Notícias da Igreja

Na Audiência Geral desta quarta-feira (28), o Papa Francisco retornou com o ciclo iniciado sobre vícios e virtudes. O texto foi proferido por mons.
Na Audiência Geral desta quarta-feira (28), o Papa Francisco retornou com o ciclo iniciado sobre vícios e virtudes. O texto foi proferido por mons. Ciampanelli, colaborador da Secretaria de Estado, dado que o Papa se recupera de uma leve gripe. A publicação é do site vaticannews.va

Após uma semana de pausa, devido ao retiro espiritual quaresmal dos membros da Cúria Romana, e ainda se recuperando de uma “leve gripe”, conforme comunicado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, que levou o Pontífice a cancelar algumas atividades no sábado e na segunda-feira, Francisco esteve presente na Sala Paulo VI para a Audiência Geral desta quarta-feira, 28 de fevereiro.

Ao saudar os fiéis e peregrinos, o Papa afirmou: “Queridos irmãos e irmãs, ainda estou um pouco resfriado. Por isso, pedi ao mons. Ciampanelli para ler a catequese de hoje”, e em seguida, o colaborador da Secretaria de Estado proferiu o discurso que dá continuidade à reflexão sobre os vícios e as virtudes.

O rosto do invejoso é sempre triste

“Hoje examinaremos dois pecados capitais que encontramos nas grandes listas que a tradição espiritual nos deixou: a inveja e a vanglória”, introduz mons. Ciampanelli, dedicando a primeira parte da reflexão à inveja:

“Quando lemos a Sagrada Escritura, percebemos que este vício nos é apresentado como um dos mais antigos: o ódio de Caim por Abel é desencadeado quando ele percebe que os sacrifícios do seu irmão agradam a Deus. O rosto do invejoso é sempre triste: o seu olhar está abaixado, parece examinar continuamente o chão, mas na realidade não vê nada, porque a mente está envolvida por pensamentos cheios de malícia. A inveja, se não for controlada, leva ao ódio pelos outros. Abel será morto pelas mãos de Caim, que não podia suportar a felicidade do irmão.”

Deus tem uma “matemática” própria

O texto do Papa sublinha que “na raiz deste vício existe uma relação de ódio e amor: deseja-se mal ao outro, mas secretamente deseja-se ser como ele”.

A inveja nos faz criar uma falsa ideia de Deus, não se aceita que Deus tenha uma “matemática” própria, diferente da nossa:

“Gostaríamos de impor a Deus a nossa lógica egoísta, mas a lógica de Deus é o amor. Os bens que Ele nos dá são feitos para serem partilhados. É por isso que São Paulo exorta os cristãos: ‘Com amizade fraterna, sede afetuosos uns com os outros. Rivalizai uns com os outros na estima recíproca’ (Rm 12,10). Eis aqui o remédio para a inveja!” 

A vanglória é uma autoestima inflada e infundada

A segunda parte da catequese de Francisco volta-se para a vanglória, e mons. Ciampanelli, na leitura do texto, recorda que este vício anda de mãos dadas com o demônio da inveja, sendo típico de quem aspira ser o centro do mundo, livre para explorar tudo e todos, objeto de todo louvor e todo amor:

“A pessoa vangloriosa não tem empatia e não percebe que existem outras pessoas no mundo além dela. As suas relações são sempre instrumentais, caracterizadas pela opressão dos outros. A sua pessoa, as suas façanhas, os seus sucessos devem ser mostrados a todos: é uma perpétua mendiga da atenção. E se, às vezes, suas qualidades não são reconhecidas, fica extremamente irritada. Os outros são injustos, não entendem, não estão à altura.”

Nas fraquezas, a força de Cristo

“Para curar os vangloriosos, os mestres espirituais não sugerem muitos remédios”, recorda o texto do Papa, “porque, em última análise, o mal da vaidade tem em si o seu remédio: os elogios que o vanglorioso esperava colher no mundo logo se voltarão contra ele. E quantas pessoas, iludidas por uma falsa imagem de si mesmas, caíram em pecados dos quais logo se envergonhariam!”

