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O Papa Leão XIV encontrou-se na manhã desta quarta-feira, 14 de janeiro, com os fiéis e peregrinos durante a Audiência Geral na Sala Paulo

O Papa Leão XIV encontrou-se na manhã desta quarta-feira, 14 de janeiro, com os fiéis e peregrinos durante a Audiência Geral na Sala Paulo VI. O Santo Padre, como disse na semana passada, iniciou a série de catequeses sobre o Concílio Vaticano II. Nesta quarta-feira começou a aprofundar a Constituição Dogmática Dei Verbum sobre a divina Revelação.

Foto: @Vatican Media

Trata-se – disse o Pontífice -, de um dos documentos mais belos e importantes do Concílio, e para introduzi-lo, pode ser útil recordar as palavras de Jesus: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi do meu Pai” (Jo 15,15).

“Este é um ponto fundamental da fé cristã, que a Dei Verbum nos recorda: Jesus Cristo transforma radicalmente a relação do homem com Deus; a partir de agora, será uma relação de amizade. Por isso, a única condição da nova aliança é o amor”.

A Constituição dogmática Dei Verbum recorda-nos que Jesus Cristo mudou radicalmente a relação do ser humano com Deus, transformando-a em aliança de amor.

O Santo Padre, recordando Santo Agostinho que comenta a passagem do Quarto Evangelho, de João, “insiste na perspetiva da graça, que só nos pode tornar amigos de Deus no seu Filho. De fato, um antigo lema dizia: “Amicitia aut pares invenit, aut facit”, “a amizade surge entre iguais ou torna-nos iguais”. Não somos iguais a Deus, mas o próprio Deus nos torna semelhantes a Ele no seu Filho”.

Por esta razão, podemos constatar ao longo das Escrituras, há um momento inicial de afastamento na Aliança, pois o pacto entre Deus e o homem permanece sempre assimétrico:

“Deus é Deus e nós somos criaturas; mas, com a vinda do Filho em carne humana, a Aliança abre-se ao seu objetivo final: em Jesus, Deus faz-nos filhos e chama-nos a tornarmo-nos semelhantes a Ele na nossa frágil humanidade”.

Em seguida o Papa Leão destacou que as palavras do Senhor Jesus que recordamos — “Eu vos chamei amigos” — repetem-se precisamente na Constituição Dei Verbum, que afirma: “Em virtude desta revelação, Deus invisível, na riqueza do seu amor fala aos homens como amigos e convive com eles, para os convidar e admitir à comunhão com Ele”.

A Constituição Dei Verbum também nos recorda isto: Deus fala conosco. É importante compreender a diferença entre a palavra e a conversa de circunstância, disse Leão XIV. Esta última permanece superficial e não cria comunhão entre as pessoas, enquanto que, nas relações autênticas, a palavra serve não só para trocar informações e notícias, mas para revelar quem somos. “A palavra possui uma dimensão reveladora que cria uma relação com o outro. Assim, ao falar connosco, Deus revela-se como um Aliado que nos convida à amizade com Ele”.

“Nesta perspetiva, a primeira atitude a cultivar é a escuta, para que a Palavra divina possa penetrar nas nossas mentes e corações; ao mesmo tempo, somos chamados a falar com Deus, não para Lhe comunicar o que Ele já sabe, mas para nos revelarmos a nós mesmos”.

Daí – continuou o Papa -, a necessidade da oração, em que somos chamados a viver e a cultivar a amizade com o Senhor. Isto concretiza-se principalmente na oração litúrgica e comunitária, onde não decidimos o que ouvir da Palavra de Deus, mas sim Ele próprio nos fala através da Igreja. Além disso, realiza-se na oração pessoal, que acontece no coração e na mente.

Leão XIV concluiu recordando que o dia e a semana de um cristão não podem ser desprovidos de tempo dedicado à oração, à meditação e à reflexão. “Só quando falamos com Deus podemos também falar de Deus”.

