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Insistindo em fazer apelos pela paz, o Papa Leão XIV, transformou o apelo em vigília de oração e convocou os cristãos a rezar pela

Insistindo em fazer apelos pela paz, o Papa Leão XIV, transformou o apelo em vigília de oração e convocou os cristãos a rezar pela paz na Praça de São Pedro no dia 11 de abril. A postagem é do site vaticannews.va

Após celebrar a Missa da Ressurreição na Praça São Pedro, o Papa Leão XIV dirigiu à Cidade de Roma e ao Mundo a sua Mensagem de Páscoa. Disse a “quem tem armas nas mãos, que as deponha”! ” A quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz”! Convidou todos a unirem-se a ele na vigília de oração pela paz que será realizada, na Basílica de São Pedro, no próximo sábado, 11 de abril.

Em sua mensagem Urbi et Orbi, à Cidade de Roma e ao Mundo, proferida da sacada central da Basílica de São Pedro, neste domingo pascal (05/04), o Papa Leão XIV recordou que “a Páscoa é uma vitória: da vida sobre a morte, da luz sobre as trevas, do amor sobre o ódio”.

Ouça e compartilhe

“Uma vitória a um preço muito alto”, disse ele, pois “Cristo, o Filho do Deus vivo, teve de morrer, e morrer numa cruz, depois de ter sofrido uma condenação injusta, de ter sido ridicularizado e torturado, e de ter derramado todo o seu sangue. Como verdadeiro Cordeiro imolado, tomou sobre si o pecado do mundo e assim nos libertou a todos do domínio do mal, e conosco também a criação”.

Jesus percorreu até o fim o caminho do diálogo

“Mas como é que Jesus venceu? Com que força derrotou de uma vez para sempre o antigo adversário, o príncipe deste mundo? Com que poder ressuscitou dos mortos, não regressando à vida anterior, mas entrando na vida eterna e abrindo assim, na sua própria carne, a passagem deste mundo para o Pai”? Perguntou o Papa.

Esta força, este poder é o próprio Deus, Amor que cria e gera, Amor fiel até o fim, Amor que perdoa e resgata. Cristo, o nosso «Rei vitorioso», travou e venceu a sua batalha através do abandono confiante à vontade do Pai, ao seu desígnio de salvação”, disse Leão XIV, lembrando que assim, Jesus “percorreu até o fim o caminho do diálogo, não com palavras, mas com obras: para nos encontrar a nós, que estávamos perdidos, fez-se carne; para nos libertar a nós, que éramos escravos, fez-se escravo; para nos dar vida a nós, mortais, deixou-se matar na cruz”.

Força que traz a paz à humanidade

A força com que Cristo ressuscitou é completamente não violenta. É semelhante à de um grão de trigo que, ao decompor-se na terra, cresce, abre passagem pelas leivas, germina e transforma-se numa espiga dourada. É ainda mais semelhante à do coração humano que, ferido por uma ofensa, rejeita o instinto de vingança e, cheio de piedade, reza por quem o ofendeu”, disse ainda Leão XIV, acrescentando:

“Irmãos e irmãs, esta é a verdadeira força que traz a paz à humanidade, porque gera relações respeitosas a todos os níveis: entre as pessoas, as famílias, os grupos sociais, as nações. Não visa o interesse particular, mas o bem comum; não pretende impor os próprios planos, mas contribuir para os conceber e concretizar em conjunto com os outros.”

“Sim, a ressurreição de Cristo é o princípio da nova humanidade, é a entrada na verdadeira terra prometida, onde reinam a justiça, a liberdade e a paz, onde todos se reconhecem irmãos e irmãs, filhos do mesmo Pai que é Amor, Vida e Luz”, sublinhou.

Quem tem armas nas mãos, que as deponha

Segundo o Papa, com a sua ressurreição, “o Senhor coloca-nos ainda mais intensamente perante o drama da nossa liberdade. Diante do sepulcro vazio, podemos encher-nos de esperança e admiração, como os discípulos, ou de medo, como os guardas e os fariseus, obrigados a recorrer à mentira e ao subterfúgio para não reconhecerem que aquele que fora condenado tinha realmente ressuscitado”!

