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A Campanha da Fraternidade apresenta aos católicos, todo o ano, a possibilidade de, na prática, viver a experiência de unir fé e vida, propondo

A Campanha da Fraternidade apresenta aos católicos, todo o ano, a possibilidade de, na prática, viver a experiência de unir fé e vida, propondo temas de impacto social.

Para este ano de 2026, o tema é: Fraternidade e Moradia e a frase bíblica que dá sustentação a toda a Campanha é “Ele veio morar entre nós”, um versículo de Jo 1,14. A proposta da CNBB é que olhemos à nossa volta e, com olhar fraterno, tentemos entender a situação daqueles que sofrem por não ter moradia ou vivem em moradias precárias para habitação.

A Arquidiocese de Vitória iniciou a motivação e preparação  para o tema da Campanha em dezembro de 2025. Foram treinados multiplicadores e depois realizados encontros em todas as seis áreas pastorais. No total 497 pessoas participaram, foram motivadas e incentivadas a discutir o tema e apontar os problemas reais de moradia em nossa realidade.

As constatações foram muitas e se assemelham à realidade nacional: deficit habitacional que se manifesta entre falta de moradia e moradias impróprias, improvisadas e construções em áreas de risco e sem saneamento.

A especulação imobiliária, que empurra as pessoas cada vez mais para periferias mais distantes e que já atingem as regiões rurais, também foram apontadas como problema real, assim como ameaças de despejo e a falta de apoio a população de rua.

Teremos todo o tempo da Quaresma para olharmos fraternalmente para estas realidades, mas os participantes dos encontros, desenharam linhas de ação para serem executadas ao longo do ano:

  1. Mapear todas as comunidades e identificar condições precárias e necessidades;
  2. Organizar campanhas de arrecadação de materiais de construção e alimentos, entre outros bens;
  3. Realizar mutirões para construções;
  4. Buscar doação de terrenos;
  5. Mobilizar voluntários e organizar cozinhas comunitárias;
  6. Promover a realização de cursos profissionalizantes;
  7. Discutir o tema da Campanha de maneira integrada com outras pastorais, e
  8. Ocupar espaços nos Conselhos Estaduais e Municipais para discutir a questão da moradia.

A Abertura da Campanha é no dia 22 de fevereiro, a partir de 15h no Ginásio Dom Bosco em Vitória. Participe e dê uma chance à sua fé para que ela se expresse na ajuda a quem não tem ou tem moradia precária.

 

Para quem quer entender mais sobre diálogo inter-religioso, é só fazer inscrição no simpósio online da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Veja

Para quem quer entender mais sobre diálogo inter-religioso, é só fazer inscrição no simpósio online da CNBB, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Veja como fazer na matéria publicada no site cnbb.org.br

A Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza, nos dias 24 e 25 de fevereiro de 2026, o Simpósio de Formação Ecumênica, com o tema “Liberdade Religiosa: dom de Deus e direito humano”. O evento será realizado de forma on-line, pela plataforma Zoom, das 19h30 às 21h. As inscrições estão abertas e podem ser feitas (AQUI).

O simpósio tem como objetivo favorecer a reflexão conjunta entre Igrejas cristãs e diferentes tradições religiosas, diante dos desafios contemporâneos ao pleno exercício da liberdade religiosa no Brasil. A proposta é aprofundar o tema tanto sob a perspectiva da realidade social e jurídica quanto do pensamento teológico e da ação pastoral.

No dia 24 de fevereiro, a programação será dedicada à análise do contexto brasileiro. A abertura contará com a conferência “Atual panorama religioso no Brasil”, que abordará as transformações no cenário da fé e o crescente pluralismo religioso. Em seguida, especialistas tratarão da liberdade religiosa na legislação brasileira, destacando as garantias constitucionais, os avanços conquistados e os desafios ainda presentes.

Já no dia 25 de fevereiro, o enfoque será teológico e pastoral. Um dos destaques é a reflexão sobre a Declaração Dignitatis Humanae, do Concílio Vaticano II, que afirma a liberdade religiosa como expressão da dignidade da pessoa humana e orienta a relação da Igreja com o mundo contemporâneo. O Simpósio será concluído com um painel pastoral inter-religioso, promovendo o diálogo, o respeito mútuo e a convivência pacífica entre as diferentes tradições de fé.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected].

