Notícias da Igreja

O site vaticannews.va divulgou a mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2024. A mensagem do Papa norteia os católicos no mundo todo,

O site vaticannews.va divulgou a mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2024. A mensagem do Papa norteia os católicos no mundo todo, para a vivência da fé no período da Quaresma. Desta vez o Papa chama a nossa atenção para os estilos de fé que destroem o ambiente e fortalecem as desigualdade: “A humanidade de hoje atingiu “níveis de desenvolvimento científico, técnico, cultural e jurídico capazes de garantir dignidade a todos”, mas o risco é que, sem rever os estilos de vida, se caia na “escravidão” de práticas que arruínam o planeta e alimentam as desigualdades.

Leia a mensagem completa clicando aqui.

Mais seis volumes da coleção “Cadernos do Concílio” estão disponíveis na Edições CNBB. As publicações são subsídios preparados pelo Dicastério para a Evangelização do

Mais seis volumes da coleção “Cadernos do Concílio” estão disponíveis na Edições CNBB. As publicações são subsídios preparados pelo Dicastério para a Evangelização do Vaticano em preparação para o Jubileu Ordinário de 2025, e traduzidos para o Português do Brasil. No total, são 34 volumes produzidos por teólogos, estudiosos da Sagrada Escritura e jornalistas, que procuram redescobrir as quatro sessões do Concílio Vaticano II.

Em 2025, a Igreja celebrará o Jubileu Ordinário com o tema “Peregrinos de Esperança”. A preparação para o jubileu será com a retomada dos textos fundamentais do Concílio Vaticano II.

“Preparar-se para o Jubileu de 2025, retomando os textos fundamentais do Concílio Ecumênico Vaticano II, é um compromisso que, peço a todos, seja acolhido como momento de crescimento de fé. Confio às mãos de todos os cristãos, especialmente dos jovens, estes subsídios ágeis e eficazes, que repercorrem os temas fundamentais das quatro Constituições conciliares”, pede o Papa Francisco.

Saiba quais são os novos textos publicados:

A inspiração – vol. 4

O quarto volume da Coleção, de autoria do Monsenhor Antonio Pitta, professor da Pontifícia Universidade Lateranense em Roma, trata do tema da Inspiração Divina, que guiou as discussões de elaboração do texto da Constituição Dei Verbum.

 

A Sagrada Escritura na vida da Igreja – vol. 5

O quinto volume da Coleção é de autoria de Marco Cardinali, jornalista e teólogo, e trata da Sagrada Escritura na Vida da Igreja, tema presente na Constituição Dei Verbum.

 

A Liturgia no Mistério da Igreja – vol. 6

O sexto volume da Coleção é de autoria do Pe. Arturo Elberti, Doutor em Liturgia pela universidade Pontifício Ateneu de Santo Anselmo, e trata da Liturgia no Mistério da Igreja, tema presente na Constituição “Sacrosanctum Concilium“.

 

A Sagrada Escritura na Liturgia – vol. 7

O sétimo volume da Coleção trata da Sagrada Escritura na Liturgia e é de autoria do Pe. Maurizio Compiani, biblista.

 

Viver a Liturgia na Paróquia – vol. 8

O oitavo volume da Coleção é de autoria do Pe. Samuele Ugo, Doutor em Teologia, e trata do tema Viver a Liturgia na Paróquia, presente na Constituição “Sacrosanctum Concilium“.

 

O Mistério Eucarístico – vol. 9

O nono volume da Coleção “Cadernos do Concílio” é de autoria da Ir. Fulvia Maria Sieni, monja agostiniana, e trata do Mistério Eucarístico, tema presente na Constituição “Sacrosanctum Concilium“.

Foi divulgada, nesta quarta-feira (24/01), a mensagem do Papa Francisco para o 58° Dia Mundial das Comunicações Sociais intitulada “Inteligência artificial e sabedoria do

Foi divulgada, nesta quarta-feira (24/01), a mensagem do Papa Francisco para o 58° Dia Mundial das Comunicações Sociais intitulada “Inteligência artificial e sabedoria do coração: para uma comunicação plenamente humana”.

