Notícias da Igreja

O Papa delegou a mons. Ciampanelli a leitura da reflexão de hoje na Audiência Geral. Ainda cansado ao falar por muito tempo, o Papa

O Papa delegou a mons. Ciampanelli a leitura da reflexão de hoje na Audiência Geral. Ainda cansado ao falar por muito tempo, o Papa justificou-se perante os presentes e escutou a leitura junto aos fiéis. “A missão é uma obra do Espírito Santo”, diz o texto, publicado no site vaticannews.va

Francisco entrou caminhando na Sala Paulo VI enquanto os milhares de fiéis e peregrinos o saudavam. Ainda um pouco ofegante, o Papa deu início à Audiência Geral desta quarta-feira, 6 de dezembro, fazendo o sinal da cruz.

“Irmãs e irmãos, bom dia, bem-vindos a todos. Também hoje pedi ao monsenhor Ciampanelli para ler porque ainda estou com dificuldade. Estou muito melhor, mas tenho dificuldades se falo demais. É por isso que ele vai ler.”, foram as palavras introdutórias do Santo Padre, em seguida, Monsenhor Filippo Ciampanelli, colaborador da Secretaria de Estado, proferiu a catequese sobre a quarta dimensão do zelo apostólico, “o anúncio é movido pelo Espírito Santo”:

“Nas catequeses anteriores, vimos que o anúncio do Evangelho é alegria, é para todos e deve ser dirigido ao hoje. Descubramos agora uma última característica essencial: o anúncio deve realizar-se no Espírito Santo. Com efeito, para ‘comunicar Deus’ não bastam a alegre credibilidade do testemunho, a universalidade do anúncio e a atualidade da mensagem. Sem o Espírito Santo todo zelo é vão e falsamente apostólico: seria apenas nosso e não daria frutos”.

O Espírito Santo protagonista

No texto, o Papa recorda que, como escreveu na Evangelii gaudium, “Jesus é o primeiro e o maior evangelizador”; que “em qualquer forma de evangelização, o primado é sempre de Deus”, que “quis chamar-nos para cooperar com Ele e impelir-nos com a força do seu Espírito”.

“O Espírito é o protagonista, sempre precede os missionários e faz brotar os frutos. Essa consciência nos consola muito! E ajuda-nos a esclarecer outra, igualmente decisiva: isto é, que no seu zelo apostólico a Igreja não anuncia si mesma, mas uma graça, um dom, e o Espírito Santo é precisamente o Dom de Deus”.

Segundo Francisco, a primazia do Espírito não deve levar-nos à indolência:

“O Senhor não nos deixou folhetos teológicos ou um manual de pastoral para aplicar, mas o Espírito Santo que inspira a missão. E a desenvoltura corajosa que o Espírito infunde leva-nos a imitar o seu estilo, que tem sempre duas características: a criatividade e a simplicidade.”

Criatividade pastoral

No texto lido por mons. Ciampanelli, o Papa destaca que a criatividade é necessária para anunciar Jesus com alegria, a todos e no hoje.
“Nesta nossa época, que não nos ajuda a ter uma visão religiosa da vida e em que o anúncio se tornou mais difícil, cansativo e aparentemente infrutífero em vários lugares, pode surgir a tentação de desistir do serviço pastoral. Talvez nos refugiemos em zonas de segurança, como na repetição habitual de coisas que sempre fazemos, ou nos apelos tentadores de uma espiritualidade íntima, ou mesmo num sentido incompreendido da centralidade da liturgia. São tentações que se disfarçam de fidelidade à tradição, mas muitas vezes, em vez de respostas ao Espírito, são reações às insatisfações pessoais.” 

“A criatividade pastoral, o ser ousados no Espírito, ardentes com o seu fogo missionário, é prova de fidelidade a Ele. Sempre que procuramos voltar à fonte e recuperar o frescor original do Evangelho, despontam novas estradas, métodos criativos, outras formas de expressão, sinais mais eloquentes, palavras cheias de renovado significado para o mundo atual.”

