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A intenção de oração do Papa para o mês de março convida as nações a apostar no diálogo, na diplomacia e no desarmamento. Foi
A intenção de oração do Papa para o mês de março convida as nações a apostar no diálogo, na diplomacia e no desarmamento.
Foi divulgada, nesta quinta-feira (05/03), a mensagem de vídeo do Papa Leão XIV em que o Pontífice pede para rezar pelo desarmamento e pela paz, neste mês de março.
Num contexto internacional marcado por conflitos armados e pelo aumento dos gastos militares, o Papa Leão XIV dedica a sua intenção de oração deste mês, retomando as palavras com que saudou o mundo no início de seu pontificado, «A paz esteja convosco», um lema que tem repetido como um apelo constante à reconciliação.

Através da Rede Mundial de Oração do Papa, o Santo Padre exorta a Igreja e todas as pessoas de boa vontade a rejeitar a lógica da violência e a construir uma segurança fundada na confiança, na justiça e na fraternidade entre os povos.

Através da iniciativa “Reza com o Papa”, o Pontífice dirige uma súplica profunda e esperançosa pela paz, recordando que Deus “nos criou para a comunhão, não para a guerra; para a fraternidade, não para a destruição”. Na sua oração, Leão XIV pede o dom da paz e a fortaleza para a tornar realidade na história concreta dos nossos povos.

“Hoje, elevamos a nossa súplica pela paz no mundo, pedindo que as nações renunciem às armas e escolham o caminho do diálogo e da diplomacia.”

O Santo Padre exorta a desarmar “os corações do ódio, do rancor e da indiferença, para que possamos ser instrumentos de reconciliação”.

“Ajuda-nos a compreender que a verdadeira segurança não nasce do controle que alimenta o medo, mas da confiança, da justiça e da solidariedade entre os povos.”

Em particular, ele pede aos “líderes das nações, para que tenham a coragem de abandonar projetos de morte, parar a corrida ao armamento e colocar no centro a vida dos mais vulneráveis”, expressando também uma firme rejeição à ameaça nuclear que continua condicionando o futuro da humanidade.

“Espírito Santo, faz de nós construtores fiéis e criativos de paz quotidiana: no nosso coração, nas nossas famílias, nas nossas comunidades e nas nossas cidades. Que cada palavra amável, cada gesto de reconciliação e cada decisão de diálogo sejam sementes de um mundo novo.”

Um mundo cada vez mais armado

A intenção de oração do Papa insere-se num contexto global marcado pelo aumento financiado das despesas militares. De acordo com dados recentes do Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI), as despesas militares mundiais aumentaram pelo décimo ano consecutivo em 2024, chegando aos 2,7 biliões de dólares, impulsionadas pela guerra entre a Rússia e a Ucrânia, bem como por outros conflitos armados e tensões geopolíticas.

O aumento de 9,4% em relação ao ano anterior elevou os gastos militares mundiais ao nível mais alto já registado pelo SIPRI. Como consequência, a carga militar global — os gastos militares como percentagem do produto interno bruto mundial — subiu para 2,5%. Nos países afetados por conflitos armados importantes ou de alta intensidade durante 2024, este encargo atingiu uma média de 4,4 %, em comparação com 1,9 % nos países sem conflitos.

Estes dados evidenciam o forte contraste entre os recursos destinados à indústria armamentista e as necessidades urgentes de desenvolvimento humano, assistência social e construção da paz, especialmente para as populações mais vulneráveis.

Uma oração que convida à conversão

A oração pela paz tem tido central no magistério recente da Igreja. Em janeiro de 2020, o Papa Francisco dedicou O Vídeo do Papa à intenção de oração pela “Promoção da paz no mundo”, e em abril de 2023 voltou a colocar o foco nesta urgência, pedindo para rezar “Por uma cultura da não violência”.

