Notícias da Igreja

O Papa Francisco enviou ontem, 4ª Feira, 15 de fevereiro de 2023, 10 mil camisas térmicas aos sem teto, vítimas do terremoto que atingiu
O Papa Francisco enviou ontem, 4ª Feira, 15 de fevereiro de 2023, 10 mil camisas térmicas aos sem teto, vítimas do terremoto que atingiu a Síria e a Turquia.
As caixas com as camisas térmicas foram enviadas juntamente com a ajuda do governo italiano e outras organizações não governamentais, no navio Msc Aurelia. O cardeal Konrad Krajewski, esmoleiro do Papa, levou pessoalmente a Nápoles essa ajuda enviada pelo Papa Francisco. As camisas térmicas serão distribuídas pela Fundação Rava, que está presente na Turquia atendendo com mantimentos e abrigo aos desabrigados. à Síria o Papa enviou ajuda econômica à Nunciatura Apostólica e será usada em apoio à população que além da guerra, sofre também as consequências do terremoto.
No domingo, o Papa pediu, proximidade com as vítimas e ajuda concreta para aliviar a dor dessas pessoas. Pediu ainda orações pelos mortos que já passam de 41 mil.
Fonte: site do Vaticano.

 

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou na tarde desta segunda-feira, 13 de fevereiro, uma mensagem na qual reafirma sua

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou na tarde desta segunda-feira, 13 de fevereiro, uma mensagem na qual reafirma sua comunhão com a Igreja Católica no mundo inteiro, em especial com a Igreja que está na Nicarágua. “Em prece, a CNBB suplica o fortalecimento dos nicaraguenses na busca pelo respeito e pela dignidade. Fraternal e solidária, reza, por nosso irmão bispo, dom Rolando Álvarez, condenado a 26 anos de prisão”, diz um texto do documento. Confira abaixo a íntegra da nota e (aqui) o link do documento em pdf.

Texto publicado no site da CNBB.

Mensagem da Presidência da CNBB

 

Brasília-DF, 13 de fevereiro de 2023

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), comprometida com a defesa dos direitos humanos e repudiando qualquer gesto ou decisão que neguem estes mesmos direitos, reafirma sua comunhão com a Igreja Católica no mundo inteiro, em especial a Igreja que está na Nicarágua.

Onde a humanidade sofre é também dor e sofrimento da Igreja no Brasil.

A fé cristã é místico-profética, exigindo de cada discípulo e discípula de Jesus uma santa indignação frente aos cenários de desrespeito à vida, de desconsideração da sacralidade humana, templo vivo do Espírito Santo de Deus.

Em prece, a CNBB suplica o fortalecimento dos nicaraguenses na busca pelo respeito e pela dignidade. Fraternal e solidária, reza, por nosso irmão bispo, dom Rolando Álvarez, condenado a 26 anos de prisão.

A cada pessoa seja concedida a liberdade de se expressar com responsabilidade e viver sua fé. As autoridades de todo o mundo, da América Latina e, especialmente, da Nicarágua, possam se sensibilizar.

Ninguém seja indiferente à injustiça.

“Se os profetas se calarem, as pedras falarão” (Lc 19,40).

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Arcebispo de Cuiabá (MT)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, pela Ação Sociotransformadora, a 6ª Sema Brasileira e a Diocese de Roraima estão apoiando a Campanha

A CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, pela Ação Sociotransformadora, a 6ª Sema Brasileira e a Diocese de Roraima estão apoiando a Campanha “SOS Yanomami”, em curso sob a organização do Conselho Indígena de Roraima. O valor arrecadado está sendo destinado à aquisição de alimentos, remédios, deslocamentos e demais emergências e urgência dos yanomami.

A CNBB também publicou uma nota de apoio ao povo Yanomami e fortalece a divulgação da Campanha de ajuda aos irmãos que sofrem. Abaixo estão os dados da conta e também a nota da CNBB publicada em 30 de janeiro de 2023.

