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O relator geral da XVI Assembleia do Sínodo dos Bispos fala sobre o Documento de Trabalho. A matéria foi divulgada no site vaticannews.va Na
O relator geral da XVI Assembleia do Sínodo dos Bispos fala sobre o Documento de Trabalho. A matéria foi divulgada no site vaticannews.va
Na coletiva de imprensa de apresentação do Documento de Trabalho para a próxima reunião de outubro, o cardeal Grech o definiu como um fruto “de toda a Igreja, não escrito na escrivaninha”. O relator geral, cardeal Hollerich: contém muitas perguntas diferentes às quais os participantes da assembleia sinodal terão que responder.

O texto do Instrumentum laboris é “como um livro de receitas. Os cozinheiros recebem esse livro junto com alguns ingredientes: a sua missão é unir os diferentes ingredientes para satisfazer diferentes paladares”, graças ao Espírito Santo que os guia “para encontrar uma nova harmonia alimentar”. Um documento “de toda a Igreja, não escrito na escrivaninha, mas no qual todos são coautores, cada um pelo papel que é chamado a desempenhar na Igreja”.

Assim, o cardeal Jean-Claude Hollerich, relator geral da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, e o cardeal Mario Grech, secretário-geral do Sínodo, descreveram o Instrumentum laboris da primeira sessão da Assembleia sobre o tema: “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação, missão”, que se realizará no Vaticano, na Sala Paulo VI, de 4 a 29 de outubro de 2023. O Documento de Trabalho foi apresentado na coletiva, na Sala de Imprensa da Santa Sé, na qual o pe. Giacomo Costa, consultor da Secretaria Geral do Sínodo, apresentou a metodologia da Assembleia sinodal, e um sacerdote, uma religiosa e uma leiga deram o seu testemunho sobre a preparação dos membros da assembleia de outubro e sobre a possível utilização do Instrumentum laboris por grupos locais.

Discernimento mundial

Um texto, apresentado nesta terça-feira (20/06), que não é “um tratado teológico sobre a sinodalidade”, explicou Hollerich, mas “fruto de uma experiência de Igreja, de um caminho no qual todos aprendemos mais”, no qual, esclarece o cardeal Grech, “não falta a voz de ninguém: do Santo Povo de Deus; dos pastores, que com a sua participação garantiram o discernimento eclesial; do Papa, que sempre nos acompanhou, nos apoiou, nos encorajou a ir em frente”. Um texto que “não dá respostas, mas se limita a fazer perguntas”. Serão os bispos, sublinha o relator geral, “por serem chamados a aperfeiçoar o discernimento iniciado no processo sinodal mundial”, que tentarão “dar respostas”. E esclarece que este texto deve ser usado com “harmonia-consentimento-guia do Espírito”. Não teremos que encontrar todas as respostas, acrescenta Grech, mas “uma Igreja realmente sinodal poderá responder a muitas das perguntas do homem de hoje”.

O cardeal Mario Grech durante a conferência de imprensa
O cardeal Mario Grech durante a conferência de imprensa

As três fases

O cardeal secretário do Sínodo apresenta o documento como “uma semente que pode produzir muitos frutos”, fruto de um processo sinodal que “envolveu toda a Igreja e todos na Igreja, na perspectiva do ‘aperfeiçoamento’ do Sínodo dos Bispos de evento a processo, desejado pelo Papa Francisco” com a constituição apostólica Episcopalis communio. Ele enfatiza que o Sínodo não começa em outubro próximo, mas começou em 10 de outubro de 2021, com a celebração de abertura em São Pedro. A partir de então a primeira fase foi dividida em etapa nas Igrejas locais, com a consulta ao Povo de Deus; a segunda, nas conferências episcopais, com o discernimento dos bispos sobre as contribuições das Igrejas locais; a terceira, nas Assembleias continentais, com um maior nível de discernimento em vista da segunda fase do Sínodo.