A simplicidade evangelizadora

A segunda característica que Francisco enfatiza é a simplicidade, “precisamente porque o Espírito nos leva à fonte, ao primeiro anúncio, que deve ocupar o centro da atividade evangelizadora e de toda a tentativa de renovação eclesial”.

“Irmãos e irmãs, deixemo-nos cativar pelo Espírito e invoquemo-lo todos os dias: seja Ele o princípio do nosso ser e do nosso agir; esteja no início de cada atividade, reunião, encontro e anúncio. Ele vivifica e rejuvenesce a Igreja: com Ele não devemos temer, porque Ele, que é a harmonia, mantém sempre juntas a criatividade e a simplicidade, inspira a comunhão e envia em missão, abre à diversidade e reconduz à unidade. Ele é a nossa força, o sopro do nosso anúncio, a fonte do zelo apostólico. Vinde, Espírito Santo!”

O Papa Francisco convocou a Igreja a se preparar para o jubileu 2025 com um ano de oração. Desde 2022 a Igreja Católica vem

O Papa Francisco convocou a Igreja a se preparar para o jubileu 2025 com um ano de oração. Desde 2022 a Igreja Católica vem se preparando e o Papa já expressou seus anseios para este evento: “A Bula de Promulgação, que será emanada no devido tempo, conterá as indicações necessárias para celebrar o Jubileu de 2025. Neste tempo de preparação, desde já me alegra pensar que se poderá dedicar o ano anterior ao evento jubilar, o 2024, a uma grande «sinfonia» de oração. Um ano intenso de oração, em que os corações se abram para receber a abundância da graça, fazendo do «Pai Nosso» – a oração que Jesus nos ensinou – o programa de vida de todos os seus discípulos”.

Abaixo as instruções da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, para se inscrever para o Encontro Nacional, publicado no site da CNBB.

Inscrições para o Encontro Nacional de preparação ao jubileu no Brasil

Estão reabertas, até 22 deste mês de dezembro, as inscrições ao Encontro Nacional em preparação ao encontro: “Preparando o Jubileu 2025 – Peregrinos de Esperança” que acontecerá em Brasília (DF), na Casa dom Luciano Mendes de Almeida, dias 29 e 30 de janeiro de 2024. O encontro é promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio de seu secretariado-geral e da Comissão Brasileira para o Jubileu da Esperança.  As inscrições vão até 22 de dezembro.

O pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização, dom Rino Fisichella, a quem o Papa Francisco confiou a responsabilidade pela organização do Jubileu 2025, é convidado especial e virá ao Brasil para esta formação.

De acordo com o subsecretário adjunto de pastoral da CNBB e membro Comissão Brasileira para o Jubileu da Esperança, padre Jânison de Sá Santos, o encontro terá por objetivo situar as dioceses quanto à proposta do Jubileu e animar sua organização nas Igrejas locais nas diferentes regiões do Brasil.

Informações sobre as inscrições e vagas

Para o encontro “Preparando o Jubileu 2025 – Peregrinos de Esperança” estão sendo ofertadas 300 vagas.

O valor da inscrição é de R$ 250,00, o que dá direito apenas à participação no encontro, material e o cafezinho.

Prazo de inscrições

Até 22 de dezembro próximo. As vagas serão preenchidas por ordem de inscrição.

Orientações sobre a hospedagem

Hospedagem, café da manhã, almoço e jantar são por conta do participante. Para hospedar, contudo os participantes têm duas opções. Podem se hospedar no próprio local do encontro, Casa Dom Luicano Mendes de Almeida, desde que se faça previamente a reserva na secretária da casa nos fones  (61) 99679-9770, falar com João Matheus.

O valor da diária para hospedagem na Casa Dom Luciano Mendes de Almeida, o local do encontro, com pensão completa (café da manhã, almoço e jantar), sendo quartos duplos é de R$ 220,00 por pessoa.

