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Depois da oração do Angelus o Papa Francisco falou sobre a sua próxima Viagem Apostólica à África que vai ocorrer de 31 de janeiro

Depois da oração do Angelus o Papa Francisco falou sobre a sua próxima Viagem Apostólica à África que vai ocorrer de 31 de janeiro a 5 de fevereiro,. Estas foram suas palavras:

“Depois de amanhã partirei para uma Viagem Apostólica à República Democrática do Congo e à República do Sudão do Sul. Enquanto agradeço às Autoridades civis e aos Bispos locais pelos convites e pelos preparativos para estas visitas, saúdo com carinho às queridas populações que me esperam”.
Foto: Vaticano News
Aquelas terras, situadas no centro do grande continente africano, são provadas por longos conflitos: a República Democrática do Congo sofre, especialmente no lado Oriental do país, pelos confrontos armados e exploração; enquanto o Sudão do Sul, dilacerado por anos de guerra, não vê a hora que terminem as violências que obrigam tantas pessoas a viverem deslocadas e em condições de grandes dificuldades.
No Sudão do Sul, chegarei junto com o Arcebispo de Cantuária e o Moderador da Assembleia Geral da Igreja da Escócia: assim faremos juntos, como irmãos, uma peregrinação ecumênica de paz, para invocar de Deus e do homem o fim das hostilidades e a reconciliação”. E concluiu pedido que todos o acompanhem com orações pelo bom êxito da sua Viagem.
De 31 de janeiro a 5 de fevereiro será  a primeira viagem internacional de Francisco em 2023, o primeiro Papa em 37 anos a retornar à República Democrática do Congo, o primeiro a tocar o solo do Sudão do Sul, o país mais jovem do mundo desde a declaração de independência em 2011.
Fonte: Vaticano News
De 31 de janeiro a 5 de fevereiro em sua 40ª viagem apostólica, o Papa Francisco visitará dois países, RDCongo e Sudão do Sul,

De 31 de janeiro a 5 de fevereiro em sua 40ª viagem apostólica, o Papa Francisco visitará dois países, RDCongo e Sudão do Sul, na África. O Pontífice será acompanhado pelo primaz anglicano Welby e pelo moderador  da Igreja da Escócia, Greenshields. Espera-se um milhão e meio de pessoas na missa em Kinshasa. Na agenda, encontros com vítimas de violência e deslocados internos. Sobre a segurança: “Nenhuma ameaça específica”

É a 40ª viagem do pontificado, deveria ter sido a 37ª porque estava programada para julho de 2022. Mas problemas de saúde relacionados com seu joelho e terapia durante os meses anteriores forçaram o Papa a adiar a visita. Para não perder sua proximidade com os dois povos, porém, Francisco enviou na época o cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, a esses lugares, que em cada encontro público sempre reiterava que ele não veio “como substituto, mas para abrir o caminho para o Santo Padre”. E mesmo as pessoas, desde bispos até políticos e fiéis, nunca disseram “se o Papa vier…”, mas “quando o Papa vier…” com a certeza de que a promessa seria cumprida.

Nenhuma ameaça específica

Assim será de 31 de janeiro a 5 de fevereiro, com a primeira viagem internacional de Francisco desde 2023, o primeiro Papa em 37 anos a retornar à República Democrática do Congo, o primeiro a tocar o solo do Sudão do Sul, o país mais jovem do mundo desde a declaração de independência em 2011. “Uma bela viagem” para levar “uma palavra de paz”, disse o diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Matteo Bruni, na coletiva de apresentação da viagem, durante a qual, em resposta às perguntas dos repórteres sobre segurança, ele esclareceu que “não há nenhuma ameaça específica”. “Estão sendo feitos grandes esforços pelas autoridades locais para garantir a segurança”.

Encontro com vítimas e pessoas deslocadas

Francisco se deslocará em carro aberto durante os vários compromissos e se encontrará com representantes de instituições, igrejas e sociedades locais. Estas incluem vítimas da parte oriental da República Democrática do Congo e pessoas deslocadas internamente do Sudão do Sul. Dois momentos, disse Bruni, que prometem ser “comoventes”. Igualmente tocante, recordou, foi a viagem a Bangui, a capital da África Central, “uma etapa tornada incerta pela violência que havia ocorrido alguns dias antes na capital”. “Na época o Papa queria ir”, embora desaconselhado por muitos: “Eu só tenho medo de mosquitos”, disse aos repórteres no avião. E o “ambiente festivo nas ruas” foi a resposta.