“Entre profecia e discernimento”

Uma escuta necessária, reitera o secretário-geral, porque “é um grande insulto” dizer que o Povo de Deus “não tem instrumentos para oferecer uma contribuição real ao processo sinodal”. A experiência vivida mostrou o contrário: onde os bispos iniciaram e acompanharam a consulta, a contribuição foi viva e profunda”. O mesmo acontece “a nível das paróquias, congregações de vida consagrada ou associações laicais e movimentos, onde os responsáveis ​​acompanharam e estimularam a consulta”. Durante estes dois anos, conta o secretário-geral do Sínodo, “encontrei bispos que antes eram céticos, mas caminhando mais de perto com o Povo de Deus a eles confiado, encontraram um tesouro inestimável!”. E descreve esta primeira fase “como um processo de profunda circularidade entre profecia e discernimento”, com o Instrumentum laboris “ponto de chegada de um caminhar juntos” que se oferece também como “ponto de partida para a segunda fase do Sínodo, a da dupla Assembleia de outubro de 2023 e outubro de 2024”.

Um texto de experiências missionárias e comunitárias

O cardeal Grech conclui, enfatizando que as conclusões do Sínodo ainda não foram escritas e que a Secretaria do Sínodo sempre respeitou “o que emergiu das etapas do processo sinodal”, começando pelo Documento Preparatório e depois o Documento para a Etapa Continental, e “o fazemos agora, com o Instrumentum laboris, que restitui toda a escuta da primeira fase através do discernimento das Assembleias continentais”. O cardeal Hollerich, arcebispo de Luxemburgo, esclarece que “não é um documento que, após várias emendas dos participantes do Sínodo, deva levar a uma versão final a ser votada no final do Sínodo”. Um texto que “oferece sobretudo uma narrativa do processo sinodal empreendido pela Igreja” e “baseia-se numa miríade de experiências pessoais e comunitárias”, porque “a Igreja está em Sínodo: tentando caminhar juntos, experimentamos uma nova arte de caminhar guiados pelo Espírito”. Nesta experiência de Igreja, sublinha o relator geral, “foi fundamental o método da conversa no Espírito: a mesma conversa no Espírito será o nosso principal instrumento de discernimento”.

Padre Costa: 370 membros no Sínodo

O tema é explorado pelo padre Costa, que recorda que a metodologia da assembleia de outubro de 2023 está em continuidade “com a das assembleias mais recentes, com algumas variações”. Em parte, devido ao aumento do número de membros da Assembleia. Serão cerca de vinte bispos a mais do que na última Assembleia Geral Ordinária, a de 2018, “dado o crescimento do número de bispos no mundo”. E o número de não bispos está aumentando, após a extensão da participação aprovada pelo Papa Francisco em abril. Assim, haverá cerca de 370 membros da Assembleia, excluindo os especialistas, enquanto em 2018 havia 267 padres sinodais, mais cerca de cinquenta auditores. Com base nas prioridades expressas pelas sete assembleias continentais, o consultor da Secretaria do Sínodo explica que “emergiu o desejo de continuar utilizando o método da conversa no Espírito para a escuta e o discernimento em comum, que marcou profundamente a fase consultiva do caminho sinodal”. Um método que pode ser descrito como “uma oração compartilhada em vista de um discernimento comum, para o qual os participantes se preparam com reflexão e meditação pessoal”. Uma conversa que “é tanto mais fecunda quanto mais todos os participantes nela se comprometem com convicção, partilhando experiências, carismas e ministérios a serviço do Evangelho”. E que pretende alcançar, também abordando junto “assuntos controversos”, um consenso “inclusivo”, em que todos possam se sentir representados, sem transcurar os pontos de vista marginais nem transcurar os pontos em que emerge uma divergência, que não deve ser eliminada, mas submetida a discernimento”.

O método

Esta conversa, esclarece o pe. Costa, articula-se em três momentos: o “tomar a palavra por parte de cada um, a partir da sua própria experiência relida na oração durante o tempo de preparação”; outro tomar a falar “para expressar o que mais o tocou durante a escuta profunda e quando ouviu o Espírito Santo fazer ressoar a sua própria voz”; por fim, “identificam-se os pontos-chave que surgiram durante a conversa e colhem-se os frutos do trabalho comum, tendo em vista da passagem à ação”. Em comparação com o passado, haverá “alguns momentos de oração comum” e algumas celebrações litúrgicas, “além da oração com que abre e fecha cada sessão”.