Caso o participante deseje se hospedar em outro lugar, a sugestão é buscar por quartos individuais no Setor Hoteleiro Norte de Brasília, área mais próxima do auditório João XXIII da Casa dom Luciano. No momento da inscrição, abaixo, pode-se escolher se deseja incluir a hospedagem.

Faça a sua inscrição (aqui)

 

Papa Francisco: a Igreja é “mulher”, devemos “desmasculinizá-la” Durante a audiência com os membros da Comissão Teológica Internacional, Francisco entregou-lhes o discurso preparado e,

“A Igreja é mulher”. E “um dos grandes pecados que cometemos é ‘masculinizar’ a Igreja”. Devemos “desmasculinizá-la” e fazê-lo a partir da teologia. O Papa se reuniu com os membros da Comissão Teológica Internacional, o órgão criado por Paulo VI na então Congregação para a Doutrina da Fé em 1969 – uma proposta da primeira assembleia do Sínodo dos Bispos –  para ajudá-la a examinar as questões doutrinárias mais importantes.

A capacidade das mulheres para a reflexão teológica

Recuperando-se da inflamação em seus pulmões, o Papa entregou o discurso preparado: “Há um belo discurso aqui com aspectos teológicos, mas do jeito que estou, é melhor não lê-lo”, disse Francisco. De modo espontâneo, no entanto, o Santo Padre compartilhou alguns pensamentos para reiterar a importância da reflexão teológica e agradecer à Comissão por seu trabalho. O Papa fez questão de expressar uma observação: “perdoem minha sinceridade!” – devido à escassa presença de mulheres no grupo:

“Uma, duas, três, quatro mulheres: coitadas! Elas estão sozinhas! Ah, desculpe-me: cinco! Mas, quanto a isso, devemos seguir em frente.”

As mulheres “têm uma capacidade de reflexão teológica diferente da que nós homens temos”, enfatizou o Papa, lembrando seus estudos dos livros de “uma boa mulher alemã”, a filósofa e escritora Hanna-Barbara Gerl, sobre Romano Guardini. “Ela havia estudado essa história e a teologia dessa mulher não é tão profunda, mas é bela, é criativa”.

O pecado de “masculinizar” a Igreja

A “dimensão feminina da Igreja”, acrescentou o Pontífice, ainda falando de improviso, “também estará no centro dos próximos trabalhos do C9”, o grupo de cardeais que auxilia o Papa no governo da Igreja. O tópico é, portanto, central porque “a Igreja é mulher”.

“Se não entendermos o que é uma mulher, o que é a teologia de uma mulher, nunca entenderemos o que é a Igreja. Um dos grandes pecados que cometemos foi “masculinizar” a Igreja.”

Princípio petrino e mariano

“Isso não é resolvido pela via ministerial; isso é outra coisa”, enfatizou o Papa Francisco, referindo-se às discussões sobre o sacerdócio feminino. “É solucionado pela via mística, pela via real”, afirmou. Em seguida, o Papa reforçou o “princípio petrino e o princípio mariano” da matriz balthasariana que lhe deu “tanta luz”. “Pode-se discutir isso, mas os dois princípios estão lá. É mais importante o mariano do que o petrino, porque há a Igreja como noiva, a Igreja como mulher, sem se tornar masculina”, observou Francisco.

“E vocês podem se perguntar: para que serve esse discurso? Não apenas para dizer que devemos ter mais mulheres aqui – este é um ponto – mas para ajudá-los a refletir. A Igreja é mulher, a Igreja é noiva. E essa é uma tarefa que peço a vocês, por favor. Desmasculinizem a Igreja.”

“Obrigado pelo que vocês fazem”, reitera o Papa, ao final, recitando com os presentes um Pai Nosso “cada um em sua língua” e pedindo, como de costume, orações: “Rezem por mim. Rezem a favor, não contra, porque este trabalho não é fácil”.