Grande participação na missa em Kinshasa

Quanto ao programa da viagem, durante a qual o Papa fará sete discursos em Kinshasa e cinco em Juba (todos transmitidos pelo Vatican News com comentários em português), Bruni explicou que a missa de 1° de fevereiro no aeroporto Kinshasa-Ndolo, celebrada segundo o rito zairense do Missal Romano, deverá ser um dos eventos mais concorridos do pontificado. A área pode abrigar até um milhão e meio de pessoas e, de acordo com a imprensa local este será o número de presentes na celebração do Pontífice. O palco onde a celebração será realizada é o maior já construído na República Democrática do Congo, e também está equipado com um elevador para permitir que o Papa chegue mais facilmente. O coro que animará a missa também está entre os maiores de todos os tempos: 700 pessoas.

Peregrinação ecumênica a Juba

O Primaz Anglicano Welby e o Moderador Greenshield se juntarão ao Papa em Juba, a capital do Sudão do Sul, na margem oeste do Nilo Branco, onde o Papa encontrará também o Presidente Salva Kiir. Em Juba, vale a pena mencionar o encontro, ou melhor, o abraço do Bispo de Roma, no Salão da Liberdade, com os grupos de deslocados internos, reunidos em vários campos muitas vezes nas bases das missões da ONU. “Mais de 2 milhões no país, 33 mil somente na área de Juba”. Entre elas, as crianças de Bentiu, capital do Estado de Unity, flageladas por enchentes devastadoras e epidemias de cólera. Parolin havia visitado o acampamento em sua viagem de julho.

Fonte: CNBB

O Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo é celebrado, no Brasil, em 28 de janeiro. A data, que é conhecida como o dia

O Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo é celebrado, no Brasil, em 28 de janeiro. A data, que é conhecida como o dia “D” de combate ao trabalho escravo, recorda os assassinatos de três auditores fiscais do trabalho e o motorista, ocorridos em janeiro de 2004, durante a fiscalização de propriedades rurais da região de Unaí (MG).

Em 2023, mais uma vez, e reafirmando o comprometimento com a vida dos trabalhadores e trabalhadoras, a Igreja no Brasil levanta a voz dizendo não ao trabalho escravo contemporâneo e reafirmando o direito inviolável do trabalho digno para todos e todas.

Por meio de uma nota conjunta, a Comissão Especial de Enfrentamento ao Tráfico Humano da CNBB, a Comissão para a Ação Sociotransformadora e a Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgaram um apelo para que todos os cristãos e pessoas de boa vontade façam do dia 28 de janeiro um marco de luta contra a escravidão contemporânea.

“Reivindicamos que o Estado brasileiro intensifique seu compromisso histórico com políticas efetivas que possam inibir o crime de trabalho escravo. Reiteramos o apelo para que se esmere na proteção e apoio aos que lutam pelo fim do trabalho escravo, sejam agentes públicos ou membros da sociedade civil. Um fator a ser especialmente considerado é o gravíssimo declínio dos orçamentos e do quadro da auditoria fiscal do trabalho (faltando mais de 45% do efetivo autorizado em lei), em consequência da ausência de concurso público desde 2013. A garantia de vida digna às pessoas libertadas deve também requerer toda a atenção necessária, e resultar na implementação de políticas adequadas”, diz um trecho da nota.

A nota é subscrita por outras 103 entidades que concordam que “a exploração do ser humano através do trabalho escravo é uma gravíssima violação dos direitos da pessoa humana, negando sua dignidade e especialmente o direito a um trabalho decente, muitas vezes em contexto de grave discriminação e abuso de vulnerabilidade”.

Acesse a nota na íntegra (aqui).

A escravidão no Brasil 

De 1995 até hoje, cerca de 60 mil pessoas foram resgatadas da escravidão no Brasil. Segundo os últimos dados publicados pelo Ministério do Trabalho, o ano de 2022 encerrou com o número de 2.575 pessoas resgatadas. Os dados representam um recorde absoluto em relação aos números de resgate contabilizados nos últimos nove anos.