“À luz da Páscoa, deixemo-nos surpreender por Cristo! Deixemos transformar o nosso coração pelo seu imenso amor por nós! Quem tem armas nas mãos, que as deponha! Quem tem o poder de desencadear guerras, que opte pela paz! Não uma paz conseguida com a força, mas com o diálogo! Não com a vontade de dominar o outro, mas de o encontrar!”

 Tornamo-nos indiferentes

Leão XIV disse que nos habituamos “à violência, resignamo-nos a ela e tornamo-nos indiferentes. Indiferentes à morte de milhares de pessoas. Indiferentes às repercussões de ódio e divisão que os conflitos semeiam. Indiferentes às consequências econômicas e sociais que produzem e que todos sentimos“.

“Há uma “globalização da indiferença” cada vez mais acentuada”, frisou o Papa Leão, retomando uma expressão querida ao Papa Francisco, que um ano atrás, da Praça São Pedro, dirigiu ao mundo as suas últimas palavras, recordando-nos: «Quanto desejo de morte vemos todos os dias em tantos conflitos que ocorrem em diferentes partes do mundo!»

Vigília de oração pela paz, em 11 de abril

“A cruz de Cristo recorda-nos sempre o sofrimento e a dor que envolvem a morte, e o tormento que ela acarreta. Todos temos medo da morte e, por medo, voltamo-nos para o outro lado, preferimos não olhar. Não podemos continuar indiferentes! Não podemos resignar-nos ao mal! Santo Agostinho ensina: «Se tens medo da morte, ama a ressurreição!». Amemos também nós a ressurreição, que nos recorda que o mal não é a última palavra, porque foi derrotado pelo Ressuscitado”, disse ainda Leão XIV, lembrando que Jesus “atravessou a morte para nos dar vida e paz”: «Deixo-vos a paz; dou-vos a minha paz. A paz que eu dou não é como a dá o mundo».

“A paz que Jesus nos entrega não é aquela que se limita a calar as armas, mas aquela que toca e transforma o coração de cada um de nós! Convertamo-nos à paz de Cristo! Façamos ouvir o grito de paz que brota do coração! Por isso, convido todos a unirem-se a mim na vigília de oração pela paz que celebraremos aqui, na Basílica de São Pedro, no próximo sábado, 11 de abril.”

Saudações em dez idiomas

“Neste dia de festa, abandonemos toda a vontade de contendas, domínio e poder, e imploremos ao Senhor que conceda a sua paz ao mundo atormentado pelas guerras e marcado pelo ódio e pela indiferença, que nos fazem sentir impotentes perante o mal“, disse o Pontífice, confiando ao Senhor “todos os corações que sofrem e esperam a verdadeira paz que só Ele pode dar”.

O cardeal protodiácono Dominique Mamberti anunciou a concessão de indulgência plenária a todos os fiéis presentes e aos que receberem a sua bênção. Por fim, Leão XIV, como fez no Natal, pronunciou as saudações pascais em dez idiomas: italiano, francês, inglês, alemão, espanhol, português, polonês, árabe, chinês e latim.

Em português, disse:

“Feliz Páscoa! Levai a todos a alegria do Senhor Ressuscitado e presente entre nós.”

A intenção de oração do Papa para o mês de abril enfatiza o acompanhamento humano e espiritual dos presbíteros que atravessam momentos de dificuldades.
A intenção de oração do Papa para o mês de abril enfatiza o acompanhamento humano e espiritual dos presbíteros que atravessam momentos de dificuldades. Junte-se a esta intenção do Papa e reze pelos sacerdotes. A informação é do site vaticannews.va

Foi divulgada, nesta terça-feira (31/03), a mensagem de vídeo com a intenção de oração do Papa Leão XIV para o mês de abril, em que o Pontífice convida a rezar pelos sacerdotes em crise.

Através da Rede Mundial de Oração do Papa – com a campanha “Reza com o Papa” – o Santo Padre convida os cristãos e as pessoas de boa vontade a um breve tempo de oração, para reconhecer e aprofundar que por trás de cada ministério há uma vida que também necessita de cuidado, proximidade e escuta.

“Senhor Jesus, Bom Pastor e companheiro de caminhada, hoje colocamos nas tuas mãos todos os sacerdotes, especialmente os que atravessam momentos de crise, quando a solidão pesa, as dúvidas obscurecem o coração e o cansaço parece mais forte do que a esperança.”

