famílias ucranianas nesse momento tão dramático.

O Centro São João Paulo II, que será inaugurado nos últimos dias de junho pelo cardeal Krajewski, e a doação da ambulância e dos medicamentos, são gestos de misericórdia com os quais o Papa Francisco nos recorda que a fé não é desencarnada, mas se encarrega das situações difíceis dos irmãos e irmãs mais pobres e frágeis, como o Bom Samaritano que cuidou do homem agredido e deixado sangrando na beira da estrada ou na periferia da história.

Esses gestos concretos de compaixão – finaliza o comunicado da Esmolaria Apostólica – têm o objetivo de abrir o caminho à misericórdia para que se chegue à graça do perdão.

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovou, na tarde de quarta-feira, 19 de junho, novos nomes para o Secretariado

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovou, na tarde de quarta-feira, 19 de junho, novos nomes para o Secretariado Geral da entidade e de assessores de Comissões Episcopais. Foram aprovados os nomes dos novos subsecretário adjunto geral e assessores canônico, do Setor Universidades e da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé.
Saiba quem são os escolhidos:

Subsecretário adjunto geral

Sucederá ao padre Patriky Samuel Batista na Subsecretaria Geral da CNBB o padre Leandro Megeto, atualmente secretário executivo do Regional Sul 1 da CNBB.

Padre Leandro nasceu no dia 8 de novembro de 1982, em Jundiaí (SP). Foi ordenado presbítero em 21 de maio de 2010, após cursar Filosofia na Faculdade São Bento e Teologia no Centro Universitário Salesiano (Unisal – Pio XI).

Na diocese de Jundiaí, foi pároco das paróquias São João Bosco (2011 a 2014), Cristo Redentor (2014) e Nova Jerusalém (2018 a 2023). Também atuou como reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora do Desterro, Núcleo Filosófico e vice-reitor do Núcleo Teológico (2015 a 2017). Foi o assessor diocesano da Comissão para Animação Bíblico-Catequética (2010 a 2013). Foi coordenador diocesano de Pastoral, de 2014 a 2023, período em que esteve como membro do Colégio dos Consultores, do Conselho de Presbíteros, dos Conselhos Diocesano de Ação Evangelizadora (CDAE) e de Economia e Administração (CDEA), além do Conselho Diocesano de Formadores do Seminário Diocesano (CONDIF) e da Comissão Diocesana dos Diáconos Permanentes.

Desde o dia 17 de agosto de 2023 desempenha a função de secretário executivo do Regional Sul 1 da CNBB, em São Paulo.

Assessor Canônico

Na função desempenhada atualmente pelo arcebispo de Ribeirão Preto, dom Moacir Silva, atuará o frei Alexsandro Rufino, da Ordem dos Frades Menores. Membro da Província Franciscana de Santa Cruz (MG), o religioso tem 48 anos de idade, 24 de Vida Religiosa e 20 de Ordenação Presbiteral. Possui Mestrado e Doutorado em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Antonianum, de Roma (2013-2019).

Atualmente, frei Alexsandro Rufino desempenha a função de vigário judicial do Tribunal Diocesano de Sete Lagoas (MG) e é assessor canônico da Província Franciscana de Santa Cruz. Também atuou como juiz auditor na Câmara Eclesiástica da diocese de Sete Lagoas; consultor “ad casum” do bispo diocesano de São João Del Rei (MG) e da Irmandade do “Bom Jesus”, também em São João Del Rei.

Em sua especializção no âmbito do Direto Canônico, possui Curso de Aperfeiçoamento sobre os delitos mais graves reservados ao Dicastério para Doutrina da Fé, pela Sociedade Brasileira de Canonistas, além de Latim Canônico pela Pontifícia Universidade Antonianum.

Setor Universidades

Para o Setor Universidades da Comissão Episcopal para a Cultura e a Educação, foi escolhido o padre João Paulo dos Santos Silva, presbítero da diocese de Luziânia (GO). Nascido em 28 de outubro de 1985, em Luziânia (GO), teve a ordenação presbiteral em 11 de dezembro de 2010.