Na conclusão, mons. Ciampanelli ressalta na leitura da catequese, que a mais bela instrução para vencer a vanglória encontra-se no testemunho de São Paulo:

“O Apóstolo sempre teve de lidar com uma falha que nunca foi capaz de superar. Três vezes pediu ao Senhor que o libertasse daquele tormento, mas no final Jesus respondeu-lhe: ‘Basta-te a minha graça, pois é na fraqueza que a força se consuma’. A partir daquele dia, Paulo foi libertado. E a sua conclusão deveria tornar-se também a nossa: ‘É, portanto, de bom grado que prefiro gloriar-me nas minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo’ (2Cor 12,9).”

Hoje, 27 de fevereiro às 17h de Roma será celebrada missa pelo 10º aniversário de canonização de São João Paulo II. A Eucaristia será
Hoje, 27 de fevereiro às 17h de Roma será celebrada missa pelo 10º aniversário de canonização de São João Paulo II. A Eucaristia será na Basílica de São Pedro e será presidida pelo cardeal Giovanni Battista Re, Decano do Colégio Cardinalício. O anúncio foi feito pela Fundação Vaticana que leva o nome do Papa Wojtyla.

“A celebração do 10º aniversário da canonização de São João Paulo II responde a um desejo dos fiéis que desejam expressar gratidão pelo dom de sua pessoa e ministério. Por esse motivo, as celebrações são abertas a todos. Qualquer pessoa pode participar sem precisar de um ingresso para entrar na Basílica”, declarou a Fundação Vaticana João Paulo II ao Vatican News, publicada no site vaticannews.va.

A ocasião nos lembra a vida e a dedicação pastoral do Papa João Paulo II e nos leva a pedir sua intercessão pela paz no mundo e a unidade da Igreja.

 

A Pascom Brasil anunciou a abertura das inscrições para o concurso nacional que definirá a identidade visual a ser utilizada em todos os materiais relacionados ao 58º Dia

A Pascom Brasil anunciou a abertura das inscrições para o concurso nacional que definirá a identidade visual a ser utilizada em todos os materiais relacionados ao 58º Dia Mundial das Comunicações Sociais. Este ano, o tema escolhido pelo Papa Francisco para a celebração é “Inteligência artificial e sabedoria do coração: para uma comunicação plenamente humana“, e a data está marcada para o dia 12 de maio.

O prazo final para submissão das propostas é até o dia 15 de março, e o edital completo está disponível para consulta com todas as informações necessárias. Esta é a quinta edição do concurso promovido pela Coordenação Nacional da Pascom. Para acessar o regulamento, ficha de inscrição e termo de cessão de direitos, clique aqui e baixe os arquivos. Não é necessário fazer login, nem pedir permissão.

O secretário-geral da Pascom Brasil, Alex Ferreira, destaca que este ano o concurso tem um sabor de comemoração, ao chegar em sua quinta edição. “É, sobretudo, a comunhão pastoral que a Pascom vem desenvolvendo com os pasconeiros ao longo dos últimos anos. Ideias vindas de vários cantos, desenhos criativos que trazem em seus traços, marcas, histórias e principalmente, o desejo da comunhão.”

Inteligência artificial no processo criativo

Uma das inovações deste ano é a permissão para a utilização da Inteligência Artificial (IA) no processo de criação, conforme estipulado no regulamento. Nesse sentido, a IA deve ser empregada como uma ferramenta de apoio ao processo criativo, sob supervisão e orientação de designers humanos responsáveis pelo desenvolvimento das propostas. É essencial que o uso da IA seja comunicado de forma transparente no formulário de inscrição, em conformidade com os princípios éticos estabelecidos.

O julgamento das propostas levará em consideração a originalidade da obra e sua capacidade de expressar a mensagem principal da carta do Papa Francisco de maneira criativa e harmoniosa. As peças podem ser elaboradas utilizando fotos, desenhos, colagens, montagens, pinturas, entre outras técnicas criativas. O concurso está aberto a participação de pasconeiros e outros comunicadores de todo o país.

