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O Papa Francisco enviou mensagem para o 2º Encontro “A Ciência para a Paz” que acontece na Itália. A divulgação é do site vaticannews.va
O Papa Francisco enviou mensagem para o 2º Encontro “A Ciência para a Paz” que acontece na Itália. A divulgação é do site vaticannews.va
Os melhores votos do Papa Francisco aos participantes do 2º Encontro Internacional “A Ciência para a Paz”, que teve início na cidade de Abruzzo. Na mensagem, a exortação aos homens e mulheres da ciência a realizarem a pesquisa como forma de caridade destinada a “apoiar a construção de uma renovada proximidade”. Entre os discursos desta manhã, o de Monsenhor Dario Edoardo Viganò, vice-reitor da Pontifícia Academia de Ciências.

A cidade de Teramo e o vizinho município de Isola del Gran Sasso sediam hoje, 30 de junho, e amanhã o segundo Encontro Internacional A Ciência para a Paz, intitulado: “Novos discípulos do conhecimento: o método científico na mudança de era”.

Em continuidade com a primeira edição de 2021 – explicam os organizadores – o evento abordará o tema do método científico “a ser desenvolvido em todas os âmbitos da pesquisa e cuja partilha, por parte dos homens e mulheres da ciência, se revela como caminho privilegiado para construir a paz e promover o desenvolvimento dos povos, tema mais atual do que nunca “à luz dos recentes desenvolvimentos do conflito à porta da Europa”.

O Papa: a pesquisa faz parte de um autêntico serviço de caridade

E é o Papa Francisco a desejar aos participantes do encontro na manhã desta sexta-feira um “frutífero desenvolvimento dos trabalhos”. Sua saudação é transmitda por meio de uma mensagem dirigida ao bispo de Teramo-Atri, dom Lorenzo Leuzzi. “Para o vosso encontro – afirma o Papa – escolhestes um tema de grande interesse, que oferece uma perspectiva rica de esperança para o futuro da humanidade. Ser homens e mulheres da ciência, de fato, é uma vocação e, ao mesmo tempo, uma missão, uma forma específica de caridade: aquela intelectual”.

Francisco então sublinha que, como afirmou o Beato Antonio Rosmini, existe um vínculo fundamental entre a verdade e a caridade. Pesquisa e estudo da verdade, de fato, “são parte imprescindível de um autêntico serviço de caridade”, porque “conduzem o homem a um conhecimento cada vez mais pleno da verdade, até ao abrir-se ao dom de Deus”. Por isso, retomando o ensinamento de Rosmini, o Santo Padre observa que o conhecimento entre os homens deve ser incansavelmente promovido.

A caridade intelectual para uma renovada proximidade

A caridade intelectual, continua Francisco, hoje não pode ser reservada apenas para os iniciados, mas deve “apoiar a construção de uma renovada proximidade”. E recorda o que disse Paulo VI em 1954: “Hoje a caridade intelectual deve suscitar na pessoa o ‘pensar grande'” e sublinha que só a harmonia entre o conhecimento e amor, entre fé e razão, pode responder às necessidades do ser humano.

O Papa Francisco pensa nas novas gerações que esperam encontrar “discípulos de conhecimento desta pujança”. E inspirado em palavras de São Paulo VI dirigidas aos homens de pensamento no encerramento do Concílio Vaticano II afirma: “Na verdade e na caridade está o caminho da paz”.

O segundo Encontro Internacional

O Encontro “A Ciência para a Paz” é promovido pela diocese de Teramo-Atri e pela Universidade de Estudos da cidade em colaboração com a Pontifícia Academia de Ciências, o Ministério de Universidade e Pesquisa, os Laboratórios Nacionais de Gran Sasso- INFN, a Representação na Itália da Comissão Europeia e do Comitê de Coordenação Regional das Universidades de Abruzzo.

Entre os palestrantes, juntamente com numerosos cientistas de realidades acadêmicas de todo o mundo, estão Maria Chiara Carrozza, presidente do Conselho Nacional de Pesquisas; Antonio Zoccoli, presidente do Instituto Nacional de Física Nuclear; Teodoro Valente, presidente da Agência Espacial Italiana; Carlo Doglioni, presidente do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia e Marco Tavani, presidente do Instituto Nacional de Astrofísica. As saudações da Ministra de Universidade e Pesquisa Anna Maria Bernini são aguardadas on-line.

Viganò: necessário promover “pensamento complexo”

Um dos primeiros a falar pela manhã foi monsenhor Dario Edoardo Viganò, vice-chamceler da Pontifícia Academia de Ciências, que abordou o tema da especificidade da ciência no contexto do “pensamento complexo” e se concentrou na comparação a nível antropológico-filosófico com dois dos desafios colocados pelos mais recentes desenvolvimentos técnico-científicos: o Antropoceno e a Inteligência Artificial (IA).

Monsenhor Viganò destaca o quanto hoje o fenômeno da pseudociência é galopante em todo o mundo. “A atitude anticientífica – observa – parece seduzir com o uso de uma tática convincente de desinformação, desenvolvendo falsos debates e recorrendo a argumentações infundadas”.

Neste sentido, é necessária uma ação conjunta contraposta que envolva as esferas da comunicação, da educação, da ética e da filosofia, bem como as esferas legislativa, política e espiritual que interroga o ser humano “sobre o sentido da pesquisa científica, com uma ‘abertura à questão do sentido último da existência”.