Sua formação em Filosofia e Teologia livre foi pelo Seminário Maior Arquidiocesano de Brasília, entre 2006 e 2010. Na sequência, alcançou o bacharelado em Teologia, pela Faculdade Católica de Anápolis (GO), e em Filosofia, pela Pontifícia Universidade de Santa Cruz. Na mesma instituição, cursou mestrado em Filosofia, no ano de 2018.

Padre João Paulo também tem pós-graduação sobre a Doutrina e Espiritualidade de J. Ratzinger/Bento XVI, pelo Pontifício Instituto Patrístico Agostiniano. Em 2023, concluiu doutorado em Filosofia (2023), pela Pontifícia Universidade de Santa Cruz, em Roma.

Atualmente, é pároco da paróquia Sagrada Família, em Valparaíso de Goiás (GO), e exerce as funções de vigário episcopal do Vicariato Centro da diocese de Luziânia, assessor diocesano da Pastoral da Educação, capelão do Colégio Diocesano Sagrada Família, em Luziânia, e membro do Colégio de Consultores e do Conselho Presbiteral.

Comissão para a Doutrina da Fé

Comporá a dupla de assessores da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé, junto com padre Douglas Alves Fontes, o padre Thiago de Moliner Eufrásio, da diocese de Criciúma (SC).

Nascido no dia 8 de outubro de 1983, padre Thiago foi ordenado presbítero em 6 de março de 2010. Graduou-se em Teologia pela Faculdade Católica de Santa Catarina e em Filosofia pelo Centro Universitário de Brusque (SC). Tem mestrado e doutorado em Teologia Sistemática, ambos pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

(PUC-RS).

 

Fonte: matéria publicada no site cnbb.org.br
Hoje, 20 de julho, é dedicado ao Refugiado. O site vaticannews.va, publicou uma matéria sobre o assunto. Leia abaixo: No Dia Mundial do Refugiado,
Hoje, 20 de julho, é dedicado ao Refugiado. O site vaticannews.va, publicou uma matéria sobre o assunto. Leia abaixo:
No Dia Mundial do Refugiado, somos lembrados da situação difícil de muitos dos nossos irmãos e irmãs em todo o mundo, que arriscam as suas vidas para procurar refúgio e muitas vezes encontram hostilidade.

Todos os anos, milhares de refugiados abandonam as suas casas e realizam viagens perigosas em busca de segurança. Todos os anos, milhares de refugiados morrem no processo.

Estima-se que mais de 120 milhões de pessoas tenham sido deslocadas à força em todo o mundo, até maio de 2024, como resultado de perseguições, conflitos, violência e violações dos direitos humanos.

Danielle Vella, do Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS), entrevistou inúmeros deles, em busca de refúgio na Europa.

“Por que vocês foram embora?”, ela pergunta. “A viagem é tão perigosa”.

A resposta é mais ou menos sempre a mesma, ela diz: “Saí porque tive que sair”.

“Uma resposta, em particular, realmente me impressionou”, diz ela ao Vatican News: “Não para uma vida melhor… apenas para a vida”.

Estar atentos à voz dos refugiados

Ao assinalarmos o Dia Mundial do Refugiado, a 20 de junho, o apelo de Danielle Vella é que ouçamos e estejamos atentos a essa mensagem.

Estamos em 2024 e os números estão aumentando, “prevê-se que cheguem a cento e vinte milhões de refugiados este ano”, alerta Vella. Mas antes que a nossa atenção seja dominada por essa figura gigantesca, ela pergunta: “Vamos voltar à realidade de que cada um desses milhões é um ser humano, com uma história única que está esperando ser notada, e pela sua dignidade e sofrimento e sua esperança de serem respeitados”.