Para Janaína Gonçalves, vice-coordenadora da Pascom Brasil, este concurso já se tornou um momento muito esperado por nossos agentes da Pascom e comunicadores em geral e destaca a novidade deste ano.

“Para ficar ainda mais inovador, desta vez temos a possibilidade de utilização da IA no processo. Não se trata, apenas, de mais um recurso, mas da possibilidade de criar uma identidade visual distinta, que nos aproxima de um conteúdo visual realista, que nos possibilita o uso de ferramentas com funcionalidades e efeitos surpreendentes.”

Cronograma

O vencedor do concurso será anunciado no dia 2 de abril por meio do portal da Pascom Brasil e das redes sociais. O cartaz vencedor deverá incluir, além da figura criada ou fotografia autoral, os seguintes textos: “58º Dia Mundial das Comunicações Sociais“, “12 de maio de 2024” e “Inteligência artificial e sabedoria do coração: por uma comunicação plenamente humana!

Os interessados em participar devem enviar as peças até o dia 15 de março, conforme especificado no edital, juntamente com a Ficha de Inscrição (Anexo I) e o Termo de Cessão de Direitos (Anexo II), exclusivamente para o e-mail [email protected], com o assunto “CONCURSO DMCS 2024“.

Confira as datas de realização do Concurso:

21 de fevereiro de 2024: abertura das inscrições

01 de março de 2024: composição da Comissão Julgadora

15 de março de 2024: encerramento das inscrições

02 de abril de 2024: anúncio da obra vencedora em publicação no Portal da Pascom Brasil (www.pascombrasil.org.br) e nas redes sociais da Pascom Brasil.

10 de abril de 2024: divulgação do subsídio para celebração do DMCS

Com informações da Pascom Brasil 

“Deus caminha com o seu povo” é o tema do 110º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado que será celebrado no domingo 29
“Deus caminha com o seu povo” é o tema do 110º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado que será celebrado no domingo 29 de setembro deste ano 2024.

O Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, responsável pela escolha do tema, explicou o propósito da escolha: “a mensagem se concentrará na dimensão itinerante da Igreja, com um olhar especial para os irmãos e irmãs migrantes, ícone contemporâneo da Igreja a caminho”.

“Trata-se de um caminho a ser feito sinodalmente para alcançarmos juntos, superando todo obstáculo e ameaça, a verdadeira pátria. Durante o trajeto, onde quer que estejamos, é essencial reconhecer a presença de Deus que caminha com o seu povo, garantindo-lhe orientação e proteção em cada passo; mas é igualmente fundamental reconhecer a presença do Senhor, Emanuel, Deus conosco, em cada migrante que bate à porta do nosso coração e se oferece ao encontro”, diz o comunicado.

A divulgação foi feita pelo site vaticannews.va

Dom Mieczysław Mokrzycki, arcebispo de Lviv, na Ucrânia deu entrevista à Rádio Vaticana sobre a situação de guerra naquele país. A publicação é do

Dom Mieczysław Mokrzycki, arcebispo de Lviv, na Ucrânia deu entrevista à Rádio Vaticana sobre a situação de guerra naquele país. A publicação é do site vaticannews.va

Mesmo em Lviv, as sirenes continuam a soar e a cidade está sendo bombardeada. Que reflexão surge em seu coração em vista do segundo aniversário da guerra em larga escala na Ucrânia?

Entre as muitas palavras nas páginas dos Evangelhos, uma afirmação de Jesus me chama a atenção: “Não há árvore boa que dê frutos ruins, nem árvore ruim que dê frutos bons. Porque cada árvore se conhece pelo seu fruto”. Essas palavras são a voz da verdade para julgarmos a conduta das pessoas que, ao seguirem o mal, tornam-se frutos amargos para os outros. E embora digam que querem defender e libertar, vemos que não é esse o caso. Em vez de paz, elas geram guerra. Em vez de amor, geram ódio. Em vez de tranquilidade, geram medo. Esse é seu fruto, amargo e azedo. Dói-nos o fato de que, algumas décadas após o fim da Segunda Guerra Mundial, tenhamos novamente de defender nossa liberdade e refletir sobre como os seres humanos são incapazes de lembrar os horrores que a guerra deixou para trás. Nós, no entanto, nos lembramos muito bem: a maioria apenas através dos registros históricos, mas há pessoas que se lembram desse período como uma experiência pessoal.