O Papa pede ao Senhor “que conhece as suas lutas e feridas”, para que renove nos sacerdotes em crise “a certeza do seu amor incondicional”.

Leão XIV afirma que os presbíteros “não são funcionários nem heróis solitários, mas filhos amados, discípulos humildes e estimados, e pastores amparados pela oração de seu povo”.

Além disso, o Pontífice destaca a importância de redescobrir a dimensão comunitária do ministério sacerdotal.

“Pai bom, ensina-nos, como comunidade, a cuidar dos nossos presbíteros: a escutá-los sem julgar, a agradecer sem exigir perfeição, a partilhar com eles a missão batismal de anunciar o Reino com gestos e palavras, e a acompanhá-los com proximidade e oração sincera. Que saibamos amparar aqueles que tantas vezes nos amparam.”

O Papa reconhece que o cuidado dos sacerdotes é uma responsabilidade partilhada entre todo o Povo de Deus.

Em sua oração, o Papa pede ao Espírito Santo para reacender “nos nossos sacerdotes a alegria do Evangelho” e que eles possam contar com amizades saudáveis, “redes de apoio fraterno, sentido de humor quando as coisas não acontecem como esperavam, e com a graça de redescobrir sempre a beleza de sua vocação”. Que eles não percam a confiança em Deusnem a alegria de servir à “Igreja com um coração humilde e generoso”.

Sustentar fraternalmente aos que sustentam

O diretor internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, pe. Cristóbal Fones, destaca que esta intenção de oração é algo particularmente importante: “O Papa nos recorda que temos que sustentar fraternalmente aos que nos sustentam. Eu mesmo sinto isto em minha experiência, convivendo com tantos companheiros e amigos sacerdotes que atravessam momentos difíceis. É fundamental recordar a importância do acompanhamento humano, da amizade sincera e, sobretudo, da força da oração que sustenta. Os sacerdotes precisam saber que não estão sozinhos”.

À luz do recente magistério da Igreja — desde o Concílio Vaticano II até os ensinamentos dos últimos pontífices — se evidencia que o sacerdote é um homem frágil que necessita de misericórdia, proximidade e compreensão. Por isso, a insistência para que não enfrentem sozinhos os momentos de desânimo, mas se deixem acompanhar e sustentar pela comunidade. A fraternidade sacerdotal, a vida partilhada e a oração do Povo de Deus são como fontes essenciais de graça, capaz de renovar sua vocação e sustentá-los em sua missão de cada dia.

“O Senhor não busca sacerdotes perfeitos”

Uma Igreja sinodal é também uma Igreja que cuida e sustenta a vocação dos sacerdotes, ajudando os presbíteros a serem pastores, irmãos e pessoas melhores. O Papa Francisco, em “O Vídeo do Papa” de julho de 2018, mostrou preocupação por seus irmãos sacerdotes, e disse: “O cansaço dos sacerdotes… Sabem quantas vezes penso nisso?”

Em 27 de junho de 2025, por ocasião do Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes, o Papa Leão XIV dirigiu-se aos presbíteros com estas palavras: “Não tenham medo de sua fragilidade: o Senhor não procura sacerdotes perfeitos, mas corações humildes, abertos à conversão e prontos a amar como Ele mesmo nos amou”. Um dia antes, em 26 de junho de 2025, Leão XIV interpelou os participantes do encontro internacional “Sacerdotes felizes – «Eu vos chamo amigos», promovido pelo Dicastério para o Clero durante o Jubileu dos Sacerdotes, dizendo: “No coração do Ano Santo, queremos testemunhar juntos que é possível ser sacerdotes felizes, porque Cristo nos chamou, Cristo fez de nós seus amigos: é uma graça que queremos acolher com gratidão e responsabilidade”.

Como Rede Mundial de Oração do Papa queremos destacar que esta intenção não é somente um convite a rezar, mais também a agir: promover espaços de escuta, fomentar comunidades acolhedoras, evitar críticas destrutivas, e fortalecer vínculos como comunidade.