As doações podem ser feitas através das contas abaixo:

Pix: [email protected]
Banco do Brasil
Agência: 2617-4
Conta Corrente: 59027-4
CNPJ: 34.807.578/0001-76

Nota da CNBB

Brasília, 30 de janeiro de 2023

EM DEFESA DOS POVOS ORIGINÁRIOS
A ofensiva contra os direitos dos povos indígenas, agravada nos últimos anos, foi
denunciada pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), em seu relatório anual. A
realidade vivida pelo povo Yanomami é, pois, síntese do que apresenta o relatório do
CIMI. Os povos originários, integrados à natureza, têm sido desrespeitados de modo
contumaz, a partir da ganância, da exploração predatória do meio ambiente, que
propaga a morte em nome do dinheiro. Essa realidade deve despertar santa indignação
no coração de cada pessoa, especialmente dos cristãos, que não podem fazer da defesa
da vida uma simples bandeira a ser erguida sob motivação ideológica. A vida tem que
ser efetivamente defendida, não apenas em uma etapa específica, mas em todo o seu
curso. E a defesa da vida humana é indissociável do cuidado com o meio ambiente.

A CNBB pede às autoridades um adequado tratamento dedicado ao povo
Yanomami e a cada comunidade indígena presente no território brasileiro. Diante da
gravidade do que se verifica no Norte do País, das mortes, principalmente de crianças e
de idosos, sejam apontados os responsáveis, para que a justiça prevaleça. O genocídio
dos Yanomamis seja capítulo nunca esquecido na história do Brasil, para que não se
repita crime semelhante contra a vida de nossos irmãos.

A Igreja Católica no Brasil está unida ao povo Yanomami, solidariamente, com
sua rede de comunidades de fé. As dores de cada indígena são também da Igreja, que,
a partir de sua doutrina, do magistério do Papa Francisco, vem ensinando a importância
dos povos originários na preservação do planeta. O momento é de tristeza e desolação,
mas a Igreja Católica continuará a trabalhar, intensificando sempre mais as suas ações,
em união com muitos segmentos da sociedade e do poder público, para que prevaleça
a esperança, confiante de que cada Yanomami será respeitado em sua dignidade de filho
e filha de Deus.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre – RS
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Arcebispo de Cuiabá – MT
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro – RJ
Secretário-geral da CNB

O Papa Francisco, pela Esmola Apostólica, convidou cerca de duas mil pessoas para assistirem ao espetáculo de circo, Rony Roller. Entre os convidados famílias
O Papa Francisco, pela Esmola Apostólica, convidou cerca de duas mil pessoas para assistirem ao espetáculo de circo, Rony Roller. Entre os convidados famílias com crianças da Ucrânia, Síria, Congo, Sudão e Roma, refugiados sem teto e encarcerados.
Em nota divulgada no site do Vaticano o Papa disse que o espetáculo circense “nos põe em contato com a beleza que sempre nos anima, e e “nos faz ir mais longe, é um caminho para chegar ao Senhor”. E o Cardeal Konrad Krajewski, acrescentou: “Tornar possível a participação neste espetáculo é uma forma de dar algumas horas de serenidade a quem enfrenta uma vida difícil e precisa de ajuda para alimentar a esperança”.
A ida ao circo acontece amanhã, 11 de fevereiro de 2022.
O espetáculo Rony Roller, apresentou-se ao Papa Francisco na Sala Paulo VI, em janeiro de 2022.

 

Hoje, o Papa Francisco rezou e pediu orações pelas vítimas do terremoto na Turquia e na Síria e agradeceu a ajuda que está sendo
Hoje, o Papa Francisco rezou e pediu orações pelas vítimas do terremoto na Turquia e na Síria e agradeceu a ajuda que está sendo dada à população sobrevivente. O Vaticano divulgou também as ações que estão sendo tomadas em todos os cantos do mundo para ajudar. Leia abaixo a matéria publicada no site do Vaticano.
O número de mortos no terremoto ultrapassou 11.200, de acordo com dados oficiais divulgados no final da manhã desta quarta-feira. Na Turquia, 8.574 corpos foram retirados dos escombros, segundo a Agência de Socorro Turca AFAD, enquanto 2.662 mortes foram registradas na Síria, segundo autoridades e médicos. Os feridos são dezenas de milhares e centenas ainda estão sob os escombros à espera de ajuda que, em muitos casos, demora a chegar.