Infelizmente, a guerra se tornou a experiência pessoal de todos. Como é a vida cotidiana na Ucrânia hoje em dia?

Infelizmente, as atividades militares continuam. Mísseis e drones atingem pessoas e cidades. Soldados e civis inocentes são mortos. Muitas pessoas são feridas, privadas de suas casas, de seus meios de subsistência e da falta de trabalho. Tudo isso gera medo, ansiedade e incerteza. Muitas crianças, adultos e até padres caem em desespero, depressão e outras doenças psicológicas. Nessa situação, a Igreja tem o compromisso de ajudar a todos. Ajudamos os soldados que estão lutando por meio do serviço de capelania, organizamos a distribuição de alimentos, medicamentos, equipamentos e até mesmo a compra de drones. Continuamos a receber deslocados internos, organizamos ajuda humanitária e os enviamos para zonas de guerra. Também fornecemos essa ajuda a famílias pobres em nossas paróquias. Organizamos uma ampla atividade pastoral para fortalecer a fé e a esperança dessas pessoas.

Como ajudar as pessoas a ter esperança e fé neste momento?

Em primeiro lugar, convidamos os fiéis a rezar, encorajados pelas palavras da Carta de São Tiago: “Que aqueles entre vocês que estão sofrendo rezem”. Sem dúvida, já experimentamos a dor da guerra. É por isso que o pedido do Apóstolo é um chamado e uma tarefa para nós. É isso que podemos oferecer hoje a nossos entes queridos e a toda a Ucrânia. Nossa oração deve ser como o incenso que sempre tem apenas uma direção, da terra para o céu. Ela deve ser o grito de um só coração e de um só espírito. O Papa Francisco também nos pediu: “Que as orações e súplicas que hoje se elevam ao céu toquem as mentes e os corações dos líderes mundiais, para que coloquem o diálogo e o bem de todos acima dos interesses particulares. Por favor, guerra nunca mais!”. Essa é a intenção de nossas orações, que se juntam à voz do Santo Padre, que defende a liberdade e a paz. Portanto, na experiência do sofrimento, nossa arma na luta pela paz é a oração. Somos os combatentes de Deus, não com uma arma, mas com o Rosário. Não no campo de batalha, mas de joelhos diante do Santíssimo Sacramento. Dessa forma, abraçamos o país inteiro com uma corrente de orações, especialmente por aqueles que, na linha de frente dessa guerra insana, em nosso nome e por nossa causa, lutam pela liberdade da pátria. Dessa forma, trazemos um senso de segurança e solidariedade para nossa vida. Além da oração, outra dimensão que constrói a esperança e a força é a boa palavra. Hoje, chegam notícias de todos os lados que não trazem otimismo, mas muitas vezes horror. Dessa forma, a esperança e o consolo, uma boa palavra e o apoio do espírito partem de nós. As palavras do Senhor Jesus, “Levai o fardo uns dos outros”, tornam-se a tarefa que devemos assumir, com a qual devemos nos aproximar do próximo. E aqui está o teste para uma atitude de amor baseada em obras. Precisamos nos encontrar nessa realidade. O Papa Francisco nos disse: “O misericordioso é aquele que também sabe sentir empatia pelos problemas dos outros”. E ainda: “Que as obras de caridade não sejam uma forma de se sentir melhor, mas de participar do sofrimento dos outros, mesmo ao custo de se expor e se incomodar”. Nestes tempos difíceis, essa é a atitude que incentivamos e tentamos ter, para que as pessoas vejam nossas boas ações e louvem nosso Pai Celestial.