Um Papa que defende os direitos dos refugiados

A sua mensagem é semelhante àquela que ouvimos muitas vezes antes, de um dos maiores defensores mundiais dos direitos dos migrantes e refugiados: o Papa Francisco. Também este ano, durante a sua Audiência Geral na véspera do Dia Mundial dos Migrantes, o Santo Padre fez um apelo em favor dos refugiados em todo o mundo. Pediu que este Dia Mundial seja “uma oportunidade para dirigir um olhar atento e fraterno a todos aqueles que são obrigados a fugir das suas casas em busca de paz e segurança”.

Duas palavras deste apelo chamaram a atenção de Danielle Vella: “atenta e fraterna”.

Ser atento e fraterno

“’Atento’ porque o Dia Mundial do Refugiado é uma oportunidade para parar e pensar realmente nas pessoas que são obrigadas a abandonar tudo o que lhes é conhecido e familiar porque as circunstâncias lhes impossibilitam de fazer qualquer outra coisa”.

E ‘fraterno’, continua ela, porque “é nisso que acreditamos, certo?” Vella faz com que pareça tão óbvio: “se subscrevermos os ensinamentos católicos sobre justiça social, acreditamos que somos uma família humana, todos filhos de Deus, e que estamos obrigados pela solidariedade a ser realmente responsáveis ​​por todos”.

A rota assassina do Mediterrâneo

Ela recorda a visita do Papa Francisco à Lampedusa, ilha na Itália, há onze anos, durante a qual perguntou: “Onde está o seu irmão? Seu sangue clama por mim”.

Esta questão, observa Vella, “não é dirigida a outros. É uma pergunta dirigida a mim, a você, a todos nós”.

É uma questão que ele colocou num dos lugares mais significativos quando falamos de migrantes e refugiados. Lampedusa recebe inúmeros migrantes todos os anos quando estes percorrem as perigosas rotas através do Mar Mediterrâneo a partir do Norte de África…

…e as pessoas estão afogando-se aos milhares no Mar Mediterrâneo.

Devemos responsabilizar nossos governos

Em 2023, sabe-se que 3.105 pessoas perderam a vida ou desapareceram no Mediterrâneo enquanto tentavam atravessar para chegar à costa europeia.  “Acredito que precisamos fazer mais para responsabilizar os nossos governos pela sua parte nisto”. O problema, como salienta Vella, não reside apenas nas mortes de migrantes que tentam chegar à Europa. Os governos são responsáveis ​​ “por criminalizar os barcos de salvamento das ONG e por não permitir que desembarquem no mar as pessoas que resgatam; por parar as patrulhas marítimas que salvaram milhares de vidas; por atrasar fatalmente os barcos de resgate; e para fazer recuar os refugiados”.

Dito isto, Danielle Vella sublinha que não pretende, de forma alguma, subestimar as operações navais da UE que resgataram tantas pessoas ao longo dos anos.

Mas devolver os migrantes “não tem apenas a ver com os migrantes que se afogam no mar. Trata-se também de serem empurrados de volta para lugares onde enfrentam crueldade, trabalho forçado, tráfico… tortura”. Ela fala do acordo com a Líbia, que facilita o envio de refugiados para o país norte-africano, onde todos sabemos que “enfrentam um tratamento horrível nos centros de detenção”.

Pare com a política do medo

Infelizmente, num mundo tão devastado pela guerra, o número de refugiados está destinado a aumentar. Neste Dia Mundial do Refugiado, devemos pensar no que todos nós podemos fazer. Danielle Vella diz que devemos acabar com o uso de estereótipos. A retórica desumanizante que demoniza os refugiados é muitas vezes vista sob a perspectiva dos políticos e dos meios de comunicação social. Muitas vezes, diz Vella, “invalidam as suas razões para procurar proteção”. Ouvimos refugiados serem descritos como fardos ou ameaças violentas e tudo isto cria um ambiente e uma opinião pública hostis em relação aos refugiados. “É uma política de medo que na verdade nos deixa ainda mais temerosos”, alerta Vella.