Sobre a Rede Mundial de Oração do Papa

A Rede Mundial de Oração do Papa é uma Obra Pontifícia confiada à Companhia de Jesus. Está presente em mais de 90 países e reúne uma comunidade espiritual de mais de 22 milhões de pessoas que procuram viver cada dia com disponibilidade para colaborar na missão de Cristo. No centro desta missão estão as intenções mensais de oração do Papa, que convidam a centrar-se nos desafios da humanidade e na missão da Igreja.

Foi fundada em 1844 como Apostolado da Oração. Em dezembro de 2020, o Papa Francisco instituiu esta Obra Pontifícia como Fundação Vaticana e aprovou os seus estatutos definitivos em julho de 2024.

 

Papa nomeia três latino-americanos para o Dicastério do Desenvolvimento Humano Integra. Trata-se do pesquisador brasileiro do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São
Papa nomeia três latino-americanos para o Dicastério do Desenvolvimento Humano Integra.
Trata-se do pesquisador brasileiro do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, Carlos A. Nobre, do arcebispo de Monterrey, no México, dom Rogelio Cabrera López, e do bispo auxiliar de Cuzco, no Peru, dom Lizardo Estrada Herrera, secretário-geral do CELAM.

O Papa Leão XIV nomeou membros do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, na segunda-feira, 30 de março, três latino-americanos.

São eles: o brasileiro Carlos A. Nobre, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, o arcebispo de Monterrey, no México, dom Rogelio Cabrera López, e o bispo auxiliar de Cuzco, no Peru, dom Lizardo Estrada Herrera, secretário-geral do Conselho Episcopal Latino-americano e Caribenho (CELAM).

Secretário-geral do CELAM

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou saudações aos três nomeados. Destaca que o ministério de dom Lizardo, marcado pela proximidade pastoral, serviço generoso e compromisso com a Igreja no Peru, é um testemunho significativo de sua dedicação ao Evangelho e às necessidades do nosso tempo.

“Esta nomeação é um reconhecimento de sua dedicação e de sua capacidade de contribuir para os grandes desafios relacionados ao desenvolvimento humano integral. Estamos confiantes de que sua participação neste importante órgão da Santa Sé contribuirá com valiosas ideias e ações em apoio à dignidade humana, à justiça social e ao cuidado com a criação”, reforça a presidência da CNBB.

Arcebispo de Monterrey

Na saudação a dom Rogelio, a presidência da CNBB reforçou que o magistério do pastor, marcado pelo compromisso pastoral, pela promoção da dignidade humana e pela busca constante do bem comum, é amplamente reconhecido na Igreja e na sociedade.

“Esta nova nomeação é um sinal da confiança da Santa Sé em sua liderança e em sua capacidade de contribuir para os desafios globais de nosso tempo. Com estima fraterna, estamos convencidos de que sua experiência e sensibilidade pastoral enriquecerão profundamente o trabalho deste Dicastério, especialmente em questões relacionadas à justiça social, à solidariedade e ao cuidado com os mais vulneráveis”, ressalta a CNBB.

Orgulho para o Brasil

Na saudação ao brasileiro Carlos A. Nobre, pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, a CNBB destaca a sua trajetória como referência mundial no estudo das mudanças climáticas, especialmente no que se refere à Amazônia.

“É motivo de profundo orgulho para o Brasil e para toda a comunidade científica internacional. Sua dedicação em promover o cuidado com a Casa Comum, em sintonia com o magistério da Igreja, representa um testemunho eloquente de compromisso com a vida, a justiça e a dignidade humana”, destaca a CNBB num trecho da saudação.

A CNBB também recorda a participação do pesquisador no Sínodo da Amazônia, em 2019, ocasião em que contribuiu significativamente para o fortalecimento do diálogo entre ciência e fé, ajudando a colocar a questão ambiental no centro das reflexões da Igreja.

Fonte: publicado no site vaticannews.va

A partir do ensinamento da Lumen Gentium, no seu capítulo III, Leão XIV dedicou sua reflexão à dimensão hierárquica do novo Povo de Deus,
A partir do ensinamento da Lumen Gentium, no seu capítulo III, Leão XIV dedicou sua reflexão à dimensão hierárquica do novo Povo de Deus, que tem seu fundamento nos Apóstolos, colunas vivas escolhidas por Jesus.