A Comissão Regional de Animação Vocacional, em parceria com o Regional Leste 3 da CNBB, realizou uma reunião preparatória voltada ao planejamento das atividades

A Comissão Regional de Animação Vocacional, em parceria com o Regional Leste 3 da CNBB, realizou uma reunião preparatória voltada ao planejamento das atividades vocacionais e à organização do Congresso Vocacional Regional, previsto para o dia 20 de junho.

O encontro teve como foco o fortalecimento da caminhada vocacional nas dioceses do Espírito Santo e a preparação para o Congresso Vocacional Nacional, programado para o primeiro final de semana de setembro.

Durante a reunião, Dom Ângelo Mezzari, arcebispo de Vitória, foi convidado a dirigir uma palavra aos participantes. Em sua fala, o arcebispo apresentou um relato histórico sobre os congressos vocacionais anteriores, destacando os caminhos percorridos, as motivações que impulsionaram cada edição, os desafios enfrentados e as riquezas colhidas no período pós-congresso.

A mensagem de Dom Ângelo foi de incentivo e motivação, estimulando os agentes vocacionais a fortalecerem o trabalho em suas respectivas dioceses e a promoverem uma articulação mais ampla em nível regional. Ele também reforçou a importância de estimular e acompanhar as vocações em seus diversos segmentos, como expressão do compromisso da Igreja com a cultura vocacional.

Após a colocação do arcebispo, os representantes das dioceses partilharam suas realidades locais, apresentando ações em andamento, estratégias de animação vocacional e os preparativos para a vivência do Congresso Vocacional, tanto no âmbito diocesano quanto regional.

O grupo também discutiu propostas concretas para a realização do congresso, à luz do Ano Vocacional proposto pela CNBB, buscando fortalecer a pastoral vocacional como caminho de escuta, discernimento e resposta ao chamado de Deus.

No domingo, após a oração do Angelus, o Papa Leão XIV pediu diálogo entre Estados Unidos e Cuba. Leia a matéria publicada no site

No domingo, após a oração do Angelus, o Papa Leão XIV pediu diálogo entre Estados Unidos e Cuba. Leia a matéria publicada no site vaticannews.va

O Papa manifestou sua preocupação com as notícias acerca do aumento das tensões entre Cuba e Estados Unidos. Após a oração mariana do Angelus, o Pontífice fez um apelo convidando todos os responsáveis a promover um “diálogo sincero e eficaz, para evitar a violência e qualquer ação que possa aumentar os sofrimentos do querido povo cubano”. Unindo-se à mensagem dos bispos locais, Leão XIV pediu a intercessão de Nossa Senhora:

“Que a Virgem da Caridade do Cobre assista e proteja todos os filhos daquela amada terra!”

Em mensagem dirigida “a todos os cubanos de boa vontade”, os bispos da Conferência Episcopal expressam sua profunda preocupação com a deterioração da situação social e econômica do país. Os prelados alertam para o risco de um novo colapso social, especialmente após as recentes decisões que afetaram o abastecimento energético do país. O risco de caos social e violência entre os cidadãos da mesma nação é real, afirmam, esclarecendo que nenhum cubano de boa vontade pode se alegrar com tal cenário.

No texto publicado no sábado, 31 de janeiro de 2026, os bispos refletem o sentimento generalizado em toda a ilha: “Aqueles que estão atentos e respeitam o sofrimento alheio ouvem constantemente que as coisas não estão bem, que não podemos continuar assim”. Trata-se de um apelo, sublinham, que interpela toda a sociedade, mas “fundamentalmente aqueles que têm as maiores responsabilidades quando tomam decisões para o bem da nação”.

Reiterando o apelo lançado em junho passado por ocasião do Ano Jubilar, eles enfatizam que a realidade “dolorosa e premente” não só não melhorou, mas “piorou, e a angústia e o desespero se intensificaram”.