Manifesto por Uma Humanidade Compartilhada

Para combater este golpe contra a humanidade, que Vella diz, “muitas vezes é a única coisa que mantém os refugiados em primeiro lugar”, o JRS, juntamente com a Caritas Internationalis, a União Internacional dos Superioras Gerais (UISG) e outras entidades, uniram forças para o lançamento para este Dia Mundial do Refugiado, um Manifesto por Uma Humanidade Compartilhada.

Vella explica que o objetivo deste manifesto é “encorajar todos a rejeitar atitudes prejudiciais dirigidas aos refugiados e promover espaços partilhados de pertença e encontro. Mesmo que a princípio seja um estranho, um refugiado pode tornar-se um amigo”.

Inspire-se em quem se importa

E, felizmente, os refugiados também têm amigos, estranhos que se colocam em perigo e vão contra a corrente para ajudar os refugiados a encontrar segurança e a integrar-se.

“Portanto, estejamos motivados”, conclui Danielle Vella. “Vamos inspirar-nos nestes atos que realmente resumem a regra de ouro de ‘fazer aos outros o que teríamos feito a nós mesmos’. Sejamos guiados por estes atos”. E “sejamos guiados pela esperança dos demais refugiados para construir comunidades justas e compassivas onde todos possam pertencer”.

O Papa Francisco, falou hoje, 19 de junho de 2024, durante a catequese na Praça São Pedro, que uma das formas para se preparar
O Papa Francisco, falou hoje, 19 de junho de 2024, durante a catequese na Praça São Pedro, que uma das formas para se preparar para o Jubileu 2025 é viver bem este ano dedicado à oração. Lembrando que a Arquidiocese de Vitória, produziu cadernos com roteiros de oração, seguindo as orientações do Papa e os temas propostos: Rezar hoje – Rezar com os salmos – A oração de Jesus – Rezar com os santos e os pecadores – As parábolas – A Igreja em oração – A oração de Maria e dos santos – A oração que Jesus nos ensinou: o Pai Nosso.
Especificamente na catequese de hoje, o Papa indicou os salmos. Leia o que diz o site vaticannews.va sobre a catequese de hoje.
Francisco definiu este livro do Antigo Testamento como uma “sinfonia de oração”, cujo compositor é o Espírito Santo. E citou as edições que contêm o Novo Testamento e os Salmos juntos, revelando que mantém em sua escrivaninha um desses volumes em ucraniano, que pertenceu a um soldado que morreu na guerra: “E ele rezava na frente de combate com este livro”.

Como em toda sinfonia, nela existem vários “movimentos”, ou seja, vários tipos de oração: louvor, ação de graças, súplica, lamento, narração, reflexão de sabedoria e outros, tanto na forma pessoal quanto comunitária.

Alguns salmos refletem, por vezes, uma situação histórica e uma mentalidade religiosa que já não são as nossas. Mas vale lembrar que foram a oração de Jesus, de Maria, dos Apóstolos e de todas as gerações cristãs que nos precederam. É um elemento fixo na celebração da Missa e na Liturgia das Horas.

“Eu me pergunto: vocês rezam com os salmos algumas vezes? Peguem a Bíblia ou o Novo Testamento e rezem um salmo. Por exemplo, quando estão um pouco tristes por terem pecado, rezam o salmo 50? Existem muitos salmos que nos ajudam a ir em frente. Criem o hábito de rezar com os salmos. Eu lhes garanto que, no final, ficarão felizes.”

Mas não podemos viver apenas da herança do passado, afirmou o Pontífice. É necessário fazer dos salmos a nossa oração, como se fôssemos nós os “autores”. Se existem versículos que falam ao nosso coração, recomendou o Papa, é bom repeti-los e rezar durante o dia, pois são válidos para todos os momentos e aumentam a sua eficácia com a constância.

De fato, não há estado de espírito ou necessidade que não encontre neles as melhores palavras para transformá-los em oração. Culpa, medo e angústia se transformam em prece. Podemos repetir com David, por exemplo: “Tem piedade de mim, ó Deus, pela tua misericórdia, segundo a tua grande compaixão” (Sl 51,3). Ou “O Senhor é meu pastor […]. Mesmo que eu ande por vales tenebrosos, não temerei mal algum” (Sl 23,1,4).