“Nos dias de hoje, a escravidão se apresenta de várias formas, seja pela imposição de jornada exaustiva, ou condições degradantes, ou pela servidão por dívidas ou pelo trabalho forçado. A sociedade tem a responsabilidade de exigir uma economia que preze pela dignidade humana acima da ganância e isto implica, entre outras coisas, acabar com a prática do trabalho escravo ainda persistente em vários ramos de atividade, tais como a agropecuária, grandes lavouras, construção civil, confecções, carvoarias, mineração, os serviços hoteleiros ou o trabalho doméstico”, diz outro trecho da nota.

Fonte: CNBB

Foto: Pixabay

O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta quinta-feira (26/01), alguns membros do Instituto O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta quinta-feira (26/01), alguns membros
O Papa com a delegação do Instituto Europeu de Estudos Internacionais de Salamanca (Vatican Media)

O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta quinta-feira (26/01), alguns membros do Instituto O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta quinta-feira (26/01), alguns membros do Instituto Europeu de Estudos Internacionais de Salamanca, na Espanha.

“É um prazer para mim recebê-los novamente nesta casa e partilhar mais uma vez com vocês o fruto de suas pesquisas sobre a realidade política e social atual”, disse o Papa no início de seu discurso, ressaltando que “Roma é o cadinho de culturas e povos há milênios. Herdeira desta vocação universal, a Sé de Pedro sempre esteve atenta às vicissitudes de todos os povos, aos seus anseios, aos seus esforços e às suas dificuldades para obter uma vida melhor, procurando fazer com que alcancem a paz que Jesus prometeu aos seus discípulos”.
A paz entre os homens é um bem essencial

Esta paz não só vai além do que podemos obter por meios meramente humanos, mas também nos desafia para que não se baseie simplesmente em equilíbrios de poder ou em silenciar as justas demandas dos desfavorecidos. No entanto, a paz entre os homens é um bem essencial pelo qual devemos trabalhar com zelo e suplicar com fervor a Deus.

Segundo o Papa, é “difícil pacificar”, “porque a primeira reação que temos é a de pegar uma pedra e jogá-la no outro, declarar guerra. Depois, negociar, não”. “Pacificar é mais fácil se você tomar as providências”, disse ele.

A seguir, Francisco citou um trecho de sua Encíclica Fratelli tutti: «Toda a guerra deixa o mundo pior do que o encontrou. A guerra é um fracasso da política e um fracasso da humanidade, uma rendição vergonhosa, uma derrota perante as forças do mal».

“Se pensarmos que no último século houve três guerras mundiais, de 1914 a 1918, de 1939 a 1945, e essa atual que é uma guerra mundial. Como entendemos isso?”, perguntou.

Se pensarmos que o orçamento mais importante é o da fabricação de armas, e que com um ano sem fabricar armas, o problema da fome no mundo seria resolvido, ou seja, já temos uma orientação belicista de destruição. Se pensarmos que hoje a tecnologia das armas chega a um ponto que com uma única bomba uma cidade inteira como esta pode ser destruída. O que esperamos? Estamos a caminho… parece não se entende isso. É por isso que a luta pelo entendimento humano e pela paz deve ser incansável, não podemos nos dar ao luxo de tirar férias disso.

Do fracasso da  guerra, tirar uma lição de vida

“A guerra é terrível. Porém, não devemos desistir, algo novo pode nascer dessas cinzas, nesse fracasso podemos tirar uma lição de vida”, disse ainda o Papa. A seguir, Francisco disse que quando foi ao Sacrário Militar de Redipuglia, um cemitério militar situado no município de Fogliano Redipuglia, nordeste da Itália, e viu as sepulturas, ele chorou “como um menino”. Depois, disse que quando foi ao cemitério americano em Anzio, próximo a Roma, e viu as idades dos soldados, 19, 20, 21, 22 anos, que aquilo mexeu com ele. “Nós não aprendemos”, sublinhou. A seguir, recordou os desembarques na Normandia e as pessoas mortas naquela batalha. “É o drama da guerra, quando vamos entender isso?”, disse ele. Depois, recordou que quando foi à Romênia e à Eslováquia, passando pelas cidades, as pessoas acenavam, mas notou que quase não havia homens idosos. “A guerra. Isso é muito difícil. Acho que temos que reagir, a guerra é terrível. Temos que fazer algo novo com esse fracasso, tirar uma lição de vida”, sublinhou.