Tensões externas e risco social

“As notícias recentes, que anunciam, entre outras coisas, a eliminação de qualquer possibilidade de entrada de petróleo no país, fazem soar o alarme, especialmente para os mais vulneráveis. O risco de caos social e violência entre os filhos de um mesmo povo é real. Nenhum cubano de boa vontade se alegraria com tal cenário”, afirmaram os bispos.

Nesse contexto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nos últimos dias uma ordem executiva que declara estado de emergência nacional em relação ao que considera uma ameaça por parte de Cuba à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos. De acordo com o decreto, o governo estadunidense pode impor tarifas adicionais aos países que fornecem direta ou indiretamente petróleo a Cuba, com o objetivo de interromper o acesso de produtos petrolíferos à ilha e exercer pressão sobre o governo de Havana. A Casa Branca afirma que o governo cubano colabora com países e grupos hostis aos Estados Unidos e representa um risco extraordinário.

Daí o apelo dos bispos: Cuba precisa de mudanças, “e elas são cada vez mais urgentes”, mas não pode suportar “mais angústia e dor”. Em termos diretos, eles pedem que sejam evitadas mais mortes e sofrimentos, especialmente em detrimento dos pobres, idosos, doentes e crianças. Nesse contexto, eles lembram as palavras pronunciadas por São João Paulo II durante sua visita à ilha em 1998, quando alertou que o isolamento tem “repercussões indiscriminadas sobre a população, aumentando as dificuldades dos mais vulneráveis”.

Diálogo, dignidade e bem comum

Em linha com o ensinamento constante da Santa Sé, o Episcopado reitera que os conflitos devem ser resolvidos através do diálogo e da diplomacia, nunca com coerção. “Porque as pessoas, conversando, se entendem”, afirmam, convencidos de que, com boa vontade, é sempre possível encontrar caminhos para a verdade, a justiça e a paz.

Ao mesmo tempo, eles enfatizam que a dignidade e a liberdade das pessoas dentro do país não podem ser condicionadas por conflitos externos. Um clima de respeito, pluralismo e participação – reiteram – não enfraquece uma nação, mas pode até favorecer a distensão internacional. Portanto, parafraseando São João Paulo II, pedem “que o mundo se abra a Cuba”, mas também que “Cuba se abra ao seu povo, a todos os cubanos, sem exclusão”.

A Igreja, a serviço da esperança

Os bispos enfatizam, então, que a Igreja Católica continuará a acompanhar o povo cubano através de sua missão: rezar, anunciar o Evangelho e servir, sobretudo, os mais vulneráveis. Reiteram, além disso, sua disponibilidade para colaborar, se solicitado, na criação de espaços de encontro e cooperação para o bem comum.

Por fim, em comunhão com o Papa Leão XIV, recordam as suas palavras no início do pontificado: “Esta é a hora do amor!” E, confiando Cuba à intercessão da Virgem da Caridade, Mãe do povo cubano, lançam um último apelo: que prevaleçam a razão e o bom senso e que todos os filhos desta terra possam viver “aqui em paz, dignos e felizes”.

A Igreja celebra, na próxima segunda-feira, 2 de fevereiro, o 30º Dia Mundial da Vida Consagrada. Para a data, o Dicastério para os Institutos
Foto: CNBB

A Igreja celebra, na próxima segunda-feira, 2 de fevereiro, o 30º Dia Mundial da Vida Consagrada. Para a data, o Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica do Vaticano divulgou uma carta na qual expressa “gratidão pela fidelidade ao Evangelho e pelo dom de uma vida que se torna semente espalhada nas dobras da história”.

O texto é assinado pela prefeita do dicastério, irmã Simona Brambilla; pelo pró-prefeito, cardeal Ángel Fernández Artime; e pela secretária, irmã Tiziana Merletti.

O título “Profecia da presença: vida consagrada onde a dignidade é ferida e a fé é provada” resume a reflexão motivadora enviada aos consagrados de todo o mundo, numa “presença que permanece” ao lado dos povos e das pessoas feridas, nos lugares onde o Evangelho é vivido muitas vezes em condições de fragilidade e de provação. São recordados contextos marcados por conflitos, instabilidade social e política, pobreza, marginalização, migrações forçadas, minorias religiosas, violências e tensões que põem à prova a dignidade das pessoas, a liberdade e, por vezes, a própria fé.

