Notícias da Igreja

No hemisfério norte a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é celebrada entre os dias 18 e 25 de janeiro, data proposta em

No hemisfério norte a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é celebrada entre os dias 18 e 25 de janeiro, data proposta em 1908 por Paul Watson por cobrir os dias entre as festas de São Pedro e São Paulo. Por outro lado, visto ser este o período de férias no hemisfério sul, as Igrejas habitualmente escolhem outras datas para celebrar a Semana de Oração. No Brasil, a semana acontece de 12, Ascensão do Senhor, a 19 de maio, Solenidade de Pentecostes, (de acordo com o que foi sugerido pelo movimento Fé e Constituição em 1926), que é também uma data simbólica para a unidade da Igreja.

A centralidade do amor na vida cristã

O amor é o “DNA” da fé cristã. Deus é Amor e“o amor de Cristo nos reuniu na unidade”. Encontramos nossa identidade comum na experiência do amor de Deus (cf. Jo 3, 16) e revelamos essa identidade ao mundo pelo modo como amamos uns aos outros (cf. Jo 13, 35). Na passagem selecionada para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2024 (Lc 10, 25-37), Jesus reafirmou o ensinamento judaico tradicional de Deuteronômio 6, 5: 2 Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças”; e Levítico 19, 18b: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

O doutor da lei na passagem do Evangelho pergunta imediatamente a Jesus: “E quem é o meu próximo?” Muitos dos primeiros escritores cristãos, como Orígenes, Clemente de Alexandria, João Crisóstomo e Agostinho, viram a trajetória do plano de Deus para a salvação do mundo na Parábola do Bom Samaritano. Eles viam o homem que descia de Jerusalém como uma imagem de Adão – ou seja, de toda a humanidade – descendo do paraíso para este mundo, com todos os seus perigos e rupturas, e os ladrões como uma imagem dos poderes terrenos hostis que nos assaltam. Eles viram o próprio Cristo como aquele que, movido pela compaixão, veio em auxílio do homem meio morto, tratou de suas feridas e o levou para a segurança de uma estalagem, que eles viram como uma imagem da Igreja.

A promessa do samaritano de voltar foi vista como um prenúncio da promessa da segunda vinda doSenhor. Os cristãos são chamados a agir como Cristo, amando como o Bom Samaritano, mostrando misericórdia e compaixão para com os necessitados, independentemente dasua identidade religiosa, étnica ou social. Não são as identidades compartilhadas que devem nos levar a ajudar o outro, mas o amor ao nosso “próximo”. Entretanto, a visão de amor ao próximo que Jesus nos apresenta está sendo ameaçadano mundo atual. As guerras em muitas regiões, os desequilíbrios nas relações internacionais e as desigualdades geradas pelo sajustes estruturais impostos pelas potências ocidentais ou por outras forças externas inibem a nossa capacidade de amar como Cristo amou. É aprendendo a amar uns aos outros, independentemente das nossas diferenças, que os cristãos podem se tornar próximos como o samaritano do Evangelho.

Busca de uma paz e reconciliação mais ampla

O contexto específico de Burkina Faso reflete a necessidade de colocar o amor no centro da busca pela paz e pela reconciliação. Essa busca tem sido frequentemente prejudicada pela perda de valores e pela perda de um senso compartilhado de humanidade e por uma menor preocupação com o bem comum, a honestidade, a integridade e o patriotismo. A busca pela reconciliação também foi enfraquecida pelo empobrecimento espiritual e pela busca de ganhos fáceis. Diante dessas realidades, a necessidade de testemunhar o amor de Deus é ainda mais urgente.

Amar a Deus e ao próximo em meio a crise de segurança

Burkina Faso é um país com uma área de 174.000 km² localizado na África Ocidental, na região do Sahel, que inclui os países vizinhos de Mali e Nigéria. Tem 21 milhões de habitantes pertencentes a sessenta etnias. Em termos religiosos, aproximadamente 64% da população é muçulmana, 9% é adepto das religiões tradicionais africanas e 26% professa a fé cristã (20% católicos, 6% protestantes).

Esses três grupos religiosos estão presentes em todas as regiões do país e em praticamente todas as famílias. Atualmente, o país africano está passando por uma grave crise de segurança, que afeta todas as comunidades religiosas. Após um grande ataque jihadista organizado fora das fronteiras do país em 2016, a situação de segurança em Burkina Faso e, consequentemente sua coesão social, deteriorou-se drasticamente.