Objeto de esclarecimento de cada esfera é o próprio conceito de “ciência”, continua o vice-chanceler da Pontifícia Academia, que oferece um rápido excursus histórico da abordagem a partir desse processo de diferenciação dos saberes iniciada pela modernidade com sua consequente fragmentação.

Desenvolver uma relação harmoniosa entre a natureza e os seres humanos

Em seu discurso, o vice-chanceler aborda, portanto, os dois desafios cruciais já mencionados com os quais o “pensamento complexo” deve confrontar-se hoje na colaboração entre cientistas e intelectuais: o Antropoceno e a Inteligência artificial. A primeira indica a nova era geológica, percebida pelo estudo das alterações do equilíbrio atmosférico desde a década de 1990, uma era “definida pelas marcas, feridas e cicatrizes causadas pela humanidade, cuja atividade colocou as condições de vida à beira do colapso”.

Perante a sensação de uma catástrofe iminente que possa se abater sobre a terra, cujos sinais são “a perda da biodiversidade, a emergência climática, a degradação dos ecossistemas, a ameaça nuclear e, a nível puramente social, o aumento das injustiças e das desigualdades ”, monsenhor Viganò convida a repensar a pertença do ser humano à mesma natureza e à vida do cosmos com a qual “desenvolver uma relação harmoniosa”.

O segundo desafio para o qual Viganò chama a atenção é aquele representado pelo enorme desenvolvimento da Inteligência Artificial: o risco revelado por muitos é uma possível “domesticação” do computador sobre homem, em que “dispositivos dotados com Inteligência Artificial reivindicam drasticamente sua autonomia e declaram guerra à humanidade”.

Redescobrir a capacidade de maravilhar-se

Aproximando-se da conclusão, monsenhor Viganò propõe uma última consideração que nasce da constatação do eclipse, entre as emoções humanas, de um maravilhar-se chave para uma “compreensão mais aprofundada da realidade”. Em seu lugar hoje domina a ansiedade e o impulso de consumir. Mas o “maravilhar-se”, observa Viganò, “não está apenas na origem da filosofia, mas é também um elemento antropológico constitutivo que permite a relação com o Outro e com os outros”.

O desejo expresso ao final pelo vice-chanceler aos participantes é para “tornarem-se anunciadores da maravilha, educando as novas gerações neste horizonte”.

O papa Francisco foi reconhecido pelo esforço que tem feito pela paz entre Ucrânia e Rússia. A divulgação é do site vaticannews.va Jaka Bizilj,
O papa Francisco foi reconhecido pelo esforço que tem feito pela paz entre Ucrânia e Rússia. A divulgação é do site vaticannews.va
Jaka Bizilj, fundador da organização internacional que promove valores e mudanças no mundo por meio de filmes, presenteou o Papa Francisco com uma honorificência pelo que fez nos últimos meses, muitas vezes “em silêncio”, pela população do país agredido: “Ajudou as pessoas e procurou salvar as crianças e levar para casa os prisioneiros. Ele favoreceu os corredores humanitários e, indo à Embaixada da Rússia no primeiro dia, tentou conter o conflito”.

Um “verdadeiro homem de paz” e um “diplomata de Deus” que “no silêncio” bateu em todas as portas possíveis neste ano e meio de guerra na Ucrânia para “levar a liberdade ao povo”, para tentar “ajudar o pessoas, salvar as crianças, negociar para levar para casa os prisioneiros de guerra”. Que enviou ajuda e até ambulâncias ao país, que privilegiou a criação de corredores humanitários e que “no primeiro dia do ataque, se dirigiu à Embaixada da Rússia para contactar Putin numa tentativa de deter a guerra”.

Um reconhecimento

É elencando todas as ações realizadas pelo Papa por trás da cortina selvagem da guerra travada na Europa Oriental, que Jaka Bizilj, escritor e produtor de origem eslovena, explicou as razões pelas quais escolheu conferir ao Papa Francisco o prêmio honorário de Cinema for Peace. Ele mesmo fez a entrega nas mãos do Papa na tarde de terça-feira, 27 de junho, na Casa Santa Marta.

A honorificência é o reconhecimento da organização internacional de mesmo nome, criada após o ataque de 11 de setembro às Torres Gêmeas, com o objetivo de influenciar por meio de filmes a perceção e resolução dos desafios sociais, políticos e humanitários globais e de opor-se à guerra e ao terrorismo.

Em 2008, nasceu a Cinema for Peace Foundation, organização internacional sem fins lucrativos que promove a mudança e os valores por meio do cinema, falando das desigualdades e injustiças e, ao mesmo tempo, oferecendo esperança e soluções para um futuro melhor. Nos últimos anos, o Cinema for Peace tem apoiado uma série de causas importantes e filmes com atores e personalidades de Hollywood, como o Dalai Lama e Nelson Mandela.

Em memória das crianças mortas

Agora é o Papa quem recebe este “humilde símbolo”, entregue com evidente emoção por Bizilj na sala da Casa Santa Marta onde se sobressai o ícone de Maria Desatadora de Nós. O motivo é o trabalho humanitário “singular” realizado pelo Bispo de Roma em favor das vítimas da guerra na Ucrânia, a começar pelas crianças. E o reconhecimento é dedicado a todas as “crianças mortas” no país do Leste Europeu.