Por Silvonei José - Vatican News

Foto capa: @Vatican Media

  Cinco seminaristas da Etapa da Síntese Vocacional da Arquidiocese de Vitória participam da Experiência Missionária Nacional “Pés a Caminhos – Experiência Vocacional Missionária

 

Cinco seminaristas da Etapa da Síntese Vocacional da Arquidiocese de Vitória participam da Experiência Missionária Nacional “Pés a Caminhos – Experiência Vocacional Missionária Nacional de Seminaristas”. Eles embarcaram no último fim de semana para integrar essa vivência, que reúne cerca de 200 seminaristas de diversas regiões do Brasil e acontece entre os dias 12 e 24 de janeiro, tendo como sede a Arquidiocese de Palmas, no Tocantins. Representam a Arquidiocese de Vitória os seminaristas Arthur Henrique Silva Varanda, Ewerton Venâncio Mariani, Jardel Martins Ferreira, Lucas Saraiva e Thassio de Oliveira Cachoeiro.

A experiência “Pés a Caminhos” tem como finalidade contribuir para a formação integral dos futuros presbíteros, reforçando a compreensão do sacerdócio como serviço, proximidade e missão. Ao caminhar com o povo e partilhar a vida das comunidades, os seminaristas são convidados a aprofundar sua vocação missionária, à luz do seguimento de Jesus Cristo. 

Esta é a segunda edição da iniciativa e é promovida pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM), por meio da Comissão Missionária de Seminaristas – COMISE Brasil, organismo que atua no incentivo à espiritualidade missionária na formação presbiteral. Nesta edição, o evento é acolhido pelo Regional Norte 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que compreende os estados do Tocantins e Pará, contando também com a participação do Mato Grosso. A organização local da programação está sob responsabilidade da Arquidiocese de Palmas, em comunhão com o regional.

Além da Arquidiocese de Palmas, os seminaristas são enviados a outras Igrejas particulares da região, entre elas as Dioceses de Miracema do Tocantins, Porto Nacional, Cristalândia e Conceição do Araguaia (PA), bem como a Prelazia de São Félix do Araguaia (MT). Nessas localidades, os participantes são acolhidos em diversas paróquias, vivenciando a missão em contextos urbanos e rurais.

SOBRE A PROGRAMAÇÃO

A programação tem início com momentos formativos, realizados entre os dias 13 e 15 de janeiro, que oferecem subsídios para a compreensão do sentido da missão e da realidade pastoral local. A partir da tarde do dia 15, os seminaristas seguem para as paróquias onde permanecem em missão por cerca de uma semana, colaborando com as atividades pastorais e evangelizadoras das comunidades.

Durante o período missionário, os seminaristas participam de celebrações, realizam visitas às famílias, promovem encontros comunitários, ações formativas e outras iniciativas pastorais, conforme a organização de cada paróquia. O retorno a Palmas ocorrerá no dia 22 de janeiro, seguido de momentos de partilha, avaliação e convivência fraterna, encerrando a experiência no dia 24.

Com o tema “Evangelização em movimento: a dimensão pastoral da comunicação”, o encontro será um espaço de formação, partilha e discernimento sobre como a

Com o tema “Evangelização em movimento: a dimensão pastoral da comunicação”, o encontro será um espaço de formação, partilha e discernimento sobre como a comunicação, dentro da missão evangelizadora da Igreja, deve estar sempre em constante movimento.

A Pastoral da Comunicação no Brasil, organismo da Comissão Episcopal para a Comunicação Social da CNBB, já se prepara para viver um dos momentos mais esperados de sua caminhada: o 9º Encontro Nacional da Pascom, que acontecerá entre os dias 24 e 26 de julho de 2026, no Centro de Eventos do Santuário Nacional de Aparecida/SP.