O país tem sofrido com a proliferação de ataques terroristas, a ilegalidade e o tráfico de pessoas. Essa situação já causou mais de três mil mortos e que quase dois milhões de pessoas foram deslocadas no interior do país. Milhares de escolas, centros de saúde e prefeituras foram fechados, e grande parte da infraestrutura socioeconômica e de transporte foi destruída. Os ataques direcionados a grupos étnicos específicos aumentam o risco de conflitos intercomunitários. No contexto dessa terrível situação de segurança, a coesão social, a paz e a unidade nacional estão sendo prejudicadas.

As igrejas cristãs têm sido alvo específico de ataques armados. Sacerdotes, pastores e catequistas foram mortos durante o culto e o destino de outros que foram sequestrados permanece desconhecido. No momento em que este artigo foi escrito, mais de 22% do território nacional estava fora do controle do Estado. Os cristãos não podem mais praticar abertamente a sua fé nessas áreas. Por causa do terrorismo, a maioria das igrejas cristãs no norte, leste e noroeste do país foi fechada.

Não há mais culto cristão público em muitas dessas áreas. Nos locais onde o culto ainda é possível, com proteção policial, geralmente nas grandes cidades, foi necessário encurtar os cultos devido a preocupações com a segurança. É preciso reconhecer que, apesar dos esforços do Estado e das comunidades religiosas, o país está se tornando cada vez mais instável à medida que os grupos extremistas se espalham.

No entanto está surgindo um tipo de solidariedade entre cristãos, muçulmanos e seguidores de outras religiões tradicionais. Os seus líderes estão trabalhando para encontrar soluções duradouras para a paz, a coesão social epara a reconciliação. Com esse objetivo, por exemplo, a Comissão de Diálogo Cristão-Muçulmano da Conferência dos Bispos Católicos de Burkina-Nigéria está fazendo um grande esforço para apoiar o diálogo e a cooperação inter-religiosa e interétnica.

Seguindo os apelos do governo por orações pela paz, coesão social e reconciliação, cada uma das igrejas continua a promover orações e jejuns diários. As ações das várias igrejas católicas e protestantes se intensificaram para ajudar as pessoas deslocadas. Reuniões de reflexão e conscientização foram organizadas para promover uma melhor compreensão da situação e do valor da fraternidade, bem como para desenvolver estratégias para o retorno à paz duradoura. Essa esperança também se reflete no provérbio tradicional Mossi: “Não importa a natureza ou a duração da luta, o momento da reconciliação chegará.”

O convite para trabalhar em conjunto nos textos da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2024 desafia as diferentes Igrejas de Burkina Faso a caminhar, orar e trabalhar juntas em amor mútuo durante esse período difícil para o seu país. O amor de Cristo que une todos os cristãos é mais forte do que as suas divisões e os cristãos de Burkina Faso se comprometem a trilhar o caminho do amor de Deus e do amor ao próximo. Eles estão confiantes de que o amor de Deus vencerá a violência que atualmente aflige seu país.

Serviço:

Os subsídios para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos para todo o ano 2024 foram preparados e publicados em conjunto pelo Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos e Comissão Fé e Constituição do Conselho Mundial de Igrejas e podem ser encontrados em português, clicando aqui.

Com informações e foto VaticanNews

Entre os nove compromissos que o Santo Padre tinha agendado para a manhã desta quinta-feira, um deles era com a presidência da Conferencia Nacional

Entre os nove compromissos que o Santo Padre tinha agendado para a manhã desta quinta-feira, um deles era com a presidência da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Um encontro que faz parte da tradição da presidência da Conferência Episcopal brasileira, pois anualmente ela é exortada a fazer este momento de fraternidade dialogo e de escuta com o Santo Padre. “Trouxemos ao Papa Francisco elementos que fazem parte da caminhada anual da Conferencia e o Santo Padre, com simplicidade, mas com muita determinação, nos oferece indicações e apresenta as alegrias que ele sente, a partir daquilo que vivemos no processo evangelizador da Igreja no Brasil, mas também aquilo que lhe preocupa e que ele tem uma preocupação particular”, disse dom Jaime.