E mais: os salmos enriquecem a nossa oração, pois não está centrada em nós mesmos, pois com eles podemos expressar louvor, bênção, ação de graças, envolvendo também a criação.

“Irmãos e irmãs, o Espírito Santo, que deu à Igreja Noiva as palavras para rezar ao seu divino Esposo, nos ajude a fazê-las ressoar na Igreja de hoje e a fazer deste ano preparatório para o Jubileu uma sinfonia de oração”, concluiu o Pontífice.

 

Por ocasião do Dia Mundial da Conscientização sobre o Abuso de Idosos, Francisco pede em um tuíte que se contrarie a lógica que considera
Por ocasião do Dia Mundial da Conscientização sobre o Abuso de Idosos, Francisco pede em um tuíte que se contrarie a lógica que considera as pessoas idosas como material a ser descartado.

A palavra ancião, segundo dicionários, deriva do francês ancien que, por sua vez, está relacionado à palavra “ante”. Essa preposição latina indica o que vem antes, mas hoje em dia as pessoas idosas muitas vezes não recebem nenhuma precedência e sua riqueza de sabedoria e experiência é ignorada. Os idosos são muitas vezes relegados às margens da sociedade, como lembra o Papa Francisco em seu tuíte por ocasião do Dia Mundial da Conscientização sobre o Abuso de Idosos. “Quantas vezes”, escreve o pontífice, “se descartam os idosos com atitudes de abandono que são uma verdadeira e própria eutanásia oculta! É o efeito da cultura do descarte que tanto mal faz ao nosso mundo. Todos nós somos chamados a combater esta venenosa cultura do descarte”.

A eutanásia oculta, à qual o Papa se refere, é uma cultura de morte na qual prevalecem a exclusão e o descarte. Uma lógica perversa que leva a privar as pessoas em idade avançada dos cuidados e medicamentos necessários. Em vários países, lembrou Francisco em seu discurso aos membros da Associação Religiosa dos Institutos Sociais e de Saúde (Aris) em 2023, “os idosos devem tomar quatro ou cinco remédios e só conseguem obter dois: isso é eutanásia progressiva, porque não lhes é dado o que precisam para se curarem”. A eutanásia oculta é uma forma contemporânea de descartar os idosos. “Eles não são úteis, e o que não serve é descartado”, disse o Pontífice em 2014 durante uma visita à Comunidade de Santo Egídio. Os idosos são, portanto, “materiais descartados”, como Francisco denunciou em seu discurso aos membros da Pontifícia Comissão para a América Latina, em 28 de fevereiro de 2014: “Recordo-me que visitei uma casa de repouso estatal para idosos em Buenos Aires, onde todos os leitos estavam ocupados, e dado que não havia outras camas disponíveis, punham colchões no chão e ali dormiam os velhinhos. Um país não tem dinheiro para comprar uma cama? Isto indica outra coisa, não? Trata-se de material descartável. Lençóis manchados, com todos os tipos de sujeira! Sem guardanapos, os pobrezinhos comiam ali, e limpavam a boca com os lençóis… Eu vi isto pessoalmente, ninguém me disse”. Essa “eutanásia oculta”, disse o Papa na Assembleia Plenária da Pontifícia Academia para a Vida em 2021, encurta a vida dos idosos. “Com isso, negamos a esperança”, a esperança que “está nas raízes que os idosos nos dão”.