Conversão missionária da Igreja

No discurso entregue aos membros da comissão, o Papa reflete sobre “o chamado a dedicar toda a energia do coração e da mente a uma conversão missionária da Igreja”. Francisco, destaca a mensagem contida em sua Carta dirigida ao novo Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé: “Precisamos de um modo de pensar que saiba apresentar de forma convincente um Deus que ama, que perdoa, que salva, que liberta, que promove as pessoas e as convoca para o serviço fraterno” (1º de julho de 2023).

Uma teologia de baixo para cima

O pedido do Papa aos membros da comissão é para que se encarreguem, de forma qualificada, por meio da proposta de uma teologia evangelizadora, na promoção do diálogo com o mundo da cultura.

“E é essencial que vocês, teólogos, façam isso em sintonia com o Povo de Deus, eu diria “de baixo para cima”, ou seja, com um olhar privilegiado para os pobres e os simples, e ao mesmo tempo se colocando “de joelhos”, porque a teologia nasce da adoração a Deus.”

1700 anos do Concílio de Nicéia

Ao encorajar a continuação dos estudos sobre o Concílio de Nicéia, que no Jubileu de 2025 completará 1700 anos, Francisco compartilha três motivos que tornam a redescoberta de Nicéia promissora. O primeiro é o motivo espiritual: “em Nicéia, a fé foi professada em Jesus, o único Filho do Pai: Aquele que se tornou homem por nós e para nossa salvação é Deus de Deus, luz da luz. Cabe aos teólogos espalhar novos e surpreendentes lampejos da luz eterna de Cristo na casa da Igreja e na escuridão do mundo,” ressalta o Pontífice.

Sinodalidade e ecumenismo

O segundo motivo é o sinodal. O Papa recorda que “o primeiro Concílio ecumênico foi celebrado na Nicéia, no qual a Igreja pôde expressar sua natureza, sua fé, sua missão, para ser sinal e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano”.

“A sinodalidade é o caminho, o modo de traduzir em atitudes de comunhão e processos de participação a dinâmica trinitária com a qual Deus, por meio de Cristo e no sopro do Espírito Santo, vem ao encontro da humanidade. Aos teólogos é confiada a grande responsabilidade de liberar a riqueza dessa maravilhosa energia humanizadora.” 

E por fim, o terceiro motivo que o Papa apresenta é a ecumênica: “Como não lembrar a extraordinária relevância desse aniversário para a jornada rumo à plena unidade cristã? Não somente o Símbolo de Nicéia une os discípulos de Jesus, mas precisamente em 2025, providencialmente, a data da celebração da Páscoa coincidirá para todas as denominações cristãs. Como seria belo se isso marcasse o início concreto de uma celebração sempre comum da Páscoa!”

Francisco finaliza agradecendo a comissão pelos esforços realizados e encoraja “a continuar os trabalhos para que a luz do Evangelho e da comunhão possa brilhar mais intensamente”.

Publicado no site vaticannews.va

Na intenção de oração para dezembro, Francisco pede que “rezemos para que as pessoas portadoras de deficiência estejam no centro de atenção da sociedade,

Na intenção de oração para dezembro, Francisco pede que “rezemos para que as pessoas portadoras de deficiência estejam no centro de atenção da sociedade, e as instituições promovam programas de inclusão que valorizem a sua participação ativa”. A exortação do Papa também é direcionada para dentro da vida eclesial, pois não basta “criar uma paróquia plenamente acessível” eliminando as barreiras físicas.

“Entre os mais frágeis no meio de nós, estão as pessoas portadoras de deficiência.”

Essas são as primeiras palavras de Francisco no vídeo para o mês de dezembro, produzido pela Rede Mundial de Oração do Papa, ao recordar das pessoas com deficiência. No mundo atual, denuncia o Papa Francisco, muitas delas “sofrem rejeição” e o momento é de mudança na forma de pensar e de maior apoio a projetos que “favoreçam a inclusão”:

“Muitas delas sofrem rejeição, baseada na ignorância ou baseada nos preconceitos, que as transformam em marginalizadas. As instituições civis têm que apoiar seus projetos com acessibilidade à educação, ao emprego e aos espaços onde possam exprimir sua criatividade.”