A formação dos sacerdotes, como a importância do Pio Brasileiro em Roma, onde sacerdotes fazem seus estudos especializados para cooperarem nas diversas instâncias da vida eclesial foi também um assunto apresentado ao Papa. Francisco, por sua vez, pediu à Conferência atenção aos seminários. Recomendou que nenhum seminário tenha menos de 20 seminaristas, em vista da promoção da vida comunitária, que é uma das dimensões do processo formativo, estabelecida seja pela “ratio”, seja pelas diretrizes de formação dos presbitérios da Igreja do Brasil.

Visita da presidência da CNBB à Rádio Vaticano

Ao caracterizar a Igreja do Brasil como uma Igreja que busca promover a comunhão e a fraternidade foi apresentado ao Papa o texto base da CF 2024 que trata da Fraternidade Social. “Ele ficou muito impressionado seja com a temática, porque é reflexo da Encíclica Fratelli tutti, resgatando e tentando promover a vida comunitária, e nestes tempos que estamos vivendo consequências de um esgarçamento do tecido social, a temática vem de encontro a um caminho de comunidade, reconciliação para a sociedade brasileira”, afirmou.

De acordo com dom Jaime, Francisco conhece muitíssimo bem a Igreja do Brasil e expressa um carinho todo especial pelo país. Dialogar com o Papa sobre ser Igreja no Brasil, afirma, “é muito fácil, porque ele conhece bastante bem, visitava com frequência e participou da Assembleia do episcopado latino-americano em Aparecida onde teve um papel de destaque. Conhece bem até porque estamos inseridos num contexto latino-americano”.

Dom Jaime se disse impressionado com a acolhida, o humor e a presença de espírito do Papa. Um Pontífice que se levanta muito cedo e sempre disposto a atender a todos com respeito.

Visita aos Dicastérios e à Livraria Editora Vaticana

Durante esses dias em Roma a presidência da CNBB teve vários encontros em vários Dicastérios da Cúria Romana. Encontros que fazem parte “dessa grande visita anual”, contou dom Jaime, ressaltando que a acolhida que receberam revela que a “Praedicate Evangelium” está penetrando nos ambientes. “Muita disposição sempre de ouvir com atenção para encontrar elementos onde o Dicastério possa nos ajudar em um ou outro âmbito, nas nossas alegrias e esperanças, desafios e dificuldades”.

Já sobre o encontro com a direção da Livraria Editora Vaticana (LEV), dom Jaime destacou que a sintonia entre as duas instituições são fundamentais para que as grandes orientações do magistério ordinário e os documentos dos diversos Dicastérios da Santa Sé, possam chegar o mais rápido possível ao povo e com uma qualidade que expresse a dignidade e a importância de tais documentos”.

A nova versão do Missal Romano

Dom Jaime falou ainda, sobre a nova versão do Missal Romano. Enfatizou que foram 19 anos de um trabalho intenso que merece reconhecimento. Um trabalho que não terminou porque faltam ainda a revisão dos Lecionários, da Liturgia das horas e dos diversos rituais e sacramentais. “Será um trabalho de folego que precisa continuar, porque aquilo que o Missal conserva de mais precioso é a lexis orandi da Igreja e nós rezamos aquilo que cremos. Fazemos votos que essa nova tradução do Missal Romano possa favorecer não só a vida litúrgica de nossas comunidades, mas também a vida comunitária no seu cotidiano.

Perspectivas para a Igreja do Brasil em 2024

Sobre as perspectivas para a Igreja do Brasil no ano que se inicia o presidente da CNBB afirmou que o que se deseja é que o processo de evangelização possa acontecer de uma forma sempre mais vigorosa e intensa. Que Evangelho do crucificado  e ressuscitado possa encontrar sempre mais incisão na vida das pessoas, dos fiéis, na vida social. “E só assim estaremos respondendo ao que o Senhor pede dos seus seguidores: vida, e promoção de vida em abundancia para todos e ao mesmo tempo neste espirito de cooperação, a fim de deixar o nosso mundo, a nossa Igreja ainda melhor para as futuras gerações”.

Ao ser questionado sobre o que diria ao povo brasileiro, dom Jaime recordou o Evangelho de Mateus que convoca cada cristão a ser sal da terra e luz do mundo em vista da transformação social.

Por fim, como presidente do Conselho Episcopal Latinoamericano (CELA), arcebispo de Porto Alegre e presidente da CNBB, está seguro das suas virtudes e fragilidades. É com elas que foi escolhido para estas tarefas na Igreja. “Pelas virtudes e qualidades que os irmãos viram em nós, gratidão e disposição de servir.” E ainda o pedido de misericórdia e perdão pelas fragilidades.