O 30º Dia Mundial da Vida Consagrada será celebrado na próxima segunda-feira, 2 de fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor, e culminará com a Missa presidida pelo Papa Leão XIV na Basílica de São Pedro às 17h no horário de Roma (13h no horário de Brasília), com transmissão em português pelos canais de Vatican Media.

 

Confira a carta na íntegra:

Cidade do Vaticano, 28 de janeiro de 2026

Profecia da presença:
vida consagrada onde a dignidade é ferida e a fé é provada

Queridas consagradas, queridos consagrados,

com esta carta desejamos chegar idealmente até vocês em todas as partes do mundo, nos lugares da vida e da missão de cada um de vocês, para expressar gratidão pela fidelidade ao Evangelho e pelo dom de uma vida que se torna semente espalhada nas dobras da história. Uma vida às vezes marcada pela provação, mas sempre vivida como sinal de esperança.

Ao longo do último ano, durante as viagens e visitas pastorais do Dicastério, tivemos o dom de tocar e de nos deixar alcançar por esta vida, encontrando os rostos de tantas pessoas consagradas chamadas a partilhar situações complexas: contextos marcados por conflitos, instabilidade social e política, pobreza, marginalização, migrações forçadas, minorias religiosas, violências e tensões que põem à prova a dignidade das pessoas, a liberdade e, por vezes, a própria fé. Experiências que revelam o quão forte é a dimensão profética da vida consagrada como «presença que permanece»: ao lado dos povos e das pessoas feridas, nos lugares onde o Evangelho é vivido muitas vezes em condições de fragilidade e de provação.

Este «permanecer» assume diferentes formas e esforços, porque diferentes são as complexidades das nossas sociedades: onde a vida quotidiana é marcada por fragilidades Institucionais e insegurança, onde as minorias religiosas vivem pressões e restrições; onde o bem-estar coexiste com solidões, polarizações, novas pobrezas e indiferença; onde as migrações, as desigualdades e a violência generalizada desafiam a convivência civil. Em muitas partes do mundo, a situação política e social põe à prova a confiança e desgasta a esperança: e é precisamente por isso que a presença fiel de vocês, humilde, criativa e discreta se torna um sinal de que Deus não abandona o seu povo.

O «permanecer» evangélico nunca é imobilidade nem resignação: é esperança ativa que gera atitudes e gestos de paz: palavras que desarmam precisamente onde as feridas dos conflitos parecem apagar a fraternidade; relações que testemunham o desejo de diálogo entre culturas e religiões; escolhas que protegem os pequenos, mesmo quando ficar do lado deles exige um preço a pagar; paciência nos processos, mesmo dentro da comunidade eclesial; perseverança na busca de caminhos de reconciliação a construir na escuta e na oração; coragem na denúncia de situações e estruturas que negam a justiça e a dignidade das pessoas. Precisamente por isso, este permanecer não é apenas uma escolha pessoal ou comunitária, mas torna-se uma palavra profética para toda a Igreja e para o mundo.

Neste «permanecer» como semente que aceita morrer para que a vida floresça, em formas diferentes e complementares, expressa-se a profecia de toda a vida consagrada. A vida apostólica torna visível uma proximidade operosa que sustenta a dignidade ferida; a vida contemplativa guarda, na intercessão e na fidelidade, a esperança quando a fé é provada; os Institutos seculares testemunham o Evangelho como fermento discreto nas realidades sociais e profissionais; o Ordo virginum manifesta a força da gratuidade e da fidelidade que abre para o futuro; a vida eremítica recorda o primado de Deus e o essencial que desarma o coração. Na diversidade das formas, uma única profecia toma corpo: permanecer com amor, sem abandonar, sem calar, fazendo da própria vida a Palavra para este tempo e para esta história.