Por sua vez, o Papa Leão XIV confirmou que a paz é uma das grandes prioridades de seu pontificado. Em sua primeira bênção Urbi et Orbi, o Papa falou de uma paz “desarmada e desarmante”, e na sua Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2026, voltou a insistir na urgência de desativar as lógicas de confronto e substituí-las por caminhos de reconciliação, justiça e fraternidade entre os povos.

A Rede Mundial de Oração do Papa sublinha que esta intenção não se limita a uma denúncia da violência estrutural, mas propõe um caminho espiritual e concreto de conversão pessoal e compromisso comunitário. A oração, unida a ações de diálogo, educação para a paz e solidariedade entre os povos, apresenta-se como uma força capaz de transformar as relações humanas e as dinâmicas internacionais.

Com esta intenção de oração para o mês de março, o Papa renova o seu apelo para que a humanidade escolha a vida, a fraternidade e a paz, confiando que a oração partilhada possa abrir caminhos de esperança.

Sobre a Rede Mundial de Oração do Papa

A Rede Mundial de Oração do Papa é uma Obra Pontifícia confiada à Companhia de Jesus. Está presente em mais de 90 países e reúne uma comunidade espiritual de mais de 22 milhões de pessoas que procuram viver cada dia com disponibilidade para colaborar na missão de Cristo. No centro desta missão estão as intenções mensais de oração do Papa, que convidam a centrar-se nos desafios da humanidade e na missão da Igreja.

Foi fundada em 1844 como Apostolado da Oração. Em dezembro de 2020, o Papa Francisco instituiu esta Obra Pontifícia como Fundação Vaticana e aprovou os seus estatutos definitivos em julho de 2024.

Na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, 4 de março, Leão XIV refletiu sobre a natureza da Igreja à luz da Constituição dogmática Lumen
Na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, 4 de março, Leão XIV refletiu sobre a natureza da Igreja à luz da Constituição dogmática Lumen Gentium. “Não existe uma Igreja ideal e pura, separada da terra, mas apenas a única Igreja de Cristo, encarnada na história”, destacou o Pontífice.

Na Audiência Geral desta quarta-feira (4/03), na Praça São Pedro, o Papa Leão XIV deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a Constituição dogmática Lumen Gentium, refletindo sobre a natureza da Igreja. O Pontífice destacou que ela é uma realidade “complexa”, não por ser confusa, mas porque reúne, de modo harmonioso, a dimensão humana e a divina, sem que uma se oponha à outra. Não existe, segundo o Santo Padre, uma Igreja ideal separada da história, mas a única Igreja de Cristo, encarnada no tempo e formada por pessoas reais.

Ao explicar o sentido dessa “complexidade”, o Papa recordou que o primeiro capítulo da Lumen Gentium procura responder à pergunta fundamental: o que é a Igreja? Para isso, o Concílio a define como “um organismo bem estruturado, no qual coexistem as dimensões humana e divina, sem separação nem confusão”.

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A dimensão humana e a origem divina da Igreja

Leão XIV explicou que a dimensão humana da Igreja é a mais visível: trata-se de uma comunidade de homens e mulheres que vivem a alegria e o peso de ser cristãos, com suas forças e fragilidades, anunciando o Evangelho e sendo sinal da presença de Cristo no mundo. Contudo, essa descrição não é suficiente para compreender plenamente a Igreja, que possui também uma origem e uma dimensão divina.

“A Igreja não é fruto de uma perfeição ideal dos seus membros, mas nasce do plano de amor de Deus pela humanidade, realizado em Cristo.”

A Igreja à luz da humanidade de Cristo

O Papa recordou que, por isso, a Igreja é, ao mesmo tempo, comunidade terrena e Corpo Místico de Cristo, assembleia visível e mistério espiritual, realidade inserida na história e povo em peregrinação rumo ao céu. Para ilustrar essa realidade, recorreu à experiência dos discípulos com Jesus. Eles encontravam um homem concreto, com rosto, voz e gestos, mas, ao segui-lo, abriam-se ao encontro com o próprio Deus: “A carne de Cristo, o seu rosto, os seus gestos e as suas palavras manifestam visivelmente o Deus invisível.”