O céu ensolarado na Praça São Pedro acolheu milhares de fiéis e peregrinos que vieram ao Vaticano para a Audiência Geral com o Papa Leão XIV, nesta quarta-feira, 25 de março. Em sua catequese, o Santo Padre deu continuidade ao ciclo de reflexões sobre os documentos do Concílio Vaticano II, aprofundando o capítulo III da Constituição dogmática Lumen Gentium, dedicado à estrutura hierárquica da Igreja.

Ao iniciar sua reflexão, o Pontífice recordou que a Igreja encontra seu fundamento nos Apóstolos, escolhidos por Cristo como sustentação viva do seu Corpo, e sublinhou que essa dimensão hierárquica “opera ao serviço da unidade, da missão e da santificação de todos os seus membros”.

Fundamento apostólico da Igreja

Leão XIV também explicou que a estrutura hierárquica da Igreja está intimamente ligada à continuidade da missão confiada por Cristo aos Apóstolos. Por meio da sucessão apostólica, esse ensinamento é preservado e transmitido ao longo da história, garantindo a fidelidade ao Evangelho. Nesse sentido, destacou que a própria Lumen Gentium apresenta essa realidade como constitutiva da Igreja, e não como elemento secundário ou posterior:

“A estrutura hierárquica não é uma construção humana, funcional à organização interna da Igreja como corpo social, mas uma instituição divina destinada a perpetuar a missão dada por Cristo aos Apóstolos até ao fim dos tempos.”

Serviço ao Povo de Deus

O Papa também aprofundou a relação entre o sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial, recordando que ambos participam, de modos distintos, do único sacerdócio de Cristo e se ordenam mutuamente na vida da Igreja. Assim, a hierarquia existe em função do serviço, e não do poder. Dentro dessa missão, os ministros ordenados — bispos, presbíteros e diáconos — recebem a responsabilidade de guiar, santificar e ensinar o povo de Deus, sempre em vista da salvação de todos:

“Os bispos, em primeiro lugar, e através deles os sacerdotes e os diáconos, receberam deveres que os conduzem ao serviço de todos os que pertencem ao Povo de Deus.”

Uma hierarquia que nasce da caridade

Retomando o ensinamento conciliar, o Santo Padre enfatizou que a autoridade na Igreja deve ser compreendida à luz da caridade de Cristo, configurando-se como verdadeira “diaconia”, isto é, serviço. Trata-se de uma missão que brota do amor e se orienta para a edificação da comunidade e a transmissão fiel da fé:

“Com o adjetivo ‘hierárquica’, portanto, o Concílio deseja indicar a origem sagrada do ministério apostólico na ação de Jesus, o Bom Pastor, bem como as suas relações internas.”

Ao concluir a catequese, Leão XIV convidou os fiéis a rezarem “para que o Senhor envie à Sua Igreja ministros ardentes de caridade evangélica, dedicados ao bem de todos os batizados, e missionários corajosos em todas as partes do mundo”.

A mensagem do Papa aos redatores e leitores do encarte do Jornal Avvenire, é para nos fazer olhar as crianças perante as guerras que
A mensagem do Papa aos redatores e leitores do encarte do Jornal Avvenire, é para nos fazer olhar as crianças perante as guerras que assolam o mundo. Uma mensagem para todos. Leia a publicação do site vaticannews.va:
A condição da infância em um mundo entre guerras e IA foi o centro da mensagem de felicitações que Leão XIV dirigiu aos redatores e leitores do encarte infantil “Popotus” do jornal italiano “Avvenire”.

A ocasião são os 30 anos do encarte infantil do jornal “Avvenire”, mas a mensagem é dirigida a todos os fiéis. E é assim que o Papa Leão fala sobre as crianças “nestes dias de grande preocupação com as guerras que ameaçam o futuro da humanidade”.

Ao felicitar os redatores e os pequenos leitores de “Popotus”, Leão XIV afirma que devolver ao mundo sua beleza é possível, a pensar nele com confiança e a construí-lo sem preconceitos.