Na segunda-feira, o Papa já havia enviado telegramas aos núncios na Síria e na Turquia – cardeal Mario Zenari e o bispo Marek Solczyński, respectivamente -, nos quais havia assegurado sua oração e proximidade às vítimas do devastador terremoto. Na Audiência Geral desta quarta-feira, o agradecimento de Francisco aos que levam ajudas e às populações e o encorajamento à solidariedade:

“Neste momento, o meu pensamento dirige-se às populações da Turquia e da Síria, duramente atingidas pelo terramoto que provocou milhares de mortos e feridos. Rezo com comoção por eles e exprimo a minha proximidade a estes povos, aos familiares das vítimas e a todos os que sofrem devido a esta devastadora calamidade. Agradeço àqueles que estão se empenhando em levar socorro e encorajo todos à solidariedade com esses territórios, em parte já martirizados por uma longa guerra. Rezemos juntos para que estes nossos irmãos e irmãs possam seguir em frente diante desta tragédia, e peçamos a Nossa Senhora que os proteja”. O Papa rezou junto com o povo presente uma Ave Maria.

O número de mortos no terremoto ultrapassou 11.200, de acordo com dados oficiais divulgados na manhã desta quarta-feira. Na Turquia, 8.574 corpos foram retirados dos escombros, segundo a agência de socorro turca AFAD, enquanto 2.662 mortes foram verificadas na Síria, segundo autoridades e médicos. Os feridos são dezenas de milhares e centenas ainda estão sob os escombros à espera de ajuda que, em muitos casos, demora a chegar.

O terremoto que atingiu o sudeste da Turquia e o norte da Síria em 6 de fevereiro foi muito forte. Para se ter uma ideia: a terra tremeu mil vezes mais forte, por exemplo, que em Amatrice, na Itália, em 2016. A energia liberada foi igual a 32 explosões atômicas, a terra se moveu vários metros em poucos segundos ao longo de uma linha de 150 quilômetros e a onda de choque derrubou milhares de prédios.

As autoridades turcas, por sua vez, confirmam que cerca de 13,5 milhões de pessoas foram afetadas diretamente pelo terremoto e que o impacto foi sentido em uma área que se estende por cerca de 450 quilômetros de Adana, no oeste, a Diyarbakir, no leste, e 300 quilômetros de Malatya, no norte, até Hatay, no sul. As autoridades sírias relataram mortes até Hama, a cerca de 100 km do epicentro do terremoto.

E na corrida contra o tempo para resgatar com vida as pessoas soterradas por escombros, são testemunhados verdadeiros milagres, que provocam uma mistura de alívio e alegria, e arrancam aplausos entre os socorristas, como foi o caso da menina recém-nascida encontrada viva com o cordão umbilical ainda preso à mãe, que acabou morrendo sob os escombros em Jandairis, na Síria, ou aquela mãe e suas duas filhas que foram retiradas com vida dos escombros após 33 horas em Hatay, um dos locais mais áreas afetadas da Turquia.

Solidariedade internacional

A catástrofe desencadeou uma onda de solidariedade e uma mobilização geral, que conta com o envolvimento de engenheiros, soldados, bombeiros, médicos e paramédicos e até cães treinados em resgate e busca. Pessoal e equipamentos chegam de todo o mundo para os primeiros socorros às populações afetadas na Turquia e na Síria. Uma corrida contra o tempo, enquanto as réplicas, várias centenas desde segunda-feira, se sucedem no inverno rigoroso da área afetada. Cada minuto pode ser vital para poder resgatar os cidadãos presos nos escombros.