“O que parece uma derrota e um motivo de vergonha pode, como o escândalo da cruz, transformar-se numa vitória”, disse ainda o Pontífice. “Como?” Perguntou o Papa. “Se com a nossa oração e com o nosso trabalho soubermos dar soluções, unir esforços, testemunhar que o amor, a fraternidade e o verdadeiro humanismo que nasce da fé vencem o ódio, a rejeição e a brutalidade”, respondeu ele.

“É um desafio que vocês aceitaram e agradeço-lhes por esse desejo de contribuir, a partir de sua ciência, com elementos válidos que ajudem a todos a seguir adiante no caminho da fraternidade, no caminho da paz e da unidade humana”, concluiu.

Fonte: Mariangela Jaguraba – Vatican News

Fotos: Vatican Media

“Os cristãos têm o dever de o anunciar sem excluir ninguém, e não como quem impõe uma nova obrigação, mas como quem partilha uma
“Os cristãos têm o dever de o anunciar sem excluir ninguém, e não como quem impõe uma nova obrigação, mas como quem partilha uma alegria”.
(Papa Francisco)

Nesta quarta-feira (25/01) foi publicada a Mensagem do Papa Francisco para o 97° Dia Mundial das Missões que será celebrada em 22 de outubro. O Papa inicia recordando o tema deste ano que se inspira na história dos discípulos de Emaús, narrada por Lucas no seu Evangelho (cf. 24, 13-35): “Corações ardentes, pés ao caminho”. Francisco observa que “os dois discípulos estavam confusos e desiludidos, mas o encontro com Cristo na Palavra e no Pão partido acendeu neles o entusiasmo para pôr os pés ao caminho rumo a Jerusalém e anunciar que o Senhor tinha verdadeiramente ressuscitado”. Em seguida fala sobre a transformação dos discípulos narrada pelo Evangelho, a partir de algumas imagens sugestivas: “corações ardentes pelas Escrituras explicadas por Jesusolhos abertos para O reconhecer e, como ponto culminante, pés ao caminho. Afirmando em seguida que meditando sobre estes três aspectos, que traçam o itinerário dos discípulos missionários, “podemos renovar o nosso zelo pela evangelização no mundo de hoje”.

Corações ardentes pelas Escrituras

O primeiro aspecto: Corações ardentes, “quando nos explicava as Escrituras”. A Palavra de Deus ilumina e transforma o coração na missão, recorda que assim “como no início da vocação dos discípulos, também agora, no momento da frustração, o Senhor toma a iniciativa de Se aproximar dos seus discípulos e caminhar ao lado deles. Na sua grande misericórdia, Ele nunca Se cansa de estar connosco, apesar dos nossos defeitos, dúvidas, fraquezas e não obstante a tristeza e o pessimismo nos reduzam a “homens sem inteligência e lentos de espírito” pessoas de pouca fé. Hoje como então, o Senhor ressuscitado está próximo dos seus discípulos missionários e caminha ao lado deles, sobretudo quando se sentem frustrados, desanimados”.

Dirigindo-se aos missionários afirma: “Em Cristo, expresso a minha proximidade a todos os missionários e missionárias do mundo, especialmente àqueles que atravessam um momento difícil: caríssimos, o Senhor ressuscitado está sempre convosco e vê a vossa generosidade e os vossos sacrifícios em prol da missão evangelizadora em lugares distantes. Nem todos os dias da vida são cheios de sol, mas lembremo-nos sempre das palavras do Senhor Jesus aos seus amigos, antes da Paixão: “No mundo, tereis tribulações; mas tende confiança: Eu já venci o mundo!” “Portanto” acrescenta, “deixemo-nos sempre acompanhar pelo Senhor ressuscitado que nos explica o sentido das Escrituras. Deixemos que Ele faça arder o nosso coração, nos ilumine e transforme, para podermos anunciar ao mundo o seu mistério de salvação com a força e a sabedoria que vêm do seu Espírito.