Francisco inicia o texto, ressaltando que “a rápida difusão de maravilhosas invenções, cujo funcionamento e potencialidades são indecifráveis para a maior parte de nós, suscita um espanto que oscila entre entusiasmo e desorientação e põe-nos inevitavelmente diante de questões fundamentais: O que é então o homem, qual é a sua especificidade e qual será o futuro desta nossa espécie chamada homo sapiens na era das inteligências artificiais? Como podemos permanecer plenamente humanos e orientar para o bem a mudança cultural em curso?”

A sabedoria que dá gosto à vida

Neste tempo que corre o risco de ser rico em técnica e pobre em humanidade, a nossa reflexão só pode partir do coração humano“, escreve ainda o Pontífice. “Somente dotando-nos de um olhar espiritual, apenas recuperando uma sabedoria do coração é que poderemos ler e interpretar a novidade do nosso tempo e descobrir o caminho para uma comunicação plenamente humana”, ressalta.

Segundo o Papa, “a sabedoria do coração é a virtude que nos permite combinar o todo com as partes, as decisões com as suas consequências, as grandezas com as fragilidades, o passado com o futuro, o eu com o nós“.

Esta sabedoria do coração “é um dom do Espírito Santo, que permite ver as coisas com os olhos de Deus, compreender as interligações, as situações, os acontecimentos e descobrir o seu sentido. Sem esta sabedoria, a existência torna-se insípida, pois é precisamente a sabedoria que dá gosto à vida: a sua raiz latina sapere associa-a ao sabor“.

Cada coisa nas mãos do homem torna-se oportunidade ou perigo

De acordo com Francisco, “não podemos esperar esta sabedoria das máquinas. Embora o termo inteligência artificial já tenha suplantado o termo mais correto utilizado na literatura científica de machine learning (aprendizagem automática), o próprio uso da palavra «inteligência» é falacioso. É certo que as máquinas têm uma capacidade imensamente maior que os seres humanos de memorizar os dados e relacioná-los entre si, mas compete ao homem, e só a ele, descodificar o seu sentido.

“Não se trata, pois, de exigir das máquinas que pareçam humanas; mas de despertar o homem da hipnose em que cai devido ao seu delírio de onipotência, crendo-se sujeito totalmente autônomo e autorreferencial, separado de toda a ligação social e esquecido da sua condição de criatura.”

O Papa escreve ainda na mensagem que “cada coisa nas mãos do homem torna-se oportunidade ou perigo, segundo a orientação do coração. Os sistemas de inteligência artificial podem contribuir para o processo de libertação da ignorância e facilitar a troca de informações entre diferentes povos e gerações. Por exemplo, podem tornar acessível e compreensível um patrimônio enorme de conhecimentos, escrito em épocas passadas, ou permitir às pessoas comunicarem em línguas que lhes são desconhecidas”.

Ao mesmo tempo “podem ser instrumentos de «poluição cognitiva», alteração da realidade através de narrações parcial ou totalmente falsas, mas acreditadas – e partilhadas – como se fossem verdadeiras. Basta pensar no problema da desinformação que enfrentamos, há anos, no caso das fake news e que hoje se serve da deep fake, isto é, da criação e divulgação de imagens que parecem perfeitamente plausíveis, mas são falsas ou mensagens-áudio que usam a voz de uma pessoa, dizendo coisas que ela própria nunca disse. A simulação, que está na base destes programas, pode ser útil em alguns campos específicos, mas torna-se perversa quando distorce as relações com os outros e com a realidade”.

Efeitos socialmente injustos da inteligência artificial 

Segundo o Papa, “é importante ter a possibilidade de perceber, compreender e regulamentar instrumentos que, em mãos erradas, poderiam abrir cenários negativos. Os algoritmos, como tudo o mais que sai da mente e das mãos do homem, não são neutros. Por isso é necessário prevenir propondo modelos de regulamentação ética para contornar os efeitos danosos, discriminadores e socialmente injustos dos sistemas de inteligência artificial e contrastar a sua utilização para a redução do pluralismo, a polarização da opinião pública ou a construção do pensamento único”.