A Sala Paulo VI acolherá os trabalhos do Sínodo

Os trabalhos da Assembleia serão estruturados em cinco segmentos, de acordo com o desenvolvimento do Instrumentum laboris, sendo que o último segmento “será dedicado a recolher os frutos e sua formulação num texto que os torne comunicáveis ​​e, em relação às propostas mais concretas, também viáveis, no período de tempo que separa as duas sessões (2023 e 2024). As votações permitirão apreender o consenso que esta formulação desfruta”. Entre as duas sessões “se continuará caminhando juntos nas Igrejas e entre as Igrejas”, sublinha o pe. Costa, identificando “quais os bloqueios que impedem o caminho” e aprofundando “as questões sobre as quais ainda não amadureceu um consenso suficiente”. Uma novidade logística será o local que acolherá a assembleia, não a Sala Nova do Sínodo, mas a Sala Paulo VI, que é “grande o suficiente para acomodar todos os participantes – explica Costa – enquanto na Sala Nova do Sínodo caberia apenas os membros e não os especialistas. Mas, sobretudo, a Sala Paulo VI pode ser dotada de mesas nas quais se sentar em grupos de cerca de dez pessoas, agilizando a passagem entre as sessões plenárias e os trabalhos de grupo e sobretudo facilitando a dinâmica da conversa no Espírito”.

Os testemunhos

Nos três testemunhos dos futuros membros da assembleia, a suíça Helena Jeppesen-Spuhler, da Ação Quaresmal, destaca que em todas as fases do caminho sinodal realizado até agora “nossas preocupações e nossas necessidades são ouvidas. Não somos simplesmente cristãos que esperam receber e aceitar regras e prescrições. A maneira como nós fiéis entendemos a fé cristã em nosso contexto específico é agora uma questão de interesse. E nos respectivos textos, nos quais foram sintetizados os resultados dos processos de escuta e discernimento, as nossas preocupações são realmente acolhidas”. Em preparação para a assembleia de outubro, um “pré-sínodo” dos jovens será realizado na Suíça, e o Instrumentum laboris será discutido por organizações femininas, por alguns conselhos diocesanos, por delegados de Praga, por grupos sinodais nacionais e diocesanos e pela Conferência Episcopal, para que “os participantes do Sínodo não representem apenas a si mesmos”.

Pe. Rafael Simbine Junior, conectado da África, secretário-geral do Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar (Secam), representado por uma irmã, se une, anunciando um seminário programado para a preparação dos delegados africanos para a assembleia geral de outubro. Por fim, a irmã Nadia Coppa, presidente da UISG, a União Internacional das Superioras Gerais, anuncia que o documento será apresentado em breve às quase duas mil líderes das congregações femininas em um webinar on-line. Do Instrumentum laboris, ela destaca a validade das ideias oferecidas pelas fichas de trabalho, que “tocam diferentes e importantes perspectivas (teológica, pastoral, canônica…)”.

Hoje, queremos parabenizar nossos queridos seminaristas pelo seu dia! Nesta memória de São Luiz Gonzaga, 21/06, louvamos a Deus também pela vocação de nossos

Hoje, queremos parabenizar nossos queridos seminaristas pelo seu dia!

Nesta memória de São Luiz Gonzaga, 21/06, louvamos a Deus também pela vocação de nossos formandos! Que Deus continue abençoando e conduzindo a cada um, e que a Virgem da Penha seja Mãe e Mestra neste caminho de configuração ao Cristo Sacerdote.

Rezemos pelos nossos futuros padres!
São Luiz Gonzaga, rogai por nós!

