Notícias da Igreja

“Vamos unir-nos ao clamor do povo haitiano para que sua voz seja ouvida na terra e no céu, confiando na misericórdia e compaixão de
“Vamos unir-nos ao clamor do povo haitiano para que sua voz seja ouvida na terra e no céu, confiando na misericórdia e compaixão de Deus por seus filhos”, é o apelo do Conselho Episcopal Latino-Americano e do Caribe (CELAM), a Conferência de Religiosos e Religiosas (CLAR) e a Caritas atuante no continente convidam os católicos a dedicar a próxima sexta-feira da Quaresma, 22 de março, à oração pela ilha:

“Todos com o Haiti”: Com este lema, a Igreja se solidariza com o Haiti, devastado pela violência. Uma iniciativa do Conselho Episcopal da América Latina e do Caribe (CELAM), da Conferência de Religiosos da América Latina e do Caribe (CLAR) e da Caritas América Latina convoca os fiéis para um “Dia Continental de Oração” pelo Haiti na próxima sexta-feira, 22 de março.

“Que nossas celebrações da Quaresma nesse dia sejam acompanhadas de orações pelo Haiti. Nossa iniciativa é também uma forma de chamar a atenção para essa grave e dramática crise. Vamos nos unir ao clamor do povo haitiano para que sua voz seja ouvida na terra e no céu, confiando na misericórdia e compaixão de Deus por seus filhos”, diz o comunicado do CELAM.

O país caribenho está passando por uma escalada sem precedentes de violência por parte de grupos criminosos e dias de instabilidade política após a renúncia do primeiro-ministro Ariel Henry, depois que as eleições gerais não foram convocadas.

Todos os dias, centenas de pessoas deixam suas casas destruídas ou cercadas pelos combates e buscam refúgio nas praças ou nos 14 abrigos improvisados criados pelas autoridades em Porto Príncipe. O caos da última semana causou mais 15.000 deslocados internos, somando-se aos mais de 362.000 de uma guerra interminável e invisível. Metade são crianças.

Os órgãos da Igreja, de acordo com o serviço de notícias do Celam, admitem que “a solução não está diretamente em nossas mãos”, mas requer a coragem e a determinação de “homens e mulheres com poder de decisão nacional e internacional”. Entretanto, “estamos convencidos da força e do poder da oração, que nos aproxima e expressa nossa solidariedade com o povo haitiano”.

Iniciativa de oração

O CELAM, a CLAR e a Caritas retomam a pergunta do livro de Gênesis (4,9): “Onde está o teu irmão?”. E pedem a todas as paróquias, congregações, institutos, organizações e redes eclesiais da América Latina e do Caribe que “não sejam indiferentes” ao sofrimento de um povo inteiro. O dia 22 de março foi escolhido porque nesse dia “muitas comunidades ainda celebram a ‘Sexta-feira de Nossa Senhora das Dores'”.

Os organizadores pedem que na próxima sexta-feira “as práticas quaresmais sejam orientadas com essa intenção, mas também é importante tornar essa situação visível para despertar a atenção para sua gravidade e drama”. Foi proposto aos fiéis, a partir de seu próprio contexto, “realizar algum gesto de oração, momento de reflexão e ação comunitária concreta”.

O Papa Francisco recebeu na manhã de hoje, 14 de março de 2024, os participantes do workshop “Conhecimento dos povos indígenas e as ciências”.
O Papa Francisco recebeu na manhã de hoje, 14 de março de 2024, os participantes do workshop “Conhecimento dos povos indígenas e as ciências”. O Papa expressou proximidade e disse: “A Igreja está com vocês, aliada aos povos indígenas e seus conhecimentos, e aliada à ciência para fazer com que a fraternidade e a amizade social cresçam no mundo”. O workshop é promovido
pelas Pontifícias Academias de Ciências e Ciências Sociais. A publicação é do site vaticannews.va
As mudanças climáticas, a perda de biodiversidade, as ameaças à segurança alimentar e à saúde e outros desafios ainda representam os problemas críticos mais urgentes da atualidade e, para enfrentá-los, é necessário levar em conta o conhecimento dos povos indígenas e das ciências. Foi o que observou Francisco ao receber em audiência os participantes da conferência que tem como objetivo, como explica o Papa, “reconhecer o grande valor da sabedoria dos povos nativos e favorecer o desenvolvimento humano integral e sustentável”, e também para “enviar uma mensagem aos governos e às organizações internacionais em favor da justiça e da fraternidade”.