Olhos que “se abriram e O reconheceram”

O segundo aspecto: Olhos que “se abriram e O reconheceram” ao partir o pão. Jesus na Eucaristia é ápice e fonte da missão, é “o elemento decisivo que abre os olhos dos discípulos”, continua Francisco, “é a sequência de ações efetuadas por Jesus: tomou o pão, pronunciou a bênção, partiu-o e deu-lho. São gestos comuns de qualquer chefe de família judia, mas, realizados por Jesus Cristo com a graça do Espírito Santo, renovam para os dois comensais o sinal da multiplicação dos pães e sobretudo da Eucaristia, o sacramento do Sacrifício da cruz”. Porém continua, precisamente no momento em que reconhecem Jesus n’Aquele-que-parte-o-pão, “Ele desapareceu da sua presença”.  “Este fato”, explica, “faz compreender uma realidade essencial da nossa fé: Cristo que parte o pão, torna-Se agora o Pão partido, partilhado com os discípulos e depois consumido por eles. Tornou-Se invisível, porque agora entrou dentro do coração dos discípulos para fazê-los arder ainda mais, impelindo-os a retomar sem demora o seu caminho para comunicar a todos a experiência única do encontro com o Ressuscitado! Assim, Cristo ressuscitado é Aquele-que-parte-o-pão e, simultaneamente, o Pão-partido-para-nós. E, por conseguinte, cada discípulo missionário é chamado a tornar-se, como Jesus e n’Ele, graças à ação do Espírito Santo, aquele-que-parte-o-pão e aquele-que-é-pão-partido para o mundo”. Concluindo este aspecto recorda aos missionários: “A propósito, é preciso ter presente que, se o simples repartir o pão material com os famintos em nome de Cristo já é um ato cristão missionário, quanto mais o será o repartir o Pão eucarístico, que é o próprio Cristo? Trata-se da ação missionária por excelência, porque a Eucaristia é fonte e ápice da vida e missão da Igreja”.

Pés ao caminho, com a alegria de proclamar Cristo Ressuscitado

Quanto ao terceiro aspecto destacado na Mensagem aos Missionários: Pés ao caminho, com a alegria de proclamar Cristo Ressuscitado. A eterna juventude de uma Igreja sempre em saída, Francisco recorda: “Depois de abrir os olhos ao reconhecerem Jesus na fração do pão, os discípulos partiram sem demora e voltaram para Jerusalém. Este sair apressado para partilhar com os outros a alegria do encontro com o Senhor, mostra que ‘a alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria’”. “Não se pode encontrar verdadeiramente Jesus ressuscitado”, observa, “sem se inflamar no desejo de o contar a todos. Por isso, o primeiro e principal recurso da missão são aqueles que reconheceram Cristo ressuscitado, nas Escrituras e na Eucaristia, e que trazem o seu fogo no coração e a sua luz no olhar. Eles podem testemunhar a vida que não morre jamais, mesmo nas situações mais difíceis e nos momentos mais escuros.

Todos têm direito de receber o Evangelho

Depois de refletir sobre a imagem de por “os pés ao caminho”, o Papa sugere: “aproveito esta ocasião para reiterar que ‘todos têm o direito de receber o Evangelho. Os cristãos têm o dever de o anunciar sem excluir ninguém, e não como quem impõe uma nova obrigação, mas como quem partilha uma alegria, indica um horizonte estupendo, oferece um banquete apetecível’. A conversão missionária permanece o principal objetivo que nos devemos propor como indivíduos e como comunidade, porque ‘a ação missionária é o paradigma de toda a obra da Igreja’”.

Francisco conclui recordando os aspectos destacados em sua Mensagem: “Saiamos também nós, iluminados pelo encontro com o Ressuscitado e animados pelo seu Espírito. Saiamos com corações ardentes, olhos abertos, pés ao caminho, para fazer arder outros corações com a Palavra de Deus, abrir outros olhos para Jesus Eucaristia, e convidar todos a caminharem juntos pelo caminho da paz e da salvação que Deus, em Cristo, deu à humanidade”.

Fonte: Jane Nogara – Vatican News

Foi divulgada, nesta terça-feira (24/01), a mensagem do Papa Francisco para o 57° Dia Mundial das Comunicações Sociais, que será celebrado em 21 de
Foi divulgada, nesta terça-feira (24/01), a mensagem do Papa Francisco para o 57° Dia Mundial das Comunicações Sociais, que será celebrado em 21 de maio próximo sobre o tema “Falar com o coração. Testemunhando a verdade no amor”.

O Pontífice inicia o texto, recordando que, nos anos precedentes, foi refletido dobre os verbos “ir, ver e escutar como condição necessária para uma boa comunicação”. Este ano, o Papa se detém sobre o “falar com o coração”.