#diadoseminarista
#vocaçãosacerdotal
#seminario
#arquivix

O instrumento de trabalho para o Sínodo dos Bispos já foi publicado. A notícia é do sita vaticannews.va Foi publicado o documento orientador para

O instrumento de trabalho para o Sínodo dos Bispos já foi publicado. A notícia é do sita vaticannews.va

Foi publicado o documento orientador para os trabalhos da Assembleia Geral de outubro de 2023 e 2024 sobre o tema da sinodalidade. Dividido em duas macro-seções, ele é fruto de contribuições das etapas diocesanas e continentais e relata a experiência das Igrejas em todo o mundo que sofrem com guerras, desigualdades, pobreza, feridas de abusos.

Cerca de sessenta páginas com a experiência das Igrejas em todas as regiões do mundo que estão passando por guerras, mudanças climáticas, sistemas econômicos que produzem “exploração, desigualdade e ‘descarte'”. Igrejas cujos fiéis sofrem o martírio, em países onde são minorias ou onde se deparam “com uma secularização cada vez mais intensa e, às vezes, agressiva”. Igrejas feridas por abusos “sexuais, de poder e de consciência, econômicos e institucionais”, feridas que precisam de respostas e de uma “conversão”. Igrejas que abraçam os desafios, sem medo e sem tentar “resolvê-los a todo custo”, engajando-se no discernimento sinodal: “Somente dessa forma as tensões podem se tornar fontes de energia e não cair em polarizações destrutivas”.

Hoje, 20 de junho, foi publicado o Instrumentum laboris, o documento que será a base para o trabalho dos participantes do Sínodo sobre a Sinodalidade, programado para ocorrer em outubro de 2023 no Vaticano e continuar até 2024. Um ponto de partida e certamente não um ponto de chegada, o documento reúne a experiência das dioceses de todo o mundo nos últimos dois anos, a partir de 10 de outubro de 2021, quando Francisco deu início a um caminho para entender quais passos tomar “para crescer como uma Igreja sinodal”.

Portanto, um documento para o discernimento “durante” a Assembleia Geral, mas ao mesmo tempo de preparação “em vista” do encontro para os participantes e grupos sinodais: “o objetivo do processo sinodal”, especifica, “não é produzir documentos, mas abrir horizontes de esperança”.

Instrumentum Laboris – apresentado nesta terça-feira (20/06) na Sala de Imprensa do Vaticano – é composto por um texto e quinze fichas de trabalho que trazem uma visão dinâmica do próprio conceito de “sinodalidade”. Mais detalhadamente, há duas “macro-seções”: a Seção A, na qual se destaca a experiência desses dois anos e o caminho a seguir para se tornar uma Igreja cada vez mais sinodal; a Seção B – intitulada Comunhão, Missão, Participação – que destaca as “três questões prioritárias”, no centro do trabalho em outubro de 2023, ligadas aos três temas principais: crescer em comunhão, acolhendo a todos, sem excluir ninguém; reconhecer e valorizar a contribuição de cada pessoa batizada em vista da missão; identificar estruturas e dinâmicas de governança por meio das quais articular ao longo do tempo participação e autoridade em uma Igreja sinodal missionária.

Enraizado nesse contexto está “o desejo de uma Igreja cada vez mais sinodal também em suas instituições, estruturas e procedimentos”. Uma Igreja sinodal que é, acima de tudo, uma “Igreja da escuta” e que, portanto, “deseja ser humilde e sabe que deve pedir perdão e que tem muito a aprender”. “O rosto da Igreja hoje traz os sinais de graves crises de confiança e credibilidade”, lê-se de fato no Instrumentum laboris. “Em muitos contextos, as crises ligadas a abusos sexuais, econômicos, de poder e de consciência levaram a Igreja a um exigente exame de consciência para que, sob a ação do Espírito Santo, não deixe de se renovar, em um caminho de arrependimento e conversão que abre vias de reconciliação, cura e justiça.”

