Notícias da Igreja

Faleceu Monsenhor  Jonas Abib, fundador da Comunidade Canção Nova com sede em Cachoeira Paulista, diocese de Lorena, São Paulo. Monsenhor Jonas tinha 85 anos

Faleceu Monsenhor  Jonas Abib, fundador da Comunidade Canção Nova com sede em Cachoeira Paulista, diocese de Lorena, São Paulo. Monsenhor Jonas tinha 85 anos e passava por fragilidades com relação à saúde. Faleceu em Cachoeira Paulista na noite de segunda-feira, 12 de dezembro de 2022.

O chamado de Monsenhor Jonas foi iniciado a pedido do então Bispo de Lorena, dom Antonio Afonso de Miranda, para que fizesse alguma coisa para os jovens.

Monsenhor Jonas desde então dedicou sua vida ao projeto Canção Nova. Conseguiu o Reconhecimento Pontifício em 2008, tornando a Canção Nova uma Associação Internacional Privada de Fiéis.

A Arquidiocese de Vitória reconhece a importância do trabalho desenvolvido por Monsenhor Jonas, dando protagonismo aos jovens e levando a Igreja para o mundo da comunicação e solidariza-se com a Comunidade Canção Nova e a Diocese de Lorena neste momento de dor. Rezemos pedindo a Deus que acolha Monsenhor Jonas em seu Reino.

As informações sobre velório e sepultamento serão divulgadas na TV e redes sociais da Canção Nova.

“Bem-aventurados os mortos, os que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Senhor, para descansem de suas fadigas, pois suas obras os acompanham”.

 

O Papa Francisco abençoou a imagens do Menino Jesus durante a audiência de domingo, 11 de dezembro. As imagens foram levadas por crianças e
O Papa Francisco abençoou a imagens do Menino Jesus durante a audiência de domingo, 11 de dezembro.
As imagens foram levadas por crianças e adolescentes das paróquias de Roma, e é uma tradição instituída pelo Papa Paulo VI em 1969 que acontece no terceiro domingo do Advento, o Domingo da Alegria.
Durante a cerimônia o Papa disse: “E agora eu abençoo o “Bambinelli”, isto é, as imagens do Menino Jesus que vocês, queridas crianças e jovens, trouxeram para cá e que colocarão no presépio quando voltarem à casa. Eu os convido a rezar, diante do presépio, para que o Natal do Senhor possa trazer um raio de paz para as crianças do mundo inteiro, especialmente aquelas forçadas a viver os dias terríveis e escuros da guerra, esta guerra na Ucrânia que destrói tantas vidas, tantas vidas, e tantas crianças”.
Fonte: site do Vaticano

 

 

 

A imagem do Papa emocionado ao rezar pela paz na Ucrânia correu o mundo. Leia a matéria publicada no site do Vaticano: “No meio
A imagem do Papa emocionado ao rezar pela paz na Ucrânia correu o mundo. Leia a matéria publicada no site do Vaticano:
“No meio de tantas nuvens escuras és um sinal de esperança e de consolação”. Em sua oração, feita aos pés do monumento dedicado a Nossa Senhora da Imaculada Conceição, o Papa citou a guerra na Ucrânia suplicando à Virgem Imaculada, “hoje gostaria de lhe trazer o agradecimento pela paz que há muito tempo pedimos ao Senhor. Ao invés, ainda devo lhe apresentar a súplica”

O Papa Francisco deixou o Vaticano na tarde desta quinta-feira (08/12), para fazer a tradicional homenagem floreal a Nossa Senhora, aos pés do monumento a ela dedicado, situado na Praça Espanha, no centro de Roma. Antes, porém, Francisco foi à Basílica de Santa Maria Maior para um momento de veneração diante do ícone de Nossa Senhora Salus Populi Romani.

A Praça Espanha estava repleta de fiéis romanos e turistas. O Papa foi recebido pelas autoridades municipais e pelo cardeal vigário de Roma. Em sua oração, feita aos pés do monumento dedicado a Nossa Senhora, o Papa recordou que depois de dois anos retorna à Praça para prestar homenagem junto com o povo desta Igreja e desta Cidade. “Trazendo os agradecimentos e súplicas de todos os seus filhos, de perto e de longe”.