Aqui, um panorama geral das iniciativas implementadas para enfrentar a emergência:

– As Nações Unidas, disse o secretário-geral António Guterres, enviaram “equipes ao terreno para avaliar as necessidades e prestar assistência”. Enquanto o Crescente Vermelho Palestino está realizando operações de resgate e socorro em campos de refugiados palestinos e áreas vizinhas na Síria.

– A União Europeia enviou equipes de busca e salvamento, ativando o sistema de satélite Copernicus para fornecer serviços de mapeamento de emergência. “Até agora – twittou o comissário europeu de emergências Janez Lenarcic – mobilizamos 27 equipes de busca e salvamento e médicas de 19 Estados europeus por meio do “Mecanismo de Proteção Civil da UE” para ajudar a Turquia após o terremoto, juntamente com mais de 1.150 socorristas e 70 cães de resgate”.  Na Síria, acrescentou Lenarcic, a UE está trabalhando “em estreito contato com nossos parceiros humanitários que também estão envolvidos em operações de resgate”. As áreas de chegada das equipes são as mais afetadas: 11 já chegaram ao destino.

– A Itália ofereceu assistência através da Proteção Civil e do Corpo de Bombeiros. Na noite de segunda-feira, o primeiro C130 da Força Aérea decolou com material e pessoal a bordo para prestar socorro à população, chegando a Adana por volta das 6 da manhã. A bordo estavam 50 bombeiros das equipes USAR da Toscana e Lazio. Pessoal especializado na busca de pessoas desaparecidas sob os escombros, que trabalhou em emergências semelhantes na Itália e no exterior. No grupo, também, 11 agentes de saúde e 6 unidades da Proteção Civil.

– A Alemanha está enviando geradores de emergência, tendas, cobertores e água. O país também ofereceu a contribuição da Proteção Civil. Médicos e especialistas foram enviados para chegar ao cerne da catástrofe. A Ministra dos Assuntos Estrangeiros, Annalena Baerbock, acrescentou ainda que os alemães vão fornecer um subsídio econômico de cerca de um milhão de euros, aproveitando a necessidade de entrar na Síria para prestar a ajuda necessária: “Todos os acores internacionais, incluindo a Rússia, são chamados a pressionar o regime sírio para permitir ajuda humanitária às vítimas do terremoto”.

– A Espanha se ofereceu para enviar dois contingentes de busca e salvamento, juntamente com uma equipe de bombeiros voluntários. As autoridades turcas aceitaram a ajuda na manhã de terça-feira: Madri envia, portanto, a equipe Starts com hospital de campanha, que tem bloco operatório e capacidade de internação para 20 pessoas, e contribuirá para o apelo de emergência lançado pela Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho Movimento e apoiará as ativações de emergência de ONGs humanitárias espanholas que têm acordos com a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (Aecid).

– A vizinha (e histórica rival da Turquia) Grécia enviou uma equipe de 21 pessoas, incluindo especialistas em sismologia. As equipes de resgate chegaram recentemente com uma aeronave militar C-130 na região sul de Hatay, com cães farejadores, médicos, enfermeiras e um veículo especial de combate a incêndios.

– A França já enviou unidades de resgate para a Turquia.

– A Áustria enviou 84 soldados da Unidade de Desastres Naturais.

– A Suíça ofereceu sua contribuição com a equipe especial REDOG: 22 socorristas com 14 cães já estão na Turquia. Outras 80 pessoas, incluindo especialistas em desastres naturais, serão enviadas para a área.

– Os Estados Unidos, graças à operação de coordenação do Pentágono e da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, estão realizando uma missão de assistência à Turquia. Em Los Angeles, na Califórnia, pelo menos 100 pessoas, entre bombeiros e engenheiros, munidos de cães treinados, foram enviadas para a área. O presidente, Joe Biden disse em um tweet que instruiu sua equipe para monitorar de perto e continuamente a situação em coordenação com a Turquia e fornecer toda a assistência necessária.