A esse propósito, Francisco exorta a “Comunidade das Nações a trabalhar unida para adotar um tratado internacional vinculativo, que regule o desenvolvimento e o uso da inteligência artificial nas suas variadas formas“. “Entretanto, como em todo o âmbito humano, não é suficiente a regulamentação”, sublinha.

Não reduzir as pessoas a dados

O Papa escreve em sua mensagem que “somos chamados a crescer juntos, em humanidade e como humanidade. O desafio que temos diante de nós é realizar um salto de qualidade para estarmos à altura de uma sociedade complexa, multiétnica, pluralista, multirreligiosa e multicultural. Cabe a nós questionar-nos sobre o progresso teórico e a utilização prática destes novos instrumentos de comunicação e conhecimento. As suas grandes possibilidades de bem são acompanhadas pelo risco de que tudo se transforme em um cálculo abstrato que reduz as pessoas a dados, o pensamento a um esquema, a experiência a um caso, o bem ao lucro, com o risco sobretudo de que se acabe por negar a singularidade de cada pessoa e da sua história, dissolvendo a realidade concreta numa série de dados estatísticos“.

“Não é aceitável que a utilização da inteligência artificial conduza a um pensamento anônimo, a uma montagem de dados não certificados, a uma desresponsabilização editorial coletiva. A representação da realidade por big data (grandes dados), embora funcional para a gestão das máquinas, implica na realidade uma perda substancial da verdade das coisas, o que dificulta a comunicação interpessoal e corre o risco de danificar a nossa própria humanidade. A informação não pode ser separada da relação existencial: implica o corpo, o situar-se na realidade; pede para correlacionar não apenas dados, mas experiências; exige o rosto, o olhar, a compaixão e ainda a partilha.”

A este propósito, Francisco pensa “na narração das guerras e naquela «guerra paralela» que se trava através de campanhas de desinformação”. “Penso em tantos repórteres que ficam feridos ou morrem no local em efervescência para nos permitir ver o que viram os olhos deles. Pois só tocando pessoalmente o sofrimento das crianças, das mulheres e dos homens é que poderemos compreender o caráter absurdo das guerras”, escreve ainda o Papa.

“A utilização da inteligência artificial poderá proporcionar uma contribuição positiva no âmbito da comunicação, se não anular o papel do jornalismo no local, antes pelo contrário se o apoiar; se valorizar o profissionalismo da comunicação, responsabilizando cada comunicador; se devolver a cada ser humano o papel de sujeito, com capacidade crítica, da própria comunicação”, ressalta o Pontífice.

Construir novas castas baseadas no domínio informativo

Segundo o Papa, “a inteligência artificial acabará por construir novas castas baseadas no domínio informativo, gerando novas formas de exploração e desigualdade ou se, pelo contrário, trará mais igualdade, promovendo uma informação correta e uma maior consciência da transição de época que estamos atravessando, favorecendo a escuta das múltiplas carências das pessoas e dos povos, num sistema de informação articulado e pluralista. De um lado, vemos assomar o espectro de uma nova escravidão, do outro uma conquista de liberdade; de um lado, a possibilidade de que uns poucos condicionem o pensamento de todos, do outro a possibilidade de que todos participem na elaboração do pensamento”.

“A resposta não está escrita; depende de nós. Compete ao homem decidir se há de tornar-se alimento para os algoritmos ou nutrir o seu coração de liberdade, sem a qual não se cresce na sabedoria.”

Esta sabedoria amadurece valorizando o tempo e abraçando as vulnerabilidades. Cresce na aliança entre as gerações, entre quem tem memória do passado e quem tem visão de futuro”, conclui Francisco.

Durante a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, os bispos das tradições anglicana e católica romana se reunirão para o Growing Together (Crescer

Durante a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, os bispos das tradições anglicana e católica romana se reunirão para o Growing Together (Crescer juntos), um encontro de discussões ecumênicas e peregrinação de uma semana a ser realizado em Roma e Cantuária entre 22 e 29 de janeiro de 2024.

Representando o mundo

Os bispos virão em duplas – anglicanos e católicos – representando diferentes países do mundo. Mais de 50 bispos de 27 países participarão. Do Brasil, participa o bispo de Ponta de Pedras (PA) e presidente da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso, dom Teodoro Mendes Tavares, representando a Igreja católica no país.  Também participa, do Brasil, a primaz da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, bispa Marinez Bassotto.