Trazendo agradecimentos e súplicas

“Antes de mais nada, trago-lhe o amor filial”, continuou Francisco na sua oração, “de incontáveis homens e mulheres, não apenas cristãos que têm a maior gratidão por ti, por tua beleza, toda a graça e humildade:

“Porque no meio de tantas nuvens escuras és um sinal de esperança e de consolação”

Francisco continuou sua oração citando que trazia a Nossa Senhora também o sorriso das crianças, que começam a saber que têm uma Mãe no Céu; a gratidão dos idosos; as preocupações das famílias; os sonhos e as ânsias dos jovens. Pedindo a Maria especialmente “pelos que foram mais afetados pela pandemia, para que lentamente recomecem a agitar e abrir suas asas e que recuperem o gosto de voar alto”.

Pela paz na Ucrânia

Na parte final de sua oração o Papa recordou com emoção, chegando às lágrimas, a guerra na Ucrânia:

Virgem Imaculada, hoje gostaria
de lhe trazer o agradecimento do povo ucraniano
pela paz que há muito tempo pedimos ao Senhor.
Ao invés, ainda devo lhe apresentar a súplica
das crianças, dos idosos
dos pais e das mães, dos jovens
daquela terra martirizada.
Mas na realidade todos nós sabemos
que estás com eles e com todos os que sofrem,
assim como estiveste ao lado da cruz do teu Filho.

Obrigado, nossa Mãe!
Olhando para ti, que és sem pecado
podemos continuar a acreditar e esperar
que o amor vença o ódio
que a verdade vença a falsidade,
que o perdão vença a ofensa,
e que a paz prevaleça sobre a guerra. Assim seja!
“.

Dando continuidade ao ciclo sobre o discernimento, o Papa refletiu esta quarta-feira sobre o resultado de nossas escolhas. O importante é saber que não
Dando continuidade ao ciclo sobre o discernimento, o Papa refletiu esta quarta-feira sobre o resultado de nossas escolhas. O importante é saber que não temos o controle sobre a saúde, o futuro, os entes queridos, os nossos projetos. “Aquilo que conta é ter a nossa confiança posta no Senhor do universo, que nos ama imensamente e sabe que podemos construir, com Ele, algo de maravilhoso, de eterno.” Esta matéria está publicada no site do Vaticano.

Na iminência do inverno, a Audiência Geral foi transferida da Praça São Pedro para a Sala Paulo VI para melhor acolher os fiéis e peregrinos.

A eles, o Papa propôs o tema do tempo, desenvolvido sempre no âmbito do ciclo de catequeses sobre o discernimento.

Com efeito, o tempo é um critério fundamental para reconhecer a voz de Deus em meio a tantas outras vozes. Somente Ele é o senhor do tempo: é o selo de garantia da sua originalidade, que o diferencia das imitações que falam em seu nome, sem sucesso.

Na prática, uma vez tomada uma decisão, é importante, na fase sucessiva, estar atentos aos sinais para ver se confirmam ou desmentem tal decisão. Um dos sinais é a paz que perdura no tempo. Tomei a decisão correta se esta me traz harmonia, unidade, fervor e zelo.

A decisão também está correta se sinto gratidão, se sinto ocupar o meu lugar na vida e, sobretudo, se me sinto livre em relação à decisão tomada. Isto é, se me sinto livre para mudá-la ou até mesmo renunciar a ela caso não corresponda à vontade do Senhor.

Ele procede assim não para nos privar de algo querido, mas para vivermos com liberdade e sem apego. Somente Deus sabe o que é realmente bom para nós. A possessividade é inimiga do bem e aniquila o afeto: os muitos casos de violência doméstica nascem quase sempre da pretensão de possuir o afeto do outro. Mas o amor pressupõe liberdade. Por isso o Senhor nos criou livres, livres inclusive de dizer não a Ele.

Confiar em Deus. Sempre!

Mas é do nosso interesse oferecer a Ele aquilo que temos de mais precioso, sabendo que a nossa vida e toda a história estão nas suas mãos benévolas.