Com o tema “Evangelização em movimento: a dimensão pastoral da comunicação”, o encontro será um espaço de formação, partilha e discernimento sobre como a comunicação, dentro da missão evangelizadora da Igreja, deve estar sempre em constante movimento. Mais do que técnicas ou modismos, a Pascom é chamada a cultivar uma comunicação enraizada no Evangelho, capaz de responder aos desafios do tempo presente com discernimento pastoral, criatividade, estratégias coerentes e formação contínua. Tudo isso pensando na rotatividade dos agentes da Pascom, já que é uma Pastoral com novos “rostos” a todo momento e nos comunicadores veteranos, que carregam a experiência da comunicação que nasce nas bases e ajudam a formar comunicadores conscientes e bem preparados.

“Este 9º Encontro diz muito sobre a Pastoral da Comunicação no Brasil, sobre a sua atuação, diante da importância e da necessidade de capacitar e formar os comunicadores, sejam eles jovens e adultos, sobre o que é a comunicação dentro do viés Pastoral. Aqui eu falo daquela comunicação que nasce nas bases, que vai se formando em nossas comunidades paroquiais até nossas (Arqui)Dioceses e Regionais da Igreja no Brasil. É repensar uma Pascom sem deixar que a comunicação caia no vazio dos ‘likes’ ou nos “memes” exagerados, e sem nos esquecermos que a comunicação é movimento, é transformação, é ser missionário em todos os ambientes, sobretudo no digital, sendo pontes comunicacionais com estratégia e inteligência dentro da comunicação eclesial.” Afirma Janaína Gonçalves, coordenadora nacional da Pascom.

A Pastoral da Comunicação no Brasil realiza esse encontro em nível nacional sempre no mês de julho, a cada dois anos, intercalando com o Muticom – Mutirão Brasileiro de Comunicação, para favorecer a participação dos agentes, considerando a época de férias. O evento também se consolida sendo realizado na casa da Mãe Aparecida, padroeira da Pascom, que acolhe todas as pessoas com a alegria e em sintonia com a comunicação evangelizadora.

Então, fique atento para os períodos e já envie essa notícia para sua equipe de comunicação. Monte a sua caravana. Vamos movimentar nossas redes e fazer o melhor e maior encontro da comunicação pastoral da Igreja no Brasil.

Inscrições

As inscrições já estão abertas. Acesse:

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Os valores variam de acordo com o período de inscrição:

  • 1º lote (R$ 150,00) – de 28/09/2025 a 30/11/2025
  • 2º lote (R$ 170,00) – de 01/12/2025 a 29/03/2026
  • 3º lote (R$ 190,00) – de 30/03/2026 a 12/07/2026

O Encontro Nacional é uma oportunidade única para reunir comunicadores de todo o Brasil, refletindo sobre a missão evangelizadora da Pascom e fortalecendo a caminhada da Igreja em rede.

Garanta já sua inscrição e venha viver este momento especial em Aparecida! Vamos juntos?

Atualmente, o antigo Convento São Francisco, localizado na Cidade Alta, em Vitória, é a sede da Cúria Metropolitana de Vitória. É nesse espaço histórico
Foto: Arquidiocese de Vitória

Atualmente, o antigo Convento São Francisco, localizado na Cidade Alta, em Vitória, é a sede da Cúria Metropolitana de Vitória. É nesse espaço histórico que funciona o centro administrativo e pastoral da Igreja Católica na capital capixaba, de onde partem as principais decisões que orientam a vida religiosa, social e missionária da Arquidiocese. O restauro recente de seu frontispício, não é apenas para preservar um patrimônio arquitetônico, mas valorizar um edifício que continua em pleno uso e permanece no coração da vida eclesial do Espírito Santo.

A obra representa a recuperação de um dos mais antigos marcos históricos, religiosos e culturais do Estado, símbolo da presença franciscana e da própria formação urbana de Vitória. Preservar sua fachada é preservar a memória de mais de quatro séculos de fé, missão, assistência social e construção da identidade cultural do povo capixaba.