Visitando locais sagrados em Roma e Cantuária, os bispos rezarão, refletirão e aprenderão uns com os outros. O objetivo é discutir maneiras de crescer juntos no testemunho e na missão no mundo.

Momento significativo

No dia 25 de janeiro, no túmulo do Apóstolo Paulo, o Papa Francisco e o arcebispo de Cantuária encarregarão os bispos, enviando-os em pares, de serem testemunhas da unidade cristã. Será um momento significativo e simbólico para os laços anglicanos-católicos e para o avanço do diálogo ecumênico, sublinha uma nota da IARCCUM, a Comissão Internacional Anglicana-Católica para Unidade e Missão, criada para apoiar o diálogo ecumênico entre as tradições, que está organizando o evento.

O mês de agosto é dedicado à oração, reflexão e ação nas comunidades sobre o tema das vocações. Este ano, a Comissão para os

O mês de agosto é dedicado à oração, reflexão e ação nas comunidades sobre o tema das vocações. Este ano, a Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) junto com o Serviço de Animação Vocacional – Pastoral Vocacional, definiu como temática principal do mês vocacional: “Igreja como uma sinfonia vocacional” e o lema: “Pedi, pois, ao Senhor da Messe” (Mt 9, 38).

Segundo o assessor da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, padre Guilherme Maia Junior, o tema foi aprovado na última reunião ampliada da Comissão, realizada em setembro do ano passado, e tem como base uma frase da mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações de 2023.

“A igreja como uma sinfonia vocacional” é o tema, onde cada um de nós que compõe a igreja dá a sua nota, o seu tom para gerar essa grande harmonia que temos que ter no trabalho pastoral, olhando em cada lugar o desempenho da nossa vocação, a vocação para qual Deus nos chama. E o lema deste ano é “Pedi, pois, ao Senhor da Messe, que está no Evangelho de Mateus 9, versículo 38. A nossa tônica, que é o primeiro passo vocacional, é a nossa oração, é o pedido que Deus nos faz para que a gente reze, para que Ele envie trabalhadores para sua Messe”, explica o padre.

Instituído em 1981, pela CNBB, em sua 19ª Assembleia Geral, o mês vocacional tinha como objetivo principal conscientizar as comunidades da responsabilidade que compartilham no processo vocacional. De lá para cá, todos os anos alguma temática tem sido trabalhada.

Clique (aqui) e baixe o cartaz do mês vocacional.

Subsídio para o Mês Vocacional

O subsídio “Hora Vocacional” traz toda a temática de trabalho do mês vocacional 2024.  O material é composto por diversas celebrações litúrgicas e também de encontros litúrgicos pastorais que favorecem a reflexão do tema e do lema proposto para o mês vocacional. Nele, são encontradas sugestões para encontros, celebrações, terço, dentre outros.

“É um subsídio bem completo para que todas as paróquias, comunidades e regionais se organizem para celebrar bem o mês vocacional. E também que tenham conteúdo para trabalhar nesse ano, nos próximos anos, também essa temática vocacional, que esse ano tá ligada à questão eclesiológica, a questão da igreja, o lugar da vocação em todos os ambientes da nossa igreja”, complementa padre Guilherme.

Live

Uma live será realizada na próxima segunda-feira, 22 de janeiro, às 19h, com o objetivo de apresentar o “Hora Vocacional”,  material de apoio para a vivência do mês vocacional. A iniciativa será transmitida nos canais oficiais da CNBB (Youtube) e das Edições CNBB.

Da live participam o bispo de Parintins (AM) e referencial do SAV-PV, dom José Albuquerque; os assessores da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, irmã Maristela Ganassini e o padre Guilherme Maia; e o padre Raul Cardoso, da diocese de Itapipoca, no Ceará, e vice-coordenador nacional do SAV-PV.

“Iremos apresentar o material, falar um pouquinho da história do mês vocacional, que é sempre bom resgatarmos, enfim, vai ser um momento de partilha, de apresentação e de impulso para esse trabalho que estamos propondo para toda a Igreja”, finaliza o padre Guilherme.