“Jesus disse aos seus discípulos: ‘Se não se converterem e não se tornarem como crianças, não entrarão no reino dos céus’. E Ele nos diz isso também hoje. Ser como crianças não é voltar atrás, mas guardar uma chave para ver o essencial de cada coisa, para encontrar respostas surpreendentes mesmo para as perguntas mais difíceis. Talvez só olhando para os olhos perdidos das crianças diante da barbárie da guerra possamos nos converter. Reaprender a olhar-nos nos olhos e a olhar o mundo com olhos puros.”

Dirigindo-se aos pais e professores, o Papa lhes agradece pelo carinho e pelo amor com que educam a infância: “Vocês são testemunhas de como as crianças nos educam enquanto as educamos e de como devemos protegê-las de uma visão desumana da informação e da educação. Todos nós, especialmente hoje, na era digital e da inteligência artificial, precisamos de uma educação permanente. E, para continuarmos sendo humanos, precisamos preservar um olhar infantil sobre a realidade”.

Também por isso, prossegue o Santo Padre, não devemos permitir que as crianças acabem acreditando que podem encontrar nos chatbots da Inteligência Artifical seus melhores amigos ou o oráculo de todo o conhecimento, “entorpecendo seu intelecto e sua capacidade de relacionamento, adormecendo sua criatividade e seus pensamentos. “Devemos zelar por sua infância e guiar seu crescimento para que sejam protagonistas de um mundo renovado”, conclui o Pontífice.

No aniversário de 10 anos da Exortação Apostólica “Amoris laetitia”, do Papa Francisco, o Papa Leão XIV convoco os presidentes das Conferências Episcopais para
No aniversário de 10 anos da Exortação Apostólica “Amoris laetitia”, do Papa Francisco, o Papa Leão XIV convoco os presidentes das Conferências Episcopais para um encontro em Outubro. Leia abaixo a mensagem e convocação do Papa.

Queridos irmãos e irmãs!

O Papa Francisco, a 19 de março de 2016, como resultado de três anos de discernimento sinodal sustentados pelo Ano Santo da Misericórdia, ofereceu à Igreja universal uma luminosa mensagem de esperança a respeito do amor conjugal e familiar: a Exortação Apostólica Amoris laetitia. Neste décimo aniversário, queremos render graças ao Senhor pelo impulso dado ao estudo e à conversão pastoral da Igreja e pedir-lhe a coragem de continuar o caminho, acolhendo sem cessar o Evangelho, na alegria de poder anunciá-lo a todos.

Como ensina o Concílio Vaticano II, a família é «o fundamento da sociedade», [1] dom de Deus e «escola de valorização humana». [2] Por meio do Sacramento do matrimónio, os cônjuges cristãos constituem uma espécie de «Igreja doméstica», [3] cujo papel é essencial na educação e transmissão da fé. Na esteira do impulso conciliar, as Exortações Apostólicas Familiaris consortio – escrita por São João Paulo II em 1981 – e Amoris laetitia (AL) estimularam o empenho doutrinal e pastoral da Igreja ao serviço dos jovens, dos esposos e das famílias.

Tendo em conta «as mudanças antropológico-culturais» (AL, 32) que se acentuaram ao longo de trinta e cinco anos, o Papa Francisco quis comprometer ainda mais a Igreja no caminho do discernimento sinodal. O seu discurso de 17 de outubro de 2015, proferido durante a XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre a família, exorta a uma «escuta recíproca» no meio do povo de Deus, «todos à escuta do Espírito Santo, o “Espírito da verdade” (Jo 14, 17), para conhecer aquilo que Ele “diz às Igrejas” (Ap 2, 7)». E especifica que não é «possível falar da família sem interpelar as famílias, auscultando as suas alegrias e as suas esperanças, os seus sofrimentos e as suas angústias».[4]

Hoje, ao colher os frutos do discernimento sinodal, a Amoris laetitia oferece um ensinamento valioso que devemos continuar a perscrutar: a esperança bíblica da presença amorosa e misericordiosa de Deus, que permite viver «histórias de amor» mesmo quando se enfrentam «crises familiares» (AL, 8); o convite a adotar «o olhar de Jesus» (AL, 60) e a estimular incansavelmente «o crescimento, a consolidação e o aprofundamento do amor conjugal e familiar» (AL, 89); o apelo a descobrir que o amor no matrimónio «sempre dá vida» (AL, 165) e que é «real» precisamente no seu modo «limitado e terreno» (AL, 113), como nos revela o mistério da Encarnação. O Papa Francisco afirma «a necessidade de desenvolver novos caminhos pastorais» (AL, 199) e de «reforçar a educação dos filhos» (AL, cap. VII), enquanto convoca a Igreja a «acompanhar, discernir e integrar a fragilidade» (AL, cap. VIII), superando uma concepção reduzida da norma, e a promover «a espiritualidade que brota da vida familiar» (AL, 313).