É aquilo a que Bíblia chama o temor de Deus, isto é, respeito de Deus, condição indispensável para acolher o dom da Sabedoria. É o temor divino que afugenta todos os outros temores, todos os outros medos, porque está orientado para Aquele que é o Senhor de todas as coisas; na presença Dele, nada nos pode inquietar nem turvar.

O homem livre, disse o Papa, abençoa o Senhor seja nas coisas boas, seja nas coisas nem tão boas.

Reconhecer isso é fundamental para uma boa decisão e tranquiliza-nos sobre aquilo cujo controlo ou previsão não está nas nossas mãos: a saúde, o futuro, os entes queridos, os nossos projetos. Aquilo que conta é ter a nossa confiança posta no Senhor do universo, que nos ama imensamente e sabe que podemos construir, com Ele, algo de maravilhoso, de eterno.

“Prossigamos sempre buscando tomar decisões assim, em oração, e sentindo o que acontece em nosso coração e ir avante lentamente. Coragem!”

Após 19 anos de trabalho da Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos (CETEL), a revisão da tradução brasileira da 3ª Edição Típica do Missal

Após 19 anos de trabalho da Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos (CETEL), a revisão da tradução brasileira da 3ª Edição Típica do Missal Romano será apresentada à Santa Sé. O bispo de Paranaguá (PR) e presidente da Comissão, dom Edmar Peron, e o assessor, padre Leonardo Pinheiro, levarão o material aprovado na etapa presencial da 59ª Assembleia Geral da CNBB, em agosto, para o Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. O encontro está marcado para o dia 15 de dezembro. Na oportunidade, também será entregue a tradução do Ritual de Instituição de Catequistas. 

Serão levadas para apreciação duas versões impressas dos dois documentos, além das versões digitais. Junto com o missal irá ainda um documento no qual estão as explicações do processo de revisão da tradução da terceira edição típica do Missal Romano. A produção é fruto do trabalho da Comissão para os Textos Litúrgicos (Cetel), da Comissão para a Liturgia e da Edições CNBB. 

 Terceira Edição do Missal Romano

Antes de chegar à Santa Sé, o material diagramado pela Edições CNBB foi apresentado para o secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, e o subsecretário-adjunto geral, padre Patriky Samuel Batista. Na segunda-feira, 5 de dezembro, dom Joel pôde conferir como a nova edição do Missal Romano está organizada e outros detalhes da diagramação. 

Também antecede o encontro na Cúria Romana uma reunião em Fátima, Portugal, com a Comissão para a para a Liturgia da Conferência Episcopal Portuguesa. Dom Edmar e padre Leonardo, embarcam na próxima quarta-feira, 7 de dezembro. 

Características

“Nós podemos perceber que o trabalho não é só de adequação, mas também trazer para o texto inúmeros outros textos que foram sendo enriquecidos ao longo desses últimos anos, para uma versão mais completa”, comentou dom Joel ao verificar as novidades contidas na terceira edição do Missal Romano.  

Exemplos disso são as calendas do Natal e o anúncio da Páscoa e das Festas móveis. A edição preparada pela CNBB tem o original do latim e a fórmula tradicionalmente utilizada no Brasil.  

Outra característica é que a liturgia de cada dia está em sequência, começando pelo Primeiro domingo do Advento, início do Ano Litúrgico. Assim, o Missal se torna “mais simples e mais prático para o uso nas celebrações, sem que sejam necessárias muitas mudanças de página ao longo da missa”, explicou dom Joel.

Sobre a diagramação, esta contou com a inserção de ilustrações tiradas da obra de Cláudio Pastro encontradas no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. São imagens escolhidas pela Comissão para a Liturgia da CNBB referentes aos tempos litúrgicos e às solenidades, por exemplo. 

Próximos passos

Com a apresentação da tradução ao Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, o passo seguinte é aguardar o posicionamento do organismo cúria romana, segundo padre Leonardo Pinheiro. Ele explicou que as aprovações podem ocorrer em dois modos: confirmatio ou recognitio. A primeira refere-se à confirmação da tradução do material a partir do texto original em latim oferecido pela Santa Sé. Já o segundo modo de aprovação é o reconhecimento do que foi inserido pela Conferência, como algumas “riquezas da Igreja no Brasil” que foram colhidas pelo episcopado para compor a nova edição. Tais inserções estão sinalizadas no documento. 