A 6ª Semana Social Brasileira (6ªSSB) será encerrada com o Mutirão Nacional – O Brasil que queremos: o Bem Viver dos Povos. A atividade

A 6ª Semana Social Brasileira (6ªSSB) será encerrada com o Mutirão Nacional – O Brasil que queremos: o Bem Viver dos Povos. A atividade será realizada em Brasília (DF), entre os dias 20 e 22 de março de 2024. Esta 6ª Edição da SSB foi mobilizada pela Cepast-CNBB e realizada pela Pastorais Sociais e Organismos da CNBB, em parceria com Movimentos Populares.

Participam bispos da Comissão para a Ação Sociotransformadora (Cepast) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), representante do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), de Igrejas irmãs e representantes indicados a partir dos Mutirões realizados em todo o território nacional: multiplicadores da 6ªSSB dos regionais da CNBB, organismos da CNBB, pastorais Sociais, movimentos populares, organizações sociais e políticas parceiras, incluindo o poder público.

Projeto Popular – O Brasil que queremos

Foto do Seminário Nacional “O Brasil que temos” realizado em agosto de 2022. Foto: Cepast.

A Construção do Projeto Popular “O Brasil que queremos: o Bem Viver dos povos” é a proposta deste Mutirão Nacional de encerramento deste ciclo da 6ªSSB, iniciado em 2020. No decorrer desta 6ª edição da SSB, o tema de debate foi “Mutirão pela vida: por terra, teto e trabalho” e fortalecidos pelos eixos: democracia, soberania e economia.

A Construção do Projeto Popular “O Brasil que queremos: o Bem Viver” dos povos é a proposta do Mutirão Nacional de encerramento deste ciclo da 6ªSSB. Os Mutirões foram iniciados em 2020 e serão encerrados em 2024. No decorrer desta 6ª edição da SSB, o tema de debate foi “Mutirão pela vida: por terra, teto e trabalho” e fortalecido pelos eixos: democracia, soberania e economia.

Segundo a secretaria-executiva da 6ªSSB, Alessandra Miranda (na foto ao lado), a realização do Mutirão Nacional vai possibilitar o resgate da memória dos acúmulos desta 6ª edição a partir dos debates e contribuições dos regionais da CNBB, das arquidioceses e dioceses, prelazias, paróquias, comunidades e dos movimentos populares que atuam nessa temática.

Alessandra Miranda ressalta que as contribuições dos territórios vêm a partir dos elementos do Brasil que temos, debatidos, estudados e refletidos à luz do tema e dos eixos da 6ª SSB. Com esse conjunto de propostas construídas em Mutirões será concretizado o Projeto Popular Nacional O Brasil que queremos: o Bem Viver dos povos. “A construção do Projeto será um compromisso comum entre a Igreja no Brasil e os Movimentos Populares”.

A secretária, também, lembra que no decorrer do Mutirão Nacional “a vivência da mística e espiritualidade, que fortalecem as lutas e experiências das comunidades, serão perpassadas pelas experiências metodológicas do encontro”.

A programação

Dia 20 de março – O Bem Viver dos Povos
– Acolhida e celebração eucarística
– Mesa de abertura e saudação de autoridades eclesiais, poder público e sociedade civil
– Memória da 6ªSSB
– Análise de Conjuntura – leitura da realidade: acontecimento (fatos), cenários (local, nacional e mundial) e relações das forças políticas e articulação ou relações entre estrutura e relatos da conjuntura
– Intercambio: O Bem Viver dos povos, serão trazidas experiências de mobilização e resistência popular referente à terra, teto, trabalho, soberania, democracia e economia, das Regiões: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul

21 de março – O Brasil que temos
– Apresentação e análise da assessoria sobre síntese nacional “O Brasil que temos”
– Conjuntos dos Planos de Incidência Política Local
– Trabalho por grupos, organizados por eixos – Terra, Teto, Trabalho, Democracia, Soberania e Economia Elaborar ações para O Brasil que queremos
– Plenária para apresentação das propostas O Brasil que queremos para complementações e aprovação