Veja o vídeo:

 

As diferentes capacidades de cada um

A intenção de oração de dezembro coincide com o mês em que a ONU estabeleceu o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência (que cai em 3 de dezembro) com o objetivo de promover os direitos e o bem estar. No vídeo, o Papa insiste no conceito de “capacidades diferentes” para reforçar a grande contribuição que as pessoas com deficiência podem dar à sociedade.

As próprias imagens que acompanham as palavras de Francisco no vídeo mostram essa possibilidade, ao contar sobre histórias diferentes, unidas pela capacidade de valorizar o talento das pessoas com deficiência. Desde os atletas paraolímpicos que desafiam com êxito os próprios limites nas competições até os amigos da Comunidade de Santo Egídio, em Roma, que pintam obras de arte ou servem as mesas de uma pizzaria.

O vídeo, feito em colaboração com o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral da Santa Sé, ainda traz um jesuíta com deficiência visual, teólogo na Austrália, e uma religiosa com síndrome de down comprometida em Lourdes: os dois participaram da Assembleia Geral do Sínodo e estão comprometidos com a campanha #IamChurch do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida.

“Há necessidade de programas e iniciativas que favoreçam a inclusão. Sobretudo há necessidade de grandes corações que queiram acompanhar. É mudar um pouco nossa mentalidade para abrirmo-nos às contribuições e aos talentos dessas pessoas com capacidades diferentes, tanto na sociedade como dentro da vida eclesial. E assim, criar uma paróquia plenamente acessível não significa somente eliminar as barreiras físicas, mas assumir também que temos de deixar de falar de ‘eles’ e passar a falar de ‘nós’”, ainda alerta o Papa.

Um olhar mais profundo

O cardeal Michael Czerny, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, comenta que “o convite do Papa para acolher as pessoas portadoras de deficiência na vida da Igreja e da sociedade é uma grande ajuda para reconhecer o mistério que é cada pessoa. Jesus se encontrou com pessoas marcadas pela fragilidade física, psíquica e espiritual, e viu nelas beleza e promessa. Assim, perceberam em Jesus o mistério divino, sentiram a presença daquele que salva, daquele que é Pai.

Em um mundo onde a produtividade parece ser mais importante que o ser humano e a beleza se circunscreve dentro de padrões comerciais, a comunidade cristã que reza ganha um olhar mais profundo e livre. A Igreja não nega a ninguém a participação, a Palavra e os Sacramentos, mas partilha com cada pessoa o caminho adequado. Nossas sociedades, frequentemente pouco inclusivas, precisam assumir um compromisso comum e concreto para que, seguindo o exemplo de Jesus, possam respeitar a dignidade de todos para fazer crescer a fraternidade”.

A inclusão, a rocha sobre a qual devemos construir

O Padre Frédéric Fornos, diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, reforça a reflexão, afirmando que “o foco da intenção de oração do Papa deste mês é promover a participação ativa das pessoas com deficiência, construindo programas e iniciativas para que ninguém seja excluído, para que sejam apoiados, acolhidos, integrados e reconhecidos pela sociedade. É o que fazia Jesus, acolhia a todos e com Ele ninguém se sentia excluído. Nós sabemos disso, porém temos dificuldade em viver assim, por isso precisamos rezar, pedir uma mudança de mentalidade, de olhar, começando por nós mesmos”. E o Papa finaliza:

“Rezemos para que as pessoas portadoras de deficiência estejam no centro de atenção da sociedade, e as instituições promovam programas de inclusão que valorizem a sua participação ativa.”