O ato de confiar a Rússia e a Ucrânia à Mãe de Deus deu frutos? Se sim, quais?

Imediatamente após o ato de consagração da Rússia e da Ucrânia pelo Papa Francisco no Vaticano, bem como em nossas paróquias e dioceses, vimos que no sábado seguinte o exército russo se retirou de Kiev. Nossa Senhora de Fátima incentivou a oração, a penitência e a conversão. Também vemos isso em muitos dos fiéis de nossa Igreja e de outros ritos e denominações. As pessoas percebem que a única salvação está em Deus e que somente um milagre pode salvar a Ucrânia. E esses são os frutos da confiança na Mãe de Deus. Apesar dessa situação difícil, as pessoas não perdem a esperança. Elas ainda têm muita força e otimismo. Elas sabem como demonstrar grande solidariedade e apoiar umas às outras. Em tudo isso, elas veem a necessidade da oração e da ação da graça de Deus. Os soldados frequentemente falam do poder da oração que experimentam e são gratos a todos que rezam por eles.

Mas como encontrar esperança neste período sombrio?

O que me dá força, esperança e fé é ver que a Providência Divina não nos abandona e que há muita fé por parte das pessoas. Um soldado contou o que aconteceu com ele na frente de batalha. Disse que durante a luta eles ficaram sem munição e sabiam que estava tudo acabado. Não podiam sair das trincheiras porque seria morte instantânea. Então, depois de um tempo, começaram a bater continência uns para os outros e viram soldados russos se aproximando. Um dos soldados ucranianos, que sabia que naqueles dias haveria um funeral para seu tio, que também morreu na guerra, rezou: “Senhor Deus, faça alguma coisa, porque minha família não sobreviverá a dois funerais”. O soldado disse que, depois de um tempo, os russos pararam, deram meia-volta e retornaram. Para ele e para nós, isso é um milagre tangível, um sinal da intervenção de Deus. Outro exemplo: o irmão de um sacerdote trabalha como médico na frente de batalha e certa vez confidenciou ao irmão: “Você sabe que não sou religioso, mas sei que só estou vivo graças às suas orações e às de seus colegas”.

A oração se torna uma força?

No momento particularmente difícil em que a Ucrânia se encontra, permanecemos vigilantes diante da cruz de nosso Senhor Jesus Cristo. Hoje, como a guerra se tornou uma realidade, temos uma necessidade ainda maior de abraçar a cruz e permanecer ligados a esse sinal de amor e salvação, o sinal da vitória da vida sobre a morte, do amor sobre o ódio, da verdade sobre a mentira, da humildade sobre o egoísmo. Neste momento difícil, a Ucrânia também precisa de solidariedade e pessoas de bom coração para perseverar.

Qual é a importância de continuarmos a nos solidarizar com a sofrida Ucrânia?

Permitam-me, neste momento, expressar minha gratidão a todos os sacerdotes, pessoas consagradas e fiéis da Igreja na Ucrânia e no exterior, especialmente na Polônia, por sua bela atitude de amor. Essa atitude é o Evangelho vivo das boas ações. Foi a Polônia que mostrou ao mundo a face divina do amor. A atitude dos poloneses surpreendeu os ucranianos e eles estão cientes do grande coração que demonstraram, mostrando sua verdadeira humanidade e cristianismo. Por fim, também gostaria de pedir que não percamos essa face divina do amor. Precisaremos dela ainda por muito tempo, mesmo quando a tão sonhada paz chegar.

A Arquidiocese de Vitória, fará a Abertura da Campanha da Fraternidade no próximo domingo, 18 de fevereiro às 15h no Ginásio Dom Bosco em

A Arquidiocese de Vitória, fará a Abertura da Campanha da Fraternidade no próximo domingo, 18 de fevereiro às 15h no Ginásio Dom Bosco em Vitória e dom Dario Campos convoca os católicos a participarem. A Campanha 2024 foi lançada hoje pela CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou oficialmente nesta quarta-feira, 14 de fevereiro, a Campanha da Fraternidade 2024 com o tema “Fraternidade e Amizade Social” e o lema “Vós sois todos irmãos e irmãs” (Mt 23,8). O lançamento foi na sede da entidade, em Brasília (DF).