– O Reino Unido destacou 76 especialistas em busca e salvamento e uma equipe médica totalmente equipada.

– Uma equipe da Rússia, do Ministério de Situações de Emergência, está agora na Síria. As forças militares russas enviaram dez unidades com o objetivo de prestar assistência humanitária e também se ofereceram para intervir na Turquia.

– O exército israelense está enviando uma equipe de resgate e busca de 150 engenheiros, médicos e pessoal médico. Os dois países estão, assim, consertando as lágrimas causadas por anos de tensão. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que também aprovou o pedido de ajuda humanitária da Síria.

– A Coreia do Sul ofereceu US$ 5 milhões em ajuda humanitária à Turquia e cerca de 110 socorristas e militares para apoiar seu trabalho de busca e resgate.

– O Paquistão já enviou a sua equipa especial e uma carga de mantimentos, afirmando ainda que voos diários de ajuda à Síria e à Turquia.

– O Catar enviará 120 socorristas à Turquia, além de um hospital de campanha. Em vez disso, os Emirados Árabes Unidos prometeram assistência à Síria no valor de cerca de US$ 13,6 milhões. Foto

– A Índia está enviando duas equipes de 100 pessoas com equipes e equipamentos para cães, além de médicos e paramédicos com medicamentos

– O Japão enviou a Equipe de Resgate de Desastres do Japão para a Turquia.

Também comunidades turcas e sírias no exterior se mobilizaram para realizar coleta de fundos e de materiais a serem enviados às vítimas dos países atingidos.

 

 

 

 

 

Todo o mês o Papa Francisco convida a Igreja a rezar com uma intenção específica. Para este mês de fevereiro, já em curso, o

Todo o mês o Papa Francisco convida a Igreja a rezar com uma intenção específica. Para este mês de fevereiro, já em curso, o Papa pede para rezarmos pelas paróquias e diz: “deveríamos colocar uma placa na porta das paróquias dizendo ‘Entrada livre’. No decorrer do vídeo em que o Papa pede as orações, acrescenta: “Por favor, sejamos ousados. Vamos todos repensar o estilo de nossas comunidades paroquiais. Rezemos para que as paróquias, pondo no centro a comunhão, a comunhão das pessoas, a comunhão eclesial, sejam cada vez mais comunidades de fé, de fraternidade e de acolhimento aos mais necessitados”. Assista o vídeo.

 

A Igreja da Amazônia foi mais uma vez ao encontro dos povos indígenas, eternas vítimas de um sistema que não duvida em colocar o

A Igreja da Amazônia foi mais uma vez ao encontro dos povos indígenas, eternas vítimas de um sistema que não duvida em colocar o lucro acima da vida das pessoas. Dom Leonardo Steiner, o cardeal da Amazônia, chegou a Boa Vista, capital do Estado de Roraima, para mostrar em nome do Papa Francisco e da Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), sua solidariedade ao Povo Yanomami.

O cardeal da Amazônia, que foi acompanhado pelo padre Lúcio Nicoletto, administrador diocesano de Roraima, e pelo padre Corrado Dalmonego, um dos grandes conhecedores do mundo yanomami, afirmou vir a Boa Vista “para me encontrar com lideranças indígenas para um diálogo, para uma escuta, para assim podermos como Igreja ainda estarmos mais presentes”. Depois de visitar doentes na Casa de Saúde Indígena Yanomami em Boa Vista, o arcebispo de Manaus insistiu em que “a Igreja católica sempre se fez muito presente junto aos povos indígenas, e nesse momento de dificuldade aqui no Estado de Roraima, especialmente junto ao Povo Yanomami, nós queremos marcar essa presença”. Sua visita na SESAI, foi momento em que ele esteve “conversando, dialogando, vendo as necessidades e realmente a situação de desnutrição é muito grande, é preocupante”.