Fonte: publicação do site vaticannews.va

O Papa Francisco vai a DUBAI participar da cúpula da ONU, Organização das Nações Unidas, para as mudanças climáticas (COP28), no próximo sábado, 2
O Papa Francisco vai a DUBAI participar da cúpula da ONU, Organização das Nações Unidas, para as mudanças climáticas (COP28), no próximo sábado, 2 de dezembro de 2023.
Sobre a viagem o Papa falou de sua preocupação e comparou o perigo das mudanças climáticas para a humanidade com as consequências das guerras, afirmando que estas como aquela são “grandes perigos” que ameaçam o mundo.
A intenção do Papa é pedir aos líderes mundiais atenção máxima e comprometimento com iniciativas que possam frear o aquecimento global.
O Papa pediu e agradeceu orações para esta viagem e pela conferência: “Agradeço a todos aqueles que me acompanharão nesta viagem com a oração e com o compromisso de levar a sério a proteção da nossa Casa Comum”.
Fonte: site vativannews.va

 

 

No próximo domingo, dia 26 de novembro de 2023, a Igreja celebra a Solenidade de Cristo Rei. O Papa Francisco falou sobre esta Festa

No próximo domingo, dia 26 de novembro de 2023, a Igreja celebra a Solenidade de Cristo Rei. O Papa Francisco falou sobre esta Festa na última Audiência Geral e disse: “Vamos dar espaço ao Reino de Jesus nos nossos corações, nas nossas sociedades e no mundo inteiro”. A matéria foi publicada no site vaticannews.va

O anúncio de Cristo, além de ser uma alegria para todo cristão, é destinado a todos, disse o Papa Francisco na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (22). Evangelizar é um dever, o que não significa ser uma tarefa pesada, mas que acontece naturalmente, ainda acrescentou o Pontífice, ao enaltecer aos peregrinos de língua portuguesa que esse encontro com Deus, além de ser o verdadeiro mistério da vocação de batizados, traz consigo a esperança de mundo melhor:

“Dirijo uma saudação cordial aos peregrinos de língua portuguesa, especialmente aos que vêm de Belo Horizonte. A alegria de conhecer Cristo e o desejo que temos de O levar a todos são a nossa maneira de construir um mundo mais fraterno. Nossa Senhora guarde estas sementes de esperança que trazemos no coração. Deus os abençoe!”

A atualidade da Solenidade de Cristo Rei

Nas saudações aos peregrinos de outros países presentes na Praça São Pedro, o Papa Francisco recordou que o próximo domingo, 26 de novembro, a Igreja recorda a divindade de Jesus, que se manifestou colocando-se a serviço da humanidade. Aos fiéis de língua italiana, o Pontífice falou:

“No próximo domingo, o último do Tempo Comum, celebraremos a Solenidade de Cristo Rei. Exorto vocês a colocar Jesus no centro de suas vidas, e Dele receberão luz e coragem em cada escolha diária.”

A solenidade de Cristo Rei é uma celebração recente na Igreja, criada por Papa Pio XI em 1925, para reafirmar a soberania real de Jesus e seus ensinamentos, em um período em que o mundo se afastava cada vez mais do Senhor. Uma necessidade que se apresenta novamente nos tempos atuais, como refletiu o Papa Francisco ao se dirigir aos fiéis de língua polonesa na Audiência Geral:

“Que a nossa vida e os nossos corações estejam abertos ao Seu senhorio, pois Ele é a meta para a qual caminhamos.”

A festa de Cristo Rei do próximo domingo, 26 de novembro, também marca o final do ano litúrgico, para começar a caminhada para o Advento, rumo ao Natal, como disse Francisco aos peregrinos de língua alemã na Praça São Pedro:

“Ao final do ano litúrgico, voltemos o nosso olhar a Cristo, Rei do Universo e Príncipe da Paz. Vamos dar espaço ao seu Reino nos nossos corações, nas nossas sociedades e no mundo inteiro. Rezemos pelo dom da sua paz!”

Enfim, retomando a catequese do dia, o Papa saudou os fiéis de língua espanhola e fez uma exortação especial aos jovens anunciadores da Palavra de Deus:

“Peçamos a Jesus que reine em nossas vidas e conceda a nossos jovens ser testemunhas generosas da alegria do Evangelho que Deus nos deu como dom.”