22 de março – Projeto popular O Brasil que queremos: o Bem Viver dos povos
– Mesa: Projeto Popular O Brasil que queremos: o Bem Viver dos povos
– Memória das apresentações das sínteses dos grupos
– Trabalhos por grupos
– Plenária para aprovação dos trabalhos
– Encaminhamentos, agradecimentos e despedidas

O que são as Semanas Sociais Brasileiras

As Semanas Sociais Brasileiras são iniciativas da CNBB, animadas pela Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora (Cepast) e realizadas pelas pastorais sociais e movimentos populares. Têm o objetivo de fortalecer as ações conjuntas e as próprias organizações envolvidas, a partir de pautas comuns e realização de incidência na Igreja e na sociedade com processos sociotransformadores.

O tema desta 6ª edição nasce da provocação do Papa Francisco, em outubro de 2014, no primeiro Encontro Mundial de Movimentos Populares. Na ocasião, o pontífice recorreu à solidariedade afirmando que ela “é muito mais do que alguns gestos de generosidade esporádicos. É pensar e agir em termos de comunidade, de prioridades da vida de todos sobre a apropriação dos bens por parte de alguns. É também lutar contra as causas estruturais da pobreza, a desigualdade, a falta de trabalho, a terra e a casa, a negação dos direitos sociais e laborais […] Digamos juntos de coração: nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem-terra, nenhum trabalhador sem direitos, nenhuma pessoa sem a dignidade que provém do trabalho”, declarou. Dessa provocação de Francisco nasceu o tema da 6ª Semana Social Brasileira, “Mutirão pela vida: por terra, teto e trabalho”, com a proposta de mobilização e realização entre 2020 e 2022.

Na mesma Mensagem de 2014, o pontífice, nos desafia: “é impossível imaginar um futuro para a sociedade sem a participação como protagonistas das grandes maiorias e este protagonismo transcende os procedimentos lógicos da democracia formal”. Ele interpela, para que a construção de um mundo de paz e justiça duradouras supere o assistencialismo paternalista.

O Santo padre afirmou ser preciso criar formas de participação que envolvam os sujeitos e atores que estimulem as estruturas governamentais locais, nacionais e internacionais com uma energia moral para a inclusão das pessoas excluídas, na construção do destino comum. De acordo com o Papa Francisco, tudo isso deve ser feito com entusiasmo construtivo, sem ressentimentos e com amor.

O Projeto Popular

À luz da provocação do Papa Francisco, em sua Carta aos Movimentos Populares em 2020, que diz: “vocês não são uns improvisados, têm a cultura, a metodologia, mas principalmente a sabedoria que é amassada com o fermento de sentir a dor do outro como sua. Quero que pensemos no projeto de desenvolvimento humano integral que ansiamos, focado no protagonismo dos Povos em toda a sua diversidade e no acesso universal aos três T que vocês defendem: terra e comida, teto e trabalho”, se fortalece a proposta de construção do Projeto Popular O Brasil que queremos: o Bem Viver dos povos.

Com isso, as articulações da 6ªSSB prosseguiram potecializando onde há e propor onde está fragilizado ou se perdeu a proposta do Bem Viver dos povos e a cuidar, proteger e defender a Casa Comum. “Várias encíclicas advertem que a Igreja não tem competência técnica nem os meios necessários para analisar ou propor modelos e projetos econômicos e políticos […], mas têm uma dimensão antropológico-social e ético-moral fundamentais, para a qual a Igreja tem competência e pode oferecer uma contribuição valiosa”, lembra o teólogo Francisco Aquino Junior, do livro Encíclicas Sociais: um guia de leitura. Dessa forma, Igreja e Movimentos Populares estão num processo de construção do Projeto Popular O Brasil que queremos: o Bem Viver dos povos.

No final da Audiência Geral desta quarta-feira (17/01), o Papa Francisco fez o seguinte apelo: Expresso minha proximidade e solidariedade às vítimas, todas civis,

No final da Audiência Geral desta quarta-feira (17/01), o Papa Francisco fez o seguinte apelo:

Expresso minha proximidade e solidariedade às vítimas, todas civis, do ataque com mísseis que atingiu uma área urbana de Erbil, capital da região autônoma do Curdistão iraquiano. As boas relações entre vizinhos não são construídas com tais ações, mas com o diálogo e a colaboração. Peço a todos que evitem qualquer medida que aumente a tensão no Oriente Médio e em outros cenários de guerra.