O workshop, promovido pelas Pontifícias Academias de Ciências e Ciências Sociais, traz como tema: “Conhecimento dos povos indígenas e as ciências: Combinando conhecimento e ciência sobre vulnerabilidades e soluções para a resiliência”, realizado no Vaticano, nos dias 14 e 15 de março.  Entre os participantes estão presentes diversos representantes do Brasil, entre eles, a ministra do governo brasileiro para os Povos Indígenas, Sônia Guajajara.

Crescer na escuta recíproca

Francisco, ao receber os participantes, deu-lhes as boas-vindas e afirmou que, devido a um resfriado, o padre rosminiano Pierluigi Giroli é quem deveria ler seu discurso. No início do texto, o Santo Padre manifesta seu apreço pela iniciativa e lembra que, graças aos esforços da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), nasceu uma plataforma que reúne cientistas, acadêmicos e especialistas indígenas e não indígenas, para estabelecer um diálogo que visa garantir a salvaguarda dos sistemas alimentares dos povos originários.

“Gostaria de destacar que esse workshop representa uma oportunidade para crescermos em escuta recíproca: escutar os povos indígenas, para aprender com sua sabedoria e seus estilos de vida, e ao mesmo tempo escutar os cientistas, para beneficiar-se de suas pesquisas.”

Proteger a diversidade de tradições e culturas

O Papa observa que a conferência tem o objetivo de convocar governos e grandes organizações para reconhecer e respeitar “a diversidade dentro da grande família humana”. A perda de tradições, culturas e espiritualidade, enfatiza, representaria de fato um empobrecimento para todos:

“Os projetos de pesquisa científica e, consequentemente, investimentos, devem ser direcionados decisivamente para a promoção da fraternidade humana, justiça e paz, para que os recursos possam ser coordenados e alocados para responder aos desafios urgentes enfrentados pela Terra, nosso lar comum, e pela família dos povos.”

O diálogo ajuda a superar os conflitos

O texto do Pontífice sublinha a necessidade de uma conversão e uma visão alternativa àquela que atualmente conduz nosso mundo a conflitos crescentes. “O diálogo aberto entre o conhecimento indígena e as ciências, entre comunidades de sabedoria ancestral e as das ciências, pode ajudar a enfrentar de maneira nova, mais integral e mais eficaz questões cruciais como água, mudanças climáticas, fome e biodiversidade”, enfatiza Francisco. Para o Papa, essas questões estão todas interconectadas:

“No diálogo entre o conhecimento indígena e a ciência, devemos ter claramente em mente que todo esse patrimônio de conhecimento deve ser empregado como meio de superar conflitos de maneira não violenta e combater a pobreza e as novas formas de escravidão. Deus, o Criador e Pai de todos os povos e de tudo o que existe, nos chama hoje a viver e testemunhar nosso chamado humano à fraternidade universal, liberdade, justiça, diálogo, encontro recíproco, amor e paz, e evitar alimentar o ódio, ressentimento, divisão, violência e guerra.”

“Deus nos fez guardiões e não senhores do planeta: somos todos chamados a uma conversão ecológica, comprometidos em salvar nossa casa comum e viver uma solidariedade intergeracional para salvaguardar a vida das gerações futuras, em vez de dissipar recursos e aumentar a desigualdade, a exploração e a destruição.”

A Igreja aliada aos povos indígenas e à ciência

As palavras finais do Papa para os participantes da conferência são de encorajamento para continuar o compromisso e o acompanhamento. Assegurando-lhes suas orações e bênçãos, Francisco afirma:

“A Igreja está com vocês, aliada aos povos indígenas e seus conhecimentos, e aliada à ciência para fazer com que a fraternidade e a amizade social cresçam no mundo”.