Ao receber um grupo de jornalistas católicos, o Papa Francisco falou que é preciso “educar para o respeito e o cuidado”. Leia a matéria

Ao receber um grupo de jornalistas católicos, o Papa Francisco falou que é preciso “educar para o respeito e o cuidado”. Leia a matéria publicada no site vaticannews.va

Formação, proteção e testemunho são os “três caminhos” que os trabalhadores da comunicação devem seguir para “renovar seu compromisso com a promoção da dignidade das pessoas, com a justiça e a verdade, com a legalidade e a corresponsabilidade educativa”, também como resposta às “terríveis notícias de violência contra as mulheres”. Foi o que disse o Papa ao receber as delegações da Federação Italiana de Semanários Católicos, da União Italiana de Imprensa Periódica, das Associações “Corallo” e “Aiart – Cittadini mediali”, às quais também convidou a confiar a São Francisco de Sales e ao beato Carlo Acutis seus “passos nos caminhos da formação, da proteção e do testemunho”. O radicamento capilar de tais realidades midiáticas representa, como explica Francisco, a “geografia humana que anima o território italiano”. A comunicação, acrescenta, é precisamente “colocar em comum, tecer fios de comunhão, criar pontes sem levantar muros”. Daí, a importância de seguir três caminhos. O primeiro é o da formação, uma “questão vital”, disse Francisco, com a qual se entende “o modo de conectar as gerações, de promover o diálogo entre jovens e idosos, aquela aliança intergeracional que, hoje mais do que nunca, é fundamental”.

Prudência e simplicidade são dois ingredientes educacionais básicos para navegar na complexidade atual, especialmente na web, onde é necessário não ser ingênuo e, ao mesmo tempo, não ceder à tentação de semear a raiva e o ódio. A prudência, vivida com simplicidade de espírito, é aquela virtude que ajuda a enxergar longe, que nos leva a agir com “previsão”, com perspicácia. E não há cursos para ter prudência, não se estuda para ter prudência. A prudência é praticada, é vivida, é uma atitude que nasce do coração e da mente e depois é desenvolvida. A prudência, vivida com simplicidade de espírito, sempre nos ajuda a ter visão.

Violência contra as mulheres

Os semanários católicos dão testemunho disso sem se limitarem a dar “apenas as notícias do momento, que são facilmente consumidas”, mas transmitindo “uma visão humana e uma visão cristã destinada a formar mentes e corações, para que não se deixem deformar por palavras gritadas ou por crônicas que, passando com curiosidade mórbida do preto ao rosa, negligenciam a limpidez do branco”. O convite de Francisco é para promover uma “ecologia da comunicação” que vá além dos furos de reportagem e das notícias para lembrar que sempre há “sentimentos, histórias, pessoas de carne e osso que devem ser respeitadas como se fossem seus próprios parentes”.

E vemos pelas tristes notícias destes dias, pelos terríveis relatos de violência contra as mulheres, como é urgente educar para o respeito e o cuidado: formar homens capazes de relacionamentos saudáveis. Comunicar-se é formar o homem. Comunicar-se é formar a sociedade. Não abandonem o caminho da formação: ele os levará longe!

Proteção da dignidade das pessoas

Depois da formação, há o caminho da proteção, ou seja, a necessidade de “promover instrumentos que protejam todos, sobretudo os grupos mais fracos, os menores, os idosos e as pessoas com deficiências, e os protejam da intromissão do digital e das seduções da comunicação provocativa e polêmica”. A realidade da mídia católica pode “fazer crescer uma cidadania midiática protegida, pode apoiar as guarnições da liberdade informativa e promover a consciência cívica, de modo que os direitos e os deveres sejam reconhecidos também nesse campo”.

É uma questão de democracia comunicativa. E isso, por favor, façam sem medo, como Davi contra Golias: com um pequeno estilingue ele derrubou o gigante. Não joguem apenas na defensiva, mas, permanecendo “pequenos por dentro”, pensem grande, porque vocês são chamados para uma grande tarefa: proteger, por meio de palavras e imagens, a dignidade das pessoas, especialmente a dignidade dos pequenos e dos pobres, os preferidos de Deus.