Da mesma forma, ao olhar para a Igreja, vê-se uma dimensão humana feita de pessoas que, por vezes, refletem a beleza do Evangelho e, em outras, mostram limites e erros. No entanto, é precisamente através dessa fragilidade que Cristo continua a agir e a salvar.

Não há oposição entre Evangelho e instituição

O Santo Padre recordou as palavras de Bento XVI para reafirmar que não existe oposição entre o Evangelho e as estruturas da Igreja, pois elas servem justamente para tornar o Evangelho concreto na vida do nosso tempo:

“Não existe uma Igreja ideal e pura, separada da terra, mas apenas a única Igreja de Cristo, encarnada na história. A santidade da Igreja consiste nisto: no fato de Cristo habitar nela e continuar a doar-se através da pequenez e fragilidade dos seus membros.”

A caridade edifica a Igreja

Já na parte final da catequese, Leão XIV recordou que Deus se manifesta por meio da fraqueza humana e convidou os fiéis a edificarem a Igreja não apenas por meio das suas estruturas visíveis, mas sobretudo através da comunhão e da caridade, que geram constantemente a presença do Ressuscitado.

E, citando Santo Agostinho, o Pontífice concluiu: “Queira o céu que todos pensem somente na caridade: ela só, de fato, conquista todas as coisas, e sem ela todas as coisas são inúteis; onde quer que se encontre, atrai todas as coisas a si”.

Papa Leão XIV pede paz para os países em guerra. Matéria publicada no site vaticannews.va “Dirijo um veemente apelo sincero às partes envolvidas para
Papa Leão XIV pede paz para os países em guerra. Matéria publicada no site vaticannews.va
“Dirijo um veemente apelo sincero às partes envolvidas para que assumam a responsabilidade moral de deter a espiral de violência antes que ela se torne um abismo irreparável! Que a diplomacia recupere seu papel e promova o bem-estar dos povos que anseiam por uma coexistência pacífica, fundada na justiça”, foi o apelo do Pontífice.

“Que a diplomacia recupere seu papel e promova o bem dos povos, que anseiam por uma coexistência pacífica, fundada na justiça”. Poucos dias depois do quarto aniversário da invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia, as atenções nestas horas se voltam em particular para o Irã, onde um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel atingiu desde a manhã de sábado diversas cidades iranianas, matando o líder supremo Ali Khamenei. O Irã reagiu, atingindo Israel, bases estadunidenses, além de países vizinhos: hotéis e o aeroporto de Dubai, os cais utilizados pela Marinha Francesa em Abu Dhabi, um posto militar dos EUA em Erbil (Iraque), um petroleiro no Golfo Pérsico, o porto omanita de Duqm, escritórios da Marinha dos EUA no Bahrein, alvos na Arábia Saudita, Kuwait e Catar. O espaço aéreo sírio e jordaniano foi violado e drones foram enviados para o Mediterrâneo Oriental. E, claro, o território do Estado judeu.

Logo após rezar a oração mariana do Angelus, a preocupação de Leão XIV e o apelo ao diálogo:

Acompanho com profunda preocupação o que está acontecendo no Oriente Médio e no Irã nestas horas dramáticas. A estabilidade e a paz não se constroem por meio de ameaças recíprocas, nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas somente por meio de um diálogo razoável, autêntico e responsável.

Diante dos desdobramentos imprevisíveis do conflito, o Santo Padre pediu ainda que a diplomacia recupere o seu papel, reiterando que os povos anseiam pela paz fundada na justiça:

Diante da possibilidade de uma tragédia de proporções enormes, dirijo um veemente apelo às partes envolvidas para que assumam a responsabilidade moral de deter a espiral de violência antes que ela se torne um abismo irreparável! Que a diplomacia recupere seu papel e promova o bem dos povos, que anseiam por uma coexistência pacífica, fundada na justiça. E continuemos a rezar pela paz. 