“Foi o coração que nos moveu para ir, ver e escutar, e é o coração que nos move para uma comunicação aberta e acolhedora”, ressalta Francisco, recordando que “não devemos ter medo de proclamar a verdade, por vezes incômoda, mas de o fazer sem amor, sem coração. Só ouvindo e falando com o coração puro é que podemos ver para além das aparências, superando o rumor confuso que, mesmo no campo da informação, não nos ajuda a fazer o discernimento na complexidade do mundo em que vivemos. O apelo para se falar com o coração interpela radicalmente este nosso tempo, tão propenso à indiferença e à indignação, baseada por vezes até na desinformação que falsifica e instrumentaliza a verdade. Com efeito «o programa do cristão – como escreveu Bento XVI – é “um coração que vê”». Trata-se de um coração que revela, com o seu palpitar, o nosso verdadeiro ser e, por essa razão, deve ser ouvido. Isto leva o ouvinte a sintonizar-se no mesmo comprimento de onda, chegando ao ponto de sentir no próprio coração também o pulsar do outro. Então pode ter lugar o milagre do encontro, que nos faz olhar uns para os outros com compaixão, acolhendo as fragilidades recíprocas com respeito, em vez de julgar a partir dos boatos semeando discórdia e divisões”.

Jesus fala com o coração aos discípulos de Emaús

O Papa explica que “comunicar cordialmente quer dizer que a pessoa que nos lê ou escuta é levada a deduzir a nossa participação nas alegrias e receios, nas esperanças e sofrimentos das mulheres e homens do nosso tempo. Quem assim fala, ama o outro, pois preocupa-se com ele e salvaguarda a sua liberdade, sem a violar. Podemos ver este estilo no misterioso Viandante que dialoga com os discípulos a caminho de Emaús depois da tragédia que se consumou no Gólgota. A eles, Jesus ressuscitado fala com o coração, acompanhando com respeito o caminho da sua amargura, propondo-Se e não Se impondo, abrindo-lhes amorosamente a mente à compreensão do sentido mais profundo do sucedido. De facto, eles podem exclamar com alegria que o coração lhes ardia no peito enquanto Ele conversava pelo caminho e lhes explicava as Escrituras”. A seguir, Francisco recorda que:

Num período da história marcado por polarizações e oposições – de que, infelizmente, nem a comunidade eclesial está imune – o empenho em prol duma comunicação «de coração e braços abertos» não diz respeito exclusivamente aos agentes da informação, mas é responsabilidade de cada um. Todos somos chamados a procurar a verdade e a dizê-la, fazendo-o com amor.

Francisco de Sales, exemplo luminoso do falar com o coração

“Um dos exemplos mais luminosos e, ainda hoje, fascinantes deste «falar com o coração» temo-lo em São Francisco de Sales, Doutor da Igreja, a quem dediquei recentemente a Carta Apostólica Totum amoris est, nos 400 anos da sua morte”, ressalta o Papa. “A par deste aniversário importante e relacionado com a mesma circunstância”, recorda ele, “apraz-me recordar outro que se celebra neste ano de 2023: o centenário da sua proclamação como padroeiro dos jornalistas católicos, feita por Pio XI com a Encíclica Rerum omnium perturbationem. Mente brilhante, escritor fecundo, teólogo de grande profundidade, Francisco de Sales foi bispo de Genebra no início do século XVII, em anos difíceis marcados por animadas disputas com os calvinistas. A sua mansidão, humanidade e predisposição a dialogar pacientemente com todos, e de modo especial com quem se lhe opunha, fizeram dele uma extraordinária testemunha do amor misericordioso de Deus”.

“O santo bispo de Genebra nos recorda, através dos seus escritos e do próprio testemunho de vida, que «somos aquilo que comunicamos»: uma lição contracorrente hoje, num tempo em que, como experimentamos particularmente nas redes sociais, a comunicação é muitas vezes instrumentalizada para que o mundo nos veja, não por aquilo que somos, mas como desejaríamos ser. Possam os agentes da comunicação sentir-se inspirados por este Santo da ternura, procurando e narrando a verdade com coragem e liberdade, mas rejeitando a tentação de usar expressões sensacionalistas e agressivas”, sublinha ainda o Pontífice.