É precisamente dentro desta profecia de permanência que amadurece um testemunho de paz. O Papa Leão XIV insistiu nisso nas suas intervenções, indicando a paz não como uma utopia abstrata, mas como um caminho exigente e quotidiano que requer escuta, diálogo, paciência, conversão da mente e do coração, rejeição da lógica da prevaricação do mais forte. A paz não nasce da oposição, mas do encontro, da responsabilidade partilhada, da capacidade de escuta e do caminho sinodal, do amor por todos na linha do Evangelho, segundo o qual todos são irmãos. Por isso, a vida consagrada, quando permanece ao lado das feridas da humanidade sem ceder à lógica do confronto, mas sem renunciar a dizer a verdade de Deus sobre o homem e sobre a história, torna-se — muitas vezes sem alarde — artífice da paz. Caríssimas e caríssimos, agradecemos-vos pela vossa perseverança quando os frutos parecem distantes, pela paz que semeais mesmo quando não é reconhecida.

Continuemos a guardar com gratidão na memória a experiência do Jubileu da Vida Consagrada, que nos chamou a ser peregrinos de esperança no caminho da paz: não é um slogan ou uma fórmula. Vivemos essa experiência concretamente também no caminho que nos preparou para nos encontrarmos em Roma. É, ao invés, um estilo evangélico a ser encarnado, todos os dias, onde a dignidade é ferida e a fé é provada.

Confiamos cada um e cada uma de vocês ao Senhor, para que vos torne firmes na esperança e mansos no coração, capazes de permanecer, de consolar, de recomeçar: e assim de ser, na Igreja e no mundo, profecia da presença e semente da paz.

Ir. Simona Brambilla, M.C.
Prefeita

Ángel F. Card. Artime, S.D.B.
Pró-Prefeito

Ir. Tiziana Merletti, S.F.P.

Matéria: Luiz Lopes Jr

Foto capa: CNBB

O Cecates sediou, na manhã desta sexta-feira (30), o Encontro da Associação Nacional de Educação Católica (ANEC), reunindo educadores, gestores e representantes de instituições

O Cecates sediou, na manhã desta sexta-feira (30), o Encontro da Associação Nacional de Educação Católica (ANEC), reunindo educadores, gestores e representantes de instituições de ensino para refletir sobre os desafios e as perspectivas da educação católica no contexto atual. O encontro contou com a presença do arcebispo de Vitória, Dom Ângelo Ademir Mezzari, que destacou o papel evangelizador da escola e sua contribuição na formação integral da pessoa humana.

Em sua reflexão, Dom Ângelo ressaltou que a educação católica é um espaço privilegiado de missão, especialmente em um tempo em que muitas crianças e jovens têm na escola o único contato com a Igreja. “As instituições educativas católicas estão frequentemente em contato com pessoas que não participam de outros ambientes eclesiais. Isso não é apenas um desafio, mas uma grande oportunidade missionária”, afirmou.

O arcebispo enfatizou que a evangelização ultrapassa os limites dos espaços paroquiais, alcançando diversos ambientes sociais, como escolas, universidades, iniciativas culturais, esportivas e sociais. Segundo ele, essa presença reforça a identidade missionária da Igreja e sua responsabilidade de dialogar com a sociedade e com as realidades contemporâneas.

Durante o encontro, foi ressaltado o papel da escola católica como um “laboratório de relações fraternas, participativas e sinodais”, em sintonia com o caminho da Igreja. As instituições educativas devem ser espaços de acolhida, fraternidade, diálogo e comunhão, envolvendo educadores, famílias e estudantes em um projeto comum de formação.

A educação católica vai além da transmissão de conteúdos acadêmicos, sendo chamada a formar pessoas abertas ao bem, à verdade, à beleza e ao compromisso com o próximo, promovendo uma formação integral inspirada no Evangelho.

O arcebispo chamou atenção para o papel profético das instituições educativas católicas, que são convidadas a oferecer uma alternativa aos modelos educacionais marcados pelo individualismo, pela competitividade excessiva e pela lógica do mercado.

“A educação católica é chamada a formar pessoas comprometidas com o bem comum, com a solidariedade e com a transformação da sociedade, sem perder sua identidade cristã”, destacou.

A educação católica é um sinal de esperança para a Igreja e para a sociedade, confiada à missão de formar as atuais e futuras gerações.