Uma Igreja sinodal também é “uma Igreja de encontro e diálogo” com os crentes de outras religiões e outras culturas e sociedades. É uma Igreja que “não tem medo da variedade”, mas “a valoriza sem forçá-la à uniformidade”. Sinodal é, então, a Igreja que se nutre incessantemente do mistério que celebra na liturgia, durante a qual “faz  experiência todos os dias de radical unidade na mesma oração”, mas na “diversidade” de línguas e ritos.

Outras passagens significativas dizem respeito à questão da autoridade (“Ela se situa na linha dos parâmetros de derivação mundana ou na de serviço?”, é uma das perguntas); a necessidade de uma “formação integral, inicial e permanente” para o Povo de Deus; o “esforço” para a renovação da linguagem usada na liturgia, na pregação, na catequese, na arte sacra, bem como em todas as formas de comunicação com os fiéis e com a opinião pública, também por meio de novas e antigas mídias. “A renovação da linguagem”, afirma o texto, “deve ter como objetivo torná-la acessível e atraente para os homens e mulheres de nosso tempo, sem representar um obstáculo que os mantenham distantes”.

Neste último sábado (17/07), alguns dos nossos seminaristas estiveram presentes nas festas juninas dos colégios Marista e São José, ambos de Vila Velha. Com

Neste último sábado (17/07), alguns dos nossos seminaristas estiveram presentes nas festas juninas dos colégios Marista e São José, ambos de Vila Velha.

Com o apoio do grupo “Mãos do Coração”, através do qual o Seminário esteve presente, nossos irmãos puderam auxiliar na organização e venda das barraquinhas, disponibilizadas em benefício do Seminário, sendo um momento de muita alegria e festividade.

Nossa gratidão ao grupo “Mãos do Coração”, que Deus os abençoe sempre mais e a Virgem da Penha interceda por seus trabalhos!

No último sábado, houve uma mudança na Comissão para a Animação Bíblico Catequética da Arquidiocese de Vitória. O Padre Tárcio Siqueira, que ocupava o

No último sábado, houve uma mudança na Comissão para a Animação Bíblico Catequética da Arquidiocese de Vitória.

O Padre Tárcio Siqueira, que ocupava o cargo de Coordenador da Comissão, anunciou sua saída para estudar em Roma. Em seu lugar, o Padre Éder Hoffman foi designado como o novo Coordenador. Essa transição traz expectativas para a continuidade do trabalho da comissão.

Desejamos sucesso ao Padre Tárcio em seus estudos e damos as boas-vindas ao Padre Éder como novo Coordenador da  Comissão para a Animação Bíblico Catequética da Arquidiocese de Vitória.

A reunião do Copav, Conselho Pastoral da Arquidiocese de Vitória, que aconteceu no sábado, 17 de junho de 2023, dedicou grande parte da reunião

A reunião do Copav, Conselho Pastoral da Arquidiocese de Vitória, que aconteceu no sábado, 17 de junho de 2023, dedicou grande parte da reunião para uma reflexão sobre o documento do Vaticano II, que está sendo refletido nas paróquias e comunidades da Arquidiocese nos meses de junho e julho, como parte do projeto Formando Discípulos Missionários de Jesus. Pe. Rodrigo Chagas, coordenador da Comissão para a Liturgia e pároco em São Sebastião, Afonso Claudio, explicou que a Sacrosanctum Concilium foi o resultado e a expressão litúrgico que vinha acontecendo na Igreja e tinha como objetivo aproximar a liturgia das pessoas. “A Sacrosanctum Concilium foi o resultado desse movimento que resultou num texto que propõe e incentiva a liturgia participativa”, disse pe. Rodrigo.

Os membros do Copav deram suas contribuições questionando o uso do canto em latim, a distribuição sob as duas espécies, a autonomia de grupos e associações que seguem orientações paralelas às da Arquidiocese e fazem também planejamentos paralelos, a predominância do ministério sacerdotal (padre) , a preocupação com as vestes sobre o ministério comum a todos, entre outros. Dom Andherson Franklin, bispo auxiliar de Vitória, concluiu a reflexão dizendo que “há uma concepção errada eclesiológica errada que precisa ser corrigida pelo estudo dos documentos do Vaticano II”. Dom Franklin também chamou a atenção para a tendência dos fiéis a seguirem personagens midiáticos e que a Arquidiocese já pensa em uma equipe que possa ajudar o Vicariato para a Comunicação a produzir conteúdos atrativos e disponibilizar na internet.