Como tive a oportunidade de dizer aos jovens reunidos em Tor Vergata durante o Jubileu da Esperança, «a fragilidade […] faz parte da maravilha que somos»: não fomos feitos «para uma vida onde tudo é óbvio e parado, mas para uma existência que se renova constantemente no dom, no amor».[5] Para servir à missão de anunciar o Evangelho da família às novas gerações, temos de aprender a evocar a beleza da vocação ao matrimónio exatamente no reconhecimento da fragilidade, de modo a despertar «a confiança na graça» (AL, 36) e o desejo cristão de santidade. Temos também de apoiar as famílias, em particular aquelas que sofrem tantas formas de pobreza e violência presentes na sociedade contemporânea.

Agradeçamos ao Senhor pelas famílias que, apesar das dificuldades e desafios, vivem «a espiritualidade do amor familiar […] feita de milhares de gestos reais e concretos» (AL, 315). Exprimo também a minha gratidão aos Pastores, aos agentes pastorais, às Associações de fiéis e aos Movimentos eclesiais empenhados na pastoral familiar.

Ainda mais do que há dez anos, o nosso tempo é marcado por rápidas transformações que exigem uma especial atenção pastoral às famílias, às quais o Senhor confia a tarefa de participar na missão da Igreja de proclamar e testemunhar o Evangelho.[6] Na verdade, existem lugares e circunstâncias em que a Igreja «não pode tornar-se sal da terra»[7] senão através dos fiéis leigos e, em particular, das famílias. Por isso, o compromisso da Igreja neste campo deve ser renovado e aprofundado, para que aqueles que o Senhor chama ao matrimónio e à família possam viver o seu amor conjugal em Cristo e os jovens se sintam atraídos pela intensidade da vocação matrimonial na Igreja.

Considerando as mudanças que continuam a influenciar as famílias, decidi convocar, para outubro de 2026, os Presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo, a fim de proceder, na escuta recíproca, a um discernimento sinodal sobre os passos a dar na transmissão do Evangelho às famílias de hoje, à luz da Amoris laetitia e levando em conta o que se está a realizar nas Igrejas locais.

Confio este caminho à intercessão de São José, guardião da Sagrada Família de Nazaré.

Vaticano, Solenidade de São José, 19 de março de 2026.

LEÃO PP. XIV

No próximo dia 19 de março de 2026, quinta-feira, vamos todos rezar pela paz. Este foi o convite feito ontem pelo Papa durante a
No próximo dia 19 de março de 2026, quinta-feira, vamos todos rezar pela paz. Este foi o convite feito ontem pelo Papa durante a Audiência Geral que acontece semanalmente. O Papa pediu e a CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil reafirmaram o pedido do Papa. Leia abaixo o pedido do Papa, divulgado pelo site vaticannews.va e também a nota da CNBB.
Na Audiência Geral desta quarta-feira (11/03), o Papa voltou a pedir orações pela paz mundial. Em comunhão com o Pontífice, a presidência da CNBB divulgou nota convocando os fiéis para rezarem especialmente em 19 de março, solenidade de São José, durante as celebrações eucarísticas e outros momentos de oração, a prece proposta por Leão XIV na iniciativa “Reza com o Papa”, numa súplica pelo desarmamento e pela paz.

Em comunhão ao Papa Leão XIV, que na Audiência Geral desta quarta-feira (11/03) voltou a pedir orações pela paz no Irã e em todo Oriente Médio, os bispos do Brasil também se pronunciaram em virtude dos recentes acontecimentos e da escalada de violência dos conflitos que ameaçam gerar “graves consequências para a população civil e para a estabilidade internacional”. Em nota da presidência da CNBB, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, publicada nesta terça-feira (10/03), a manifestação de “profunda preocupação” e de união ao “apelo da Igreja em diversas partes do mundo para que prevaleçam a prudência, a responsabilidade política e o compromisso sincero com a paz”.