Acima de tudo, explicou Bizilij ao Papa, queremos lembrar um menino de um ano que morreu em um ataque com mísseis russos em 8 de março de 2022. O pai, disse ele, participou na terça-feira da exibição na Universidade Europeia do documentário sobre a Ucrânia Freedom on FireUkraine’s Fight for Freedom, do diretor Evgeny Afineevsky. “Ele acredita que seus filhos estão agora no céu, em um mundo melhor”, disse Bizilj.

“Eu preciso que rezem por mim”

Uma esperança dada a ele pela fé cristã, mas também pelas constantes mensagens do Papa Francisco nestes meses de horror: “O senhor é o homem que deu esperança a tantas pessoas… É uma honra para nós para poder lhe dar este prêmio, milhões de pessoas depositam tanta esperança no senhor e todos os pais que perderam seus filhos pensam que agora estão no paraíso. O senhor dá esperança e inspiração às pessoas”, disse o fundador do Cinema For Peace.

“Um verdadeiro diplomata de Deus – acrescentou. Pensamos que o senhor é o homem de paz mais importante do mundo, um exemplo não só para os cristãos, mas também para todas as pessoas do mundo”. “Thank you. Obrigado! É muito gentil de sua parte”, foi a resposta do Papa que, como sempre, pediu para rezar por ele: “Pray for me.… preciso que rezem fortemente por mim”.

A canção “Corações ardentes” será o hino da Campanha Missionária 2023 e do 5º Congresso Missionário Nacional. Composto e interpretado pelo músico Antonio Cardoso,

A canção “Corações ardentes” será o hino da Campanha Missionária 2023 e do 5º Congresso Missionário Nacional. Composto e interpretado pelo músico Antonio Cardoso, o hino anima e inspira as ações missionárias da Igreja ao longo deste ano.

A Campanha Missionária realizada no mês de outubro em todas as dioceses do Brasil tem como tema “Ide! Da Igreja local aos confins do mundo” e como inspiração bíblica, baseada no texto dos discípulos de Emaús, o lema “Corações ardentes, pés a caminho” (cf. Lc 24,13-35). Em comunhão com o mês missionário, o 5º Congresso Missionário Nacional (5CMN) terá o mesmo tema e lema. O evento vai receber mais de 800 participantes, de 10 a 15 de novembro, na Arquidiocese de Manaus (AM). Essas atividades são coordenadas pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM).

Sobre o hino: uma canção da vida
O cantor Antonio Cardoso gentilmente colaborou na construção deste hino. Com 45 anos de dedicação à música, Antonio Cardoso iniciou sua trajetória com o apoio do Pe. Zezinho. Ao longo destes anos de vida missionária, realiza inúmeros shows pelas dioceses do Brasil, cantando a missão nos lares e na vida das famílias. Em sua carreira musical, gravou dois compactos, três LPs, quatro CDs e participou de vários discos celebrativos.

Antonio lembra que, no processo de composição do hino, pode resgatar sua origem missionária. “Construímos esta canção com simplicidade, mas, com os corações ardentes e os pés a caminho, porque é urgente caminharmos da Igreja local aos confins do mundo. Agradeço de coração a muitos que sugeriram frases e palavras nesta canção. Do nosso saber brotam profundas reflexões mas, é o nosso querer que nos impele a sairmos do quarto escuro e intimista para a luz sobre o candeeiro, porque o saber só tem sentido quando verdadeiramente reconhecemos Jesus na canção da vida, pura e simples”, destacou o músico.

https://youtu.be/PCBBFkRohao

 

Vaticano divulga encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o Papa. A divulgação é do site vaticannews.va Depois do encontro com o
Vaticano divulga encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o Papa. A divulgação é do site vaticannews.va
Depois do encontro com o Papa Francisco o presidente Lula se encontrou com o dom Edgar Peña Parra, Substituto para os Assuntos Gerais da Secretaria de Estado.

A Sala de Imprensa vaticana informou que na tarde de hoje, quarta-feira, 21 de junho de 2023, o Santo Padre o Papa Francisco recebeu em Audiência, no ambiente anexo à Sala Paulo VI, o Presidente da República Federativa do Brasil, Sua Excelência o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, que, posteriormente, se encontrou com o Excelentíssimo Dom Edgar Peña Parra, Substituto para os Assuntos Gerais da Secretaria de Estado.

Durante os encontros cordiais, manifestou-se o apreço pelas boas relações entre o Brasil e a Santa Sé, destacando-se a colaboração harmoniosa entre a Igreja e o Estado em prol da promoção dos valores morais e do bem comum.

Por fim, – destaca ainda a nota da Sala de Imprensa – houve uma troca positiva de pontos de vista sobre a situação sociopolítica da Região e foram abordados alguns temas de interesse comum, como a promoção da paz e da reconciliação, a luta contra a pobreza e as desigualdades, o respeito às populações indígenas e a proteção do meio ambiente.

O presidente Lula pediu ao Papa um Terço para sua irmã de 80 anos e Francisco imediatamente o presenteou.

O Santo Padre presentou o presidente Lula com a Mensagem para a Paz deste ano;  o Documento sobre a Fraternidade Humana; o livro sobre a Statio Orbis de 27 de março de 2020, editado pela LEV; e o baixo-relevo em bronze “A paz é uma flor frágil”

Já o presidente Lula deu de presente ao Papa a gravura do artista pernambucano J.F. Borges

A primeira-dama, Janja Lula presenteou o Papa com um estátua de Nossa Senhora de Nazaré, de Belém.