Ritual para a Instituição de Catequistas 

Também aprovado na etapa presencial da 59ª Assembleia Geral da CNBB, o Ritual para a Instituição de Catequistas vai ser apresentado para aprovação pela Santa Sé. O material está relacionado à carta apostólica Antiquum Ministerium, do Papa Francisco, por meio da qual foi instituído na Igreja o ministério de catequista.  

Padre Patriky, dom Joel Amado e padre Leonardo Pinheiro | Foto: Luiz Lopes Jr/CNBB

Em dezembro do ano passado, a então Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicou uma edição típica em latim do Rito de Instituição do ministério laical de Catequista. A orientação dada era de que a edição pudesse ser “amplamente adaptada por parte das Conferências Episcopais, as quais tem a tarefa de deixar claro o perfil e o papel dos Catequistas, de oferecer-lhes programas de formação adequados, de formar as comunidades para que entendam o serviço dos catequistas”. Assim foi preparado o material com a coordenação da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB e posterior diagramação pela Edições CNBB. 

A Campanha da Fraternidade 2023 propõe como tema Fraternidade e Fome e o lema Dai-lhes vós mesmos de comer (Mt 14,16). Esta frase de

A Campanha da Fraternidade 2023 propõe como tema Fraternidade e Fome e o lema Dai-lhes vós mesmos de comer (Mt 14,16). Esta frase de Jesus aos discípulos quando estes queriam dispersar a multidão para que buscassem comida, torna-se para nós hoje, uma urgência.

Vamos refletir sobre o tema e procurar agir para que o flagelo da fome não deixe irmãos e irmãs sem ter o que comer. O texto base de estudo sobre o tema propõe ações de ajuda aos que precisam, mas também que a Igreja influencie o poder público, a fim de que políticas sejam implementadas e mudanças estruturais aconteçam para que todos tenham condições de uma vida digna.

Hoje a CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil lançou o hino da Campanha, com letra de Clark Victor Frena e Geovan Luiz Alberton, e a música de Gabriel Belisario. Iremos cantá-lo nas Celebrações ao longo de toda a quaresma. Que seja motivador para as ações sugeridas no material da Campanha e para todas as outras que surgirem em cada comunidade e em cada grupo. A CNBB também oferece a possibilidade de participar de lives sobre a Campanha 2023. A primeira é na próxima quarta-feira, dia 7, das 17h às 17h30 e pode ser acompanhada pelas redes sociais da entidade.

O Papa Francisco pede oração pelos voluntários que se dedicam a ajudar os irmãos empobrecidos e necessitados. Anexos Pelas organizações de voluntariado – O

O Papa Francisco pede oração pelos voluntários que se dedicam a ajudar os irmãos empobrecidos e necessitados.

Papa Francisco participou da entrega do Prêmio Ratzinger, na manhã de ontem. O Prêmio é um reconhecimento a teólogos que se destacam na investigação
Papa Francisco participou da entrega do Prêmio Ratzinger, na manhã de ontem. O Prêmio é um reconhecimento a teólogos que se destacam na investigação científica teológica. Leia a matéria publicada no site do Vaticano:
“Estes prêmios além de representar um reconhecimento merecido, oferecem uma indicação de linhas de compromisso, estudo e de vida de grande significado, que despertam nossa admiração e pedem para que sejam propostos à atenção de todos”. Assim o Papa Francisco concluiu sua participação na entrega do “Prêmio Ratzinger,” na manhã desta quinta-feira (01) no Vaticano

Na manhã desta quinta-feira (01/12) o Papa Francisco recebeu os participantes na cerimônia de entrega do “Prêmio Ratzinger”, um prêmio internacional anual concedido pela Fundação Vaticana Joseph Ratzinger – Bento XVI aos estudiosos que se destacaram, por sua investigação científica, na área da teologia. Francisco iniciou cumprimentando os dois ganhadores deste ano: o Padre Michel Fédou e o Prof. Joseph Halevi Horowitz Weiler.