História do Convento São Francisco

Arquivo da Arquidiocese de Vitória

A origem do Convento São Francisco remonta a 1587, quando Vasco Fernandes Coutinho Filho, então governador da Capitania do Espírito Santo, convidou os frades franciscanos a se estabelecerem em Vitória. No mesmo ano, foi-lhes doado um terreno coberto por mata virgem, na parte alta da então Vila de Vitória, para a edificação do convento. Em novembro de 1591 foi lançada a pedra fundamental, marco oficial do início da construção daquele que se tornaria o primeiro convento da Província Franciscana da Imaculada Conceição no Brasil.

Por volta de 1596, o convento já estava concluído e em pleno funcionamento. Dali, os frades partiam, inclusive por via marítima, para atender espiritualmente a população local e auxiliar nas atividades da Capela de Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha, fundada por Frei Pedro Palácios. O complexo conventual incluía igreja, claustro, capelas, jardim, cemitério, horta e pomar, além de um importante acervo de imagens sacras em madeira, tornando-se um centro religioso e cultural de grande relevância.

A atuação franciscana sempre foi marcada pela simplicidade evangélica e pelo compromisso com os mais pobres. Os frades dedicavam-se à catequese, às missões populares e à evangelização indígena por meio das chamadas missões volantes, deslocando-se até as comunidades em seus próprios territórios, em vez de impor aldeamentos fixos. Essa prática era considerada mais respeitosa às culturas locais e reforçava a proximidade entre missionários e povo.

O convento também manteve forte vínculo com a Irmandade de São Benedito, criada inicialmente para acolher pessoas negras escravizadas e depois aberta a todos. A utilização de espaços do convento pela irmandade revela seu caráter inclusivo e sua função social, tornando-o um ponto de encontro de diferentes grupos sociais.

Em 1774 foi construída a torre do convento, que posteriormente recebeu os sinos que permanecem até hoje. Em 1775, o espaço acolheu visitantes apostólicos, como Frei José do Amor Divino e Frei Salvador, que utilizaram o convento como base para missões em diversas localidades do Espírito Santo.

No século XIX, as restrições impostas pelo Império, especialmente a proibição da entrada de novos noviços, provocaram o esvaziamento de muitos conventos. Em Vitória, o Convento São Francisco chegou a um estado de semiabandono no final do século, correndo inclusive o risco de ser confiscado pelo poder público.

Arquivo da Arquidiocese de Vitória

A criação da Diocese do Espírito Santo, em 1895, marcou um ponto de virada. Seu primeiro bispo, Dom João Batista Corrêa Néri, buscou garantir a preservação e a continuidade do uso do edifício. Em 1899, com autorização do Papa Leão XIII, o Convento São Francisco foi oficialmente transferido à Diocese, passando a integrar a estrutura administrativa da Igreja local.

No século XX, o prédio ganhou nova função social com a criação do Orfanato Cristo Rei, em 1924, idealizado pelo Padre Leandro dell’Uomo e aprovado por Dom Benedito Paulo Alves de Souza. O orfanato acolheu crianças pobres, órfãs e abandonadas, muitas delas descendentes de indígenas e ex-escravizados, tornando o antigo convento um centro de promoção humana, educação e assistência social.

Para atender a essa nova missão, reformas profundas foram realizadas, modificando quase totalmente a estrutura original do edifício. Embora vistas como progresso na época, essas intervenções implicaram a perda de importantes elementos arquitetônicos coloniais, hoje reconhecidos como parte do patrimônio histórico irrecuperável do Espírito Santo.

Em 1925, Padre Leandro promoveu a reorganização do antigo cemitério do convento, reunindo os restos mortais em um ossuário comum no pátio central, onde foi erguido um monumento encimado pela imagem de Nossa Senhora da Imaculada Conceição. O local tornou-se símbolo de respeito à memória e de continuidade entre o passado franciscano e a nova função social do espaço.