O lançamento às 10h (hora de Brasília), foi procedido pela celebração da Santa Missa presidida pelo bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, na Capela Nossa Senhora Aparecida. A cerimônia de abertura foi no Auditório Dom Helder Câmara.

Em comunhão com a Carta Encíclica Fratelli tutti, do Papa Francisco, inspirada pela vida de São Francisco de Assis, a Campanha da Fraternidade 2024 busca fazer um caminho quaresmal em três perspectivas: primeiro, incentivar as pessoas a verem as situações de inimizade que geram divisões, violência e destroem a dignidade dos filhos de Deus; segundo, impulsionar as pessoas a iluminar-se pelo Evangelho que as une como família e, terceiro, a agir conforme a proposta quaresmal, de uma conversão constante, promovendo o esforço para uma mudança pessoal e comunitária.

A cerimônia de lançamento contou com a participação, além de dom Ricardo Hoepers e do secretário-executivo de Campanhas da CNBB, do padre Jean Poul Hansen, que falaram sobre a importante marca dos 60 anos da Campanha em âmbito nacional e também sobre a escolha e importância da temática de 2024. Na oportunidade, também foi apresentado o vídeo com a mensagem do Papa Francisco para a Campanha desse ano.

Eis a íntegra da mensagem do Papa Francisco:

Ouça e compartilhe

Queridos irmãos e irmãs do Brasil,

Ao iniciarmos, com jejum, penitência e oração, a caminhada quaresmal, uno-me aos meus irmãos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil num hino de ação de graças ao Altíssimo pelos 60 anos da Campanha da Fraternidade, um itinerário de conversão que une fé e vida, espiritualidade e compromisso fraterno, amor a Deus e amor ao próximo, especialmente àquele mais fragilizado e necessitado de atenção. Este percurso é proposto cada ano à Igreja no Brasil e a todas as pessoas de boa vontade desta querida nação.

Neste ano, com o tema “Fraternidade e Amizade Social” e o lema “Vós sois todos irmãos e irmãs” (cf. Mt 23, 8), os bispos do Brasil convidam todo o povo brasileiro a trilhar, durante a Quaresma, um caminho de conversão baseado na Carta Encíclica Fratelli tutti, que assinei em Assis, no dia 3 de outubro de 2020, véspera da memória litúrgica de São Francisco.

Como irmãos e irmãs, somos convidados a construir uma verdadeira fraternidade universal que favoreça a nossa vida em sociedade e a nossa sobrevivência sobre a Terra, nossa Casa Comum, sem jamais perdermos de vista o Céu, onde o Pai nos acolherá a todos como seus filhos e filhas.

Infelizmente, ainda vemos no mundo muitas sombras, sinais do fechamento em si mesmo. Por isso, lembro da necessidade de alargar os nossos círculos para chegarmos aqueles que, espontaneamente, não sentimos como parte do nosso mundo de interesses (cf. FT 97), de estender o nosso amor a “todo ser vivo” (FT 59), vencendo fronteiras e superando “as barreiras da geografia e do espaço” (FT 1).

Desejo que a Igreja no Brasil obtenha bons frutos nesse caminho quaresmal e faço votos que a Campanha da Fraternidade, uma vez mais, auxilie às pessoas e comunidades dessa querida nação no seu processo de conversão ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, superando toda divisão, indiferença, ódio e violência.

Confiando estes votos aos cuidados de Nossa Senhora Aparecida, e como penhor de abundantes graças celestes, concedo de bom grado a todos os filhos e filhas da querida nação brasileira, de modo especial àqueles que se empenham pela fraternidade universal, a Bênção Apostólica, pedindo que continuem a rezar por mim.

Roma, São João de Latrão, 25 de janeiro de 2024, festa litúrgica da conversão de São Paulo Apóstolo.