“A nós foi confiada a educação e  a formação de crianças e jovens. Educar é um ato de amor, um serviço ao Evangelho e um compromisso com a construção do Reino de Deus”, concluiu.

A Prefeitura de Vitória inaugurou, na noite desta quinta-feira (29), o novo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) “Padre Jonas Abib”, no

A Prefeitura de Vitória inaugurou, na noite desta quinta-feira (29), o novo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) “Padre Jonas Abib”, no bairro Bento Ferreira. A unidade amplia a rede de atendimento a pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade social e risco pessoal na capital.

O CREAS passa a atender moradores de 37 bairros, abrangendo toda a região continental de Vitória e parte das regionais Praia do Canto, Maruípe e Jucutuquara.

Entre os principais serviços oferecidos estão atendimentos a casos de violência física e psicológica, além de acompanhamento especializado para famílias e indivíduos em situação de risco social, com foco na proteção de direitos e no fortalecimento de vínculos.

O nome da unidade homenageia o Padre Jonas Abib, fundador da Comunidade Canção Nova, reconhecido pelo trabalho com a evangelização e a juventude. Ele faleceu em 12 de dezembro de 2022, aos 85 anos, deixando um legado de cuidado com as pessoas e compromisso social.

A solenidade de inauguração contou com a presença do padre Wagner Ferreira da Silva, presidente da Comunidade Canção Nova e da Fundação João Paulo II, mantenedora do Sistema Canção Nova de Comunicação e da Rede de Desenvolvimento Social Canção Nova. Em sua participação, ele destacou a importância de iniciativas que unem políticas públicas, ação social e promoção da dignidade humana.

“Dar o nome do Padre Jonas Abib a este CREAS é reafirmar que este espaço deve ser um lugar de esperança, acolhimento e restauração de vidas. Ele sempre acreditou que o amor precisa ser concreto, capaz de tocar as feridas mais profundas do ser humano”, declarou Pe. Wagner Ferreira

O evento contou com a presença do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, do deputado federal Evair de Melo, do vereador Aylton Dadalto, representantes do poder público, profissionais da rede de Assistência Social e do Pe. Osmar de Oliveira Braido, pároco da Paróquia São Pedro da Vila Rubim.

A nova unidade passa a desempenhar papel estratégico no atendimento especializado a pessoas em situação de vulnerabilidade, fortalecendo a política de assistência social no município.

“Mais do que um prédio, este CREAS é um espaço de cuidado, escuta e reconstrução. Um lugar onde a dignidade humana é prioridade”, reforçou padre Wagner.

Quem foi Pe. Jonas Abib?

Pe. Jonas Abib C.N., ou Monsenhor Jonas Abib foi um sacerdote católico, músico, pregador internacional, fundador da Comunidade Canção Nova e presidente da Fundação JPII.

Monsenhor Jonas Abib – Foto: Canção Nova

Nascido em Elias Fausto, interior de São Paulo, seus pais eram Sérgio Abib, de ascendência sírio-libanesa, e Josefa Pacheco, de ascendência italiana.

Aos sete anos de idade, iniciou o curso de primeiro grau no Colégio Padre Moye, dirigido pelas Irmãs da providência de Gap. Aos doze anos passou a estudar no Liceu Coração de Jesus e trabalhar nas oficina de artes gráficas – setor de encadernação. Aos treze anos foi transferido para o Ginásio São Manuel, de Lavrinhas (SP), com o objetivo de integrar-se no seminário salesiano, de onde, mais tarde, partiu para Pindamonhangaba (SP), para fazer o segundo grau, no Instituto do Coração Eucarístico, e em seguida para Lorena (SP), para estudar Filosofia, no Instituto Salesiano de Filosofia e Pedagogia.

Terminada esta etapa, cursou teologia em São Paulo no Instituto Teológico Salesiano Pio XI do Alto da Lapa, e foi ordenado sacerdote pela ordem Salesiana pela imposição das mãos de Dom Antônio Barbosa, S.D.B., então arcebispo de Campo Grande, em 8 de dezembro de 1964, tendo escolhido o seguinte lema: “Feito tudo para todos”. Recém ordenado padre começou, em São Paulo, a trabalhar com os jovens dando aulas na Faculdade de Ciências e Letras de Lorena/SP e promovendo encontros e retiros, principalmente na região do Vale da Paraíba, São Paulo.