E o pedido a continuar a rezar pela paz não se refere apenas ao Oriente Médio. A atenção do Pontífice se voltou também para a “guerra aberta” entre Paquistão, que possui armas nucleares, e o Afeganistão, onde o Talibã é especialista em guerra de guerrilha:

Além disso, nestes dias, chegam notícias preocupantes de confrontos entre o Paquistão e o Afeganistão. Elevo a minha súplica por um retorno urgente ao diálogo. 

E mais uma vez o pedido:

Rezemos juntos para que a harmonia prevaleça em todos os conflitos do mundo. Somente a paz, um dom de Deus, pode curar as feridas entre os povos.

Primeiras viagens do Papa Leão XIV para 2026 foram anunciadas no site vaticannews.va: dez dias na África, entre Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial,
Primeiras viagens do Papa Leão XIV para 2026 foram anunciadas no site vaticannews.va: dez dias na África, entre Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial, um dia em Monte Carlo e seis dias na Espanha, entre Madri, Barcelona e as Ilhas Canárias.

Uma viagem de dez dias à África, duas viagens à Europa, uma viagem de um único dia ao Principado de Mônaco e uma viagem de seis dias à Espanha e às Ilhas Canárias. Após a significativa viagem à Turquia e ao Líbano no final de 2025 e o anúncio das viagens pela Itália – que o levarão, entre outros, a Lampedusa -, o Papa Leão XIV retoma suas peregrinações ao redor do mundo, conforme anunciado nesta quarta-feira (25/10) pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

A mais longa delas — de 13 a 23 de abril — o levará a seguir os passos de Santo Agostinho na Argélia (Argel e Annaba); depois à África Central, na República dos Camarões (Yaoundé, Bamenda e Douala); Angola (Luanda, Muxima e Saurimo); e por fim Guiné Equatorial (Malabo, Mongomo e Bata).

Uma viagem complexa, que é contemporaneamente uma viagem em memória do Santo de Hipona, a quem o Sucessor de Pedro é ligado, para então visitar outros dois países, com particular atenção aos mais vulneráveis, aos pobres e àqueles que cuidam deles.

A paz também será um dos objetivos: Leão XIV viajará para a região de língua inglesa ao norte dos Camarões. A última parada será a Guiné Equatorial, único país de língua espanhola na África.

Uma peregrinação que, por sua duração, se assemelha àquela realizada na África por São João Paulo II em 1985, com sete países visitados em 11 dias.

A viagem de um dia ao Principado de Mônaco, em 28 de março – véspera da Semana Santa – será a primeira de sua série de Viagens Apostólicas no primeiro semestre de 2026. Leão XIV responde assim positivamente aos reiterados convites feitos pelas autoridades monegascas, primeiro ao Papa Francisco e depois a ele próprio.

O Principado representa uma realidade europeia onde o catolicismo é a religião oficial e onde o diálogo entre as instituições civis e a Igreja mantém uma importância concreta, inclusive no debate público. O compromisso do Principado com a paz também é significativo, visto que pela primeira vez na época moderna receberá um Pontífice.

Por fim, de 6 a 12 de junho, Leão XIV visitará a Espanha – a capital Madri e depois Barcelona – ​​para inaugurar a nova e mais alta torre da Sagrada Família, a basílica monumental que remodelou o horizonte da cidade catalã. A visita coincide com o centenário da morte do brilhante arquiteto que “sonhou” a Basílica e iniciou sua construção, Antoni Gaudí, declarado Venerável Servo de Deus no ano passado.