O relator geral da XVI Assembleia do Sínodo dos Bispos fala sobre o Documento de Trabalho. A matéria foi divulgada no site vaticannews.va Na
O relator geral da XVI Assembleia do Sínodo dos Bispos fala sobre o Documento de Trabalho. A matéria foi divulgada no site vaticannews.va
Na coletiva de imprensa de apresentação do Documento de Trabalho para a próxima reunião de outubro, o cardeal Grech o definiu como um fruto “de toda a Igreja, não escrito na escrivaninha”. O relator geral, cardeal Hollerich: contém muitas perguntas diferentes às quais os participantes da assembleia sinodal terão que responder.

O texto do Instrumentum laboris é “como um livro de receitas. Os cozinheiros recebem esse livro junto com alguns ingredientes: a sua missão é unir os diferentes ingredientes para satisfazer diferentes paladares”, graças ao Espírito Santo que os guia “para encontrar uma nova harmonia alimentar”. Um documento “de toda a Igreja, não escrito na escrivaninha, mas no qual todos são coautores, cada um pelo papel que é chamado a desempenhar na Igreja”.

Assim, o cardeal Jean-Claude Hollerich, relator geral da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, e o cardeal Mario Grech, secretário-geral do Sínodo, descreveram o Instrumentum laboris da primeira sessão da Assembleia sobre o tema: “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação, missão”, que se realizará no Vaticano, na Sala Paulo VI, de 4 a 29 de outubro de 2023. O Documento de Trabalho foi apresentado na coletiva, na Sala de Imprensa da Santa Sé, na qual o pe. Giacomo Costa, consultor da Secretaria Geral do Sínodo, apresentou a metodologia da Assembleia sinodal, e um sacerdote, uma religiosa e uma leiga deram o seu testemunho sobre a preparação dos membros da assembleia de outubro e sobre a possível utilização do Instrumentum laboris por grupos locais.

Discernimento mundial

Um texto, apresentado nesta terça-feira (20/06), que não é “um tratado teológico sobre a sinodalidade”, explicou Hollerich, mas “fruto de uma experiência de Igreja, de um caminho no qual todos aprendemos mais”, no qual, esclarece o cardeal Grech, “não falta a voz de ninguém: do Santo Povo de Deus; dos pastores, que com a sua participação garantiram o discernimento eclesial; do Papa, que sempre nos acompanhou, nos apoiou, nos encorajou a ir em frente”. Um texto que “não dá respostas, mas se limita a fazer perguntas”. Serão os bispos, sublinha o relator geral, “por serem chamados a aperfeiçoar o discernimento iniciado no processo sinodal mundial”, que tentarão “dar respostas”. E esclarece que este texto deve ser usado com “harmonia-consentimento-guia do Espírito”. Não teremos que encontrar todas as respostas, acrescenta Grech, mas “uma Igreja realmente sinodal poderá responder a muitas das perguntas do homem de hoje”.

O cardeal Mario Grech durante a conferência de imprensa
O cardeal Mario Grech durante a conferência de imprensa

As três fases

O cardeal secretário do Sínodo apresenta o documento como “uma semente que pode produzir muitos frutos”, fruto de um processo sinodal que “envolveu toda a Igreja e todos na Igreja, na perspectiva do ‘aperfeiçoamento’ do Sínodo dos Bispos de evento a processo, desejado pelo Papa Francisco” com a constituição apostólica Episcopalis communio. Ele enfatiza que o Sínodo não começa em outubro próximo, mas começou em 10 de outubro de 2021, com a celebração de abertura em São Pedro. A partir de então a primeira fase foi dividida em etapa nas Igrejas locais, com a consulta ao Povo de Deus; a segunda, nas conferências episcopais, com o discernimento dos bispos sobre as contribuições das Igrejas locais; a terceira, nas Assembleias continentais, com um maior nível de discernimento em vista da segunda fase do Sínodo.

“Entre profecia e discernimento”

Uma escuta necessária, reitera o secretário-geral, porque “é um grande insulto” dizer que o Povo de Deus “não tem instrumentos para oferecer uma contribuição real ao processo sinodal”. A experiência vivida mostrou o contrário: onde os bispos iniciaram e acompanharam a consulta, a contribuição foi viva e profunda”. O mesmo acontece “a nível das paróquias, congregações de vida consagrada ou associações laicais e movimentos, onde os responsáveis ​​acompanharam e estimularam a consulta”. Durante estes dois anos, conta o secretário-geral do Sínodo, “encontrei bispos que antes eram céticos, mas caminhando mais de perto com o Povo de Deus a eles confiado, encontraram um tesouro inestimável!”. E descreve esta primeira fase “como um processo de profunda circularidade entre profecia e discernimento”, com o Instrumentum laboris “ponto de chegada de um caminhar juntos” que se oferece também como “ponto de partida para a segunda fase do Sínodo, a da dupla Assembleia de outubro de 2023 e outubro de 2024”.