Ao longo das décadas seguintes, o edifício continuou servindo à Igreja e à sociedade, abrigando seminários, a Rádio Capixaba, a Cáritas, a Secretaria de Pastoral, a Comissão Justiça e Paz e outros órgãos da Arquidiocese de Vitória. Hoje, como sede da Cúria Metropolitana, o antigo convento mantém-se como centro de articulação pastoral, administrativa e social da Igreja Católica no Espírito Santo.

Nesse contexto, o restauro do frontispício assume um valor simbólico ainda maior. A fachada representa a identidade histórica do edifício e guarda vestígios da arquitetura colonial que resistiram às transformações do século XX. Sua recuperação expressa o compromisso com a preservação da memória, com a valorização do patrimônio cultural e com a continuidade da missão da Igreja.

“Iniciamos um novo ciclo de catequeses dedicado ao Concílio Vaticano II e à releitura dos seus Documentos. Esta é uma preciosa oportunidade para redescobrir

“Iniciamos um novo ciclo de catequeses dedicado ao Concílio Vaticano II e à releitura dos seus Documentos. Esta é uma preciosa oportunidade para redescobrir a beleza e a importância deste evento eclesial.”

Com estas palavras, o Papa Leão XIV iniciou a catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, 7 de janeiro, realizada na Sala Paulo VI em razão das baixas temperaturas no hemisfério norte. Após as reflexões do Ano Jubilar dedicado aos mistérios da vida de Jesus, o Santo Padre propôs à Igreja um novo itinerário de reflexão, centrado no Concílio Vaticano II, definido por São João Paulo II como “a grande graça de que beneficiou a Igreja no século XX”.

Um Concílio que permanece atual

O Pontífice recordou que, em 2025, a Igreja celebra, juntamente com o aniversário do Concílio de Niceia, o sexagésimo aniversário do Concílio Vaticano II. Embora não esteja distante no tempo, observou que a geração de bispos, teólogos e fiéis que participou diretamente daquele acontecimento já não está entre nós. Por isso, torna-se ainda mais necessário redescobrir o Concílio de maneira autêntica, não a partir de “boatos” ou leituras parciais, mas por meio da releitura atenta dos seus Documentos.

Segundo Leão XIV, é precisamente nesses textos que se encontra um Magistério vivo, capaz de orientar ainda hoje o caminho da Igreja. Citando Bento XVI, o Papa recordou que os Documentos conciliares não perderam a sua atualidade; ao contrário, “os seus ensinamentos revelam-se particularmente pertinentes” diante das novas situações da Igreja e da sociedade globalizada.

Foto: @Vatican Media

O alvorecer de uma nova etapa eclesial

Ao evocar a abertura do Concílio por São João XXIII, em 11 de outubro de 1962, o Papa lembrou a imagem do “alvorecer de um dia de luz” para toda a Igreja. O trabalho dos Padres conciliares, provenientes de Igrejas de todos os continentes, abriu caminho para uma nova etapa da vida eclesial, amadurecida a partir de uma rica reflexão bíblica, teológica e litúrgica desenvolvida ao longo do século XX.

O Concílio Vaticano II, explicou o Santo Padre, redescobriu o rosto de Deus como Pai que, em Cristo, chama todos a serem seus filhos; contemplou a Igreja à luz de Cristo, como mistério de comunhão e sacramento de unidade; e promoveu uma profunda reforma litúrgica, colocando no centro o mistério da salvação e a participação ativa e consciente de todo o Povo de Deus. Ao mesmo tempo, ajudou a Igreja a abrir-se ao mundo contemporâneo, dialogando com os seus desafios e mudanças.