Em 1971, Jonas Abib teve uma experiência de oração num retiro promovido pela Renovação Carismática, marcando sua vida e ministério, tendo se tornado, desde o inicio, uma das principais lideranças desse movimento eclesial.

Sua vida também foi marcada pela música, sendo um dos pioneiros da música católica popular brasileira, atuando como compositor e cantor católico.

Em 1978, Jonas Abib, junto com um pequeno grupo de jovens, fundou a Comunidade Canção Nova. Por essa época, desligou-se da Congregação Salesiana e foi incardinado à Diocese de Lorena. Em 1980, a Canção Nova passou a atuar nos meios de comunicação com a Rádio Canção Nova, no município de Cachoeira Paulista, hoje com potência que abrange todo o Brasil. A partir de 1989, a Comunidade Canção Nova começou a atuar com uma retransmissora de TV, a Canção Nova pela TVE do Rio de Janeiro.

Em 2004, juntamente a Comunidade Canção Nova, inaugurou o Centro de Evangelização Dom João Hipólito de Moraes, um local para mais de 80 mil pessoas.

Pe. Jonas Abib foi presidente da Fundação João Paulo II e membro do Conselho da Renovação Carismática Católica do Brasil, além de outras funções.

No ano de 2008, a Comunidade Canção Nova recebeu o Reconhecimento Pontifício da Igreja, que atesta que ela é, a partir de então, uma Associação Internacional de Fiéis.

Monsenhor Jonas Abib faleceu aos 85 anos, às 22h14 do dia 12 de dezembro de 2022, em Cachoeira Paulista (SP). O comunicado oficial acerca de seu falecimento foi emitido pela Comunidade Canção Nova na madrugada de 13 de dezembro. A causa de sua morte foi insuficiência respiratória por broncoaspiração e disfagia motora. Seu sepultamento ocorreu no dia 15 de dezembro, após ser velado por três dias.

Ao final da Audiência Geral, desta quarta-feira (28/01), realizada na Sala Paulo VI, o Papa Leão XIV recordou, na saudação aos fiéis de língua
Campo de Concentração em Auschwitz, Polônia – @vaticanmedia

Ao final da Audiência Geral, desta quarta-feira (28/01), realizada na Sala Paulo VI, o Papa Leão XIV recordou, na saudação aos fiéis de língua italiana, o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, celebrado na quarta-feira, 27 de janeiro, “que ceifou a vida de milhões de judeus e várias outras pessoas”.

“Nesta ocasião anual de dolorosa lembrança, peço ao Todo-Poderoso a dádiva de um mundo sem antissemitismo e sem preconceito, opressão e perseguição para qualquer ser humano. Renovo meu apelo à comunidade das nações para que esteja sempre vigilante, para que o horror do genocídio não se abata mais sobre nenhum povo e para que se construa uma sociedade baseada no respeito recíproco e no bem comum.”

Santo Tomás de Aquino

Em sua saudação em alemão, o Papa recordou a memória litúrgica de Santo Tomás de Aquino, celebrada nesta quarta-feira. “Com suas obras, ele nos ajuda a compreender cada vez melhor a Revelação divina” e nos exorta a olhar para o seu exemplo para “buscar o rosto de Deus, experimentando a beleza da fé”.

Na saudação em francês, Leão XIV convidou a olhar para a figura do santo para que “nos guie na compreensão das Escrituras, que ele comentou com tanta sabedoria, para que possamos entender o quanto Deus nos ama e deseja a nossa salvação”.

Por fim, na saudação em língua italiana, o Papa definiu Santo Tomás de Aquino “um autêntico mestre de vida e santidade”.

“Que a intercessão deste Santo Doutor da Igreja obtenha para vocês, queridos doentes, a serenidade e a paz que provêm do mistério da Cruz, e para vocês, queridos recém-casados, sabedoria de coração, para que possam cumprir generosamente a sua missão na sociedade.”

Matéria: Vatican News

Fotocapa: Vatican Media