Um texto de experiências missionárias e comunitárias

O cardeal Grech conclui, enfatizando que as conclusões do Sínodo ainda não foram escritas e que a Secretaria do Sínodo sempre respeitou “o que emergiu das etapas do processo sinodal”, começando pelo Documento Preparatório e depois o Documento para a Etapa Continental, e “o fazemos agora, com o Instrumentum laboris, que restitui toda a escuta da primeira fase através do discernimento das Assembleias continentais”. O cardeal Hollerich, arcebispo de Luxemburgo, esclarece que “não é um documento que, após várias emendas dos participantes do Sínodo, deva levar a uma versão final a ser votada no final do Sínodo”. Um texto que “oferece sobretudo uma narrativa do processo sinodal empreendido pela Igreja” e “baseia-se numa miríade de experiências pessoais e comunitárias”, porque “a Igreja está em Sínodo: tentando caminhar juntos, experimentamos uma nova arte de caminhar guiados pelo Espírito”. Nesta experiência de Igreja, sublinha o relator geral, “foi fundamental o método da conversa no Espírito: a mesma conversa no Espírito será o nosso principal instrumento de discernimento”.

Padre Costa: 370 membros no Sínodo

O tema é explorado pelo padre Costa, que recorda que a metodologia da assembleia de outubro de 2023 está em continuidade “com a das assembleias mais recentes, com algumas variações”. Em parte, devido ao aumento do número de membros da Assembleia. Serão cerca de vinte bispos a mais do que na última Assembleia Geral Ordinária, a de 2018, “dado o crescimento do número de bispos no mundo”. E o número de não bispos está aumentando, após a extensão da participação aprovada pelo Papa Francisco em abril. Assim, haverá cerca de 370 membros da Assembleia, excluindo os especialistas, enquanto em 2018 havia 267 padres sinodais, mais cerca de cinquenta auditores. Com base nas prioridades expressas pelas sete assembleias continentais, o consultor da Secretaria do Sínodo explica que “emergiu o desejo de continuar utilizando o método da conversa no Espírito para a escuta e o discernimento em comum, que marcou profundamente a fase consultiva do caminho sinodal”. Um método que pode ser descrito como “uma oração compartilhada em vista de um discernimento comum, para o qual os participantes se preparam com reflexão e meditação pessoal”. Uma conversa que “é tanto mais fecunda quanto mais todos os participantes nela se comprometem com convicção, partilhando experiências, carismas e ministérios a serviço do Evangelho”. E que pretende alcançar, também abordando junto “assuntos controversos”, um consenso “inclusivo”, em que todos possam se sentir representados, sem transcurar os pontos de vista marginais nem transcurar os pontos em que emerge uma divergência, que não deve ser eliminada, mas submetida a discernimento”.

O método

Esta conversa, esclarece o pe. Costa, articula-se em três momentos: o “tomar a palavra por parte de cada um, a partir da sua própria experiência relida na oração durante o tempo de preparação”; outro tomar a falar “para expressar o que mais o tocou durante a escuta profunda e quando ouviu o Espírito Santo fazer ressoar a sua própria voz”; por fim, “identificam-se os pontos-chave que surgiram durante a conversa e colhem-se os frutos do trabalho comum, tendo em vista da passagem à ação”. Em comparação com o passado, haverá “alguns momentos de oração comum” e algumas celebrações litúrgicas, “além da oração com que abre e fecha cada sessão”.

A Sala Paulo VI acolherá os trabalhos do Sínodo

Os trabalhos da Assembleia serão estruturados em cinco segmentos, de acordo com o desenvolvimento do Instrumentum laboris, sendo que o último segmento “será dedicado a recolher os frutos e sua formulação num texto que os torne comunicáveis ​​e, em relação às propostas mais concretas, também viáveis, no período de tempo que separa as duas sessões (2023 e 2024). As votações permitirão apreender o consenso que esta formulação desfruta”. Entre as duas sessões “se continuará caminhando juntos nas Igrejas e entre as Igrejas”, sublinha o pe. Costa, identificando “quais os bloqueios que impedem o caminho” e aprofundando “as questões sobre as quais ainda não amadureceu um consenso suficiente”. Uma novidade logística será o local que acolherá a assembleia, não a Sala Nova do Sínodo, mas a Sala Paulo VI, que é “grande o suficiente para acomodar todos os participantes – explica Costa – enquanto na Sala Nova do Sínodo caberia apenas os membros e não os especialistas. Mas, sobretudo, a Sala Paulo VI pode ser dotada de mesas nas quais se sentar em grupos de cerca de dez pessoas, agilizando a passagem entre as sessões plenárias e os trabalhos de grupo e sobretudo facilitando a dinâmica da conversa no Espírito”.

Os testemunhos

Nos três testemunhos dos futuros membros da assembleia, a suíça Helena Jeppesen-Spuhler, da Ação Quaresmal, destaca que em todas as fases do caminho sinodal realizado até agora “nossas preocupações e nossas necessidades são ouvidas. Não somos simplesmente cristãos que esperam receber e aceitar regras e prescrições. A maneira como nós fiéis entendemos a fé cristã em nosso contexto específico é agora uma questão de interesse. E nos respectivos textos, nos quais foram sintetizados os resultados dos processos de escuta e discernimento, as nossas preocupações são realmente acolhidas”. Em preparação para a assembleia de outubro, um “pré-sínodo” dos jovens será realizado na Suíça, e o Instrumentum laboris será discutido por organizações femininas, por alguns conselhos diocesanos, por delegados de Praga, por grupos sinodais nacionais e diocesanos e pela Conferência Episcopal, para que “os participantes do Sínodo não representem apenas a si mesmos”.