Bento XVI

Ao manifestar seu agrado por participar da cerimônia disse que a ocasião é importante para reafirmar que a contribuição do Papa Bento XVI com seu trabalho teológico e, de modo mais geral, com seu pensamento que continua sendo frutífero e eficaz. Depois, recordando o Concílio Vaticano II e a participação do Papa emérito no mesmo, Francisco disse que os 60 anos da abertura do Concílio nos recorda que o Emérito participou pessoalmente como especialista e desempenhou um papel importante na gênese de alguns documentos:

“Ele nos ajudou a ler os documentos conciliares em profundidade, propondo uma ‘hermenêutica da reforma e da continuidade’”

Ainda recordando a imensa contribuição do Papa emérito disse: “Além do magistério pontifício do Papa Bento XVI, suas contribuições teológicas são novamente oferecidas para nossa reflexão através da publicação da Opera Omnia, cuja edição em alemão está quase terminada”. Estas contribuições nos oferecem uma sólida base teológica para o caminho da Igreja: uma Igreja ‘viva’, que nos ensinou a ver e viver como comunhão, e que é um caminho- em ‘synodos’ – guiada pelo Espírito do Senhor, sempre aberta à missão de proclamar o Evangelho e de servir o mundo em que vive”

A Fundação

“O serviço da Fundação Vaticana Joseph Ratzinger – Bento XVI”, continuou o Pontífice, “é colocado nesta perspectiva, na convicção de que seu magistério e seu pensamento não estão voltados para o passado, mas são fecundos para o futuro, para a atuação do Concílio e para o diálogo entre a Igreja e o mundo de hoje, nos campos mais atuais e debatidos, como a ecologia integral, os direitos humanos e o encontro entre diferentes culturas”.

Os premiados do ano

Nesta altura Francisco falou sobre as duas personalidades que foram premiadas este ano que se destacaram “pelo notável trabalho que realizaram em seus respectivos campos de estudo e ensino. São campos diferentes, mas ambos cultivados por Joseph Ratzinger e considerados por ele como de vital importância”. O Padre Michel Fédou, disse Francisco, “é um mestre da teologia cristã. Em sua vida, dedicado ao estudo e ao ensino, ele se aprofundou particularmente nos trabalhos dos Padres da Igreja do Oriente e do Ocidente, e no desenvolvimento da cristologia ao longo dos séculos. Mas seu olhar não se fechou sobre o passado”. Afirmando em seguida:

“O conhecimento da tradição de fé alimentou nele um pensamento vivo, que também foi capaz de abordar questões atuais no campo do ecumenismo e das relações com outras religiões”

Enquanto que o Professor Weiler “é a primeira personalidade judaica a receber o Prêmio Ratzinger, que até agora tinha sido concedido apenas a estudiosos pertencentes a diferentes denominações cristãs. Estou verdadeiramente feliz com isso. Num momento difícil, quando isso havia sido questionado, o Papa Bento XVI afirmou com firmeza e orgulho que ‘um objetivo de seu trabalho teológico pessoal havia sido desde o início a partilha e a promoção de todos os passos de reconciliação entre cristãos e judeus dados desde o Concílio’”.

Diálogo e amizade com os judeus

Sobre este ponto o Papa ponderou: “As ocasiões em que ele levou adiante esta intenção durante seu pontificado foram muitas; não é o caso de enumerá-las aqui. Na mesma linha, eu, por minha vez, continuei, com ulteriores passos, no espírito de diálogo e amizade com os judeus que sempre me animou durante meu ministério na Argentina”. E concluindo este ponto disse: “A harmonia entre o Papa Emérito e o Prof. Weiler diz respeito particularmente a temas de importância substancial:

“A relação entre fé e razão jurídica no mundo contemporâneo; a crise do positivismo jurídico e os conflitos gerados pela extensão ilimitada dos direitos subjetivos, pela correta compreensão do exercício da liberdade religiosa em uma cultura que tende a relegar a religião para o âmbito privado”

Por fim Francisco afirmou: “Estes prêmios, portanto, além de representar um reconhecimento merecido, oferecem uma indicação de linhas de compromisso, estudo e de vida de grande significado, que despertam nossa admiração e pedem para que sejam propostos à atenção de todos”.