O texto ressalta que os acontecimentos atuais recordam que “a guerra nunca é solução para os conflitos entre os povos. A violência armada provoca sofrimento incalculável, sobretudo entre os mais vulneráveis, e aprofunda feridas que comprometem o futuro das nações”.

Os bispos do Brasil também expressam solidariedade às vítimas e às comunidades “que vivem sob o peso da insegurança e do medo” nas regiões afetadas: “ao mesmo tempo, encoraja os líderes das nações a não cederem à lógica da escalada militar, mas a retomarem com urgência os caminhos da diplomacia, do diálogo e da negociação”. Inspirada na tradição da Doutrina Social da Igreja, a CNBB recorda que “a paz não é apenas ausência de guerra, mas fruto da justiça, da responsabilidade moral e da busca sincera pelo bem comum da família humana”.

A convocação da CNBB: rezar pela paz em 19 de março

Na nota, os bispos reforçam o pedido do Papa Leão XIV para que os brasileiros intensifiquem as orações pela paz, “especialmente pelas populações atingidas pela violência, para que o Senhor inspire os responsáveis pelas nações a escolherem os caminhos do entendimento, da reconciliação e do respeito à dignidade de todos os povos”. A CNBB propõe, então, que, no dia 19 de março, na solenidade de São José, as comunidades rezem durante as celebrações eucarísticas e outros momentos de oração a prece proposta por Leão XIV na iniciativa Reza com o Papa, “unindo-se espiritualmente à Igreja em todo o mundo nesta súplica pelo desarmamento e pela paz”:

“Que em nossas comunidades se eleve um só clamor a Deus: que os corações sejam desarmados, que as armas se calem e que a paz floresça entre os povos.”

Ao final da nota, a presidência da CNBB pede a intercessão de São José, reconhecido como homem justo e guardião da Sagrada Família, “para que os líderes das nações tenham sabedoria e coragem de escolher sempre os caminhos da vida, da dignidade humana e da paz”.

O Papa Leão XIV durante o Angelus deste domingo. 8 de março, compromisso com a igualdade de dignidade entre homens e mulheres, demasiadas discriminações.
O Papa Leão XIV durante o Angelus deste domingo. 8 de março, compromisso com a igualdade de dignidade entre homens e mulheres, demasiadas discriminações.

O Papa Leão XIV voltou neste domingo (08/03) a pedir o fim da guerra no Irã e a abertura do diálogo, alertando que o conflito está se espalhando por todo o Oriente Médio e semeando “um clima de ódio e medo”.

Após a oração do Angelus, Leão expressou sua “profunda consternação” pela guerra e pela forma como ela está desestabilizando o Líbano, um “baluarte” para os cristãos em uma região de maioria muçulmana, e rezou pelo fim dos bombardeios e pela abertura do diálogo “para ouvir a voz do povo”.

“Do Irã e de todo o Oriente Médio continuam chegando notícias que causam profunda consternação. Aos episódios de violência e devastação, e ao clima generalizado de ódio e medo, soma-se o temor de que o conflito se alastre e outros países da região, entre eles o querido Líbano, possam mergulhar novamente na instabilidade”.

Elevemos nossa humilde oração ao Senhor, – continuou o Papa – para que cesse o barulho das bombas, calem-se as armas e se abra um espaço de diálogo, no qual se possa ouvir a voz dos povos.

“Confio esta súplica a Maria, Rainha da Paz: que ela interceda por aqueles que sofrem por causa da guerra e acompanhe os corações pelos caminhos da reconciliação e da esperança”.

O santo Padre recordou também que neste dia 8 de março celebra-se o Dia da Mulher.

“Renovamos o compromisso, que para nós cristãos se baseia no Evangelho, pelo reconhecimento da igual dignidade do homem e da mulher”.

Infelizmente – disse o Papa -, muitas mulheres, desde a infância, ainda são discriminadas e sofrem várias formas de violência: “a elas, em especial, vai a minha solidariedade e a minha oração”.

Em seguida o Papa saudou os fiéis presentes na Praça São Pedro provenientes de várias partes do mundo desejando a todos um bom domingo.