Pe. Rafael Simbine Junior, conectado da África, secretário-geral do Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar (Secam), representado por uma irmã, se une, anunciando um seminário programado para a preparação dos delegados africanos para a assembleia geral de outubro. Por fim, a irmã Nadia Coppa, presidente da UISG, a União Internacional das Superioras Gerais, anuncia que o documento será apresentado em breve às quase duas mil líderes das congregações femininas em um webinar on-line. Do Instrumentum laboris, ela destaca a validade das ideias oferecidas pelas fichas de trabalho, que “tocam diferentes e importantes perspectivas (teológica, pastoral, canônica…)”.

O instrumento de trabalho para o Sínodo dos Bispos já foi publicado. A notícia é do sita vaticannews.va Foi publicado o documento orientador para

O instrumento de trabalho para o Sínodo dos Bispos já foi publicado. A notícia é do sita vaticannews.va

Foi publicado o documento orientador para os trabalhos da Assembleia Geral de outubro de 2023 e 2024 sobre o tema da sinodalidade. Dividido em duas macro-seções, ele é fruto de contribuições das etapas diocesanas e continentais e relata a experiência das Igrejas em todo o mundo que sofrem com guerras, desigualdades, pobreza, feridas de abusos.

Cerca de sessenta páginas com a experiência das Igrejas em todas as regiões do mundo que estão passando por guerras, mudanças climáticas, sistemas econômicos que produzem “exploração, desigualdade e ‘descarte'”. Igrejas cujos fiéis sofrem o martírio, em países onde são minorias ou onde se deparam “com uma secularização cada vez mais intensa e, às vezes, agressiva”. Igrejas feridas por abusos “sexuais, de poder e de consciência, econômicos e institucionais”, feridas que precisam de respostas e de uma “conversão”. Igrejas que abraçam os desafios, sem medo e sem tentar “resolvê-los a todo custo”, engajando-se no discernimento sinodal: “Somente dessa forma as tensões podem se tornar fontes de energia e não cair em polarizações destrutivas”.

Hoje, 20 de junho, foi publicado o Instrumentum laboris, o documento que será a base para o trabalho dos participantes do Sínodo sobre a Sinodalidade, programado para ocorrer em outubro de 2023 no Vaticano e continuar até 2024. Um ponto de partida e certamente não um ponto de chegada, o documento reúne a experiência das dioceses de todo o mundo nos últimos dois anos, a partir de 10 de outubro de 2021, quando Francisco deu início a um caminho para entender quais passos tomar “para crescer como uma Igreja sinodal”.

Portanto, um documento para o discernimento “durante” a Assembleia Geral, mas ao mesmo tempo de preparação “em vista” do encontro para os participantes e grupos sinodais: “o objetivo do processo sinodal”, especifica, “não é produzir documentos, mas abrir horizontes de esperança”.

Instrumentum Laboris – apresentado nesta terça-feira (20/06) na Sala de Imprensa do Vaticano – é composto por um texto e quinze fichas de trabalho que trazem uma visão dinâmica do próprio conceito de “sinodalidade”. Mais detalhadamente, há duas “macro-seções”: a Seção A, na qual se destaca a experiência desses dois anos e o caminho a seguir para se tornar uma Igreja cada vez mais sinodal; a Seção B – intitulada Comunhão, Missão, Participação – que destaca as “três questões prioritárias”, no centro do trabalho em outubro de 2023, ligadas aos três temas principais: crescer em comunhão, acolhendo a todos, sem excluir ninguém; reconhecer e valorizar a contribuição de cada pessoa batizada em vista da missão; identificar estruturas e dinâmicas de governança por meio das quais articular ao longo do tempo participação e autoridade em uma Igreja sinodal missionária.

Enraizado nesse contexto está “o desejo de uma Igreja cada vez mais sinodal também em suas instituições, estruturas e procedimentos”. Uma Igreja sinodal que é, acima de tudo, uma “Igreja da escuta” e que, portanto, “deseja ser humilde e sabe que deve pedir perdão e que tem muito a aprender”. “O rosto da Igreja hoje traz os sinais de graves crises de confiança e credibilidade”, lê-se de fato no Instrumentum laboris. “Em muitos contextos, as crises ligadas a abusos sexuais, econômicos, de poder e de consciência levaram a Igreja a um exigente exame de consciência para que, sob a ação do Espírito Santo, não deixe de se renovar, em um caminho de arrependimento e conversão que abre vias de reconciliação, cura e justiça.”

Uma Igreja sinodal também é “uma Igreja de encontro e diálogo” com os crentes de outras religiões e outras culturas e sociedades. É uma Igreja que “não tem medo da variedade”, mas “a valoriza sem forçá-la à uniformidade”. Sinodal é, então, a Igreja que se nutre incessantemente do mistério que celebra na liturgia, durante a qual “faz  experiência todos os dias de radical unidade na mesma oração”, mas na “diversidade” de línguas e ritos.

Outras passagens significativas dizem respeito à questão da autoridade (“Ela se situa na linha dos parâmetros de derivação mundana ou na de serviço?”, é uma das perguntas); a necessidade de uma “formação integral, inicial e permanente” para o Povo de Deus; o “esforço” para a renovação da linguagem usada na liturgia, na pregação, na catequese, na arte sacra, bem como em todas as formas de comunicação com os fiéis e com a opinião pública, também por meio de novas e antigas mídias. “A renovação da linguagem”, afirma o texto, “deve ter como objetivo torná-la acessível e atraente para os homens e mulheres de nosso tempo, sem representar um obstáculo que os mantenham distantes”.