Uma Igreja chamada ao diálogo

O Papa recordou ainda a afirmação de São Paulo VI segundo a qual, graças ao Concílio, “a Igreja faz-se palavra, faz-se mensagem, faz-se colóquio”. Esse impulso levou a Igreja a comprometer-se com o ecumenismo, o diálogo inter-religioso e o diálogo com todas as pessoas de boa vontade, na busca sincera da verdade. Esse mesmo espírito, sublinhou Leão XIV, deve continuar a caracterizar a vida espiritual e a ação pastoral da Igreja hoje:

“Devemos implementar ainda mais plenamente a reforma eclesial de modo ministerial e, perante os desafios de hoje, somos chamados a permanecer atentos intérpretes dos sinais dos tempos, alegres anunciadores do Evangelho, corajosas testemunhas da justiça e da paz.”

Foto: @Vatican Media

Santidade, esperança e missão

Citando Dom Albino Luciani, futuro Papa João Paulo I, o Santo Padre recordou que os frutos de um Concílio não dependem apenas de estruturas ou métodos, mas de “uma santidade mais profunda e mais extensa”, capaz de amadurecer ao longo do tempo, inclusive em meio a dificuldades e conflitos. Redescobrir o Concílio, acrescentou, significa devolver a primazia a Deus e ao essencial: uma Igreja apaixonada pelo Senhor e pela humanidade por Ele amada. Na parte final da catequese, o Papa retomou as palavras de São Paulo VI dirigidas aos Padres conciliares no encerramento do Vaticano II, recordando que chegou o tempo de partir ao encontro da humanidade para lhe anunciar o Evangelho. Um tempo que reúne passado, presente e futuro, marcado pelo desejo dos povos por justiça, paz e uma vida mais plena.

“Ao aproximarmo-nos dos Documentos do Concílio Vaticano II e redescobrirmos a sua profecia e atualidade, acolhemos a rica tradição da vida da Igreja e, ao mesmo tempo, questionamos o presente e renovamos a alegria de correr ao encontro do mundo para levar o Evangelho do Reino de Deus, um reino de amor, de justiça e de paz”, concluiu Leão XIV.

Matéria: Thulio Fonseca – Vatican News

Foto de capa: @Vatican Media

O “mundo inteiro” chegou a Roma no Ano Santo de 2025. Foram 33.475.369 peregrinos, provenientes de 185 países, que chegaram por ocasião do Jubileu
O “mundo inteiro” chegou a Roma no Ano Santo de 2025. Foram 33.475.369 peregrinos, provenientes de 185 países, que chegaram por ocasião do Jubileu da Esperança, que o Papa Leão XIV concluirá oficialmente dentro de poucas horas, fechando a Porta Santa da Basílica de São Pedro. Superaram-se, portanto, de forma ampla, as projeções — elaboradas pela Universidade Roma Tre — que previam “apenas” 31 milhões de fiéis na Cidade Eterna neste ano especial de graça para a Igreja. É dom Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização e responsável pela organização, quem traça o balanço do Ano Santo, durante uma coletiva realizada na manhã de hoje, 5 de janeiro, véspera do encerramento do Jubileu, na Sala de Imprensa da Santa Sé. Estiveram presentes as autoridades civis que colaboraram — com aquilo que unanimemente já chamam de “método Jubileu” — para a realização do evento e de todas as infraestruturas necessárias. O mundo inteiro veio a Roma, mas sobretudo a Europa: 62% dos peregrinos vieram do velho continente, com a Itália em primeiro lugar em número de presenças e o Brasil em quarto lugar.