Iniciou na terça-feira, 12 de março e vai até 1uinta-feira, 14, o Congresso Latino-americano sobre Vulnerabilidade e Abuso: Ruma a uma visão mais ampla

Iniciou na terça-feira, 12 de março e vai até 1uinta-feira, 14, o Congresso Latino-americano sobre Vulnerabilidade e Abuso: Ruma a uma visão mais ampla de prevenção, na cidade do Panamá. O Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes.  A publicação é do site vaticannews.va

O Papa confia ao Senhor os trabalhos do congresso a fim de que se possa “continuar avançando na erradicação da chaga dos abusos em todos os âmbitos da sociedade”.

No texto, Francisco recorda o encontro que teve com uma delegação do Conselho Latino-americano do Centro de Pesquisa e Formação Interdisciplinar para a Proteção dos Menores (CEPROME), em 25 de setembro passado, no Vaticano. O Papa lembra que, naquela ocasião, sublinhou “o compromisso da Igreja em ver em cada uma das vítimas o rosto de Jesus sofredor”, mas também “a necessidade de colocar aos seus pés o sofrimento que recebemos e causamos’, pedindo-lhe a conversão dos ‘pecadores infelizes e desesperados'”.

O congresso é promovido pela Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores, pelo Centro de Pesquisa e Formação Interdisciplinar para a Proteção dos Menores (CEPROME), pelo Conselho Episcopal Latino-americano e Caribenho (CELAM) e pela Arquidiocese do Panamá.

Confrontando a vulnerabilidade

Conforme, nesta mensagem, datada de 1º de março, Francisco nos convida a olhar para a questão do abuso “com os olhos de Deus” e em diálogo com Ele, a fim de entender melhor a questão da vulnerabilidade. O Pontífice afirma:

Deus nos chama a uma mudança absoluta de mentalidade em nossa concepção das relações, privilegiando o menor, o pobre, o servo, o inculto, em relação ao maior, o rico, o patrão, o instruído, com base na capacidade de acolher a graça que Deus nos dá e de fazer-nos dom para os outros.

Sentir-se pequeno é um dom a ser pedido ao Senhor

A pequenez à qual Jesus nos convida, explica o Papa, não é olhar para a própria fraqueza “como uma desculpa para não sermos pessoas e cristãos íntegros, incapazes de tomar seu destino em suas próprias mãos”. Pelo contrário, sentir-se pequeno”, escreve ele, “é um dom que devemos pedir de joelhos para nós e para os outros”, a fim de enfrentar as contradições da vida, e indica São Paulo que “se gloria de suas próprias fraquezas e confia na graça do Senhor”.

Em termos de prevenção, nosso trabalho deve, sem dúvida, ter como objetivo erradicar situações que encobrem quem se esconde atrás de sua posição para se impor aos outros de forma perversa, mas também entender porque são incapazes de se relacionar com os outros de forma saudável.

Formar consciências na integridade moral

Ao mesmo tempo, exorta o Papa, não devemos “permanecer indiferentes à razão pela qual alguns aceitam ir contra sua consciência, por medo, ou se deixam enganar por falsas promessas, sabendo no seu coração que estão no caminho errado”. Francisco convida a comprometer-se a viver e a formar o fiel na integridade, confiando na força do Senhor, e observa:

Humanizar as relações em qualquer sociedade, inclusive na Igreja, significa trabalhar arduamente para formar pessoas maduras e coerentes que, firmes em sua fé e em seus princípios éticos, sejam capazes de enfrentar o mal, testemunhando a verdade com letras maiúsculas. Uma sociedade que não se baseia nessas premissas de integridade moral será uma sociedade doente, com relações humanas e institucionais pervertidas pelo egoísmo, pela desconfiança, pelo medo e pelo engano.

Carregar “este tesouro em vasos de barro” é uma graça, conclui o Papa, convidando-nos a pedi-la ao “Rei dos mártires” a fim de dar testemunho de Deus no mundo.

“Aquele que conhece Jesus carrega a luz da salvação de Deus, não o machado de seus próprios julgamentos. Portanto, o conhecimento e a compreensão

“Aquele que conhece Jesus carrega a luz da salvação de Deus, não o machado de seus próprios julgamentos. Portanto, o conhecimento e a compreensão que temos dos outros não são para julgá-los, mas para ajudá-los”, disse o Papa no Angelus, ao meio-dia deste IV Domingo da Quaresma em preparação para a Páscoa do Senhor.