O Papa Francisco presidiu a oração do Angelus e agradeceu as orações  e afeto durante sua internação e cirurgia. Leia a publicação do site
O Papa Francisco presidiu a oração do Angelus e agradeceu as orações  e afeto durante sua internação e cirurgia. Leia a publicação do site vaticannews.va
Antes da oração do Angelus deste 11º Domingo do Tempo Comum, o Papa agradeceu as orações e os testemunhos de afeto durante sua permanência no Hospital Gemelli. Comentando o Evangelho dominical, destacou que o coração do anúncio é “o testemunho gratuito, o serviço” e que, estando perto de Deus, “superamos o medo e sentimos a necessidade de anunciar” o seu amor.

“Desejo expressar minha gratidão por todos aqueles que demonstraram afeto, cuidado e amizade” durante minha hospitalização, “e garantiram o apoio da oração”. Foi o que disse o Papa Francisco, que voltou neste 11º Domingo do Tempo Comum a recitar o Angelus na Praça São Pedro, depois de ter sido submetido a uma cirurgia em 7 de junho no Hospital Geral Agostino Gemelli, em Roma. “Essa proximidade para mim tem sido de grande ajuda e conforto”, acrescentou olhando pela janela de seu escritório no Palácio Apostólico do Vaticano, “Obrigado de coração”.

Deus está perto de nós, ele é Pai, não estamos sozinhos!

Na meditação que precedeu a oração mariana, o Papa recordou a passagem do Evangelho deste Domingo, na qual o evangelista Mateus descreve o mandato de Jesus aos discípulos: “”pro­clamai: ‘O Reino dos Céus está próximo’”. E ele enfatiza que o coração da proclamação é “testemunho livre, serviço”. Como no início de sua pregação, Jesus proclama que o senhorio do amor de Deus “vem entre nós”. E isso, comenta, “não é uma notícia entre as outras, mas a realidade fundamental da vida”. De fato, “se o Deus do céu está próximo, não estamos sozinhos na terra e, mesmo nas dificuldades, não perdemos a confiança”. Essa é a primeira coisa a ser dita às pessoas”:

Deus não está distante, mas é Pai, Ele o conhece e o ama; quer segurar a sua mão, mesmo quando você passa por caminhos íngremes e irregulares, mesmo quando você cai e tem dificuldade para se levantar e retomar o caminho. 

Perto Dele, superamos o medo e anunciamos

E muitas vezes, continua Francisco, ” nos momentos em que você está mais fraco, pode sentir mais forte a sua presença. Ele conhece o caminho, Ele está com você, Ele é seu Pai!”.  Assim, o mundo, grande e misterioso, “torna-se familiar e seguro, porque a criança sabe que está protegida. Ela não tem medo e aprende a se abrir: conhece outras pessoas, encontra novos amigos, aprende com alegria coisas que não sabia”. Enquanto “cresce nela o desejo de se tornar grande e de fazer as coisas que viu o papai fazer”. É por isso que Jesus começa aqui…

é por isso que a proximidade de Deus é o primeiro anúncio: estando perto de Deus, superamos o medo, nos abrimos para o amor, crescemos no bem e sentimos a necessidade e a alegria de anunciar. 

Anunciar sua proximidade com gestos de amor e esperança

Se quisermos ser bons apóstolos, prossegue o Pontífice esclarecendo, “devemos ser como crianças: sentar “no colo de Deus” e, de lá, olhar para o mundo com confiança e amor, para testemunhar que Deus é Pai, que somente Ele transforma nossos corações e nos dá aquela alegria e paz que não podemos proporcionar por nós mesmos.

Anunciar que Deus está próximo. Mas como fazer isso? No Evangelho, Jesus recomenda não dizer muitas palavras, mas fazer muitos gestos de amor e esperança em nome do Senhor. Esse é o coração do anúncio: testemunho gratuito, serviço.

Vou lhes dizer uma coisa, acrescentou o Papa: “fico perplexo e muito perplexo, sempre, com os ‘faladores’ que falam muito e não fazem nada”.

Vamos nos fazer algumas perguntas

O Papa Francisco então convida a nos perguntarmos: “nós, que acreditamos no Deus próximo, confiamos Nele? Sabemos olhar para frente com confiança, como uma criança que sabe que está sendo carregada pelo pai? Sabemos como nos sentar no colo do Pai com a oração, com a escuta da Palavra, aproximando-nos dos Sacramentos?”

Enfim, perto d’Ele, sabemos como incutir coragem nos outros, nos aproximar daqueles que sofrem e estão sozinhos, daqueles que estão longe e até mesmo daqueles que são hostis a nós?

Saiba mais sobre o curso online gratuito sobre proteção às crianças e pessoas vulneráveis na matéria divulgada no site da CNBB, Conferência Nacional dos

Saiba mais sobre o curso online gratuito sobre proteção às crianças e pessoas vulneráveis na matéria divulgada no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

“A proteção das infâncias e das pessoas vulneráveis na Igreja Católica”. Este é o título e o propósito do novo curso online disponibilizado gratuitamente pelo portal Farol 1817, da Província Marista Brasil Centro-Sul (PMBCS). A formação é resultado de uma parceria entre o Farol 1817, a PUCPR, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio do Núcleo Lux Mundi, o Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (CELAM) e a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).

Este é um exemplo de diálogo e de ação da Igreja em resposta a uma realidade que clama por atenção. Afinal, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou uma média de 130 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes por dia, em 2021.