Alguns avisos e lembretes foram dados:

A formação para Círculos Bíblicos que acontece de 25 de julho a 5 de agosto nas áreas pastorais e a visita de dom Franklin às áreas pastorais no mês de setembro para apresentar e refletir sobre o projeto Formando Discípulos Missionários de Jesus;

O simpósio de liturgia que acontece nos dias 29 e 30 de setembro que terá como palestrante padre Luiz Eduardo Pinheiro Baronto, cura da Catedral da Sé em São Paulo  e um espaço para oficinas;

A semana da família que acontece de 13 a 18 de agosto com diversas atividades nas paróquias e uma romaria ao Convento da Penha para encerrar as atividades no dia 18 às 14h;

As visitas do Vicariato para a Ação Social às áreas pastorais para organizar núcleos de ação social que já está em andamento;

Formação sobre liturgia para o laicato no dia 1 de julho.

Também ficou decidido que haverá um encontro arquidiocesano para encerrar o projeto Formando Discípulos Missionários de Jesus. A data e horário ainda não foram definidos.

O Papa Francisco presidiu a oração do Angelus e agradeceu as orações  e afeto durante sua internação e cirurgia. Leia a publicação do site
O Papa Francisco presidiu a oração do Angelus e agradeceu as orações  e afeto durante sua internação e cirurgia. Leia a publicação do site vaticannews.va
Antes da oração do Angelus deste 11º Domingo do Tempo Comum, o Papa agradeceu as orações e os testemunhos de afeto durante sua permanência no Hospital Gemelli. Comentando o Evangelho dominical, destacou que o coração do anúncio é “o testemunho gratuito, o serviço” e que, estando perto de Deus, “superamos o medo e sentimos a necessidade de anunciar” o seu amor.

“Desejo expressar minha gratidão por todos aqueles que demonstraram afeto, cuidado e amizade” durante minha hospitalização, “e garantiram o apoio da oração”. Foi o que disse o Papa Francisco, que voltou neste 11º Domingo do Tempo Comum a recitar o Angelus na Praça São Pedro, depois de ter sido submetido a uma cirurgia em 7 de junho no Hospital Geral Agostino Gemelli, em Roma. “Essa proximidade para mim tem sido de grande ajuda e conforto”, acrescentou olhando pela janela de seu escritório no Palácio Apostólico do Vaticano, “Obrigado de coração”.

Deus está perto de nós, ele é Pai, não estamos sozinhos!

Na meditação que precedeu a oração mariana, o Papa recordou a passagem do Evangelho deste Domingo, na qual o evangelista Mateus descreve o mandato de Jesus aos discípulos: “”pro­clamai: ‘O Reino dos Céus está próximo’”. E ele enfatiza que o coração da proclamação é “testemunho livre, serviço”. Como no início de sua pregação, Jesus proclama que o senhorio do amor de Deus “vem entre nós”. E isso, comenta, “não é uma notícia entre as outras, mas a realidade fundamental da vida”. De fato, “se o Deus do céu está próximo, não estamos sozinhos na terra e, mesmo nas dificuldades, não perdemos a confiança”. Essa é a primeira coisa a ser dita às pessoas”:

Deus não está distante, mas é Pai, Ele o conhece e o ama; quer segurar a sua mão, mesmo quando você passa por caminhos íngremes e irregulares, mesmo quando você cai e tem dificuldade para se levantar e retomar o caminho. 