O pontífice não deixou de mencionar o que aconteceu na região autônoma do Curdistão iraquiano, onde os Guardas Revolucionários Iranianos alegaram ter “alvejado e destruído uma das principais sedes da espionagem do regime sionista (Mossad)” no ataque com “mísseis balísticos” a Erbil, no norte do Iraque. No ataque, pelo menos cinco civis foram mortos, incluindo uma menina de onze meses, e várias outras crianças ficaram feridas. O fato foi relatado pela ONG Hengaw Organization for Human Rights.

Na saudação aos fiéis, em italiano, o Santo Padre recordou que nesta quinta-feira, 18 de janeiro, tem início, no Hemisfério Norte, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. No Brasil, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos se realiza de 12, Ascensão do Senhor, a 19 de maio, Solenidade de Pentecostes.

Este ano, o tema da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é “Amarás o Senhor teu Deus… e ao teu próximo como a ti mesmo” (Lc 10, 27).

Convido-os a rezar, para que os cristãos cheguem à plena comunhão e deem um testemunho unânime de amor para com todos, especialmente para com os mais frágeis.

Depois de saudar os jovens, os doentes, os idosos e os recém-casados, Francisco lembrou que nesta quarta-feira a Igreja recorda Santo Antão Abade, um dos fundadores do monaquismo. “Que o seu exemplo os encoraje a acolher o Evangelho sem fazer concessões.”

E não esqueçamos os países que estão em guerra, não esqueçamos a Ucrânia, não esqueçamos a Palestina, Israel, não esqueçamos os habitantes da Faixa de Gaza que sofrem tanto. Rezemos pelas muitas vítimas da guerra, muitas vítimas. A guerra destrói sempre, a guerra não semeia amor, semeia ódio. A guerra é uma verdadeira derrota humana. Rezemos pelas pessoas que sofrem na guerra.

Mariangela Jaguraba – Vatican News

Foi divulgada nessa segunda-feira, 15 de janeiro, a programação do encontro que acontecerá em Brasília nos dias 29 e 30 de janeiro, na Casa

Foi divulgada nessa segunda-feira, 15 de janeiro, a programação do encontro que acontecerá em Brasília nos dias 29 e 30 de janeiro, na Casa Dom Luciano Mendes, em preparação ao Jubileu 2025, que tem como tema Peregrinos de Esperança”. Segundo a Comissão para o Jubileu 2025, a iniciativa já tem mais de 270 pessoas confirmadas.

O evento contará com a participação do Pró- Prefeito do Dicastério para a Evangelização, dom Rino Fisichella, e tem por objetivo situar as dioceses quanto à proposta do jubileu 2025 e animar sua organização nas igrejas locais nas diferentes regiões do Brasil. 

Foram convidados a participar todos os bispos da Igreja no Brasil bem como à coordenação das pastorais, movimentos e organismos do povo de Deus. Ainda há vagas e as inscrições podem ser feitas em: https://app.ciaticket.com.br/e/JUBESPE24

Programação

O encontro tem início na segunda-feira, 29 de janeiro, com as presenças do presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Jaime Spengler; o Núncio Apostólico no Brasil, dom Giambattista Diquattro; o arcebispo de Brasília, dom Paulo Cézar Costa e o Pró-Prefeito do Dicastério para a Evangelização, dom Rino Fisichella.

Na pauta de segunda estão previstas formações sobre o panorama da ação evangelizadora a partir da CNBB; desafios da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil; O Jubileu nas Sagradas Escrituras e os anseios do Papa Francisco para o Jubileu da Esperança em 2025.

Já na terça-feira, 30 de janeiro, estão previstos estudos das temáticas sobre a celebração do Jubileu e propostas para sua realização. Também haverá uma mesa redonda sobre as perspectivas para o Jubileu no Brasil. 

Confira (aqui) a programação completa.