O olhar do Senhor sobre nós não é um farol ofuscante que nos ofusca e nos coloca em dificuldade, mas o brilho suave de uma lâmpada amiga, que nos ajuda a ver o bem em nós e a perceber o mal, para que possamos nos converter e ser curados com o apoio de sua graça. Foi o que disse o Papa no Angelus, ao meio-dia deste domingo, 10 de março, IV Domingo da Quaresma em preparação para a Páscoa do Senhor.

Jesus não veio para condenar, mas para salvar o mundo

Na alocução que precedeu a oração mariana diante de milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro para rezar com o Pontífice, Francisco deteve-se sobre a página do Evangelho do dia (Jo 3,14-21), que nos apresenta a figura de Nicodemos, um fariseu, “um dos chefes dos Judeus”. Ele viu os sinais que Jesus realizou, reconheceu n’Ele um mestre enviado por Deus e foi encontrá-lo à noite, para não ser visto.

O Senhor o recebeu, dialogou com ele e lhe revelou que não tinha vindo para condenar, mas para salvar o mundo, ressaltou Francisco, convidando a refletir sobre isso: Jesus não veio para condenar, mas para salvar o mundo.

Com frequência, no Evangelho, vemos Cristo revelar as intenções das pessoas que encontra, às vezes desmascarando suas atitudes falsas, como no caso dos fariseus, observou o Santo Padre, ou fazendo-as refletir sobre a desordem de suas vidas, como no caso da Samaritana.

Jesus não quer que nenhum de nós se perca

Mas não é assim, continuou o Papa. Pois Ele não a usa para apontar o dedo para nós, mas para abraçar nossas vidas, para nos libertar do pecado e nos salvar. Jesus não está interessado em nos colocar em julgamento e nos submeter a sentenças; Ele não quer que nenhum de nós se perca. Jesus não veio para condenar, mas para salvar o mundo.

Que o Senhor nos dê um olhar de misericórdia

Antes de concluir, o Santo Padre solicitou-nos a pedir ao Senhor que nos dê um olhar de misericórdia, para não julgar os outros, mas ajudá-los, que olhemos para os outros como Ele olha para todos nós.

Pensemos em nós, que tantas vezes condenamos os outros; tantas vezes gostamos de fazer fofoca, de procurar fazer fofoca contra os outros. Peçamos ao Senhor que nos dê esse olhar de misericórdia, que olhe para os outros como Ele olha para todos nós. Que Maria nos ajude a desejar o bem uns dos outros.

Fonte: notícia publicada no site vaticannews.va
O Papa Francisco recebeu ontem, 7 de março de 2024, os participantes da Conferência Mulheres na Igreja: Criadoras de Humanidade. Mais uma vez, o
O Papa Francisco recebeu ontem, 7 de março de 2024, os participantes da Conferência Mulheres na Igreja: Criadoras de Humanidade. Mais uma vez, o Papa que vem insistindo na necessidade de maior reconhecimento e envolvimento das mulheres na Igreja, começou lembrando e agradecendo o testemunho de algumas mulheres. A publicação é do site vaticannews.va

Obrigado por sua presença e por organizar e promover esse evento. Evento, disse o Papa que destaca particularmente o testemunho de santidade de dez mulheres. Gostaria de nomeá-las: Josephine Bakhita, Magdeleine de Jesus, Elizabeth Ann Seton, Maria MacKillop, Laura Montoya, Kateri Tekakwitha, Teresa de Calcutá, Rafqa Pietra Choboq Ar-Rayès, Maria Beltrame Quattrocchi e Daphrose Mukasanga.

Todas elas, em diferentes épocas e culturas, com estilos próprios e diferentes, e com iniciativas de caridade, educação e oração, deram provas de como o “gênio feminino” pode refletir de forma única a santidade de Deus no mundo. De fato, precisamente em épocas em que as mulheres eram mais excluídas da vida social e eclesial, “o Espírito Santo suscitou santas cujo encanto provocou novos dinamismos espirituais e importantes reformas na Igreja”. Não só isso, mas eu também gostaria de “recordar tantas mulheres desconhecidas ou esquecidas que, cada uma a seu modo, sustentaram e transformaram famílias e comunidades com a força de seu testemunho”.