Foto: Daniela Gomide

Um Jubileu de espiritualidade e de futuro

Nem os números dos peregrinos, nem os dos chamados “grandes eventos” (nada menos que 35) dão conta plenamente de um acontecimento que pretendia, sobretudo, entrar na vida das pessoas e renová-la em profundidade. “A dimensão espiritual que está na base do Jubileu permitiu constatar um povo em caminho, com grande desejo de oração e de conversão”, afirmou dom Fisichella. A vida espiritual dos peregrinos floresceu novamente enquanto enchiam os principais destinos de peregrinação e os santuários de Roma. “As Basílicas Papais e outros centros de oração — acrescentou — como, por exemplo, a Escada Santa, registraram presenças jamais vistas anteriormente. As confissões aumentaram e a celebração jubilar do perdão pleno, a indulgência, chegou a todos”. Neste ano, agora concluído, foi oferecida esperança às pessoas e ao mundo: “O Jubileu se encerra — disse ainda o pró-prefeito — mas permanecem os muitos sinais de esperança que foram oferecidos, e amplia-se o horizonte para sustentar um futuro carregado de paz e serenidade, como todos desejam. Em uma palavra, este Ano Santo alcançou o objetivo expresso na bula de convocação do Jubileu Spes non confundit: ser, para todos, ocasião de reavivar a esperança”.

A generosidade de 7 mil voluntários

Há, porém, números que contam, porque — “em um período de fácil individualismo”, como disse por fim o prelado ao agradecer — medem a generosidade de tantos voluntários: 5 mil estiveram em serviço durante todo o Ano e 2 mil, da Ordem de Malta, prestaram serviço de primeiros socorros nas quatro basílicas papais.

Diálogo e colaboração: o “método Jubileu”

Alfredo Mantovano, subsecretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros italiano, explicou em que consistiu o “método Jubileu”: “Uma administração estatal que deve coordenar, e não dirigir, outras administrações. Reuniões de coordenação que resolvem problemas e não os criam. Cada um dos sujeitos envolvidos evita se apropriar de resultados que são fruto do trabalho de todos. Tudo isso permitiu uma mudança de ritmo”. Uma máquina administrativa que se colocou a serviço da espiritualidade. “As instituições não devem responder às questões cruciais — como aquelas que todos nos colocamos diante da tragédia de Crans-Montana, na Suíça — mas colocar as pessoas em condições de poder vivê-las, como fizeram os peregrinos”. A próxima ocasião será oferecida, já neste ano, pelo oitavo centenário da morte de São Francisco de Assis. “A vida de São Francisco é justamente a resposta mais completa às perguntas profundas

Foto: Daniela Gomide

e dilacerantes dos acontecimentos deste início de ano. Também por isso vale a pena continuar trabalhando”.

A acolhida da Cidade Eterna

O prefeito de Roma e comissário extraordinário do Governo para o Jubileu, Roberto Gualtieri, viu sua cidade acolher com paciência os muitos fiéis que chegaram à capital para obter a indulgência, em uma relação de benefício recíproco. “Os peregrinos não retiraram nada da capacidade de Roma de acolher turistas e de oferecer serviços aos seus cidadãos. Pelo contrário, o Jubileu foi um motor impulsionador”, afirmou o prefeito. “A alegria, a fé e a esperança dos peregrinos tocaram o coração dos romanos, que, por sua vez, tiveram uma atitude acolhedora para com eles, mesmo quando seus números eram extraordinários. Tor Vergata, por exemplo, é um evento que permanecerá na história da nossa Cidade e da Igreja”, concluiu Gualtieri.

A contribuição dos profissionais de saúde e das forças de segurança

“O Método Jubileu — explicou, por sua vez, Francesco Rocca, presidente da Região do Lácio — levou o grupo de coordenação a trabalhar com serenidade, e não com competição, uma serenidade que se transmitiu a todos os operadores. O serviço de emergência 118 realizou 580 mil atendimentos, 40 mil a mais do que no ano anterior. Os atendimentos nos prontos-socorros foram 1.600.000, 100 mil a mais em relação a 2024”.

Por fim, Lamberto Giannini, prefeito de Roma, descreveu o princípio que orientou a atuação das forças de segurança na capital: “Precisávamos de segurança e serenidade, por isso buscamos transmitir segurança não militarizando, mas fazendo prevenção. O Jubileu dos Jovens me marcou profundamente, com os confessionários montados no Circo Máximo. Foi algo único, que permanecerá na memória de todos”.