O sonho do Papa

“Como já tive oportunidade de salientar, «também na Igreja há grande necessidade de escutar e de nos escutarmos. É o dom mais precioso e profícuo que podemos oferecer uns aos outros».  Duma escuta sem preconceitos, atenta e disponível, nasce um falar segundo o estilo de Deus, que se sustenta de proximidade, compaixão e ternura. Na Igreja, temos urgente necessidade duma comunicação que inflame os corações, seja bálsamo nas feridas e ilumine o caminho dos irmãos e irmãs.”

Sonho uma comunicação eclesial que saiba deixar-se guiar pelo Espírito Santo, gentil e ao mesmo tempo profética, capaz de encontrar novas formas e modalidades para o anúncio maravilhoso que é chamada a proclamar no terceiro milênio.

Desarmar os ânimos promovendo uma linguagem de paz

A seguir, o Papa lembra que “hoje é necessário falar com o coração para promover uma cultura de paz, onde há guerra; para abrir sendas que permitam o diálogo e a reconciliação, onde campeiam o ódio e a inimizade. No dramático contexto de conflito global que estamos a viver, urge assegurar uma comunicação não hostil. É necessário vencer «o hábito de denegrir rapidamente o adversário, aplicando-lhe atributos humilhantes, em vez de se enfrentarem num diálogo aberto e respeitoso».”

Segundo Francisco, “precisamos de comunicadores prontos a dialogar, ocupados na promoção dum desarmamento integral e empenhados em desmantelar a psicose bélica que se aninha nos nossos corações, como exortava profeticamente São João XXIII na Encíclica Pacem in terris: «a verdadeira paz entre os povos não se baseia em tal equilíbrio [de armamentos], mas sim e exclusivamente na confiança mútua»”.

“Uma confiança que precisa de comunicadores não postos à defesa, mas ousados e criativos, prontos a arriscar na procura dum terreno comum onde encontrar-se. Também agora, como há 60 anos, a humanidade vive uma hora escura temendo uma escalada bélica, que deve ser travada o mais depressa possível, inclusivamente em termos de comunicação. Fica-se apavorado ao ouvir com quanta facilidade se pronunciam palavras que invocam a destruição de povos e territórios; palavras que, infelizmente, se convertem muitas vezes em ações bélicas de celerada violência. Por isso mesmo há que rejeitar toda a retórica belicista, assim como toda a forma de propaganda que manipula a verdade, deturpando-a com finalidades ideológicas. Em vez disso seja promovida, a todos os níveis, uma comunicação que ajude a criar as condições para se resolverem as controvérsias entre os povos.”

“Como cristãos, sabemos que é precisamente na conversão do coração que se decide o destino da paz, pois o vírus da guerra provém do íntimo do coração humano.  Do coração brotam as palavras certas para dissipar as sombras dum mundo fechado e dividido e construir uma civilização melhor do que aquela que recebemos. É um esforço que é exigido a todos e cada um de nós, mas faz apelo de modo particular ao sentido de responsabilidade dos agentes da comunicação a fim de realizarem a própria profissão como uma missão”, conclui o Papa.

Os Bispos do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil lançaram neste 21 de janeiro uma nota de indignação e solidariedade diante
Os Bispos do Regional Norte1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil lançaram neste 21 de janeiro uma nota de indignação e solidariedade diante da situação que vive o Povo Yanomami.
Os Bispos se mostram “estarrecidos e profundamente indignados, estamos vendo as imagens dos corpos esqueléticos de crianças e adultos do Povo Yanomami no Estado de Roraima, resultado das ações genocidas e ecocidas do Governo Federal anterior, que liberou as terras indígenas já homologadas para o garimpo ilegal e a extração de madeira, que destroem a floresta, contaminam as águas e os rios, geram doenças, fome e morte. Mais de 570 crianças já perderam a vida”.

A Terra Indígena Yanomami (TIY) é a mais extensa terra indígena no Brasil com cerca de 9 milhões de hectares, sendo habitada por cerca de 28.000 indígenas Yanomami, falantes de 6 línguas distintas e divididos em mais de 300 comunidades além de grupos indígenas em isolamento.

O garimpo ilegal, com uma presença estimada de cerca de 20.000 garimpeiros, associados a organizações criminosas que configuram o chamado “narco-garimpo”, envolvidos em tráfico de drogas, de armas e lavagem de dinheiro, que contam com a cumplicidade de funcionários públicos e o apoio de uma parcela das elites locais, empresários e políticos, mantêm uma relação com a floresta marcada pelo extrativismo predatório.