O Pontífice, permanecendo na Espanha, se deslocará de Barcelona para as Ilhas Canárias, para realizar uma viagem que já estava no coração de Francisco, como destacou o cardeal arcebispo de Madri, José Cobo Cano, em janeiro passado. Nesta etapa, os destinos serão Tenerife e Gran Canaria.

Por meio dessas três viagens, o Bispo de Roma terá a oportunidade de encontrar uma grande variedade de países e situações, desde uma nação muçulmana como a Argélia, onde os cristãos são uma pequena minoria e uma semente de fraternidade, até países de maioria cristã localizados no coração do continente africano, com seus desafios e seu alegre testemunho de fé.

O Papa fará uma breve visita ao segundo menor país do mundo – depois da Cidade do Estado do Vaticano -, localizado na Riviera Francesa, e em seguida viajará para uma nação europeia, a Espanha, cuja identidade foi moldada pela fé cristã, mas que sofre com a secularização. E concluirá a viagem com as Ilhas Canárias, uma das principais rotas migratórias da África para a Europa, com dezenas de milhares de desembarques a cada ano.

Após a oração do Angelus, o Pontífice pediu o fim imediato dos combates, libertação de prisioneiros e diálogo sincero. “Convido todos a unirem-se em
Após a oração do Angelus, o Pontífice pediu o fim imediato dos combates, libertação de prisioneiros e diálogo sincero. “Convido todos a unirem-se em oração pelo martirizado povo ucraniano e por todos aqueles que sofrem por causa desta guerra”, suplicou.

“Quantas vítimas, quantas vidas e famílias despedaçadas, quanta destruição, quanto sofrimento indescritível! (…) Que as armas se calem, que cessem os bombardeamentos, que se chegue sem demora a um cessar-fogo e que se reforce o diálogo para abrir caminho à paz.”

Após a oração do Angelus deste domingo, 22/02, o Papa Leão XIV renovou com firmeza seu apelo pedindo o fim da guerra na Ucrânia, ao lembrar que já se passaram quatro anos desde o início deste dramático conflito “que está diante dos olhos de todos”. O Pontífice destacou que a paz não pode ser adiada e deve encontrar espaço nos corações, transformando-se em decisões responsáveis:

“Toda guerra é realmente uma ferida infligida à inteira família humana: deixa para trás morte, devastação e um rastro de dor que marca gerações. (…) Convido todos a unirem-se em oração pelo martirizado povo ucraniano e por aqueles que sofrem em razão desta guerra e dos outros conflitos no mundo, para que o tão esperado dom da paz possa brilhar nos nossos dias.” 

Um cenário de sofrimento e destruição

A guerra teve início em 24 de fevereiro de 2022, quando a Rússia lançou uma invasão em larga escala contra a Ucrânia. Desde então, o conflito provocou dezenas de milhares de mortos e feridos, destruiu cidades inteiras e forçou milhões de pessoas a se deslocarem dentro e fora do país. Organismos internacionais classificam esta como a maior crise humanitária da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com impactos profundos na segurança, na economia e na vida diária da população civil, sem que até o momento tenha sido alcançado um acordo definitivo para o fim das hostilidades.

Desde o início do conflito na Ucrânia, o Papa Francisco reiterou inúmeros pedidos pelo fim da guerra e pela libertação de prisioneiros, com atenção especial às crianças e às vítimas civis, enquanto o rigor do inverno agravava os danos provocados pelos bombardeios. Ao longo desses anos, a Santa Sé manteve apoio humanitário à população ucraniana, dialogou com líderes como Putin e Zelensky, recebeu associações, famílias e refugiados, e reafirmou sua disposição em sediar negociações de paz, sublinhando a importância do engajamento da Europa e da Itália. O Papa Leão XIV deu continuidade a esse compromisso pela paz, enviando também ajudas concretas ao país.