Rosa Martins – Vatican News

Fotos – Vaticano News

Ao dar continuidade no percurso de catequeses sobre vícios e virtudes, o Papa Francisco, nesta quarta-feira, 10 de janeiro, concentrou sua reflexão no vício
Ao dar continuidade no percurso de catequeses sobre vícios e virtudes, o Papa Francisco, nesta quarta-feira, 10 de janeiro, concentrou sua reflexão no vício da gula.

O Santo Padre introduziu a meditação fazendo referência aos textos dos evangelhos: “observemos Jesus e o seu primeiro milagre nas bodas de Caná, Ele revela a sua simpatia pelas alegrias humanas, se preocupa para que a festa termine bem e dá aos noivos uma grande quantidade de um vinho muito bom, diferente de João Batista”, sublinhou o Papa, “lembrado pela sua ascese, enquanto ele comia o que encontrava no deserto, Jesus é o Messias que vemos muitas vezes à mesa”.

“O comportamento de Jesus causa escândalo”, completou Francisco, “porque Ele não só é benevolente para com os pecadores, mas até mesmo come com eles; e este gesto demonstrava o seu desejo de comunhão e proximidade com todos”.

“Jesus quer que sejamos alegres na sua companhia; mas quer também que participemos de seus sofrimentos, que são também os sofrimentos dos pequenos e dos pobres. Jesus é universal.”

É preciso cultivar uma boa relação com a alimentação

Ao recordar que o Cristianismo não contempla a distinção entre alimentos puros e impuros, o Papa falou sobre a atenção que devemos ter com a alimentação, que não deve estar voltada apenas para a comida em si, mas para a nossa relação com ela:

“Quando uma pessoa tem um relacionamento desordenado com a comida, come apressadamente, como com vontade de se saciar, mas nunca se sacia: é escrava da comida.”

As doenças relacionadas à gula

Esta relação serena que Jesus estabeleceu em relação à alimentação deve ser redescoberta e valorizada, notou Francisco, especialmente nas sociedades do chamado bem-estar, onde se manifestam muitos desequilíbrios e patologias:

“Comemos demasiado, ou demasiado pouco. Muitas vezes comemos sozinhos. Os distúrbios alimentares estão a espalhar-se: anorexia, bulimia, obesidade… E a medicina e a psicologia tentam resolver a má relação com a comida, que é a raiz de muitas doenças”.

O Santo Padre recordou que essas são doenças, muitas vezes dolorosas, que estão principalmente ligadas aos tormentos da psique e da alma, e sublinhou:

“Como Jesus ensinava, não são os alimentos em si que fazem mal, mas a relação que temos com eles.”

Um pecado social

Francisco recordou que a relação que temos com a alimentação é a manifestação de algo interior e revela “a empatia de quem sabe repartir a comida com o necessitado, ou o egoísmo de quem guarda tudo para si”, e completou: “Diz-me como comes e eu te direi que alma tens”.

Ao abordar o vício da gula do ponto de vista social, o Pontífice observou que este pecado “está matando o planeta” e compromete “o futuro de todos”.

“Nós nos apoderamos de tudo, para nos tornarmos donos de tudo, enquanto tudo foi entregue para nossa custódia, não para a exploração.”

Francisco recordou que os Padre da Igreja chamavam a gula de  “gastrimargia”, um termo que pode ser traduzido como “loucura do ventre”, e exortou a todos sobre um mal que atinge a sociedade atual:

“Eis então o grande pecado, a fúria do ventre: renunciamos ao nome de homens, para assumir outro, o de ‘consumidores’. Nem mesmo percebemos que alguém começou a nos chamar assim.”

Vigilância e sobriedade

No fim de sua reflexão o Papa enfatizou que fomos feitos para ser homens e mulheres “eucarísticos”, capazes de agradecer, discretos no uso da terra, porém nos transformamos em predadores, “atualmente estamos nos dando conta de que essa forma de gula tem causado muitos danos ao mundo”.

Peçamos ao Senhor que nos ajude no caminho da sobriedade para que todas as formas de gula não tomem conta de nossas vidas, concluiu Francisco.