E a Igreja precisa disso, – disse o Papa – porque a Igreja é mulher: filha, noiva e mãe, e quem mais do que a mulher pode revelar seu rosto? Ajudemo-nos mutuamente, sem forçar e sem rasgar, mas com cuidadoso discernimento, dóceis à voz do Espírito e fiéis em comunhão, a encontrar caminhos adequados para que a grandeza e o papel das mulheres sejam mais valorizados no Povo de Deus.

O Papa afirmou: “vocês escolheram uma expressão específica para intitular sua conferência, chamando as mulheres de “artífices do humano”. Essas são palavras que lembram ainda mais claramente a natureza de sua vocação: a de serem “artesãs”, colaboradoras do Criador a serviço da vida, do bem comum e da paz. E eu gostaria de enfatizar dois aspectos dessa missão, relativos ao estilo e à formação”.

Antes de tudo, o estilo. Estamos em uma época marcada pelo ódio, na qual a humanidade, que precisa se sentir amada, é frequentemente marcada pela violência, pela guerra e por ideologias que afogam os mais belos sentimentos do coração. E justamente nesse contexto, – continuou o Papa no seu discurso – a contribuição feminina é mais indispensável do que nunca: a mulher, de fato, sabe unir com ternura. Santa Teresa do Menino Jesus disse que queria ser o amor na Igreja. E ela tinha razão: a mulher, de fato, com sua capacidade única de compaixão, com sua intuição e com sua inclinação conatural para “cuidar”, sabe ser, de modo eminente, para a sociedade, a “inteligência e o coração que ama e une”, colocando amor onde não há amor, humanidade onde os seres humanos lutam para se encontrar.

Segundo aspecto: a formação. Vocês organizaram essa conferência com a colaboração de várias realidades acadêmicas católicas. E, de fato, no contexto da pastoral universitária, propor aos estudantes, além do estudo acadêmico da doutrina e da mensagem social da Igreja, testemunhos de santidade, especialmente de mulheres, encoraja-os a elevar o olhar, a ampliar o horizonte dos próprios sonhos e do próprio modo de pensar e a se dispor a seguir ideais elevados. Assim, a santidade pode se tornar uma linha educacional transversal em toda a abordagem do conhecimento. Por isso, espero que seus ambientes, além de serem lugares de estudo, pesquisa e aprendizado, lugares “informativos”, sejam também contextos “formativos”, onde vocês ajudem a abrir a mente e o coração à ação do Espírito Santo.

Uma última coisa – disse ainda Francisco – sobre o tema da formação: “no mundo, onde as mulheres ainda sofrem tanta violência, desigualdade, injustiça e maus-tratos – e isso é escandaloso, ainda mais para quem professa a fé no Deus “nascido de mulher” -, existe uma grave forma de discriminação, que está precisamente ligada à educação das mulheres. De fato, ela é temida em muitos contextos, mas o caminho para sociedades melhores passa justamente pela educação de meninas, moças e mulheres jovens, da qual o desenvolvimento humano se beneficia. Rezemos e nos comprometamos com isso!”

Até 30 de abril de 2024 é possível se inscrever para os cursos de Capacitação para Assessores de Jovens e Capacitação de Líderes e

Até 30 de abril de 2024 é possível se inscrever para os cursos de Capacitação para Assessores de Jovens e Capacitação de Líderes e Coordenadores de Jovens. Os cursos são no formato EAD. Vejam as informações e como se inscrever na matéria publicada no site cnbb.org.br

A Pastoral Juvenil abriu as inscrições para os cursos em sua plataforma de ensino à distância. Neste primeiro semestre de 2024, os cursos disponíveis são “Liderança e Coordenadores de Jovens” e “Assessores de Jovens”. As inscrições podem ser feitas até o dia 30 de abril, de forma gratuita, pela plataforma EAD Jovens Conectados, disponível no site – ead.jovensconectados.org.br.