O testemunho é profético

Por fim, há o caminho do testemunho, com o exemplo do beato Carlo Acutis, um jovem que “não caiu em uma armadilha, mas se tornou uma testemunha da comunicação”.

O testemunho é profecia, é criatividade, que libera e impulsiona a pessoa a arregaçar as mangas, a sair de sua zona de conforto para assumir riscos. Sim, a fidelidade ao Evangelho postula a capacidade de arriscar pelo bem. E ir contra a maré: falar de fraternidade em um mundo individualista; de paz em um mundo em guerra; de atenção aos pobres em um mundo intolerante e indiferente. Mas isso só pode ser feito com credibilidade se primeiro dermos testemunho do que estamos falando.

O chamado de Deus é para todos, disse o Papa na Audiência Geral de hoje, 22 de dezembro de 2023. Leia a matéria publicada

O chamado de Deus é para todos, disse o Papa na Audiência Geral de hoje, 22 de dezembro de 2023. Leia a matéria publicada no site vaticannews.va

“A mensagem cristã é para todos”. Esse foi o tema escolhido pelo Papa Francisco para a catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (22). Reunido com milhares de fiéis na Praça São Pedro o Pontífice enfatizou que através do encontro com Jesus os cristãos são chamados a anunciar com alegria as maravilhas do Evangelho.

Através da propagação da mensagem de Cristo, sublinhou Francisco, “existe um poder humanizador, uma realização de vida que está destinada a cada homem e a cada mulher, porque Cristo nasceu, morreu e ressuscitou por todos, não excluiu ninguém”.

O cristão deve ser aberto e extrovertido

O Papa recordou um trecho da Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual, Evangelii Gaudium:

«Todos têm o direito de receber o Evangelho. Os cristãos têm o dever de o anunciar, sem excluir ninguém, e não como quem impõe uma nova obrigação, mas como quem partilha uma alegria, indica um horizonte estupendo, oferece um banquete apetecível. A Igreja não cresce por proselitismo, mas “por atração”» (n. 14).

Francisco ao sublinhar a importância do serviço da destinação universal do Evangelho, convidou os fiéis a destacarem-se “pela capacidade de ir além de si mesmos, de superar o egoísmo e todas as fronteiras”:

“Os cristãos reúnem-se mais no adro da igreja do que na sacristia, percorrem as praças e as ruas da cidade. Devem ser abertos e expansivos, extrovertidos, e este carácter vem de Jesus, que fez da sua presença no mundo um caminho contínuo, destinado a chegar a todos, aprendendo até com alguns dos seus encontros.”

O chamado do Senhor é para servir

Ao falar sobre a pregação de Jesus narrada nos evangelhos, o Papa recordou que a propagação da Boa Nova não deve limitar-se ao povo ao qual pertence, mas deve estar aberta a todos. “A Bíblia nos mostra”, disse o Papa, “que quando Deus chama uma pessoa e faz uma aliança com alguém, o critério é sempre esse:

“O Senhor elege alguém para alcançar outros, esse é o chamado de Deus.”

Em seguida o Santo Padre destacou que todos os amigos do Senhor experimentaram a beleza, mas também a responsabilidade e o fardo de serem “escolhidos” por Ele, e completou: “todos já experimentaram o desânimo diante de suas fraquezas ou da perda de sua segurança”.

Francisco então exortou os fiéis sobre o risco do fechamento que pode assolar os cristãos:

“A tentação maior é considerar o chamado recebido como um privilégio. Por favor, não, o chamado não é um privilégio, nunca. Não podemos dizer que somos privilegiados em relação aos outros. O chamado é para um serviço. E Deus escolhe um para amar a todos, para alcançar a todos.”

Ao final da sua catequese o Papa enfatizou que o chamado de Jesus é universal: “não é para um grupo de eleitos de primeira classe”: “Deus escolhe alguém para amar a todos. Esse é o horizonte da universalidade. O Evangelho não é só para mim, é para todos, não vamos nos esquecer disso”, concluiu o Papa.