Encontram-se disponíveis para aquisição os materiais da Campanha da Fraternidade (CF) 2024, sobre a Amizade Social. Além do texto-base, são oferecidos diversos subsídios para

Encontram-se disponíveis para aquisição os materiais da Campanha da Fraternidade (CF) 2024, sobre a Amizade Social. Além do texto-base, são oferecidos diversos subsídios para aprofundamento e meditação do tema proposto para a Quaresma do próximo ano. O ano de 2024 marca os 60 anos de mobilização da Campanha da Fraternidade em todo o Brasil. O tema escolhido para a ocasião é “Fraternidade e amizade social” e o lema “Vós sois todos irmãos e irmãs” (Mt 23,8).

O texto base é o principal material da campanha, a reflexão fundamental que sustenta o caminho da CF. De acordo com a editora, “ele propõe despertar, de acordo com o tema e o lema, a beleza da fraternidade humana aberta a todos, para além dos nossos gostos, afetos e preferências, em um caminho de verdadeira penitência e conversão”.

conjunto de lançamentos sobre a CF conta com subsídios que já fazem parte tradicionalmente das publicações oferecidas, como roteiros para círculos bíblicos, CF na Catequese e CF na Escola. Também são apresentadas novidades, como o roteiro com as meditações da Via Sacra e da Via Lucis, o Terço da Amizade Social e o subsídio com roteiros para Adoração Eucarística, Celebração Penitencial e Celebração Ecumênica. A editora também oferta impressos de divulgação como o cartaz, cartão-postal, banners e adesivos.

A Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso realizará, de modo online, de 21 a 22 de fevereiro de 2024, o Simpósio

A Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso realizará, de modo online, de 21 a 22 de fevereiro de 2024, o Simpósio de Formação Ecumênica com o tema: “Compreender e viver a fé no horizonte ecumênico”. Ainda dá tempo de se inscrever.

De acordo com o assessor da Comissão, padre Marcus Barbosa, o objetivo deste simpósio é se debruçar sobre a Teologia Ecumênica no magistério da Igreja e fixar uma maior atenção na Dimensão Pastoral do ecumenismo,  à luz das recentes reflexões produzidas pelo Sínodo sobre a Sinodalidade, cuja primeira sessão da etapa universal aconteceu em Roma, em outubro desse ano.

“É um encontro sempre muito apreciado tanto por aqueles que estão já empenhados na causa ecumênica na Igreja no Brasil como por um grande número de fiéis que desejam um maior conhecimento dos fundamentos e caminhos do Movimento pela Unidade dos Cristãos”, reforça padre Marcus.

Conferencistas

Como conferencistas, no primeiro dia, o simpósio contará com a reflexão do presidente da Comissão para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da CNBB e bispo de Ponta de Pedras (PA), dom Teodoro Mendes Tavares, e a presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil, Sônia Gomes de Oliveira. Ela está participando do Sínodo em Roma a convite do Papa Francisco.

No segundo dia, o simpósio contará com as reflexões da representante da Cáritas brasileira, Maria Cristina dos Anjos, que também se encontra em Roma participando do Sínodo e do padre Elias Wolff. Desde 2013, padre Elias é membro do Programa de Pós Graduação em Teologia (PUCPR); a partir de 2014, onde a partir de 2015 tornou-se Coordenador do Núcleo Ecumênico e Inter-religioso. Ele também é membro do Grupo de Pesquisa Teologia, Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso da PUCPR e membro da Ecumenical Water Network (Conselho Mundial de Igrejas). É autor, entre outros, do livro “O Ecumenismo no Brasil – Uma Introdução ao Pensamento Ecumênico da CNBB”.

Como participar?

Não há custos de participação e os interessados em participar devem enviar sua inscrição, com nome completo, região do país e contato de celular para o seguinte e-mail: [email protected]

“Com efeito, a vida espiritual do cristão não é pacífica, linear e isenta de desafios, mas, pelo contrário, exige um combate contínuo. O combate

“Com efeito, a vida espiritual do cristão não é pacífica, linear e isenta de desafios, mas, pelo contrário, exige um combate contínuo. O combate cristão para conservar a fé e para enriquecer o dom da fé em nós.”

Não é por acaso que a primeira unção que todo cristão recebe no Sacramento do Batismo – a unção catecumenal – não tem perfume e anuncia simbolicamente que a vida é uma luta.

Segundo o Papa, “nos tempos antigos, os lutadores eram completamente ungidos antes da luta, tanto para tonificar os músculos quanto para fazer com que o corpo escapasse das garras do oponente. A unção dos catecúmenos deixa imediatamente claro que o cristão não é poupado da luta, que um cristão deve lutar”.