Franciscus

Hoje é Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas e, o Papa Francisco, foi enfático ao afirmar em sua mensagem:
Hoje é Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Pessoas e, o Papa Francisco, foi enfático ao afirmar em sua mensagem: “Quem não age contra o tráfico de pessoas torna-se cúmplice”. QA publicação foi feita no site vaticannews.va

Francisco, em sua Mensagem para o X Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas, publicada nesta quinta-feira, 08 de fevereiro, exorta “a abrir as nossas vidas, os nossos corações a tantas irmãs e tantos irmãos que são tratados como escravos”, porque “se fecharmos nossos olhos e ouvidos, se permanecermos indiferentes, seremos cúmplices”. O tema da celebração, como de costume ligada à memória litúrgica de Santa Josefina Bakhita, é “Caminhando pela dignidade: escutar, sonhar, agir”.

Abrir olhos e ouvidos

O Pontífice faz um convite para seguir os passos da “freira sudanesa que ainda criança acabou vendida como escrava e foi vítima de tráfico”. Em seguida, pede que lembremos “a injustiça que sofreu, as suas tribulações, mas também a sua força e o seu percurso de libertação e renascimento para uma vida nova”. Em memória dessa santa, todos nós somos chamados a “não ficar parados, a mobilizar todas as nossas forças”, a responder a esse chamado de transformação para chegar à raiz do fenômeno, erradicando suas causas. “Bakhita”, continua o Papa, “anima-nos a abrir os olhos e os ouvidos para ver os invisíveis e ouvir quantos não têm voz, para reconhecer a dignidade de cada um e agir contra o tráfico e toda a forma de exploração”.

Despertar da indiferença que anestesia

Francisco exorta no texto sobre a necessidade de reagir a uma cultura de indiferença que anestesia e enaltece os “repórteres corajosos” que “lançam luz sobre a escravidão do nosso tempo”. “O tráfico é muitas vezes invisível”, ressalta o Santo Padre, e ao recordar o testemunho encorajador de tantos jovens no compromisso com esse drama, indica o caminho para combater esse flagelo: “ouvir, sonhar e agir”.

Um mundo sem tráfico de pessoas, do sonho à realidade

Por fim, o Papa diz da importância de ouvir o pedido de ajuda daqueles que sofrem em conflitos ou guerras, daqueles atingidos pelos efeitos das mudanças climáticas, dos migrantes forçados e daqueles que são submetidos à exploração sexual ou profissional, especialmente mulheres e jovens. “Voltemos a sonhar um mundo no qual”, escreve Francisco na mensagem, “as pessoas possam viver com liberdade e dignidade”.

O Pontífice também exorta a transformar esse sonho em realidade, “através de ações concretas de combate ao tráfico”, a “rezar e agir” tanto pessoalmente, como nas famílias, nas comunidades paroquiais e religiosas, nas associações e movimentos eclesiais, e mesmo nos vários âmbitos sociais e na política, “por esta causa digna”.

Hoje e amanhã, 6 e 7 de fevereiro de 2024, o Consep, Conselho Episcopal Pastoral está reunido em Brasília, na sede da CNBB, Conferência

Hoje e amanhã, 6 e 7 de fevereiro de 2024, o Consep, Conselho Episcopal Pastoral está reunido em Brasília, na sede da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, para a primeira reunião do ano.

No encontro, os membros irão tratar sobre as Campanhas da Fraternidade e Evangelização, além de refletirem sobre os avanços nas discussões sobre a temática central da próxima Assembleia Geral da CNBB, a ser realizada em Aparecida, São Paulo, nos dias 10 a 19 de abril.

Na ocasião, a Presidência da CNBB também irá apresentar um balanço da visita feita ao Papa Francisco e aos Dicastérios, no Vaticano, em janeiro; e os encaminhamentos do Jubileu 2025, que contou com um evento preparatório em Brasília, com a presença do Pró-Prefeito do Dicastério para a Evangelização, dom Rino Fisichella.

Fonte: site da CNBB