Matéria: Daniele Piccini – Cidade do Vaticano
Dom Ângelo Ademir Mezzari, arcebispo de Vitória – ES, divulgou na manhã de hoje (05) as datas que acontecerão as posses dos novos Párocos,

Dom Ângelo Ademir Mezzari, arcebispo de Vitória – ES, divulgou na manhã de hoje (05) as datas que acontecerão as posses dos novos Párocos, Administradores Paroquiais e Vigários nas paróquias da Arquidiocese de Vitória.

As celebrações de posse acontecerão no final do mês de janeiro e no início de fevereiro, contarão com a presença dos bispos e seguirão o Ritual Litúrgico para a tomada de posse.

Dom Ângelo convida todos os fiéis a participarem das celebrações, a acolherem com carinho seus novos pastores e a permanecerem unidos na oração, fortalecendo a comunhão e a missão da Igreja no anúncio do Evangelho.

Segue a nota com as datas das posses e em seguida o Ritual Litúrgico para a tomada de posse

O Papa Leão XIV enviou uma mensagem em vídeo falando em inglês aos muitos participantes do SEEK26, uma iniciativa que teve início nesta quinta-feira,
O Papa Leão XIV enviou uma mensagem em vídeo falando em inglês aos muitos participantes do SEEK26, uma iniciativa que teve início nesta quinta-feira, 1º de janeiro, e que se concluirá na segunda-feira, 5. O evento que se realiza simultaneamente em Columbus, Ohio, Fort Worth, Texas, e Denver, Colorado, reúne milhares de católicos e é marcado pela oração, adoração, conferências e celebrações.

E o Papa inicia sua mensagem com uma pergunta: “caros jovens, o que vocês estão buscando? Por que estão aqui nesta conferência?”.

As perguntas do Papa tocam o coração de quem o ouve. São as palavras de Jesus dirigidas aos discípulos que ainda hoje surpreendem e colocam em dificuldade. Perguntas que inquietam, que fazem refletir, que colocam em movimento.

A resposta se encontra em uma pessoa. Somente o Senhor Jesus nos traz a verdadeira paz e alegria e realiza cada um dos nossos desejos mais profundos.

O convite do Papa

Leão XIV convida os participantes a estarem “abertos ao que o Senhor tem reservado” para cada pessoa presente. As conferências, sublinha, podem ser, de fato, uma ocasião para encontrar Cristo pela primeira vez ou para aprofundar a relação com Ele. É claro, porém, que depois de conhecê-Lo tudo muda e, como os discípulos, podemos dizer: “Encontramos aquele que procurávamos!”, daí nasce a missão.

O zelo missionário nasce de um encontro com Cristo. Desejamos compartilhar com os outros o que recebemos, para que também eles possam conhecer a plenitude do amor e da verdade que só se encontra nele.

Não tenham medo

O Papa Leão assegura, portanto, sua oração para que se compartilhe a alegria do encontro autêntico com o Senhor e exorta os jovens, durante estes dias de amizade e adoração eucarística, a não terem medo de perguntar o que Jesus espera deles, seja o sacerdócio, a vida religiosa, o casamento, a vida familiar.

Se sentirem que o Senhor os chama, não tenham medo. Mais uma vez, deixem-me sublinhar que só Ele conhece os desejos mais profundos, talvez ocultos, do vosso coração e o caminho que vos conduzirá à verdadeira plenitude. Deixem-se conduzir e guiar por Ele!

Por fim, o Pontífice confia à Virgem as conferências, iniciadas na solenidade de Maria, Mãe de Deus, para que, através dela, cheguem a Jesus, ao seu amor, para encontrar a paz naquele que procuraram por muito tempo.

Silvonei José – Vatican News

Foto de capa: @Vatican Media