Todos temos de lutar para não cair nas tentações

A seguir, Francisco recordou “um famoso ditado atribuído a Santo Antão, primeiro grande pai do monaquismo, que diz o seguinte”: “Suprime as tentações, e ninguém será salvo”. “Os santos não são homens que foram poupados à tentação, mas sim pessoas bem conscientes de que as seduções do mal aparecem repetidamente na vida, para serem desmascaradas e rejeitadas”, disse o Papa, acrescentando:

Todos nós temos experiência disso, todos nós. Vem um pensamento ruim, um desejo de falar mal do outro. Todos somos tentados e temos de lutar para não cair nessas tentações. Se alguém de vocês não tem tentações que o diga porque seria algo extraordinário. Todos nós somos tentados e todos nós temos de aprender como prosseguir na vida nessas situações.

Ninguém está “em ordem”

Segundo o Papa, existem pessoas que, no entanto, se absolvem, que se consideram “em ordem”: “Sou uma pessoa boa, não tenho problema”. “Mas, nenhum de nós está em ordem e se alguém estiver em ordem, está sonhando. Cada um de nós há muitas coisas para consertar e vigiar também. Todos somos pecadores e um pouco de exame de consciência, de introversão nos fará bem”, disse Francisco.

O Pontífice disse que “todos devemos pedir a Deus a graça de nos reconhecermos como pobres pecadores, necessitados de conversão, mantendo no coração a confiança de que nenhum pecado é demasiado grande para a infinita misericórdia de Deus Pai. Essa é a lição inaugural que Jesus nos dá”.

Jesus acompanha todos nós pecadores

De acordo com o Papa, Jesus é um Messias muito diferente de como João Batista “o apresentou e como as pessoas o imaginavam: Ele não encarna o Deus irado e não convoca para julgamento, mas, pelo contrário, faz fila com os pecadores. Jesus acompanha todos nós pecadores. Ele não é pecador, mas está entre nós. Jesus nunca nos deixa sozinhos. Jesus entende o nosso pecado, nos perdoa e nos acompanha. Nos momentos mais difíceis, no momento em que escorregamos no pecado, Jesus está junto de nós para nos levantar e isso nos consola”.

Não devemos perder essa ideia, essa realidade. Jesus está junto de nós para nos ajudar e proteger e para nos ajudar a nos levantar depois do pecado. Jesus perdoa tudo. Ele veio para perdoar, para salvar. Jesus quer apenas o nosso coração aberto. Ele nunca se esquece de perdoar. Somos nós que muitas vezes perdemos a capacidade de pedir perdão.  Retomemos a capacidade de pedir perdão. Cada um de nós tem muitas coisas para pedir perdão. Cada um pense e fale com Jesus sobre isso: Senhor, preciso que você não se afaste de mim, preciso que você me perdoe. Senhor, sou um pecador, uma pecadora, mas, por favor, não se afaste. Esta seria hoje uma bonita oração a Jesus: Senhor, não se afaste de mim.

A Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, PUCRS, em parceria com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove, de 4

A Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, PUCRS, em parceria com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove, de 4 a 6 de março de 2024, o Congresso Teológico Internacional de Pastoral Urbana, com o objetivo de oportunizar um espaço de reflexão interdisciplinar em torno da realidade urbana contemporânea em vista de qualificar a reflexão teológica e a ação pastoral da Igreja na atualidade.

O Congresso busca estudar elementos relevantes da cultura urbana para a evangelização;  aprofundar referenciais teóricos, nacionais e internacionais sobre o tema; socializar práticas e experiências inovadoras de pastoral urbana e propor caminhos para a ação pastoral nos meios urbanos.

São convidados a participar bispos, presbíteros, diáconos, consagrados(as), seminaristas, agentes de pastoral, estudantes, professores de cursos de graduação e pós-graduação e o público em geral. Será fornecido certificado a todos os que tiverem, no mínimo, 75% de frequência.

“No contexto dos 60 anos de promulgação da Constituição Dogmática do Concílio Vaticano II, sobre a Igreja, Lumen Gentium, dos onze anos de pontificado do Papa Francisco e do processo sinodal vivido pelas comunidades eclesiais atualmente, pretende-se promover um espaço de reflexão interdisciplinar em torno de questões relevantes acerca da realidade urbana contemporânea, a fim de contribuir para uma resposta atualizada da Teologia e da Pastoral aos desafios emergentes do contexto urbano hodierno, em vista de qualificar a reflexão e a ação de seus agentes, bem como atender às demandas da Evangelização na atualidade, em preparação para o Jubileu da Esperança, em 2025″, explica a Comissão organizadora.