Os inscritos poderão iniciar o curso imediatamente após a inscrição, de forma 100% online, e terão até o dia 31 de maio para concluir as aulas. Ao final do curso, os alunos podem solicitar um certificado de conclusão emitido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que é enviado por e-mail.

As capacitações são gratuitas e contam com videoaulas, materiais de apoio em PDF, atividades objetivas e fórum de interação. Desta forma, os participantes têm total liberdade para fazer seus próprios horários e acompanhar as aulas do conforto das suas casas.

 

Turmas 2024

Capacitação de Assessores de Jovens (Turma 2023/1)

Período de Inscrição: março até 30 de abril de 2024, às 18h.

Objetivo: Capacitar assessores, religiosos e leigos para assessorar com eficiência os jovens e os grupos de jovens de paróquias, comunidades, movimentos, obras sociais, colégios, faculdades e etc.

Conteúdo programático: (1) Formação Integral do Jovens; (2) Espiritualidade do Assessor; (3) Afetividade e Sexualidade; (4) Como aplicar e acompanhar o Projeto de Vida do adolescente e jovem; (5) Acompanhar a Educação a Fé do adolescente e jovem; (6) Identidade do Assessor;

Metodologia: O curso será totalmente EAD (educação a distância) com vídeo-aulas, subsídios, fórum de interação e exercícios;

Carga horária: 43h/a;

Certificação: Ao final do curso você poderá emitir seu Certificado Digital emitido pela Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB e também poderá solicitar o Certificado de Extensão Universitária.

Capacitação de Líderes e Coordenadores Jovens (Turma 2023/1)

Período de Inscrição: março até 30 de abril de 2024, às 18h.

Objetivo: Capacitar jovens de 15 a 29 anos para liderar e coordenar com eficiência os grupos de jovens de paróquias, comunidades, movimentos, obras sociais, colégios e faculdades.

Conteúdo programático: (1) Coordenador e Líderes: definições, tipos e características; (2) Diferenciação de coordenações; (3) Espiritualidade Cristã; (4) Discípulos Missionários; (5) Importância de uma Formação integral; (6) A importância de um projeto pessoal; (7) Participação eclesial do coordenador e a vida do grupo; (8) Planejamento Pastoral e preparação da reunião; (9) Novo conceito de liderança;

Metodologia: O curso será totalmente EAD (educação a distância) com vídeo-aulas, subsídios em PDF, fórum de interação e exercícios.

Carga horária: 43h/a;

Certificação: Ao final do curso EAD você poderá emitir seu Certificado Digital emitido pela Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB.

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Na próxima sexta-feira, 8 de março, será realizada a iniciativa quaresmal de oração e reconciliação “24 horas para o Senhor”, promovida pelo Dicastério para

Na próxima sexta-feira, 8 de março, será realizada a iniciativa quaresmal de oração e reconciliação “24 horas para o Senhor”, promovida pelo Dicastério para a Evangelização. Esta é a décima primeira edição e terá como lema “Caminhar numa vida nova”, inspirado na passagem da Carta aos Romanos (Rm 6, 4). Em Roma, o Papa Francisco vai celebrar na paróquia de Sâo Pio V, no bairro Aurelio, com atendimento de confissões.

O evento começa na sexta-feira, 8, e percorre todo o sábado, 9, véspera do quarto domingo da Quaresma, e se celebra nas dioceses do mundo inteiro. Paróquias e comunidades cristãs são convidadas a aberturas extraordinárias das igrejas, para oferecer a possibilidade dos fiéis pararem em momento de adoração e também como oportunidade para se confessarem.

Um subsídio litúrgico-pastoral para o momento foi preparado pelo Dicastério para a Evangelização com uma reflexão sobre Sacramento da Reconciliação, a abordagem da oração pessoal através da Palavra de Deus e sugestões para a celebração em comunidade, com a catequese do Papa Francisco sobre o perdão. O material pode ser baixado gratuitamente em português e outras 5 línguas, como inglês e espanhol, através do site do dicastério: www.evangelizatio.va. Baixe aqui a versão em Português.