Cultura do descarte

A solidão e o descarte se tornaram marcas registradas da vida de muitos idosos. “Em alguns casos”, destacou Francisco em sua mensagem por ocasião do 4° Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, “são o resultado de uma exclusão planejada, uma espécie de triste ‘conjura social’; em outros casos, trata-se infelizmente de uma decisão própria. Em outros ainda, suportam-se fingindo que se trata de uma opção autônoma. Cada vez mais perdemos o gosto da fraternidade”. A cultura do descarte não prevê projetos para os fazer viver em plenitude na velhice. Em muitos tecidos sociais, há um “vazio de pensamento, de imaginação, de criatividade”, disse Francisco na Audiência geral de 23 de fevereiro de 2022: “Se compreenda bem que os idosos são uma bênção para uma sociedade”. Os idosos não devem ser excluídos ou descartados. Merecem sinais de esperança, como sublinhou o Pontífice na Bula de Indicação do Jubileu Ordinário do Ano 2025. É preciso “valorizar o tesouro que eles são, a sua experiência de vida, a sabedoria que trazem consigo e o contributo que podem dar, é um empenho para a comunidade cristã e da sociedade civil, chamadas a trabalhar em conjunto em prol da aliança entre as gerações”.

Destaque para os idosos em situações de emergência

O Dia Mundial da Conscientização sobre o Abuso de Idosos foi criado em 2006 pela Rede Internacional para a Prevenção do Abuso de Idosos e é celebrado em 15 de junho.  O tema deste ano enfoca os idosos em situações de emergência. Desastres naturais, pandemias ou conflitos – recorda a ONU – afetam de modo desproporcionado as pessoas idosas, agravando suas vulnerabilidades. Problemas de mobilidade, condições crônicas de saúde ou isolamento social podem, de fato, prejudicar a capacidade dos idosos de ter acesso à ajuda, ir a locais protegidos e receber atendimento médico e serviços de apoio em tempo hábil. O caos em situações de emergência, diz o site da ONU na página dedicada ao dia de hoje, também pode aumentar o risco de abuso de idosos, incluindo abuso físico e emocional. Isso exige o desenvolvimento de políticas inclusivas para que os idosos não sejam negligenciados, especialmente em situações de crise.

Fonte: Publicado no site vaticannews.va
O Santo Padre recebeu em audiência na manhã desta quinta-feira (13/06), na Sala do Sínodo, no Vaticano, os participantes do Encontro anual com os
O Santo Padre recebeu em audiência na manhã desta quinta-feira (13/06), na Sala do Sínodo, no Vaticano, os participantes do Encontro anual com os moderadores das associações de fiéis, dos movimentos eclesiais e das novas comunidades, promovido pela Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. No discurso que dirigiu aos presentes, Francisco refletiu sobre a sinodalidade, tema escolhido por eles para este dia de encontro. No encontro o Papa destacou que “os movimentos eclesiais são para servir, não para nós mesmos. É triste quando se ouve que eu pertenço a isso, àquilo, àquilo outro, como se fosse algo superior. Os movimentos eclesiais devem servir à Igreja, não são em si mesmos uma mensagem, uma centralidade eclesial. Eles devem servir”. A matéria foi publicada no site vaticannews.va

Conversão espiritual

Tenho dito repetidamente que o caminho sinodal exige conversão espiritual, pois sem uma mudança interior não há resultados duradouros. De fato, meu desejo é que, depois deste Sínodo, a sinodalidade permaneça como um modo permanente de agir na Igreja, em todos os níveis, entrando no coração de todos, tanto dos pastores quanto dos fiéis, até que se torne um “estilo eclesial” compartilhado. Tudo isso, porém, requer uma mudança que deve ocorrer em cada um de nós, uma verdadeira “conversão”, ressaltou o Pontífice.

Após tecer ainda algumas considerações, na ótica desta conversão espiritual, Francisco indicou aos participantes três atitudes nas quais devem se concentrar para uma conversão espiritual necessária para a realização de um estilo sinodal:  pensar de acordo com Deus, superar todo fechamento e cultivar a humildade.

Pensar de acordo com Deus

Eis a primeira grande mudança interior que nos é solicitada: deixar de “pensar apenas humano” e passar ao “pensamento de Deus”. Na Igreja, antes de tomar qualquer decisão, antes de iniciar qualquer programa, qualquer apostolado, qualquer missão, devemos sempre nos perguntar: o que Deus quer de mim, o que Deus quer de nós, neste momento, nesta situação? O que eu tenho em mente, o que nós, como grupo, temos em mente, é realmente o “pensamento de Deus”? Lembremo-nos de que o protagonista do caminho sinodal é o Espírito Santo, não nós. O protagonista do caminho sinodal é o Espírito Santo: Somente Ele nos ensina a ouvir a voz de Deus, individualmente e também como Igreja, observou o Papa.