Fonte: publicado no site vaticannews.va
Por ocasião da Abertura da Campanha da Fraternidade 2026, o Papa enviou uma mensagem ao povo brasileiro. Leia abaixo a matéria publicada no site

Por ocasião da Abertura da Campanha da Fraternidade 2026, o Papa enviou uma mensagem ao povo brasileiro. Leia abaixo a matéria publicada no site cnbb.org.br e no link a mensagem do Papa.

Confira o texto da mensagem na íntegra:
Mensagem do Papa Leão XIV à Campanha da Fraternidade 

Em referência a um dos sermões de Santo Agostinho, o Papa reforça na mensagem que a Quaresma é um tempo litúrgico durante o qual “recebemos um especial chamado de Deus a uma autêntica conversão, redirecionando toda a nossa vida para Ele, ao seguirmos, por meio do jejum e a penitência, os passos de Nosso Senhor que se retirou no deserto por quarenta dias. Neste tempo de intensa oração, somos igualmente convidados a praticar com renovado empenho a virtude da caridade com os mais pobres e necessitados, com os quais o próprio Cristo se identifica (cf. Mt 25, 35-40). O Espírito Santo, autor da nossa santificação, nos conduza ao longo deste caminho”, afirmou.

O Santo Padre destacou, no documento, o papel das Campanhas da Fraternidade: “Com o intuito de animar o povo fiel em cada itinerário quaresmal, há mais de sessenta anos que a Igreja no Brasil realiza a Campanha da Fraternidade, momento em que, como comunidade de fé, dirige a sua ação pastoral e caritativa aos pobres, os verdadeiros destinatários do nosso amor preferencial, como fiz questão de recordar na Exortação Apostólica Dilexi te: convencidos de que «existe um vínculo indissolúvel entre a nossa fé e os pobres» (n. 36), «devemos empenhar-nos cada vez mais em resolver as causas estruturais da pobreza» (n94).”.

 

“Escutar e jejuar. Quaresma como tempo de conversão” é o título da mensagem do Papa Leão XIV para a Quaresma de 2026. O Pontífice
“Escutar e jejuar. Quaresma como tempo de conversão” é o título da mensagem do Papa Leão XIV para a Quaresma de 2026. O Pontífice convida os fiéis a um “jejum que também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas e aumente o espaço dado à voz do outro”.

Um jejum de palavras ofensivas: este é o convite do Papa Leão XIV aos fiéis que se preparam para viver a Quaresma, “tempo em que a Igreja nos convida a recolocar o mistério de Deus no centro da nossa vida”.

Para que a nossa fé ganhe novo impulso e o coração não se perca entre as inquietações e as distrações do quotidiano, o Pontífice recorda que é preciso empreender o caminho de conversão, que começa quando nos deixamos alcançar pela Palavra e a acolhemos com docilidade de espírito.

EscutarEste ano, o Papa destaca, em primeiro lugar, a importância de dar lugar à Palavra através da escuta, “pois a disponibilidade para escutar é o primeiro sinal com que se manifesta o desejo de entrar em relação com o outro”.

Escutar a Palavra na liturgia, escreve o Pontífice, nos educa para uma escuta mais verdadeira da realidade. “Entre as muitas vozes que passam pela nossa vida pessoal e social, as Sagradas Escrituras tornam-nos capazes de reconhecer aquela que surge do sofrimento e da injustiça, para que não fique sem resposta.”

Jejuar

Se a Quaresma é um tempo de escuta, prossegue o Papa, o jejum constitui uma prática concreta que nos predispõe a acolher a Palavra de Deus. Por implicar o corpo, é útil para discernir e ordenar os “apetites”, para manter vigilante a fome e a sede de justiça, subtraindo-a à resignação e instruindo-a a fim de se tornar oração e responsabilidade para com o próximo.

No entanto, adverte o Santo Padre, para que o jejum conserve a sua autenticidade evangélica e evite a tentação de envaidecer o coração, deve ser sempre vivido com fé e humildade e deve incluir também outras formas de privação.