Segundo o pró-prefeito do dicastério, dom Rino Fisichella, o objetivo da iniciativa penitencial “é colocar o Sacramento da Reconciliação novamente no centro da vida pastoral da Igreja, portanto, das nossas comunidades, das nossas paróquias, de todas as realidades eclesiais”. Fisichella ressalta o lugar central da misericórdia no Evangelho: “a Misericórdia de Deus, que nos dá a certeza de que diante do Senhor ninguém encontrará um juiz, mas, sim, um pai que o acolhe, o consola e também lhe mostra o caminho da renovação”.

No Brasil, várias Igrejas Particulares vão promover ações para celebrar as “24 horas para o Senhor”, como vigílias, momentos de oração, Hora Santa com adoração ao Santíssimo Sacramento, confissões, entre outras atividades. É o caso, por exemplo, da arquidiocese de Ribeirão Preto, da diocese de São Carlos (SP), da diocese de Itabira-Coronel Fabriciano (MG), da arquidiocese de Niterói (RJ) e da diocese de Camaçari (BA).

A notícia foi divulgado nos sites vaticannews.va e cnbb.org.br

“Um cessar-fogo em Gaza é cada vez mais urgente”. O cardeal Pierbattista Pizzaballa o repete novamente. O patriarca de Jerusalém dos Latinos confia aos meios de

“Um cessar-fogo em Gaza é cada vez mais urgente”. O cardeal Pierbattista Pizzaballa o repete novamente. O patriarca de Jerusalém dos Latinos confia aos meios de comunicação do Vaticano o seu novo grito de dor que fala de uma Faixa dilacerada pela morte e pelo caos. “Além da terrível violência das bombas, há também a crise da vida cotidiana. Há falta de alimentos, remédios e água. Por exemplo, nossos cristãos”, diz ele, “conseguem cozinhar uma ou duas vezes e o que cozinham deve ser suficiente para pelo menos uma semana”.

Consternação pelos mortos por causa da fome

Ainda estão vivas nos olhos do cardeal as imagens terríveis daqueles homens, mulheres e crianças que, há poucos dias, perderam suas vidas na tentativa de pegar algumas porções de ajuda humanitária. “Fiquei consternado”, diz ele, com um suspiro que tem gosto de dor, “consternado também pelo caos em que toda a Faixa caiu: não há nenhuma forma de controle sobre o território e a chegada cada vez mais problemática da ajuda humanitária complica tudo enormemente”. O cardeal Pizzaballa não acha apropriado que pacotes de alimentos e produtos de primeira necessidade estejam agora sendo lançados com paraquedas: “Precisamos – diz – de uma solução mais sistemática e coordenada, porque uma escolha desse tipo corre o risco de aumentar a confusão”. E talvez também o esmagamento de pessoas e as mortes.

Uma mãe chora seu filho morto

Soluções estáveis

A convicção do Patriarca de Jerusalém – compartilhada com todos os Patriarcas e chefes das Igrejas da Cidade Santa, que assinaram mais um apelo pela paz em 1º de março – é que a trégua em Gaza não é uma quimera, um sonho inatingível. “É suficiente desejá-la”, diz ele, “os elementos para implementá-la existem. Em ambos os lados, é necessária a vontade de se comprometer. Acredito que o momento é propício para tentar iniciar caminhos diferentes”. E, no entanto, mesmo que ainda haja muitas incertezas repletas de dilemas, para o cardeal, uma coisa não pode ser questionada: “depois dessa crise, uma das mais graves dos últimos 70 anos, nem israelenses nem palestinos estarão mais dispostos a soluções temporárias. Esses eventos forçarão todos a encontrar soluções estáveis”. Dois povos, dois Estados? “Não sei. Tecnicamente, isso me parece difícil”, observa ele, “embora seja a única maneira possível. É claro que o que quer que se escolha fazer deve dar uma garantia de estabilidade e liberdade a ambos os povos”.

Refugiados recebidos na Paróquia da Sagrada Família em Gaza

Igreja envolvida

O que emerge do relato do Patriarca de Jerusalém é o papel de uma Igreja local que “reza, que confia, que não apenas cuida de suas próprias necessidades, mas também consegue ajudar as populações vizinhas”. E compreende-se como, de modo reservado, ela está tentando “estar presente nos canais de comunicação com o papel de facilitadora entre as partes envolvidas”.