Superar todo fechamento

Segundo: superar todo fechamento. Nesse ponto, Francisco chamou a atenção para a tentação do “círculo fechado”, acrescentando que este é um desafio para nós: não ir além do que o nosso “círculo” pensa, estar convencido de que o que fazemos é bom para todos, defender, talvez sem perceber, posições, prerrogativas ou prestígio “do grupo”. Ou deixar-se bloquear pelo medo de perder o próprio senso de pertencimento e identidade, devido ao fato de se abrir para outras pessoas e outras formas de pensar, sem reconhecer a diversidade como uma oportunidade e não como uma ameaça. São, portanto, “recintos” nos quais todos corremos o risco de nos tornar prisioneiros. “Cuidado: o próprio grupo, a própria espiritualidade, são realidades que nos ajudam a caminhar com o Povo de Deus, mas não são privilégios, porque há o perigo de acabarmos presos nesses recintos”, advertiu ainda o Santo Padre, lembrando que a sinodalidade nos pede que olhemos para além das cercas com grandeza de espírito, que vejamos a presença de Deus e sua ação também em pessoas que não conhecemos, em novas modalidades pastorais, em áreas de missão nas quais nunca havíamos nos engajado antes”. Francisco pediu abertura, coração aberto.

Cultivar a humildade

Terceiro e último, cultivar a humildade. Entendemos que a conversão espiritual deve começar pela humildade, que é a porta de entrada para todas as virtudes, ressaltou. Francisco disse ficar triste quando vê cristãos se vangloriando: “porque sou o padre daqui, ou porque sou um leigo dali, porque pertenço a esta instituição… Isso é uma coisa feia. A humildade é a porta, é o começo.

O Papa ressaltou que somente os humildes realizam grandes coisas na Igreja, porque aquele que é humilde tem uma base sólida, fundamentada no amor de Deus, que nunca falha, e, portanto, não busca outro reconhecimento, acrescentando que também esta etapa de conversão espiritual é fundamental para a construção de uma Igreja sinodal: somente a pessoa humilde de fato valoriza os outros e acolhe sua contribuição, seus conselhos, sua riqueza interior, fazendo emergir não o seu próprio “eu”, mas o “nós” da comunidade.

Francisco concluiu destacando o papel dos movimentos eclesiais. “Os movimentos eclesiais são para servir, não para nós mesmos. É triste quando se ouve que eu pertenço a isso, àquilo, àquilo ao outro, como se fosse algo superior. Os movimentos eclesiais devem servir à Igreja, não são em si mesmos uma mensagem, uma centralidade eclesial. Eles devem servir”.

Na catequese da Audiência Geral, centrada no Espírito Santo, Francisco enfatizou que “a Igreja se alimenta da leitura espiritual da Sagrada Escritura, ou seja,
Na catequese da Audiência Geral, centrada no Espírito Santo, Francisco enfatizou que “a Igreja se alimenta da leitura espiritual da Sagrada Escritura, ou seja, da leitura feita sob a orientação do Espírito Santo que a inspirou”. Disse que é importante tirar, todos os dias, um tempo para ler e meditar as Escrituras. Aos sacerdotes, pediu para fazerem homilias curtas, não mais de oito minutos, pois depois desse tempo, a atenção se perde.

O Papa Francisco deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre o Espírito Santo na Audiência Geral, desta quarta-feira (12/06), realizada na Praça São Pedro.

“O Espírito Santo guia a Igreja em direção a Cristo nossa esperança”, disse o Papa no início de sua catequese centrada na obra do Espírito Santo na revelação, “da qual a Sagrada Escritura é testemunho inspirado por Deus e estimado”. “É a doutrina da inspiração divina da Escritura, que proclamamos como artigo de fé no Credo, quando dizemos que o Espírito Santo ‘falou pelos profetas'”, disse ainda o Papa.