Segundo o cardeal Steiner, “os motivos todos nós já sabemos, o porquê da desnutrição, mas em diálogo agora com algumas lideranças, nós percebemos que existem diversos elementos onde nós podemos dar a nossa contribuição, ajudar”. Ele ressaltou que de parte da Igreja católica, “nós queremos ser solidários, são filhos e filhas de Deus, são pessoas que vivem em regiões distantes, que são povos desassistidos pelo governo nos últimos anos e nós sabemos que a dificuldades que estamos a ver não é nova”.

O arcebispo de Manaus destacou o trabalho de denúncia realizado pela Igreja nos últimos anos, sobretudo através do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), que “durante muito tempo tem denunciado, tem falado, tem publicado inclusive relatórios e nós queremos neste momento mostrar a nossa proximidade, nossa solidariedade e vermos com os governos o que podemos fazer para que esses povos possam continuar a viver, mas possam especialmente viver e viver bem”.

A visita de dom Leonardo em Boa Vista continuou com um encontro com lideranças indígenas na sede do Conselho Indígena de Roraima (CIR). O cardeal, que recebeu o informe “Yanomami sob ataque”, um relatório sobre a violência contra o Povo Yanomami, entregue em abril de 2022 aos 3 poderes, executivo, legislativo e judiciário, onde são recolhidos depoimentos e dados que mostram os efeitos devastadores do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, enfatizou a necessidade de articulação das organizações indígenas, que na atualidade contam com pessoas muito bem-preparadas e altamente organizadas.

Emissário do Papa e da CNBB

Dom Leonardo fez saber às lideranças indígenas o apoio do Papa Francisco, a quem enviará um relatório de sua visita, e da Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Posteriormente foi escutando as dores do Povo Yanomami, que segundo as lideranças se resumem em quatro elementos: garimpo, desnutrição, fome emergencial e malária. Eles reconhecem o apoio histórico da Igreja de Roraima aos povos indígenas, insistindo em que não é novidade o que está acontecendo. Diante desse cenário alarmante, as organizações indígenas, que se reconhecem mais estruturadas para enfrentar, denunciam a tentativa da mídia de esconder a realidade e afirmam que a maior bandeira é defender a vida dos povos.

Segundo as organizações indígenas, boa parte do Povo Yanomami está morto espiritualmente pela destruição da floresta, pelos assassinatos e ataques de todo tipo que sofrem, humilhações, estupros, roubo de crianças, suicídios, todos eles consequência do garimpo, que tem levado 120 comunidades Yanomami a estar em situação de grave calamidade. As lideranças não duvidam em dizer que “quem está matando é o garimpo, que está na Terra Indígena e na cidade”, insistindo em que “o garimpo está banhado de sangue”, algo que acontece à vista de todos em Roraima. Por isso, eles pedem, como tem pedido em todas as instâncias, inclusive governamentais, a retirada imediata dos garimpeiros, a proteção do território e das lideranças indígenas.

Um desafio a longo prazo, que pode provocar muita dor no povo, e que tem que começar com a identificação e punição dos verdadeiros culpados, dentre eles os membros dos diferentes poderes e as redes de criminosos que apoiam e financiam o garimpo, o que demanda estratégias de proteção e segurança. De fato, as pessoas que denunciam são ameaçadas e cada vez são mais os jovens yanomami que envolvidos em atividades ilícitas apoiam os criminosos.

As lideranças indígenas agradeceram ao cardeal Steiner sua presença na região em um momento muito difícil para os povos indígenas de Roraima. Eles insistiram em que não foi por falta de aviso, suplicando que “nos ajudem, não nos deixem passar mais por essa situação. Vocês agora têm conhecimento do que nós estamos passando”. Um pedido que encontrou eco no cardeal da Amazônia, que reconhecendo que as exposições das lideranças tinham lhe ajudado muito, lhes mostrou o desejo da Igreja de caminhar junto com os povos indígenas.