Perto Dele, superamos o medo e anunciamos

E muitas vezes, continua Francisco, ” nos momentos em que você está mais fraco, pode sentir mais forte a sua presença. Ele conhece o caminho, Ele está com você, Ele é seu Pai!”.  Assim, o mundo, grande e misterioso, “torna-se familiar e seguro, porque a criança sabe que está protegida. Ela não tem medo e aprende a se abrir: conhece outras pessoas, encontra novos amigos, aprende com alegria coisas que não sabia”. Enquanto “cresce nela o desejo de se tornar grande e de fazer as coisas que viu o papai fazer”. É por isso que Jesus começa aqui…

é por isso que a proximidade de Deus é o primeiro anúncio: estando perto de Deus, superamos o medo, nos abrimos para o amor, crescemos no bem e sentimos a necessidade e a alegria de anunciar. 

Anunciar sua proximidade com gestos de amor e esperança

Se quisermos ser bons apóstolos, prossegue o Pontífice esclarecendo, “devemos ser como crianças: sentar “no colo de Deus” e, de lá, olhar para o mundo com confiança e amor, para testemunhar que Deus é Pai, que somente Ele transforma nossos corações e nos dá aquela alegria e paz que não podemos proporcionar por nós mesmos.

Anunciar que Deus está próximo. Mas como fazer isso? No Evangelho, Jesus recomenda não dizer muitas palavras, mas fazer muitos gestos de amor e esperança em nome do Senhor. Esse é o coração do anúncio: testemunho gratuito, serviço.

Vou lhes dizer uma coisa, acrescentou o Papa: “fico perplexo e muito perplexo, sempre, com os ‘faladores’ que falam muito e não fazem nada”.

Vamos nos fazer algumas perguntas

O Papa Francisco então convida a nos perguntarmos: “nós, que acreditamos no Deus próximo, confiamos Nele? Sabemos olhar para frente com confiança, como uma criança que sabe que está sendo carregada pelo pai? Sabemos como nos sentar no colo do Pai com a oração, com a escuta da Palavra, aproximando-nos dos Sacramentos?”

Enfim, perto d’Ele, sabemos como incutir coragem nos outros, nos aproximar daqueles que sofrem e estão sozinhos, daqueles que estão longe e até mesmo daqueles que são hostis a nós?

O terceiro encontro do “Formando Discípulos Missionários de Jesus à luz da Sacrosanctum Concilium” trata sobre o segundo capítulo da Constituição Apostólica: “O Mistério

O terceiro encontro do “Formando Discípulos Missionários de Jesus à luz da Sacrosanctum Concilium” trata sobre o segundo capítulo da Constituição Apostólica: “O Mistério Eucarístico” que surgiu no Concílio Vaticano II. De 18 a 24 de junho este será o tema rezado nos roteiros fornecidos pela Arquidiocese de Vitória. Entender que a Sagrada Liturgia é o principio dos Sacramentos da Igreja é o essencial para que os fieis vivam bem o mistério de Cristo.

Segundo padre Rodrigo Chagas – Coordenador da Comissão de Liturgia da Arquidiocese de Vitória e o responsável pelos roteiros da “Sacrosanctum Concilium” – a questão dos Sete Sacramentos da Igreja ficou definida no Concílio de Trento e na verdade o Concilio Vaticano II veio para avaliar o Concilio de Trento, colocar em prática o que deu certo e revisar algumas outras coisas. Ainda de acordo com o sacerdote entre os sete, o principal dos sacramentos é Eucaristia pois o próprio Cristo se dá no pão e no vinho, dá o seu corpo seu sangue, para alimentar a igreja e dar força a ela.

“Então nesse segundo capítulo e terceiro encontro nós vamos estudar especificamente o mistério Eucarístico, a celebração litúrgica da Santa Missa, da Eucaristia. Quais caminhos que nós devemos seguir, quais as práticas que nós devemos estar seguindo para poder ter uma boa liturgia, celebrar dignamente esse mistério, que como eu disse anteriormente, não é mais sacrificial e adoração, mas sim agora, sacrifício e ação de graças. Então como que a Igreja vai agora se lembrar desse mistério de uma forma nova”.

Acesse aqui o livro completo Formando Discípulos Missionários de Jesus – À luz da Sacrosanctum Concilium

Ouça a explicação do Padre Rodrigo Chagas sobre o terceiro encontro: “O Mistério Eucarístico”.