Saiba mais em: https://www.pucrs.br/eventos/inst/pastoralurbana2024/

Confira, abaixo, a programação:

Programação

 

04 de março

HORÁRIO ATIVIDADE
14:00 Abertura (convidados a confirmar) 

  • Dom Jaime Spengler (Chanceler da PUCRS e Presidente da CNBB e do CELAM)
  • Dom Ricardo (Secretário Geral da CNBB)
  • Ir. Evilázio Teixeira (Reitor da PUCRS)
  • Prof. Draiton Gonzaga de Souza (Decano da Escola de Humanidades da PUCRS)
  • Pe. Tiago de Fraga Gomes (Coord. do PPG Teologia da PUCRS e Assessor da Comissão para a Doutrina da Fé da CNBB)
  • Pe. Jânison de Sá Santos (Subsecretário Adjunto de Pastoral da CNBB)
14:30 Conferência: A ação pastoral da Igreja nas grandes cidades 

Conferencista: Dom Joel Portella Amado (Presidente da Comissão para a Doutrina da Fé da CNBB e Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro)

15:45 Intervalo
16:00 Conferência: Os desafios da cultura digital para a Igreja no contexto urbano 

Conferencista: Alzirinha Rocha de Souza (PUC-Minas e ITESP)

17:15 Conferência: Hospitalidade e cultura do encontro no contexto urbano 

Conferencista: Luiz Carlos Susin (PUCRS)

18:30 Encerramento da tarde
20:00 às 22:00 Comunicações via zoom

 

05 de março

HORÁRIO ATIVIDADE
08:30 Conferência: Perspectivas teológicas para uma Igreja em saída no contexto urbano 

Conferencista: Dom Antônio Luiz Catelan Ferreira (Membro da Comissão Teológica Internacional e Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro)

09:45 Intervalo
10:00 Conferência: Linhas de Ação do Papa Francisco para a cidade 

Conferencista: Dom João Justino de Medeiros Silva (Primeiro Vice-Presidente da CNBB e Arcebispo da Arquidiocese de Goiânia)

11:15 Conclusão da manhã
12:00 às 14:00 Intervalo de almoço
14:00 Conferência: Os desafios da evangelização no contexto urbano da Amazônia 

Conferencista: Cardeal Leonardo Ulrich Steiner (Arcebispo de Manaus)

15:15 Intervalo
15:30 Conferência: Perspectivas para a Iniciação à Vida Cristã no contexto urbano 

Conferencista: Dom Leomar Antônio Brustolin (Presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB e Arcebispo da Arquidiocese de Santa Maria)

16:45 Celebração do Doutorado Honoris Causa do Cardeal José Tolentino de Mendonça
17H15 Conferência: Desafios da cultura urbana para a evangelização hoje 

Conferencista: Cardeal José Tolentino de Mendonça (Prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação do Vaticano)

18:30 Encerramento

 

06 de março

HORÁRIO ATIVIDADE
08:30 Conferência: Por uma Igreja toda sinodal no contexto urbano 

Conferencista: Carlos María Galli (Universidad Católica Argentina)

09:45 Intervalo
10:00 Perspectivas teológicas e pastorais para a edificação de comunidades sinodais no contexto urbano: encaminhamento para os Grupos de Trabalho 

Conferencista e Mediador: Francisco de Aquino Jr. (UNICAP)

10:45 Grupos de Trabalho (GTs) [6 grupos]
11:30 Partilha dos GTs
12:00 Missa presidida pelo Cardeal Tolentino – encerramento do evento e abertura do ano letivo
12:00 às 14:00 Intervalo de almoço
14:00 às 18:00 Reunião dos cardeais, arcebispos e bispos das grandes metrópoles brasileiras (auditório do prédio 08, sala 305).
Assista o vídeo que mostra momentos especiais que marcaram o pontificado do Papa Francisco no ano de 2023. O vídeo foi publicado no site

Assista o vídeo que mostra momentos especiais que marcaram o pontificado do Papa Francisco no ano de 2023. O vídeo foi publicado no site vaticannews.va e nos traz à lembrança tantas situações em que o Papa marcou sua presença de diferentes formas.