Fonte: CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta terça-feira, 31 de janeiro, uma nota intitulada “Em defesa dos povos originários” motivada pela

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta terça-feira, 31 de janeiro, uma nota intitulada “Em defesa dos povos originários” motivada pela realidade vivida pelo povo Yanomami que, segundo o documento, é a “síntese da ofensiva contra os direitos dos povos indígenas agravada nos últimos anos”. A realidade, segundo a nota, foi denunciada pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI)  em seu relatório anual.

De acordo com a nota da presidência da CNBB, “a realidade vivida pelo povo Yanomami é, pois, síntese do que apresenta o relatório do CIMI. Os povos originários, integrados à natureza, têm sido desrespeitados de modo contumaz, a partir da ganância, da exploração predatória do meio ambiente, que propaga a morte em nome do dinheiro”.

Essa realidade, defende a Conferência, deve despertar santa indignação no coração de cada pessoa, especialmente dos cristãos, que não podem fazer da defesa da vida uma simples bandeira a ser erguida sob motivação ideológica. “A vida tem que ser efetivamente defendida, não apenas em uma etapa específica, mas em todo o seu curso. E a defesa da vida humana é indissociável do cuidado com o meio ambiente”, reitera o documento.

Na nota, a CNBB pede às autoridades um adequado tratamento dedicado ao povo Yanomami e a cada comunidade indígena presente no território brasileiro. A CNBB pede ainda que “diante da gravidade do que se verifica no Norte do País, das mortes, principalmente de crianças e de idosos, sejam apontados os responsáveis, para que a justiça prevaleça”.

A CNBB reforça que a Igreja Católica no Brasil está unida ao povo Yanomami, solidariamente, com sua rede de comunidades de fé. “As dores de cada indígena são também da Igreja, que, a partir de sua doutrina, do magistério do Papa Francisco, vem ensinando a importância dos povos originários na preservação do planeta”. Conheça, abaixo, a íntegra da nota e, aqui, o arquivo em PDF:

Em defesa dos povos originários

A ofensiva contra os direitos dos povos indígenas, agravada nos últimos anos, foi denunciada pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), em seu relatório anual. A realidade vivida pelo povo Yanomami é, pois, síntese do que apresenta o relatório do CIMI. Os povos originários, integrados à natureza, têm sido desrespeitados de modo contumaz, a partir da ganância, da exploração predatória do meio ambiente, que propaga a morte em nome do dinheiro.

Essa realidade deve despertar santa indignação no coração de cada pessoa, especialmente dos cristãos, que não podem fazer da defesa da vida uma simples bandeira a ser erguida sob motivação ideológica. A vida tem que ser efetivamente defendida, não apenas em uma etapa específica, mas em todo o seu curso. E a defesa da vida humana é indissociável do cuidado com o meio ambiente.

A CNBB pede às autoridades um adequado tratamento dedicado ao povo Yanomami e a cada comunidade indígena presente no território brasileiro. Diante da gravidade do que se verifica no Norte do País, das mortes, principalmente de crianças e de idosos, sejam apontados os responsáveis, para que a justiça prevaleça. O genocídio dos Yanomamis seja capítulo nunca esquecido na história do Brasil, para que não se repita crime semelhante contra a vida de nossos irmãos.

A Igreja Católica no Brasil está unida ao povo Yanomami, solidariamente, com sua rede de comunidades de fé. As dores de cada indígena são também da Igreja, que, a partir de sua doutrina, do magistério do Papa Francisco, vem ensinando a importância dos povos originários na preservação do planeta.

O momento é de tristeza e desolação, mas a Igreja Católica continuará a trabalhar, intensificando sempre mais as suas ações, em união com muitos segmentos da sociedade e do poder público, para que prevaleça a esperança, confiante de que cada Yanomami será respeitado em sua dignidade de filho e filha de Deus.

Brasília-DF, 31 de janeiro de 2023

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Arcebispo de Cuiabá (MT)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB