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O Sínodo do Bispos entra agora na Etapa Continental. Para esta etapa serão ouvidos os arcebispos e bispos diocesanos e as equipes (arqui)diocesanas. Leia

O Sínodo do Bispos entra agora na Etapa Continental. Para esta etapa serão ouvidos os arcebispos e bispos diocesanos e as equipes (arqui)diocesanas.

Leia abaixo a matéria publicada no site da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil;

A Equipe de Animação, no Brasil, do Sínodo envia às dioceses um comunicado com orientações à fase continental do processo do Sínodo dos Bispos. Os membros informaram que a participação nas duas primeiras etapas do processo sinodal iniciado em 2021 foi muito expressiva. No Brasil, mais de 260 sínteses foram recebidas na conclusão da Etapa Diocesana. Todo esse material foi reunido em uma Síntese única, enviada à Secretaria Geral do Sínodo.

Somam-se à do Brasil as sínteses de outras 111 Conferências Episcopais, de todas as 15 Igrejas Orientais, de 17 dos 23 dicastérios da Cúria Romana, além de outras sínteses advindas de institutos, associações e movimentos. “A participação expressiva e a adesão entusiasmada ao processo sinodal testemunham a disposição da Igreja em falar e ouvir, especialmente à escuta do que o Espírito diz às Igrejas (cf. Ap 2,29). O processo sinodal, porém, não se encerrou. Estamos a caminho da próxima etapa: a Fase Continental”, reforça comunicado da Equipe Nacional.

A partir das Sínteses recebidas, a Secretaria Geral do Sínodo elaborou o Documento de Trabalho para a Etapa Continental (DEC), que pode ser acessado aqui, e tem com como inspiração a exortação de Isaías: “Alarga o espaço da tua tenda!” (Is 54,2). Publicado em 27 de outubro de 2022, o DEC traz um belíssimo mosaico dos processos de escuta que marcaram a primeira fase do sínodo. O texto recupera diversos trechos das diferentes Conferências Episcopais e revela o aspecto universal de tantos frutos, sementes e ervas daninhas que também pela Igreja no Brasil haviam sido identificados.

Nova escuta às dioceses

Além disso, o DEC indica como será a organização da Etapa Continental, que incluirá nova escuta às dioceses. Dessa vez, os principais envolvidos serão o Bispo diocesano e a Equipe sinodal diocesana. Cada diocese poderá discernir a viabilidade ou não de convidar outras pessoas para participar desta etapa. Os passos serão os seguintes:

  1. Em atitude orante, ler o Documento para a Etapa Continental (DEC – link).
  2. Em conjunto e mantendo a atitude orante, discernir a respeito das três questões indicadas no DEC, n. 106:

a. Depois de ter lido o DEC em ambiente de Oração, quais intuições ecoam, de modo mais intenso, com as experiências e as realidades concretas da Igreja do vosso continente? Quais as experiências vos aparecem novas ou iluminadoras?
b. Depois de ter lido o DEC e fazer uma pausa em oração, quais tensões ou divergências substanciais surgem como particularmente importantes na perspectiva do vosso continente? Consequentemente, quais são as questões ou interrogações que deveriam ser enfrentadas e tomadas em consideração nas próximas fases do processo?
c. Olhando para aquilo que emerge das duas perguntas precedentes, quais são as prioridades, os temas recorrentes e os apelos à ação que podem ser partilhados com outras Igrejas locais no mundo e discutidos durante a Primeira Sessão da Assembleia sinodal em outubro de 2023?

3. As reflexões do grupo a respeito de cada questão devem ser registradas no formulário eletrônico preparado pela Equipe Nacional de Animação do Sínodo, que será enviado às dioceses. O prazo é o dia 17 de fevereiro de 2023.

Após o dia 17 de fevereiro de 2023, a Equipe Nacional de Animação do Sínodo fará um novo trabalho de Síntese das contribuições recebidas, que será levada para a Etapa Continental. Essa etapa, que reunirá as Conferências Episcopais do Cone Sul, acontecerá em Brasília (DF), entre os dias 6 e 10 de março de 2023.

A Equipe Nacional, que animou e assessorou a Etapa Diocesana, continua à disposição para auxiliar as dioceses nesse novo passo do caminho Sinodal. O contato principal permanece o e-mail: [email protected].

O Papa fez referência à Copa do Mundo. Leia a matéria publicada no site do Vaticano. Francisco recordou o campeonato mundial do Catar na
O Papa fez referência à Copa do Mundo. Leia a matéria publicada no site do Vaticano.
Francisco recordou o campeonato mundial do Catar na Audiência Geral. Saudou jogadores e torcedores, mas sobretudo expressou o desejo que o evento seja “uma ocasião de encontro e harmonia entre as nações” e pediu orações pela paz no mundo e o fim das guerras. O administrador apostólico do Norte da Arábia, dom Paul Hinder, também expressou a esperança de um momento de festa, intercâmbio e respeito ao outro.

O Papa Francisco voltou a incentivar o uso do esporte como instrumento de paz. Ao final da Audiência Geral desta quarta-feira (23), o Pontífice recordou os jogos da Copa do Mundo que começaram no domingo (20), no Catar:

“Gostaria de enviar a minha saudação aos jogadores, aos torcedores e aos espectadores que acompanham, de vários continentes, a Copa do Mundo, que está sendo disputada no Catar. Que este importante evento seja uma ocasião de encontro e de harmonia entre as Nações, promovendo a fraternidade e a paz entre os Povos. Oremos pela paz no mundo e pelo fim de todos os conflitos, com um pensamento especial pelos sofrimentos terríveis do querido e martirizado povo ucraniano.”

O esporte pode gerar “sementes de paz, capazes de mudar o mundo”, também enfatizou o Papa no último dia 14 de novembro ao receber em audiência, no Vaticano, um grupo formado por cerca de 200 jogadores de futebol – entre eles, o brasileiro Ronaldinho -, familiares e amigos. Em Roma, justamente para participar da Partida pela Paz no Estádio Olímpico, Francisco agradeceu pelo testemunho em dizer “queremos paz, em um mundo que sempre busca guerras e destruição”.

O próprio administrador apostólico do Norte da Arábia, que reúne justamente o Catar, Kuwait, Arábia Saudita e Bahrein, dom Paul Hinder, em declaração à agência católica de notícias SIR, expressou a esperança de que a Copa do Mundo “seja um momento de festa e intercâmbio, de respeito ao outro” e, portanto, também pediu aos torcedores “que respeitem à cultura local”. Durante os jogos, disse ele, “a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Doha, a primeira igreja construída no Catar que pode abrigar mais de 2 mil pessoas, a maior do Golfo, vai permanecer aberta para permitir que aos torcedores um momento de oração e meditação”.

As controvérsias da Copa do Mundo no Catar

Com uma cerimônia de abertura com abordagem de temas sociais, “interligando diferenças através da humanidade, do respeito e da inclusão”, informou a Fifa, a Copa do Mundo, porém, vem acumulando controvérsias e gerando debate desde que o país foi escolhido como sede, ainda em 2010.

Sobre as polêmicas em torno da decisão de atribuir esta edição do campeonato ao Catar, em relação ao respeito aos direitos humanos e à exploração dos trabalhadores estrangeiros, muitos dos quais que perderam a vida trabalhando na construção dos estádios, dom Hinder afirmou:

“Acredito que eventos como este, da Copa do Mundo, não são mais sustentáveis para o futuro. A própria decisão de confiar a Copa do Mundo ao Catar foi, tanto quanto se pode saber, problemática. Devo dizer também que o país fez enormes progressos na área do respeito aos direitos. Somente 25 anos atrás, no Catar, não tínhamos uma igreja e havia aqueles que atiravam pedras e outras coisas aos cristãos que se reuniam para rezar e celebrar os Sacramentos. Hoje, isso não acontece mais, também graças à ação do governo. Isto não diminui o fato de que ainda há progressos a serem feitos na questão dos direitos humanos, sociais e normas trabalhistas.”

O protesto da equipe do Irã

A equipe do Irã, adversária da Inglaterra na sua primeira partida, não cantou o hino nacional, em solidariedade às manifestações no país que nasceram com a morte de Mahsa Amini, de 22 anos, assassinada após ser presa em 16 de setembro por não usar de maneira correta o véu islâmico. O capitão da equipe, Ehsan Haisafi, enviou condolências a quem perdeu a vida nas manifestações e afirmou que os jogadores participam da Copa, “mas isso não significa que não devemos ser a voz deles”, desejando uma mudança no Irã, “de acordo com as expectativas do povo”. Nas arquibancadas, podia se ver cartazes com as expressões: “Freedom for Iran” e “Woman Life Freedom”.

Já o Brasil, em busca do hexacampeonato mundial, joga nesta quinta-feira (24) a primeira partida na Copa. A estreia da seleção brasileira acontece às 16h, horário de Brasília, contra a Sérvia, no estádio Lusail.

Às vésperas da celebração do 1º de dezembro – Dia Mundial de Luta contra a Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), a Pastoral da Pastoral

Às vésperas da celebração do 1º de dezembro – Dia Mundial de Luta contra a Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), a Pastoral da Pastoral da Aids, vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), relança a campanha “Zero discriminação, zero infecções e zero mortes”, em sintonia com Estratégia Global da UNAIDS.

O relançamento será nesta sexta-feira, 25 de novembro, às 19h30, em uma live no Facebook e vai contar com a presença do bispo de Nova Friburgo (RJ) e referencial da Pastoral da Aids, dom Luiz Antônio Lopes Ricci, e do doutor em Educação e consultor do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS), Gustavo Passos. A mediação será do coordenador da pastoral no regional Sul 3, frei Luiz Carlos Lunardi.

A live antecede a missa em ação de graças pelo Dia Mundial de Luta contra a Aids, dia 1º de dezembro. A celebração será na Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus, em Cuiabá (MT), às 19h30, presidida por dom Luiz Antônio Lopes Ricci, com transmissão pelas redes sociais da CNBB e pelo Facebook da Pastoral.

Pastoral da Aids: “Compromisso com a vida”

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o Dia Mundial de Luta contra a Aids constitui uma oportunidade para apoiar as pessoas envolvidas na luta contra o HIV e melhorar a compreensão do vírus como um problema de saúde pública global.

A Pastoral da Aids, em sintonia com o chamamento do Papa Francisco e da CNBB, reforça o compromisso do cuidado com a vida (bem maior), com os Direitos Humanos, com políticas públicas equitativas e igualitárias. “Aproveitando o Dia Mundial de Luta contra a Aids, enfatizamos o enfrentamento da epidemia do HIV e Aids como uma forma concreta deste compromisso da Igreja”, reforça a pastoral.

É tempo de “zerar” significa é tempo de acolher, de estar próximo, de acompanhar, especialmente aquelas pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade e risco. É tempo de somarmos esforços para a prevenção e para o tratamento, evitando dessa forma que mais vidas se percam.

Dezembro Vermelho

O Dezembro Vermelho: Campanha Nacional de Prevenção ao HIV/Aids e Outras Infecções Sexualmente Transmissíveis surgiu em 1987, quando a ONU criou esta campanha e, em 1991, a fitinha vermelha surgiu com artistas de Nova York, para lembrar a luta contra o HIV e transmitir compreensão, solidariedade e apoio a quem vive com o vírus.

No Brasil, o projeto foi adotado em 1988, pelo Ministério da Saúde, segundo a Agência Aids. Ainda segundo o Ministério, no Brasil, 92% das pessoas em tratamento já atingiram o estágio de estarem indetectáveis, ou seja, estado em que a pessoa não transmite o vírus e consegue manter a qualidade de vida sem manifestar os sintomas da Aids.

Fonte: matéria publicada no site da CNBB
Com um Decreto do Papa Francisco a Sala de Imprensa da Santa Sé lançou nesta terça-feira (22) um comunicado de imprensa no qual anuncia
Com um Decreto do Papa Francisco a Sala de Imprensa da Santa Sé lançou nesta terça-feira (22) um comunicado de imprensa no qual anuncia que o Papa nomeia um Comissário extraordinário para relançar o serviço da Caritas Internationalis

Segue o Decreto do Santo Padre:

Caritas Internationalis assiste o Sumo Pontífice e os Bispos no exercício de seu ministério para com os mais pobres e mais necessitados, participando na gestão de emergências humanitárias e colaborando na difusão da caridade e da justiça no mundo à luz do Evangelho e dos ensinamentos da Igreja Católica. A fim de melhorar o cumprimento desta missão, parece necessária uma revisão do quadro normativo atual para torná-lo mais apropriado às funções estatutárias do Organismo, bem como prepará-lo para as eleições a serem realizadas na próxima Assembleia Geral. Com o fervoroso desejo de favorecer a renovação prevista da Instituição

nomeio

o Dr. Pier Francesco Pinelli como Comissário extraordinário da Caritas Internationalis, para que, a partir de 22 de novembro de 2022, ele possa dirigi-la temporariamente ad nutum da Sé Apostólica, com todos os poderes de governo, de acordo com o direito comum e os Estatutos e o Regulamento do Organismo, e com plena faculdade para derrogá-los, caso o considere oportuno ou necessário.

Com a entrada em vigor desta medida, os Membros do Conselho Representativo e do Conselho Executivo, o Presidente e os Vice-Presidentes, o Secretário Geral, o Tesoureiro e o Assistente Eclesiástico cessam seus respectivos cargos.

O Comissário extraordinário, auxiliado em suas funções pela Dra. Maria Amparo Alonso Escobar e apoiado pelo Rev. Padre Manuel Morujão, S.I., para o acompanhamento pessoal e espiritual dos funcionários, providenciará a atualização dos Estatutos e do Regulamento da Caritas Internationalis, por uma sua maior funcionalidade e eficácia, orientando a Organização na preparação da próxima Assembleia Geral. Nesta última tarefa, o Comissário extraordinário será assistido pelo Card. Luis Antonio G. Tagle, que será particularmente responsável pelas relações com as Igrejas locais e as Organizações Membros da Caritas Internacionalis.

O Comissário extraordinário atuará de acordo com o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

Do Vaticano, 21 de novembro de 2022

 

Histórico:

Segundo o Comunicado, “após uma avaliação de seu desempenho por uma comissão independente, a administração da Caritas Internationalis (CI) foi colocada sob administração temporárea com o objetivo de melhorar suas normas e procedimentos de gestão – embora a gestão financeira seja correta e os objetivos de captação de recursos tenham sido alcançados – e assim servir melhor as organizações membros da confederação em todo o mundo”.

O Papa Francisco nomeou como Comissário Extraordinário da CI, o senhor Pier Francesco Pinelli, com efeito a partir de 22 de novembro de 2022. O Sr. Pinelli é um conhecido consultor profissional e organizacional. Ele será assistido pela Sra. Maria Amparo Alonso Escobar, atual Chefe de Advocacia da CI, e pelo Pe. Manuel Morujão S.J. para o acompanhamento pessoal e espiritual da equipe. Durante o período de comissariamento, todas as nomeações atuais da gerência dentro da CI estão suspensas. A nomeação de um Comissário Extraordinário para a CI não terá impacto sobre o funcionamento das organizações membros e do serviço de solidariedade global que elas promovem, ao contrário, servirá para fortalecê-lo.

Assembleia Geral

O Sr. Pinelli e a Sra. Alonso acompanharão a CI para garantir a estabilidade e a liderança empática. Trabalharão para finalizar o processo de nomeação de candidatos e os procedimentos de eleição, conforme estipulado nos Estatutos da organização. A próxima Assembleia Geral das Organizações Membros da CI elegerá o Presidente, o Secretário Geral e o Tesoureiro. O evento será realizado regularmente em maio de 2023 e será presencial. Para a preparação da Assembleia Geral, o Comissário Extraordinário será auxiliado pelo cardeal Luis Antonio G. Tagle, que cuidará particularmente das relações com as Igrejas locais e as Organizações Membros da Cáritas Internacionalis.

Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral 

Segundo a nova constituição apostólica da Cúria Romana, Praedicate Evangelium, prossegue ainda o Comunicado, o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral (DSSUI) “exerce as competências reservadas por lei à Santa Sé na constituição e supervisão das associações internacionais de caridade e dos Fundos instituidos para os mesmos fins, de acordo com o estabelecido em seus respectivos Estatutos e em conformidade com as normas em vigor” (Art. 174 § 3). DSSUI é “competente em relação à Caritas Internationalis (…), de acordo com [seus] Estatutos” (Art 174 § 2).

No decorrer do ano, o DSSUI encomendou uma auditoria da organização e do bem-estar de trabalho da Secretaria Geral da CI e seu alinhamento com os valores católicos da dignidade humana e do respeito a cada pessoa. A auditoria foi realizada por uma comissão de especialistas independentes; além do Sr. Pinelli, fizeram parte da comissão Don Enrico Parolari e Dra. Francesca Busnelli, ambos psicólogos.

Os atuais funcionários da CI, assim como ex-funcionários e colaboradores, foram convidados a participar da auditoria. O trabalho realizado não revelou qualquer evidência de má administração financeira ou comportamento inadequado de natureza sexual, mas, ao mesmo tempo, foram destacadas questões e áreas que requerem atenção urgente. Foram encontradas deficiências nos procedimentos de gestão que tiveram um efeito negativo também no espírito de equipe e na moral dos funcionários.

Cardeal Michael Czerny S.J.

“Nos últimos anos tivemos um aumento significativo das necessidades das muitas pessoas que a Caritas assiste, e é imperativo que a Caritas Internationalis esteja bem preparada para enfrentar estes desafios”, disse o Cardeal Michael Czerny S.J., Prefeito do DSSUI. “O Papa Francisco nos convida a considerar a missão que a Cáritas é chamada a desenvolver na Igreja…. A caridade não é um benefício estéril ou um mero óbolo a ser doado para salvar nossas consciências. O que nunca devemos esquecer é que a caridade tem sua origem e essência no próprio Deus (cf. Jo 4,8); a caridade é o abraço de Deus, nosso Pai, a todo ser humano, especialmente o menor e o que sofre, que ocupa um lugar preferencial em seu coração” (27 de maio de 2019). Suas palavras inspiram todos os envolvidos a garantir que a CI esteja à altura de sua missão”.

Tendo tomado conhecimento das conclusões da auditoria e motivado para ajudar a elevar a CI a um padrão que esteja à altura de sua missão, o DSSUI continuará a exercer sua “competência” em nome da Caritas Internationalis, encorajando a resolução das questões evidenciadas na auditoria da comissão. Dada a importância da missão da CI e a urgência de melhorar sua gestão, confiamos nas orações e esperamos o apoio de todos.

O Papa Francisco visitou seus parentes em Asti, na Itália, neste final de semana, 19 e 20 de novembro de 2022. No sábado o

O Papa Francisco visitou seus parentes em Asti, na Itália, neste final de semana, 19 e 20 de novembro de 2022.

No sábado o Papa visitou a igreja Bem-Aventurada Virgem dos Anjos, paróquia de seus avós e dedicou o dia a visitar duas primas e uma casa de idosos.

Já o domingo Francisco cumpriu agendas públicas. Recebeu na Cúria o prefeito e o presidente da região de Piemonte. Recebeu a cidadania honorária, atribuído pelo Prefeito, Maurizio Rasero pelo compromisso com a paz no mundo e contra todas as formas de discriminação. Depois dirigiu-se em papa-móvel até à Catedral e presidiu a missa na Solenidade de Cristo Rei.

Antes de retornar ao Vaticano, o Papa esteve no Estádio Municipal Censin Bosia para um momento especial com mais de mil crianças, adolescentes acompanhados de seus pais e professores.

Assista o vídeo da chegada do Papa a Asti.

 

Anexos

O Papa Francisco deu entrevista à La Stampa, jornal italiano e falou sobre a guerra e visita a parentes. Leia a matéria publicada no
O Papa Francisco deu entrevista à La Stampa, jornal italiano e falou sobre a guerra e visita a parentes. Leia a matéria publicada no site Vatican News:
No jornal diário italiano La Stampa, a entrevista de Domenico Agasso com o Papa lembra o incessante trabalho diplomático da Santa Sé para identificar uma “fresta que poderia levar a um verdadeiro cessar-fogo e a verdadeiras negociações”: estamos próximos das necessidades humanitárias de um povo “que carrego em meu coração junto com seus sofrimentos”.

Santidade, amanhã o senhor irá a Asti pela primeira vez como Papa. Com sua família festejará o 90º aniversário de sua prima Carla Rabezzana. Eram crianças durante a Segunda Guerra Mundial e nos anos sombrios da Guerra Fria: como se sente em ter que enfrentar como Papa a “terceira guerra mundial”, como o senhor a definiu, com uma nova ameaça nuclear?

É um absurdo. E provoca particular raiva e tristeza perceber que por detrás de todas essas tragédias estão a ânsia pelo poder e o comércio de armas. Foi-me dito que se as armas não fossem fabricadas e vendidas em um ano, acabaria com a fome no mundo. Em vez disso, prevalece sempre a vocação destrutiva, resultando em guerras. Quando os impérios enfraquecem, eles visam fazer uma guerra para se sentirem fortes, e também para vender armas. Em um século, três guerras mundiais! E nós não aprendemos! No entanto, bastaria ir ao cemitério de Anzio, e pensar na idade daqueles enterrados ali: fui lá e em frente ao túmulo daqueles jovens estadunidenses, de vinte anos, que morreram no desembarque de Anzio, chorei…. E meu coração chorou em Redipuglia (meu avô esteve em Piave e me contou o que aconteceu lá). E como eu disse antes: o desembarque na Normandia… foi o início da queda do nazismo, é verdade… mas quantos jovens foram deixados na praia, mortos? Dizem 30 mil…. Nós não aprendemos…”.

Há alguma novidade diplomática entre o Vaticano e o Kremlin?

“Estamos continuamente atentos à evolução da situação”. Como eu disse no avião vindo do Bahrein, a Secretaria de Estado está trabalhando e trabalha bem, todos os dias, e está avaliando qualquer hipótese e valorizando qualquer fresta que possa levar a um verdadeiro cessar-fogo, e a negociações verdadeiras. Entretanto, estamos comprometidos com o apoio humanitário ao povo da martirizada Ucrânia, que carrego em meu coração juntamente com seus sofrimentos. E também tentamos desenvolver uma rede de relações que favoreça uma aproximação entre as partes, para encontrar soluções. Além disso, a Santa Sé faz o que deve para ajudar os prisioneiros”.

O Vaticano está pronto para desempenhar o papel de mediador de paz, a sediar possíveis negociações?

“Como temos confirmado há meses, e como o cardeal Secretário de Estado Parolin afirmou várias vezes, a Santa Sé está pronta para fazer todo o possível para mediar e pôr um fim ao conflito na Ucrânia”.

O senhor tem esperança de que possa haver uma reconciliação entre Moscou e Kiev?

“Sim, eu tenho esperança. Não nos resignemos, a paz é possível. Mas todos devem trabalhar para desmilitarizar os corações, começando com seus próprios corações, e depois desarmar a violência. Todos nós devemos ser pacifistas. Querendo a paz, não apenas uma trégua que pode servir apenas para rearmar-se. A verdadeira paz, que é fruto do diálogo, não se consegue com armas, porque elas não derrotam o ódio e a sede de domínio, que reaparecerão, talvez de outras formas, mas reaparecerão”.

O senhor advertiu muitas vezes a Europa contra os nacionalismos e os populismos. Neste período se fala e se escreve sobre o perigo de um retorno de alguma forma do fascismo em várias nações: o que o senhor acha disso?

“Devemos estar sempre atentos a todos os ‘-ismos’, porque eles semeiam, com hipocrisia, maldade social e política”.

No domingo o senhor celebrará a Santa Missa na catedral de Asti, para encontrar a comunidade diocesana de onde seus pais partiram para emigrar para a Argentina. Qual é a sensação de voltar à sua terra natal vestido de branco?

“Há muito tempo eu queria passar algumas horas com meus parentes nos lugares da minha família”. Antes de ser Papa, eu ia frequentemente à região de Asti, era um hábito: quando chegava a Roma como provincial dos jesuítas da Argentina, ou como arcebispo para participar de algum sínodo. Em todas as ocasiões eu ia até o Piemonte para ver os primos do meu pai. Somos muito próximos. Com a prima mais velha, Carla, conversamos frequentemente pelo telefone. Amanhã também estaremos juntos com outros cinco primos, e isto me enche de alegria”.

Está se aproximando dos dez anos de pontificado: que reflexões provoca no senhor esse aniversário?

“Todos os dias eu reflito sobre minha vida. Uma das coisas que Santo Inácio de Loyola (fundador da Companhia de Jesus, ndr) recomendou a todos, não apenas aos padres e freiras, foi examinar a própria consciência pelo menos uma vez por dia. Não para saber que pecados se cometeu, não, mas para perceber o que está acontecendo conosco e ao nosso redor. Às vezes nosso coração, nossa consciência, é como uma estrada onde muitos passam e ninguém percebe o que está acontecendo. Em vez disso, é importante parar, talvez no final do dia, e observar o que estamos experimentando. E assim se compreende as bênçãos que se recebe da vida, as boas ações que se fez, e também o que se pensa e se realiza de ruim. Desta forma se avança, compreendendo com qual espírito se relaciona nas diversas esferas: por exemplo, com um desejo de conciliação, amizade, fraternidade, ou caindo na tentação da vingança, de brigas, da prepotência, buscando a prevaricação”.

O senhor é feliz de ser o Papa?

“Graças à minha vocação, sempre fui feliz nos lugares em que o Senhor me colocou e me enviou. Mas não porque “ganhei algo”, não ganhei nada… isto é um serviço, e a Igreja me pediu; eu não pensei que seria eleito, e ao invés disso o Senhor o quis. Portanto, avante. E eu faço o que posso, todos os dias, tentando nunca parar”.

A cidade de Goiânia, capital do Estado de Goiás, foi anunciada como sede do 19º Congresso Eucarístico Nacional (CEN), que será realizado de 3

A cidade de Goiânia, capital do Estado de Goiás, foi anunciada como sede do 19º Congresso Eucarístico Nacional (CEN), que será realizado de 3 a 7 de setembro de 2027. O anúncio foi feito pelo bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da Conferência Nacional dos bispos do Brasil (CNBB), dom Joel Portella Amado, no encerramento da missa do 18º CEN, que aconteceu de 11 a 15 de novembro, na arquidiocese de Olinda e Recife (PE).

O arcebispo de Goiânia e presidente da Comissão Episcopal para Cultura e Educação da CNBB, dom João Justino de Medeiros Silva, recebeu das mãos do arcebispo de Olinda e Recife (PE), dom Antônio Fernando Saburido, a réplica do ostensório símbolo do CEN 2020. A realização do Congresso será de responsabilidade da arquidiocese de Goiânia em colaboração com as dioceses de todo o regional Centro-Oeste da CNBB, que abrande o Distrito Federal e o estado de Goiás.

História do Congresso Eucarístico

Realizado pela primeira vez em 1881, em Lille, na França, por iniciativa de um grupo de fiéis leigos apoiado por São Pedro Julião Eymard, o Congresso Eucarístico é um momento de convergência das pessoas que professam a fé católica na realidade da Eucaristia e que desejam dar testemunho público de fé.

No Brasil, a realização dos congressos teve início em 1933, em Salvador (BA), que teve como tema: “Vinde, adoremos o Santíssimo Sacramento”.  O último aconteceu em Recife (PE), que sediou o CEN pela segunda vez, a primeira foi em 1939.

  • 1933 – Salvador-BA
  • 1º Congresso Eucarístico Nacional – Vinde, adoremos o Santíssimo Sacramento.
  • 1936 – Belo Horizonte-MG
  • 2º Congresso Eucarístico Nacional – Luz e Vida.
  • 1939 – Recife-PE
  • 3º Congresso Eucarístico Nacional – A Eucaristia e a vida cristã.
  • 1942 – São Paulo-SP
  • 4º Congresso Eucarístico Nacional – Vinde a mim todos.
  • 1948 – Porto Alegre-RS
  • 5º Congresso Eucarístico Nacional – Ação social.
  • 1953 – Belém-PA
  • 6º Congresso Eucarístico Nacional – Luz e Vida.
  • 1960 – Curitiba-PR
  • 7º Congresso Eucarístico Nacional – Eucaristia, luz e vida do mundo.
  • 1970 – Brasília-DF
  • 8º Congresso Eucarístico Nacional – A mesa do Senhor.
  • 1975 – Manaus-AM
  • 9º Congresso Eucarístico Nacional – Repartir o pão.
  • 1980 – Fortaleza-CE
  • 10º Congresso Eucarístico Nacional – Para onde vais?
  • 1985 – Aparecida-SP
  • 11º Congresso Eucarístico Nacional – Pão para quem tem fome.
  • 1991 – Natal-RN
  • 12º Congresso Eucarístico Nacional – Eucaristia e Evangelização.
  • 1996 – Vitória-ES
  • 13º Congresso Eucarístico Nacional – Eucaristia, vida para a Igreja.
  • 2001 – Campinas-SP
  • 14º Congresso Eucarístico Nacional – Fonte da missão e vida solidária.
  • 2006 – Florianópolis-SC
  • 15º Congresso Eucarístico Nacional – Ele está no meio de nós.
  • 2010 – Brasília-DF
  • 16º Congresso Eucarístico Nacional – Eucaristia, pão da unidade dos discípulos e missionários.
  • 2016 – Belém-PA
  • 17º Congresso Eucarístico Nacional – Eucaristia e partilha na Amazônia missionária.
  • 2022 – Recife-PE
  • 18º Congresso Eucarístico Nacional – Pão em todas as mesas.
Foto de capa: arquidiocese de Goiânia
Fonte: CNBB
A Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove nesta quinta-feira, 17 de novembro de 2022, às 19h30,

A Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove nesta quinta-feira, 17 de novembro de 2022, às 19h30, a transmissão da segunda seção da quarta parte de lives sobre o Catecismo da Igreja Católica.

A temática a ser abordada é “A Oração Cristã”. A formação é assessorada pelo professor Matthias Grenzer, pós-doutor em Teologia e mestre em História. A live está dentro do contexto das celebrações dos 30 anos do Catecismo da Igreja Católica e tem o objetivo de “celebrar a publicação deste texto, que se tornou uma grande referência para o caminho da Igreja, especialmente da Catequese, nos últimos anos”.

O Catecismo é formado por quatro partes distintas, montadas sobre quatro textos basilares. O primeiro é sobre a profissão de fé, ou seja, o que é necessário crer para ser católico. A segunda parte versa sobre os sacramentos de fé. Na terceira parte, aprende-se como viver a fé, como amar a Deus de forma concreta, amando também os irmãos e cumprindo os mandamentos. E, por fim, a oração na vida da fé, representada pela explicação do Pai-Nosso.

A live poderá ser acompanhada a partir das 19h30 no youtube jcatequesedobrasil e cnbbnacional.