Leão XIV então convida os fiéis a uma forma de abstinência “muito concreta e frequentemente pouco apreciada”, ou seja, a abstinência de palavras que atingem e ferem o nosso próximo.

“Comecemos por desarmar a linguagem, renunciando às palavras mordazes, ao juízo temerário, ao falar mal de quem está ausente e não se pode defender, às calúnias.”

Em vez disso, o Papa propõe aprender a medir as palavras e a cultivar a gentileza na família, entre amigos, nos locais de trabalho, nas redes sociais, nos debates políticos, nos meios de comunicação social e nas comunidades cristãs. “Assim, muitas palavras de ódio darão lugar a palavras de esperança e paz.”

Juntos

O Pontífice conclui recordando que a Quaresma realça a dimensão comunitária da escuta da Palavra e da prática do jejum.

“As nossas paróquias, famílias, grupos eclesiais e comunidades religiosas são chamadas a percorrer, durante a Quaresma, um caminho partilhado, no qual a escuta da Palavra de Deus, assim como do clamor dos pobres e da terra, se torne forma de vida comum e o jejum suporte um verdadeiro arrependimento.”

O Papa encerra sua mensagem exortando os fiéis a pedirem a graça de uma Quaresma que torne os nossos ouvidos mais atentos a Deus e aos últimos.

“Peçamos a força de um jejum que também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas e aumente o espaço dado à voz do outro. E comprometamo-nos a fazer das nossas comunidades lugares onde o clamor de quem sofre seja acolhido e a escuta abra caminhos de libertação, tornando-nos mais disponíveis e diligentes no contributo para construir a civilização do amor. De coração, abençoo todos vocês e o seu caminho quaresmal.”

 

Fonte: publicado em vaticannews.va

O Vaticano divulga a escolha do Papa para o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos. Leia a matéria publicada no site vaticannews.va O
O Vaticano divulga a escolha do Papa para o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos. Leia a matéria publicada no site vaticannews.va
O amor fiel de Deus, que nunca abandona seus filhos, mesmo na fragilidade da velhice, inspira o tema escolhido pelo Papa Leão XIV para a sexta edição do Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, que será celebrada no próximo dia 26 de julho. A data coincide com a festa litúrgica de São Joaquim e Sant’Ana, avós de Jesus.

“Eu nunca te esquecerei” (Is 49,15) é o tema escolhido pelo Papa Leão XIV para o VI Dia Mundial dos Avós e dos Idosos. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 10 de fevereiro, por meio de um comunicado do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. A frase, extraída do livro do profeta Isaías, sublinha que o amor de Deus por cada pessoa jamais diminui, nem mesmo no tempo da velhice e da fragilidade.

Segundo o comunicado, o versículo bíblico escolhido deseja ser uma mensagem de consolação e esperança para todos os avós e idosos, especialmente para aqueles que vivem na solidão ou se sentem esquecidos. Ao mesmo tempo, é também um apelo dirigido às famílias e às comunidades eclesiais para que não se esqueçam dos idosos, reconhecendo neles uma presença preciosa e uma verdadeira bênção.

Instituído pelo Papa Francisco em 2021, o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos é celebrado todos os anos no quarto domingo de julho e se apresenta como uma oportunidade para fazer chegar aos idosos a proximidade da Igreja e para valorizar sua contribuição na vida das famílias e das comunidades. Neste ano, a celebração ocorrerá no domingo, 26 de julho, coincidindo com a festa dos santos Joaquim e Ana, avós de Jesus.

O Santo Padre convida as dioceses a celebrarem esta Jornada com uma liturgia eucarística na igreja catedral de cada Igreja particular. O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida exorta ainda as Igrejas particulares, as associações e as comunidades eclesiais de todo o mundo a encontrarem, em seus contextos locais, formas adequadas de valorizar esta data. Para esse fim, serão posteriormente disponibilizados instrumentos pastorais específicos.