A irmã Anacleto Peruzzo, diretora de Vida Consagrada e do Centro Marista de Defesa da Infância da PMBCS, destaca a importância do curso para a sociedade: “Enquanto Cristãos, temos que estar atentos às necessidades de nossos semelhantes. Este curso nos prepara para entender as diversas situações de risco, identificar quando podem acontecer e, principalmente, saber como atuar na prevenção e na proteção de crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade”.

O que o curso oferece?

Em síntese, o curso apresenta os principais conceitos e documentos internacionais e nacionais da Igreja Católica e da sociedade civil sobre a proteção de crianças, adolescentes e jovens e pessoas vulneráveis para o enfrentamento à violência sexual. A grade curricular é composta por quatro módulos, com o intuito de proporcionar um panorama mais amplo sobre a temática.

  • A dignidade humana de crianças, adolescentes e jovens
  • Os aspectos da violência sexual e o impacto na vida de meninas e meninos, mulheres e homens
  • Dinâmicas e perfis da violência e do abuso
  • O papel da instituição católica e da sociedade civil para romper ciclos de violência e garantir ambientes mais seguros

A saber, são 10h de conteúdo, na modalidade assíncrona. Ou seja, os interessados podem assistir aos vídeos no seu tempo, conforme suas disponibilidades de agenda. Além disso, recebem um certificado após a conclusão da formação com a chancela da PUCPR.

Time de especialistas a um clique

O time de professores do curso reflete a união de esforços entre instituições de diferentes países e de múltiplas áreas do conhecimento. Confira, abaixo, a lista dos ministrantes:

Danielle Espezim – doutora em Direito. Professora da Universidade do Sul de Santa Catarina e integrante do Núcleo de Estudos Jurídicos e Sociais da Criança e do Adolescente (NEJUSCA/UFSC).
Mario Antônio Sanches – pós-doutor em Bioética, doutor em Teologia, mestre em Antropologia Social e professor titular da PUCPR.
Eliane Freire Rodrigues de Souza De Carli – graduada em Medicina e Direito. Coordenadora do Núcleo Lux Mundi na Conferência dos Religiosos do Brasil e Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Ana Maria Aguilar Rebollo – psicóloga e mestre em terapia Gestalt. Diretora geral do Centro de Acompañamiento y Desarrollo Humano (CENADH).
Patricia Espinosa Hernandez – membro do Conselho para a Proteção de Menores da Conferência Episcopal Mexicana, da Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores e Pessoas Vulneráveis e professora da Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.
Padre Daniel Portillo – doutor em Psicanálise e em Teologia. Diretor do Conselho Latino-Americano do CEPROME. Professor da Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Membro do Conselho Nacional para a Proteção de Menores da Conferência Episcopal Mexicana.
Doutor Stefano Mattei – administrador. Mestre em Leis do Nível II. Responsável pela Comissão de Políticas e Avaliação e por projetos com os dicasteries da Cúria Romana e das Diretrizes.
Bárbara Pimpão Ferreira – mestre em Educação. Especialista em Proteção Integral de Crianças e Adolescentes e Violência Doméstica contra Criança e Adolescente. Diplomada em Prevenção ao Abuso na Igreja Latinoamericana. Gerente do Centro Marista de Defesa da Infância.
Hugo José Sarubbi Cysneiros de Oliveira – assessor jurídico da Nunciatura Apostólica do Brasil, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC), de dezenas de Dioceses, institutos religiosos e entidades.
Irmã Maria Rosaura González Casas – doutora em Psicologia. Graduada em Química, Teologia e Psicologia. No Instituto de Psicologia da Pontifícia Universidade Gregoriana, atua na pastoral juvenil, vocacional, docente, formativa e governamental. Membro da Comissão para a Proteção de Menores da União Geral de Superiores e Superiores Maiores (UISG-USG), em Roma.
Nelson Giovanelli Rosendo dos Santos – especialista em reabilitação de jovens com histórico de dependência e de abuso de drogas. Bem como de violência física e sexual. Nomeado pelo Papa Francisco como membro da Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores.
Cecília Heleno – Experiência de trabalho na área de educação, em equipamentos, serviços e projetos socioassistenciais, direitos de crianças e adolescentes e violências contra crianças e adolescentes.

Como acessar?

O curso foi desenvolvido, sobretudo, para religiosos, sacerdotes, leigos e leigas católicos, mas está aberto a todas as pessoas que queiram saber mais sobre como proteger quem mais precisa. Trata-se de um conteúdo rico, elaborado a partir de anos de teoria e prática de indivíduos e entidades da Igreja Católica.

Acesse o curso e saiba como participar (aqui)

O Farol 1817

Farol 1817 é um portal educacional da Província Marista Brasil Centro-Sul de cursos gratuitos, livres e de temas diversos, com foco na promoção do bem comum. É um espaço de formação e bem-estar, que busca proporcionar momentos de reflexão e conhecimento.

Os cursos têm o objetivo de desenvolver a espiritualidade, promover o autoconhecimento e aprimorar as habilidades profissionais que podem ajudar todos a alcançarem seus objetivos. Os cursos são pautados por valores como humanização, fraternidade, interculturalidade, simplicidade, solidariedade e sustentabilidade. Com formações variadas, eles são oferecidos em 4 eixos temáticos: Teologia e espiritualidade, Identidade e Missão, Gestão e Direito das crianças, adolescentes e jovens.