Segundo Francisco, “o Espírito Santo, que inspirou as Escrituras, é também Aquele que as explica e as torna perpetuamente vivas e ativas. De inspiradas, torna-as inspiradoras. O Espírito Santo continua, na Igreja, a ação de Jesus Ressuscitado que, depois da Páscoa, diz o Evangelho, ‘abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras'”.

Pode acontecer, de fato, que uma determinada passagem da Escritura, que lemos muitas vezes sem nenhuma emoção especial, um dia a lemos num clima de fé e de oração, e então esse texto de repente se ilumina, nos fala, derrama luz sobre um problema que estamos vivendo, deixa clara a vontade de Deus para nós numa determinada situação.

“A que se deve esta mudança, senão a uma iluminação do Espírito Santo?”, perguntou o Papa. “As palavras da Escritura, sob a ação do Espírito, tornam-se luminosas”, sublinhou.

A Igreja alimenta-se da leitura espiritual da Sagrada Escritura, ou seja, da leitura feita sob a orientação do Espírito Santo que a inspirou. No seu centro, como um farol que tudo ilumina, está o acontecimento da morte e ressurreição de Cristo, que cumpre o plano da salvação, realiza todas as figuras e profecias, revela todos os mistérios escondidos e oferece a verdadeira chave para a leitura da Bíblia inteira. A morte e ressurreição de Cristo é o farol que ilumina toda a Bíblia, ilumina também a nossa vida.

“A Igreja, Esposa de Cristo, é a intérprete autorizada do texto inspirado. A Igreja é a mediadora do seu anúncio autêntico. É sua tarefa ajudar os fiéis e aqueles que buscam a verdade a interpretar corretamente os textos bíblicos”, disse ainda Francisco.

De acordo com o Papa, “uma forma de ler espiritualmente a Palavra de Deus é através da lectio divina. Ela consiste em dedicar algum tempo do dia à leitura pessoal e meditativa de uma passagem da Escritura”.

E isso é muito importante: todos os dias tire um tempo para ouvir. Se tiver muito tempo: medite, leia uma passagem da Escritura. Por isso, recomendo: tenha sempre um Evangelho de bolso, leve-o na bolsa, no bolso. Assim, quando você estiver na rua ou quando estiver um pouco livre, pegue-o e leia. Isso é muito importante para a vida. Pegue um Evangelho de bolso e o leia uma, duas vezes ou mais durante o dia.

“Contudo, a leitura espiritual da Escritura por excelência é a comunitária que se realiza na Liturgia. Ali vemos como um acontecimento ou ensinamento, dado no Antigo Testamento, encontra o seu pleno cumprimento no Evangelho de Cristo. A homilia deve ajudar a transferir a Palavra de Deus do livro para a vida”, disse ainda o Papa, acrescentando:

Para isso, a homilia deve ser curta: uma imagem, um pensamento e um sentimento. A homilia não deve durar mais de oito minutos, porque depois desse tempo, a atenção se perde e as pessoas dormem, e têm razão. Uma homilia deve ser assim. Digo isso aos sacerdotes que falam muito e não se entende do que estão falando. Uma homilia curta: um pensamento, um sentimento e uma ação, como fazer. Não mais que oito minutos. Porque a homilia deve ajudar a transferir a Palavra de Deus do livro para a vida.

“Entre as muitas palavras de Deus que ouvimos todos os dias na Missa ou na Liturgia das Horas, há sempre uma que nos é dirigida em particular. Acolhida no coração, pode alegrar o nosso dia e animar a nossa oração. Trata-se de não deixá-la cair no vazio”.

Francisco concluiu, dizendo que “como certas peças musicais, a Sagrada Escritura também tem uma nota de fundo que a acompanha do início ao fim, e esta nota é o amor de Deus”.

Fonte: texto publicado no site vaticannews.va