Trata-se de uma atividade que afeta a 273 aldeias yanomami, uma situação ainda mais agravada pelo desmonte das ações de saúde junto às comunidades Yanomami. As consequências do garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami é a devastação ambiental, a destruição das comunidades indígenas, o desequilíbrio da economia indígena que permite sua sobrevivência, o agravamento da situação sanitária, até o ponto de que comunidades que vivem no meio da floresta amazônica, estão sem atendimento de saúde, são milhares de indígenas abandonados sem qualquer assistência num momento de explosão exponencial de doenças provocadas também pela presença dos garimpos, uma situação que atinge sobretudo às crianças e às pessoas idosas, que sucumbem por doenças que tem tratamento.

Indígena Yanomami sendo cuidado
Diante de uma situação de colapso sanitário, o atual governo brasileiro declarou no dia 20 de janeiro de 2023 a emergência em saúde pública no território Yanomami. O Governo Federal montou uma força-tarefa para avaliar a tragédia na Terra Indígena Yanomami, visitando as regiões mais afetadas para montar um plano de ação e tentar evitar mais mortes.

Os Bispos do Regional Norte1 têm manifestado sua “profunda solidariedade ao Povo Yanomami, às famílias que perderam seus filhos e adultos, aos tuxauas e lideranças”. Junto com isso, eles dizem se colocar “ao lado dos missionários e missionárias da Igreja de Roraima e do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), que há tempo vem denunciando a invasão do território yanomami e suas trágicas consequências”.

O Regional Norte1 da CNBB apoia “as decisões corajosas do Presidente da República e vários ministros, ministras e assessores que visitaram a região, tomando as medidas necessárias e urgentes para expulsar os invasores e salvar muitas vidas de pessoas à beira da morte”, segundo a nota.

Citando as palavras da Querida Amazônia, a exortação pós-sinodal do Sínodo para a Amazônia, onde eles participaram como padres sinodais, a nota diz que “estamos diante de mais uma situação em que se repete o que foi denunciado pelo Papa Francisco na Querida Amazônia: ‘os povos nativos viram muitas vezes, impotentes, a destruição do ambiente natural que lhes permitia alimentar-se, curar-se, sobreviver e conservar um estilo de vida e uma cultura que lhes dava identidade e sentido’ (QA 13)”.

Movidos pela esperança, os Bispos suplicam “a Deus Pai, Defensor dos pobres e oprimidos, que proteja o Povo Yanomami a todas as pessoas que lutam para defender seus direitos”. Igualmente, eles pedem a intercessão pelos Yanomami de “Maria, Mãe da Amazônia e Mãe dos Povos Indígenas”.

Fonte: CNBB Norte 1 –  Padre Luis Miguel Modino, assessor de comunicação CNBB Norte1

  Um dos eventos eclesiais mais aguardados deste ano de 2023 é a Jornada Mundial da Juventude, a primeira pós-pandemia. O evento está marcado

 

Um dos eventos eclesiais mais aguardados deste ano de 2023 é a Jornada Mundial da Juventude, a primeira pós-pandemia. O evento está marcado para se realizar em Lisboa de 1o a 6 de agosto, com a participação do Papa.

E Francisco já começou a encorajar os jovens, enviando uma mensagem aos 400 mil inscritos. Mesmo que alguns digam que irão a Portugal “a turismo”, no fundo, afirma o Pontífice, é “porque sentem necessidade de participar, de partilhar, de contar a sua experiência e receber a experiência do outro, têm sede de horizonte”.

“Vocês, jovens, que são 400 mil, têm sede de horizonte. Que nesta Jornada aprendam sempre a olhar o horizonte, a olhar sempre mais além. Não levantem uma parede diante da vida. As paredes fecham, o horizonte faz crescer. Olhem sempre o horizonte, também com os olhos, mas sobretudo com o coração. Abram o coração a outras culturas, a outros rapazes, a outras moças, que vêm também a esta Jornada.”

O incentivo de Francisco é para que se preparem para a Jornada, “para abrirem horizontes, para abrir o coração” e agradece por já terem se inscrito “com tanta antecedência”, fazendo votos que outros sigam o mesmo exemplo.

“Que Deus os abençoe, que a Virgem cuide de vocês. Rezem por mim que eu rezo por vocês. E não se esqueçam: paredes não, horizontes sim. Obrigado.”

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